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O CEO do Twitter, Jack Dorsey, anunciou de forma oficial que a rede social não vai mais permitir aos anunciantes publicar publicidade de índole política. A decisão é global, e se fará efetiva a partir de 22 de novembro de 2019.

Para Dorsey, as mensagens políticas via publicidade podem ser otimizadas a ponto de influenciar a decisão de voto das pessoas, afetando a vida de milhões (diferente de uma publicidade convencional). A medida se soma à outra tomada pelo Twitter recentemente, que também vai marcar as mensagens mais polêmicas de políticos.

 

 

Lutar contra a desinformação não é uma tarefa simples. No caso o Twitter, a opção foi cortar o mal pela raiz. No lugar de conscientizar as pessoas sobre as fake news, a rede social do passarinho azul vai proibir de forma direta que os políticos tentem a prática.

As mudanças afetam os anúncios de candidatos políticos e anúncios comerciais, mas não afetam aos convites ao voto para um candidato. Várias exceções estão previstas na políticas de uso, e os novos termos estarão disponíveis aos anunciantes e público em geral a partir do dia 15 de novembro.

 

 

Pensando nas eleições para presidente nos EUA em 2020

 

 

A medida é global, mas é evidente que o atual cenário político dos Estados Unidos teve uma maior influência na decisão. Ainda mais depois que Mark Zuckerberg teve que se apresentar no Congresso dos Estados Unidos por causa da publicidade política no Facebook.

Joe Biden, candidato democrata para as próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos, pediu, de forma aberta, que as plataformas digitais proibissem os anúncios políticos depois que uma campanha difundiu uma teoria conspiratória sobre ele.

O Twitter não menciona diretamente o Facebook em sua decisão, mas dá uma bela indireta quando Dorsey declara que “alguns poderiam argumentar que nossas ações hoje poderiam favorecer aos titulares”, e cita como outras empresas dizem “estar trabalhando duro para evitar que as pessoas manipulem os nossos sistemas para difundir informação enganosa” até que alguém pague para colocar anúncios políticos enganosos.

O Twitter tem uma comunidade muito menor que a do Facebook, mas sua influência e capacidade de difusão é enorme. Resta saber quais são os impactos que a medida vai ter nos próximos meses, e como Google e Facebook vai responder à esta decisão.

 

Via Jack Dorsey


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