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Tenho uma boa e uma má notícia sobre o upgrade de hardware da Steam Machine: qual você quer ler primeiro?

A Steam Machine da Valve, embora compacta e bem construída, pode ser ampliada mais do que muitos imaginavam: suporta até 64 GB de RAM e um SSD NVMe de 4 TB. O que não deixa de ser uma boa notícia, que se torna rapidamente agridoce, por alguns aspectos.

O canal ETA Prime desmontou o modelo de 2 TB e mostrou que a máquina é relativamente reparável, com acesso possível à RAM e ao SSD — embora o processo não seja exatamente simples. De qualquer forma, você não está limitado ao hardware oferecido pela Valve, o que cumpre com o papel de escalabilidade de recursos proposto pela empresa.

Mesmo assim, ainda existem alguns pontos de descontentamento na Steam Machine. E não estou nem falando da crise das memórias, que vão deixar os componentes mais caros.

Falo de outros detalhes.

 

A grande pedra não pode ser removida da frente

Mesmo com essa capacidade de personalização, a expansão extrema não muda o maior limite do sistema: a GPU RDNA 3 com 8 GB de VRAM, que é soldada e não pode ser atualizada. Isso significa que, mesmo com muita RAM e armazenamento, o desempenho gráfico continua restrito.

Essa é uma péssima notícia para um dispositivo que pode chegar a custar mais de US$ 1.400 (ou bem mais do que isso, se cair nas mãos de um revendedor na internet – como já está acontecendo).

Como um hardware caro como esse não permite o upgrade de um componente tão essencial para os jogos? Por que diabos a Valve decidiu dar esse mole e prejudicar ainda mais o seu produto na percepção pública?

E isso, porque tudo pode piorar para o lado da Steam Machine…

 

Por que o upgrade de hardware é algo virtualmente impossível?

Porque deixa o produto obscenamente proibitivo no seu preço de venda.

Somandp o preço base da Steam Machine (US$ 1.428) com os upgrades (SSD de 4 TB por US$ 999 e RAM de 64 GB por US$ 820), o total chega a cerca de US$ 3.247 — valor pelo qual seria possível montar um PC desktop muito mais potente que ele.

Agora, coloque na equação o fato de a atual crise das memórias (turbinado pelo uso voraz de inteligência artificial) não ter qualquer tipo de previsão para terminar (e os mais pessimistas afirmam que ela vai durar até 2030), e se pergunte se alguém realmente vai querer investir tanto dinheiro em um produto com upgrade caro e que não resolve todos os problemas de desempenho nos jogos.

Muito provavelmente a sua resposta será NÃO.

Lembrando sempre que até o momento em que este artigo foi produzido (final de junho de 2026) não há qualquer tipo de previsão de lançamento da Steam Machine no Brasil. Por enquanto, só na base da importação mesmo (e pagando 92% de impostos por isso).

 

O que aprendemos aqui?

A Steam Machine é mais reparável e ampliável do que parece, mas suas limitações de GPU e o custo das melhorias tornam inviável transformá-la em uma máquina de alto desempenho. Como mini PC de sala, tem charme; como investimento extremo, perde o sentido.

E com tudo isso, o produto é aparentemente um sucesso em mercados selecionados. Por exemplo, ele já esgotou na pré-venda do Japão.

Vai entender o comportamento das pessoas…

 

Via NotebookCheck