Compartilhe

Você sabia que 79% da população brasileira conta com pelo menos um telefone celular com acesso à internet, mas que apenas 27% dos brasileiros contam com um cartão de crédito, e 59% possuem um cartão de débito?

O brasileiro está conectado, possui a mobilidade para acessar dados em qualquer lugar, pode se comunicar com (quase) qualquer pessoa através dos comunicadores instantâneos, mas não possui cartões de crédito ou débito para gerenciar o seu dinheiro. E essa é uma clientela em potencial que muitas empresas estão de olho para explorar novas oportunidades de negócio.

A explosão das fintechs ou bancos digitais não é um movimento casual. É uma tendência que veio para ficar. Essa modalidade de instituição financeira, muito menos burocrática, que não cobram taxas de manutenção de conta ou anuidade para manter o cartão de crédito ativo está entregando uma verdadeira revolução na relação do brasileiro com bancos e serviços de cartão de crédito.

Hoje, qualquer pessoa pode ter uma conta corrente digital com direito a cartão de crédito pré-pago físico e virtual, e agora a TIM quer surfar nessa onda.

 

 

 

TIM pré-pago vai virar banco digital com cartão de débito

 

A TIM revelou recentemente para os seus acionistas e ao mercado em geral quais são os seus planos de expansão das suas operações para o período compreendido entre 2020 e 2020. Uma das propostas da operadora para aumentar o seu capital está na oferta de serviços bancários digitais para os seus clientes.

Ou seja, a TIM vai virar uma espécie de banco digital completo, oferecendo um cartão de débito vinculado ao plano pré-pado. Dessa forma, os clientes recebem um cartão de crédito que vai atuar como ferramenta para transações que normalmente são oferecidas para os clientes da rede bancária, como saques, compras em outros estabelecimentos e depósitos, utilizando a linha de telefone celular como grande intermediário da movimentação bancária. E tudo isso, utilizando o saldo dos créditos vinculados à linha.

A proposta é inovadora e praticamente inédita no Brasil. Só me lembro de algo parecido com a Vivo, que oferece um cartão de crédito vinculado ao plano do cliente, mas não atuando exatamente como uma fintech tal e como se apresenta a proposta da TIM.

Ou seja, como operadora de telefonia móvel, a TIM é a primeira que se apresenta a arriscar se lançar no mar das fintechs brasileiras. Imagino que a operadora vai precisar de uma estrutura gigantesca para fazer tudo funcionar, mas a empresa informou que já conta com uma pequena lista de parceiros em análise para que tudo funcione, e um acordo com um banco digital que já atua nesse mercado (era de se imaginar, pois só a operadora seria algo realmente muito difícil) deve ser anunciado nas próximas semanas.

Na prática, as duas empresas (a TIM e esse banco digital) atuariam no formato de Joint Venture, reunindo os recursos das duas estruturas para o serviço funcionar, e compartilhando os lucros acumulados.

Pelo visto, os preparativos para o TIM pré-pago virar um banco digital já estão consideravelmente avançados, pois a operadora tem planos para lançar o novo serviço ainda no primeiro semestre de 2020. E isso só reforça a teoria que as fintechs estão em claro processo de crescimento no Brasil, se apresentando como grandes tendências para um futuro a médio prazo.

 

 

Via Minha Operadora


Compartilhe