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Acabou o amor entre Marvel Studios e Sony Pictures. O litígio das duas resultou em uma das maiores bombas do ano: a saída do Homem-Araha do Universo Cinematográfico da Marvel… até segunda ordem.

Depois das negociações entre as duas empresas afundarem, um novo acordo econômico não surgiu. A Disney queria 50% de participação dos lucros da franquia, e a Sony disse NÃO, entendendo que pode fazer bilheterias bilionárias sem a mente de Kevin Feige.

Mas não foi a primeira vez que a Sony quis arrancar o novo Homem-Aranha da Marvel. Ou pelo menos fez de tudo para que o divórcio acontecesse.

 

 

Divórcio no melhor estilo norte-americano

Marvel e Sony estavam disparando ameaças uma contra outra a algum tempo, e o Homem-Aranha sofrendo os efeitos dos tiros no meio das duas. A seguir, vamos estabelecer a cronologia do divórcio, e os eventos que determinaram o fim do casamento lucrativo.

 

 

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

 

 

Mal o primeiro filme solo com Tom Holland como o teioso chegou aos cinemas, e começaram a surgir os primeiros rumores sobre a saída do recém chegado personagem do MCU.

Em entrevista ao Cosmic Book News, Amy Pascal, ex-chefona da divisão cinematográfica da Sony Pictures Entertainment, chegou até a dizer que ver Sony, Disney e Marvel trabalhando juntas pelo o que era melhor para o personagem era algo “muito altruísta e muito inteligente” por parte das três empresas. Todo mundo na época se tranquilizou.

Mas… espere…

 

 

A morte do Homem-Aranha em Guerra Finita e a volta em Vingadores: Ultimato (2018)

 

 

Vingadores: Guerra Infinita trouxe o excelente e igualmente traumático final, onde metade do universo (incluindo Peter Parker é claro) desapareceu com o estalo de Thanos. O fandom ficou nervoso, enquanto que o pessoal da Marvel esfregava as mãos ao pensar na magnífica carta debaixo da manga no formato da pergunta de US$ 2,795 bilhões (nesse momento): o que ia acontecer a seguir?

Os planos maquiavélicos da Marvel em levar esse segredo até o último segundo de Vingadores: Ultimato foram por água abaixo quando a Sony e, de novo, Amy Pascal, decidiram anunciar um novo filme do Homem-Aranha para 2019, tirando parte da surpresa e confirmando a volta do herói. E Kevin Feige deve ter ficado p$#* com isso.

Pascal tentou consertar a situação em outra entrevista no Vanity Fair, afirmando na época que o fim do acordo entre Sony e Marvel faria a própria “chorar” (ela usou esse termo, literalmente), e que trabalhar com a Marvel foi um dos grandes feitos da sua carreira profissional.

Então…

 

 

Homem-Aranha: Longe de Casa, e US$ 1 bilhão (2019)

 

 

O segundo filme do Homem-Aranha no MCU estava prestes a chegar aos cinemas, e a Sony, ao imaginar que poderia ver na sua frente um dinheiro que nunca viu na vida, decidiu tirar da manga uma condição para manter a parceria com a Disney: ou o segundo filme solo de Peter Parker supera a marca de US$ 1 bilhão, ou a Marvel perde o personagem. De novo.

O tempo mostrou para todos que Homem-Aranha: Longe de Casa foi um grande sucesso, e nesse momento está próximo de alcançar a marca de US$ 1.1 bilhões arrecadados (o filme é, oficialmente, a maior bilheteria da história da Sony Pictures). Ou seja, tudo estava bem, certo?

Errado: a Disney jogou na mesa a sua carta dos 50/50 nos lucros (se viu nesse direito, pois venceu o desafio do US$ 1 bilhão), a Sony não aceitou, justificando que pode fazer mais de US$ 1 bilhão sem Kevin Feige, e temos um divórcio.

Um casamento que durou pouco (apenas cinco filmes em apenas três anos), mas que o dinheiro decidiu separar as partes envolvidas. Quem se ferrou de verde e amarelo (ou vermelho e azul)? Tom Holland, que ainda tem contrato para mais dois filmes. Se eu sou ele, pedia a rescisão de contrato com o seguinte argumento: “os filmes eram para o MCU”, e pronto.

Mas… ainda acho que o dinheiro que separou Disney e Sony pode unir de novo. É melhor lucrar alguma coisa do que deixar de lucrar muito.

Vamos aguardar. Veremos novos capítulos dessa história.


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