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Snowden: sem o software livre não teríamos a verdade

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“O que aconteceu em 2013 não teria sido possível sem o software livre”, garante Edward Snowden sobre as revelações que expuseram os programas de espionagem da NSA, que resultaram em um dos maiores escândalos da atualidade.

O ex-funcionário da CIA e NSA, em videoconferência direto da Rússia onde se encontra refugiado, participou do evento LibrePlanet 2016, programado pela Fundação para o Software Livre, e deixou informações interessantes sobre seus vazamentos. Snowden indicou sua preferência pelo software de código aberto, usando Tor, Tails e Debian. Programas que, na sua opinião, ajudaram os usuários a assumir o controle de sua privacidade e segurança.

Também explica que não utilizou softwares da Microsoft, já que “não poderia estar seguro” que não haveria portas traseiras integradas. Snowden apoia a Apple por sua postura conta o FBI, mas afirma que as empresas de tecnologia, de um modo geral, não estavam fazendo o suficiente para garantir a privacidade dos usuários, e coloca como exemplo a “boa disposição” de muitas das gigantes da tecnologia em entregar os dados para o governo.

Snowden considerou vital a manutenção da criptografia, mas também é preciso ter programas para corrigir rapidamente as vulnerabilidades, o meio mais utilizado para ataques contra a segurança e privacidade.

Snowden tem uma permissão de residência de três anos na Rússia e solicitou asilo político em vários países. Os Estados Unidos o acusa de espionar e publicar documentos classificados como confidenciais sobre vários programas da NSA, incluindo os de vigilância massiva PRISM, que contempla o acesso aos servidores centrais de nove grandes empresas norte-americanas: Microsoft Corp, Yahoo Inc, Google Inc, Facebook Inc, PalTalk, AOL Inc, Skype, YouTube e Apple Inc.

Via LibrePlanet 2016

ONU decide que prisão de Julian Assange é considerada ilegal. E agora?

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A prisão de Julian Assange é algo ilegal, de acordo com a decisão do painel de especialistas internacionais da ONU. O grupo de trabalho das Nações Unidas contraria o desejo das autoridades britânicas e suecas, pedindo que “se garanta a sua segurança e integridade física, facilitando o exercício do seu direito à liberdade de movimento, e inclusive que ele receba uma compensação”.

O problema é que a decisão dos especialistas da ONU não tem vínculo jurídico. As autoridades policias britânicas afirmam que nada muda, e que vão prender Assange assim que ele colocar um pé fora da embaixada do Equador em Londres, onde ele ficou refugiado nos últimos três anos.

Apesar de tecnicamente ele não ser considerado preso, já que o refúgio na sede diplomática foi algo voluntário, os especialistas da ONU consideram que Assange “foi sujeito a várias formas de privação de liberdade”, começando por sua reclusão em uma solitária durante a primeira fase de sua prisão, e pela “falta de diligência nas investigações da Suécia”.

Um juiz britânico aprovou a extradição de Snowden para a Suécia por um caso que nada tem a ver com o WikiLeaks, mas sim acusações de violência sexual. Assange foi indiciado em agosto de 2011, e depois de uma investigação, foi absolvido pouco depois. Posteriormente, quando o WikiLeaks voltou a publicar material comprometedor, a justiça sueca reabriu o caso.

Assange negou as acusações por diversas vezes, garantindo que a medida sueca tem motivações políticas, alertando que havia um jogo sujo contra ele. Seus advogados alegam que ele não terá um julgamento justo naquele país.

Dezenas de simpatizantes estão na porta da embaixada equatoriana em Londres para mostrar a sua solidariedade com Julian Assange. Não sabemos o que vai acontecer com o fundador da WikiLeaks, e essa novela toma contornos cada vez mais complexos.

Via BBC

Julian Assange pode ser preso amanhã em Londres

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O fundador do WikiLeaks Julian Assange vai abandonar amanha (5) a embaixada do Equador em Londres (Reino Unido), e ao que tudo indica, será preso tão logo coloque os pés fora da sede diplomática, onde está refugiado nos últimos três anos.

Assange espera que um grupo de trabalho que cuida das prisões arbitrárias (WGAD) das Nações Unidas decida se a ordem de prisão é legal ou se viola os seus direitos, tal como argumentou o fundador do WikiLeaks. Para muitos, ele é considerado um preso político, sem perdão pela publicação de dados anônimos e documentos vazados pelo seu site, que revelaram os mais sujos comportamentos da política mundial.

Um juiz britânico aprovou a extradição de Snowden para a Suécia por um caso que nada tem a ver com o WikiLeaks, mas sim acusações de violência sexual. Assange foi indiciado em agosto de 2011, e depois de uma investigação, foi absolvido pouco depois. Posteriormente, quando o WikiLeaks voltou a publicar material comprometedor, a justiça sueca reabriu o caso.

Coincidência? Eu acho que não…

Assange negou as acusações por diversas vezes, garantindo que a medida sueca tem motivações políticas, alertando que havia um jogo sujo contra ele. Seus advogados alegam que ele não terá um julgamento justo naquele país, e que a denúncia apenas persegue sua extradição para os Estados Unidos, onde ele também é acusado de espionagem, podendo até ser condenado à morte.

WikiLeaks publica mais segredos da Sony

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O WikiLeaks vazou 276.394 documentos, que se somam aos 173.132 e-mails e 30.287 documentos publicados no último mês de abril. O recente vazamento possui uma grande quantidade de documentos internos da Sony, que incluem calendários, planificação de eventos, relatórios sobre gastos e assuntos mais obscuros como uma investigação sobre um suposto caso de suborno.

Os documentos já estavam disponíveis desde novembro de 2014, por conta do grande ataque hacker realizado pelo Guardian of Peace. O que o WikiLeaks fez foi facilitar a busca e acesso aos documentos.

Tudo isso não agradou a Sony, que a algum tempo ameaça em levar o WikiLeaks aos tribunais, depois da frustração que gerou o primeiro vazamento, algo pelo qual eles também ameaçaram o Twitter por ser o meio pelo qual eles fizeram os seus anúncios, sem que a rede social suspendesse sua conta. O possível processo contra o WikiLeaks até tem razão de ser, mas a possibilidade de processo ao Twitter parece mais uma reação irracional por parte da sony, que por outro lado, recebeu um processo coletivo de ex-funcionários, acusando os japoneses de não proteger bem os seus dados.

Como a Sony vai reagir dessa vez? A única coisa que está clara é que o pesadelo derivado do ataque hacker ainda está presente, e deve permanecer vivo por muito tempo.

Via Engadget