
Mal conseguimos encontrar um PlayStation 5 no estoque (ou pagar por ele sem vender um órgão vital), e a Sony já está planejando nos separar de ainda mais dinheiro com o PlayStation 6.
O anúncio oficial do produto ainda não existe, mas já sabemos que o console está em desenvolvimento. E a própria Sony vem soltando migalhas de informação aqui e ali, como quem não quer nada.
Graças a essas “pegadinhas” corporativas, à parceria estratégica com a AMD e alguns vazamentos de fontes supostamente confiáveis, já temos um panorama interessante sobre o que esperar deste futuro sugador de carteiras.
E neste artigo, vamos compilar tudo o que já sabemos sobre o futuro PlayStation 6, mostrando um cenário mais concreto do que está por vir.
A parceria que ninguém pediu, mas todo mundo esperava

Confirmado pela própria Sony: O PS6 continuará a tradição familiar de usar hardware AMD.
Surpresa zero.
A parceria entre Sony e AMD foi anunciada com tanto alarde que até minha avó ficou sabendo. O console usará uma CPU e GPU AMD integradas no mesmo chip, repetindo a fórmula mágica do PS5.
Por que essa insistência em juntar tudo num chip só?
Simples:
- Reduz custos (tradução: mais lucro para a Sony)
- Simplifica o design interno (menos dor de cabeça para os engenheiros)
- Facilita o suprimento (uma pedra, duas necessidades)
Ray tracing e IA: preparando o terreno para (dessa vez) nos impressionar
Mark Cerny, o cara que desenha os PlayStations e provavelmente sonha com processadores, confirmou que estão trabalhando com a AMD para desenvolver redes neurais que vão “revolucionar” os jogos.
Claro, porque não tínhamos buzzwords suficientes na indústria de games.
Especulação baseada em declarações da AMD: O PS6 pode usar uma versão customizada do FSR 4, que promete:
- Geração de quadros por IA (porque aparentemente nossos olhos não são bons o suficiente)
- Redução de ruído inteligente no ray tracing
- Aceleração de hardware para IA
Arquitetura RDNA 5: o futuro chegou (de novo)

Rumor forte: A GPU do PS6 será baseada na arquitetura RDNA 5 (também conhecida como UDNA). Esta arquitetura promete ser até 20% mais potente que a RDNA 4, sem contar possíveis diferenças nas frequências de clock.
Especulação técnica: O PS6 pode ser cerca de 50% mais potente que o PS5 em rasterização tradicional, mas a diferença real vai estar no ray tracing e IA – onde pode ser até duas vezes mais potente.
Isso significa que finalmente poderemos jogar com ray tracing sem que os jogos rodem a 15 FPS!
A insistência em comparar tudo com os PCs
Estimativa baseada em padrões históricos: A GPU do PS6 deve ter performance equivalente a uma GeForce RTX 5070. Nada de surpreendente aqui – Sony nunca colocou hardware topo de gama em seus consoles. É sempre algo na faixa “médio-alto” da época, porque né, lucro é lucro.
Para contexto: O PS5 atual roda mais ou menos como uma RX 6600, então seria uma evolução considerável.
Mais memória (e armazenamento) é sempre melhor

Lógica pura especulação: Se o PS4 veio com 8GB e o PS5 com 16GB, o PS6 provavelmente terá 32GB de memória unificada (ou talvez 24GB se a Sony quiser economizar uns trocados). Deve ser memória GDDR7, porque aparentemente GDDR6 já está “ultrapassada”.
Especulação técnica: O SSD pode ter capacidade base de 2TB com velocidade superior a 10GB/s. Porque esperar 3 segundos para carregar um jogo é tempo demais na era da ansiedade digital.
A Sony finalmente aprendeu a lição da retrocompatibilidade
Praticamente certeza: O PS6 será retrocompatível com PS5 e PS4. Sony aprendeu da forma mais difícil que tirar retrocompatibilidade é uma péssima ideia quando viu o Microsoft fazendo bonito com o Xbox.
Graças à base similar de hardware AMD, implementar retrocompatibilidade será moleza. Finalmente uma decisão sensata!
CPU: Zen 4 ou Zen 5, mas não Zen 6
Rumor que mudou: Inicialmente falava-se em Zen 6, mas agora os rumores apontam para Zen 4 ou Zen 5. Faz sentido – em consoles, a CPU sempre fica em segundo plano. A GPU é a estrela do show e come a maior parte do orçamento de silício.
Zen 4 ou Zen 5 será mais que suficiente para não gerar gargalos na GPU e ainda representar um salto considerável em relação ao Zen 2 do PS5.
Preço e disponibilidade

Estimativa baseada em ciclos industriais: Entre 2027 e 2028.
A variável Microsoft pode acelerar as coisas – há rumores de que eles querem lançar o próximo Xbox antes da Sony. Se isso acontecer, pode ser que vejamos o PS6 em 2027 mesmo.
Uma coisa é certa: quando o PS6 chegar, o PS5 não vai morrer instantaneamente. Vai ter pelo menos dois anos de vida útil recebendo os jogos AAA, antes de ser gradualmente abandonado.
Especulação baseada em tendências: Entre US$ 600 e US$ 700. A Sony aprendeu (esperamos) com o erro do PS5 Pro de R$ 700 (sem drive óptico!).
Seguindo a progressão histórica:
- PS4: US$ 399
- PS5: US$ 499
- PS6: Provavelmente US$ 599, mas pode chegar a US$ 699
Possibilidade: Duas versões – uma digital mais barata e outra com drive óptico mais cara, com diferença de uns US$ 100.
Hardware dedicado para IA
Especulação técnica: O PS5 Pro tem 300 TOPs em INT8 para IA. A RX 9060 XT tem 421 TOPs. Não seria surpresa ver o PS6 com 600 TOPs ou mais, finalmente dando hardware dedicado para acelerar todas essas funcionalidades de IA que vão “revolucionar” os games.

