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Tim Berners-Lee publicou o primeiro esboço do seu Contrato para a Web, um documento que tenta somar a governos, empresas e usuários em um conunto compartilhado de compromissos para melhorar a web.

O “pai da WWW” é físico, engenheiro, desenvolvedor, professor e pesquisador. E não está satisfeito com a forma que a internet atual está funcionando, se posicionando contra o uso das grandes empresas de internet e dos governos em diversas ocasiões. Por isso, ele insiste na necessidade de re-descentralizar a web para oferecer um controle maior para os usuários, e garantir uma internet mais segura, privada e neutra.

O #ForTheWeb é uma campanha global que pretende ser uma voz única para que governos, empresas e usuários defendam uma web gratuita, aberta, segura e, principalmente, capaz de de beneficiar a todos, mediante um conjunto de compromissos propostos.

 

 

Um documento pensado em governos, empresas e cidadãos

 

Tim Berners-Lee desenvolveu esse contrato para ser um documento colaborativo. O texto possui pautas para governos, empresas e cidadãos, mas também exige a participação desses três grupos para dar forma para o texto. Ao publicar o primeiro rascunho, a World Wide Foundation espera que o contrato gere discussões e comentários que ajudam a criar a próxima revisão.

Um dos principais aspectos do contrato é garantir que todos contem com uma forma de acessar a internet, onde a web é um subconjunto desse conceito. Para os governos, isso significa criar políticas que permitam a todos a participar de forma ativa na web. Também significa não restringir ou fechar esse acesso, e proteger o direito à privacidade das pessoas.

Para as empresas, isso significa pensar mais ativamente sobre como podem abordar as necessidades dos grupos excluídos sistematicamente, além de respeitar e defender os direitos de proteção de dados.

Aos cidadãos, o contrato pede que eles sejam criadores e colaboradores, garantindo o alojamento de uma variedade de conteúdos para todos, além de participar na construção de comunidades fortes que respeitam o discurso civil e a dignidade humana e lutar para que a web permaneça aberta como um recurso público global.

A versão final do Contrato para a Web deve ser publicado no final de 2019, depois da retroalimentação de todos que querem participar da iniciativa. Não será fácil somar tantos interesses, nem mesmo para o “pai da Web”, mas o projeto merece receber um grande debate, abordando a situação da internet atual.

 

Você pode revisar o documento nesse link, e participar dessa nobre iniciativa.


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