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Todo mundo odeia o Liquid Glass no iOS 26?

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Não dá para agradar sempre, e nem toda novidade é tão bem recebida assim pelo grande público. Mas… a impressão que fica é que a Apple só quis copiar a Microsoft, mas sem perguntar para a coleguinha como são os efeitos colaterais da cópia.

No WWDC 2025, a Apple apresentou uma das maiores reformulações visuais da história do iOS: o design “Liquid Glass”. Inspirado no visionOS, o novo visual foi aplicado de forma abrangente em todo o ecossistema da marca, incluindo iPhones, iPads, Macs, Apple Watch, Apple TV e até mesmo o sistema CarPlay.

O conceito aposta em camadas translúcidas, efeitos de vidro fosco e animações fluídas que prometem maior profundidade e dinamismo à interface. Porém, o impacto desse novo design dividiu opiniões, com uma predominância clara de críticas entre especialistas, designers e usuários.

Neste artigo, vou apresentar os principais motivos de rejeição ao Liquid Glass no iOS 26.

 

Os principais motivos para as críticas

 

Legibilidade comprometida

O uso excessivo de elementos transparentes e reflexivos interfere na leitura de textos, especialmente em áreas como a Central de Controle, widgets e notificações.

A sobreposição com fundos dinâmicos ou coloridos prejudica a distinção entre camadas, tornando a experiência visualmente desafiadora. Designers profissionais descreveram o efeito como “bonito, mas impraticável”, especialmente para pessoas com dificuldades visuais ou em condições de baixa iluminação.

 

Poluição visual e confusão na interface

Outra preocupação importante é a complexidade visual gerada pela combinação de múltiplas camadas, sombras, refrações e animações.

A Central de Controle, por exemplo, foi apontada como excessivamente “barulhenta”, dificultando a localização rápida de botões essenciais. Alguns compararam o novo visual ao estilo “Aero Glass” do Windows Vista/7, argumentando que, embora sofisticado, esse tipo de abordagem tende a envelhecer mal e a prejudicar a funcionalidade em favor da estética.

 

Dificuldades para desenvolvedores

A transição para o novo design também representa um desafio técnico considerável para desenvolvedores, especialmente os independentes.

O Liquid Glass exige uma nova abordagem de design responsivo, testes de contraste e atenção a detalhes visuais em tempo real.

Pequenas equipes de desenvolvedores têm manifestado preocupação com o esforço adicional necessário para adaptar seus aplicativos sem comprometer a usabilidade ou a acessibilidade.

 

Elogios pontuais

Nem tudo é ruim neste caso, e apesar das críticas, o Liquid Glass recebeu elogios pela execução técnica.

Os efeitos de refração, sombra e animações fluidas são considerados avançados e indicam um salto qualitativo na direção de interfaces mais expressivas e tridimensionais.

Alguns profissionais apontam que o novo visual é uma tentativa de preparar o terreno para uma integração mais profunda entre o iOS e o ecossistema espacial do visionOS, reforçando a coesão visual entre dispositivos.

A Apple antecipou parte das críticas ao incluir opções no menu de Acessibilidade, como “Reduzir Transparência” e “Aumentar Contraste”.

Essas configurações permitem que usuários com necessidades específicas minimizem os efeitos visuais mais intrusivos sem abrir mão totalmente da nova linguagem visual.

Ainda assim, especialistas consideram que essas soluções são paliativas e não resolvem o problema de design em sua raiz.

 

Então… odiamos o Liquid Glass?

A palavra “ódio” é um exagero neste caso. Talvez seja o caso de os usuários se acostumarem com o novo, combinado com a necessidade de a Apple em lapidar melhor essa proposta.

Até o momento, o saldo é predominantemente negativo, e o Liquid Glass enfrenta a rejeição do público por motivos bem contextualizados e diretamente relacionados com as funcionalidades práticas da interface.

Embora o Liquid Glass seja considerado feito estético impressionante para uma Apple que sempre foi muito cética em relação às grandes mudanças neste aspecto, a maioria das avaliações destaca problemas práticos significativos.

E tudo o que a Apple sempre prezou nos seus softwares era justamente entregar a melhor experiência de usuário possível. Aliás, sempre se orgulhou disso ao longo de todos esses anos.

Se a proposta estética muda a ponto de afetar essa boa experiência, é mais do que natural que os usuários comecem a reclamar sobre isso, inclusive apontando os erros cometidos e os problemas presentes na interface.

A Apple deverá ouvir o feedback da comunidade durante os meses de testes beta até o lançamento final do iOS 26, previsto para setembro de 2025. Mesmo porque, se não fizer isso, é mais um problema que a gigante de Mountain View terá que administrar.

E a Apple nem pode se dar ao luxo de não ouvir os seus usuários. Afinal de contas, a empresa já tem que lidar com o Apple Intelligence que não entregou tudo o que foi prometido, e com as melhorias na Siri, que vão demorar ainda mais para chegar.

A adoção ampla dependerá de ajustes que garantam uma experiência visual bonita, mas também funcional e acessível para todos os usuários. E como os profissionais da Apple são muito bem pagos para fazer esse trabalho, é melhor que o tempo mostre que eles estão justificando bem os seus salários.

Que o tempo melhore o Liquid Glass, pois seria uma lástima ver essa proposta abandonada pelo grande público.

 

Via Wired, NYPost, Apple Insider


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