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O sonho de alguns brasileiros anti-sociais que são obrigados a pegar um Uber para se deslocar de um ponto para outro, mas se sentem incomodados com a obrigação em conversar com o motorista (ou apenas os usuários tímidos que não se sentem confortáveis com um diálogo com um completo desconhecido) finalmente chegou.

A Uber anunciou hoje (7) que o Uber Comfort chegou ao Brasil. Essa modalidade de corrida tem como principal vantagem a não obrigação de conversar com o motorista durante as corridas. Mas essa comodidade de viajar em silêncio tem um preço, que é mais caro que o UberX.

 

 

Uber Comfort significa silêncio e uma viagem com ar refrigerado

 

 

Basicamente, o Uber Comfort oferece carros com espaço extra, corridas sem conversas (pois ele solicita para o motorista ficar em silêncio) e permite ao usuário indicar qual é a temperatura do ar condicionado que ele deseja.

Só eu estou vendo uma postura um tanto quanto pedante por parte do passageiro aqui? De qualquer forma, insisto que a modalidade não é apenas o sonho dos anti-sociais e sociopatas em potencial. Tem muita gente que é tímida e se sente desconfortável ao desenvolver um diálogo com pessoas desconhecidas.

Esta é uma modalidade recente nos Estados Unidos e Canadá (lá fora, ele está disponível desde agosto de 20190, e custa entre 20% e 40% a mais que o UberX. Você escolhe tudo antes de entrar no carro: se está disposto a conversar com o motorista (ou não) e a temperatura do ar condicionado. Quando o carro chegar, tudo está do seu jeito.

A nova modalidade oferece carros novos e com mais espaço para as pernas, conduzidos por motoristas com as melhores qualificações. A nova modalidade vai substituir o atual Uber Select que, apesar de oferecer carros mais confortáveis, ainda fica abaixo do Uber Black.

 

 

O Uber Comfort substitui o Uber Select no Brasil em 21 de novembro. Preços não foram revelados. Mas como eu disse um pouco mais adiante, ele tem tudo para custar mais caro que o UberX e (talvez) mais caro que o atual Uber Select.

Pois você deve pagar a mais pelo silêncio das pessoas.

 

Via Estadão, Tecnoblog


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