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Existe uma diferença real entre o Android, iOS e Windows 10?

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O iOS 9 foi lançado recentemente, e se pensarmos no iminente lançamento do Android 6 Marshmallow e na previsível evolução positiva do Windows 10 nos dispositivos móveis, a guerra dos sistemas operacionais está aberta. E a pergunta desse post é: existem diferenças importantes e reais entre eles, do ponto de vista do consumidor?

No passado, ter um ou outro sistema operacional condicionava de forma notável a compra de um dispositivo. Alguns compravam um iPad de forma quase obrigatória para fins profissionais. O Android era a escolha mais adequada e rentável a partir de um ponto de vista econômico, e hoje, o Windows 10 é a melhor escolha para aqueles que querem comodidade em um ecossistema unificado.

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Sendo bem sincero, é estranho ver o sistema operacional condicionando a compra de 99% dos usuários (deixando de lado o quesito preço). Mais: se levarmos em conta a variável do preço, a maioria dos usuários podem resolver os seus problemas com um tablet Amazon Fire de US$ 50, ou um smartphone Motorola Moto E.

É óbvio que outros fatores influenciam a escolha: a marca, a estética, funções especiais ou apps exclusivos, entre outros. Aqui, quero deixar claro uma coisa: exceto nas atividades muito específicas (um tablet para trabalhar, um smartphone para jogar, um conversível para produtividade), os grandes sistemas operacionais móveis oferecem tudo o que a maioria dos usuários precisa.

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Então… como escolher? Onde está o fator chave para decidir qual sistema operacional usar?

Deixando de lado perfis muito específicos, o segredo para escolher o melhor sistema operacional é a comodidade combinada com o preço. Ajustado e pensado no ecossistema móvel que te deixe mais confortável no uso diário.

As discussões entre os usuários sobre o melhor sistema operacional são, na maioria das vezes, infundadas, evidenciando problemas do passado que pouco ou nada tem a ver com a realidade do presente. Se você busca comprar um dispositivo sem necessidades muito concretas, o importante não é o sistema operacional ou as especificações de hardware, mas sim se ele atende as suas necessidades, onde você se sente confortável com o software.

Para resumir: o que realmente importa é a experiência do usuário. E cada um sabe aquilo que é melhor para si.

E você? O que pensa de tudo isso?

Por mais betas públicas de sistemas operacionais móveis

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Uma das notícias de destaque na semana passada foi do iminente programa de desenvolvimento de versões prévias do iOS. Oferecer acesso aos usuários à versões prévias dos sistemas operacionais é algo que já é feito a algum tempo: a Microsoft faz isso com o Windows, e a Apple fez o mesmo com as versões preliminares do OS X 10.10 Yosemite.

No terreno dos dispositivos móveis, isso não acontece. Só a Microsoft ofereceu uma versão preliminar do Windows 10. As vantagens desses programas de avaliação são muitas, então… por que não implantá-los de forma massiva nas plataformas móveos?

 

A Microsoft dando o exemplo

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A Microsoft decidiu apostar nesse tipo de soluções preliminares no programa ‘Preview for Developers’, que permite que muitos usuários testassem o Windows 8.1 antes do lançamento de sua versão final. Agora, eles repetem o feito, onde a versão preliminar do Windows 10 para smartphones pode ser utilizada em alguns modelos da linha Lumia.

Essa beta é limitada por razões de logística, mas já descobriram como instalar o Windows 10 em qualquer dispositivo Windows Phone (clique aqui para ler).

A filosofia da Microsoft nesse caso é a mesma daquela adotada para o Windows for Desktops. As vantagens são claras, pois permite que os usuários se transformem em beta-testers, dando opiniões sobre vários aspectos e informando sobre eventuais falhas e inconsistências que podem ser corrigidas antes da versão final do sistema ser lançada.

 

Apple deve seguir a tendência

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A Apple parece ter tomado a mesma decisão, e mesmo sem confirmar oficialmente, é esperado que em março seja liberada a versão preliminar do iOS 8.3, que poderá ser avaliada pelos usuários através do programa AppleSeed.

Além disso, a Apple deve anunciar a nova versão do seu sistema operacional móvel, o iOS 9, durante a WWDC 2015, que acontece no mês de junho. E rumores indicam que antes da versão final do sistema – assim como o novo iPhone – será liberada uma versão prévia do software durante o verão norte-americano.

A publicação dessas versões preliminares segue a mesma estratégia adotada pela Apple com o OS X 10.10 Yosemite, que permitiu a correção de falhas e melhorias de diferentes características do sistema operacional.

 

E a Google?

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A Google oferece essa possibilidade de forma direta, e mesmo assim os usuários precisam esperar muito para atualizar os seus dispositivos para as versões mais recentes do Android. O problema da fragmentação já não é tão grave, e mesmo assim, o Android 5.0 Lollipop está disponível para poucos modelos de smartphones e tablets.

Nem os fabricantes, nem as operadoras facilitam a vida na hora de atualizar os seus dispositivos, e apenas os modelos da família Nexus recebem as novas versões dessa plataforma desde o primeiro dia. No caso da versão Lollipop, a Google ofereceu compilações prévias para os modelos Nexus 5 e Nexus 7 2013 WiFi alguns meses antes do seu lançamento, para que os desenvolvedores já pudessem preparar os seus aplicativos e avaliar o SDK do novo Android. Mas a Google nunca abriu um período de testes para avaliação dos usuários de outros dispositivos.

Os problemas de colocar um plano desse tipo em prática não são tão graves. A Google poderia estabelecer uma série de especificações mínimas para executar as novas versões do sistema antes do seu lançamento (tal como fez a Microsoft), mas eles não parecem estar dispostos a isso.

Talvez a gigante de Mountain View deveria considerar essa possibilidade, o que certamente reforçaria o interesse pela plataforma, principalmente no caso dos usuários que são viciados em testar tudo o que é novo. Mesmo que não seja totalmente estável.

Strategy Analytics: 84% do mercado mobile no 3º trimestre de 2014 pertence ao Android

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A Strategy Analytics divulgou o resultado do seu relatório de presença das plataformas móveis ao longo do terceiro trimestre de 2014. Um terreno onde o domínio do Android continua a ser algo latente, e as mudanças nesse cenário não são acentuadas.

Com a importante ajuda da Xiaomi, o Android agora tem 83,6% da cota do mercado entre os sistemas operacionais móveis. Temos aqui um aumento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, registrando vendas de 268 milhões de smartphones (62 milhões a mais do que em 2013).

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A Apple continua a manter uma certa distância da Microsoft nesse segmento, mas registrando uma queda na sua cota de mercado, passando de 13,4% de 2013 para 12,3% nesse ano. Porém, a tendência é que esses números mudem a favor do iOS, a partir do momento que as vendas do iPhone 6 e iPhone 6 Plus serão computadas na sua maioria ao longo do quarto trimestre.

O Windows Phone também registrou uma queda de cota, saindo de 4,1% para 3,3%, mesmo vendendo um pouco mais de smartphones em relação ao mesmo período do ano passado. A BlackBerry se manteve estável, em uma posição onde a empresa segue tentando sobreviver no segmento.

Como já foi analisado pela IDC, os smartphones de baixo custo (principalmente de marcas chinesas) com Android são o motor de crescimento da plataforma do Google, e uma grande dor de cabeça para a Samsung.

Via Strategy Analyctics

Usuários do iOS são 7 vezes mais ativos que usuários do Android, afirma a Net Applications

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Segundo a Net Applications, os usuários do iOS são muito mais ativos que aqueles que utilizam dispositivos Android. E isso acontece mesmo com os dispositivos Apple ocupando uma fatia de mercado muito menor que o sistema da Google.

De acordo com as estatísticas baseadas na monitorização de 40 mil sites da internet, controlando o acesso a partir de diferentes plataformas e o tempo de atividade, vemos que mesmo com uma cota de mercado muito inferior ao sistema da Google (12% para o iOS, 85% para o Android), os usuários da plataforma da Apple conseguem obter praticamente o mesmo volume de atividade na rede que os usuários do Android.

Nos números que controlam o tempo de acesso, é a primeira vez que o Android supera o iOS. As demais plataformas contam hoje com números realmente baixos.

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Um dos motivos pelo “baixo” uso do Android é que grande parte dos smartphones seguem sendo utilizados basicamente para receber chamadas, onde os usuários escolhem modelos muito simples e baratos, sem utilizar com frequência a internet.

O relatório também é válido para anunciantes, que valorizam o tempo de atividade em uma plataforma, e a rentabilidade que podem obter com a mesma. Os desenvolvedores também ficam de olho, e pelo visto, seguirão dando prioridade ao iOS, mesmo sendo um sistema que vende menos.

E o relatório também satisfaz pessoas curiosas, como é o nosso caso.

Via Net Applications

Strategy Analytics: Android com 85% do mercado mobile no segundo semestre

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Os analistas de mercado da Strategy Analytics revelou os números das cotas de mercado mobile no segundo trimestre de 2014. É dispensável dizer que o Android segue como plataforma dominante. Mas é preciso saber o quão dominante ela é.

O Android absorveu 84.6% da cota de mercado do último trimestre, com 249.6 milhões dos 295.2 milhões de smartphones distribuídos, números praticamente iguais aos anunciados pela IDC. No segundo trimestre de 2013, o domínio do Android era de 80.2% do mercado.

Com isso, as demais plataformas registraram quedas. De forma mais discreta no caso do Windows Phone e do iOS, e mais acentuada no caso da BlackBerry.

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Crescendo em mercados em desenvolvimento

Na Europa, o relatório mostra que o Android possui 73% de cota no segundo trimestre, números parecidos com os divulgados pela Kantar Worldpanel (74%). Logo, o Velho Continente mostra um movimento contrário ao do restante do mundo, já que esse foi o menor crescimento do sistema operacional da Google em cinco anos.

O motivo? Os mercados emergentes estão alimentando mais as vendas, enquanto que em mercados desenvolvidos sofreram um movimento de estagnação. Por isso o interesse dos grandes fabricantes em propostas como o Android One e Windows Phone (esse último, sem licença), para se posicionarem melhor nesses mercados emergentes.

 

Xiaomi assume o quinto posto

Olhando para o lado dos fabricantes, a Samsung segue se mantendo líder, com uma vantagem considerável e com bons números. Porém, o crescimento das empresas chinesas (Huawei, Lenovo, Xiaomi) já é algo visível e claro, e aparecem como principais futuros adversários.

O caso mais chamativo é o da Xiaomi, que ainda está em mercados selecionados – China e adjacentes -, mas já possui a quinta posição em vendas, na frente de gigantes como LG, Sony e outros. É uma empresa muito pequena e jovem, que tem um longo caminho pela frente, mas já tem essa relevância toda, detendo 5% do mercado global, com mais de 15 milhões de smartphones distribuídos.

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Via Strategy Analytics

Mapa mostra qual sistema operacional móvel lidera nos principais mercados mundiais

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Em apenas dois anos, o mundos dos smartphones mudou muito, e em meio mundo. Agora, é possível ver tais mudanças de forma bem simples, com esse mapa desenvolvido pela Kantar Worldpanel.

Desde janeiro de 2012 até o último mês de março, o Android não fez outra coisa a não ser aumentar a sua fatia de mercado (além de aumentar os lucros para a Google), diante do desaparecimento do BlackBerry OS, e a ascensão do Windows Phone.

A Kantar publicou hoje  (28) os dados de cota de mercado do mês de março, e relativo às vendas do primeiro trimestre de 2014. E a história não é muito diferente do que já conhecemos: o Android segue liderando com larga vantagem, o iOS é forte nos EUA e Japão, mas nem tanto na Europa ou China, a BlackBerry desaparece por completo em mercados como o da Espanha, e o Windows Phone ainda custa aumentar a sua participação no mercado, apesar de já contar com a segunda posição no Brasil a algum tempo.

Mas o mais interessante é ver a evolução no tempo. O mapa interativo mostra as estatísticas de mercado de 12 países (incluindo o Brasil) entre janeiro de 2012 e março de 2014.

Em países como Argentina e México, o Windows Phone conta com as maiores cotas de mercado, com 12.9% e 7.3%, respectivamente. Na Espanha, o iOS registrou um leve aumento, por conta das vendas dos novos iPhone 5s e iPhone 5c. Já no Brasil, o Android segue como líder soberano, enquanto que o iOS se concentra nas mãos de apenas 3% dos usuários, ficando atrás do Windows Phone (5.5%).

O mapa ainda deixa de lado muitos países importantes em suas estatísticas, mas ao menos é um começo de um estudo que pode ser promissor mais adiante.

Via Kantar Worldpanel

IDC confirma: 78.6% da cota de mercado de smartphones em 2013 ficou nas mãos do Android

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A dominância do Android é algo indiscutível. Vemos muitos iPhones, alguns dispositivos com Windows Phone, e um mar de smartphones Android todos os dias. E o último relatório da IDC sobre o comportamento do mercado mundial em 2013 confirma tudo isso: o Android lidera o mercado de sistemas operacionais móveis, com quase 80% de participação, e um aumento de 9.6% em relação ao ano de 2012.

O dado mais impactante revelado pelo relatório da IDC é que todas as plataformas, menos o Android (óbvio) e, curiosamente, o Windows Phone, perderam cota de mercado. O iOS saiu dos 18.7% em 2012 para 15.2% em 2013, uma queda bem significativa (considerando o crescimento do Android e do Windows Phone). Mesmo assim, o sistema da Apple ainda segue muito bem no mercado, já que em 2013 distribuiu 153.4 milhões de smartphones, contra 135.9 milhões em 2012.

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O Windows Phone conta hoje com 3.3% de cota de mercado. Ainda está bem longe do iOS, e anos-luz do Android. Porém, o sistema da Microsoft foi a única plataforma que seguiu a tendência de alta do Android. Mesmo que esse crescimento tenha sido tímido (0.9%). Mas é uma tendência positiva. Algo que não podemos dizer o mesmo do iOS e do BlackBerry OS.

No caso do BlackBerry OS, a queda é ainda mais assustadora. Saiu de 4.5% em 2012 para 1.9% de 2013. 2.6% podem não parecer muito, mas é uma perda importante, ainda mais olhando para os números dos demais sistemas.

Como será o ano de 2014 para os sistemas operacionais móveis?

A vantagem do Android é tão acachapante, que é muito pouco provável que o sistema comece a sentir os sinais de queda em 2014. Também é pouco provável que o iOS vai sentir grandes flutuações, uma vez que a Apple segue com uma base de fãs fiéis, que compram os seus produtos. Vamos ver se isso continua assim, caso a Apple lance um iPhone com tela de 5.5 polegadas (quero ver se quem chamava o Samsung Galaxy SIII de “havaianas” vai dizer o mesmo do iPhone “iPad mini mini”). 

Android e iOS carregam, juntos, avassaladores 93.8% do mercado mobile de 2013. Os números devem ser os mesmos em 2014. por outro lado, a Microsoft pode se apresentar como terceira competidora, ainda mais depois da compra da Nokia e uma nova versão do Windows Phone a caminho.

Para a BlackBerry, resta a tentativa de sobrevivência, não só por conta dos líderes do mercado, mas também com a chegada de propostas interessantes de sistemas operacionais móveis, como o Firefox OS, o Tizen e o Ubuntu.

Via IDC

Ninguém está vendo? A grande ameaça é o Windows Phone…

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Eu sei que eu fui um daqueles que estavam um pouco céticos sobre isso, e essa frase soa mais como brincadeira do que uma profecia mais séria. Porém, o fato é que o mundo da telefonia móvel é muito mais dinâmico do que você pode imaginar. E é ótimo escrever sobre esse mundo, pois ele não é monótono. Mais: em muitos casos, ele é imprevisível.

Hoje, se alguém fala que vai comprar um smartphone, não dá mais para dizer que só podemos recomendar um Android ou um iPhone. A dualidade que havia se consolidada em uma batalha que começou em 2008, com um Android dominando o mercado mobile atual de forma voraz, e um iOS que mantém respeitáveis dois dígitos de mercado tem um terceiro personagem. Tímido, discreto, mas ameaçador: o Windows Phone.

A grande massa de usuários pode ter se acostumado com a luta dos dois gigantes (de Mountain View e de Cupertino), e se dividem em dois grandes grupos de pessoas doentes entusiastas: os Apple Fanboys ou os Google Fandroids. Temos que levar em conta que, quando um membro desses dois grupos defende de forma apaixonada uma das plataformas ao mesmo tempo que ridiculariza a outra, as duas marcas dão as mãos: tudo o que elas mais querem são nichos de mercado bem definidos e diferenciados, para continuar a explorar esses nichos de forma competente.

Análises trimestrais da IDC ou da Gartner mostram que o mercado convive bem com isso há muito tempo. Porém, já vemos o terceiro concorrente se aproveitando das reclamações dos dois grupos para avançar posições, de forma lenta, porém, precisa. E, convenhamos: não estamos falando de um intruso qualquer. É ninguém menos que a Microsoft.

A gigante de Redmond chegou um pouco tarde nessa festa, e no meio desse tumulto todo, priorizou o desenvolvimento de sua plataforma, ficando um pouco de lado da briga direta de vendas. Apostaram na única vantagem comparativa que um sistema recém chegado ao mercado oferece (o Windows Mobile não conta – o mundo quer esquecer que aquilo existiu): aprender com os erros dos seus rivais, e tentar melhorar o produto que está oferecendo.

Ok, você quer que eu lembre da BlackBerry. Pois não.

A BlackBerry apostou na defesa de posições: a empresa canadense era forte nesse mercado, mas por não ter atualizado o seu sistema operacional a tempo, se encontrou completamente indefesa nessa guerra. Era como enfrentar metralhadoras e canhões com estilingues. Resultado: está semi-morta. E, me desculpem os seus defensores, mas o aporte de US$ 1 bilhão é a melhora da morte. Veremos se em novembro de 2014 estaremos falando da BlackBerry.

O Windows Phone evitou inicialmente o confronto direto, e dedicou um grande tempo no desenvolvimento na sua plataforma. E, ao que tudo indica, esse tempo investido está se revertendo em resultados mais sólidos a longo prazo.

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E a Microsoft levou um bocado de tempo para alcançar o seu primeiro objetivo: oferecer um produto de qualidade, que é apreciado pelo usuário. Hoje, o Windows Phone conta com um dos índices de satisfação mais elevados entre os usuários de dispositivos móveis, e dizer isso deixou de ser uma piada quando em abril de 2013 a plataforma se transformou na mais valorizada entre os norte-americanos. Sim, o desacreditado que entrou por último no bar começou a pegar as gatinhas que estavam dando sopa (e que pertenciam aos outros caras, que chegaram antes no mesmo bar).

Os usuários que testaram o Windows Phone estavam encantados, o que é algo sempre melhor do que estar contente com alguma coisa. Sim, eu sei, são poucos usuários. Mas esses poucos estão muito felizes, e não estão dispostos a abandonar essa felicidade.

Porém, a Microsoft não diminuiu o ritmo de avanço, e tomou medidas para garantir que no seu ecossistema não faltará um só aplicativo de primeiro nível, algo que poderia fazer com que os usuários cogitassem outras plataformas. O Instagram foi uma das conquistas mais complexas, mas deu uma boa mostra do desejo da marca em oferecer ao usuário mais argumentos para que ele fique no Windows Phone por vontade própria.

Porém, nessa estratégia expansiva, uma plataforma não é nada se não tiver um hardware sólido. É fato que os fabricantes de smartphones fizeram notáveis esforços para somar esses dois mundos, mas tal e qual como reconheceu de forma acertada a Microsoft, a experiência excelente se obtém quando hardware e software andam juntos na mesma estrada. É sempre bom lembrar que a Microsoft aprendeu essa lição que foi dada de forma bem clara e evidente pela Apple.

Por isso, o romance Nokia/Microsoft começou de forma apaixonada, e pouco tempo depois, a gigante de Espoo se transformou na empresa eleita da gigante de Redmond para unificar esses dois mundos. E começou isso através da linha Lumia, onde a cada lançamento, a Nokiasoft apresentava mais argumentos positivos para que os usuários encantados apostassem na plataforma (na típica estratégia de retenção), oferecendo novas experiências, através da inovação.

O resultado de tudo isso? Pois não.

O Windows Phone cresceu nada menos que 123% no último trimestre (terceiro trimestre de 2013). O sistema registra meses consecutivos de aumento na base de usuários, e a Nokia pela primeira vez registra lucros trimestrais, depois de anos de prejuízos. Um dos motivos para tudo isso acontecer está nas inovações que a Nokia promove em seus dispositivos, e um usuário que já está de saco cheio desse duopólio Android + iPhone pode ficar cada vez mais tentado em se aventurar em novas águas, e deixar que os fanboys desses dois grupos se estapeiem e se xinguem de forma tola.

É óbvio que o Windwos Phone está BEM LONGE de ser um perigo real e imediato para as duas plataformas gigantes do mercado mobile. Mas, se eu tivesse que apostar o meu dinheiro no futuro (e, se eu fizesse isso, seria em um “online casino“), eu diria que, a partir de agora, Google e Apple precisam ver o Windows Phone (e a Microsoft) como uma ameaça desde já. Até mesmo para não repetir os erros do passado da Nokia e da BlackBerry.

Com informações do WMPoweruserComputerWorld

Pesquisa mostra os melhores índices de usabilidade dos sistemas operacionais móveis entre os usuários

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Usabilidade é uma das palavras mais importantes do universo dos sistemas operacionais móveis. Em muitos casos, esse é o fator decisivo para a escolha final de um determinado dispositivo, e pode pavimentar todo um caminho de sucesso para um fabricante. Para muitos de nós, trabalhar com sistemas operacionais com interfaces diferentes é algo comum e até necessário. Mas para a maioria, não é. Logo, é sempre preciso saber o quão fácil é para os usuários em trabalhar com um determinado sistema móvel?

Uma pesquisa conduzida pela Pfeiffer Consulting responde essa pergunta em partes. Ao consultar diferentes usuários sobre a usabilidade dos seus dispositivos, e o seu índice de satisfação com esses sistemas, temos confirmada uma verdade que vem sendo propagada a algum tempo: o iOS continua a ter a melhor e mais eficiente usabilidade entre os principais sistemas operacionais móveis.

O iOS 7, mesmo com poucos dias de disponibilidade para o grande público, já possui um índice de satisfação de 73%, segundo é claro os dados da pesquisa. Na sequência, o iOS 6 ainda mantém ótimos 70% de aprovação na usabilidade.

Um dado curioso está na terceira posição. O “Android da Sasmsung” possui 57% de aprovação na sua usabilidade, o que prova duas coisas. A primeira, e a mais óbvia, é que isso acontece porque, de forma clara, a Samsung é a maior vendedora de smartphones Android do mercado. A segunda é que, por causa da fragmentação (e por ser um sistema aberto e livre para modificações das mais diversas), algumas pessoas (pelo visto, muitas) associam os sistemas da fabricante em questão (ou das suas interfaces de usuário), ao sistema operacional em si, e não como um sistema universal. É algo, no mínimo, interessante de ser observado.

Por fim, o Windows Phone 8 foi considerado o menos funcional na sua usabilidade, com apenas 47%, ficando atrás inclusive da BlackBerry, que ficou com 56%. Para o instituto que fez a análise, o Windows Phone 8 ainda é definido como “desafiador”, e alguns usuários podem ficar perdidos com a rigidez de sua interface, que não permite muitas customizações, além do fato do sistema da Microsoft não contar com a mesma quantidade de aplicativos que os usuários desejam.

Via Ubergizmo

Android perde usuários nos dispositivos móveis pela primeira vez nos Estados Unidos

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Começam a aparecer os primeiros sinais de diminuição do número de usuários Android nos Estados Unidos. Os resultados do estuo também mostram outra tendência: que o número de usuários do iPhone cresceram mais do que os usuários Android nos últimos seis meses, ainda que não sejam suficientes para que o sistema da Apple supere a plataforma da Google em um curto espaço de tempo.

O estudo realizado pela ASYMCO revela que as vendas de smartphones Android não variaram, experimentando um cenário de estagnação. Enquanto isso, a Apple teve uma evolução significativa nas vendas, e pode até retomar a liderança de vendas nos Estados Unidos a longo prazo, com o lançamento dos novos modelos previstos para o mês de setembro.

A terceira posição entre os sistemas operacionais pertence ao Windows Phone. Sobre a BlackBerry, a situação da empresa nos Estados Unidos é muito preocupante, uma vez que este era o mercado onde os usuários ainda seguiam apostando nos produtos da marca.

Voltando ao Android, o que aconteceu com o sistema operacional ainda não é um desencanto repentino dos usuários, mas sim que os novos usuários não estão optando pelos smartphones com esse sistema quando compram o seu primeiro smartphone. Um dos motivos dessa mudança de tendência está na fragmentação do Android, que poderia estar confundindo os novatos, que preferem optar por sistemas mais definidos, como o iOS ou o Windows Phone.

Mas isso, na teoria. Temos que esperar mais seis meses para saber se isso tudo se confirma na prática.

Via ASYMCO

Windows Phone se estabiliza na terceira posição do mercado de sistemas operacionais móveis

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Demorou, mas aconteceu. Mesmo com os novos modelos BlackBerry Z10 e Q10 disponíveis no mercado desde o segundo trimestre de 2013, as vendas dos smartphones da fabricante canadense seguem em queda, em um mercado que ainda regista boas vendas. Nessa equação, quem aumentou a sua participação foi a Microsoft, com o seu Windows Phone, que se estabeleceu na terceira posição de vendas entre os sistemas operacionais móveis do mercado.

O Windows Phone ultrapassou o BlackBerry 10 nas vendas mundiais registradas ao longo do segundo trimestre de 2013 (compreendido entre os meses de abril e junho). O cenário chama a atenção, principalmente se levarmos em conta que, nesse mesmo período do ano passado, o cenário era completamente o inverso.

Com isso, o cenário atual começa a ficar mais claro. O Android segue como líder absoluto do mercado mobile, deixando o iOS na segunda posição, com uma desvantagem absurda, mas é um segundo lugar sólido. Para a Microsoft, ficar com a terceira posição não deixa de ser uma vitória, uma vez que pode dizer que é a que está mais presente no mercado, depois daqueles sistemas considerados “onipresentes”.

Quem revela esses dados é a IDC, que publicou hoje (08) o seu relatório trimestral de market share do mercado mobile. Segundo esses dados, o número de dispositivos com o sistema Windows Phone cresceu 77.6% em 12 meses, enquanto que os dispositivos com o sistema BlackBerry registraram quedas de vendas de 11.7%. Em um mercado que ainda está em crescimento (apesar do temor da proximidade do ponto de saturação), os números da BlackBerry também deveriam estar em alta. Porém, ainda que a maioria de suas vendas sejam originárias dos modelos Z’10 e Q10, os dados não deixam de ser um balde de água congelada para os canadenses.

Por outro lado, a guerra para a Microsoft ainda não terminou. Mesmo com o aumento expressivo nas vendas, o Android e o iOS ainda estão muito na frente do Windows Phone. As vendas globais dos dois líderes do mercado mobile, combinadas, aumentaram em 13.2% durante o segundo trimestre de 2013. Ou seja, podemos dizer, sem medo de errar, que os sistemas da Google e da Apple ainda serão dominantes nesse segmento por muito tempo.

A conclusão que podemos tirar de todos esses números não pode ser outra: as gigantes do mercado seguem sendo gigantes, com números de venda que ajudam a manter Android e iOS na liderança Por outro lado, o terceiro colocar já tem um dono: o Windows Phone. Já a BlackBerry tem que trabalhar muito para tentar recuperar esse posto. E quanto mais o tempo passa, a impressão que dá é que a missão dos canadenses é cada vez mais complicada.

Uma última informação: do mercado de smartphones com Windows Phone, 80% desses dispositivos são fabricados pela Nokia. Nenhuma surpresa aqui, certo?

Via Gadgetos

No final de 2012, Google e Apple podem concentrar 98% do mercado mobile, diz analista

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Que Google e Apple dominam o atual mercado de sistemas operacionais móveis, isso é um fato que eu, você e até a sua mãe, que nem programar o microondas direito, sabem. O que não se imaginava é que esse domínio poderia ser tão amplo. Pelas últimas estimativas realizadas, até o final de 2012, essas podem ser as duas empresas dominantes no setor, tomando de assalto (quase que) completamente o mercado.

De acordo com o analista da Global Equities, Trip Chowdhry, se combinarmos a participação global de Apple e Google no mercado mobile, a expectativa é que, no final de 2012, essas duas empresas concentrem 98% de market share, deixando os sistemas Symbian, S40 (Nokia), BlackBerry (Research in Motion) e Windows Phone (Microsoft) totalmente irrelevantes nesse universo.

A polêmica declaração foi feita durante uma entrevista para Todd Weiss, jornalista do eWeek. Chowdhry diz, com todas as letras: “não teremos espaço para um terceiro concorrente. Nokia, Microsoft e RIM vão agonizar, disputando os dois por cento restantes do mercado”. Tal declaração beira a um cenário apocalíptico, e o próprio analista afirma que o mundo está se direcionando para uma disputa ente apenas dois sistemas operacionais móveis. E, com todo respeito, esse é um mundo muito chato.

Chowdhry chega a esta conclusão se baseando em conversas com 15 diferentes desenvolvedores de sistemas operacionais móveis diversos, analisando o entusiasmo com cada sistema e os seus planos futuros dentro desse cenário de mobilidade.

De fato, o estudo é controverso. Particularmente, não imagino o Windows Phone 8 sendo tão irrelevante assim no cenário mobile em um futuro a médio e longo prazo. Primeiro, porque eles contam com parcerias com Nokia e Samsung, que ainda são nomes muito populares no segmento de mobilidade. Segundo, porque a própria Microsoft está fazendo a lição de casa com o seu sistema, e com sua proposta para um ecossistema de produtos mais completo e integrado. Logo, naturalmente, temos muitas pessoas empolgadas com os futuros smartphones com o sistema Windows, e isso pode fazer com que esse cenário terrível não se concretize.

Via PCMag