Quem sou eu para dizer o que você deve ou não fazer com o seu dinheiro. Porém, esse post não é apenas um exercício financeiro, mas também é um exercício técnico. Pois o modelo com 12 GB de RAM chegou no mesmo ano que a Samsung tomou a sábia decisão de acabr com os smartphones top de linha com 6 GB de RAM.

A implementação dos 8 GB de RAM como padrão para os modelos top de linha foi um acerto da Samsung. Deixa o Huawei Mate 20 para trás (pelo menos nos números) e entrega uma nova família de smartphones que vai durar nas mãos dos usuários por vários anos.

Por outro lado, a versão Standard do Galaxy S10 foi prejudicada em relação ao Galaxy S10+ e ao Galaxy S10e. A diferença de preços é mínima, e o Galaxy S10e por 779 euros pode ser uma forma de ter um smartphone top de linha de 2019 por um preço mais aceitável e competitivo.

Por outro lado, fica difícil justificar os 12 GB de RAM. Apesar do Android não ser o melhor sistema operacional para gerenciar os recursos de hardware, uma maior quantidade de RAM não resulta em um impacto positivo ou diferencial técnico que torna o produto muito melhor do que poderia ser com uma quantidade de RAM menor.

A prova disso (e um dos exemplos que melhor explica essa deficiência técnica do sistema operacional do Google) é o fato da versão McLaren do OnePlus 6T, que também conta com 12 GB de RAM e tem a mesma performance das versões com menor quantidade de RAM.

Logo, é fácil concluir que os fabricantes estão nesse momento em uma guerra para ser aquela que vai colocar mais RAM em um smartphone… por puro marketing. Se vale a pena ou não comprar um Galaxy S10+ com 12 GB de RAM? A resposta está muito mais no seu desejo de ter um dispositivo onde você vai levar anos para pensar em trocar, ou em contar com um smartphone que é para poucos, ainda mais custando 1.699.

É a ostentação máxima do Android, no mesmo nível que o iPhone XS Max de 512 GB a US$ 1.449 pode produzir. Na mesma escala, inclusive.