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Apesar de moderada, a queda nas vendas de PCs continua

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Análises de mercado da IDC e da Gartner atualizam os dados sobre as distribuições de PCs no segundo trimestre de 2016, onde vemos que mais uma vez temos uma queda nas vendas, mas menos acentuada que no trimestre anterior.

Cada empresa de análise faz uma estimativa que revela números diferentes, mas não contrastantes. A Gartner estima uma queda de 5,2% nas vendas, ou 65,3 milhões de unidades, enquanto que a IDC projeta queda de 4,5%, ou 62,4 milhões de unidades.

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Na prática, esses são os números mais próximos dessas estimativas, e o fato é que a pendente queda das vendas segue nesse segundo trimestre de 2016 depois de seis trimestres consecutivos de quedas. Fato é que uma porcentagem menor do que as duas análises indicaram no trimestre anterior (8,3% na Gartner, 10,6% na IDC).

 

Uma nova divisão do bolo

A Apple ainda sai mais ou menos vitoriosa por ser o único fabricante que não teve um crescimento negativo em relação ao mesmo momento em 2015. Porém, nesse trimestre, a gigante de Cuértino experimentou números negativos, assim como Lenovo, e diferente da Dell, HP, Asus e Acer, que registraram crescimento positivo.

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Sobre os fabricantes menores, os números seguem negativos, com queda de 19.1% na Gartner e 16,8% na IDC. Pese esse dado aos anteriores, e as empresas acreditam que a indústria de PCs experimenta tímidos sinais de melhora, principalmente depois de registrar quedas mais modestas que nos últimos trimestres.

A Gartner comenta que o fato dos Estados Unidos registrarem crescimento das vendas e que tanto o segundo como o terceiro trimestre são historicamente períodos de mais compras podem ser um bom sinal tanto para o Windows 10 como para as vendas de computadores no país. Aqui, a IDC adiciona que as marcas líderes nos EUA são HP e Dell, mas Lenovo e Acer também registraram forte crescimento.

O cenário muda de figura quando falamos da Ásia, que registrou queda nas vendas de 6,3%, ao mesmo tempo que os smartphones crescem nas vendas. A empresa aqui indica que possivelmente há uma substituição dos tipos de dispositivos, e não é de se estranhar que estamos vendo o peso que alguns países como Índia recebem no mercado.

Sobre o Brexit, a Gartner informa que no segundo trimestre não houve qualquer impacto nesse sentido, mas revela que a queda da libra esterlina em relação ao dólar pode promover um aumento de preços que deve ser sentido no quarto trimestre de 2016.

Via Gartner e IDC

Mercado de PC desmorona, com as menores vendas desde 2007

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O mercado de PC não consegue se recuperar. Pelo contrário: suas vendas desmoronaram no primeiro trimestre de 2016.

A Gartner estima que o número total de PCs vendidos no período foi de 64.8 milhões de unidades, uma queda de 9.6% em um ano, seguindo com o sangramento de 2015, que registrou um recorde negativo de vendas. É o pior resultado registrado para um primeiro trimestre desde que as vendas de PCs caíram para abaixo dos 65 milhões de unidades no mesmo período em 2007. Também é o sexto trimestre consecutivo de quedas.

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Os dados do IDC são ainda piores, mas vale observar que a empresa usa uma métrica diferente, e não inclui nas vendas os dispositivos 2 em 1 (Surface Pro 4, Surface Book, iPad Pro ou Pixel C), que é o segmento que mais vende hoje. Dito isso, a queda foi de 11.5%.

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Os motivos para a queda nas vendas de PCs

A crise econômica em algumas regiões do planeta ou a forte alta do dólar diante das principais moedas são elementos que estão impactando as vendas de computadores pessoais. O aumento de preço de toda a tecnologia é mais um fator que explica a queda nas vendas.

Também não podemos nos esquecer que vivemos a era da mobilidade, colocando o PC clássico para concorrer com outros formatos computacionais como smartphones e tablets, ainda que para uma boa parte dos usuários o PC clássico continue a ser o seu principal equipamento informático.

As consultorias explicam que o lançamento do Windows 10 teve até agora um impacto mínimo nas vendas, diferente do que acontecia antes a cada nova versão lançada do sistema operacional. Isso acontece por conta da gratuidade da atualização a partir do Windows 7 e Windows 8.1 e seus requisitos de hardware mais modestos.

Vendo o aumento de cota do Windows 10, tudo indica que os usuários estão optando por atualizar os seus computadores atuais para o novo sistema da Microsoft do que comprar novos equipamentos.

 

O mercado de PC em 2016

Mesmo com o cenário desolador, as duas consultorias enxergam sinais de estabilização ao longo do ano, com previsão de aumento de vendas especialmente no mercado empresarial, depois dos programas de migração para o Windows 10 esperados para o final de 2016.

Também se prevê melhoras no mercado educacional e o interesse por segmentos como os mini-PCs, os PCs para games com a realidade virtual como plano de fundo e os atraentes computadores 2 em 1 conversíveis. Tudo isso deve ajudar a estancar o sangramento nas vendas que já dura alguns anos.

Alem disso, a venda de componentes, periféricos e acessórios que não se contam na lista de novos equipamentos podem ser um aporte de receita muito importante para todo o setor. Não há dados precisos, mas acredita-se que esse segmento está melhorando à medida que os usuários atualizam os seus equipamentos, substituindo discos rígidos por SSDs, aumentando a quantidade de RAM, melhorando a placa gráfica ou adquirindo um novo monitor.

Queda recorde no último trimestre fecha um 2015 desastroso para o mercado de PC

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2015 foi um ano para esquecer no mercado de PCs, com uma queda recorde no último trimestre, de aproximadamente 10%.

Com os dados dos trimestres anteriores e as previsões para o último ano, era de se esperar que o mercado de PCs fecharia um dos seus priores anos de sua história, mas também se esperava uma recuperação por conta das vendas de natal, que poderiam limitar um pouco essa queda nas vendas. E não foi isso o que aconteceu.

A Gartner calcula que foram enviados 75.7 milhões de equipamentos durante o quarto trimestre de 2015, 8.3% a menos que no mesmo período em 2014. O IDC é mais pessimista, com 71.9 milhões de unidades, 10.6% a menos que o registrado no mesmo período no ano anterior. Pela primeira vez em muitos anos, as vendas anuais de PCs ficaram abaixo das 300 milhões de unidades comercializadas.

Lenovo, HP, Dell, ASUS e Apple seguem sendo as cinco maiores vendedoras do setor, de acordo com Gartner e IDC. Com exceção da Apple, todas registraram quedas nas vendas. Todas as regiões mundiais acompanharam essa queda, especialmente no Japão e na América Latina, com quedas acima dos 10%.

A queda nas vendas do mercado de PCs se arrasta nos últimos anos, em uma tendência de sangramento brutal, que deve ter alcançado o seu piso em 2015. A crise econômica em algumas regiões do planeta e a grande alta do dólar estão impactando as vendas de computadores pessoais, aumentando o preço de todo o setor de tecnologia, e explicam em partes as quedas nas vendas.

Também não podemos nos esquecer da entrada da era da mobilidade, que colocou os PCs para competir com tablets e smartphones, mesmo que para uma boa parcela de usuários o PC ainda é o principal equipamento informático.

Por fim, as consultoras explicam que o lançamento do Windows 10 teve (até agora) um impacto mínimo nas vendas, diferente do que estava acontecendo em geral com cada novo lançamento do sistema operacional da Microsoft. Isso se explica diante da gratuidade do sistema para atualizações a partir do Windows 7 e Windows 8.1, e o seu nível de requisitos de hardware.

Os usuários estão optando por atualizar os seus PCs atuais para o Windows 10 do que comprar novos equipamentos. O atraso das grandes migrações empresariais que persiste desde o lançamento do Windows 8 fecha o círculo de explicações da queda do mercado de PCs.

O PC não está morto, e os analistas conseguem ver uma luz no fim do túnel. A Gartner prevê sinais de estabilização e crescimento para o futuro, com uma recuperação do mercado em 2016. A IDC segue essa linha otimista, e mesmo não recuperando os números dos melhores anos, ao menos pode frear a queda, impulsionando o setor através de novos formatos de computadores.

Estudo da IDC Brasil mostra que o mercado de PCs continua em queda livre

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O baixo desempenho da economia brasileira, desemprego em alta, queda na confiança dos consumidores, casos de corrupção envolvendo grandes empresas do país. Esses são alguns dos fatores apontados pela IDC Brasil para a queda de 38% do mercado de PCs no país no 2º trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram 1.637 milhão de computadores vendidos, sendo cerca de 600 mil desktops – queda de 41% – e 1.037 milhão de notebooks – 37% a menos do que foi registrado no 2º trimestre de 2014. Os dados fazem parte do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q2 feito pela IDC Brasil. O levantamento mostra ainda que 70% das vendas foram para o consumidor final e 30% para o mercado corporativo. Com o resultado, o país caiu da 7ª para a 8ª colocação no mercado mundial, atrás de EUA, China, Japão, Índia, Reino Unido, Alemanha e França.

Os consumidores estão muito cautelosos e não querem investir e nem se endividar para comprar não só computadores, mas bens duráveis como um todo. Além disso, nem as datas comemorativas têm conseguido dar fôlego ao mercado.

A crise também tem afetado o mercado corporativo que está concentrando os investimentos em ferramentas para aumentar a vida útil dos aparelhos. Outro problema do mercado de PCs é a alta do dólar, já que grande parte dos componentes é importada

O 3º trimestre tende a ser melhor, muito por conta das promoções do Black Friday, que este ano traz uma novidade: pela primeira vez o evento deve ser usado para vender computadores mais antigos, que é o que acontece nos EUA. Já sobre o Windows 10, a atualização de um sistema operacional não gera mais a mesma comoção que gerava antigamente, e que os canais de venda devem abastecer o mercado com PCs com o Windows 10 instalado para o Natal.

Até o final do ano, a IDC Brasil estima que 7.4 milhões de computadores sejam comercializados, volume que representa uma queda de 29% frente a 2014, quando 10.3 milhões de PCs foram vendidos no país.

Mercado de PCs segue em queda antes do lançamento do Windows 10

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De acordo com os dados da IDC sobre o segundo trimestre de 2015, o mercado de computadores caiu 11.8% nas vendas em relação ao mesmo período de 2014. A queda foi mais acentuada que o esperado.

A diferença aqui está condicionada por um segundo trimestre de 2014 muito bom nas vendas, capitalizado pela morte do Windows XP, momento onde se reduziu o inventário para preparar a chegada de novas versões. Também temos como culpado o aumento dos preços em alguns mercados.

No total, foram vendidas 66.1 milhões de computadores no período. O IDC deixa claro que o que entrou na conta foram os desktops, notebooks, Chromebooks e estações de trabalho, deixando de fora os tablets, servidores ou dispositivos de mão.

A Apple registrou um aumento de vendas de 16.1% no período, o que fez com que sua cota de mercado subisse de 5.9% para 7.8%. A incredulidade diante da chegada do Windows 10 e novos produtos no catálogo da gigante de Cupertino revitalizaram as suas vendas, principalmente nos Estados Unidos. Nos demais fabricantes, as coisas não foram tão bem assim. Lenovo, HP, Dell, ASUS e Acer venderam menos que no ano anterior.

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Na lista, Lenovo e HP aparecem destacadas em vendas e cota de mercado, sendo a chinesa a que melhor suportou o período. Quem sofreu mais foi a Acer, com uma queda de 27% nas vendas. Dell, Lenovo, Apple e ASUS ganharam mercado no comparativo com o ano passado.

Toda a responsabilidade parece estar em cima do Windows 10, que será lançado no final de julho. Podemos entender que o mercado está esperando o seu lançamento, e a chegada de ofertas incluindo o sistema para reaquecer as vendas. Seja como for, o IDC não espera que daqui até o final do ano as vendas subam de forma significativa.

Via IDC

IDC: vendas de PCs no Brasil apresentaram a pior queda dos últimos anos em março de 2014

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Mais um capítulo do mais que evidente declínio do mercado nacional de PCs. Segundo o IDC, o mês de março de 2014 se encerrou com uma queda de vendas de 37% em relação ao mesmo período em 2013. Mesmo crescendo 16% em relação ao mês anterior, o cenário é negativo, já que o mês de março é um daqueles que tradicionalmente concentravam um grande volume de vendas, e nesse ano, isso não aconteceu.

O estudo IDC Brazil Montlhy PC Tracker revela que, após um fraco começo de ano nas vendas, previa-se uma boa recuperação no mês de março. Porém, o que se viu foi um volume de vendas modesto, com apenas 915 mil unidades comercializadas (entre desktops e notebooks).

“Embora não tão acentuada, já era esperada uma queda nas vendas de computadores no primeiro trimestre. Historicamente, em anos de Copa do Mundo, o segmento varejista volta suas atenções para as vendas de TVs. Considerando ainda as vendas de outros dispositivos como tablets e smartphones e o cenário econômico modesto, o mercado de PCs sofreu um grande impacto”, afirma Pedro Hagge, analista de mercado da IDC Brasil.

Via assessoria de imprensa

IDC: vendas dos PCs sofreram em 2013 a maior queda de sua história

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O IDC revisou as contas das vendas de PCs em 2013, e descobriu que o número de equipamentos informáticos distribuídos durante o ano passado registrou uma queda de 9.8%, que é a maior da história.

No total, o IDC estima que, durante todo o ano de 2013, foram enviados mais de 315 milhões de computadores, divididos em 136.7 milhões de desktops, e 178.4 milhões de notebooks. Esses números representam a já citada queda de 9.8%, mas inferior ao que foi inicialmente estimado.

São dois os grandes problemas que enfrentam a indústria de informática tradicional: por um lado, smartphones e tables (Android na liderança de ambos os grupos) continuam canibalizando suas vendas; por outro lado, mercados como China e América Latina estão sofrendo de um certo estancamento econômico, limitando a sua capacidade de crescimento.

Os países mais consolidados são os únicos que (temporariamente) parecem estar colocando algum freio nessa queda, motivados em parte pela necessidade de atualizar um grande número de equipamentos que ainda rodam o Windows XP.

Seja como for, o IDC prevê que a situação vai ficar ainda pior. De acordo com a empresa de consultoria, as vendas de equipamentos informáticos se manterão estáveis e podem até cair de forma mais ligeira ao longo de 2014, com previsões de vendas globais de 295 milhões de unidades, e um futuro a médio prazo não tão desastroso; as projeções da empresa para 2018 estabelecem o número de unidades distribuídas em cerca de 292 milhões de PCs, incluindo desktops e computadores portáteis.

Via Wall Street Journal, IDC

Lenovo permanece na liderança do mercado brasileiro de PCs

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Segundo dados do relatório Worldwide Quarterly PC Tracker da IDC divulgado em 21/02, a Lenovo fechou o quarto trimestre de 2013 na liderança do mercado brasileiro de PCs, consolidando assim a liderança alcançada pela primeira vez no trimestre anterior.

A empresa ampliou a vantagem em relação aos concorrentes, refletindo um crescimento nas vendas das marcas da empresa no varejo, principalmente depois da aquisição da CCE. Além disso, as vendas corporativas também registraram alta pelo oitavo trimestre consecutivo no Brasil, e isso beneficiou diretamente nos números da Lenovo.

Via assessoria de imprensa

Vendas de PCs no Brasil caíram 15% no terceiro trimestre de 2013, informa o IDC

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O mercado de PCs (desktops, notebooks, netbooks, ultrabooks, etc) segue em forte retração, refletindo os novos tempos no mercado de tecnologia de consumo. Segundo o último estudo trimestral do IDC (relativo às vendas do terceiro trimestre de 2013), a queda nas vendas no mercado brasileiro foi de 4% em relação ao trimestre anterior, e 15% em relação ao mesmo período de 2012.

No total, 61% dos equipamentos vendidos foram notebooks, e 39% desktops. Nas receitas, a queda foi um pouco menor: 5% de retração em relação ao trimestre anterior, e 1% em relação aos números de 2012. Os dados são fornecidos pelo relatório Brazil Quarterly PC Tracker, da IDC Brasil.

Além da pressão do dólar, que subiu consideravelmente nos últimos meses, a chegada de novas tecnologias (telas conversíveis, sensíveis ao toque e computadores mais finos) podem resultar em computadores mais caros. Por outro lado, o que deve baratear um pouco o valor final dos produtos é a competição do mercado, com os fabricantes oferecendo opções diferentes para o consumidor.

Falando dos modelos específicos de PCs, o estudo da IDC mostra que as vendas dos desktops sofreram uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, e de 14% em relação ao mesmo período de 2012. O mesmo desempenho negativo foi registrado nas vendas de notebooks, que registraram queda de 2% em relação ao trimestre anterior, e 16% em relação ao ano passado.

Um dos motivos dessa queda foi o fato do Governo Federal não ter comprado computadores para abastecer áreas específicas, principalmente na educação, onde os tablets foram adotados. São mais baratos, contam com plataformas mais flexíveis, e possuem as mesmas funcionalidades básicas dos PCs, o que se converte automaticamente em uma forte redução de custos.

O mercado doméstico foi responsável por 73% das vendas de PCs no Brasil (em 2012, era 65%). Os computadores ultrafinos seguem ganhando espaço no mercado, com um crescimento nas vendas e 145% em relação a 2012, e 48% em relação ao trimestre anterior.

Por fim, o IDC espera que o ano de 2013 registre, em média, uma queda de 10% nas vendas de PCs no Brasil. Para 2014, a previsão de queda é menor: 6%. O motivo para a queda: a Copa do Mundo, onde os consumidores naturalmente concentrarão os seus investimentos na aquisição de televisores.

IDC: Vendas de PCs no Brasil caem mais 10% no segundo trimestre de 2013 em volume, mas mercado cresce em receita

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A IDC Brasil publicou mais um relatório trimestral de análise do mercado brasileiro de vendas de desktops, e a tendência de queda registrada no primeiro trimestre de 2013 se repetiu no segundo trimestre. Foram 3.6 milhões de unidades comercializadas, representando assim mais uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

Por outro lado, a receita resultante dessas vendas cresceu, alcançando a marca de R$ 5.7 bilhões, ou 1.2% a mais do que o volume registrado no mesmo período do ano em 2012. O contraste entre volume de vendas e receita acumulada se explica no aumento em média de 12% no preço dos PCs. No segundo trimestre de 2012, o preço médio de um PC era de R$ 1.412. Já no segundo trimestre de 2013, esse valor saltou para R$ 1.580.

O reajuste de preços começou no mês de maio de 2013, o que também ajuda a explicar o número de unidades vendidas e, ao mesmo tempo, o aumento na receita. O mercado ainda passa por um período de transição, onde novos modelos e tecnologias mais aprimoradas estão chegando ao mercado, com design mais fino, telas sensíveis ao toque e modelos conversíveis. Todas essas novas propostas conquistam o mercado cada vez mais, ao mesmo tempo que encarece o valor dos produtos.

Outro valor que influencia no aumento dos preços dos PCs no Brasil (e na respectiva queda de vendas) é o aumento do dólar, que segundo o IDC Brasil, tende a continuar em alta. Os produtos fabricados no Brasil ainda contam com muitos componentes importados, o que influencia diretamente no preço.

Com um dólar flutuante, o mercado corporativo é o mais impactado, e nesse segmento foram registradas as maiores quedas nas vendas (15%, contra 7% no segmento de consumo.  Com todos os números avaliados, a IDC Brasil revisou a expectativa de queda de vendas de PCs para o ano de 2013 para a margem de 9% (antes era de 8% em relação às vendas de 2012).

De fato, não se espera mais uma grande taxa de crescimento nas vendas dos PCs no Brasil, uma vez que já temos uma base de produtos bem instalada. Hoje, os consumidores estão mais exigentes, e buscam ofertas melhores em dispositivos com mais recursos e diferenciais, mas com um menor preço, como são os casos dos tablets e smartphones.