A Apple se prepara para mais um evento de lançamento de novos iPhones, e muitos esperam três dispositivos: uma re-edição do iPhone X, um modelo extra grande, e outro com tela menos grande e configurações mais modestas.

Sim. Menos grande, e não pequeno. Mesmo porque podemos ter em 2018 os maiores iPhones da história da Apple. E isso levanta a pegunta: por que os iPhones não param de crescer.

Segundo o Wall Street Journal, a resposta é bem óbvia: por causa dos lucros.

Para muita gente já é difícil lembrar que o iPhone nasceu com 3.5 polegadas, e que foram quatro gerações do dispositivo, até 2012 chegar e um iPhone 5 contar com uma tela de 4 polegadas em formato 16:9, algo que se manteve com o iPhone 5S.

Em 2013, a Apple deu o braço a torcer, e lançou um iPhone 6 com tela de 4.7 polegadas, e um iPhone 6 Plus que abraçava 5.5 polegadas. Os tamanhos permaneceram nos modelos iPhone 6s, iPhone 7 e iPhone 8. Porém, em 2017, testemunhamos um iPhone X com bordas menores, o polêmico notch e tela de 5.8 polegadas.

Os rumores apontam que veremos em 2018 um iPhone com tela OLED de 6.5 polegadas, um segundo modelo com tela LCD de 6.1 polegadas, e o sucessor direto do iPhone X com tela OLED de 5.8 polegadas. E o aumentar do tamanho de tela não é apenas pela tendência de mercado.

Serão telas 23% maiores que as presentes nos modelos de 2017, e 28% maiores que as do iPhone 7 anunciado em 2016. E o principal motivo está no lucro, entregue no hardware e também no software.

De acordo com a Kantar, usuários de smartphones com telas de 6 polegadas usam quase o dobro de aplicativos que os donos de dispositivos com telas de 5.5 polegadas. Também rodam mais jogos (até 62% a mais) e consomem o dobro de vídeos.

A Apple faz quase US$ 30 ao ano por dispositivo em compra de apps, e telas maiores podem fazer com que esses números aumentem consideravelmente.

Há indícios que o iPhone de 6.5 polegadas pode chegar com serviços de software adicionais focados no consumo multimídia e assinatura de revistas. Assim, a Apple pode ampliar o tempo de uso em seu ecossistema, entrando em conflito direto com as ferramentas que tentam limitar o uso do smartphone presentes no iOS 12.

Além disso, é uma forma da Apple fomentar a compra dos modelos Plus com características adicionais, como a câmera dupla. Em 2018, a estratégia será a mesma, já que o modelo com 6.1 polegadas deve ficar com apenas uma câmera traseira.

Por outro lado, o maior investimento para fabricar o modelo maior (US$ 33 a mais para fabricar o iPhone 8 Plus) é pago de forma muito sustentável (US$ 77 a mais de lucro por unidade).

É esperado que o modelo base do iPhone com tela LCD de 6.1 polegadas alcance o preço de US$ 800, enquanto que o novo iPhone X custaria US$ 900. Já o modelo com tela OLED de 6.5 polegadas pode custar US$ 1.000.

Amanhã, todas as verdades serão reveladas.

 

Via Wall Street Journal