O Facebook está comemorando 15 anos de vida, e os seus resultados financeiros mostram que, apesar de todas as polêmicas, a empresa não para de bater recordes de receitas. Mark Zuckerberg tem motivos para sorrir, mesmo que tal gesto acabe ofendendo a algumas pessoas.

O Facebook afirmou que conta hoje com 2.7 bilhões de usuários ativos mensais nas suas quatro principais plataformas (Facebook, WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger). Na prática, 2.32 bilhões de pessoas entram no Facebook pelo menos uma vez por mês.

Até aqui, tudo lindo, certo?

Porém, o relatório tem letras miúdas e ocultas. Em documentos enviados aos seus investidores, o Facebook revelou dois dados que preferiu não compartilhar com a imprensa e o grande público durante a apresentação dos seus resultados financeiros.

A primeira informação está relacionada ao número de contas falsas que seguem ativas na plataforma, pois isso fatalmente resultaria em uma redução dos números de usuários ativos reais.

A segunda informação é sobre o número de pessoas que contam com mais de uma conta na plataforma, algo que contribuiria ainda mais para que os números sejam menores.

 

 

Nenhuma conta dentro das duas situações deveria ser contabilizadas, mas entram na somatória dos 2.32 bilhões. E, no total, 371 milhões de contas estão nos dois cenários. Aproximadamente 16% do total de usuários ativos. Ou um em cada seis usuários mensais do Facebook.

No final de 2018, o Facebook informou que contava com 116 milhões de contas ativas que eram falsas, ou seja, de nenhuma pessoa real com finalidades desconhecidas. A rede social apaga entre 150 e 250 milhões dessas contas todos os meses, mas algumas escapam do seu algoritmo.

Outro número preocupante está nas 255 milhões de contas duplicadas que seguem presentes na rede social. Esse número só aumentou nos últimos dois anos, adicionando 42 milhões apenas em 2018. Tais contas são criadas por pessoas que querem ter perfis alternativos por diferentes motivos, seja para fugir de relacionamentos abusivos como para realizar spam.

É uma decisão complicada para o Facebook.

 

Via NYT