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Com o iPhone X (2017), o polêmico notch se tornou o padrão a ser seguido no design dos smartphones. Você pode amar ou odiar isso, mas é um fato: todo mundo copiou a Apple sem muita lógica para isso. Aliás, só tinha uma logica: se parecer com o iPhone.

Agora, com o iPhone 11 (2019) e seu design de câmeras em um módulo quadrado em um canto, nos perguntamos se todo mundo vai tomar a mesma decisão infeliz de design para “diferenciar” os modelos top de linha.

A má notícia é que muitos fabricantes já começaram a copiar a Apple nesse sentido também.

 

 

Se tem notch é bom. Ou não?

 

 

O notch foi copiado por TODO MUNDO (sem exceção). Dois anos depois do iPhone X, e ainda falamos dele, já que os fabricantes o adaptaram de diferentes maneiras. Ainda que vários fabricantes se esforcem para eliminar o notch, outros tantos o conservam com diferentes formatos.

Todos queriam ser como o iPhone X, e ter o notch era parte do processo. E todos os fabricantes incluíram o notch de forma quase irracional e sem motivo. E em um mercado tão competitivo, se as especificações não são suficientes, o design pode ser.

A Apple ainda influencia e muito o mercado. E o notch do iPhone existe por causa de um potente Face ID. Já o Google Pixel 3 exagerou em um notch que não precisava existir. Com o tempo, nos acostumamos mais ou menos com a monocelha, e soluções que deixavam o elemento invisível na interface vieram para o iOS e Android. Algo que, sinceramente, muitos agradecem.

Nos últimos tempos, câmeras pop-up ou deslizáveis fizeram o notch desaparecer em partes, mas não por completo. Para modelos com formatos mais reduzidos nas dimensões, o notch ainda é um diferencial que se faz presente.

E agora, ao que tudo indica, os módulos de câmeras quadrados serão a nova tendência de design. Infelizmente.

 

 

Precisamos mesmo disso?

 

 

Os smartphones mais caros procuram entregar as melhores câmeras, e esse é um dos grandes argumentos para comprar um telefone dessa linha nos dias de hoje. E o avanço nesse aspecto foi notável.

Hoje, temos três ou quatro (ou cinco, ou nove) câmeras na parte traseira, mas até então não havia um critério para posicionar as câmeras ou um elemento que diferenciasse de forma marcante um dispositivo dos demais.

 

 

Aí vem a Apple para estabelecer um importante (e perigoso) precedente com o seu módulo de câmera quadrado, um elemento de design que bate de frente com a máxima da Apple em apostar pelo minimalismo no design.

E é justamente esse módulo quadrado o novo sinal de identidade dos novos iPhones. É o que diferencia dos seus antecessores. E é razoável perguntar se outros fabricantes com Android vão seguir esta tendência.

Sendo bem justo. Aqui, foi a Apple que copiou alguém.

 

 

O Huawei Mate 20 Pro já utilizou esse design de câmera no ano passado, e o Google publicou uma imagem de câmeras do Pixel 4 de forma oficial mais ou menos no mesmo tempo em que os primeiros renders do iPhone 11 vazaram na internet.

 

 

Outros smartphones como o Motorola One Zoom seguem aposta similar. Faz tempo que a Motorola usa um módulo circular na câmera traseira (algo horroroso, por sinal). E o Huawei Mate 30 Pro também vai integrar suas câmeras em um módulo circular, se distanciando do seu antecessor nesse aspecto.

Outros fabricantes podem apostar nessa tendência. A Nokia posicionou cinco câmeras em uma curiosa disposição circular (mas sem módulo com protuberância) no Nokia PureView 9, enquanto que os modelos Nokia 6.2 e Nokia 7.2 usam um módulo circular para a sua câmera traseira tripla no lugar de um módulo quadrado.

Para concluir, pode até ser que os módulos quadrados não se transformem em tendência, mas não é de se estranhar que os fabricantes adotem a solução com maior frequência. Se diferenciar da concorrência é importante, mas não deixar que a concorrência se diferencie de você também é.


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