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Estudo mostra que usamos nosso smartphone duas vezes mais do que imaginamos

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Um estudo publicado recentemente pela PLsS ONE afirma que a maioria dos usuários utilizam o smartphone quase o dobro do tempo que reconhecem utilizar.

Para comprovar estas discrepâncias entre o tempo real e o tempo mental, uma equipe de psicólogos encabeçada pelo doutor David Ellis analisou a fundo 23 voluntários com idades entre 18 e 33 anos. Eles inicialmente realizaram uma pesquisa, pedindo para que calculassem todo o tempo que passavam utilizando o smartphone diariamente, e depois era instalado um aplicativo que identificava qualquer tipo de interação com o dispositivo em um período de duas semanas.

O resultado foi surpreendente. A maioria se equivocava com suas estimativas, e na realidade passavam quase o dobro do tempo reconhecido com o seu smartphone todos os dias. De fato, cinco horas e meia por dia, com aproximadamente 85 interações diferentes.

A imagem abaixo mostra que as zonas em preto representam o tempo de uso do dispositivo.

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O principal motivo das diferenças parece estar nas pequenas transações de curta duração para ler uma mensagem curta ou visualizar rapidamente alguma rede social. São as mais habituais, mas em muitas vezes duram menos de um minuto, e não levamos em conta no nosso cálculo mental do tempo, mas ficam refletidas no aplicativo.

E você? Qual é o seu tempo de uso diário no smartphone?

Via Beyond Self-Report: Tools to Compare Estimated and Real-World Smartphone Use

Cinco usos do smartphone que revolucionaram nossas vidas naturalmente

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Os smartphones revolucionaram nossas vidas, e isso é um fato. O avanço da tecnologia fez com que ele tivesse cada vez mais aplicações e possibilidades, adicionando novas funcionalidades onde antes ele não contava.

E tudo isso, sem que a gente se desse conta. Vamos para qualquer lugar com o smartphone, e o utilizamos o tempo todo. O que antes eram um papel hoje temos na tela. Ligar? Pra que, se podemos mandar uma mensagem de texto? Enfim, nesse post, ilustramos cinco usos do smartphone que revolucionaram as nossas vidas.

 

Mapas: o que você quiser, e onde você pode encontrar

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No passado, quando você ia para um lugar que não conhecia, precisava levar um mapa da região para se localizar e se deslocar com segurança. Agora, qualquer bom smartphone inclui um app de mapas detalhado de qualquer parte do planeta, com todas as ruas, que podem ser buscadas rapidamente.

 

Não só isso. Os mapas estão associados também com uma busca de negócios, de modo que se você quiser ir para um bom restaurante, pode ir de forma simples e prática, lendo os comentários da comunidade para ir ao melhor lugar e de forma segura.

Lembra das páginas amarelas? Não? Sim? Pois é. Virou coisa do passado.

 

Conectado em (quase) qualquer lugar

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Dizem que até no Everest existe conexão com a Internet, e na realidade é que exceto você esteja enterrado em um buraco – e outras poucas exceções – o seu smartphone pode estar conectado na web a qualquer momento, e em qualquer lugar.

A internet está associada a praticamente todos os demais serviços disponíveis em um smartphone, pois é o elemento considerado indispensável para tirar o maior proveito possível. Você poderá compartilhar a sua localização e as fotografias das férias, redes sociais ou mensagens instantâneas das mais diversas formas.

 

O correio eletrônico para as massas

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O nascimento do correio eletrônico aconteceu na década de 1960, mas só nos anos 90 foi quando o seu uso começou a se popularizar na sociedade. Alguns estudos indicam que temos hoje 2.5 bilhões de usuários gerenciando contas de e-mail todos os dias, e hoje ela é uma ferramenta fundamental no dia a dia, tanto na vida digital como na analógica.

Antes o uso do e-mail estava restrito ao computador, mas agora qualquer pessoa pode consultar sua caixa de entrada no smartphone. E isso nos permite (por exemplo) uma resposta a um e-mail enquanto tomamos café, sem ter que esperar voltar para um computador. Facilidade, agilidade e simplicidade para bilhões de pessoas ao redor do planeta.

 

Entediado? Não acredito!

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Se existe um campo que o mundo dos smartphones escancarou foi o do entretenimento. São milhares as funcionalidades e possibilidades que existem, em boa parte por conta dos milhões de apps que podemos baixar em nosso smartphone.

E como não deixam de ser dispositivos portáteis, esses aplicativos podem ser carregados para qualquer lugar onde estamos. Não só fora de casa, como dentro dela. E como os jogos mudaram desde a chegada dos smartphones, não?

 

Uma câmera sempre no seu bolso

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A fotografia é, de fato, um dos campos onde a tecnologia do smartphone está mais avançada. As câmeras compactas estão aposentadas, e elas seguem melhorando, sendo para muitos uma ferramenta indispensável.

As funções fotográficas dos smartphones de hoje são extraordinárias, brindando uma qualidade sobressalente em todos os sentidos. Se isso é pouco para você, as redes sociais e a constante conexão com a internet nos permitem distribuir nossos registros para nossos contatos, ou compartilhá-las para que qualquer pessoa possa nos ver, ver aquilo que a gente vê, ou que possa conferir a última gracinha do nosso gato.

Quando o uso do smartphone ultrapassa o humanamente aceitável

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A adolescência é uma época difícil do ser humano, onde ele entende que ser rebelde é a solução de tudo. Na verdade, ele só é chato mesmo. E isso se reflete de forma mais evidente no seu comportamento com o smartphone. Por exemplo: os alunos que ficam se entretendo com o dispositivo em plena sala de aula. Desagradável, não?

Mas os adolescentes ainda contam com uma ‘desculpa’. Os adultos? Não! Por exemplo: adultos utilizando o WhatsApp no meio de uma peça de teatro.

Isso aconteceu com Patti LuPone, no último dia 7 de julho, em Nova York. Durante a apresentação de sua peça, a atriz se viu obrigada a confiscar o smartphone de uma das pessoas na plateia durante o segundo ato. Obviamente o dispositivo foi devolvido para a espectadora, mas isso nunca aconteceu antes, ou pelo menos até que a peça chegasse ao fim.

Ou seja, um comportamento parecido com o dos adolescentes, mas no contexto adulto, isso pode ser considerado até uma doença. Nos dois casos, um ponto comum se estabelece: a ofensa com aquele que merecia a atenção o tempo todo naquele momento.

 

Uma questão de limites

Esse incidente específico foi a gota d’água para a atriz, que perdeu a paciência. No mesmo dia, ela já tinha confiscado quatro smartphones durante um ensaio, e de acordo com o Daily News, a atitude da espectadora a impactou por ser evidente e descarada. Ela mesma fala que isso é um problema crescente, e em tom de brincadeira, diz que se dedica a ser uma ‘polícia dos smartphones’, e se tivesse recebido US$ 100 para cada telefone confiscado, teria o suficiente para comprar o seu.

A atriz está tão saturada que se declara derrotada pela persistência dessa situação, e não mais vai apresentar a sua peça. Explica que teria que mudar de alguma forma, mas acredita que se o fizer, o problema se tornará mais crescente, já que ela afirma que isso não acontece apenas dentro do âmbito teatral, mas em escala global. Ela conclui afirmando que os smartphones controlam a sociedade atual, e que no ‘microcosmo do teatro’, o problema se agrava.

 

Também em espaços abertos

O incômodo causado pelos smartphones (ou por seus proprietários) não acontece apenas em locais fechados. Durante uma corrida de 10 quilômetros, a triatleta Joyce Cheung Ting-yan tropeçou com uma corredora que parrou para tirar uma foto com o smartphone. E a queda foi bem séria (mesmo assim ela conseguiu terminar a corrida).

Longe de ser um incidente isolado, os organizadores das maratonas e demais corridas se preocupam a algum tempo de lembrar os participantes que tenham o bom senso de não realizar tais ações. E a situação piorou com a massificação dos famigerados ‘paus de selfie’, que está proibido em certas competições, como no torneio de tênis de Wimbledon. Afinal de contas, ninguém merece ter a sua partida atrapalhada por um imbecil com um bastão tentanto tirar uma foto.

 

Novos tempos, novos excessos, novas normas

O incidente com Patti LuPone não pode ser definido como ‘habitual’, e nem todos reagem da mesma forma diante uma ofensa ou situação similar. Porém, com um mínimo de empatia, é possível entender o momento atual. É um cenário comum: a dependência das pessoas ao smartphone faz com que elas sobrepassem os limites, ou esses limites se tornaram muito mais amplos.

Recentemente, comentamos no blog sobre as medidas tomadas pelo governo russo, advertindo sobre os riscos de registro de selfies em locais como torres de alta tensão e linhas de trem. Algumas situações podem ser bem descabidas, mas eram baseadas em casos já ocorridos.

Talvez o uso abusivo dos smartphones ao ponto de não ser algo civilizado não seja o mais comum, mas é o que mais incomoda, podendo resultar em situações lamentáveis. Infelizmente, os usuários não usam a tecnologia, mas são utilizados por ela. Será necessário com o tempo uma regulação específica para os casos extremos?

Talvez o uso massivo dos smartphones já nos obrigue para um efeito no estilo ‘é melhor prevenir do que remediar’.