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Review | LG G5 SE

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Um modelo top de linha, sem sobra de dúvida. Mas com algumas restrições que geram polêmicas. A LG trouxe ao Brasil o LG G5 SE, modelo top de linha para o mercado brasileiro, mas que não é o mesmo modelo top de linha disponível para o mercado norte-americano. E isso despertou críticas e dúvidas por parte de muitos entusiastas de tecnologia.

Muitos entenderam que, por se tratar do Brasil, a LG poderia trazer para o nosso mercado o mesmo LG G5 disponível nos Estados Unidos. Porém, não foi isso o que aconteceu. E para complicar ainda mais a questão, o preço inicial sugerido do LG G5 SE no mercado brasileiro era relativamente próximo aos modelos top de linha da concorrência que, em alguns casos, são mais completos.

É compreensível a polêmica. Por outro lado, qual é o real impacto do modelo mais restrito para o usuário final? O quanto as especificações técnicas do LG G5 SE afetam na experiência de uso? O que vamos deixar de ter com essa versão mais modesta? E o mais importante: perdemos tanto ao receber um modelo com um hardware mais simples? Ou tudo vai depender do equilíbrio entre hardware e software imposto pela LG para esse produto?

As respostas no review a seguir.

 

Características Físicas

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O LG G5 SE é um smartphone que chama a atenção na sua estética. É um dispositivo muito bem construído, combinando muito bem a estrutura metálica com acabamento para oferecer um ar de sobriedade que é essencial para um modelo premium.

Chama a atenção o fato de ser um modelo com boa pegada, menos pesado do que se imagina (156 gramas), mas confortável para um uso prolongado. Nem é preciso dizer que esse é o tipo de smartphone que, pela sua construção, oferece a máxima sensação de segurança. Mas não recomendo você arriscar deixar o dispositivo cair. Afinal de contas, ele é caro demais para você ser descuidado.

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A volta dos botões de controle de volume na lateral é algo bem vindo. Muitos usuários reclamavam do posicionamento desses botões na parte traseira, o que foi uma tentativa da LG em inovar a usabilidade durante as chamadas. Mas no final das contas prevaleceu a forma tradicional, e os botoes retornam ao lado esquerdo do dispositivo.

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Na parte traseira, o destaque fica para o botão de bloqueio de tela, com um leitor de digitais integrado. O que faz até mais sentido do que os botões de volume na parte traseira. Além de deixar o design frontal mais atraente, de forma efetiva, o máximo que você vai usar esse botão é para a sua identificação biométrica. Até porque para desbloquear a tela basta um simples duplo toque na mesma.

A câmera dupla também se destaca dentro do seu design, ficando relativamente bem integrada ao design refinado, apesar de sua protuberância.

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Não nos culpe. A assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou o modelo para testes com esse adesivo enorme. Como o smartphone não é nosso, não podemos retirá-lo. Mas acho que vale mais o registro dos testes, certo?

Outro destaque de suas características físicas é que o LG G5 SE conta com slot conjugado para o nano SIM e para o microSD. Para a ejeção dessa gaveta, é necessário o uso da chave que acompanha o kit de venda do produto.

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A modularidade, um dos principais diferenciais desse smartphone, se faz efetiva através desse botão de ejeção da bateria. Lembrando que, obviamente, é necessário desligar completamente o aparelho para trocar os módulos. Não foram enviados os complementos (ou Friends) para testes, mas ao longo do review, mostraremos como a LG pensou no módulo de bateria desse modelo.

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O trabalho da LG com o LG G5 SE é algo muito bem feito. Entendo que aqui temos mudanças de conceitos em relação aos modelos anteriores que são bem vindas, sem falar nas inovações adotadas que ainda serão abordadas em detalhes nesse review. A diferença em relação ao LG G4 é considerável, e pelo menos nesse quesito, a proposta da LG fica bem próxima aos seus principais concorrentes na categoria.

Entendo que, pelo menos nesse item, o LG G5 SE não deve em nada ao modelo comercializado nos Estados Unidos.

 

Acessórios

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O kit de venda do LG G5 SE conta com a tradicional documentação do aparelho, chave de ejeção do slot nano SIM/microSD, cabo USB Type-C, carregador de bateria e fones de ouvido in-ear.

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É altamente recomendável você tomar um certo cuidado com esse cabo USB Type-C. Tente não perder esse item. A grande vantagem é a versatilidade em poder conectá-lo ao smartphone em qualquer orientação desejada. Sério, você vai querer se esquecer do seu cabo micro USB de toda a vida.

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Os fones de ouvido também recebem destaque. Além de serem intra-auriculares, conta com uma parte com um revestimento de nlyon, o que promete uma maior resistência e durabilidade (em teoria). São fones que oferecem uma maior qualidade de áudio, com um natural isolamento de ruído externo, o que é algo sempre bem vindo.

 

Tela

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O LG G5 SE possui uma tela IPS Quantum LCD de 5.3 polegadas, com resolução QHD (2560 x 1440 pixels). A LG tem uma tradição de oferecer telas de excelente qualidade nos seus smartphones top de linha (e nos modelos de linha média também não faz feio), e nesse novo smartphone, isso não é diferente. Mas eles conseguiram ir um passo além.

A qualidade final das imagens que essa tela reproduz é algo simplesmente impecável. Chama a atenção o nível de nitidez e contraste das imagens reproduzidas, a vivacidade das cores, e a capacidade de reprodução de imagem mesmo em dias de sol forte, onde normalmente outros smartphones acabam enfrentando dificuldades em exibir as imagens com uma qualidade aceitável.

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Essa melhor qualidade em ambientes externos é possível graças ao novo modo “Luz do Dia”, que automaticamente aumenta o brilho da tela quando a mesma detecta a presença de um sol forte. Dessa forma, a nitidez aumenta mesmo quando visualizamos o conteúdo ao ar livre e em plena luz do dia, e o resultado é efetivo. Logo, se prepare para ver seus filmes e séries no parque ou na praia sem maiores problemas.

Mas um dos principais destaques desse modelo é a tela Always On.

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O recurso deixa uma parte da tela sempre ativa, exibindo informações como data e hora, notificações recebidas e outros alertas. É uma espécie de alternativa ao que a Motorola adota nos modelos da linha Moto, mas com a promessa de ser uma funcionalidade mais competente e de baixo consumo energético.

Na prática, o Always On cumpre o que promete. Parte da tela fica o tempo todo ligada, exibindo as notificações. É muito melhor para ver as informações onde normalmente teríamos que desbloquear a tela. E não precisar ligar a tela por completo representa uma economia de energia efetiva. Ou pelo menos o consumo de bateria desse recurso no LG G5 SE tem um impacto realmente muito pequeno no seu consumo final. Logo, é um recurso bem vindo.

A sensibilidade ao toque continua excelente, o que deixa o smartphone com uma interação muito agradável. Combinado com a eficiência do hardware e a fluidez do software customizado pela LG, temos como resultado uma experiência de uso muito boa nesse sentido.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG G5 SE recebe o sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow, com a interface altamente customizada da LG. Ou seja, temos a versão mais atualizada (até o momento em que esse review foi produzido) do software da Google, com todas as personalizações que os clientes da empresa sul-coreana já estão acostumados a ver em seus smartphones.

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Em outras oportunidades, percebemos como a LG fez um bom trabalho na customização do Android, no que se refere a equilibrar o desempenho do dispositivo e suas características de hardware. Aqui, esse comportamento se repetiu. A LG acrescentou todos os seus recursos inteligentes e adicionais que são a marca registrada da empresa em seus smartphones, e o LG G5 SE se comportou muito bem durante todo o período de testes.

Recursos como o Knock On, Knock Off, Quick Memo+ e Quick Remote já fazem parte da experiência de uso dos clientes de smartphones da LG. Logo, é mais que justificada a presença desses itens no Android customizado da empresa.

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Uma mudança importante dessa proposta é o desaparecimento do ícone “todos os aplicativos”, adotando a estratégia de dispor todos os apps instalados nas telas de aplicativos. Boa parte dos fabricantes Android estão utilizando a mesma estratégia, distanciando a sua interface da proposta de uso do Android puro, e aproximando daquilo que hoje o iOS oferece.

Não que isso seja a “cópia” do que a Apple já faz, mas é um caminho natural de reforçar uma identidade de experiência de uso, ao mesmo tempo de um desejo de facilitar as coisas para o usuário comum.

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Outra novidade que o LG G5 SE traz no seu Android customizado é o Gerenciador de Amigos. Através desse recurso, o usuário pode interagir, jogar e se divertir com seus amigos através do smartphone. Uma forma de aproximar as pessoas, ao mesmo tempo de fidelizar esses usuários nos serviços da LG.

Entendo que a proposta da LG nesse aspecto é positiva e bem sucedida. Quem já estava acostumado à interface presente nos modelos anteriores da empresa, vai achar o LG G5 SE ainda melhor.

 

Áudio

Esse é um dos itens que a LG deu atenção especial no LG G5 SE. De forma nativa, o smartphone possui uma qualidade de áudio muito boa, não apenas por conta da presença de um hardware otimizado para essa finalidade, mas também pelo posicionamento dos alto-falantes, na lateral inferior do dispositivo.

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É claro que, em alguns casos, a mão do usuário pode simplesmente abafar esses alto-falantes, prejudicando a experiência nesse sentido. Já disse em outras oportunidades que o ideal é que os alto-falantes de reprodução de áudio fiquem posicionados na parte frontal do dispositivo, para que o usuário receba esse áudio de frente, aumentando a imersão do mesmo na experiência de consumo de conteúdos multimídia e em jogos.

Porém, entendo que a LG decidiu optar pelas laterais inferiores, em nome da baixa espessura do dispositivo. Não é um ponto de revés, mas é uma observação importante, que merece ser pontuada, assim como fizemos com outros smartphones que já analisamos.

Vale lembrar que um dos módulos da LG é especialmente pensado na qualidade de áudio, sendo compatível com fones de ouvido de alta fidelidade. Testamos essa funcionalidade no evento de apresentação do LG G5 SE em São Paulo, e foi possível comprovar como essa qualidade é efetivamente entregue ao usuário.

 

Câmera

Se houve um ponto onde a LG queria conquistar os usuários mais exigentes com melhorias práticas e efetivas, além de oferecer inovações que realmente interferem no dia a dia de quem possui um dispositivo como esse é, sem sombra de dúvida, na câmera. Ou melhor, nas câmeras.

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Temos dois sensores traseiros de 16 MP, que possuem funcionalidades independentes, para oferecer resultados otimizados para diferentes situações. O usuário pode, por exemplo, escolher registrar a mesma cena com diferentes alcances de cena a partir da mesma distância, ampliando o ângulo de visão em até 135 graus.

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Desse modo, é possível inserir muito mais elementos na foto, oferecendo uma nova perspectiva a partir do mesmo cenário capturado. Esse recurso traz resultados efetivos, e pode ser muito bem aproveitado pelos fotógrafos mais experientes.

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O elogiado Modo Manual, que estreou no LG G4, permanece nesse novo modelo, fazendo a alegria dos fotógrafos mais experientes. Mas os iniciantes também foram lembrados, com a presença dos modos Pop-up, Modo Múltiplo, Snap, câmera lenta e time lapse. Todos acionados de forma simples, com um simples toque no ícone correspondente à função.

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O recurso Foto Destaque é outro reflexo imediato da presença de uma câmera dupla traseira. Com ele, o usuário pode registrar duas fotos ao mesmo tempo, uma com o ângulo normal, e outra com o ângulo ampliado, e a partir daí é possível definir os elementos da imagem que vão se destacar na foto final, com quatro efeitos de acabamento.

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Com tanta tecnologia e inovação integradas, o resultado final das fotos não poderia ser outro. Você vai registrar as melhores fotos que você pode obter com um smartphone nesse momento. As imagens capturadas nas mais diferentes condições de iluminação são simplesmente excelentes, com cores vivas, contraste bem ajustado, nitidez excelente e baixo nível de ruído em ambientes com baixa luminosidade.

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Vale lembrar que os sensores traseiros são capazes de gravar vídeos nas resoluções Full HD e 2K, e que o recurso de ângulo de visão ampliado também se torna efetivo nesse modo. Ou seja, também é possível gravar mais coisas dentro de um mesmo plano de cena. Entendo que esse tipo de versatilidade será muito útil para os usuários mais criativos.

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O sensor frontal de 8 MP também não faz feio, e se mostrou excelente para as selfies nas mais diversas situações. A câmera consegue excelentes resultados de imagem, e também é capaz de capturar vídeos em Full HD, garantindo uma qualidade final muito boa para um compartilhamento de imagens casual em redes sociais ou sites de vídeos, ou até mesmo para trabalhos mais elaborados, que dependem de uma qualidade mais apurada nas gravações.

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Aqui, o LG G5 SE oferece aquilo que promete: um conjunto fotográfico de altíssima qualidade. Um dos melhores já vistos. O melhor que eu já testei em oito anos de TargetHD.net.

 

Games

Mesmo com um hardware inferior ao modelo original, o LG G5 SE é um dispositivo top de linha por excelência. Logo, o seu desempenho nos jogos foi o que se esperava de um produto de sua categoria: impecável.

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O modelo rodou sem maiores problemas os jogos que normalmente utilizamos para testar os smartphones que aqui chegam, sem lags ou arrastos, sem travamentos e com uma fluidez mais do que desejada para a interação com os jogos. Os gamers casuais e mais exigentes ficarão plenamente satisfeitos com os resultados entregues por esse smartphone nesse aspecto.

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A tela de altíssima qualidade e o áudio potente só aumentarão a sensação de imersão do jogador na ação reproduzida na tela. Essa regra também vale para vídeos e filmes a serem executados pelo dispositivo. Mas no final das contas, é um dispositivo altamente recomendado para quem pensa nos jogos mais a sério. Se você realmente se preocupa em jogar no smartphone, o LG G5 SE não te trará maiores problemas.

 

Bateria

Nesse item, não podemos analisar apenas o desempenho da bateria do LG G5 SE e se a mesma consegue sobreviver ao tradicional dia de uso. Também precisamos dissertar sobre a grande inovação desse smartphone: a modularidade.

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O novo smartphone da LG conta com uma bateria de 2.700 mAh (há um ponto de controvérsia: as especificações técnicas oficiais do produto no site do fabricante indicam uma bateria de 2.800 mAh, mas o modelo enviado pela assessoria de imprensa possui 100 mAh a menos), que pode ser removida através de um botão na lateral do dispositivo, que é responsável pela ejeção do módulo nele instalado.

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Remover o módulo é relativamente simples, mas observei que a LG preparou esse mecanismo de forma que se evite uma remoção acidental da bateria durante o transporte no bolso, quedas ou em outros incidentes. Logo, esse botão de ejeção tem uma certa resistência na hora do acionamento, justamente para evitar esses acidentes.

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O módulo da bateria é aparentemente bem construído, concebido para não ter folgas dentro do smartphone, o que deixaria essa peça móvel, provocando desligamentos espontâneos. Bom, pelo menos na teoria o item aparenta ser construído de tal forma, que mesmo o desgaste natural da bateria impediria esse processo. Mas só o tempo vai dizer como esse item vai se comportar.

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Falando sobre a sua autonomia de uso, levando em consideração a qualidade da sua tela, as suas especificações de hardware e todos os sensores integrados e ativos, o LG G5 SE consegue funcionar sem problemas por um dia de uso moderado. Em tarefas naturalmente mais exigentes nos aspectos técnicos (reprodução de vídeos em alta definição, jogos, etc), o consumo é invariavelmente maior, e o usuário muito provavelmente vai precisar completar a carga da bateria durante o dia.

A boa notícia é que o modelo é compatível com um modo de recarga rápida, ou seja, você pode carregar quase completamente a sua bateria durante o seu almoço.

 

Armazenamento

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O LG G5 SE possui 32 GB de armazenamento interno, expansíveis via microSD de até 200 GB. O slot está localizado na mesma gaveta do slot para chips nano SIM.

Com esses números, mesmo com um sistema Android customizado pela LG que consome mais de 10 GB de armazenamento nativo, a maioria dos usuários não deverão encontrar problemas na hora de expandir essa capacidade. Ou se optar pelo microSD de 200 GB, nunca mais se preocuparem com espaço para armazenar fotos, vídeos, música, jogos e arquivos pessoais importantes.

 

Desempenho

Chegou a hora de responder a pergunta que não quer calar: o LG G5 SE está tão abaixo do LG G5 comercializado nos Estados Unidos?

Na teoria, a diferença existe. O modelo comercializado no Brasil recebeu o processador Qualcomm Snapdragon 652 (MSM8976) octa-core de 1.8 GHz, trabalhando com uma GPU Adreno 510 e 3 GB de RAM. Não é um hardware ruim, mas também não é um top de linha como muitos  esperavam. É um degrau abaixo (pelo menos) em relação ao conjunto Qualcomm Snapdragon 820 (MSM8996) quad-core de 2.2 GHz, GPU Adreno 530 e 4 GB de RAM.

Porém, na prática, a grande maioria dos usuários não vai perceber diferenças relevantes ou significativas no desempenho final. Tudo o que foi proposto a ser feito com o LG G5 SE pode ser executado sem maiores problemas, travamentos, arrastos ou engasgos. A não ser que o usuário seja realmente muito exigente para desabonar este modelo por contar com um hardware inferior ao dispositivo comercializado em mercados selecionados.

Logo, não há motivos para ter medo, receio ou aversão por conta dessa diferença nas especificações. O LG G5 SE ainda é um excelente smartphone, e deve satisfazer aos anseios da maioria dos usuários que aspiram ter um dispositivo com um desempenho impecável na maior parte do tempo.

Porém, os usuários mais antenados no mundo da tecnologia, e que se empolgaram com a apresentação do LG G5, vendo nesse modelo um smartphone acima da média, se decepcionaram. O motivo é bem simples: pelo preço que foi anunciado o LG G5 SE (na época do seu lançamento, R$ 3.499, mas agora pode ser encontrado por pelo menos R$ 500 a menos), muitos entenderam que não fazia muito sentido cobrar pelo smartphone o preço de um Samsung Galaxy S7, que no papel possui um hardware superior, ou ao menos é um autêntico modelo top de linha.

Quem sabe com o reposicionamento de preço a sua aceitação no quesito custo-benefício aumente. A aceitação nos aspectos técnicos já está garantida. Ele só precisa ter um preço melhor para conquistar os usuários mais abonados financeiramente.

 

LG G5 SE: vale a pena?

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Com certeza. Um dos melhores smartphones de 2016, mesmo com o seu hardware mais restrito.

A experiência de uso é excelente, em um dispositivo que equilibra muito bem o hardware e o software. A construção desse smartphone é muito competente, com um design sóbrio e elegante. Sua tela mais uma vez entrega uma qualidade elevada, a qualidade de áudio se faz presente, e as inovações apresentadas pela LG mostram que ao menos eles estão buscando soluções que saiam do lugar comum.

O conjunto de câmera dupla funciona melhor do que o esperado, entregando fotos e vídeos de altíssima qualidade. A proposta modular da LG é interessante, e deve funcionar bem com os usuários mais criativos, ou daqueles que souberem tirar proveito dos seus complementos. E a bateria modular é mais um elemento de inovação que chamou a atenção dos mais ávidos por novidades no setor.

Entendo que, mesmo sendo o “simple edition” do LG G5, o modelo SE impressiona pelo resultado do conjunto final. Eu mesmo teria um smartphone como esse para chamar de meu. Entendo que apenas os muito exigentes (ou para quem faz questão de utilizar o recurso de realidade virtual) vai se incomodar com o hardware mais restrito desse modelo.

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Review em Vídeo

 

Ford testa veículos em base militar para recriar os climas mais frios do planeta

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A Ford utiliza o maior laboratório militar de testes climáticos do mundo, na base aérea de Eglin, na Flórida, EUA, para aprimorar a qualidade e o desempenho de seus veículos. O Laboratório Climático de McKinley, pertencente à Força Aérea dos Estados Unidos, permite a realização de testes em frio extremo de até 40ºC negativos.

Essa instalação sofisticada é usada pela Força Aérea dos Estados Unidos para testar todas as aeronaves do Departamento de Defesa. Nela, os engenheiros da Ford podem reduzir a temperatura a até 40ºC negativos em um período de apenas 10 horas. O clima quente e úmido do noroeste da Flórida agora em agosto, por exemplo, não afeta em nada as condições dentro do laboratório, que é capaz de simular os invernos mais rigorosos do Alasca e do Canadá.

Se durante o desenvolvimento do produto os engenheiros não têm acesso a um ambiente natural para testar a partida dos veículos em temperaturas congelantes – por ser verão –, o seu funcionamento pode ser simulado, calibrado e validado no laboratório. A instalação tem capacidade para acomodar 75 veículos de todos os tamanhos e também conta com acomodação para um time de 54 engenheiros e especialistas da Ford. Assim, é possível realizar em apenas três semanas testes que levariam o dobro do tempo em uma instalação menor. A coleta de múltiplos dados, análise e comparação de resultados permite fazer mudanças e aprimorar a qualidade dos veículos para o consumidor.

Em diversas regiões do mundo, é essencial para os consumidores ter um veículo capaz de operar em condições climáticas extremas. Para garantir que os clientes que vivem e trabalham em regiões frias possam dar a partida e rodar com seus veículos em segurança em temperaturas abaixo de zero, os engenheiros da Ford consideram todas as variáveis.

Os testes incluem simulações para situações específicas. Nos campos de petróleo do Alasca, por exemplo, as picapes Ford Série F servem não só como meio de transporte mas também como abrigo para os trabalhadores que precisam de uma cabine aquecida para se proteger do frio durante o trabalho.

Para garantir o atendimento dessa necessidade, os engenheiros da Ford testam o motor em ponto morto durante semanas em temperaturas que variam de 5ºC a 40°C negativos. Outro teste analisa a volatilidade de 13 tipos de combustível usados pelos consumidores em diferentes mercados do mundo para calibrar a partida a frio.

Na prática, todos os smartphones podem ser dobrados…

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Ninguém aguenta mais ler sobre o ‘bendgate’. Eu não aguento mais escrever sobre o ‘bendgate’. Pois bem, espero que esse post encerre o assunto de forma definitiva. Os testes ‘pouco científicos’ sobre o assunto, onde alguns eram um tanto quanto ‘fajutos’, e até as comparações com outros smartphones Android levaram o pessoal do Consumer Reports a elaborar testes de flexibilidades mais apurados, com resultados mais calcados em premissas aceitáveis e coerentes.

Aqui temos o ‘teste de flexibilidade de três pontos’, onde o smartphone é sustentado em seus extremos, e uma pressão se aplica na parte superior, utilizando uma máquina de grande precisão da empresa Instron para a aplicação da pressão. Os testes foram realizados com os modelos iPhone 6 e 6 Plus, LG G3, Samsung Galaxy Note 3, HTC One (M8) e iPhone 5.

Os testes se iniciavam aplicando pressões de 10 em 10 libras (1 libra equivale a 4.45 Newtons) durante 30 segundos, para analisar o efeito dessa pressão sobre a estrutura dos diferentes dispositivos. Ao aplicar essa pressão, se comprovou em primeiro lugar qual era a pressão necessária para a deformação, e qual a necessária para que a carcaça se separasse da tela.

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O teste mostrou que todos esses dispositivos se dobravam com suficiente pressão, sendo o mais ‘débil’ o HTC One (M8), seguido pelo iPhone 6 (que se deformava com a mesma pressão, mas aguentava um pouco mais antes de se separar da tela) e do iPhone 6 Plus.

É surpreendente a resistência do LG G3, do iPhone 5 (ambos com 130 libras de pressão para se deformarem) e principalmente a do Samsung Galaxy Note 3. Tanto o LG G3 como o Galaxy Note 3 recuperavam a sua forma original depois de se deformarem com a pressão até o ponto de 130 libras, onde a tela do LG G3 se quebrou. O mesmo ocorreu com o Note 3, com 150 libras de pressão. Alguns smartphones inclusive seguiam funcionando depois de tamanha pressão.

Fato é que: depois desses testes, os primeiros testes do bendgate passam a ser muito discutíveis.

O objetivo desses testes foi mostrar o óbvio: todo e qualquer smartphone do mercado pode se dobrar com suficiente pressão, por conta de sua construção, materiais empregados, estrutura e dimensões do dispositivo. Tudo isso afeta diretamente na hora de provocar esse efeito.

Vários parâmetros podem ajudar a compreender essa propriedade. Entre eles – mas não é o único – está o módulo de Young, uma constante elástica que caracteriza o comportamento elástico de um material sólido. No caso dos materiais mais populares na construção dos smartphones, o alumínio conta com um índice de 70 Gpascales, contra 45 Gpascales do magnésio, e 5 Gpascales do policarbonato. Esse índice dá uma ideia da elasticidade e rigidez desses materiais, mas outros fatores estão em jogo, como a altura e espessura desses dispositivos, o seu movimento de inércia ou a deflexão.

São muitas as variáveis que afetam essa característica, e o que o Consumer Reports quis mostrar é que efetivamente a escolha de certos materiais fazem com que essas possíveis deformações aconteçam em diferentes cenários – como colocar o smartphone no bolso traseiro da calça todos os dias -. A escolha do alumínio por parte da Apple é uma constante nos seus produto a algum tempo, e independente de ser considerado um material premium ou não, é evidente que sua aplicação em um design com as dimensões do iPhone 6 Plus não é a mais acertada.

É curioso observar que os testes do Unbox Theraphy, que voltaram a demonstrar a aparente facilidade para dobrar o iPhone 6 Plus contrastam com os testes que eles mesmos fizeram com o iPhone 6 ou o HTC One (M8), onde eles não conseguiram dobrar nenhum dos dois dispositivos. Já os números da Consumer Reports indicam que tanto o iPhone 6 como o HTC One (M8) eram menos resistentes à pressão, se deformando mais facilmente.

Seja como for, os testes não se destinam a justificar as decisões de design da Apple, mas sim oferecer maiores informações sobre os testes adicionais que foram a raiz do caso ‘bendgate’. Com isso, espero que o assunto seja definitivamente encerrado, pois ninguém aguenta mais falar sobre isso. É hora de seguir com as nossas vidas. Há muito mais para se escrever sobre tecnologia.

Via Consumer Reports

Android deve receber em breve suporte para múltiplos usuários em smartphones

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Hoje, os usuários de tablets Android podem criar diferentes usuários em seus dispositivos. Agora, esse sistema pode chegar aos smartphones com o sistema da Google.

A nova funcionalidade não foi implementada nos smartphones até agora porque, segundo esclarece a própria Google, não havia ainda uma forma eficiente de administrar as chamadas recebidas entre vários usuários. Pelo visto,e sse problema foi solucionado, pois o suporte multiusuário está disponível “como parte da próxima build pública”.

Imagina-se que a opção para bloqueio de aplicativos específicos ou inclusão de senhas devem funcionar tal como nos tablets, e que as novidades estarão disponíveis no Android L (não antes disso). O suporte multiusuário foi mencionado por um funcionário da Google na página para desenvolvedores do Android, e ainda não é uma decisão oficial. Mesmo assim, esse funcionário disse que o recurso já foi implementado pela equipe de desenvolvimento em versões de testes do software, o que deve indicar que não deve faltar muito para se tornar uma opção oficial.

Via Android Police, Google

A Netflix não quer que você se envergonhe ao assistir certos filmes

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Ver os filmes do Lars Von Trier no computador no meio do expediente de trabalho ou em casa pode resultar em grandes problemas. Mais ainda quando a Netflix compartilha com todo mundo o que você está assistindo no serviço através das redes sociais. Sabendo disso, o serviço de streaming está testando um modo anônimo, que dispensa o ajuste individual de compartilhamento social do conteúdo assistido, permitindo que você não se sinta mais culpado quando assistir aos filmes que você não quer que seus amigos saibam que você gosta.

O que a Netflix está testando é um modo de visualização privada para filmes e séries, onde nem mesmo no histórico do usuário aquele conteúdo ficará registrado, seja pela simples visualização ou para uma recomendação de conteúdos similares no futuro. Um grupo reduzido de usuários já está testando a nova função nesse momento, mas não há prazos para sua disponibilidade para a grande base de assinantes.

Via GigaOM

Review | LG G Flex (LG-D956)

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O primeiro smartphone com tela curva do mercado brasileiro. Essa é apenas uma das características que definem o recém lançado LG G Flex, que apresenta uma nova proposta de design de smartphone, para um público que não apenas quer um produto top de linha, mas também um dispositivo de tecnologia que se diferencie dos demais. Por dentro e por fora.

A assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou para o TargetHD uma unidade do novo smartphone. Por duas semanas, eu pude testar o produto com atenção, para tentar responder uma pergunta que muitos me fizeram nas redes sociais: ele vai além de ser um smartphone com tela curva? Aliás, essa pergunta puxa outra questão: como um telefone com essa proposta de design pode mudar a minha vida, ou tornar a minha experiência de uso ainda melhor?

Reviews existem para isso.

Antes de começar…

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Devo fazer uma importante e muito bem vinda consideração sobre o produto enviado. Normalmente, quando recebo produtos das assessorias de tecnologia, eles normalmente já estão com algum tipo de uso, uma vez que existe um rodízio entre os veículos de tecnologia, para que todos possam testar e avaliar o dispositivo. No caso do G Flex, a LG mandou para cá uma caixa lacrada, ou seja, um produto rigorosamente novo.

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Para mim, isso foi excelente. Primeiro, porque testei um produto “zero quilômetro”, sem uso, onde poderia avaliar as qualidades e problemas do dispositivo tal como se o mesmo fosse retirado da loja. Segundo, porque posso passar uma experiência de uso ainda mais próxima daquela que, muito provavelmente, você terá com o mesmo produto, caso você se interesse pela compra. Logo, agradeço desde já ao pessoal da LG do Brasil pela preferência.

Características Físicas

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A segunda coisa que chama a atenção no LG G Flex (a primeira é o seu design curvo, e isso nem tem como não notar) é o seu tamanho. Ele é um autêntico phablet, com uma generosa tela de 6 polegadas, que com certeza fará a alegria daqueles que querem ver vídeos, jogar, ler e interagir com o sistema operacional Android com maior praticidade. Talvez ela não é perfeita pelo simples fato de não ser uma tela Full HD (ficou nos 1280 x 720 pixels, com 245 ppp), o que seria uma escolha natural para um modelo top de linha, com esse tamanho de tela, e com uma proposta de design diferenciada.

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Sobre a curvatura do LG G Flex, a boa notícia é que ela é bem menos acentuada do que aquela apresentada nos renders oficiais do produto. Logo, o smartphone é relativamente cômodo de se transportar no bolso dianteiro da calça. Além da baixa espessura do dispositivo, a tela curva “acompanha” a linha da coxa do usuário (é claro que os resultados podem variar, de acordo com o tamanho da coxa em questão e da peça de roupa utilizada), tornando o seu transporte mais cômodo.

Essa era uma preocupação de muitos leitores sobre o produto: a sua comodidade para ser transportado no bolso de certas vestimentas. De um modo geral, o G Flex é confortável sim. Como a curvatura não é tão acentuada, você não percebe tanto esse formato curvo no seu bolso. Até porque a tendência é você transportá-lo com a tela voltada para baixo.

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Além disso, o LG G Flex traz consigo a sua assinatura de design iniciada no LG G2, que são os botões na parte traseira do dispositivo, logo abaixo do sensor da câmera. Temos aqui a mesma disposição e tamanho de botões do G2, e o mesmo funcionamento, inclusive com o LED de notificação integrado ao botão de liga/desliga e bloqueio de tela.

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Apesar de ser um smartphone onde o plástico predomina, o LG G Flex passa a sensação de alta qualidade na sua construção, com peças bem encaixadas, sem parafusos evidentes e sem pontos de mobilidade na sua construção. Estamos diante de um gadget concebido para ser uma peça compacta de tecnologia, o que passa uma sensação maior de um produto premium, e – aparentemente – mais resistente aos chamados “incidentes cotidianos”.

Também é importante destacar que essa carcaça traseira do LG G Flex possui a tecnologia de regeneração, que consegue se recuperar sozinha de pequenos e eventuais arranhões cotidianos, como por exemplo o contato do molho de chaves de sua casa com o dispositivo. Verificamos esse recurso em ação durante a LG Digital Experience 2014 em um teste extremo, e posso afirmar que o sistema realmente funciona, eliminando pelo menos 90% dos arranhões ocasionais.

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Assim como acontece no LG G2, os conectores para cabo microUSB e fones de ouvido ficam na parte inferior do smartphone…

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…porém, o alto-falante traseiro, que no G2 se posiciona em duas colunas na parte inferior do smartphone (ao lado do conector micro USB), no G Flex, ela está na parte traseira do smartphone. Em compensação, por conta do seu design curvo, o áudio não fica abafado pela superfície onde o aparelho fica repousado.

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Por fim, o LG G Flex, por conta do seu design, oferece um bom agarre, mesmo contando com uma tela de 6 polegadas. Comparado com o LG G2, a diferença de tamanho é considerável, e na maior parte do tempo, o seu uso só faz sentido se ele for feito com as duas mãos. Por outro lado, quem vai pegar um dispositivo como esse já tem isso em mente, e busca a possibilidade de efetivamente contar com um intermediário entre tablet e smartphone nas mãos.

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Acessórios

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Fora o fato do produto contar com uma embalagem em formato curvo na sua parte superior (até mesmo para promover o principal diferencial do dispositivo), o LG G Flex oferece os itens mais básicos que um smartphone do seu porte precisa ter: cabo USB, carregador de bateria, manual de instruções, chave para remoção do slot micro SIM e fones de ouvido QuadBeat 2.

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Aliás, mais uma vez destacamos a ótima qualidade desses fones, que já estava presente em outros modelos da LG, oferecendo uma qualidade acima da média em relação aos seus concorrentes, com um bom equilíbrio de graves médios e agudos, e excelente isolamento de ruídos externos.

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Tela

Já falamos um pouco dessa tela nas características físicas do dispositivo, mas agora, vamos falar de forma mais específica em como uma tela curva influencia na experiência de uso.

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Para começar, ter uma tela de 6 polegadas naturalmente colocam o consumo de entretenimento e a usabilidade do sistema operacional em outro patamar. Você não só vê tudo muito melhor, com maior conforto e com ótima qualidade de imagem, mas também consegue interagir melhor com o sistema operacional Android. E não só nos jogos: em aplicativos gerais, ícones, teclado e outros pequenos elementos da tela. Ou seja, só por ser do tamanho que é, o LG G Flex já tem uma tela de respeito.

Porém, o fato de ser uma tela curva torna a experiência ainda mais interessante. O seu design ajuda na digitação tanto na orientação vertical (uma vez que invariavelmente você ganha um ponto de apoio para os polegares, sem falar que a área de teclado fica levemente elevada, tornando a digitação mais confortável para os polegares) quanto na horizontal (onde as duas laterais da tela ficam levemente inclinadas, oferecendo o mesmo conforto).

Além disso, essa curvatura não interfere em nada na usabilidade do sistema como um todo. Como já destaquei em outras oportunidades, por ser uma curva bem menos acentuada do que aquela que a própria LG promove em seus renders oficiais, você não sente o impacto de uma tela curva no uso diário. Praticamente não há diferenças para um smartphone plano, e as poucas detectadas durante os testes só beneficiam o usuário.

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Mas é na hora de ver vídeos que vemos onde a tela curva oferece os seus maiores benefícios. A tela simula o efeito obtido em algumas salas de cinema, aumentando a imersão do usuário com o conteúdo reproduzido em alta definição na tela. E isso vai fazer toda a diferença para quem busca um dispositivo com esse tamanho de tela para (também) consumir conteúdos multimídia.

Também como foi destacado antes, se existe algo que talvez possa frustrar nessa tela do G Flex é o fato dela não ser em Full HD. A LG optou por uma tela com resolução de 1280 x 720 pixels e 245 pixels por polegada. É compreensível que alguns esperassem números mais generosos nesse aspecto, mas também é compreensível a escolha da LG. Afinal de contas, é o primeiro modelo com essa proposta, e pela incerteza sobre como os usuários responderiam em relação ao conceito, não há motivos para queimar todos os cartuchos logo no primeiro modelo.

Além disso, a tela oferece uma excelente interação com o sistema operacional. O seu toque nos elementos da tela é algo preciso e prazeroso, com uma experiência de uso excelente.

De qualquer forma, essas características de resolução não influenciam em nada na experiência visual. Até mesmo os usuários mais exigentes/detalhistas concluirão que a tela do LG G Flex é excelente, reproduzindo cores vivas e gráficos de alta qualidade.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O LG G Flex que recebi para testes conta com a versão Android 4.2.2 Jelly Bean. Ainda. A tendência é que essa versão seja atualizada com o tempo, mas nada foi confirmado oficialmente pela LG (pelo menos no momento em que esse review é produzido.

De qualquer forma, nesse aspecto, temos poucas novidades para os usuários. Apostando na tática de oferecer uma interface de usuário customizada, com diversos adicionais e funcionalidades exclusivas da LG (Quick Memo, QSlide, Quick Remote, RemoteCall Service, etc), o G Flex oferece um conjunto geral de software muito semelhante ao que já vimos em outros modelos do fabricante. Logo, a experiência de uso também será a mesma.

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Mais uma vez, os usuários menos experientes, ou que tiveram contato com o dispositivo pela primeira vez, podem se sentir um pouco confuso pelas disposições de ícones e funcionalidades. Por outro lado, os recursos exclusivos da LG podem ser importantes diferenciais para aproximar o usuário de uma experiência de uso mais prazerosa e intuitiva.

De um modo geral, a proposta da LG não compromete, tanto usabilidade quanto no desempenho. Ainda mais com o conjunto de hardware presente no G Flex.

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Qualidade de Áudio e Chamadas

O design do LG G Flex também conta com um design curvo para oferecer (na teoria) uma melhor experiência durante as chamadas. O formato permite que tanto o alto-falante para chamadas quanto o microfone fiquem fisicamente mais próximos do ouvido e boca respectivamente, se comparado com os demais dispositivos que possuem uma tela plana.

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Nesse aspecto, o smartphone repete a experiência entregue por outros modelos de sua família (incluindo o LG G2), ou seja, uma qualidade de áudio que pode ser considerada boa. Os alto-falantes são audíveis em diferentes ambientes, onde é possível ter uma boa conversação sem maiores dificuldades. Porém, os resultados podem variar, de acordo com o nível de exigência de usuário, e com o aparelho que colocamos em uma perspectiva comparativa. Por exemplo, eu acho o áudio do Motorola Moto X mais audível, mas essa é a minha percepção apenas.

Durante os testes, não foram observadas inconstâncias e quedas nas chamadas, nem mesmo variações de sinal bruscas. É claro que os resultados podem variar, dependendo da operadora de telefonia móvel que você estiver utilizando.

Internet

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Também não foram detectadas muitas novidades nesse item. Em linhas gerais, o LG G Flex desempenha muito bem as suas funções de conectividade, algo que também era esperado em um dispositivo do seu porte. Sem falar que, com uma tela com o seu tamanho e suas dimensões, esse smartphone é mais do que bem vindo para as atividades conectadas.

Mas, observando esse item de forma mais técnica, não foram detectadas grandes dificuldades de conexão com o smartphone. Tanto nas conexões com o WiFi quanto com o 3G, o dispositivo cumpriu o esperado. Mais uma vez é preciso lembrar que esse é outro item cujos resultados podem variar, de acordo com a operadora que você utilizar.

GPS

O GPS do LG G Flex apresentou um comportamento inconstante, tal como aconteceu durante os testes do LG G2. Em ambientes externos, ele identificou o posicionamento de forma rápida e precisa. Já dentro de residências e outros estabelecimentos (não estou falando de prédios), a busca do posicionamento levou um pouco mais de tempo para acontecer.

Não é algo que chega a incomodar, mas é um ponto a ser observado. De qualquer forma, para quem busca realizar atividades mais simples nesse aspecto (buscas e rotas no Google Mapas ou check-ins no Foursquare), o GPS desse smartphone não chega a comprometer.

Câmera

O LG G Flex possui um sensor traseiro de 13 megapixels, que oferece os mesmos recursos de ajustes e personalização presentes nos demais modelos top de linha da LG. Logo, a qualidade fotográfica é muito semelhante. E essa é uma boa notícia.

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A qualidade final das fotos captadas pela câmera do G Flex durante o dia apresentam resultados muito satisfatórios. A maioria dos usuários podem obter bons resultados com as fotos diurnas ou em locais bem iluminados sem maiores dificuldades. Os modos de cena integrados no software de câmera podem dar uma diretriz para os usuários sobre os efeitos e ajustes automáticos que você pode utilizar para o registro de fotos, mas também vale a pena estudar os ajustes manuais, para obter resultados ainda mais interessantes.

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Apesar de não constar com o estabilizador de imagem presente no LG G2, o seu sensor traseiro possui o recurso BSI (Back Side Illumination), o que já ajuda e muito nas fotos noturnas e/ou em locais com baixa luminosidade. Porém, assim como acontece no outro top de linha da empresa, as fotos noturnas acabam reduzindo tanto o ruído, que acabam distorcendo levemente as fotos noturnas. No final das contas, para quem pretende compartilhar essas imagens nas redes sociais, não há maiores problemas. Mas em usos mais elaborados, as fotos noturnas podem não atender as expectativas.

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Uma surpresa positiva é a câmera frontal, que se mostrou bem competente na captação de fotos e vídeos, conseguindo entregar resultados finais interessantes nas imagens capturadas durante o dia. Ou seja, as selfies durante o jogo de futebol ou passeio no parque estão garantidas, amigos.

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Por fim, um detalhe importante: não espere muita coisa do zoom da câmera traseira: não serve para muita coisa.

A seguir, mais fotos registradas durante os testes.

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Games

O hardware do LG G Flex é basicamente o mesmo do LG G2. Logo, o smartphone está com a sua performance para os jogos garantida. Nos testes realizados com os jogos que já estamos acostumados a utilizar em nossos reviews (Real Racing 3, Dead Trigger, Iron Man 3, etc), todos eles foram capazes de rodar de forma plena, sem empecilhos ou travamentos. Ou seja, só por isso, os gamers de plantão ficarão contentes com esse smartphone, pois a jogabilidade está garantida.

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Mais uma vez, a LG trabalhou muito bem na sua tela, o que faz com que a jogabilidade de alta qualidade também esteja presente no G Flex. O toque na tela é preciso, a curvatura do seu design ajuda em alguns jogos, a imersão em alguns jogos e maior, e as cores são vivas o suficiente para realçar os gráfios desses títulos.

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Para aqueles mais exigentes, eu compreendo que não ter uma tela em Full HD pode ser um grande calcanhar de Aquiles para o G Flex. Por outro lado, para a grande maioria, esse não é um item que vai desabonar o desempenho do produto para os jogos. Talvez incomode mais o fato das teclas de comando (Home, Menu, Voltar, etc) persistir em alguns jogos, ocupando área útil na tela. Mas para a exibição gráfica como um todo, a ausência do 1080p na resolução não compromete tanto.

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Se bem que eu mesmo entendo que o Full HD seria mais que ideal para um produto com suas características.

Multimídia

Também não temos novidades nesse aspecto. A LG repete a sua estratégia já utilizada em outros modelos da empresa, oferecendo soluções próprias para a reprodução de conteúdos como músicas, fotos e vídeos. São sim softwares mais completos e customizáveis que os apps nativos da Google, e representam uma assinatura dos coreanos no quesito experiência de uso. E independente de qualquer opinião sobre esse tema, é inegável que a LG oferece um pacote bem completo de opções.

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Não só para ver fotos, ouvir músicas e ver vídeos. O LG G Flex (assim como outros modelos, como o G2) pode se transformar em um controle remoto, espelhar o seu conteúdo na TV, reproduzir slides em uma tela maior, realizar desenhos e anotações a mão… enfim, um leque de opções que oferecem uma experiência que pode sim tornar a vida do usuário mais prática e funcional.

O LG G Flex traz todas as soluções já presentes nos modelos que já apresentei em review aqui no blog. O grande diferencial aqui é, mais uma vez… a sua tela curva. Podem me chamar de repetitivo, mas a LG alcançou o seu objetivo de tornar esse aparelho um dos mais desejados para quem gosta de consumir conteúdos multimídia.

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A tela curva e de alta qualidade efetivamente aumenta a sensação de imersão do usuário, oferecendo para as imagens um aspecto visual mais agradável e uma maior qualidade para o conteúdo reproduzido. O mesmo acontece nos jogos. Logo, esse é um forte ponto positivo – ou apelo, como preferir – para o LG G Flex diante da concorrência.

Bateria

O LG G2 tem como principal destaque positivo ser um dispositivo que se destaca positivamente na sua autonomia de bateria. O mesmo acontece com o LG G Flex, que mesmo com uma tela de 6 polegadas, consegue suportar razoavelmente bem um dia inteiro de uso moderado, com os seus 3.500 mAh de bateria. Mas isso, para o uso “normal”, como smartphone.

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O grande problema é que, com uma tela com as suas características, dificilmente você vai se limitar a utilizar esse smartphone “normalmente”. A tendência natural é que você veja mais vídeos, rode mais jogos, navegue mais na internet, entre outras atividades que demandem um pouco mais de tela. Nesse aspecto, é mais do que natural que a bateria peça a tomada no final do dia.

Mas isso não chega a ser um grande problema. Só é um ponto de observação para quem pretende comprá-lo. A bateria do G Flex está com uma capacidade e autonomia acima da média em relação aos seus principais concorrentes. Na verdade, temos uma bateria de um tablet da Samsung dentro de um smartphone com tela de 6 polegadas. Por outro lado, não existem milagres. A tela é responsável por 60% do consumo de bateria do dispositivo, e se você a mantém ligada por muito tempo, ela vai consumir a bateria mais rapidamente.

Desempenho

Mais uma vez, a mesma afirmação: como a fórmula do LG G2 se repete, é natural que o LG G Flex apresente resultados similares em termos de desempenho. E é justamente isso o que acontece. Seu desempenho durante o período de testes foi simplesmente impecável, com transições de telas fluídas e sem travamentos. Era o mínimo que esperava de um dispositivo do seu porte.

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Com um processador Qualcomm Snapdragon 800 quad-core de 2.26 GHz, GPU Adreno 320, 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (24 GB disponíveis para o usuário), é correto dizer que todas as atividades realizadas no dispositivo foram concluídas sem maiores dificuldades, e com um desempenho satisfatório. Os geeks mais convictos/exigentes ficarão satisfeitos com a experiência de uso do G Flex, que já desponta como um dos modelos mais completos de 2014.

Conclusão

O LG G Flex é um dos primeiros smartphones top de linha de 2014, que tem alguns pontos de destaque muito marcantes: a autonomia de bateria, a qualidade de construção do dispositivo, o seu design e, é claro, a sua tela curva. Para aqueles usuários que querem ter um smartphone que visualmente é diferente de tudo o que temos hoje no mercado, o telefone é uma ótima escolha. Porém, vai além disso.

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Uma boa tela HD, que oferece uma maior imersão na reprodução de vídeos e na exibição dos elementos na tela, e uma capacidade gráfica de alta qualidade são alguns dos trunfos do G Flex. Vale lembrar que ele compete com modelos com o Samsung Galaxy S4/S5, Sony Xperia Z1/Z2, entre outros. Alguns dos seus concorrentes contam com diferenciais que podem ser revelantes para grupos de usuários que buscam uma performance ainda melhor, uma câmera de alta qualidade, ou um modelo com acabamento resistente.

Porém, o LG G Flex também possui o seu diferencial. O produto é recomendado para aqueles que querem consumir de forma efetiva os conteúdos multimídia, com uma experiência única para consumo de vídeos, jogos e entretenimento. Se esta é uma das suas prioridades com um smartphone, considere o LG G Flex na sua futura compra.

Review em Vídeo


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Primeiros testes mostram que bateria do Samsung Galaxy S5 possui uma ótima autonomia

by

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Uma das características de maior destaque do novo Samsung Galaxy S5 está no seu sistema de economia de energia, que se baseia na suíte de softwares PowerXtend (GameXtend, NavXtend e WebXtend). Os primeiros testes realizados com o dispositivo no site sulcoreano PlayWares mostram que o novo top de linha da Samsung é, na teoria, o que possui a maior autonomia de bateria dentre todos os dispositivos do mercado, só perdendo para os tablets tradicionais e alguns phablets.

De acordo com esses testes, o Galaxy S5 alcançou quase seis horas de autonomia com o WiFi ativo, e até 7 horas e 43 minutos com outros modos de testes onde a tela era exibida em branco, com um brilho de 230 cd/m2. O PowerXtend otimiza o consumo da CPU e da GPU do Galaxy S5, e segundo a Samsung, promete um ganho de até 50% de autonomia em jogos, 25% com navegação na web, ou ao utilizar o smartphone no modo GPS.

Esses resultados mostram o Galaxy S5 na frente de todos os seus principais competidores, incluindo o iPhone 5S, e só perde para tablets como o Nexus 7 ou o iPad, além de ficar atrás do LG G Pro 2, que tem uma bateria de 3.200 mAh (contra os 2.800 do Galaxy S5) e uma tela de 5.9 polegadas (contra 5.1 do modelo da Samsung).

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Via Android Headlines

É possível instalar os aplicativos padrão do Android no Nokia X. Porém…

by

Nokia X Chrome Google Apps

Segue a pesquisa sobre tudo o que o Nokia X é capaz de fazer, desde que seja fora da interface proposta pela própria Nokia (o que mostra o nível de interesse das pessoas nessa proposta). O pessoal do site CNET decidiu testar todo o potencial do smartphone em rodar os aplicativos padrão do Android (Google Play, Música, Livros, Mapas, Drive, Search, GMail, etc).

Uma das perguntas mais frequentes sobre o Nokia X Software era se realmente seria possível instalar os aplicativos que normalmente estão presentes no Android. O motivo é que esses apps são muito populares e, em alguns casos, melhores que os serviços que a Nokia oferece no aparelho.

E a resposta para a pergunta do parágrafo anterior é… SIM. É possível instalar os aplicativos nativos do Android no Nokia X. Porém, isso não quer dizer que todos vão funcionar da mesma maneira.

O CNET fez o teste instalando todos os aplicativos básicos do Android utilizando o arquivo APK de cada um deles. O Google Now, em conjunto com o Google Play Services, funcionou sem problemas, inclusive com algumas buscas por voz. O Google Music e o Chrome também funcionaram sem problemas, com dificuldade zero na instalação desses apps.

Por outro lado, os apps Google Play, Google Mapas e Gmail instalaram sem problemas, mas o Google Play e o Gmail não funcionaram. Tentaram abrir, mas são encerrados pelo sistema automaticamente. Muito provavelmente isso é feito para proteger os serviços instalados pela Nokia.

Já o Google Maps funcionou, mas quando a navegação era iniciada, ele solicitava a conta da Google, algo que não era possível pelos motivos já explicados no parágrafo anterior. Pelo menos fica o consolo que você pode ter um mapa completo como “guia” de sua localização, mas sem a ajuda do GPS para encontrar o seu local exato do mundo.

Ainda é cedo para concluir o que é permitido ou proibido no Nokia X em relação ao Google. É possível que alguma mente mais habilidosa consiga modificar as APKs para tornar os apps funcionais sem precisar fazer o root do dispositivo. Esperemos por mais análises do smartphone da Nokia.

Via CNET

Review | SSD Kingston Hyper X 3K 240 GB

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Recebemos da assessoria de imprensa da Kingston Brasil uma unidade do SSD Kingston Hyper X 3K de 240 GB. Apesar do TargetHD se voltar para os produtos e serviços voltados para a mobilidade, entendemos que esse produto se alinha de alguma forma com essa proposta. Afinal de contas, a unidade pode ser utilizada tanto com um case externo, permitindo que você transporte os seus arquivos mais importantes com segurança, como em um notebook, no lugar do HD tradicional, obtendo uma melhor performance.

Na review a seguir, passamos nossas experiências com o produto nos dois aspectos. Sempre partindo da perspectiva do usuário final, com nossas impressões sobre o produto, buscando definir se o mesmo realmente pode se transformar em uma alternativa para aqueles que procuram um melhor desempenho na execução do sistema operacional ou de softwares com maior demanda. Ou para quem quer fazer tudo um pouco mais rápido e com maior segurança.

Características Físicas

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O Kingston Hyper X 3K não se distancia muito dos seus semelhantes fisicamente. Se valendo dos tons preto e cinza, o produto oferece um ar moderno e agressivo, algo que é esperado de um produto desse porte. O adaptador do kit de upgrade em tom azul reforça tal tendência. No final das contas, tudo isso pouco influi no processo. Até porque são itens que ficarão ocultos aos seus olhos em um uso diário.

Outro detalhe importante: o quesito “segurança” é enfatizado pelos materiais utilizados pela Kingston para revestir a unidade. O corpo da SSD contém alumínio, mas com as tecnologias SandForce DuraClass e Dura Wright, que fornecem uma proteção avançada para os componentes físicos e para os dados armazenados na unidade, prometendo assim prolongar a vida útil do periférico ao máximo.

O case conta com um material metálico na parte superior, mas a maior parte do seu corpo é feito de plástico. Com isso, o case é leve, compacto e principalmente, portátil.

Acessórios

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O kit de venda veio muito bem acondicionado. O SSD vem bem protegido, algo que é importante em um produto desse porte. Mesmo levando em consideração o fato de ser uma unidade sólida de armazenamento (e, por conta disso, menos sujeita aos impactos de transporte), temos que levar em consideração que ainda é um dispositivo de tecnologia, que está sujeito a diversos tipos de acidentes e imprevistos.

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O usuário vai receber tudo o que é necessário para utilizar o produto tanto como unidade de armazenamento interno (no notebook ou desktop – sempre observando o tipo de portas que o seu equipamento utiliza) como armazenamento externo (pelo case). Até mesmo uma pequena chave para os parafusos do adaptador estão incluídos no kit. Ou seja, não tem desculpa para realizar o upgrade. Basta você se munir dos conhecimentos necessários para realizar a troca.

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Como “bônus”, a Kingston oferece um software de clonagem, que pode facilitar um pouco da sua vida na hora de fazer a migração dos dados do antigo HD para o novo. Não resolve todos os problemas, mas poupa um bom tempo na hora de passar os programas e aplicativos principais para a nova unidade.

Desempenho

Para os testes com esta SSD, utilizamos duas abordagens. Como o produto oferece a opção de ser utilizado como uma unidade externa (via case), não poderíamos deixar de lado a oportunidade de explorar as possibilidades de leitura e transferência de arquivos pela porta USB 3.0. O objetivo aqui é saber se o produto da Kingston consegue oferecer uma boa performance no consumo de conteúdos multimídia e arquivos de diferente porte (vídeos, músicas, fotos, etc).

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Nesse primeiro teste, o Kingston SSD Hyper X 3K desempenhou bem o seu papel de leitura e gravação de dados em alta velocidade, apesar de perceber um desempenho um pouco abaixo do esperado, mas mais por conta da unidade de armazenamento presente no notebook da Samsung utilizado nos testes (1 TB com 5.400 RPM). Mesmo assim, a experiência de uso é bem satisfatória, sem falar na segurança que os seus dados terão por estar em uma SSD.

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Para consumo de conteúdos multimídia e arquivos gerais, o produto da Kingston no formato de case é uma opção muito bem vinda. Particularmente, me agrada mais levar esse case de um lado para outro do que um dos HDs externos que utilizo todos os dias.

O segundo método utilizado para testes foi via armazenamento interno. Para isso, utilizamos o notebook Samsung ATIV Book 6, que originalmente possui um HD de 1 TB (5.400 RPM). A instalação física do produto não apresentou qualquer tipo de dificuldades. Talvez o grande problema foi fazer o produto da Samsung entender que uma nova unidade de disco estava armazenada. Mas tal obstáculo foi superado rapidamente.

Nesse teste, o objetivo principal era detectar o tempo de execução dos programas instalados em diferentes portes (navegadores, editores de texto, editores de áudio e vídeo, jogos etc), além da velocidade geral do Windows 8, desde a inicialização quanto nos programas nativos do sistema.

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Aqui, uma excelente notícia: o desempenho geral do Samsung ATIV Book 6 melhorou de forma sensível, com um tempo muito menor na inicialização, e com alguns programas nativos sendo executados quase que instantaneamente. Alguns softwares mais pesados registraram uma melhora de desempenho, mas não de forma tão enfática como esperado.

Mesmo assim, a melhora é perceptível na maior parte do tempo. Você obtém tempos de resposta menores, e maior capacidade de reprodução multimídia em vídeos em alta definição ou Full HD. Com uma performance (em média) 280 vezes maior do que um HD convencional, a maioria dos usuários ficarão satisfeitos em contar com um produto como esse para tarefas básicas e de média complexidade. Principalmente os fãs de conteúdos multimídia (apesar da futura dependência de uma unidade externa e/ou do armazenamento na nuvem depois do upgrade).

Algumas coisas precisam ser levadas em consideração antes da conclusão desse review. A primeira delas é que os resultados podem variar de acordo com o equipamento onde a unidade é instalada. Isso pode parecer meio óbvio para os usuários mais experientes, mas para aqueles que imaginam que o seu computador mais antigo vai se transformar em algo renovado do dia para a noite, não é bem assim que funciona.

Além disso, o Kingston Hyper X 3K é um modelo que está abaixo dos mais avançados do mercado. Existem opções mais completas nas especificações técnicas, que oferecem melhores resultados para usos específicos (profissionais, principalmente). Por outro lado, isso não anula a possibilidade do Hyper X 3K ser uma boa opção para a maioria dos usuários, principalmente quem tem como prioridade uma melhor performance dos seus aplicativos, no lugar de contar com uma maior capacidade de armazenamento.

Conclusão

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Levando em conta os objetivos gerais com o dispositivo, e para o segmento que é orientado (computadores portáteis com boas especificações de hardware), o SSD Kingston Hyper X 3K cumpre bem o seu papel. Seu preço é um pouco mais acessível que os modelos concorrentes disponíveis no mercado (a partir de R$ 840), e pode efetivamente retornar ao consumidor uma experiência geral de uso mais prazerosa para a maioria dos usuários que estão priorizando um desempenho máximo nos seus equipamentos.

A relação custo/benefício de um produto como esse é muito boa para a maioria dos usuários. É importante aqui enfatizar que, antes mesmo de começar a pensar na compra desse produto, verifique se o seu equipamento suporta uma unidade desse tipo, e se você precisa priorizar um aumento de performance, abrindo mão da capacidade de armazenamento. Entendo que para a maioria dos usuários que precisam de um computador com um maior desempenho, a troca da unidade de armazenamento pode oferecer ganhos substanciais.

Para aqueles que produzem conteúdo em áudio e vídeo, não tem essa grana toda para comprar um Mac Pro, e já conta com um bom notebook para tais tarefas, entendo que o investimento é algo que deve ser considerado.

Especial | A minha (breve) experiência com o Samsung Galaxy S3 LTE (GT-i9305)

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Daniel Pereira

Esse post não é um review, nem uma análise muito aprofundada sobre o produto. É mais um testemunho pessoal que descreve a minha breve experiência pessoal com o Samsung Galaxy S3 LTE (GT-i9305). Vocês não sabem, mas aproveitei o período da Black Friday 2013 para adquirir uma unidade desse produto, com a esperança que ele pudesse ser o meu segundo smartphone de uso pessoal (o primeiro segue sendo o Motorola Moto X). Porém, devolvi o telefone cinco dias depois. De qualquer forma, segue as minhas impressões sobre o produto.

O modelo foi adquirido através do site do Ponto Frio, e o motivo para a compra foi o simples fato dele estar mais barato que o Galaxy S3 3G. É verdade. Encontrei o Galaxy S3 4G a R$ 1.299 (clique aqui), enquanto que o Galaxy S3 3G estava com preço sugerido de R$ 1.499. Enão, eu disse para mim mesmo, em alto e bom som: “por que não”? E, mesmo sendo um produto lançado em 2012, entendo que alguns ainda se interessam pelo produto, inclusive com o objetivo de utilizar o smartphone como telefone principal.

Outro motivo para a compra do produto foi o fato desse modelo (o GT-i9305) não contar com o problema da “morte súbita”, que tanto assombrou os proprietários do Galaxy S3 3G ao redor do planeta. Depois de muito pesquisar na internet sobre o assunto, e até mesmo utilizar o aplicativo que faz o teste do chip, para verificar se o mesmo é ou não defeituoso (o eMMC Brickbug Check), pude constatar que a compra era algo seguro nesse aspecto.

Mais tranquilo sobre isso, hora de passar as minhas impressões, e principalmente, explicar por que eu não fiquei com o smartphone. E, justamente pelo pouco tempo que fiquei com o dispositivo, esse post não contará com fotos do aparelho (até porque não é um review, e sim, um post especial).

Características Físicas

O Galaxy S3 LTE não possui grandes diferenças físicas, se comparado com o Galaxy S3 3G que já conhecemos. É um smartphone com um corpo de plástico, com uma tampa traseira fina (mesmo), que passa uma certa fragilidade na hora da remoção para acesso à bateria, slot para SIM card e microSD. Porém, é um smartphone fino. Sua baixa espessura cai bem na hora do uso, e mesmo com uma tela de grandes dimensões, o dispositivo se torna agradável para o uso com uma ou duas mãos.

Vale lembrar que o Galaxy S3 LTE, além de ser compatível com a conectividade 4G, conta com 2 GB de RAM, o que ajuda e muito no seu desempenho geral. Ajuda, mas não resolve. Mas falarei disso daqui a pouco.

Tela

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Esse sempre foi um ponto forte dos modelos top de linha da Samsung, e no caso do Galaxy S3, isso não é diferente. É uma tela de alta qualidade, com elevado nível de brilho e contraste. As 4.8 polegadas são excelentes para interagir com o Android. Pena que…

Sistema Operacional e Interface de Usuário

Aqui começaram os motivos para a desistência do produto. Para começar, a unidade que chegou até aqui contava com uma firmware de uma operadora de telefonia móvel (Oi), ou seja, eu teria “alguns pequenos problemas” (na verdade, problemas gigantes) na hora de atualizar o Android (que ainda estava estacionado na versão 4.12 Jelly Bean). Eu poderia instalar uma ROM customizada, mas isso poderia representar dores de cabeça ainda maiores.

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Além disso, o velho problema da TouchWiz se fez presente. Eu sei que tem gente que gosta da interface, que acha ela o máximo e tudo. Eu, particularmente, detesto. Não chega nem perto da excelência da experiência do Android “puro”, além de elevar o consumo de recursos do smartphone, prejudicando no seu desempenho. Veja bem, eu não estou falando que os recursos inteligentes que a Samsung adiciona nos seus smartphones não são bem vindos. Pelo contrário: alguns eu gostaria de ter hoje nos meus smartpohones. Porém, na minha opinião, a TouchWiz ferra com tudo isso, deixando o smartphone com um desempenho aquém do que poderia ser.

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Resultado: uma certa dose de frustração com o desempenho geral do dispositivo. Eu só consegui uma performance próxima do que eu considero a ideal quando eu instalei a NOVA Launcher no dispositivo (aliás, a última versão dessa launcher está impecável). Sem falar em uma porção de complementos/aplicativos que instalei para aproximar a experiência de uso daquela que eu já contava com o Moto X.

GPS

Outro motivo que me levou a desistir do Galaxy S3 LTE é o velho problema de GPS que esse modelo apresentou. Aliás, desde o Galaxy S2 que observo que os modelos top de linha da Samsung levam um pouco mais de tempo do que o desejado na hora de localizar a posição do usuário com o GPS. Tudo bem, você pode “se encontrar no mundo” mais rapidamente quando você usa os serviços de localização da Google, mas quando não temos internet, isso passa a ser um problema considerável. Uma prova disso foi a utilização do Waze com o dispositivo.

Câmera

Se existe um um ponto que vou sentir saudades do Galaxy S3 LTE, esse ponto é justamente a câmera. Tanto a câmera traseira de 8 megapixels, quanto a câmera frontal de 1.9 megapixels apresentaram resultados muito bons (levando em conta que é uma câmera de um smartphone lançado em 2012). Tudo bem, algumas fotos registradas durante o dia apresentaram um aspecto um pouco “lavado” (com um certo excesso de captação de luz), mas nada muito fora do aceitável. E, em compensação, as fotos noturnas apresentam ainda uma qualidade muito boa. Ou seja, para quem pensa em tirar fotos com o smartphone, ainda é uma opção a se considerar.

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Internet

Outro fator que me fez desistir do Galaxy S3 LTE é a sua conectividade à internet. Observei no modelo que chegou até aqui que o sinal de rede móvel variou bastante entre 2G/3G/3G+. E não… antes que você diga que “isso é problema da sua operadora, e…”, devo dizer que em outros smartphones (incluindo no Moto X), isso não aconteceu.

Como resultado, a navegação e acesso aos aplicativos que dependiam do sinal de internet ficavam com a sua performance prejudicada, uma vez que o sinal não ficava em uma velocidade constante. De novo: como não observei essa mesma anormalidade em outros dispositivos (e apenas no Galaxy S3 LTE), concluí que a deficiência estava nesse dispositivo. E isso me desencorajou bastante a permanecer com o produto.

Games

O hardware do Galaxy S3 LTE ainda é razoável para os jogos, apesar de muitos entenderem que o dispositivo já está “no seu limite” entre as especificações de hardware (comparados com os modelos lançados esse ano). Para quem pretende rodar jogos de forma mais descompromissada no smartphone, o modelo ainda é uma boa pedida. Se você é um gamer mais exigente, isso pode significar algumas doses de dores de cabeça.

Multimídia

Uma vez que conta com a TouchWiz (e os recursos personalizados da Samsung), o Galaxy S3 LTE oferece um bom desempenho nas funcionalidades de multimídia. Não há nada de diferente daquilo que já encontramos nos outros dispositivos da Samsung.

Bateria

A autonomia de bateria do Galaxy S3 LTE é boa. Se o usuário tiver um perfil de uso moderado, consegue chegar ao final do dia com alguma bateria, podendo simplesmente recarregar o dispositivo na tomada durante a noite. Para usos mais intensos (e principalmente, ao utilizar a internet via 3G/4G), o consumo de bateria é naturalmente maior. Mas nada fora do normal, ou do que já encontramos em outros modelos da Samsung. Um detalhe: durante o breve tempo de uso, percebi que a parte traseira do dispositivo esquenta um pouco a mais do que o desejado, talvez por conta da fina tampa traseira do dispositivo.

Conclusão

O Samsung Galaxy S3 LTE é hoje um bom smartphone de linha média. Tem algumas limitações que me incomodaram, mas não descarto como uma opção para aqueles que gostam dos produtos da Samsung, ou da interface TouchWiz na sua experiência de uso. Para mim, não caiu bem, por causa dos pontos listados. Mas quem sabe não pode ser uma opção para aqueles que não podem gastar mais do que isso em um smartphone (apesar de compreender que existem hoje opções melhores na concorrência, na mesma faixa de preço.

 

Review | Motorola Moto G

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Um dos modelos mais procurados pelos leitores do TargetHD nesse final de 2013, e uma das melhores relações custo/benefício do mercado brasileiro. Essas são as credenciais do Motorola Moto G, o último lançamento da Motorola no seu portfólio de smartphones. Um modelo de linha média, com características de produto top de linha. E é o smartphone que vamos analisar nesse post.

A assessoria de imprensa da Motorola Brasil enviou para nós uma unidade da versão de 8 GB dual SIM do Moto G para testes e reviews. Exceto pela diferença de capacidade de armazenamento, entendo que o comportamento geral e as características desse modelo são similares em todas as suas versões. Logo, se você pretende comprar o modelo com 16 GB de armazenamento (Colors Edition ou Music Edition), você terá a mesma experiência de uso e características da versão que será analisada nesse post.

Mas, antes desse review começar, lançarei a pergunta: será que o Moto G é mesmo o melhor smartphone de linha média que o seu dinheiro pode comprar? Guardem essa pergunta. Você mesmo vai respondê-la depois de ler na íntegra esse review.

Características Físicas

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Vendo de longe, você não é capaz de dizer se esse smartphone é o Moto G ou o Moto X. Esteticamente, os dois são realmente muito parecidos, o que é um ponto muito positivo para o produto. Afinal de contas, o design do Moto X é muito elogiado pelos seus usuários, por ser simples, elegante e de agarre agradável. Logo, o Moto G herda todas esses aspectos naturalmente. Da mesma forma, a maioria dos elementos físicos do dispositivo são os mesmos do Moto X.

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A disposição dos botões físicos na lateral direita (botão de liga/desliga e bloqueio de tela, e botões de controle de volume), deixando a lateral esquerda livre. Assim como o conector para fones de ouvido na parte superior…

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…e a porta microUSB, na parte inferior.

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As diferenças físicas entre os dois smartphones começam a ficar visíveis quando olhamos para a parte traseira do smartphone. O Moto G possui uma carcaça traseira de plástico removível, que dependendo da cor escolhida, pode sim deixar algumas marcas de dedos decorrentes do uso. Obviamente, não testei as capas da versão Colors Edition (já que não foi a versão que recebi para testes), mas já li relatos na internet que tal característica fica mais clara na capa na cor preta.

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Além disso, você vai precisar de uma boa dose de paciência para retirar a capa traseira do Moto G. É um processo realmente complicado e até doloroso. Se as suas unhas estão bem cortadas, vai ser bem difícil retirar essa tampa traseira. Sem falar que o esforço dispensado para tal tarefa pode resultar em eventuais quebras nas linguetas internas da tampa, o que pode causar problemas futuros na hora de manter o encaixe dessa tampa no dispositivo.

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Mas aqui, temos duas boas notícias: 1) você sempre pode comprar uma nova tampa traseira para o telefone; 2) você não vai ficar colocando e retirando essa tampa traseira constantemente.

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Outra diferença visual do Moto G para o Moto X é que o primeiro possui o alto-falante traseiro posicionado do lado esquerdo do usuário, enquanto que o segundo possui o alto-falante à direta da câmera. Além disso, o Moto G possui o LED de notificação (já que sua tela não é inteligente) e a câmera frontal à esquerda do usuário, enquanto que o Moto X posiciona a câmera do lado direito do dispositivo.

De um modo geral, o dispositivo é muito bem construído, com uma aparência de solidez para o usuário. Foi um belo trabalho da Motorola nesse aspecto. É um produto que não é tão pesado para se levar no bolso (130 gramas), e possui um agarre muito bom para os diferentes tipos de uso.

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Tela

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O Motorola Moto G possui uma tela de 4.5 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels, 329 pixels por polegada). Segundo a Motorola, é uma tela “com resolução melhor que a do iPhone”. De fato, tecnicamente, é: é uma tela maior, com maior resolução, e maior densidade de pixels. E o resultado na prática é muito positivo.

A tela do Moto G é realmente muito boa. Os gráficos são exibidos de forma plena, sem deformações de ícones ou serrilhados. Para quem deseja utilizar o smartphone para o entretenimento (vídeos, jogos, etc), vai ficar bem satisfeito com a capacidade de exibição das imagens. Tudo bem que é mais uma tela que atrai rapidamente as marcas de dedo com um uso constante, mas nesse caso, é seu dever você instalar uma película protetora, não mesmo pela proteção contra riscos (é preciso, mesmo com a presença da película Corining Gorilla Glass), mas também para evitar que a tela do seu dispositivo fique engordurada.

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Aparentemente, a tela do Moto G apresenta cores menos saturadas que o Moto X, e isso se dá por conta do material adotado na tela do modelo de linha média da Motorola. Enquanto a tela do Moto X usa o AMOLED como material, o Moto G possui uma tela LCD, o que resulta nessa menor saturação e, por tabela, cores menos fiéis, mais frias e com menor contraste.

Por outro lado, tais diferenças só serão percebidas se você colocar os dois dispositivos lado a lado.Para quem nunca se deparou com um Moto X na vida, ou não considera esses detalhes relevantes o suficiente na escolha, essas características da tela LCD passam completamente desapercebidas, e não são fatores determinantes para descartar o Moto G. A tela do smartphone continua sendo excelente.

Bem melhor do que qualquer um de seus concorrentes de preço.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Motorola Moto G conta com o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean, e já tem a atualização para a versão 4.4 KitKat prometida para janeiro de 2014. A interface de usuário do smartphone é aquela que chamamos de “Android (quase) puro”, com poucas adições e modificações da Motorola.

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Nesse sentido, a experiência que o usuário vai receber no aparelho é muito similar ao que encontramos no Moto X, com a diferença que no Moto G você não vai encontrar os recursos inteligentes do Moto X (tela inteligente, comandos de voz, comandos por movimento, etc).

Logo, posso dizer que o usuário vai encontrar um smartphone com uma usabilidade plena, com transições suaves, sem engasgos ou lags. O conjunto hardware + software do Moto G está muito bem ajustado para o uso diário, com uma performance praticamente impecável, o que é um ponto muito positivo para o dispositivo.

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Uma das principais diferenças na interface de uso do Moto G está no menu para os dois slots para SIM cards. Ele fica acessível ao usuário no atalho de abas de notificações, e possui uma área única para gerenciamento das suas configurações. Através dessa tela, você pode ajustar não só o funcionamento das linhas, mas também o controle de chamadas e mensagens por cada chip, além do controle de dados e do tipo de conexão de cada linha.

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Fora isso, não há maiores destaques a serem assinalados nesse quesito. Para os usuários que desejam obter uma experiência Android próxima daquela que o Google entende como ser a ideal (muito próxima do Android puro, nesse caso), o Moto G é a sua escolha.

Qualidade de Áudio e Chamadas

A qualidade de reprodução de áudio do alto-falante traseiro do Motorola Moto G é mediana. Não é tão alto no seu volume quando alguns desejam, mas é em um volume audível, dependendo do toque adotado pelo usuário para chamadas e alarmes. Entendo que o volume é (e não surpreende esse aspecto) tão audível quanto o do Moto X, o que deve ser considerado algo satisfatório para a maioria dos usuários.

O mesmo acontece com o alto-falantes para chamadas. O volume é considerado o ideal para a maioria dos usuários compreenderem a pessoa que está do outro lado da linha, até mesmo em ambientes com relativo volume de ruído. O microfone integrado no smartphone aparentemente é competente o suficiente para que a pessoa do outro lado ouça a sua voz sem maiores problemas.

O modelo enviado para testes foi o dual SIM de 8 GB de armazenamento. Pelo menos no modelo enviado para testes, as duas linhas funcionaram sem maiores problemas, com boa qualidade de sinal e conectividade.

Internet

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O Moto G se vale das conectividades WiFi e 3G para acesso à web, algo mais do que esperado para um dispositivo desse porte. Com alguma sorte (e dependendo do plano de internet que você utiliza), é possível obter alguma conectividade em HSPA+ (ou 3G Plus, dependendo da operadora), que já dá uma bela ajuda na exibição de páginas e acesso às redes sociais.

De um modo geral, não foram registrados problemas de navegação, queda de sinal de rede ou dificuldades no acesso aos recursos conectados. Nesse aspecto, tudo aconteceu dentro do esperado, levando em consideração as características do produto.

GPS

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Mais uma vez, a Motorola repetiu o bom trabalho do Moto X com o GPS do Moto G. Por contar com os sistemas GLONASS e A-GPS, o posicionamento do GPS é mais rápido e preciso, produzindo ótimos resultados.

De forma nativa, o Moto G não traz o aplicativo de navegação pré-instalado, mas isso não impede que o usuário instale aquele aplicativo que melhor atenda as suas necessidades. De qualquer forma, durante os testes com recursos como Foursquare e Google Mapas, o sistema de localização funcionou de forma perfeita. Para quem precisa transformar o smartphone em um GPS em algumas ocasiões, não deve ficar decepcionado com o Moto G nesse aspecto.

Câmera

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O Moto G possui uma câmera traseira de 5 megapixels, que é considerada “OK”. Se pensarmos que nenhum smartphone na sua faixa de preço possui uma câmera que vai além do mediano, podemos dizer que a câmera do novo smartphone da Motorola está na média. É claro que poderíamos esperar um pouco mais (uma vez que todo mundo está tirando fotos a qualquer momento, em qualquer lugar), mas ainda não chegamos nesse ponto.

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A interface de software é a mesma do Moto X, com algumas pequenas modificações. A transição do modo câmera para o álbum de fotos está mais rápida, e o recurso de foco com o deslizar de um dedo está presente. Essas são duas características que colocamos na conta do Android 4.3 Jelly Bean, e que também estão presentes no Android 4.4 KitKat, que oferecem uma experiência de fotos mais prazerosa e eficiente.

De novo, tenho que ressaltar que as fotos produzidas pelo seu sensor são medianas. Para quem não coloca a câmera como prioridade, isso não será um grande problema. Logo, leve em consideração que é uma típica câmera de um smartphone de linha média.

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O mesmo se aplica à câmera frontal de 1.3 MP. Ela se faz mais eficiente para eventuais videochamadas, e até alguns “selfies” (essa palavra está na moda) sem compromisso. Mas não espere uma qualidade de imagem elevada. Talvez ela ainda seja um pouco melhor do que as câmeras frontais de alguns de seus concorrentes, que possuem uma resolução menor e uma qualidade de imagem pior do que essa demonstrada pelo produto da Motorola.

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Games

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De forma quase surpreendente (ou não, se levarmos em conta as suas características de hardware), o Motorola Moto G foi muito bem nos jogos. Para começar, a sua tela de 4.5 polegadas em HD (1280 x 720 pixels) garante uma reprodução dos gráficos com alta qualidade. Sua GPU Adreno 305 não é a mais potente do mercado, mas também não faz feio, e oferece um desempenho muito bom mesmo em jogos com gráficos complexos. E a presença de um processador quad-core Qualcomm Snapdragon 400 é decisivo em um desempenho que considero excelente para um produto do seu porte.

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Nos testes realizados, o Moto G conseguiu reproduzir jogos com gráficos pesados sem maiores dificuldades. Tudo bem que em alguns títulos, os gráficos foram automaticamente simplificados (como no caso de Real Racing 3, onde o próprio jogo detecta as especificações do dispositivo, e ajusta a exibição gráfica de acordo com os recursos de hardware disponíveis, para garantir o melhor desempenho possível). Mesmo assim, a experiência de jogo é plena.

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Sem lags, sem engasgos, sem comprometer o desempenho do jogador durante as partidas. Para um smartphone com preço inicial sugerido de R$ 649 (ou até menos, dependendo da promoção dos e-commerces nacionais), é uma excelente notícia. E, sem medo de errar: para quem quer jogar no smartphone, o Moto G é aquele que vai entregar a melhor experiência nos games, dentro da sua faixa de preço.

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Multimídia

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O Moto G oferece os mesmos aplicativos padrão do Android para vídeos e músicas (Google Play Filmes e Google Play Música), obrigando o usuário a buscar soluções em outros softwares para atender essas necessidades em específico. Ou seja, não há muito o que dizer nesse aspecto.

O desempenho do smartphone para essas tarefas fica dentro do esperado. De novo, ter um hardware robusto e uma tela em HD ajuda e muito na hora da reprodução de vídeos em alta definição. Nesse aspecto, o smartphone oferece bons resultados, sem problemas de travamentos ou engasgos.

Talvez o único ponto negativo desse aspecto está no fone de ouvido que acompanha o pacote de venda do smartphone. São fones padrão, com baixa qualidade de áudio, e que obriga automaticamente um investimento na aquisição de fones de melhor qualidade. Por outro lado, temos sempre que lembrar que estamos diante de um smartphone de baixo custo, logo, não é surpresa encontrar um fone com essa característica. Mesmo assim…

Também entendo que outro fator que prejudica e muito os fãs de vídeos e músicas nos smartphones está no restrito espaço para armazenamento. Mesmo no modelo com 16 GB, o Moto G não possui slot para cartões microSD, limitando o armazenamento do dispositivo. Ou seja, ou você escolhe muito bem o que será armazenado no smartphone, ou começa a pensar seriamente em consumir músicas e vídeos em serviços de streaming.

Bateria

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Aqui está mais um trunfo do Moto G. A sua autonomia de bateria é realmente muito boa, com uma administração de consumo e recursos muito competente. Um dos motivos para isso é a presença do Android 4.3 Jelly Bean, que consegue gerenciar melhor as funcionalidades do Android, corrigindo alguns problemas presentes na versão 4.2.2.

O resultado é que a bateria de 2.070 mAh consegue sobreviver tranquilamente ao dia completo de uso intenso, com WiFi ativo o tempo todo, 3G em momentos ocasionais, tela ativa com redes sociais e e-mails, músicas e alguns vídeos. Em standby, o Moto G é um monstro, o que reforça a tese de sua autonomia de bateria ser excelente.

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É claro que o consumo da bateria é acentuado quando atividades que exigem mais do processador, GPU e RAM são executadas, como vídeos em HD armazenados no smartphone e games. E, mesmo assim, essa autonomia ainda pode ser satisfatória para quem vive jogando no dispositivo.

De um modo geral, a bateria do Moto G vai atender as necessidades da maioria dos usuários. Ou pelo menos uma das mais importantes: não ficar sem bateria no smartphone antes que o dia acabe.

Desempenho

Usar o Motorola Moto G por duas semanas foi uma experiência excelente. A Motorola acertou de novo em oferecer um produto com preço competitivo, com especificações técnicas interessantes, e um desempenho final muito bom. Levando em consideração a sua faixa de preço, o Moto G é, hoje, a melhor relação custo/benefício no mercado de smartphones de linha média. Nenhum modelo disponível entre os concorrentes em sua faixa de preço consegue oferecer um conjunto tão equilibrado, com performance e experiência de uso otimizada.

Alguns podem alegar “o Nexus 4 é bem melhor que o Moto G, e custa quase a mesma coisa”. Ok. Porém, essas mesmas pessoas se esquecem de analisar questões pontuais. Para começar, são produtos diferentes, com públicos diferentes e características diferentes.

Vale lembrar que o Moto G possui algumas vantagens em relação ao Nexus 4, que são importantes para alguns consumidores, como os recursos personalizados da Motorola (Migração Motorola, Assist, Moto Care, etc), é um aparelho com dois slots para SIM cards (muita gente quer e precisa disso), uma autonomia de bateria melhor que a do Nexus 4, alto-falantes com melhor qualidade, tela com maior densidade de pixels, entre outros fatores.

E tudo isso se converte em uma excelente experiência de uso para quem busca alguns itens específicos em um smartphone. Aliás, faz muito tempo que especificações de hardware não são os fatores mais decisivos para dizer se esse ou aquele produto é melhor que o outro. O que realmente importa é se o dispositivo em questão é competente o suficiente para oferecer uma experiência de uso competente e prazerosa. Nesse sentido, reforço a minha afirmação: entre os modelos de linha média, o Moto G é o melhor produto disponível no mercado nesse momento.

Conclusão

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O Motorola Moto G está APROVADO, com louvor. É um modelo que surpreende pelo ótimo desempenho, por manter a proposta estabelecida pelo Moto X, oferecendo um design e experiência de uso similares, e entregando ao usuário um resultado final melhor do que os seus principais concorrentes de preço. Os itens negativos do dispositivo são compensados com uma qualidade superior na construção do aparelho, e principalmente, na performance do conjunto hardware + software.

Com o Moto G, a Motorola estabelece o padrão a ser seguido pelos demais fabricantes no segmento de linha média. É o aparelho que recomendo dentro da sua faixa de preço. E cria uma perspectiva muito interessante do que está por vir em 2014.

Review em Vídeo

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Review | Sony Xperia ZQ

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Depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente recebemos para testes o Sony Xperia ZQ. O produto já está disponível no mercado a algum tempo, mas por ser considerado um modelo top de linha entre os smartphones disponíveis no mercado nacional, a análise desse produto se torna válida, mesmo que tardia.

Nesse review, vamos mostrar o produto em detalhes, e observar como o dispositivo se comporta em diferentes situações. A experiência de uso da Sony já é conhecida dos leitores do blog (pelo review já feito do Sony Xperia SP). Então… qual é o grande benefício da aquisição do Xperia ZQ? Vale o preços a ser pago por esse smartphone? O que o torna mais especial que os demais modelos dos japoneses? É o que vamos tentar descobrir no review a seguir.

Características Físicas

O Sony Xperia ZQ é mais um dos smartphones com o já conhecido “design industrial” da Sony. Linhas retas, com um ar sóbrio, passando um ar de solidez. Um genuíno produto de tecnologia, que remete um ar moderno e de qualidade. É um gadget bem construído, que mostra que a Sony teve um cuidado muito grande na concepção do produto, com o objetivo de alinhar a proposta “premium” do produto com uma qualidade final de construção compatível com essa proposta.

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A disposição de botões e conectores é basicamente a mesma do Xperia SP já analisado por nós. O botão de liga/desliga e bloqueio de tela na parte centra da lateral do dispositivo, os botões de controle de volume, o conector para cabo de dados, conector para fone de ouvido e o botão para acionamento da câmera. A diferença está no comportamento desses botões: no Xperia ZQ, os botões de volume estão mais distanciados, facilitando o seu acesso de forma mais adequada.

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Além disso, o botão de câmera funciona de forma mais precisa e condizente. Você precisa deixar pressionado por mais tempo o botão para o acionamento do aplicativo de câmera, o que pode representar uma perca de tempo na hora de registrar aquela foto de forma mais rápida. Em compensação, o disparo é mais preciso do que em outros dispositivos, sem falar que o tempo de resposta da câmera é relativamente rápido. Falarei mais sobre isso mais adiante nesse review.

Também vale a pena destacar os cuidados de acabamento adotados pela Sony no Xperia ZQ. As laterais do produto contam com um material espelhado, que além de proteger o produto em si, não exibe os já polêmicos parafusos que tanto incomodam alguns usuários. É um cuidado de acabamento que combina com o restante da proposta do produto, adotando uma solução simples e elegante.

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A parte traseira do smartphone é revestida por um plástico aparentemente bem resistente, com um relevo que ajuda na pegada do dispositivo. Detalhe: o Xperia ZQ não possui uma tampa removível, ou seja, sem acesso à bateria do dispositivo. Esse detalhe é importante para alguns usuários que se preocupam com uma eventual manutenção futura do produto.

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Talvez o diferencial mais relevante do Xperia ZQ é essa área de acesso aos slots para cartões microSD e micro SIM. No lugar de adotar slots laterais, eles decidiram posicioná-los na parte inferior traseira do dispositivo, oferecendo um acesso direto aos dois recursos. Como resultado, você tem um smartphone com uma espessura ainda mais baixa, o que é algo muito bem vindo para quem quer uma maior comodidade ao transportar o dispositivo no bolso da calça, ou para quem quer ter uma pegada melhor com o produto.

Por fim, o Xperia ZQ passa a impressão de ser um produto muito bem construído, com detalhes típicos de um modelo top de linha. Não poderia esperar menos que isso, ainda mais pensando na sua proposta de preço.

Acessórios

O Sony Xperia ZQ vem com os itens já conhecidos da maioria dos dispositivos disponíveis no mercado. Ou seja: adaptador para a rede elétrica, cabo USB, manuais e documentação de assistência técnica e fone de ouvido. Tudo isso vem mundo bem acondicionado em uma embalagem com repartições, para que tudo fique muito bem organizado.

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O principal destaque desse kit de acessórios é o fone de ouvido, que é do tipo in-ear e de alta qualidade de reprodução. Cheguei a utilizar um fone de características similares no iPhone (um modelo específico para o smartphone da Apple), e os resultados foram realmente muito bons. E nesse caso, não foi diferente.

Esse fone consegue oferecer uma qualidade de som satisfatória, assim como a maioria dos acessórios da Sony, com um bom isolamento acústico (o que é bem vindo por muitos usuários que não querem o ruído externo atrapalhando a experiência musical), mas sem ser agressivo no seu nível de volume. No final das contas, aqueles que gostam de música ficarão satisfeitos com esse fone. Talvez os mais exigentes esperassem um volume mais elevado, mas não acho que isso possa ser considerado um problema no acessório.

Tela

O Sony Xperia ZQ possui uma generosa tela capacitiva TFT LCD de 5 polegadas, com resolução de 1080 x 1920 pixels (sim, desse jeito como está escrito), com densidade de 441 ppp e 16 milhões de cores. Essa tela possui a tecnologia optiContrast, que é uma tela capaz de exibir os elementos gráficos com elevada riqueza de detalhes e nitidez, com uma imagem mais clara quando está ligada, e um escuro mais profundo quando desligada. Na prática, temos aqui uma ótima tela para a reprodução de gráficos de jogos, vídeos em alta definição (ou melhor, nesse caso, Full HD) e fotos.

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Uma tendência já vista no Xperia SP e que se repete no Xperia ZQ é a impressão da tela ser um pouco mais “esfumaçada”, apesar da alta fidelidade na reprodução das cores. Você tem a clara impressão de que há uma película que deixa todos os elementos exibidos mais pálidos, com uma certa ausência de profundidade. Em compensação, as cores são reproduzidas de forma mais natural, sem um brilho exagerado como encontramos em outros modelos.

Além disso, é uma tela que tende a atrair mais marcas de dedo, o que pode incomodar os mais puristas (ou preocupados com um smartphone com uma tela com melhor aparência).

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Para a maioria dos usuários, esses detalhes não chegam a ser um problema. E, de fato, são características menos desconfortantes, que não são pontos para desabonar os modelos. Podem ser sim consideradas características dos telefones da Sony, que podem ou não cair no agrado de alguns usuários.

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Porém, particularmente, ignoro esses detalhes pelo benefício entregue por uma tela Full HD. Para quem pensa nos jogos e vídeos no smartphone como itens prioritários, entendo que a opção é uma das melhores nesse aspecto. Os resultados apresentados são muito interessantes. Na verdade, muito melhores que a maioria dos smartphones disponíveis no mercado.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

A Sony mantém no Xperia ZQ o Android 4.2.2 Jelly Bean (pelo menos no modelo que recebemos para testes – pode ser que no futuro o modelo já tenha recebido a versão 4.3 Jelly Bean do sistema da Google), com a mesma interface de usuário customizada por eles, já vista em outros modelos testados em 2013. A boa notícia é que não há surpresas para aqueles que já são usuários de outros smartphones da Sony, facilitando a vida desses usuários na hora da compra de um outro dispositivo da empresa.

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A interface não apresenta mudanças em relação aos modelos mais simples. Os mesmos detalhes de customização já vistos no Xperia SP estão presentes no Xperia ZQ, assim como os principais aplicativos adotados pela Sony para oferecer a sua experiência no Android no dispositivo. Logo, a experiência de uso já é conhecida: apesar de todas as customizações adotadas (que poderiam prejudicar consideravelmente o desempenho do dispositivo), temos um dispositivo que desempenha de forma fluída as transições de tela e execução de aplicativos diversos.

Apesar de alguns usuários entenderem que a interface da Sony é visualmente carregada, ela ao menos é competente para as tarefas mais básicas e essenciais no dispositivo, sem apresentar arrastos nas transições de tela ou travamentos durante a execução de ações específicas.

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Além disso, recursos exclusivos da Sony estão presentes no Xperia ZQ: Sony Select (que oferece um conjunto de sugestões de aplicativos para o seu smartphone), Soicalife (que agrega as redes sociais para compartilhamento de conteúdos pessoais com os seus contatos de forma prática), Notas (para anotações), Music & Video Unlimited (agregador de conteúdos de música e vídeos da Sony), TrackID (para localização de informações de faixas musicais), PlayNow (outro aplicativo que seleciona conteúdos para o seu smartphone, como jogos, aplicativos e sons), Xperia Link (para conectar o seu Xperia ZQ com outros dispositivos compatíveis), Reader by Sony (livros digitais), entre outros.

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No geral, apesar de parecer uma interface carregada e confusa para muitos usuários, ela é relativamente simples. Facilita o fato do usuário ter à sua disposição uma única tela para encontrar todos os seus aplicativos, e ter a chance de ordenar esses aplicativos da maneira que melhor desejar. Os widgets criados pela Sony (como o de acesso rápido aos recursos de rede e previsão do tempo, por exemplo) são leves e de acesso simples e direto, com animações que não interferem no desempenho do sistema.

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Não foram observados lags e travamentos durante a utilização dos recursos mais comuns já presentes no sistema operacional. Mais uma vez, o Sony Xperia ZQ se comportou dentro do esperado para um dispositivo do seu porte. No final das contas, a Sony oferece uma proposta de interface Android que não compromete, devolvendo uma experiência de uso que deve satisfazer a maioria dos usuários.

Qualidade de Áudio e Chamadas

A Sony sabe como fazer dispositivos com alta qualidade sonora, uma vez que usa a tecnologia Walkman em seus produtos. No caso do Sony Xperia ZQ, isso se aplica em partes.

Quando utilizei o produto com o fone de ouvido que acompanha o kit de venda, tudo funcionou conforme o esperado. Como já afirmei antes no review, os fones de ouvido (por serem in-ear) garantem um isolamento de ruído externo eficiente, mas sem oferecer um áudio de volume muito agressivo. Isso é bom, pois ninguém quer ficar surdo ouvindo música, certo?

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Para toques e chamadas, a mesma coisa: o volume do alto-falante externo é elevado, tornando os toques bem audíveis. Dependendo do toque adotado, o volume é até mais alto do que se realmente deseja. Mas, dependendo da situação que você se encontra (principalmente em locais com muito barulho), é até desejado um toque de telefone um pouco mais elevado.

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Porém, para a parte de chamadas, o áudio emitido pelo alto-falante traseiro e principalmente pelo alto-falante frontal de chamadas deixa um pouco a desejar. Ele é audível, mas depende do posicionamento do alto-falante frontal no seu canal auditivo. Em algumas situações, precisei pressionar um pouco mais o telefone no ouvido para poder ouvir de forma mais clara, o que não é o ideal. Além disso, o viva-voz do aparelho tem um volume de áudio relativamente baixo, e dependendo da potência do microfone da pessoa do outro lado da linha, ele se torna inútil.

Na parte de qualidade de chamadas (recepção e qualidade de sinal, não percebi anormalidades durante as conversações. A qualidade do sinal foi boa na maior parte do tempo, e as chamadas foram recebidas e feitas sem maiores problemas. Mais uma vez, registro que os resultados podem variar, de acordo com a operadora escolhida e com o local onde você vai utilizar o smartphone.

Internet

Mais uma vez (e infelizmente), pelo simples fato de morar no interior do estado de São Paulo (Araçatuba, a 535 km da capital paulista), foi inviável testar a conectividade 4G/LTE do Sony Xperia ZQ. Esse é um dos recursos mais desejados dos usuários por estar presente em um dispositivo top de linha. E bem sei que minha análise fica comprometida nesse aspecto. Fico mais uma vez devendo essa para vocês. Espero que um dia isso mude.

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De qualquer forma, testei as conectividades em 3G e Wi-Fi. Nos dois casos, sem maiores problemas. Por contar com um modem mais competente, o Xperia ZQ tem uma performance boa para a conectividade móvel, mesmo pelas redes 3G. Se você optar por uma rede 3G+ (HSPA+), você não deve ter muitos problemas para ler seus e-mails, acessar as redes sociais, navegar pela web e outras tarefas mais básicas.

Não posso garantir que dá para assistir aquele vídeo preferido do YouTube pois tudo vai depender mais das características do seu plano de dados e da operadora escolhida. Mas imagino que quem está disposto a pagar o valor sugerido do Xperia ZQ tem condições financeiras de pagar um bom pacote de dados (pelo menos, na teoria).

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O Wi-Fi também se comportou bem, sem apresentar limitações com os obstáculos existentes aqui no escritório. Além disso, todos os programas considerados essenciais para os usuários conectados (Twitter, Facebook, Instagram, WhatsApp, etc) funcionaram sem maiores problemas ou dificuldades, nas duas conectividades testadas.

GPS

O Sony Xperia ZQ volta a adotar uma solução própria para geolocalização, como o Wisepilot for Xperia , mas também conta com o recurso de navegação, fornecido pela Google. Além disso, o Modo para Carro (aplicativo que otimiza o funcionamento do dispositivo para quando o usuário está dirigindo) também conta com um mapa para posicionamento.

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Em termos de posicionamento, o GPS presente no Xperia ZQ funciona bem. Consegue fixar o posicionamento em um curto espaço de tempo, uma vez que conta com os recursos A-GPS e GLONASS, o que agiliza muito o processo de localização. E como os softwares e comportaram com a mesma eficiência já apresentada no Xperia SP, o recurso funcionou da melhor forma possível nos testes.

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Mais uma vez, a Sony fez um bom trabalho na disposição de recursos para a localização do usuário, mas principalmente no recurso de GPS em si para estabelecer o posicionamento. Bem sabemos pelo histórico de testes o quanto que esse recurso pode se apresentar como algo problemático ou sem a eficiência desejada.

Câmera

O Sony Xperia ZQ possui uma competente câmera traseira de 13 megapixels, que possui alguns dos recursos mais básicos esperados em uma câmera de um produto considerado top de linha. Sua interface é relativamente simples, com os itens com fácil acesso, em um menu contextual na parte superior da tela, e os ajustes finos em uma janela secundária. Não tem muitos recursos especiais ou filtros, o que facilita a vida dos menos experientes, mas pode incomodar aqueles usuários mais exigentes.

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A presença do sensor Exmor R facilita as coisas na hora de registrar fotos em condições perfeitas de iluminação, ou em plena luz do dia. As imagens captadas possuem cores interessantes, e não ficam distorcidas nessas condições. De fato, a câmera traseira do Sony Xperia ZQ é muito boa para registro de imagens durante o dia.

Já nas fotos registradas à noite, em locais com iluminação artificial ou com iluminação de baixa qualidade, é possível perceber algumas anormalidades, como ruídos na imagem captada e algumas dificuldades do flash em lançar a luz para a imagem a ser fotografada de forma correta. Não que isso chegue a ser um problema, mas deixa um pouco a desejar para os mais exigentes.

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De qualquer forma, a câmera traseira do Xperia ZQ é mais do que suficiente para o registro de imagens para as redes sociais e até mesmo postagens eventuais em blogs. A maioria dos usuários ficará satisfeita com o resultado final das imagens captadas. Podemos dizer que o resultado final foi dentro do esperado para uma câmera de um smartphone.

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A câmera frontal possui uma resolução de 2 megapixels, e é capaz de gerar boas imagens em fotos e vídeos. Deve atender bem as necessidades daqueles que desejam registrar auto-retratos em baladas, fazer videologs e, principalmente, obter a máxima de qualidade possível nos aplicativos de comunicação por vídeo.

A seguir, algumas demonstrações de imagens captadas pela câmera do Xperia ZQ.

Fotos durante o dia

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Fotos com baixa luminosidade e/ou luz artificial (com flash) 

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Fotos com zoom

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Fotos com a câmera frontal

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Games

Esse é um ponto no Xperia ZQ que levanta discussões. Li alguns relatos de usuários que perceberam pequenos travamentos e lags em jogos específicos. Pois bem, eles não estão errados por completo.

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Nos jogos mais básicos (Jetpack Joyride, Subway Surfers), não registrei nenhum tipo de problema ou anormalidade, tanto na parte gráfica quanto no desempenho dos jogos. Mesmo em Dead Trigger, que possui elementos gráficos mais apurados, tudo foi exibido de forma plena e perfeita, oferecendo uma ótima experiência de uso.

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Já em jogos um pouco mais complexos e exigentes em termos de recursos (como Real Racing 3 e Iron Man 3), observei que a execução não é algo tão fluído como em outros dispositivos, até com pequenos engasgos. Não é algo que seja gritante, ou que acabe com a jogabilidade dos games executados, mas para alguns gamers mais exigentes, podem ser problemas perceptíveis. No vídeo review (no final desse post), eu mostro o gameplay de alguns títulos, e vocês mesmos podem tirar as suas próprias conclusões.

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Ao meu ver, o Xperia ZQ vai bem nos jogos, de um modo geral. Mas os resultados podem variar de pessoa para pessoa. Outro detalhe: observei que os jogos ficavam com um melhor desempenho quando todos os aplicativos abertos em segundo plano são fechados. Recomendo que façam isso quando forem rodar jogos no dispositivo, para resultados mais satisfatórios.

Multimídia

Os mesmos recursos para consumo de multimídia já vistos em outros modelos da Sony são encontrados no Xperia ZQ. Os japoneses já contam com um histórico de qualidade comprovada nesse segmento, logo, o resultado da experiência sonora oferecida pelo smartphone top de linha da Sony é o melhor possível.

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Já destacamos no review do Xperia SP o player de música, que oferece recursos visuais para tornar a experiência de uso ainda mais atraente, com proteções de tela animados e recursos otimizados para uma melhor qualidade de áudio durante as reproduções musicais. Com poucos botões, oferece uma usabilidade simples e direta, mantendo o recurso ClearAudio+, que oferece um som mais cristalino,  mesmo com músicas com diferentes taxas de bitrate.

O TrackID volta a se fazer presente, permitindo a busca de informações das músicas armazenadas no dispositivo do usuário ou reproduzidas em um ambiente externo, permitindo inclusive o download da música para a biblioteca musical do aparelho. Mais uma vez, o recurso funciona como uma ótima ferramenta para conhecer novas músicas, artistas e bandas, não só pelas informações exibidas nos resultados das buscas, mas também nas listas dos mais procurados pelos usuários dos dispositivos da Sony.

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Na parte de vídeos, o Sony Xperia ZQ toma vantagem da tela Full HD (1080 x 1920 pixels) para uma ótima experiência de reprodução de vídeos, tanto aqueles armazenados no dispositivo, quanto os vídeos exibidos por streaming. Tudo foi reproduzido sem maiores problemas ou engasgos. Por outro lado, as mesmas limitações de identificação de formatos de arquivos e legendas integradas na pasta do dispositivo detectadas no Xperia SP permanecem no Xperia ZQ, obrigando o usuário a instalar um aplicativo de terceiros para poder identificar os diferentes formatos e os arquivos de legenda nas pastas de vídeos.

Um diferencial interessante presente no modelo top de linha da Sony é o Estúdio de Filmes, que permite ao usuário realizar edições básicas de vídeos no dispositivo. É um recurso bacana para edições casuais, sem grandes aspirações. Porém, com um pouco de imaginação, você pode produzir resultados interessantes.

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Além disso, os recursos Music Unlimited e Video Unlimited oferecem um catálogo de músicas e vídeos para consumo direto no Xperia ZQ, permitindo ao usuário ampliar o seu catálogo de conteúdos multimídia, através de uma fonte oficial (nesse caso, a Sony), e com aquivos com a mesma qualidade técnica, e todos ajustados para uma melhor experiência de uso com o smartphone.

Recursos como o Smart Connect e o Controle Remoto também estão presentes, assim como o Rádio FM, muito desejado por uma grande parcela de usuários. Sem falar no Xperia Lounge, uma área de conteúdos exclusivos da Sony com vídeos e outros conteúdos voltados para shows, grandes eventos, festas, baladas e notícias de cultura pop. Ou seja, o Xperia ZQ é bem completo nesse aspecto.

Bateria

Mais uma vez a Sony faz um grande trabalho com a bateria do Xperia ZQ. Sem precisar acionar todos os recursos de economia de bateria já disponíveis pela sua interface, o aparelho consegue aguentar tranquilamente um dia de uso considerado normal (acesso às redes sociais, recebimento de e-mails o tempo todo, música, alguns vídeos, algum tempo em jogos, e eventual acesso via redes 3G/4G e GPS). Logo, a maioria dos usuários não terá problemas com a autonomia de uso do dispositivo.

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Para usuários mais exigentes, que vão utilizar o smartphone com vídeos e jogos em um considerável tempo ao longo do dia, pode ficar na mão com a bateria. Naturalmente, o Xperia ZQ pede um consumo maior de seus recursos para realizar tarefas mais complexas. Por isso, vale aqui uma certa dose de moderação para não ficar sem bateria no final do dia. Mas nada fora do esperado para um dispositivo desse porte.

Aliás, devemos levar em consideração que, para um produto com suas especificações de hardware, e com uma tela desse tamanho, saber que ele pode aguentar um dia inteiro de uso regular é uma excelente notícia.

Desempenho

O Sony Xperia ZQ é um bom smartphone no seu desempenho geral. Não percebi travamentos ou engasgos brutos no dispositivo. Talvez o telefone tenha deixado a desejar um pouco no quesito fluidez (nas transições de tela principal para a tela de todos os aplicativos, e principalmente em alguns jogos mais pesados, como o Real Racing 3 e o Iron Man 3), mas nada que chegue a irritar ou desabonar o dispositivo. Coloco isso mais na conta da interface de usuário adotada pela Sony.

Mesmo assim, é um modelo que vai agradar a maioria dos usuários. É potente, permite a execução das principais tarefas que as pessoas realizam nos smartphones, e é um produto que agrada em pontos específicos (velocidade no acionamento da câmera, pegada, tela de alta definição, etc). Pode ser a alternativa daqueles que querem um dispositivo com todos os recursos multimídia oferecidos pela Sony.

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Conclusão

O Sony Xperia ZQ está aprovado. Ele oferece uma experiência de uso plena, e é isso o que se espera de um produto do seu porte. Talvez ele apresente poucas diferenças em relação ao modelo intermediário (Xperia SP) em seus recursos, mas esses poucos diferenciais podem justificar a escolha por um produto top de linha (para que está disposto a pagar a diferença de preço, é claro).

Review em vídeo

 

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[Vídeo] Fizeram o teste comparativo de benchmark do iPhone 5s e iPhone 5

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Com um novo iPhone na praça (dessa vez, novos iPhones), é mais do que natural que os blogs e sites de tecnologia comecem a fazer testes e reviews comparativos, até mesmo para saber o que o usuário tem a ganhar com o novo dispositivo. Nesse caso, o pessoal do site AppAdvice fez um teste de benchmark entre o iPhone 5s e o iPhone 5, e registrou essa experiência em vídeo.

Nesse caso, todos querem saber qual é o grande benefício prático que o novo processador A7 com 64 bits pode oferecer em relação ao modelo A6. Será que a diferença é tão grande a ponto de influenciar na experiência de uso nos dois modelos (ainda mais considerando o fato que os dispositivos são compatíveis com a nova versão do sistema operacional móvel da Apple, o iOS 7)?

Os dois smartphones foram avaliados pelo software Geekbench, e os resultados não deixam muitas dúvidas. Assim como prometido pela própria Apple, o iPhone 5s registrou uma pontuação que é quase o dobro do iPhone 5. O grande diferencial técnico desse processador é o principal responsável por essa pontuação, uma vez que as características de construção do dispositivo são muito semelhantes.

A seguir, o vídeo que mostra todo o experimento, além dos resultados alcançados.

 

Via AppAdvice

Operadora de TV paga Dish já está em testes no Brasil, e quer estrear antes da Copa do Mundo de 2014

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A operadora norte-americana de TV por assinatura Dish está cada vez mais próxima de estrear no Brasil. A Hughes, braço de operações de satélites do grupo Echostar, confirmou na última sexta-feira (06) que o satélite a ser utilizado pela operadora no Brasil já está em testes.

O satélite EchoStar VX, que era utilizado pela Dish nos Estados Unidos, agora cobre todo o território brasileiro, com uma potência menor na região Sul. O satélite foi lançado em 2010, e possui 32 transpônderes na banda Ku, o que representa uma grande capacidade para canais. porém, o satélite não possui a banda Ka, utilizada para conexões em banda larga.

Já existem 10 canais em testes nesse satélite, segundo informa o vice-presidente da Hughes Satellite Systems no Brasil, Rafael Guimarães, e a Dish espera definir a sua estratégia de oferta de TV por assinatura via DTH nos próximos dois meses. Sem entrar em detalhes sobre qual será a estratégia de lançamento do serviço no Brasil (se será um lançamento independente, ou em parceria com alguma outra empresa), o executivo informa que a empresa iniciar as suas operações no país “antes da Copa do Mundo de 2014”.

Todas as negociações são conduzidas a partir da Dish dos Estados Unidos, deixando a Hughes do Brasil responsável pelo apoio operacional local, para que a operadora possa funcionar no país.

Via Teletime

Primeiros testes de benchmark do Galaxy S4 mostram do que ele é capaz

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O Samsung Galaxy S4 é o mais recente lançamento dentro do segmento de smartphones Android, e se destaca por prometer um conjunto de hardware completo, para uma experiência de uso única. Mas muitos se perguntam o quão superior ele pode ser em relação aos seus adversários diretos. E é para isso que servem os testes de benchmark.

As primeiras avaliações de performance do novo smartphone da Samsung começam a aparecer na internet, e esse post serve para analisar esses resultados. Vale a pena lembrar que os testes ilustrados nesse post foram feitos com a versão norte-americana do smartphone, que conta com o processador Qualcomm Snapdragon 600 quad-core de 1.9 GHz. Ainda estou curioso para saber qual será o desempenho do smartphone com o novo Exynos 5 Octa, que é o modelo que chegará ao Brasil no final de abril.

Também é importante lembrar que os testes não avaliam apenas o poder do processador, mas o conjunto geral do hardware (CPU + GPU + RAM), analisando sua performance em um âmbito geral. Tais valores são importantes principalmente para aqueles usuários que querem explorar ao máximo o potencial do dispositivo em atividades mais complexas, como reprodução de vídeos em alta definição de jogos com gráficos elaborados. E, nesse aspecto, o Galaxy S4 faz o esperado: é o mais poderoso do mercado no momento.

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O pessoal do site Android Authority fez a análise em dois métodos diferentes. No Antutu, o Galaxy S4 teve uma avaliação total de performance pelo menos 5 mil pontos mais elevada que o seu principal adversário, o Sony Xperia Z. Se comparado com o seu antecessor,  o Galaxy S3, a diferença é de mais de 10 mil pontos de performance, e mesmo contra o LG Nexus 4, considerado um smartphone notadamente potente (e com um preço muito competitivo), ele ficou quase 9 mil pontos a frente.

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Já pelo método Geekbench, a disputa envolveu dois modelos que são concorrentes diretos dentro do seu segmento de mercado: o Apple iPhone 5 e o BlackBerry Z10. Mais uma vez, o Galaxy S4 foi soberano, com uma capacidade de performance que é praticamente o dobro dos seus concorrentes.

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Por fim, o site Primate Labs também fez o seu comparativo com o Geekbench 2, e os resultados foram muito semelhantes (apesar deles não incluírem o Sony Xperia Z nessa análise). Aqui vale destacar o resultado do HTC One, que quando anunciado, apareceu como um smartphone top, com conceitos interessantes (principalmente na sua câmera), mas que chega a superar em performance o LG Nexus 4.

Vocês estão surpresos com os resultados? Eu não.

 

Via Android Authority, Primate Labs, Daily Mobile

HTC One impressiona nos testes de autonomia de bateria

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Tudo bem, eu bem sei que ele não vai chegar ao mercado brasileiro (uma vez que a HTC “arregou” para o Brasil). Mas não custa fazer um post que poderia muito bem se chamar “olha só o que estamos perdendo”. Não suficiente em ter um smartphone com design que chama a atenção pela beleza, uma tabela de recursos de hardware elevada, e uma experiência de uso que parece ser plenamente prazerosa, o HTC One também possui uma excelente performance no quesito “autonomia de bateria”.

Bom, é o que indica os primeiros testes de benchmark realizados pelo pessoal da ExpertReviews com o novo smartphone da HTC. O modelo conta com uma bateria de 2.300 mAh, que segundo os dados coletados nos testes, consegue ser mais eficiente que todos os seus principais concorrentes no mercado de smartphones “top de linha”.

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Nos testes realizados, o HTC One conseguiu uma autonomia de uso (conversação em modo 3G) de quase 17 horas, superando assim o Nexus 4, que conseguiu aproximadamente 15 horas de conversação. Dois modelos badalados no mercado de smartphones ficaram bem para trás: o Samsung Galaxy S III, com 11.6 horas, e o iPhone 5, com 8 horas de conversação.

Os números surpreendem se levarmos em conta que o HTC One possui uma tela de 4.7 polegadas em Full HD e um processador Snapdragon 600 quad-core de 1.7 GHz. Só a tela pode representar um consumo elevado de bateria do dispositivo. Por outro lado, com uma bateria de grande capacidade, e um processador eficiente para gerenciar os recursos do smartphone, temos esse resultado que enche os olhos.

Pena que jamais virá ao Brasil (e, segundo a nova lei de bloqueio de aparelhos não homologados pela Anatel, também não vai funcionar com as redes nacionais). #QuePuxa…

 

4G LTE de 450 MHz está em fase de testes no Brasil

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A frequência de 450 MHz para a rede de dados móveis 4G LTE no Brasil está em testes. Segundo a EXAME – Abril, uma das operadoras a testar a frequ~encia desenvolvida pela CPqD é a Oi, e essa fase de testes cumprem aquilo que já estava previsto no edital de venda das faixas de 2.5 GHz e 450 MHz.

Essa nova frequência deve atender principalmente a área rural (uma área de 30 km da área urbana, pelo menos) de 30% dos municípios brasileiros. As operadoras vencedoras do leilão dessas frequências precisam estar em funcionamento até o mês de julho de 2014. Para isso acontecer, a implantação deve começar já no começo de 2013.

De 300 a 400 municípios serão atendidos com os serviços de rede de dados na sua fase inicial. Pelo projeto de implantação é esperado que em 2015, toda a área a ser coberta pela rede LTE de 450 MHz. Outro detalhe importante do edital: a velocidade da conexão em 4G no Brasil precisa alcançar a marca de 1 Mbps em 2017, o que praticamente descarta o uso das redes CDMA para as conexões 4G, assim como acontece nos Estados Unidos.

A faixa de 450 MHz é a ideal para cobrir grandes áreas sem muitos obstáculos físicos, como prédios. O LTE em 450 MHz será padronizado pelo 3GPP, possibilitando assim que multinacionais se interessem em fabricar produtos para esse mercado. A Huawei é uma dessas empresas que se interessa em fazer produtos para essa faixa.

Já sei… você vai perguntar: “o iPhone 5 que comprei nos Estados Unidos vai funcionar com o 4G ao menos na minha fazenda?”

E a resposta continua sendo: NÃO!

Como você bem sabe, as versões disponíveis lá fora não utilizam a frequência brasileira, e o único que seria compatível com alguma frequência futura (700 MHz) só vai funcionar quando o sinal analógico de TV for desligado no Brasil. Depois disso, testes, implantação… ou seja, esquece. Resumindo: nem aquele fazendeiro poderoso que nem sabe o que é iOS vai poder usar o iPhone 5 no meio do nada.