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A tentativa de golpe de estado na Turquia também bloqueou Twitter, Facebook e YouTube no país

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A situação da Turquia se estabilizou, e a tentativa de golpe no país fracassou. Mas nas primeiras horas de sucesso do golpe, o acesso ao Facebook, Twitter e YouTube foi bloqueado aos cidadãos do país.

A conta do Twitter @TurkeyBlocks revelou que os três serviços foram bloqueados enquanto que o Instagram e o Vimeo seguiram disponíveis. O acesso aos serviços foi recuperado uma hora e meia depois, e alguns cidadãos turcos ainda utilizavam os serviços com a ajuda de VPNs.

O departamento do estado dos Estados Unidos reconheceu o problema, enquanto que os responsáveis pelo Twitter indicavam que, de acordo com os seus dados, o serviço na Turquia não estava bloqueado. O Facebook não fez comentários sobre o tema, enquanto que o YouTube reconheceu o bloqueio.

O uso das redes sociais em eventos desse tipo é uma arma poderosa para informar o resto do mundo sobre o que realmente acontece em um determinado local em tempo real. Já vimos o impacto dessas redes quando elas foram cruciais nos eventos da Primavera Árabe em 2011, e alguns países restringem o acesso dessas redes como novo mecanismo de censura.

Via TechCrunch

Google acusa Turquia de interceptar os seus servidores DNS

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A Google decidiu se pronunciar sobre as medidas tomadas pelas autoridades turcas, e em seu blog oficial de segurança acusa o governo local de interceptar o seu serviço público de DNS, redirecionando os usuários para outros sites.

O artigo assinado por Steven Carstensen (engenheiro de software) informa que a Google se baseia em “várias fontes confiáveis” e pode confirmar a denúncia através de uma investigação própria, que indicava a interceptação dos seus serviços de DNS pela maioria dos provedores turcos de internet. O problema vai além, já que estes mesmos provedores configuraram seus servidores para “pular” os serviços da gigante de Mountain View.

Um servidor DNS se encarrega de dizer ao computador do usuário qual é exatamente o endereço do servidor que está buscando – seja YouTube, Twitter ou qualquer outro – de forma rápida e segura. Ainda que não apareçam explicações oficiais sobre o assunto, não é difícil de imaginar que a censura é uma das hipóteses mais fortes que pairam sobre a questão.

Via ZDNetPhys.org, Google

Justiça turca decide que os tweets estão protegidos pela liberdade de expressão, e encerra bloqueio do Twitter no país

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Explicando toda a história. O governo de Ankara instituiu a poucos dias das eleições locais um bloqueio nacional contra o Twitter, argumentando que alguns usuários estavam disseminando mensagens que (teoricamente) acusavam falsamente de corrupção vários membros do governo.

O primeiro ministro turco Tayyip Erdogan afirmou que o Twitter tinha se transformado em uma ferramenta para desestabilizar o seu governo, e bloqueou o serviço depois de três ordens judiciais não cumpridas, onde as autoridades solicitavam a remoção de qualquer conteúdo considerado ofensivo. O Twitter então utilizou a sua ferramenta Country Withheld Content, para evitar que os usuários pudessem ver uma das contas que causavam tal discórdia, mas logo em seguida, solicitou o fim da censura ao serviço, alegando que o bloqueio violava a liberdade de expressão.

A manobra deu certo. A Justiça turca rescindiu o bloqueio, e a conta que foi ocultada aos olhos dos usuários turcos voltou a ficar ativa. Segundo o tribunal turco que tomou a decisão, “a liberdade de comunicação e expressão e o direito de difundir pensamentos e opiniões são fundamentais, que contam com proteção constitucional de forma similar a todos os países democráticos (…) Ninguém deve ser censurado ou acusado por conta disso. Os órgãos governamentais deveriam evitar todos os atos e ações que restrinjam a liberdade do povo”.

O Twitter, por sua vez, qualificou o veredito como “uma vitória excepcionalmente forte para a liberdade de expressão”, com um enorme valor para “proteger os usuários do Twitter contra outras tentativas de censura” que possam acontecer na Turquia.

Agora, resta saber o que vai acontecer com outras plataformas, e ainda que o Twitter seja a primeira rede social a ser censurada na Turquia, certamente não será a última: o YouTube também foi adicionado à lista dos sites bloqueados a alguns dias, e Erdogan segue disposto a “vetar” qualquer site que faça acusações de corrupção contra o seu governo.

Agora, imagina se a moda pega aqui no Brasil… nem quero pensar nisso.

Via Twitter (Blog)

Turquia agora bloqueia o acesso ao YouTube

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O bloqueio do Twitter na Turquia acabou a poucas horas, mas se você pensava que a censura acabaria por aqui, se enganou. O governo local acaba de adicionar o YouTube na sua lista de bloqueios, e segundo indica o site Webrazzi, o veto já está ativo em alguns provedores da região, enquanto que outros estão em processo de ativação.

Tudo isso vem depois de uma matéria publicada pelo Wall Street Journal, onde indicava que a Google havia recusado uma petição das autoridades turcas de eliminar da plataforma alguns vídeos que supostamente incluem gravações comprometedoras do primeiro ministro turco, relacionadas com o escândalo de corrupção que assolam o país.

Como era de se esperar, tão repentino bloqueio levantou todo o tipo de suposições, onde os internautas especulam que esta é uma clara tentativa de frear a distribuição de tais conteúdos (que já contam milhões de visualizações). Em resumo, esse assunto ainda vai render, e aguardemos pelas repercussões sobre mais essa polêmica (e estúpida) decisão do governo turco.

Via Webrazzi
Via Twitter do Wall Street Journal
Via Twitter de Mike Giglio

Turquia também bloqueia o acesso ao Twitter: União Europeia qualifica medida como “covarde”

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As autoridades turcas optaram por bloquear o acesso ao Twitter no país. O governo bloqueou apenas o acesso ao perfil da rede social pela web, onde no lugar temos uma mensagem das autoridades do país anunciando a medida de censura.

A mensagem começou a ser vista pelos usuários turcos a partir da madrugada de hoje (21), e não se sabe se o bloqueio é algum “erro” ou de forma deliberada. A possibilidade de twittar via SMS ainda está disponível. Por enquanto.

Por que a Turquia seguiu o exemplo (negativo) de outros governos? Ao que parece, alguns documentos gráficos e sonoros um tanto quanto incômodos para o governo turco começaram a circular pela rede. Tais documentos deixariam explícitos certos casos de corrupção que afetavam diretamente ao governo, e foi o próprio primeiro ministro do país, Recep Tayyip Erdogan quem ameaçou fechar as portas do Twitter antes do suposto “apagão”. A medida também coincide com o período eleitoral em que o país se encontra – as eleições na Turquia acontecem no dia 30 de março.

Horas depois do bloqueio, as autoridades turcas reconheceram publicamente que bloquearam o acesso à rede social, uma vez que a mesma não retirou uma série de links em uma ordem ditada pelos tribunais do país. Convém lembrar que o próprio Erdogan já afirmou que as redes sociais eram “a pior ameaça para a sociedade”.

A decisão já começa a repercutir. Negativamente, é óbvio.

Neelie Kroes, vice-presidente da União Europeia e comissária da Agenda Digital, qualificou a decisão como uma “censura deliberada”, e um “ato covarde” do governo turco. Para expressar o que pensa, Kroes utilizou… o Twitter, evidentemente!

Os protestos e o mal estar na Turquia são crescentes, e a decisão de censurar o Twitter no país não devem acalmar os ânimos. Horas depois do bloqueio, a rede social foi inundada de queixas de usuários dentro e fora da Turquia, e a hashtag #TwitterisblockedinTurkey chegou ao Trending Topic mundial. Aliás, a Turquia alega que tomou a decisão depois do próprio Twitter ter recebido várias ordens judiciais de retirar conteúdos que o governo turco considerava ilegal. Porém, só o governo turco entende tal teoria: para o resto do mundo civilizado, esta é uma evidente manobra de censura.

Moral da história: o governo turco acreditou que bloquear o acesso ao Twitter daria maiores possibilidades de controlar o resultado das eleições locais. No lugar disso, a decisão colocou a Turquia no alvo de todo o mundo por conta da censura.

Via Reuters (1)
Via Reuters (2)

Samsung lança a sua própria Android Market na Turquia

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Apesar de contar com um serviço online de gerenciamento de aplicativos como a Samsung Apps, a empresa quer dar uma maior relevância para o Android, e lançaram na Turquia seu próprio Android Market alternativo para terminais como o Galaxy S ou o Galaxy Tab. Por enquanto, eles não contam com grandes conteúdos, mas parece que agora vai centralizar seus esforços em promover os fundos de tela e os vídeos.

Apesar do serviço ainda está em fase de testes, os produtos podem ser pagos com cartões Visa através do próprio telefone, e não com o Google Checkout, como a Android Market oficial. Não sabemos se a Turquia será o campo de testes para um lançamento global, mas de qualquer forma, vale a pena ficar de olho nas empresas que vão querer levar seus conteúdos para os dispositivos.

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