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A Kaspersky Lab realizou um estudo que revela que um em cada cinco homens latino-americanos consome pornografia no seu PC de trabalho. No Brasil, esse número sobe para um em quatro homens, e tal comportamento está muito relacionado com os incidentes de cibersegurança das empresas.

O estudo mostra que 19% dos homens latino-americanos admitem que consomem conteúdos adultos no computador de trabalho. Os peruanos estão na liderança (25), mas o Brasil está logo atrás (24%), seguido por mexicanos e argentinos (19%). Chilenos (14%) e colombianos (12%) são os mais comedidos.

Nas mulheres, as colombianas lideram o ranking de consumo de pornografia no computador do trabalho (13%), seguidas pelas peruanas (10%), mexicanas e brasileiras (9%). No final do ranking encontramos as argentinas (7%) e chilenas (4%).

Um estudo prévio da Kaspersky Lab indica que os trojans bancários disfarçados de reprodutores de vídeos pornográficos ocupam a segunda posição entre os malwares mais comuns acionados pela pornografia, seguido pelo acesso root e o ransomware.

 

 

Fora do tema do pornô, a pesquisa quer conscientizar sobre os riscos que os internautas estão expostos quando navegam sem precauções, já que os homens são os que mais compram online enquanto estão trabalhando (42%).

Além disso, 73% dos profissionais latino-americanos declaram ler e-mails pessoais no escritório, e 49% acessam e publicam em suas redes sociais.

As práticas pouco rigorosas podem resultar em danos sérios para as empresas, aumentando o risco de vazamento de dados corporativos e confidenciais. O risco de infecção de sistema existe e está presente em qualquer tipo de site. Mas no caso dos sites relacionados à pornografia, existe toda uma preparação para atrair os usuários/vítimas.

Por outro lado, não basta as empresas tentarem evitar o pornô online e os apps suspeitos. O fundamental é manter os dispositivos protegidos, tanto os da empresa em si como os equipamentos dos seus funcionários.

Por fim, é interessante observar que 25% dos trabalhadores latino-americanos não contam com um notebook para trabalhar, e quando tem, 30% dos entrevistados conectam o equipamento a uma rede pública quando está fora do escritório.

Ou seja, o comportamento individual do profissional é altamente relevante na maior ou menor proteção dos dados profissionais.


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