A União Europeia quer que as redes sociais fiquem livres de conteúdo extremista, discursos de ódio, paramilitares, xenofóbicos, racistas e outros valores deploráveis. Em resumo: quer que as principais redes sociais não sejam o espaço para material que incita o ódio entre as pessoas.

O recado foi muito claro e direto aos diretores responsáveis por essas redes sociais: se o material ofensivo não for radicalmente eliminado em menos de uma hora depois de sua publicação, a empresa será multada.

Se antes a solução do problema ficava nas mãos das próprias redes sociais, agora a UE toma partido ativo da situação, advertindo com a nova medida. As novas normas serão aplicadas também para sites e blogs, independente do seu tamanho, e que vai ajudar a criar uma segurança jurídica para as plataformas.

 

 

A principal aliada das redes sociais para combater os discursos de ódio é a Inteligência Artificial, que aprende o que é conteúdo ofensivo, baseado em textos e imagens. Assim, ela pode remover conteúdos ofensivos de forma mais rápida e eficiente que um ser humano.

O movimento realizado pela União Europeia é lógico: não podemos admitir conteúdos que propaguem o ódio nas redes sociais. Por outro lado, nos deparamos de novo com uma questão de âmbito moral: a liberdade de expressão de cada indivíduo. Não podemos apelar para o senso comum para delimitar o que é ofensivo ou não, e os limites devem estar bem estabelecidos para não cair na censura.

Uma censura que até pode estar atrelada a interesses comerciais que nada tem a ver com a segurança do internauta.

 

 

O caso de Alex Jones é emblemático nesse aspecto. Ele foi eliminado, de forma radical das principais redes sociais por conta do seu discurso ofensivo e até perigoso.

Alex Jones é o responsável pelo Infowars, um podcast onde ele expressa seus pensamentos de extrema direita, repleto de teorias conspiratórias malucas e ofensivas. Nesse momento, nem no Spotify podemos encontrar um episódio do seu programa. Como se ele tivesse desaparecido do planeta com um estalo de dedos do Thanos.

Jones lançava teorias descabidas. Por exemplo, que Hillary Clinton era dona de uma rede de pedofilia em um sótão de uma pizzaria em Washington, que as vítimas dos tiroteios nas escolas públicas são atores, contratados pelo partido democrata para tentar revogar o direito do norte-americano por conter armas, entre outras.

O ostracismo que Alex Jones recebeu foi comemorado pela maioria da opinião pública, mas levanta de novo o debate sobre quem decide o que se pode dizer, e o que é o tal senso comum.

Se bem que, nesse caso, sem provas, Jones só mandou fake news, e ele deveria sim ser coibido e exterminado da internet.

 

Via The Next Web