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Era o crime perfeito. Adel, um francês de 19 anos de idade, queria enganar o sistema informático de um supermercado. E, na verdade, ele conseguiu. O problema era que ele não sabia como parar a tempo.

A ideia era simples e nada poderia dar errado. Adel decidiu tirar proveito de um “buraco na segurança” dos caixas automáticos do supermercado Monbéliard para levar um PlayStation 4 como se fosse uma fruta.

Mas… qual era a brecha de segurança? Que esses caixas automáticos não contam com um ser humano que verifica se você pagou corretamente o que está comprando. Adel sabia disso, e sabia como tirar vantagem da brecha.

 

 

O crime (quase) perfeito

O Monbéliard, como muitos outros supermercados do mundo, decidiu implementar caixas automáticos. Você sabe, aqueles em que não há um ser humano que nos cobra, o cliente é responsável por escanear os produtos e pagá-los. O principal objetivo do sistema é principalmente reduzir a força de trabalho e economizar algum dinheiro na contratação e nos salários dos funcionários.

A diferença é que o Monbéliard não é um Amazon Go, já que neste último há todo um sistema de inteligência artificial com câmeras e sensores que acompanham o cliente o tempo todo. Já os caixas automáticos do Monbéliard são um sistema automático baseado em confiar que o cliente pagará pelo o que está comprando.

E já está mais que comprovado que não dá para confiar no bom senso alheio, em nenhum lugar do mundo.

 

 

Então, com tudo isso em mente, Adel foi para um supermercado Monbéliard em setembro de 2018, passou pela área de videogames, pegou um PlayStation 4 e depois foi para a área de frutas e vegetais. Aqui, Adel decidiu usar uma das balanças automáticas para pesar o console, selecionou laranjas e a máquina forneceu uma etiqueta que descrevia 3,3 quilos de laranjas e um preço a pagar de 9,29 euros.

Por fim, o jovem colou a etiqueta de preço no console e foi até um dos caixas automáticos, que verificou apenas a etiqueta, e pronto: ele pagou apenas 9,29 euros por um PlayStation 4 que custa 340 euros.

Tudo foi perfeito para Adel, que saiu da loja sem ser descoberto. Então, o jovem pensou: “se funcionasse uma vez, poderia funcionar duas vezes”.

A má notícia é que, quando Adel foi no dia seguinte na unidade do Monbéliard para tentar repetir sua jogada magistral, a polícia já estava esperando por ele.

Adel admitiu o seu crime, e explicou que ele tinha vendido o console por 100 euros, e retornou à loja com o objetivo de comprar um novo videogame novamente, vender o mesmo e, dessa forma, ser capaz de comprar uma passagem para Nice, onde ele supostamente mora.

O jovem enfrenta nesse momento acusações de roubo e foi condenado a quatro meses de prisão em um estabelecimento correcional, além de cinco anos de inelegibilidade e a proibição de voltar a entrar em um supermercado Monbéliard.

 

Via Kotaku


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