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Há quem diga que teremos uma variante do iPhone 12 com uma tela de 5.4 polegadas. Se isso acontecer, a Apple fará algo que os fabricantes de smartphones Android não querem fazer nos últimos anos: reduzir as telas dos dispositivos, o que pode iniciar o início de uma ‘nova velha’ fase dentro do segmento.

 

 

 

Muitas opções, mas poucas opções em tamanho

 

 

Ao longo dos anos, os fabricantes de smartphones só aumentaram o tamanho das telas dos dispositivos. Os dispositivos atuais são excelentes, e fazem com que os modelos do passado pareçam de brinquedo. Voltar para as telas menores pode ser algo incômodo na era do consumo de vídeo por streaming, da fotografia e da navegação web em profusão.

Por outro lado, a indústria foi do 8 ao 80: saíram de smartphones com telas pequenas demais para dispositivos que, hoje, são grandes demais. E não existe um meio termo nesse aspecto.

 

 

Antes, o catálogo era mais diversificado. Em 2013, a Samsung oferecia smartphones que iam das 3 até as 6.3 polegadas de tela. Aliás, muita gente riu de um smartphone com tela de 6.3 polegadas, e para aquela época, as risadas ainda eram justificadas. Hoje, não: a maioria dos modelos disponíveis no mercado atual superam as 6 polegadas de tela com facilidade, e não existem muitas alternativas com telas mais compactas.

 

 

 

Remover as bordas de tela não equilibrou as coisas

 

 

Telas maiores entregam vantagens indiscutíveis na hora de consumir conteúdos multimídia e na maior capacidade de bateria. Porém, dói ver como o mercado se comportou depois que eliminou as bordas de tela, o grande “culpado” pelos telefones enormes.

Quando os primeiros smartphones sem bordas apareceram, muitos ficaram maravilhados com isso: finalmente teríamos mais tela com dimensões menores. Mas não foi isso o que aconteceu, já que os fabricantes aproveitaram tal alteração para colocar telas ainda maiores, estirando ainda mais as dimensões dos dispositivos, que ficaram maiores do que nunca.

 

 

Isso virou tendência, e agora temos uma corrida entre os fabricantes para entregar a maior tela possível. A Samsung apresentou o Galaxy S10e que se transformou quase em um representante solitário em sua categoria, pois não era tão pequeno com 5.8 polegadas, mas comparado com os demais modelos de sua família (e vários outros da concorrência), ele parecia um anão.

Hoje, poucos smartphones ficam abaixo das 6 polegadas de tela. O iPhone 11 Pro também conta com 5.8 polegadas, mas se queremos um top de linha Android com tamanho compacto, as opções são escassas, já que modelos com essas características ou são de entrada ou de linha média.

 

 

Só me lembro da linha Sony Compact, que tentou com o Z5 Compact o que o Galaxy S10e tenta hoje. E digo que tentou, porque não conseguiu vender tão bem quanto o esperado. Logo, temos os sapatofones no mercado porque nós merecemos.

Se a Apple efetivamente apresentar esse hipotético iPhone com tela de 5.4 polegadas, os fabricantes Android devem seguir a tendência, lançando variantes dos seus modelos top de linha mais atraentes.

Cada usuário tem um tamanho perfeito para o seu smartphone, e até pode ser que os telefones com telas de grandes dimensões sejam mesmo o normal hoje. Mas é preciso ter outras opções para que o mercado se torne algo mais dinâmico e diversificado.

Todos merecem ter a liberdade para escolher o melhor smartphone para os seus objetivos de uso.


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