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A cantora Taylor Swift sempre esteve por dentro dos paranauês da tecnologia. Primeiro, comprou treta com a Apple por causa das comissões recebidas pelas faixas vendidas no iTunes. Depois, retirou as suas músicas dos catálogos de serviços de streaming por entender que recebia pouco dinheiro dessas plataformas (mas depois devolveu todas essas músicas, porque estava difícil ficar sem a grana dos views). Sem falar que ela foi rainha do YouTube por um dia com o lançamento do vídeo da música Look What You Made Me Do, que tem mais de 900 milhões de visualizações.

Agora, sabemos que Taylor Swift adicionou um sistema de reconhecimento facial em um dos seus concertos, realizado em maio de 2018 no Rose Bowl da Califórnia (EUA). Ela fez isso com o objetivo de evitar os seus inúmeros assediadores que poderiam estar no concerto.

O sistema de reconhecimento facial foi instalado em um dos quiosques que Swift tinha no estádio, como parte da estrutura de sua turnê, a Reputation Tour. Todos que passaram por esse posto tiveram os seus rostos escaneados de forma imediata, com os dados enviados para uma base em Nashville, Tennessee. Lá, era possível cruzar os dados para identificar os maiores assediadores da cantora.

Todo um sistema de segurança foi montado para garantir a integridade do sistema de reconhecimento facial e da própria cantora. E ela é a primeira artista a recorrer à esta tecnologia em um show.

O sistema de segurança se complementava com aquele que estava habilitado na entrada do concerto. É provável que o reconhecimento facial não escaneasse todos os presentes, mas apenas aqueles que passavam pelos postos onde a tecnologia estava ali, disfarçada de ações de publicidade da própria turnê. Muito provavelmente os assediadores passaram pelo local para encontrar a artista ou acessar as áreas onde ela poderia estar.

O sistema de reconhecimento facial ainda é pouco adotado nos Estados Unidos. Por outro lado, por ser um evento privado, a sua implementação é totalmente legal. Já na China o reconhecimento facial para identificar delinquentes é algo público. Nos Estados Unidos, ele é mais utilizado para substituir o método de entrada por bilhetes ou para reconhecimento da pessoa em aeroportos.

Não foi revelado o software utilizado pela produção de Taylor Swift para essa identificação.

 

Via Rolling StoneQuartz


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