Será?

Várias fontes anônimas estão espalhando que a maioria dos fabricantes de televisores do mercado estão se preparando para produzir telas LCD 8K em massa. O objetivo é alcançar a marca de 0.1% de participação de mercado até o final de 2019.

Algo que é até plausível e compreensível, levando em consideração que pelo menos um grande evento esportivo terá a sua transmissão em 8K em 2020: os Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão). E, pensando nisso, é natural que o mercado tente convencer o consumidor de que vale a pena investir nesse tipo de tela.

A Samsung, que já tem no mercado a QLED Q9000, vai tentar oferecer ao mercado modelos com telas de 65, 75, 82 e 98 polegadas. A LG vai focar esforços nos modelos com 65, 75 e 98 polegadas. E a Sharp vai apostar nos modelos de 70 e 80 polegadas.

Já os fabricantes menores vão tentar economizar um pouco nos custos de desenvolvimento de novos produtos, apostando apenas no segmento de telas com grandes dimensões. BOE (uma das fornecedoras de telas OLED da Huawei) e CEC vão apostar exclusivamente nas telas de 98 polegadas, dedicadas às TVs top de linha.

 

 

Como você já deve ter percebido a essa altura do campeonato, a maioria das TVs 8K devem apostar nas telas em LCD enquanto a LG seguir dominando o mercado de televisores 4K OLED em 2019. A ideia dos fabricantes que seguirão com o LCD é investir no formato de sub-pixels para aumentar a qualidade e a imersão da imagem.

O grande desafio está justamente na produção dessas telas, que contam com custos altíssimos. Além disso, o mercado sofre de uma escassez de componentes, mais precisamente de processadores para trabalhar no processamento de imagem para a resolução 8K.

No final das contas, o público-alvo dos fabricantes será mesmo o consumidor premium, ou aquela pessoa que não vê qualquer tipo de problema em pagar os elevados preços cobrados pelos produtos de primeira geração.

Nesse momento, a TV 8K mais barata do mercado custa aproximadamente 5.000 euros. Um valor que é para poucos.

 

Via TechSpot