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Huawei vendeu meio milhão de smartphones através do WeChat, aplicativo de mensagens instantâneas

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A Huawei lançou na semana passada um novo smartphone na China, o Huawei Honor 6, e decidiu que o seu principal canal de vendas seria o aplicativo WeChat. A estratégia deu certo: eles conseguiram vender mais de meio milhão de smartphones antes do seu lançamento no mercado convencional.

Utilizar esse tipo de plataforma como meio publicitário – inclusive como ferramenta de serviços para o usuário – é algo normal, mas usar como canal de vendas é algo que pouco foi explorado. Cada mercado tem um ou dois aplicativos de mensagens bem instalados, que chegam a praticamente todos os usuários. Logo, um serviço de vendas por essas plataformas pode ser um grande negócio.

No caso do WeChat, estamos falando de um serviço com 400 milhões de usuários ativos por mês. A Huawei fez o primeiro teste com eles, e a estratégia de vendas por esse canal parece ser algo muito promissor para um futuro à médio prazo. No passado, a Xiaomi tentou estabelecer um formato de vendas via WeChat, com resultados igualmente positivos. E no mercado norte-americano, a Amazon já demonstrou interesse por um telefone com mecanismos para compras de forma simples.

Se você se pergunta sobre o formato de compra, a Tencent (que gerenciou toda a ação com as duas empresas) adicionou no ano passado opções de pagamento dentro do aplicativo do WeChat, com a intensão de vender algo além das opções tradicionais, ou conteúdos multimídia.

Via WSJ

Na batalha dos mensageiros instantâneos, o WhatsApp lidera em usuários, e o LINE, em arrecadações

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O Wall Street Journal publicou uma matéria sobre o desempenho do LINE fora do continente asiático, onde alguns dados merecem uma reflexão. O mais interessante dado está nos ingressos: o LINE arrecada 25 vezes mais dinheiro que o WhatsApp, através da venda de stickes, jogos e apps.

Em 2013, no seu segundo ano de existência, o LINE gerou vendas de US$ 505.8 milhões, contra apenas US$ 20 milhões do WhatsApp. O WeChat, o terceiro concorrente entre os mensageiros instantâneos, ficou entre os dois, com ingressos estimados entre US$ 32 milhões e US$ 48 milhões durante o quarto trimestre de 2013.

Segundo um cálculo da BNP Paribas, o LINE tem aproximadamente 175 milhões de usuários ativos por mês, enquanto que o WhatsApp possui 500 milhões de usuários ativos (números anunciados hoje). Já o WeChat (que baseia o seu sucesso na China, onde é líder), possui 355 milhões de usuários.

Via The Wall Street Journal

[Opinião] A guerra dos aplicativos de mensagens instantâneas

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Hoje em dia, muita gente ainda entende que o WhatsApp é o líder dominante no segmento de aplicativos de mensagens instantâneas. Porém, esse segmento de mercado começa a se dividir de forma muito fragmentada, e nesse momento, a luta pelos usuários está mais feroz do que nunca.

Por exemplo, o WeChat está conquistando muitos adeptos nos últimos tempos. Já são 235 milhões de usuários do serviço, e considerando que o crescimento anual deles é de 176.8%, e que o WhatsApp ultrapassou recentemente a marca de 300 milhões de usuários, é de se esperar que daqui a pouco, o WeChat será a plataforma líder do serviço de mensagens instantâneas. Bom, pelo menos no número de usuários.

É claro que o WhatsApp ainda é o líder do mercado. Se excluímos as crianças e os usuários da terceira idade que não possuem smartphones, podemos dizer que quase a maioria dos usuários dos smartphones hoje contam com o WhatsApp instalado. Agora… como eles conseguiram isso?

O crescimento dos smartphones de última geração está diretamente ligado à esse crescimento. Além disso, os elevados preços cobrados pelas operadoras de telefonia móvel para as mensagens SMS (tudo bem que hoje algumas operadoras nem cobram mais pelo serviço, mas mesmo assim…) fizeram os usuários a buscar alternativas mais baratas. Se bem que em alguns países, o WhatsApp sofre um pouco com a falta de popularidade. Na França, por exemplo, onde o serviço de SMS é gratuito há muito tempo, o serviço tem baixa penetração entre os usuários de dispositivos móveis.

Mesmo assim, o WhatsApp domina em diversos países, enquanto que a maioria dos usuários do WeChat está na China. Porém, o serviço chinês está avançando, com grandes campanhas de marketing (contando inclusive com o jogador de futebol Lionel Messi como garoto propaganda) e disponibilidade de seus serviços em mercados estratégicos, como por exemplo o Brasil. E os resultados desses investimentos já aparecem: o WeChat obteve 20 milhões de novos usuários em apenas dois meses.

Na margem desses dois aplicativos, existem várias alternativas que também disputam uma fatia desse mercado. O Line também registrou um crescimento considerável de usuários, chegando a contar com 200 milhões de cadastros. Porém, esse número pode ser menor, uma vez que não são divulgados os números de usuários ativos no serviço.

Logo, em um mundo em constante mudança, não temos um vencedor claro. Ainda mais quando o tema privacidade dos dados se torna algo mais frequente para os usuários. Nesse sentido, o BlackBerry Messenger, que sempre foi elogiado pela sua segurança, poderia captar um grande número de usuários, se exportar o seu aplicativo para as plataformas Android e iOS.

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Hoje em dia, a comunicação por texto tem muitos adeptos, e as grandes empresas não querem perder a sua oportunidade de capitalizar com isso. O Facebook, por exemplo, com os seus 1 bilhão de usuários ativos no planeta, lançou o Facebook Messenger há dois anos, com uma boa perspectiva de mercado e com o objetivo de oferecer um espaço de comunicação cômoda, evitando assim todas as distrações adicionais oferecidas pelo próprio aplicativo do Facebook.

Mesmo assim, não seria justo compará-lo com as demais plataformas, uma vez que muitos usuários prescindem do Facebook, e preferem o aplicativo original da rede social para se comunicar com os seus contatos. É importante mencionar que o app móvel do Facebook tem, pelo menos, 470 milhões de usuários ativos.

A partir daí, podemos concluir coisas distintas. Em regra geral, o primeiro a chegar (ou a se fazer conhecer) tem mais chances que os demais. As pessoas sempre querem ir onde os seus amigos estão, e usar as mesmas coisas que seus amigos usam. Logo, os aplicativos que chegaram depois nessa festa precisam se esforçar muito e oferecer algo a mais (ou melhor) para bater os serviços que já estão assentados no mercado.

E como esses novos serviços estão se promovendo? De forma prioritária, eles oferecem itens adicionais, como por exemplo a multiplataforma de recursos, jogos ou até mesmo stickers (no caso do Line). No caso do BlackBerry Messenger, oferece a segurança e confidencialidade de sua plataforma como principais argumentos.

Por fim, na hora de escolher um serviço de comunicação instantânea, são vários os fatores que podem influenciar essa decisão. Em primeiro lugar, tendemos a utilizar aquelas plataformas onde sabemos que estão a maioria dos nossos contatos. Mesmo assim, a simplicidade e comodidade assumem um papel fundamental nessas horas. Muitas vezes, o que as pessoas querem é apenas se comunicar com seus amigos e familiares, sem utilizar qualquer função adicional (talvez seja nesse fator que parte do sucesso do WhatsApp está explicado).

Por fim, a segurança e privacidade é um detalhe que muitos usuários levam em consideração. Dependendo das prioridades que temos, escolhemos nossa plataforma preferida, mas não necessariamente deixando as demais opções de lado.

Qual delas vai se tornar a líder do mercado? Não sabemos. Vai depender muito das variáveis. E, nesse caso, o resultado pode ser o mais improvável possível.

WeChat, aplicativo para comunicação social em dispositivos móveis, é lançado no Brasil

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Na verdade, vale esclarecer uma coisa antes de começar. O WeChat vai além de ser um aplicativo de mensagens instantâneas. O aplicativo da empresa Tencent apresenta a proposta de incorporar em uma única interface diferentes meios de comunicação online, e promete bater de frente com serviços como Whatsapp e Facebook Messenger, com o objetivo de conquistar o consumidor brasileiro.

O serviço foi anunciado para o Brasil de forma oficial hoje (16), em evento realizado em São Paulo, que contou com a presença de Thomas Prufer, representante do WeChat no Brasil. Para o executivo, o primeiro objetivo da empresa no mercado nacional é se posicionar entre os usuários brasileiros, focando na experiência do usuário para a promoção do produto.

O principal diferencial do WeChat em relação aos seus concorrentes diretos é a integração formas diferentes de comunicação em uma única tela. Você pode, se quiser, conversar com o usuário por texto, vídeo e áudio na mesma tela de chat. Além disso, o aplicativo utiliza recursos de localização de pessoas disponíveis para um bate-papo em um determinado local (recurso Olhar em Volta), ou até mesmo com usuários de diferentes locais do planeta, com o recurso Agitar. Detalhe: nessa função, só são exibidos os usuários que estão agitando o seu dispositivo naquele exato momento, indicando a disponibilidade para a conversa.

Apesar de ser pouco conhecido no Brasil, o WeChat já conta com mais de 300 milhões de usuários ao redor do planeta. A maior concentração desses usuários é na China, com 230 milhões de contas ativas, e lá, o aplicativo é utilizado como ferramenta de mobile payment, contando com parceiras multinacionais do porte do McDonlad’s para utilização do aplicativo como forma de pagamento de produtos e serviços. A ideia (a longo prazo) é oferecer essa opção de pagamento pelo celular para o Brasil.

Outro importante diferencial do WeChat para o seu principal concorrente, o Whatsapp, é que o aplicativo anunciado hoje pela Tencent será freemium “por muito tempo” (segundo palavras de Thomas Prufer). O objetivo principal é consolidar o produto fora do mercado asiático, antes de começar a monetizar o aplicativo, que por sinal ainda não tem um modelo definido. A forma como o WeChat “se paga” é através de pequenas transações e jogos.

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O aplicativo está disponível para as plataformas iOS, Android, Windows Phone, Symbian e BlackBerry.

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