Uma equipe de investigadores da Universidade da Flórida, da Universidade de Stony Brook e da Samsung Research America descobriram que existem tecnologias de 30 anos que ainda servem para hackear smartphones atuais.

Esse time descobriu um ataque baseado em comandos AT, criados na década de 1980 para interferir em modems, mas que seguem funcionado nos smartphones Android atuais. Com esse tipo de ataque, é possível (por exemplo) manipular a tela ou executar diferentes comandos no smartphone. Basta ter um cabo

Entre as muitas possibilidades que existem, é possível configurar um carregador malicioso, ou distribuir cabos USB modificados, que podem assumir o controle dos dispositivos, vazando informações e saltando a proteção da tela de bloqueio de qualquer telefone.

 

 

Ataque dos anos 80 para violar smartphones atuais

 

 

Um pequeno script na interface USB pode fazer com que um smartphone receba os comandos AT. São mais de 3.500 comandos desse tipo que nunca foram documentados por nenhuma equipa de pesquisa.

Dispositivos Android atuais podem ser manipulados por um cabo USB modificado. Quando um dispositivo é atacado, ele recebe comandos que manipulam o seu bom funcionamento, mediante toques na tela e outras modificações, como instalação de aplicativos de fontes duvidosas, malwares, realizar chamadas, enviar mensagens e coletar dados.

 

 

Como você pode se proteger?

 

 

Para se proteger, é altamente recomendado não conectar o seu smartphone em um carregador USB que não seja de confiança, como em bares, restaurantes, aeroportos ou outros estabelecimentos.

Use sempre o carregador que acompanha o kit de venda do seu smartphone, e se você estiver em um local público, tente carregar o dispositivo com o seu cabo. Também é importante ter o telefone sempre atualizado com as últimas medidas de segurança, pois a falha pode ser corrigida em uma atualização mensal que boa parte dos smartphones Android recebe.

Por fim, é sempre bom ter uma boa dose de bom senso no comportamento de uso do seu smartphone. Prevenir é sempre melhor que remediar.