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Review Comparativo | LG G4 vs LG G3

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Em setembro de 2014, tive a oportunidade de fazer o comparativo entre o LG G3 e o LG G2, dois modelos que estavam em destaque na época por motivos distintos. O LG G2 ainda era visto como um dispositivo muito competente, e uma ótima relação custo-benefício. E o LG G3 era um modelo recém lançado no mercado, o que naturalmente acaba atraindo os holofotes dos usuários.

E nesse post, a experiência se repete. Tive a oportunidade de ficar com o LG G4 por duas semanas, e pude comparar o seu desempenho e características com o LG G3 que recebi da LG do Brasil. Nesse período, pude fazer um breve comparativo entre os dois dispositivos, nas suas características físicas e técnicas. O objetivo aqui é mostrar o quanto o novo modelo melhorou em relação ao dispositivo lançado no ano passado.

Tal comparativo visa ajudar o consumidor a determinar qual é a melhor escolha, dentro das suas necessidades e condições econômicas. Vale a pena investir no LG G4, sendo este consideravelmente mais caro que o LG G3? As diferenças são significativas a ponto de justificar o preço mais caro? Ou ainda vale a pena investir no modelo do ano passado?

Respostas a seguir.

 

Características Físicas

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Tal como aconteceu no ano passado, as mudanças de design entre o LG G4 e o LG G3 são perceptíveis aos olhos, mas dessa vez, são um pouco mais sutis. Os dois modelos seguem a mesma linha de design geral, o que me leva a crer que os usuários aprovaram a proposta do ano passado – e, de fato, o LG G3 ainda é um dispositivo visualmente muito elegante -.

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Apesar dos dois modelos contarem com o mesmo tamanho de tela (5.5 polegadas), o LG G4 é visivelmente maior que o LG G3, se aproximando ainda mais de um phablet, e seguindo a tendência de mercado, que cada vez mais está voltado para os dispositivos com telas maiores. Algumas pessoas podem torcer o nariz para isso, mas é o que o cenário atual se mostra, e todos os fabricantes apontam para o caminho de lançar smartphones com telas com grandes dimensões.

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No modelo do ano passado, temos curvas mais acentuadas, enquanto que no dispositivo desse ano, temos linhas mais retas. Essa é uma melhoria que a LG deixou claro que faria, pois esta é uma das pilastras de evolução nesse modelo. Particularmente, os dois modelos me agradam, mas o LG G4 tem um ar mais refinado, moderno, com um ar de dispositivo premium, independente do seu acabamento.

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Os detalhes do dispositivo, como nas partes frontal (posterior e inferior) receberam poucas alterações, onde os elementos basicamente permaneceram no mesmo lugar.

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Outra diferença perceptível entre os dois modelos está na espessura entre os mesmos. O LG G4 é visivelmente mais fino que o LG G3, e esse é outro detalhe que a LG enfatizou durante a apresentação do modelo desse ano. A sua baixa espessura deixa o dispositivo ainda mais elegante e ‘premium’, por assim dizer.

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Sem falar que a tela do LG G4 é levemente curvada, outra solução adotada para enfatizar o design considerado mais top de linha, e um diferencial importante em relação aos seus concorrentes. O LG G3 possui uma tela muito mais ‘flat’. Aliás, a LG decidiu investir um pouco mais na solução de tela curva apresentada nos modelos G Flex nesse novo dispositivo, mas de forma menos acentuada, até mesmo para diferenciar as duas linhas de dispositivos.

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Na parte traseira, poucas mudanças. A disposição dos elementos permanece a mesma, onde apenas os botões de liga/desliga/bloqueio de tela e controle de volume foram alterados, e de forma bem discreta.

É claro que temos que destacar os materiais adotados nos dois modelos na sua carcaça traseira. O LG G4 oferece como acabamento uma bela carcaça de couro, que é realmente muito agradável ao toque, oferecendo um agarre excelente e uma qualidade diferenciada para um dispositivo do seu porte. Além disso, a carcaça de plástico do modelo lançado esse ano é de melhor qualidade que aquela presente no LG G3, que é mais fina.

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Internamente, a disposição dos elementos de hardware são as mesmas, e a LG não fez alterações drásticas, até mesmo porque não haviam muita necessidade de promover grandes mudanças nesse sentido.

 

Tela

Os dois modelos contam com telas de 5.5 polegadas, com resolução de 1440 x 2560 pixels, e densidade de 538 pixels por polegada. A diferença entre as duas telas se faz evidente por conta das tecnologias adicionadas pela LG no LG G4.

Para começar, a tela do G4 é curvada, algo que já abordamos no item anterior. Essa característica não só oferece uma diferença no design do dispositivo, mas também aumenta a imersão na visualização de conteúdos, principalmente nos vídeos em alta definição e jogos.

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Uma das inovações do LG G4 é a sua tecnologia IPS Quantum Display, que ajuda na oferta de uma qualidade final de imagem mais ajustada à sua resolução Quad HD. Se comparado com o LG G3 (que já possui uma qualidade de imagem elevada para um dispositivo do seu porte), a diferença é realmente significativa.

Aqui, temos uma das evoluções mais evidentes do modelo novo para o antigo. Presencialmente, o LG G4 oferece imagens mais vibrantes e com um resultado final superior, mesmo contando com a mesma resolução que o G3. A Quantum Display acaba fazendo toda a diferença na hora de visualizar fotos e vídeos, tanto para o conteúdo produzido pelo próprio smartphone como para aqueles via  streaming ou armazenados posteriormente no dispositivo.

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Temos aqui uma das mais destacadas diferenças entre os dois modelos. A LG quis enfatizar essas melhorias, e o resultado final é uma qualidade de imagem superior do modelo novo. Porém, entendo que os usuários menos exigentes ficarão satisfeitos com os resultados entregues pelo LG G3.

 

Sistema Operacional e Interface do Usuário

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Enquanto o LG G3 recebeu o Android 5.0 Lollipop em fevereiro desse ano, o LG G4 já conta com o Android 5.1 Lollipop pré-instalado. Esta é uma das versões mais recentes do sistema operacional do Google, e a perspectiva é que o modelo mais novo seja mais ‘atualizável’ por mais tempo, apesar do modelo lançado no ano passado ainda contar com algum tempo de suporte. Mesmo assim, esse é um fator a ser considerado na hora da compra.

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Em linhas gerais, a interface de uso não recebeu muitas modificações. A ideia geral dessa interface é a mesma nos dois modelos, com a diferença que no LG G4 tudo já está otimizado para o Lollipop, como por exemplo nas transições e animações de tela. Fora isso, não temos diferenças tão gritantes entre as duas versões. Logo, quem optar ou por um ou por outro só vai perder os recursos específicos e alguns elementos gráficos.

 

Qualidade de Áudio

Aqui, mais uma evolução nítida. Se o LG G3 possui uma qualidade de áudio nitidamente superior em relação ao LG G2, o LG G4 repete a dose com o LG G3.

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Temos no modelo lançado esse ano alto-falantes realmente potentes, com elevado volume e qualidade final superior em relação ao modelo do ano passado. Esse fator é importante, já que a imersão da experiência multimídia é muito maior. Para quem gosta de jogos, vídeos e filmes no smartphone, esse é um fator que deve ser levado em consideração na hora de escolher o seu modelo.

 

Câmera

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Aqui estão as mais gritantes diferenças entre os dois modelos. O LG G3 possui um sensor traseiro de 13 megapixels (f/2.4) com tamanho de 3.06 polegadas, enquanto que o LG G4 conta com uma câmera de 16 megapixels (f/1.8) e sensor de 2.6 polegadas. Ou seja, aqui já temos especificações de hardware bem diferentes, onde o modelo novo recebeu melhorias significativas.

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Mas não é só isso. O LG G4 conta também com o novo modo de controle manual de câmera, algo muito bem vindo para os usuários mais experientes. Com ele, é possível realizar ajustes avançados das configurações da câmera, como por exemplo ISO, brilho, exposição, entre outros. Algo inédito nessa linha, e que é um diferencial inclusive diante dos concorrentes de outros fabricantes.

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LG G3

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Com isso, o resultado final das fotos é sensivelmente afetado. O LG G4 oferece um resultado final de fotos significativamente superior em relação ao LG G3, que até oferece fotos de boa qualidade, mas não nesse nível. Imagens capturadas em diferentes condições de luminosidade no novo modelo resulta em fotos com uma qualidade muito melhor do que o modelo lançado no ano passado, que apresentava alguns problemas nas fotos com baixa luminosidade, por conta do ruído capturado.

O sensor a laser se mantém nos dois modelos, mas é possível perceber que no LG G4 ele trabalha melhor com o sistema de estabilização óptica. Com isso, as imagens em movimento ficam ainda melhor capturadas, e combinado com as melhorias de software, temos um resultado final que entrega resultados muito interessantes.

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A câmera frontal também oferece melhorias bem interessantes. Enquanto que o LG G3 possui um sensor de 2.1 megapixels, o LG G4 aposta pesado em um sensor de 8 megapixels, claramente pensado nas selfies. Além disso, o novo software de câmera oferece novas funcionalidades ao recurso de registrar a foto sem o contato com o smartphone, com a opção de registrar mais de uma imagem.

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LG G3

Mas nada disso teria resultado se o sensor não entregar fotos com uma qualidade melhor. E é isso o que acontece. A melhora da qualidade final das fotos da câmera frontal do LG G4 é significativamente melhor do que aquela oferecida pelo sensor frontal do LG G3, que assim como aconteceu no LG G2, apresentava uma elevada taxa de compressão de software (na tentativa de corrigir o ruído em ambientes de baixa luminosidade), entregando imagens com um resultado um pouco artificial.

Para quem prioriza uma alta qualidade de captação de imagem, o LG G4 é altamente recomendado.

 

Games

Os dois modelos contam com um hardware potente o suficiente para rodar qualquer tipo de jogo, independente do seu nível de exigência de recursos. Nesse aspecto, o usuário não precisa se preocupar muito em qual modelo escolher. Os dois são igualmente capazes de rodar os seus títulos favoritos.

LG G4

LG G4

É claro que, pela natureza de contar com um hardware atualizado, o LG G4 executa tudo com maior fluidez e desenvoltura, sem falar que (de novo) a tela curva com a tecnologia IPS Quantum Display faz toda a diferença na imersão desses títulos.

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LG G3

Porém, apenas os mais exigentes vão se prender a esses detalhes. Os usuários que só querem um bom smartphone para rodar os seus jogos pode muito bem escolher o LG G3, que vai se divertir sem maiores problemas. Se o seu critério principal é esse, entendo que não é necessário o investimento a mais apenas para os games. Os dois modelos cumprem bem o papel, sem diferenças gritantes que justifiquem o investimento a mais pela maioria dos usuários.

 

Bateria

Curiosamente, o LG G3 possui uma autonomia de bateria um pouco maior que o LG G4 (2940 mAh contra 2900 mAh). Porém, essa diferença é insignificante se o uso do dispositivo for intensa nos dois casos.

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LG G4

Esse parece ser um problema que a LG precisa administrar. No LG G2, eles receberam elogios pelo equilíbrio entre desempenho, boa gama de recursos exclusivos, Android personalizado e autonomia de bateria. Isso se perdeu um pouco no LG G3, e no LG G4, a relação ainda se apresenta um pouco deficitária. Talvez por conta do hardware potente que o modelo lançado esse ano possua, e por conta da tela de grandes dimensões e resolução.

A LG pensou no design, na tela e na câmera do LG G4, mas parece ter se esquecido da bateria. Assim como acontece com o LG G3, se o usuário tiver um consumo mais intenso da bateria do novo smartphone, as chances da mesma não sobreviver ao dia de uso são consideráveis. Ou você leva o carregador consigo, ou você usa com uma certa moderação.

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LG G3

O mesmo aconteceu com o LG G3, e isso poderia ser repensado pela LG nas futuras versões dessa série. Acho que tão importante quanto ter um smartphone bonito, com uma excelente tela e ótima câmera é ter uma autonomia de bateria que aguente pelo menos um dia intenso de uso antes de uma recarga. Não devemos nos esquecer que estamos cada vez mais conectados e, com isso, utilizando mais e mais recursos do dispositivo. E para manter tudo funcionando, haja bateria.

 

Desempenho

Em linhas gerais, os dois smartphones oferecem um bom desempenho para as principais atividades da maioria dos usuários (navegação na internet, leitura de e-mails, acesso às redes sociais, fotos, vídeos, reprodução de vídeos por streaming, etc). Os dois modelos podem satisfazer bem aos anseios dos usuários que apenas buscam um modelo top de linha, ou um dispositivo que será utilizado por pelo menos dois anos, sem pensar em uma troca tão cedo.

Aqui, também fica evidente que, nas tarefas mais pesadas (reprodução de vídeos armazenados no dispositivo em alta definição e jogos), o LG G4 entrega um resultado final nitidamente superior. Tudo acontece por conta da natureza do seu hardware melhor e em um conjunto hardware + software bem assentado. O LG G3 também vai bem nesse aspecto, mas não é um resultado tão limpo e fluído.

De qualquer forma, não descarte a hipótese de encontrar bons resultados no LG G3. Aliás, com a chegada do LG G4, o modelo lançado no ano passado se tornou automaticamente uma opção muito interessante, pois tem hoje uma oferta de preço que é muito vantajosa em relação aos concorrentes de outros fabricantes, sendo uma excelente opção para aqueles que não querem gastar tanto em um smartphone top de linha.

 

Conclusão

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O LG G4 é sim bem superior ao LG G3 em aspectos considerados pontuais e relevantes para muitos usuários. As diferenças são perceptíveis durante o uso do dia a dia, e entendo que a LG foi bem sucedida nas melhorias que eles queriam aplicar no novo modelo.

O grande obstáculo para a maioria dos usuários é o fator preço. A diferença de valor entre os dois modelos é mais que o dobro (é possível comprar o LG G3 hoje com um preço inicial sugerido de R$ 1.150, enquanto que o LG G4 ‘mais barato’ que encontrei custava em torno de R$ 2.500), e isso pode fazer com que muita gente simplesmente opte pelo modelo do ano passado por conta disso.

O meu conselho? Bom, se você não se preocupa com o fator câmera, e não está com muita pressa para receber o Android 5.1, o LG G3 pode ser uma boa escolha. Ele ainda é um modelo muito competente, ficando em pé de igualdade com os seus concorrentes diretos de valor e período de lançamento. Entendo que a maioria dos usuários não devem precisar de todos os diferenciais presentes no LG G4.

Por outro lado, se você gostou de tudo o que o LG G4 oferece, e está com toda essa ‘bala na agulha’ para adquirir o novo modelo, faça o investimento sem medos. Certamente será considerado um dos melhores smartphones de 2015, e as melhorias são relevantes demais no dia a dia para serem descartadas. Logo, entendo que para quem pode, vale a pena gastar a mais. Nada melhor do que ter um dispositivo top de linha no bolso, não é mesmo?

Para ler o review do LG G3, clique aqui.

Para ler o review do LG G4, clique aqui.

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LG G3

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LG G4

Review Comparativo | Motorola Moto X 2ª Geração vs Motorola Moto G 2ª Geração (2014)

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O último review de 2014 será um comparativo entre dois dos lançamentos de maior destaque do ano. A Motorola deu continuidade ao legado deixado pelos modelos lançados no ano passado – Moto X e Moto G -, e lançou nesse ano a segunda geração dos dois dispositivos. As atualizações são bem vindas, e são oferecidas ao consumidor com o mesmo valor dos smartphones lançados no ano passado (o que pode ser considerado uma vitória). Mas… onde estão as diferenças entre os produtos?

Com as novas versões, alguns usuários imaginam que as duas versões se aproximaram no desempenho e características gerais. Por outro lado, as novas versões contam com diferenças substanciais, e por conta disso, a relação custo/benefício pode variar de usuário para usuário. O objetivo desse comparativo não é determinar qual é o melhor dos dois (todos nós sabemos que é o Moto X 2014), mas sim quais são essas diferenças, e para qual tipo de usuário cada modelo é indicado.

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Esteticamente, os dois modelos são muito semelhantes, mas podem ser perfeitamente identificados com uma simples primeira olhada. E os novos modelos deixam isso bem mais claro do que os modelos de 2013. O Moto X 2014 conta com um acabamento mais ‘premium’, com laterais metálicas e três opções de acabamento na parte traseira. Isso já é o suficiente para que a grande maioria dos usuários consiga diferenciar um modelo do outro.

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Já o Moto G 2014 se aproxima mais do modelo lançado no ano passado, mas com um evidente tamanho de tela maior, e os dois alto-falantes frontais, que fazem uma grande diferença na hora de reproduzir o áudio no dispositivo. O que também torna o modelo facilmente identificável em relação ao Moto G 2013 (sempre temos os desavisados nesse aspecto).

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Aqui, vemos claramente como a Motorola decidiu diferenciar o tamanho dos dois alto-falantes frontais. Não sabemos exatamente o motivo para tal decisão. Pode ser apenas uma decisão estética (ou de identificação visual), ou se tal escolha tem influência direta no design dos dois produtos, principalmente no caso do Moto X 2014, para manter a baixa espessura do produto.

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De novo, destacamos a baixa espessura dos dois modelos, além do tipo de acabamento para cada um deles. O Moto X 2014, quando visto de perto, é mais chamativo e vistoso, mas o Moto G 2014 não fica muito atrás. É mais simples e sóbrio, e isso pode agradar em cheio a um número considerável de usuários.

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Visão geral da parte superior dos dois dispositivos. Detalhe para o Moto X 2014, com a gaveta para o SIM card, que mudou de lugar em relação ao Moto X 2013.

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Visão geral da parte inferior dos dois dispositivos.

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Na parte traseira dos dois dispositivos, mais diferenças que ajudam na identificação e até na formação de conceito dos dois modelos. O Moto X 2014 possui pelo menos três tipos de material para acabamento na parte traseira, que não é removível. Já o Moto G 2014 possui uma traseira removível, mas com um plástico com acabamento levemente emborrachado, que pode ser trocada pelo usuário na versão com 16 GB de armazenamento.

Mas… calma. Não é só isso.

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Outra diferença bem destacada está nas suas câmeras. Além da diferença técnica entre os sensores, o Moto X 2014 possui uma estrutura de flash LED duplo, que promete uma melhor captação de imagens em ambientes com baixa luminosidade, e contornando o sensor fotográfico do dispositivo. Já o Moto G 2014 possui sim um novo sensor de 8 megapixels, mas com um flash LED simples.

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Por último, mas não menos importante, o Moto G 2014 oferece acesso aos slots SIM card e microSD, dois grandes diferenciais do modelo de linha média. Aliás, além de um sensor fotográfico mais poderoso, um dos pedidos dos usuários do Moto G era a presença de um slot de expansão de memória, para tornar a proposta ainda mais atraente. Talvez esteja faltando aqui as redes 4G (presente no Moto G 2013 em versão single, lançada posteriormente) e melhorias no hardware (que é basicamente o mesmo do ano passado), mas não podemos ter tudo, não é mesmo?

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No sistema operacional, uma boa notícia para todos. A Lenvoo está fazendo um trabalho excelente nas atualizações dos seus dispositivos, e tanto o Moto X 2014 como o Moto G 2014 contam com o Android 5.0 Lollipop confirmados – e em alguns casos já instalados. Para os usuários que buscam uma experiência de uma interface de usuário mais limpa e próxima daquela que o Google idealizou, os dois modelos são altamente recomendados.

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Na parte dos games, os dois dispositivos são bem competentes. Pela superioridade técnica, o Moto X 2014 é naturalmente mais recomendado para os gamers mais convictos. Porém, o Moto G 2014 não faz feio, apesar de apresentar gráficos levemente simplificados em alguns títulos. A jogabilidade no modelo de linha média não fica tão comprometida assim, e os gamers mais casuais podem ficar satisfeitos com os resultados obtidos.

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Na bateria, poucas coisas mudaram nos dois dispositivos. O Moto X 2014 pode sobreviver a pelo menos um dia de uso moderado, e o Moto G 2014 pode durar um pouco mais que isso, no mesmo perfil de uso. As bateria dos dois dispositivos não variaram muito de tamanho, o que é uma pena, já que a tela dos dois modelos aumentaram consideravelmente (meia polegada nos dois), o que naturalmente pode comprometer a autonomia de bateria dos smartphones.

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Pode parecer desnecessário para muitos leitores, mas é sempre bom pensar nos menos desavisados. O Moto X 2014 traz como importantes diferenciais todos os seus recursos inteligentes, além dos sensores que fazem esses recursos todos funcionarem com certa competência. E tudo isso NÃO está presente no Moto G 2014. Para quem busca uma experiência mais avançada e personalizada no seu smartphone, o Moto X 2014 é altamente recomendado.

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As telas dos dois dispositivos aumentaram de tamanho, reduzindo assim a sua densidade de pixels. O Moto X 2014 ficou com 5.2 polegadas, e o Moto G 2014 possui 5 polegadas. Nos dois casos, apesar da teórica perda de densidade na tela, os dois smartphones oferecem bons resultados na hora de exibir core e gráficos de diferentes categorias e fontes de conteúdo. Naturalmente, o Moto X 2014 oferece uma riqueza de detalhes muito grande, enquanto que o Moto G 2014 possui uma qualidade final de imagem na tela muito boa. Não me surpreende o fato de muitos usuários defender esse smartphone (e não apenas por conta desse detalhe).

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Os dois modelos receberam melhorias em suas câmeras, mantendo o design minimalista e os poucos ajustes manuais para fotos. Nos dois modelos, a qualidade final das fotos pode ser considerada aceitável, dentro de suas características e limitações. Alguns podem argumentar que existem sensores melhores para essa missão (principalmente nos novos smartphones vindos da já chamada ‘invasão asiática’. Para quem só quer tirar fotos de forma casual, qualquer um dos dois pode entregar fotos competentes para o compartilhamento nas redes sociais.

Foto capturada pelo Moto X 2014

Foto capturada pelo Moto X 2014

Foto capturada com Moto G 2014

Foto capturada pelo Moto G 2014

Como podem ver, a diferença na qualidade final das fotos registradas em condições de perfeita luminosidade não é grande a ponto de desmerecer um ou outro sensor.

Foto capturada com o Moto X 2014

Foto capturada com o Moto X 2014

Foto capturada com o Moto G 2014

Foto capturada com o Moto G 2014

O mesmo acontece com as fotos capturadas com luz artificial.

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No desempenho, os dois modelos se mostraram muito competentes. O Moto X 2014 se mostrou um smartphone impecavelmente fluído, com transições de telas perfeitas, e sem arrastos na interface gráfica. O Moto G 2014 não ficou atrás nesse quesito, apesar de contar com um hardware inferior, mas não com um desempenho tão limpo quanto o que aconteceu com o modelo top de linha.

De fato, a Motorola acerta não só na oferta de um Android ‘quase’ puro, mas também em fazer com que sua proposta resulte em uma mesma experiência de uso, mesmo quando estamos diante de produtos com especificações de hardware diferentes.

As principais diferenças entre os dois modelos são detectadas nas suas especificações técnicas:

– Motorola Moto X 2014: processador Qualcomm MSM8947 Snapdragon 801 quad-core de 2.5 GHz, GPU Adreno 330, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento (não expansível), tela de 5.2 polegadas (1080 x 1920 pixels, 424 ppp, AMOLED) com Gorilla Glass 3, câmera traseira de 13 megapixels (f/2.25) com dual LED e gravação de vídeos em 4K/30 FPS, câmera frontal de 2 MP, gravação de vídeos em Full HD/30 FPS, bateria (não removível) de 2.300 mAh, dimensões de 140.8 x 72.4 x 10 mm, peso de 144 gramas e suporte para nano SIM card.

– Motorola Moto G 2014: processador Qualcomm MSM8226 Snapdragon 400 quad-core de 1.2 GHz, GPU Adreno 305, 1 GB de RAM, até 16 GB de armazenamento (expansíveis via cartão microSD de até 32 GB), tela IPS LCD de até 5 polegadas (720 x 1280 pixels, 293 ppp) com Gorilla Glass 3, câmera traseira de 8 megapixels (f/2) com flash LED, câmera frontal de 2 megapixels (ambas com gravação de vídeos em HD 720p/30 FPS), TV digital (na sua versão mais completa), bateria (não removível, mas acessível) de 2.070 mAh, dimensões de 141.5 x 70.7 x 11 mm, peso de 149 gramas e suporte para micro SIM card (em versão dual SIM, quando disponível).

 

Conclusão

Tanto o Moto X 2014 como o Moto G 2014 apresentam melhorias interessantes em relação aos modelos apresentados no ano passado. Nos dois casos, a Motorola decidiu ouvir os consumidores dos modelos lançados no ano passado, adicionando melhorias pontuais nos pontos considerados mais débeis, com o objetivo de reconquistar esses compradores para os novos modelos, e convencer de vez aqueles que não compraram os antigos smartphones justamente pelas carências que hoje estão supridas.

Entendo que tem muita gente que possui um fascínio imenso pelo Moto G. Afinal de contas, estamos falando de um smartphone com preço acessível, um hardware competente, e uma experiência de uso muito bem ajustada. E acho que a maioria daqueles que não compraram o Moto G 2013 certamente vão apostar no Moto G 2014. Contar com uma memória expandida, uma bateria que oferece um desempenho razoável e o dual SIM card podem fazer toda a diferença.

Já o Moto X 2014 é altamente recomendado para quem quer ter a melhor relação custo/benefício entre os modelos Android top de linha no mercado. O primeiro Moto X foi imbatível nesse aspecto, e o seu sucessor recém lançado repete a façanha. Nenhum smartphone lançado em 2014 vai oferecer um equilíbrio entre preço e especificações tão ajustado quanto o novo Moto X, que mais uma vez combina um design elegante, um hardware top de linha, e um preço muito interessante.

Mais: o Moto X 2014, assim como aconteceu com o Moto G 2014, também oferece as melhorias que os usuários gostariam de ver, como um acabamento mais ‘premium’ e uma câmera traseira mais poderosa. Talvez alguns usuários vão sentir falta de uma bateria com maior capacidade, ou um slot para expansão de memória. Mas… quem sabe no hipotético Moto X 2015? Seria bem legal.

Agora, cabe à você identificar qual é o seu perfil de uso, o seu nível de exigência, e quais são as suas aspirações e necessidades com cada um desses modelos. Independentemente de sua escolha, o mais importante é que você invista o seu dinheiro naquele dispositivo que melhor atenda as suas necessidades. Não creio que todos os usuários necessitem do poderio técnico do Moto X 2014, e o investimento em algo que faça com competência as tarefas mais básicas – como é o caso do Moto G 2014 – pode ser algo mais acertado.

De qualquer forma, são dois excelentes smartphones, e estão muito bem recomendados por nós do TargetHD.net.

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Para o Motorola Moto X 2014

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Para o Motorola Moto G 2014

Review Comparativo | LG G3 vs LG G2

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Não faz muito tempo que testamos no TargetHD um dos melhores smartphones de 2014, o LG G3. O modelo realmente impressiona pelo design elegante, um hardware potente, recursos inteligentes e a tão sonhada memória expansível (que muitos pediram no modelo anterior). O G3 chegou ao mercado com menos de um ano de disponibilidade do LG G2, até então modelo referência da LG para o mercado de tops de linha. Mas… será que as diferenças são tão grandes assim?

Que as diferenças entre os dois modelos existem, isso é um fato. Porém, para quem já tem o LG G2 (ou pretende comprá-lo, por conta do preço reduzido), será que vale a pena a troca para o LG G3? Ou é possível economizar algum dinheiro, ficando com o modelo antigo por mais algum tempo? É isso o que esse comparativo pretende responder.

O objetivo desse post não é descobrir qual é o melhor smartphone entre os dois (até porque é evidente que o LG G3 é o modelo mais completo). Porém, queremos saber qual é o modelo mais adequado para diferentes tipos de usuários: aqueles que não possuem nenhum dos dois, aqueles que já contam com o G2, usuários com diferentes exigências em um smartphone, entre outros. No final das contas, entendo que existe mercados definidos e diferentes para os dois modelos, e cada comprador em potencial precisa fazer a sua escolha baseado no que espera do dispositivo, e nas condições do seu bolso.

 

Características Físicas

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Apesar dos dois smartphones herdarem o mesmo conceito geral de design, os dispositivos são esteticamente diferentes, e esses contrastes são notáveis quando os modelos são colocados lado a lado. O LG G3, além de ser maior, é mais fino que o LG G2, mas mantendo praticamente a mesma largura que o modelo anterior. Por consequência disso, o modelo novo oferece um agarre tão bom (ou até melhor) que o modelo antigo. Os menos exigentes não perceberão muitas diferenças. Já quem já possui o LG G2 a algum tempo (é o meu caso), vai perceber tal detalhe com maior clareza.

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A disposição das portas (microUSB, conector para fone de ouvido, etc) é praticamente a mesma nos dois modelos. As diferenças estão no fato que o LG G3 possui uma carcaça traseira removível, o que permite o acondicionamento do slot para SIM card na parte interna do aparelho, e não na lateral do mesmo (como acontece no LG G2), assim como o cartão microSD presente no modelo novo.

Além disso, o alto-falante do LG G3 fica na parte traseira, enquanto que no G2 está na parte inferior do dispositivo.

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O acabamento dos dois modelos também apresenta diferenças consideráveis. O LG G3 adotou na sua parte traseira um plástico metalizado (segundo a própria LG), o que oferece um acabamento mais ‘premium’ ao dispositivo, impedindo que se note as marcas de uso no dispositivo (tanto pelos dedos do usuário como nos pequenos riscos no uso eventual). Já no G2 encontramos um plástico mate, que produz o resultado contrário, praticamente obrigando o usuário a utilizar um case protetor.

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Os botões na parte traseira também receberam modificações. O LG G3 oferece um design de botões que se integram melhor ao corpo do aparelho, onde os botões de volume são afundados, e o botão central de liga/desliga e bloqueio de tela tem um formato circular. No geral, o conjunto de botões do G3 é de melhor localização no uso cotidiano. No LG G2, o botão central é mais ressaltado, ficando saliente em relação a parte traseira do dispositivo.

O LG G3 também possui como adicional o sensor laser, presente para reduzir drasticamente o tempo de captura das fotos, além de trabalhar em conjunto com o estabilizador óptico para melhores imagens de cenas em movimento.

 

Tela

A tela do LG G3 possui 5.5 polegadas (1440 x 2560 pixels, 539 ppp, com Gorilla Glass 3), enquanto que a tela do LG G2 fica com 5.2 polegadas (1080 x 1920 pixels, 423 ppp, com Gorilla Glass 2). As duas telas são do tipo IPS LCD. Não só pelos números, pois 0.3 polegada a mais faz diferença, mas pelo resultado final das imagens, o LG G3 apresenta aqui uma das suas diferenças mais evidentes.

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Mais uma vez, é preciso fazer aqui uma distinção entre os usuários mais e menos exigentes. Para quem já tem o LG G2, e decidir colocar lado a lado com o LG G3, vai perceber a maior nitidez da tela do modelo mais novo. Gráficos mais perfeitos e praticamente sem serrilhados, além de oferecer uma coloração levemente mais viva. Se você já achava a tela do G2 algo muito bom, a impressão obtida com o G3 é de algo ainda melhor.

Por outro lado, é uma diferença de qualidade relativamente pequena, que só será percebida mesmo pelos mais exigentes. A maioria dos usuários vão perceber que a tela do LG G2 é igualmente excelente, com exibição final de gráficos impecável, e um resultado muito bom para todas as atividades (navegação na web, vídeos, fotos, etc). Logo, para quem não tem interesse em investir no G3 por conta disso, pode manter o seu G2 por mais algum tempo, ou economizar algum dinheiro comprando o modelo lançado no ano passado, que ainda assim estará adquirindo um smartphone com uma tela muito boa (uma das melhores no mercado mobile, para ser mais claro).

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

Os dois smartphones ainda contam com a versão Android 4.4.2 KitKat (sem previsões para atualização para uma versão mais recente). A diferença é que, de forma nativa, o LG G3 possui a nova interface de usuário LG Optimus UI 3.0, enquanto que o LG G2 – de forma nativa – ainda preserva a interface antiga.

Screenshot 2014 08 23 15 44 36 Review | LG G3

O LG G3 carrega algumas novidades que podem ser adicionadas ao LG G2, caso o modelo antigo esteja rooteado e com uma ROM alternativa. Por exemplo, o software de câmera minimalista do G3 está presente nas ROMs Cloudy e Optimus para o G2. Para quem já tem uma certa experiência no assunto, e já contam com o aparelho por mais de seis meses, pode ser uma boa ideia instalar uma ROM alternativa para obter não só a nova interface, mas algumas de suas vantagens e novidades de software. Aliás, é uma opção que eu recomendo fortemente, pois as melhorias são consideráveis.

ATENÇÃO: para os menos experientes, ou para quem tem receio de perder a garantia na troca da ROM, esqueça tudo o que eu escrevi no parágrafo anterior.

2013 11 15 20.32.11 Review | LG G2

Outra alternativa (menos invasiva e mais simplória) é instalar uma launcher que reproduz parte da interface do G3 no G2. Não é exatamente a mesma coisa, mas é um paliativo. Você não recebe todos os recursos do software novo, assim como suas melhorias. Nesse aspecto, a nova interface da LG, apesar de não contar com diferenças significativas na sua disposição geral, é mais integrada ao hardware, oferecendo uma experiência de uso mais prazerosa, deixando o G3 mais funcional.

 

Câmera

Os dois modelos contam com câmeras similares, com sensor de 13 megapixels e estabilizador óptico de imagem (OIS), com a vantagem do LG G3 contar com um OIS com tempo de resposta menor, e uma abertura de imagem com maior captação de luz. Outros diferenciais são a presenta do flash LED duplo e sensor de laser no modelo mais novo.

Screenshot 2014 08 30 18 12 43 Review | LG G3

Na prática, os dois modelos são capazes de capturar fotos com qualidade similar, principalmente se o usuário do G2 optar pela troca da ROM pela Cloudy G3 ou Optimus G3. O software de câmera nativo do G2 tem aquele problema de comprimir demais as imagens das fotos registradas com luz artificial ou baixa luminosidade, com o objetivo de reduzir o ruído das fotos nessas condições. Esse é um problema de software que pode ser resolvido ou com a troca da ROM ou, na pior das hipóteses, com outro aplicativo de câmera (recomendo o Camera Zoom FX, que é, na minha opinião, o melhor entre os apps pagos de câmera).

DSC01222 Review | LG G2

Na parte de vídeos, o LG G3 é capaz de gravar em 4K a 30 FPS, enquanto que o LG G2 grava vídeos a 1080p em 60 FPS. O G3 também possui sistema de slow motion a 120 FPS. Com ROMs alternativas, você consegue alguns desses recursos com o G2. Se manter a ROM stock, nada de novidades.

A câmera frontal dos dois modelos conta com a mesma resolução de 2.1 megapixels, e a regra da compressão de imagem do G2 é a mesma: se você mudar o software de câmera, a qualidade final do modelo antigo recebe uma boa melhorada. O G3 também oferece aquele recurso de registro de selfies sem precisar tocar na tela do smartphone (com contador regressivo quando a câmera identifica o gesto com a mão do usuário). Esse recurso você também só encontra no LG G2 se você instalar uma ROM alternativa no dispositivo.

 

Games

Os dois modelos desempenharam muito bem durante o período de testes os jogos que normalmente utilizo nos reviews. Nesse aspecto, a não ser que você realmente faça questão de uma tela um pouco maior (o que em muitos casos não adianta muita coisa, já que a grande maioria dos jogos não contam com resolução maior que a HD), tanto importa qual modelo você vai escolher: o desempenho para os jogos será o mesmo, ou seja, a melhor possível.

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Um detalhe que é importante destacar: na época em que testamos o LG G3, ele não era compatível com o jogo Real Racing 3. Não sabemos o motivo disso (pode ser pela resolução da tela, pois nos quesitos processador, GPU e RAM, não haviam motivos para que não fosse funcional). É possível que quando você estiver lendo essa análise no futuro, o jogo já esteja compatível com esse modelo. Porém, é necessário fazer esse registro, para simples observação.

 

Bateria

Os dois dispositivos contam com a mesma bateria de 3.000 mAh. Por conta disso, a autonomia de bateria do LG G3 é naturalmente menor, justamente pelo seu hardware mais potente, tela maior e com maior resolução. Porém, as diferenças de autonomia não são tão gritantes assim. É claro que com o LG G2 você tem um tempo útil maior com o dispositivo, e muita gente pode valorizar isso. Mas como o G3 possui recursos para economia de bateria que não estão presentes no modelo do ano passado, dependendo do perfil de uso, é possível alcançar o mesmo tempo de uso nos dois modelos.

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Obviamente para quem tem um uso mais exigente, ou para quem precisa ter o smartphone funcionando a maior parte do tempo, o LG G2 pode ser uma opção mais vantajosa. É mais certo que o G2 chegue ao final do dia funcionando com alguma bateria do que o G3. Mas eu repito: os resultados podem variar, de acordo com o perfil de uso.

 

Desempenho

Em linhas gerais, o LG G3 possui um desempenho mais limpo e fluído, pois harmoniza melhor a sua nova interface Optimus com o seu hardware. Porém, o LG G2 não fica muito atrás. Tudo vai depender também do tipo de software que está instalado no dispositivo: usar o G2 com a ROM stock pode significar um desempenho um pouco mais “travado”, com perda de fluidez e desempenho em alguns momentos. Isso pode ser minimizado (ou resolvido) com uma ROM alternativa.

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Como já destaquei nesse review, as ROMs Cloudy e Optimus se aproximam muito da experiência de uso do LG G3. Também é possível obter um desempenho melhor do que a ROM padrão com a popular CyanogenMod 11, que oferece uma experiência de uso diferente, mas potencializa os seus recursos para tornar o smartphone melhor do que já é.

Ou seja, se você está preocupado em ter nas mãos um smartphone que vai te oferecer uma performance elevada no uso diário (independente do seu nível de exigência), os dois modelos podem te entregar isso. Não necessariamente você precisa trocar o seu G2 para obter uma performance ainda maior. A não ser que você queira os recursos diferenciados do G3.

 

Outras Diferenças

Antes de concluir, vale a pena destacar que o LG G3 possui uma velocidade máxima de dados teoricamente maior que o LG G2 (150 Mbps, contra 100 Mbps). Isso não quer dizer que você vai obter essa velocidade na hora de realizar os downloads via 3G ou 4G, já que os resultados podem variar de acordo com o plano de dados contratado por você, ou com a qualidade do serviço oferecido pela sua operadora. Logo, tal fator não faz muita diferença nesse comparativo para efeitos práticos.

Além disso, o alto-falante traseiro do LG G3 é nitidamente mais potente que o alto-falante na parte inferior do LG G2. A mudança no posicionamento desse item não só oferece um benefício na espessura mais fina do modelo mais novo, mas ao que parece, também resultou em uma qualidade final de áudio melhor, o que é algo sempre bem vindo.

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Por último, mas não menos importante, uma diferença relevante a favor do LG G3: a sua maior capacidade de armazenamento. Muitos usuários do LG G2 (ou compradores em potencial) apontavam como um dos pontos fracos do modelo lançado no ano passado a ausência de um slot para cartões microSD, deixando sua memória limitada aos 16 ou 32 GB de armazenamento. No G3, isso mudou: o microSD pode ser de até 128 GB de armazenamento, e esse é (talvez) um dos diferenciais mais relevantes a favor do modelo novo. Se você não quer se preocupar em armazenar os seus itens pessoais no dispositivo (músicas, fotos, vídeos, etc), o LG G3 é a sua escolha.

 

Conclusão

O LG G3 é uma boa evolução na proposta apresentada pelo LG G2, mas pode não conter mudanças relevantes o suficiente para justificar uma troca, ainda mais pelos valores sugeridos pelo novo modelo (preço oficial de R$ 2.299, mas é possível encontrar em promoções de e-commerces nacionais a R$ 1.499). O G2 ainda é um excelente smartphone, e para aqueles que possuem esse modelo, ainda podem aproveitá-lo por mais algum tempo – ou pelo menos até as promoções de final de ano, onde algumas lojas decidem reduzir o preço dos modelos mais novos.

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Agora, para quem não tem o G2, e pensa em comprar um modelo top de linha, o LG G3 a R$ 1.499 é um grande negócio. É um dos melhores smartphones de 2014, oferecendo uma usabilidade excelente, um desempenho muito bom, a melhor tela do mercado mobile no momento e uma câmera muito eficiente. É claro que para aqueles que não contam com tanto orçamento para realizar esse investimento podem optar pelo LG G2, desde que estejam cientes das diferenças descritas nessa análise. Afinal de contas, ainda estamos falando de um modelo que no começo de 2014 era o top de linha da LG.

De qualquer forma, é importante deixar muito claro que tanto o LG G3 como o LG G2 são excelentes smartphones, que atendem muito bem as necessidades de usuários com diferentes perfis e necessidades. Independente de sua escolha, ela será acertada. Basta que você identifique exatamente o que você espera (ou precisa) do dispositivo de sua escolha.

Para ler o review do LG G2, clique aqui.

Para ler o review do LG G3, clique aqui.

 

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LG G2

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LG G3

 

Review em Vídeo

Review Comparativo | LG G2 vs LG G2 Mini

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Recentemente, testamos aqui no blog o smartphone LG G2 Mini, versão compacta do modelo top de linha LG G2. Na ocasião da produção desse review, aproveitamos o fato de também contar com uma unidade do LG G2 em mãos para produzir um breve vídeo comparativo entre os dois modelos.

O objetivo desse vídeo não é determinar qual dos dois modelos é o melhor, uma vez que se olharmos de forma fria os detalhes de hardware de cada modelo, fica evidente que o LG G2 sai em vantagem. A ideia aqui é destacar as principais diferenças entre os dois modelos, se elas são muito contrastantes para um uso cotidiano, e qual modelo é o mais recomendado para diferentes perfis de usuário.

Não são todos que precisam de um smartphone top de linha, e podem muito bem se contentar com um competente intermediário, como é o caso do LG G2 Mini. Com o vídeo, podemos mostrar essas diferenças de forma mais detalhada, e com essas informações em mente, o cliente poderá tomar a melhor opção para as suas necessidades.

Vídeo a seguir.

 

Review Comparativo | LG G2 vs LG G Flex

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Eu tive a chance de testar o LG G2 no final do ano passado, e considerei o modelo um dos melhores de 2013. Já o LG G Flex eu testei em abril desse ano, e considerei um excelente “phablet” (sim, eu sei que tem gente que odeia esse termo…). Na época que ainda estava com o G Flex em testes, eu aproveitei a oportunidade para registrar um breve comparativo dos dois modelos, e nesse post, compartilho com vocês a minha experiência com esses dispositivos.

Apesar de demorar um pouco mais do que o desejado para colocar esse comparativo no ar, entendo que ele ainda é válido, uma vez que as informações ainda não perderam a sua validade. Além disso, a abordagem dada para esse comparativo é bem mais conceitual do que técnico, ou seja, o destaque desse comparativo é na proposta geral dos dois produtos, com o objetivo de oferecer ao leitor uma perspectiva que mostre qual produto é indicado para diferentes perfis de usuários.

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No tamanho, a diferença entre o G2 e o G Flex é perceptível. E muito. Quando você pensa que as 5.2 polegadas do LG G2 são elevadas (e acredite: muita gente entende que o G2 é grande demais – não tiro a razão de quem pensa assim), vem o G Flex e suas 6 polegadas, e mostra que tudo pode ser ainda maior. A diferença é notável, não só no bolso do usuário, mas principalmente no seu agarre.

Segurar o LG G2, para mim, é algo bem confortável – até porque minhas mãos são grandes. O G Flex se tornou um pouco incômodo para a sustentação com uma única mão, porém, a curva do design ajuda na ergonomia, o que acaba compensando um bocado, caso a sua utilização seja um pouco mais longa. Se o design do G Flex fosse pensado em uma tela reta, talvez ele não fosse tão prazeroso na utilização diária.

Aliás, é sempre bom lembrar que essas tais 6 polegadas do G Flex é apenas uma polegada menor do que a maioria dos tablets de entrada do mercado (com tela de 7 polegadas). Apenas para tornar essa perspectiva mais explícita para os usuários, registrei algumas fotos do LG G2 com o LG G Flex e com o LG G Pad, que possui uma tela de 8.3 polegadas. Apenas para que seja feita uma ideia mais clara do quão grande o G Flex é.

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Em resumo: de pequeno, o LG G Flex não tem nada.

Tá, é possível tornar essa perspectiva ainda mais objetiva. Vamos tirar o LG G2 do comparativo por alguns instantes, e colocar o G Flex e o G Pad lado a lado.

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É possível melhorar ainda mais essa perspectiva comparativa.

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Logo, se você pensa em gastar um pouco mais de dinheiro para ter um smartphone com dimensões próximas ao tablet, até mesmo para evitar ter dois dispositivos com telas com tamanhos relativamente próximos, o LG G Flex pode ser a sua escolha. Afinal de contas, com um smartphone com uma tela desse tamanho, para quê ter um tablet em casa, não é mesmo?

Trazendo o LG G2 de volta para esse comparativo…

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Outra diferença visível entre os dois modelos está na tela. Não no tamanho, algo que já foi exaustivamente abordado, mas sim, na qualidade das duas telas.

Pelas diferenças dos materiais adotados nos dois modelos, é possível perceber claramente como a tela do LG G2 possui uma qualidade melhor, não apenas na resolução (Full HD do LG G2, contra HD do LG G Flex), mas principalmente na coloração das telas. As imagens em branco no LG G2 oferecem um tom mais próximo do ideal, com maior contraste e definição dos tons escuros do que o G Flex.

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Para a maioria dos usuários, essa diferença não é algo que chega a incomodar, ou sequer será percebida, e nem mesmo podemos dizer que existe uma grande desvantagem para a tela do G Flex. Porém, para os mais atentos/exigentes, é uma diferença que pode ser algo considerável na hora da compra.

Aqui, temos uma espécie de “Escolha de Sofia”: escolher uma tela menor, com maior resolução e melhor exibição de cores e contraste de imagem (LG G2), ou optar por uma tela maior, com resolução menor, e uma qualidade de imagem levemente inferior (LG G Flex)? Entendo que a resposta ideal vai de acordo com os objetivos de cada um, com cada dispositivo a escolher.

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Sobre o sistema operacional e a interface de usuário, não temos grandes mudanças ou diferenças. Os dois modelos recebem o a mesma interface altamente customizada pela LG, o que resulta nas mesmas características para a imensa maioria de ações com os dois modelos. Logo, você usa os dois dispositivos da mesma forma, e as diferenças de funcionalidade são mínimas.

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Em termos de desempenho, os dois smartphones trabalham de forma muito próxima. Desde os testes, o LG G2 recebeu algumas atualizações (inclusive para o Android 4.4.2 KitKat), o que fez com que o smartphone ficasse mais ágil e com desempenho mais ajustado ao seu poderoso hardware, melhorando sensivelmente o seu desempenho em relação ao primeiro uso do dispositivo.

Porém, antes desse update, o LG G Flex levava alguma vantagem, por oferecer uma experiência de uso mais limpa. Mas entendo que, com o passar do tempo – e com os updates – essas diferenças de performance passam a ser menores, fazendo com que esse fator não se torne tão relevante assim para a maioria dos usuários.

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As câmeras dos dispositivos também apresentam algumas diferenças perceptíveis. Em linhas gerais, a câmera do LG G2 me agradou mais na época dos testes, e com a atualização para o Android 4.4.2 KitKat, ela ficou um pouco melhor. A câmera do G Flex, apesar de contar com um sensor de capacidade próxima ao do G2, apresentou resultados finais de captura de imagem levemente inferiores na maioria dos testes.

Mais uma vez, temos um item onde a decisão final pode variar de usuário para usuário. Se a câmera não for um fator importante, onde o que realmente importa é um maior tamanho de tela – com um formato diferenciado, não será o sensor do LG G Flex que vai impedir a sua compra.

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Aliás, outra diferença evidente está no formato dos dois dispositivos. A tela curva do G Flex não só oferece um design diferenciado – o que sempre chama a atenção de muitos potenciais compradores -, mas também uma sensação de maior imersão na hora de visualizar vídeos, mesmo com uma resolução inferior ao do G2.

Além disso, o formato curvo realmente faz a diferença na hora de segurar o smartphone. Pode não fazer tanta diferença na qualidade de áudio das conversas por voz, mas faz todo o sentido na hora de segurar o smartphone para essas chamadas, e até mesmo ao sustentar o aparelho para uso. O produto fica mais confortável nas mãos, compensando um pouco o seu tamanho avantajado, que pode ser um motivo real para afastar alguns usuários de sua proposta.

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Fora isso, a última grande diferença entre os dois modelos é a presença do material regenerativo na parte traseira do LG G Flex, o que pode fazer a diferença para aqueles usuários que naturalmente querem ter o seu smartphone devidamente protegido dos pequenos incidentes do dia a dia, ou das possibilidades de riscos e arranhões naturais do cotidiano. Vi esse recurso em ação na LG Digital Experience, e se ele não elimina os arranhões por completo (algo que é um pouco impossível para qualquer smartphone), pelo menos reduz e muito as chances dos riscos se tornarem mais evidentes, desvalorizando o produto que você tem nas mãos.

Para concluir, são dois smartphones com propostas diferentes. Ambos são modelos considerados tops de linha, onde o LG G2 possui uma proposta mais sóbria, e – pelo menos depois de mais de seis meses de lançamento, e o com o LG G3 já anunciado – um preço consideravelmente menor que o LG G Flex.

Para quem é mais geek, e quer ter um smartphone com uma ótima tela, especificações técnicas bem completas e um desempenho de alta qualidade, o LG G2 é uma das melhores escolhas que você pode fazer em 2014. Se você prefere um smartphone com tamanho de tablet, especificações igualmente competentes, mas um design único e inovador, o LG G Flex é a sua alternativa.

Um modelo não desabona o outro, mas é fundamental que cada um saiba qual é a melhor opção para você. Em muitos casos, a relação custo/benefício pode passar pela possibilidade de ficar apenas com um dispositivo para fazer tudo. Já outros querem ter um gadget de cada vez, com necessidades mais específicas, e com uma mobilidade mais “discreta”. A resposta sempre vai variar de usuário para usuário.

 

Review Comparativo | Samsung Galaxy S4 Mini Vs Sony Xperia SP

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Nós testamos os dois smartphones recentemente, e sabemos que muitos leitores do TargetHD estão esperando por uma resposta para a pergunta: “qual é melhor: o Samsung Galaxy S4 Mini, ou o Sony Xperia SP?”. Esse post tenta chegar em um consenso, mas não para essa questão. Não gostamos de colocar nesses termos para dispositivos bem similares. É muito melhor propor a questão “qual é o smartphone que atende melhor as suas necessidades?”. E isso vai mudar de pessoa para pessoa.

Nesse post, vamos analisar as principais características dos dois produtos, e colocá-las em paralelo, em uma análise prática, através da experiência que tive com os dois produtos. Lembrando: estamos aqui levando em consideração que os dois modelos estão na versão single SIM card, para colocar os dois modelos em igualdades técnicas. Sobre a versão dual SIM card do Galaxy S4 Mini, falaremos mais para frente.

Características Físicas

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Visualmente, os dois dispositivos possuem diferenças de design bem marcantes. Seguindo o modelo maior, o Galaxy S4 Mini possui cantos arredondados marcados, a presença de um botão físico, a câmera fontal do lado direito e os botões do controle de volume no lado esquerdo. Já o Xperia SP segue o padrão dos telefones da linha Xperia, com todos os botões (volume e liga/desliga) do lado direito do dispositivo, com um design mais industrial, com linhas retas.

Não que isso faça muita diferença, mas levando em conta que seguro o dispositivo com a mão esquerda para conversar, para mim, é  mais prático acessar os botões do controle de volume pelo polegar da mão direita. Mas essa é uma preferência minha, logo, não entra nos critérios de avaliação. Por outro lado, o modelo da Sony possui o botão de acionamento de câmera e disparo de fotos, algo que alguns usuários consideram um diferencial importante.Não é primordial, mas é bem vindo: afinal, o disparo acaba saindo mais preciso dessa forma (na teoria). Um ponto negativo para o Sony Xperia SP é o seu acabamento “pintado” na área em cinza, que tende a descascar com maior facilidade.

No modelo da cor preta, parece que esse efeito colateral não se faz tão presente, mas a impressão que me passa é que o Galaxy S4 Mini é melhor cuidado nesse aspecto. O modelo da Sony é um pouco mais pesado, mas isso é um ponto positivo, pois ajuda na pegada do aparelho, que por sinal, é um pouco mais cômoda do que a do Galaxy S4 Mini. Pelas suas próprias características técnicas, o modelo da Sony é maior e mais espesso do que o modelo da Samsung, porém, o seu uso foi mais confortável, pois a sua largura não é tão maior assim. Logo, no meu caso, o Xperia SP foi mais confortável para um uso diário.

VENCEDOR DO QUESITO: Sony Xperia SP. Considerando todos os aspectos, o Xperia SP me agrada um pouco mais para um uso diário. Porém, escolheria o modelo da cor preta, para garantir que o seu aspecto visual não ficasse tão prejudicado assim com o passar do tempo.

Tela

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Eu te pergunto: 0.3 polegada faz diferença? Pode parecer que não, mas a resposta é SIM. O Galaxy S4 Mini possui uma tela de 4.3 polegadas, com resolução de 960 x 540 pixels, e densidade de 256 ppp (pixels por polegada). Já o Sony Xperia SP possui uma tela de 4.6 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels, e densidade de 319 ppp. Logo não só a tela do Xperia SP é maior (o que resulta é uma melhor interação com o sistema operacional Android), mas possui uma maior resolução (o que oferece melhores resultados para a exibição de vídeos e gráficos de jogos) e maior densidade de pixels (oferecendo imagens de maior qualidade, e gráficos do sistema operacional mais refinados). E isso, em um modelo de linha média.

Não temos no mercado brasileiro smartphones de linha média com essas características de tela (exceto pelo Motorola RAZR HD, que foi lançado no ano passado, e é um aparelho mais caro). Além disso, a tela do Xperia SP exibe as imagens em cores mais naturais, apesar de parecer mais “pálida” que a do Galaxy S4 Mini.

Em compensação, por contar com um melhor controle de brilho, o Xperia SP exibe melhor as imagens em diferentes ambientes, Talvez o único ponto negativo que o modelo da Sony apresenta nesse quesito é o fato de sua tela atrair muitas marcas de dedo com o uso diário, mas isso é algo que pode ser facilmente solucionado com uma película protetora.

VENCEDOR DO QUESITO: Sony Xperia SP. A tela é maior, com maior resolução e densidade de pixels. Poucas telas são tão bem ajustadas na relação custo/benefício, levando em consideração apenas os modelos de linha média e/ou seus concorrentes diretos.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Samsung Galaxy S4 Mini possui o sistema Android 4.2.2 Jelly Bean, com a intervenção da interface TouchWiz da Samsung. Quem acompanha esse blog a mais tempo sabe o que eu tenho contra essa interface adotada pela Samsung para os seus smartphones, porém, nesse caso em específico, eles fizeram um bom trabalho, com um menor consumo de espaço de armazenamento nativo do dispositivo, e com um desempenho muito ajustado para as especificações de hardware do produto. Me surpreendeu positivamente nos testes.

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Já o Sony Xperia SP que recebemos para testes da assessoria de imprensa da Sony Brasil contava com a versão Android 4.1.2 Jelly Bean, com a interface da Sony, que é mais próxima da proposta da Google para o Android. Apesar de muito customizada, ela também oferece um desempenho fluído para o smartphone, além de contar com uma disposição de itens mais funcional do que a TouchWiz.

VENCEDOR DO QUESITO: EMPATE. Se por um lado o Sony Xperia SP conta com uma interface mais ajustada para um melhor desempenho (e mais próximo do Android “puro” – mesmo com tantas customizações feitas pela Sony), o Samsung Galaxy S4 Mini possui uma versão do Android mais recente.

Tudo indica que o Xperia SP também vai receber essa versão, mas como os dois aparelhos oferecem um bom desempenho para o uso diário, eu estabeleço um empate aqui.

Qualidade de Áudio e Chamadas

Por partes. O Galaxy S4 Mini possui um áudio muito bom em todos os seus alto-falantes, tanto no alto-falante frontal, para chamadas, quanto no alto-falante traseiro, para o viva-voz e reprodução de músicas. Nesse aspecto, é mais equilibrado que o Xperia SP, que tem um som mais abafado e com menor volume no alto-falante frontal. A diferença não é tão grande, mas é perceptível, e para os mais exigentes, o modelo da Sony deve incomodar nesse aspecto.

O alto-falante traseiro do Xperia SP se apresenta bem eficiente, reproduzindo com bom volume o seu áudio. No áudio reproduzido pelos fones de ouvido, os resultados são similares, porém, o modelo da Samsung já oferece um fone de ouvido de melhor qualidade, algo que os mais exigentes vão precisar adquirir em separado esse acessório.

Nas chamadas, os dois dispositivos realizam muito bem essa função, porém, já li reclamações de compradores do Galaxy S4 Mini, alegando dificuldades nas chamadas telefônicas. Por outro lado, não percebi essas dificuldades no meu uso diário, mas isso não significa que os problemas não existam.

VENCEDOR DO QUESITO: EMPATE. Os dois modelos apresentam qualidades e problemas nesse aspecto, que se anulam em nossa avaliação. Cabe a cada usuário analisar quais dessas qualidades são mais relevantes para cada um.

GPS

A capacidade do GPS do Galaxy S4 Mini é muito boa, localizando o posicionamento do usuário com rapidez. Porém, o Xperia SP conseguiu me surpreender positivamente, com uma velocidade maior. Além disso, o modelo da Sony conta com um aplicativo específico para localização com a assinatura da NAVTEQ, e é sempre bom ter uma opção adicional em relação ao Google Mapas.

VENCEDOR DO QUESITO: Sony Xperia SP, pelos motivos acima citados. Mas isso não quer dizer que o GPS do Galaxy S4 Mini é “uma porcaria”. Só quer dizer que o recurso presente no telefone da Sony funciona melhor.

Câmera

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Começando pelo software, o Galaxy S4 Mini oferece uma grande vantagem pela quantidade de recursos apresentados, já que importa grande parte dos modos de cena e filtros de imagem do Galaxy S4 original. Já o software do Xperia SP é bem mais restrito em termos de recursos e complementos, oferecendo as funções mais básicas para ajustes de imagens. E levando em consideração que quanto maior o número de opções de customização das fotos, maiores são as chances do usuário obter os resultados esperados.

No hardware, as diferenças são mais gritantes. Na câmera traseira, apesar dos dois sensores contarem com 8 megapixels de resolução os resultados das fotos da câmera traseira do Galaxy S4 Mini são melhores quando passadas para um computador ou ampliadas. Não que a câmera da Sony não ofereça bons resultados (até porque conta com o recurso de HDR para maior captação de luz em ambientes com baixa lumiosidade), mas os resultados em geral foram menos satisfatórios.

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Na câmera frontal, a equação se repete. O Galaxy S4 Mini possui uma câmera frontal de 1.9 megapixels, com gravação de vídeos em alta definição e recursos de estabilização. É uma câmera boa o suficiente não só para vídeo-chamadas, mas para vídeos eventuais. Já o Xperia SP possui uma modesta câmera de 0.3 MP, que basicamente foi feita para vídeo-chamadas básicas. Não dá para esperar muito dessa câmera para atividades mais elaboradas.

VENCEDOR DO QUESITO: Samsung Galaxy S4 Mini. Para quem prioriza uma câmera com melhor qualidade de imagem, o modelo da Samsung é uma opção que vai entregar resultados melhores.

Games

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Sony Xperia SP

Os dois modelos rodam jogos de diferentes níveis de exigência, mas por contar com uma tela com melhores especificações, o Xperia SP é mais ajustado para essa finalidade. Além disso, a GPU do modelo da Sony (Adreno 320) está bem ajustada para os gráficos dos jogos, entregando assim melhores resultados para os gamers mais exigentes.

2013-08-14 16.16.36Samsung Galaxy S4 Mini

Repare que no Galaxy S4 Mini (imagem acima), os gráficos são simplificados para garantir uma plena funcionalidade. De novo: os dois modelos executam muito bem os jogos, porém, o Xperia SP entrega gráficos mais refinados. Lembrando que testamos os dois dispositivos sem nenhum tipo de modificação prévia nos ajustes gráficos dos smartphones (e sim, sabemos que existem recursos para deixar os gráficos do Galaxy S4 Mini com maior qualidade), e o intuito aqui é explorar as possibilidades nativas de execução dos dispositivos.

VENCEDOR DO QUESITO: Sony Xperia SP. Não só por conta da tela, mas pelos recursos técnicos ofertados pelos dois dispositivos.

Multimídia

Screenshot_2013-09-11-11-06-37 A Sony utiliza no Xperia SP toda a tecnologia Walkman, que está presente em toda a linha de telefones Xperia. E essa é uma grande vantagem. Não só oferece os aplicativos para reprodução de música e vídeos, mas também oferece complementos personalizados que não só melhor ilustram a experiência musical, mas a melhoram e diferentes níveis. Equalizadores, opções de temporizador do player, opções de ajustes de volume e niveladores: todos esses elementos fazem a diferença na experiência multimídia do Xperia SP.

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Além disso, o modelo da Sony conta com o Track ID, que identifica as músicas em execução no fone de ouvido ou no alto-falante da TV ou aparelho de som, buscando as informações da música e artista na internet. Mais: o sistema sugere músicas mais buscadas, ou de acordo com o seu histórico de buscas, permitindo a edição das informações das músicas já salvas no seu smartphone, além do download de faixas e aquisição de faixas novas a partir do smartphone.

VENCEDOR DO QUESITO: Sony Xperia SP. Pelos motivos acima citados. O Galaxy S4 Mini oferece boas opções para consumo de conteúdos multimídia, mas não tão completos e visualmente atraentes como no Xperia SP. De fato, a única vantagem do smartphone da Samsung é identificar arquivos de legendas de forma nativa, mas isso pode ser compensado no modelo da Sony com a instalação de plugins e codecs específicos.

Benchmarks

Nos dois resultados realizados, o Sony Xperia SP obteve pontuações superiores em relação ao Samsung Galaxy S4 Mini. No AnTuTu Benchmark, o Xperia SP obteve 21.920 pontos, contra 13.921 pontos do Galaxy S4 Mini. Já no Quadrant Standard, o modelo da Sony obteve 7.535 pontos, contra 7.050 pontos do smartphone da Samsung.

Lembrando: benchmarks são testes teóricos de desempenho. Na prática, os dois smartphones realizam muito bem as tarefas de diferentes complexidades, mas o Xperia SP se mostra mais promissor para os recursos de alta performance.

VENCEDOR DO QUESITO: Sony Xperia SP.

Bateria

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A bateria do Sony Xperia SP possui 2.370 mAh, contra 1.900 mAh do Samsung Galaxy S4 Mini. Só aí, já temos uma diferença de autonomia considerável para um uso diário. O modelo da Sony, mesmo com um perfil de uso mais exigente, tem mais chances de chegar ao final do dia com alguma autonomia de bateria de sobra, algo que não acontece com frequência com o Galaxy S4 Mini, mesmo com os seus ajustes de controle de energia ativos.

Como se não fosse suficiente ter uma bateria maior, a Sony ainda implementou no Xperia SP recursos de gerenciamento de energia, como o ótimo modo STAMINA, que ajusta os recursos de dados móveis para que o consumo de bateria seja menor. E como esses itens funcionam muito bem, o vencedor nesse caso fica bem claro.

VENCEDOR DO QUESITO: Sony Xperia SP. Bateria com maior autonomia, e com recursos que gerenciam melhor a autonomia de uso no dispositivo.

Desempenho

Os dois smartphones contam com desempenhos muito bem ajustados. Uma coisa que algumas pessoas precisam entender é que, nesse caso, ter um vencedor nesse comparativo, não anula automaticamente o outro produto, nem torna o perdedor “um lixo”. Nesse caso em específico, temos dois dispositivos que me surpreenderam pela proposta de linha média, capacidade técnica e entrega de experiência de uso. A única grande diferença entre os itens de hardware dos dois modelos está em 0.5 GB de RAM a mais no Galaxy S4 Mini, que compensam a GPU mais fraca (Adreno 305), mas que não deixa nada em desejar ao modelo da Sony.

Dois grandes diferenciais da Sony para performances mais complexas (jogos, principalmente) é a presença do processador Qualcomm Snapdragon S4 Pro e da GPU Adreno 320 (um pouco mais potente), que são decisivos para um desempenho mais completo nos games. Porém, as diferenças se anulam no uso diário. Os dois smartphones agradam em cheio na execução de tarefas cotidianas, e não devem trazer problemas para aqueles que buscam um bom dispositivo.

VENCEDOR NESSE QUESITO: EMPATE, pelos motivos acima citados.

Conclusão: o vencedor do comparativo é: Sony Xperia SP.

Na média de todos os itens analisados, o Sony Xperia SP é um modelo mais completo e equilibrado. Só perdeu em um item (a câmera), mas para quem entende que vai usar a câmera para tirar fotos para o Instagram, o problema está resolvido. O Samsung Galaxy S4 Mini é um excelente aparelho para quem quer um dual SIM Card. Aliás, é o melhor da sua categoria, levando em consideração todos os seus aspectos técnicos (sim, melhor que os novos Galaxy Mega, que só valem pela grande tela).

Porém, para quem busca um modelo de linha média, com conectividade 4G, NFC e tela com resolução HD, o Sony Xperia SP é a melhor opção do mercado. Para ler o nosso review do Samsung Galaxy S4 Mini (Duos), clique aqui. Para ler o nosso review do Sony Xperia SP, clique aqui. A seguir, um vídeo comparativo dos modelos.

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Vídeo comparativo: HTC One vs Sony Xperia Z

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O HTC One é um dos modelos mais cobiçados do mercado internacional, com especificações técnicas excelentes e um design único. Logo, é natural que ele desperte o interesse de tanta gente. Mesmo aqui no Brasil, onde a HTC não está presente de forma oficial (pelo menos, por enquanto: parece que as coisas estão mudando – fontes próximas informaram que o presidente da HTC está vindo para o Brasil no meio do ano, buscando uma nova representação no país).

Da mesma forma que o Sony Xperia Z, que tem a sua variante lançada no Brasil (Xperia ZQ) já está à venda. A Sony também apostou pesado em um modelo com especificações técnicas avançadas, um design simples, porém, elegante, e com uma interface Android pouco customizada, para oferecer um melhor desempenho, e uma experiência mais próxima daquilo que o Google sempre imaginou para o seu sistema operacional.

Então… por que não colocar os dois para um comparativo direto?

O pessoal do site Mobile Burn resolveu fazer isso, em um dinâmico review comparativo entre dois dos mais avançados e cobiçados smartphoens do mercado internacional. Veja o vídeo abaixo e aproveite não só para comparar o desempenho dos modelos, mas também para conhecê-los melhor.

Review Comparativo | Motorola RAZR MAXX vs Samsung Galaxy Nexus vs iPhone 4 (com vídeo)

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É a primeira vez que faço esse tipo de análise aqui no TargetHD. E poucas vezes tive a chance de contar por algum tempo com três smartphones tão poderosos. Recentemente, tive a chance de testar para o blog os modelos Motorola RAZR MAXX (review em fotos e vídeo), e o Samsung Galaxy Nexus (review em fotos e vídeo), e resolvi utilizar o iPhone 4 de uso pessoal para fazer um comparativo direto dos seus recursos e características mais básicas. Nada muito técnico, com benchmarks e detalhes específicos. Quero focar a experiência de uso que cada um desses modelos me passou, colocando lado a lado em um uso diário e intenso. Abaixo, você pode ver os resultados.

O fator “amor a primeira vista”

Os três smartphones são muito bonitos na primeira vista. Dificilmente acho um smartphone “feio”. Nunca tive muitos preconceitos com esse tipo de coisa, mas reconheço que um design bacana é meio caminho andado. O iPhone 4, por exemplo, eu considero ele uma “pequena joia tecnológica”. É o iPhone que considero com o melhor formato. Quando foi lançado, achava o smartphone uma das boas definições de produto de tecnologia em termos de design, por ser compacto e atraente.

Já o RAZR MAXX eu acho um aparelho “imponente” no seu formato. Ele tem um ar sério, quase corporativo. Muitos acham ele feio por causa dos “cantos quadrados”, que lembram os tablets Motorola XOOM (e não deixa de ser uma referência direta), mas mesmo assim, eu acho o modelo agradável à vista. Não seria este o motivo que me faria deixar de comprar o modelo.

Porém, o Samsung Galaxy Nexus tem um ar renovado. Sua tela curvada torna ele muito diferente, e sua tela com vidro de fora a fora, sem botões físicos, dá todo o ar de modernidade que um smartphone precisa ter. Hoje, é um dos meus smartphones preferidos em termos de design, e acredito que é um dos motivos principais pelos quais os usuários escolhem esse modelo.

Detalhes físicos (espessura, conectores, etc)

Mesmo a diferença entre os três sendo muito pequena, o Galaxy Nexus é o mais fino dos três, mas por uma margem muito pequena. Esse detalhe pode ser muito importante para alguns usuários, pois a espessura do smartphone influencia na pegada do mesmo, principalmente durante o uso com uma das mãos, para manuseio das telas do sistema, ou para segurar o smartphone durante uma conversação. Nesse aspecto, o RAZR MAXX e o iPhone 4 quase empatam, mas dou uma vantagem para o modelo da Motorola por causa de sua espetacular bateria de 3.300 mAh. Aliás, mais uma vez vale destacar que a Moto está de parabéns por colocar uma bateria com tamanha capacidade em um smartphone que possui quase a mesma espessura de modelos que possuem a metade de sua autonomia.

Nas extremidades, temos (talvez) um de seus maiores contrastes. Enquanto que o iPhone 4 e o RAZR MAXX contam com os seus conectores de fones de ouvido na parte superior do smartphone, para priorizar um perfil mais fino na parte de cima do telefone, o Galaxy Nexus não possui nenhum tipo de botão, conector, chavinha e outros detalhes. apenas o espaço suficiente para o alto-falantes para chamadas.

Além disso, como o RAZR MAXX é o único dos modelos que possui saída micro-HDMI, a Motorola decidiu colocar esse conector na parte mais espessa do smartphone, que é justamente na parte superior do telefone, na mesma região onde fica o sensor da câmera digital. E os dois smartphones Android seguem o perfil de colocarem o botão liga/desliga na lateral do telefone. Já o iPhone 4 mantém o seu botão na parte superior. Para mim, prefiro que o conector de fones fique mesmo na parte superior do smartphone, e no caso específico do iPhone 4, de tanto utilizá-lo, já me habituei a levar o dedo para bloquear/desbloquear a tela na parte superior do telefone. Prefiro assim. Evita os acidentes indesejados.

Na parte inferior, o contraste é ainda maior. De cima para baixo: o RAZR MAXX é “liso”, o Galaxy Nexus possui o conector para fones de ouvido e do cabo microUSB, e o iPhone 4 o seu conector para o dock e os alto-falantes do aparelho. De novo, prefiro que o conector esteja na parte inferior do smartphone. é mais lógico para mim, pelo menos em termos de design. Mas, melhor na parte de cima ou de baixo do que na lateral do smartphone. Para mim, não tem lógica: é desconfortável e sem sentido. Durante anos conectamos a bateria do nosso smartphone nos cabos carregadores ou na parte superior ou inferior do dispositivo. Na lateral, na maioria dos casos, essa posição na lateral não é das mais favoráveis.

Tamanho de Tela

Aqui, de forma ousada, não coloquei o iPhone 4 no comparativo. Afinal, é covardia comparar uma tela de 3.5 polegadas com modelos com mais de 4 polegadas de tela. Quem sabe quando o iPhone 5 chegar (tudo indica que ele terá 4 polegadas de tela, mas só acredito, vendo).

Lado a lado, o Galaxy Nexus além de ter uma tela maior do que o RAZR MAXX (4.65 vs 4.3), ele ainda aproveita melhor o tamanho dessa tela, com bordas lateais menores que o modelo da Motorola. Além disso, sua tela é levemente mais nítida do que a do RAZR MAXX, e mesmo sendo um pouco menos brilhante, eu consegui visualizar melhor as informações no Nexus quando o aparelho estava exposto em ambientes bem iluminados. Isso, sem falar que o Nexus possui uma resolução de tela maior que a do RAZR MAXX, o que a torna ainda mais eficiente.

Mas isso não significa que a tela do RAZR MAXX seja de se jogar fora. Pelo contrário: o modelo da Motorola me surpreendeu nesse aspecto, exibindo as informações na tela com boa qualidade, e mesmo os vídeos e jogos mais pesados ele se sai muito bem para reproduzir as imagens com qualidade. Mesmo porque o chip gráfico do aparelho se encarrega de fazer todo o trabalho, além de um processador dual-core bem eficiente.

Desempenho geral dos smartphones

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que o desempenho dos três smartphones vai agradar a maioria dos usuários. São produtos rápidos, com ótima performance, e que completam as expectativas daqueles que querem um smartphone poderoso para a maioria das atividades. Não sou preconceituoso em relação ao sistema operacional. Diferentes de algumas pessoas com mente mais limitada, vejo benefícios e defeitos nos sistemas iOS e Android, e consigo extrair o melhor dos dois sistemas.

Colocando os três dentro de um mesmo universo, o desempenho geral dos três modelos é muito próximo, com o Galaxy Nexus e o iPhone 4 tendo uma insignificante vantagem em relação ao RAZR MAXX. Insignificante mesmo. Coisa de detalhes. E, se você pensar que a bateria do RAZR MAXX possui pelo menos o dobro de autonomia do Galaxy Nexus e do iPhone 4, esses detalhes de desempenho desaparecem. Outra coisa: na grande maioria dos casos, os usuários vão encontrar os mesmos aplicativos e recursos nos dois sistemas. Obviamente, vejo vantagens no Android por causa das possibilidades de personalização e por alguns recursos específicos de rede (principalmente os hubs de conectividade) contarem com um fácil acesso no sistema do Google. Por outro lado, muitos usuários preferem o pacote do iOS, que é mais consistente e intuitivo.

Entendo que aqui é uma questão de gosto, e que cada um é o seu. Mas a essa altura do campeonato, dizer que “o iOS é muito melhor que o Android” e vice-versa beira a burrice.

RAZR MAXX vs Galaxy Nexus: comparados diretamente

Os dois modelos são excelentes, mas o Galaxy Nexus leva ligeiras vantagens. Na época do review, os dois modelos estavam com o Android 4.0 Ice Cream Sandiwch, com o Galaxy Nexus contando com uma ROM com recursos do Android Jelly Bean. Logo, levando em conta que o Android presente no RAZR MAXX contava com pequenas alterações na sua interface, o comparativo pode ser mais justo e próximo de um parecer razoável. Mesmo assim, considero o modelo da Samsung com um resultado final mais completo.

Não falo isso apenas por causa da possibilidade de atualizar para o Android 4.1 Jelly Bean. O desempenho geral do Nexus é levemente mais fluído do que o RAZR MAXX, mas muito pouca coisa. Quero dizer, insuficiente para deixar os mais exigentes irritados. O Nexus também possui uma sensibilidade um pouco maior no toque na tela, além de uma performance geral mais consistente do que o modelo da Motorola. Mas, como disse, a performance geral dos dois smartphones é muito boa.

Qual deles eu devo comprar?

iPhone 4, Motorola RAZR MAXX e Samsung Galaxy Nexus são ótimos smartphones, e hoje, estão com preços muito interessantes no mercado brasileiro (digo, interessantes para quem tem condições de comprá-los). No meu ver, como geek mais exigente, teria motivos muito fortes para ter os três. O iPhone 4, por ser aquele smartphone com iOS 6 mais acessível e com melhor desempenho do mercado (ignoro o iPhone 3GS, pois o mesmo virá bem mais pobre de recursos que o iPhone 4 no iOS 6).

O RAZR MAXX pelo seu ótimo desempenho, e sua generosa bateria de 3.300 mAh. E o Galaxy Nexus por ser “o Android que o Google sempre sonhou”. Logo, é uma questão de preferência e gosto. Talvez a principal diferença entre os modelos seja o tamanho de tela e o sistema operacional mesmo. E, nesse caso, se você é fã do Android e prefere uma tela de grandes dimensões para suas atividades, o RAZR MAXX e o Galaxy Nexus são a escolha. Se o seu mundo está voltado para o jeito Apple de ser, o iPhone 4 é a minha dica. Até mesmo mais que o iPhone 4S. Afinal, a diferença de desempenho não é tão grande, e o Siri não funciona 100% no Brasil.

Abaixo, deixo um vídeo comparativo entre o Motorola RAZR MAXX e o Galaxy Nexus, para que você mesmo possa avaliar os dois smartphones Android, lado a lado.