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4.2 bilhões de pessoas ainda não se conectam na internet, e vários projetos querem resolver isso

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Mais da metade da população da Terra não possui acesso à internet. É o que revela um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que indica que aproximadamente 57% dos habitantes do nosso planeta estão desconectados.

Todas as vantagens socioeconômicas que a internet oferece ficam vetadas para milhares de milhões de pessoas que, segundo a ONU, deveriam ter previamente acesso à formação, educação e ensino de idiomas antes mesmo de acessar a internet. Felizmente, vários projetos promissores podem mudar isso.

 

O smartphone é vital

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Ainda que a ONU acredite que existem barreiras para o acesso à internet de banda larga (inacessível para 90% da população nos países mais pobres) ou o idioma, há um protagonista que pode facilitar o acesso ao mundo digital: o smartphone.

A era pós-PC não foi tão efetiva nos países desenvolvidos, mas é vital nos países em desenvolvimento, já que para muita gente o smartphone é a principal via de conexão com o restante do planeta.

Mas os smartphones são apenas parte da equação, e solucionar o acesso à internet em zonas rurais e de difícil acesso, ou em zonas com infraestrutura pouco desenvolvida é o objetivo de diversos projetos de gigantes da internet. Obviamente, nem todas perseguem fins tão nobres como previstos. Já falamos do Facebook.org, que se mascara da filantropia para obter mais usuários para a sua rede social.

A sorte é que temos outros projetos que visam conectar milhões de pessoas nos próximos anos.

 

Projetos ambiciosos e promissores

O próprio Facebook quer fazer uso de lasers para oferecer o acesso à internet, mas isso não é tudo. Os drones também podem ser utilizados para essa finalidade.

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O Google e o seu Project Loon é outro entre os mais destacados, enquanto que algumas empresas já estão investigando em uma gigantesca rede de satélites de baixa órbita, que também seriam capazes de oferecer essa conectividade, independente da zona geográfica do usuário. Elon Musk e o seu SpaceX parecem ser os candidatos para essa alternativa, mas ainda há dúvidas evidentes para uma solução que teria um custo elevadíssimo.

Seja como for, todos esses projetos não só teriam que enfrentar os obstáculos técnicos, mas também a sua adoção por parte de bilhões de pessoas, cuja mudanças podem resultar em um impacto socioeconômico realmente importante.

O relatório da ONU indica aspectos como estabelecer uma política de acesso universal à banda larga, evitar a desigualdade de gênero no acesso à web, e até definir o conceito de um serviço universal na web. Um objetivo pelo qual vale a pena lutar.

Via Motherboard, ONU (PDF)23

Brasileiros compraram 104 smartphones por minuto em 2014

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O mercado brasileiro de smartphones fechou o ano de 2014 com saldo positivo, registrando recorde de vendas no último trimestre. O relatório IDC Mobile Phone Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, mostra que o volume de vendas no ano passado foi de aproximadamente 104 smartphones por minuto.

De acordo com o estudo, foram vendidos cerca de 54.5 milhões de smartphones em 2014, uma alta de 55% em comparação com 2013 (35.2 milhões). Apesar de um 2014 complicado no setor econômico, o mercado de smartphones foi o único dentre aqueles que envolvem as vendas de tecnologia a encerrar o período com um resultado positivo. E isso, mesmo com eventos como a Copa do Mundo, o carnaval, as eleições e a alta do dólar atrapalhando nas vendas.

Se somarmos as vendas dos feature phones, o mercado de celulares encerrou o ano de 2014 com uma alta de 7% (70.3 milhões de dispositivos comercializados). O Brasil fechou o ano de 2014 na 4ª posição entre os maiores mercados do planeta, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia.

O estudo da IDC mostra também uma mudança do consumidor brasileiro, que está priorizando mais a questão custo/benefício. A facilidade de crédito e parcelamento estimulam a compra de um modelo intermediário no lugar do dispositivo de entrada.

Outro fator de destaque da IDC é a disputa das marcas pelo consumidor brasileiro, com um comportamento e desempenho de vendas de país desenvolvido (e não de um mercado emergente, como é na realidade). 95% do mercado está concentrado em seis grandes marcas, algo que não acontece em outros países com o mesmo perfil econômico.

No quarto trimestre de 2014, foram vendidos 16.2 milhões de smartphones no Brasil. Uma alta de 43% e 14% na comparação com o 4º trimestre de 2013 e 3º trimestre de 2014, respectivamente. O resultado é considerado fantástico, com um aumento nas vendas de até 600% em relação a todo o ano de 2013.

Por fim, o estudo da IDC indica que 15% dos dispositivos vendidos em 2014 contam com conectividade 4G, e para 2015, a estimativa é que o número aumente entre 30% e 35%. Um maior número de lançamentos e a chegada de modelos intermediários e dual-SIM com 4G devem estimular esse crescimento.

Apesar do dólar alto e da conjuntura econômica, a IDC Brasil espera 16% de crescimento do mercado de smartphones, com a venda de cerca de 63.3 milhões de aparelhos em 2015.

Via assessoria de imprensa

Já são mais de 490 milhões de usuários de redes 4G no planeta

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O último relatório da GSMA revela que já são mais de 490 milhões de usuários de redes 4G no planeta. As estimativas apontam para um número de 875 milhões antes do final de 2015.

Mais de 350 operadoras oferecem conexões 4G, e a cobertura dessa rede alcança 27% da população, marca que pode ultrapassar os 35% em 2015. Porém, apenas 7% das conexões móveis são realizadas com essa tecnologia, por conta dos custos dos smartphones compatíveis e o enorme uso das redes 2G e 3G nos países em desenvolvimento.

A Ásia segue como líder no consumo do 4G no planeta, com contundentes 477% de todas as conexões globais. A América do Norte fica com 32%, e a Europa, com 14%.

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Destaca-se aqui a expansão do mercado chinês. Apesar de lançar a primeira rede comercial 4G apenas no final de 2013, a China já está próxima de alcançar os 300 milhões de usuários, se transformando assim no primeiro mercado mundial, superando os Estados Unidos. Por tabela, a operadora com maior número de usuários também está nesse país – China Mobile, com 90 milhões de usuários de redes 4G.

Via GSMA

IDC: Huawei e Lenvo reduzem fatia de mercado mobile de Samsung e Apple

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Os chineses estão se tornando uma grande dor de cabeça para Apple e Samsung no mercado mobile. O último relatório da IDC sobre as vendas do segundo trimestre de 2014 mostram que as duas gigantes perderam cota de mercado para nomes como Huawei e Lenovo.

Além das duas (que aparecem no top 5), marcas como ZTE ou Xiaomi também seguem crescendo de forma exponencial. Vale lembrar que a Apple vendeu mais iPhones no último trimestre do que no mesmo período de 2013, e tudo indica que eles apostam na estratégia de maior variedade de dispositivos (dois modelos de iPhone a cada lançamento), mas assim como a Samsung, perdeu cota de mercado de forma significativa.

A queda da Samsung é ainda mais chamativa, já que tem uma proposta mais semelhante ao dos fabricantes chineses.

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Olhando para os dados do primeiro trimestre de 2014, vemos que a queda era previsível, já que Huawei e Lenovo já eram as que mais cresciam. Além disso, é interessante ver como a coreana LG cresce, conseguindo uma fatia de mercado maior em um segmento já estabelecido, diferente da Samsung, que conquistou sua fatia quando o mercado ainda estava se consolidando.

O mundo mobile não vai mudar de um dia para outro, e a Samsung segue líder no mercado mobile com uma vantagem considerável, e possui recursos para se manter líder por muito tempo. Eles venderam no segundo trimestre 74.3 milhões de unidades de smartphones, três milhões a menos em relação ao mesmo período do ano passado. A cota da Samsung é de 25.2%, uma queda importante em relação aos 32.3% registrados no ano passado, no mesmo período.

Já a Apple sofreu queda semelhante: de 13% em 2013, passou para 11.9%. Nem quatro milhões a mais de smartphones vendidos ajudou a evitar essa queda.

Nos sistemas operacionais, sem muitas dúvidas: o Android domina (tanto na análise da IDC como na da Gartner).

A Huawei é a terceira colocada do último trimestre, com 7% do mercado. Eles venderam 20 milhões de unidades no último trimestre, ou o dobro do volume vendido no mesmo período em 2013. No primeiro semestre de 2014, o aumento nas vendas foi de 62%.

Já a Lenovo vendeu quase 16 milhões de unidades, e mesmo sem um crescimento espetacular, ainda tem margem de crescimento, pois vai entrar em novos mercados, direta ou indiretamente (com a ajuda da Motorola).

Na quinta posição, aparece a sul-coreana LG, com uma proposta de linha média/baixa muito atraente, e uma aposta nos modelos top de linha muito bem elogiados (LG G2 e LG G3). Venderam 14.5 milhões de unidades no último trimestre, ficando com uma cota de mercado de 5%.

As chamadas “outras” (empresas) englobam Motorola, HTC, Sony, Xiaomi, (finada) Nokia (agora) Micrsoft e diversos fabricantes chineses, indianos e derivados, que também aumentaram sua fatia de mercado.

No total, foram vendidas 295 milhões de unidades de smartphones entre os meses de abril e junho. Em 2013, no mesmo período, foram vendidas 240 milhões de unidades.

Via IDC

A população menos favorecida pode ter acesso à leitura através dos smartphones

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As oportunidades que uma pessoa vai desfrutar ao longo de sua vida não deveriam estar condicionadas ao lugar que ela nasce. Porém, todos sabemos que, ainda que nenhum de nós sejamos responsáveis por esse sucesso, o mundo real é, com frequência, injusto, e a vida de milhões de pessoas fica atrasada apenas e simplesmente por ter nascido em um país pobre.

O acesso à cultura como veículo necessário para prosperar e conhecer o mundo em que vivemos foi vedado para muitas pessoas que nascem nos países menos favorecidos do planeta. Porém, a tecnologia representa uma brisa de esperança que pode fazer a diferença, permitindo o acesso às oportunidade que, de outro modo, seriam inalcançáveis. Um recente relatório elaborado pela UNESCO defende a importância dos smartphones como reservatório eletrônicos dos livros que essas pessoas não poderiam ter acesso no formato físico.

Essencial para igualar oportunidades

O estudo explica que, por conta das redes de telefonia e dos smartphones, é possível fazer chegar às comunidades mais pobres boa parte dos recursos culturais, que de outra forma elas não poderiam acessar. Além disso, o estudo aborda as diferentes estratégias que podemos seguir para potenciar a leitura através de dispositivos móveis, e os importantes benefícios educacionais, econômicos e sociais que tal medida pode oferecer.

Mas isso não é tudo. O relatório da UNESCO mostra outros dados interessantes. Em termos absolutos, nos países em desenvolvimento, o smartphone é utilizado na leitura pelo triplo de homens do que nas mulheres, o que demonstra que ainda há muito a ser feito para igualar as oportunidades entre os sexos.

Além disso, a idade média desses leitores é de 24 anos. De fato, mais de 90% dos leitores contam com menos de 35 anos de idade, ou seja, majoritariamente são pessoas muito jovens, capazes de superar o abismo tecnológico das distâncias dos países desenvolvidos.

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Outro dado interessante: 67% dessas pessoas decidiram usar o seu smartphone para ler porque o leva sempre consigo, o que acaba sendo prático, enquanto que 13% afiram ter se encantado por essa forma de leitura, pelo fato de muitos livros eletrônicos serem gratuitos ou, pelo menos, sensivelmente mais baratos que os livros físicos.

Se você quer saber mais sobre o estudo da UNESCO, clique aqui (ATENÇÃO: link em PDF).

267 milhões de smartphones vendidos no primeiro trimestre de 2014, com a Samsung ampliando seu domínio

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O mercado de smartphones já não evolui da mesma forma que fazia no passado, por conta de sua elevada penetração e situação atual da economia mundial. Mesmo assim, um estudo publicado pela TrendForce mostra que, durante o primeiro trimestre de 2014, foram vendidos 266.9 milhões de smartphones ao redor do planeta. Esse número sugere um leve crescimento de 1.13% em relação ao trimestre anterior, o que é uma boa notícia no final das contas.

Entre os fabricantes, a Samsung segue dominando, ampliando a sua vantagem sobre a Apple. Porém, o estudo também revela que, de um modo geral, os fabricantes de origem chinesa cresceram em vendas nos últimos três meses.

Dos quase 267 milhões de smartphones vendidos em todo o mundo entre janeiro e março de 2014, 34.9% foram da Samsung, com um aumento de 3.1%. Esse ganho, somado com a queda da Apple (que saiu de 19.4% para 13.6%) fez com que os coreanos ampliassem a sua vantagem em relação ao seu adversário mais direto em mais de 20%.

Na terceira posição, temos a Lenovo (a TrendForce já soma aqui as vendas da Motorola), com 7.5%, ainda longe de poder alcançar a Apple, mas pode entrar na alça de mira já no próximo trimestre (segundo trimestre de 2014). Na quarta posição está a Huawei, que aproveita o seu leve crescimento e a discreta queda da LG (a quinta colocada), para se consolidar nessa posição.

Se você está estranhando a ausência da Sony nessa lista, devo citar que ela divide a sexta posição com a chinesa Xiaomi, com 4%. Fechando o Top 10, estão (na ordem) CoolPad, ZTE e Gionee, onde as duas primeiras ganharam 0.1%, enquanto que a última perdeu 0.3% de mercado.

Sem modelos top de linha no primeiro trimestre de 2014

Os dados do relatório foram analisados levando em conta que, entre os principais fabricantes do segmento, ao menos no mercado ocidental, nenhum deles ofereceu ao mercado um novo modelo top de linha durante o período (alguns produtos foram apresentados nos grandes eventos de tecnologia – CES 2014 e MWC 2014 -, mas nenhum desses produtos chegou ao mercado, ou os poucos que chegaram não o fizeram em larga escala).

As vendas da Apple, LG ou Sony estariam com um certo lastro por conta da ausência de novos dispositivos. Já a Samsung soube se aproveitar dessa situação, com a oferta de produtos nas linhas média-baixa.

Logo, vamos ter que esperar o resultado das vendas do segundo trimestre para ver o reflexo das de modelos como o Samsung Galaxy S5, Sony Xperia Z2 ou o HTC One (M8). Talvez algumas mudanças apareçam nesse sentido, por conta desses novos smartphones top de linha.

Via Phone Arena, TrendForce

Maioria dos usuários que jogam em smartphones abandonam os jogos no dia seguinte da instalação

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Os jogos em smartphones fazem hoje muito sucesso, mas existe uma grande fila de desenvolvedores que não contam com essa sorte. Os jogos mobile parecem ser uma aposta segura se você tem uma ideia interessante, mas isso não é uma regra.

Um estudo realizado pela Swrve analisou o comportamento de 10 milhões de jogadores em dispositivos móveis em 90 dias, estudando como eles se relacionam dante dos mais de 30 jogos disponíveis em seu catálogo. Os resultados mostram que 19% desses gamers rodam os jogos baixados apenas uma vez, e 66% deixam de jogar os games nas primeiras 24 horas de instalação.

Em média, cada jogador gastou apenas US$ 0.45 em três meses, o que confirma o resultado de um estudo anterior da mesma Swrve, que informa que apenas 2.2% dos usuários gastam dinheiro nos jogos nos smartphones, e que 46% dos lucros vem dos 10% que efetivamente investem nos jogos.

Outro dado interessante: 53% do gasto realizado nesses jogos ocorrem nos primeiros sete dias da compra. Isso quer dizer que a metade daqueles que realmente investem em jogos fazem isso apenas na primeira semana: depois disso, passa a ser muito mais difícil convencer os usuários a comprar complementos para os jogos, ou até mesmo as versões completas desses títulos.

Hugh Reynolds, CEO da Swrve, comenta que essa é uma das razões pelas quais as grandes desenvolvedoras investem muito dinheiro no marketing desses jogos: “se quer que funcione, tem que funcionar rápido”, completa o executivo.

Via Re/code

Apple, abril de 2013: “Os consumidores querem o que nós não temos”

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As idas e vindas da Samsung e Apple nos tribunais são públicas e notórias, mas nuncia poderíamos imaginar que a famosa “Guerra de Patentes” seria capaz de despertar tais declarações como a do título desse post, expressadas em uma apresentação que a Apple manteve em uma reunião privada, realizada em 2013. E é exatamente isso o que está acontecendo agora, sendo assim possível conhecer qual era a percepção da equipe de Tim Cook em abril do ano passado sobre o mercado de smartphones.

De acordo com os documentos vazados, a Apple reconhecia que o mercado mobile cresceu apoiado nas atuais preferências dos consumidores, que passavam a se concentrar nos dispositivos mais baratos (com preços inferiores a US$ 300) e maiores (que o iPhone, que fique bem claro), o que levou os profissionais de Cupertino a concluírem que:

Os consumidores querem o que nós não temos.

A Apple não só tem em conta o tamanho do equipamento ou o seu preço, como também importantes problemas nos seus planos de “dominação mundial”. Eles também detectaram nas operadoras um obstáculo ao considerar o grande interesse em “capar” o iPhone, por conta das políticas inflexíveis da Apple e ou seu alto custo. Além disso, o fabricante do iPhone entende que os seus principais concorrentes melhoraram drasticamente o seu hardware e o seu ecossistema, ao mesmo tempo que eles investem quantidades consideradas “obscenas” de dinheiro em marketing.

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O estudo recém descoberto tinha como objetivo principal estudar a situação do momento, com o objetivo de planificar as suas ações para 2014. A pergunta que fica é: alguns desses dados podem influenciar os produtos que a Apple pretende apresentar nesse ano? Enquanto tal questão não é respondida, ao menos sabemos que a nova briga entre Apple e Samsung nos tribunais deve trazer histórias similares nos próximos meses.

E que o tempo onde a Apple batia no peito, orgulhosa, afirmando que “nós sabemos o que vocês querem”, definitivamente acabou.

Via Recode, Scribd

12% dos portáteis vendidos em 2013 foram ultrabooks, afirma a ABI Research

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A ABI Research apresentou o seu relatório de vendas de computadores portáteis durante o ano de 2013. O detalhe que chama a atenção no estudo é a quantidade de ultrabooks comercializados no período.

A análise indica que 12% das unidades vendidas entram no conceito de ultraportáteis, ou os ultrabooks, segmento de computador idealizado pela Intel. Levando em conta que falamos de 183 milhões de vendas globais no ano passado, concluímos que 22 milhões de unidades correspondem aos computadores ultrafinos.

Não é um resultado ruim para um segmento com margens de lucros – e preços – acima da média dos computadores portáteis. Mesmo assim, isso não quer dizer que os números são positivos para todos, uma vez que alguns tiveram prejuízos nessa categoria (como a Acer, por exemplo).

Também é preciso levar em conta que muita coisa mudou nas linhas de produção e marketing para desenvolvimento e venda dos ultrabooks ao longo de 2013, e isso se refletiu no seu volume de vendas.

ABI incluiu os conversíveis e o MacBook Air em seu relatório

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O relatório da ABI Research incluiu os produtos da Apple. Quatro dos 22 milhões de computadores ultrafinos correspondem às vendas dos diferentes modelos de MacBook Air. Também entraram no relatório alguns dispositivos híbridos, como o ASUS Transformer Book. Com isso, o número de ultrabooks “autênticos” fica cada vez menor do que o valor inicialmente indicado.

Tudo indica que o ano de 2014 vai se marcar pelo aumento de vendas de ultrabooks em todo o mundo, uma vez que os novos modelos apresentam características que contemplam os pré-requisitos para entrar nessa categoria. Além disso, os preços estão se tornando mais acessíveis. O problema é que os ultrabooks terão que disputar espaço com os Chromebooks, que estão com maior evidência. Tímida, é verdade. Mas são mais presentes do que foram quando anunciados pela primeira vez.

A chegada dos novos processadores Intel Core – em junho – será um momento importante para os ultrabooks. Com os novos chips, teremos uma geração de portáteis mais potentes e com maior autonomia de bateria, além das conectividades LTE, dual-boot e a chegada (talvez) do Windows 8.2.

Via ABI Research

Gartner: vendas de PCs caem 6,9% no último trimestre de 2013 (mas existe uma luz no fim do túnel)

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A indústria da informática acaba de receber uma má notícia, e uma notícia… menos ruim, por assim dizer. A má notícia é que as vendas globais de computadores registraram um descenso de 6.9% durante o quarto trimestre de 2013. Essa é a queda mais acentuada até agora. Ah, a notícia “menos ruim”? Nem tudo está perdido.

A Gartner publicou o seu relatório trimestral de vendas de computadores, que mostra um movimento de 82.6 milhões de unidades vendidas durante os últimos 3 meses do ano passado. Lenovo e HP são as empresas com o maior número de equipamentos distribuídos, e as únicas companhias dentro do grupo de top 5 a registrar um crescimento de vendas foram Lenovo e Dell (na terceira posição), enquanto que as demais registraram quedas nos envios, principalmente a ASUS, com -19% em relação ao ano passado.

Ainda segundo a Gartner, grande parte da responsabilidade por essa queda nas vendas cai nas costas dos mercados emergentes da região Ásia-Pacífico, onde os tablets e smartphones estão se transformando no primeiro dispositivo de tecnologia para um grande número de consumidores.

Fato é que: o PC não é mais a ferramenta favorita para navegar na internet e se comunicar com o resto do mundo para a maioria das pessoas. Hoje, os dispositivos móveis são a primeira escolha, por diversos motivos: são mais atraentes, são portáteis, e principalmente, mais baratos.

Por outro lado, parece que o momento de quedas nas vendas de PCs está chegando ao fim. O sempre importante mercado norte-americano permanece estável depois de um longo período de quedas, o que dá a perspectiva que ao menos os laptops de baixo custo e novas propostas de produtos, como os equipamentos conversíveis, dinamizariam o mercado, impulsionando as vendas ao longo de 2014.

Veremos o que os números de vendas do primeiro trimestre de 2014 vão indicar.

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Via Gartner

Vendas de PCs no Brasil caíram 15% no terceiro trimestre de 2013, informa o IDC

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O mercado de PCs (desktops, notebooks, netbooks, ultrabooks, etc) segue em forte retração, refletindo os novos tempos no mercado de tecnologia de consumo. Segundo o último estudo trimestral do IDC (relativo às vendas do terceiro trimestre de 2013), a queda nas vendas no mercado brasileiro foi de 4% em relação ao trimestre anterior, e 15% em relação ao mesmo período de 2012.

No total, 61% dos equipamentos vendidos foram notebooks, e 39% desktops. Nas receitas, a queda foi um pouco menor: 5% de retração em relação ao trimestre anterior, e 1% em relação aos números de 2012. Os dados são fornecidos pelo relatório Brazil Quarterly PC Tracker, da IDC Brasil.

Além da pressão do dólar, que subiu consideravelmente nos últimos meses, a chegada de novas tecnologias (telas conversíveis, sensíveis ao toque e computadores mais finos) podem resultar em computadores mais caros. Por outro lado, o que deve baratear um pouco o valor final dos produtos é a competição do mercado, com os fabricantes oferecendo opções diferentes para o consumidor.

Falando dos modelos específicos de PCs, o estudo da IDC mostra que as vendas dos desktops sofreram uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, e de 14% em relação ao mesmo período de 2012. O mesmo desempenho negativo foi registrado nas vendas de notebooks, que registraram queda de 2% em relação ao trimestre anterior, e 16% em relação ao ano passado.

Um dos motivos dessa queda foi o fato do Governo Federal não ter comprado computadores para abastecer áreas específicas, principalmente na educação, onde os tablets foram adotados. São mais baratos, contam com plataformas mais flexíveis, e possuem as mesmas funcionalidades básicas dos PCs, o que se converte automaticamente em uma forte redução de custos.

O mercado doméstico foi responsável por 73% das vendas de PCs no Brasil (em 2012, era 65%). Os computadores ultrafinos seguem ganhando espaço no mercado, com um crescimento nas vendas e 145% em relação a 2012, e 48% em relação ao trimestre anterior.

Por fim, o IDC espera que o ano de 2013 registre, em média, uma queda de 10% nas vendas de PCs no Brasil. Para 2014, a previsão de queda é menor: 6%. O motivo para a queda: a Copa do Mundo, onde os consumidores naturalmente concentrarão os seus investimentos na aquisição de televisores.

Windows ainda domina o mercado de desktops, mas Windows 8 não passa de 7% dos PCs

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O novo relatório mensal sobre o mercado de sistemas operacionais para desktops mostra claramente que as dores de cabeça da Microsoft com o Windows 8 estão bem longe de terminarem. O estudo revela que o domínio do sistema operacional Windows ainda é algo avassalador, alcançando 91.19% do mercado global durante o mês de junho. Porém, apenas 7.41% dessa fatia pertencem ao Windows 8.

O ganho do Windows 8 em relação ao mês passado foi de apenas 2%, e se explica pela redução do share pertencente ao Windows XP, que registrou perda de 3.53% (saindo de 37.19% em maio para 33.66% em junho). Outro fator que justifica esse discreto aumento do Windows 8 é o lançamento do preview gratuito da versão Windows 8.1, que será lançada em versão final no dia 17 de outubro, com disponibilidade de download gratuito (para as máquinas que hoje já contam com o Windows 8) para o dia 18 de outubro.

A promessa de novidades e recursos na próxima versão – incluindo a volta do botão Iniciar, novas opções de personalização da nova interface de usuário e novos aplicativos integrados – são as apostas da Microsoft para fazer com que a popularidade do Windows 8 aumente junto aos usuários.

Até o momento, o líder entre as versões do sistema da gigante de Redmond ainda é o Windows 7, com 45.63%. Não que esse grupo seja muito preocupante para eles (o que realmente preocupa é o pessoal que ainda usa o Windows XP, que vai ficar sem o suporte oficial da Microsoft em abril de 2014), mas certamente isso causa uma relativa frustração nos planos da empresa em adotar uma nova proposta de ecossistema integrado de plataformas em seus produtos.

Os 100% da pesquisa nos sistemas operacionais se completam com os 7.28% dos usuários do sistema Mac OS (em diferentes versões), e o 1.5% dos usuários do sistema Linux (em suas diferentes distribuições).

Via The Next Web, Net Applications

A maioria dos estudantes querem substituir os livros por tablets para estudar

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Muitas coisas do nosso mundo nos remetem ao século 21, e isso significa que a evolução está produzindo a substituição de elementos e recursos clássicos pela tecnologia que temos dismponível hoje. Por exemplo, um relatório realizado pela Nielsen nos Estados Unidos revela que 71% dos estudantes querem contar com o benefício de utilizarem os textos dos livros indicados pelos professores em seus tablets.

A Google é uma das empresas que estão tentando promover um crescimento nesse aspecto, oferecendo para os estudantes as opções de comprar ou alugar as versões digitais de alguns livros que fazem parte da grade escolar do aluno, através da Google Play.

E isso se alinha ao comportamento atual do estudante: 51% das crianças com mais de 13 anos que estão na escola usam a internet a partir de tablets. Desses, 42% costumam ler livros regularmente. Além disso, 46% usam o e-mail, 40% fazem anotações, e 30% completam os seus trabalhos escolares com a ajuda do dispositivo.

Um fato interessante é saber que dos 51% dos estudantes que usam tablets, 30% o fazem para pesquisas para as lições de casa. Na era das redes sociais e pesquisas na web, as crianças podem encontrar praticamente tudo o que elas precisam apenas utilizando o Google Search. O relatório da Nielsen também revela que os pais não se importam com a idade que eles passam a querer um maior conteúdo educacional nos tablets. Esse é até um ponto de ênfase para empresas como Apple, Google e Amazon começarem a focar nesse segmento de mercado.

Obviamente, a transição dos livros para os tablets não pode acontecer até que as editoras se convençam que a ideia é valida. E com tantos processos contra Amazon e Apple por causa das publicações editoriais e preços cobrados pelas obras, entendo que o caminho a se percorrer para que a teoria se torne uma agradável realidade é consideravelmente longo.

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Via Nielsen

Estudo mostra a origem dos usuários do iPhone e smartphones da Samsung nos EUA

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Não é novidade para ninguém que Apple e Samsung vivem uma batalha épica pelo domínio do mercado mobile, e que as duas empresas fazem de tudo para turbinar seus dados. Porém, até agora, ninguém sabia de forma muito clara qual era a origem dos usuários dos smartphones de cada fabricante. Um estudo recente realizado nos Estados Unidos revela dados muito interessantes sobre o comportamento dos usuários de smartphones naquele país.

O estudo foi realizado pela CIRP (Consumer Intelligence Research Partners), e mostra o índice de fidelidade das marcas, e a sua capacidade de retenção de usuários. Nesse sentido, 42% dos usuários do iPhone entre julho de 2012 e junho de 2013 já tinham um iPhone antes, enquanto que a Samsung se alimenta mais de outras marcas. 43% dos proprietários de um smartphone dos sul-coreanos no mesmo período já estavam no Android, mas não utilizavam necessariamente um produto da empresa.

No quesito “roubo de usuários”, a Apple aproveita melhor esse expediente, capturando 33% dos usuários da Samsung, enquanto que os coreanos conseguiram apenas 11% dos cliente dos norte-americanos.

O estudo detalhado da CIRP também perguntou aos usuários sobre o perfil de uso por marca, e conclui que os proprietários do iPhone nos EUA contam com um maior poder aquisitivo e nível de estudo superior que os proprietários de smartphones da Samsung. Para ler o estudo completo, clique aqui.

Relatório mostra que Nokia Lumia 520 retém 27% do mercado do Windows Phone 8

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O relatório mensal da consultoria AdDuplex revela quais são os modelos dominantes no mercado do Windows Phone 8. E, como já era de se esperar, a Nokia consegue concentrar aproximadamente 80% do mercado do sistema operacional da Microsoft. Mas talvez o que a maioria dos usuários não sabiam é que pelo segundo mês consecutivo, o Nokia Lumia 520 é o modelo mais vendido entre os produtos com WinPho 8 no mercado.

O estudo mostra que o Nokia Lumia 520 retém hoje 27% do mercado de smartphones com Windows Phone 8, seguido por outros dois simartphones da Nokia, o Lumia 920 e Lumia 620, que contam com 17% e 14%, respectivamente. O mais impressionante é que, mesmo se pegarmos todo o portfólio de produtos da linha Lumia, o modelo 520 ainda é o líder com 36%, seguido pelo Lumia 720.

Outro dado interessante revelado pelo estudo é que a maioria dos smartphones com Windows Phone (57% para ser mais exato) são vendidos com 512 MB de RAM. Ou seja, a maior parte do mercado do Windows Phone é composto por smartphones de entrada.

Mas a informação mais impressionante é que o relatório também fala de dispositivos de codinomes RM-927 e RM-940, e esses dois modelos podem ser os primeiros phablets com Windows Phone 8, já que contam com telas largas e com resolução de 1080 x 1920. O modelo RM-927 pode ser a variante da Verizon desse suposto phablet, enquanto que o modelo RM-940 deve ser a variante da AT&T.

Outras versões do mesmo dispositivo são descritas pelos codinomes RM-937, RM-938 e RM-939, que são especuladas como as versões internaciona, para a operadora China Unicom e China Mobile, respectivamente. Por fim, o modelo RM-955, também citado pela AdDuplex, pode ser a versão chinesa do Lumia 1020.

Via WMPowerUser

iPhone 5 teria vendido duas vezes mais rápido que o Galaxy S4

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Na semana passada, a Samsung teria alcançado a marca de 20 milhões de unidades distribuídas do Galaxy S4 (essa informação deve ser confirmada pela Samsung ainda nessa semana, com a apresentação do relatório financeiro do segundo trimestre de 2013). A Samsung teria alcançado esse número em apenas dois meses, o que já seria algo espetacular. Porém… o quão espetacular isso é, se comparado com as vendas do iPhone 5?

Um informe da ISI Group revela um dado que apresenta melhor essa perspectiva de vendas dos dois produtos. O iPhone 5 alcançou esse mesmo volume de unidades vendidas (20 milhões) em apenas 25 dias do produto no mercado. De forma resumida, o novo smartphone da Apple se vendeu com o dobro da velocidade que o modelo top da Samsung.

Se a comparação for um pouco mais estreita no quesito tempo, vamos descobrir que a Apple distribuiu no mercado 803 mil unidades do iPhone 5, contra as 444 mil unidades distribuídas pela Samsung do Galaxy S4.

Porém, antes que você se impressione com esses frios números, é bom lembrar que a Samsung tem bons motivos para comemorar. Afinal de contas, o Galaxy S4 se transformou, com os seus próprios méritos, no smartphone que mais rápido se vendeu na história da fabricante sul-coreana, praticamente duplicando o ritmo de vendas do Galaxy SIII.

Sem falar que os modelos foram lançados em períodos diferentes do ano, com cenários de distribuição de modelos distintos. Alémd isso, o período que a Apple coloca um novo iPhone no mercado (segundo semestre) é naturalmente mais favorável do que o lançamento dos modelos da Samsung (primeiro semestre), uma vez que o iPhone 5 foi favorecido pelas vendas natalinas.

Via iPhoneInformer.com

Nokia relata os seus primeiros lucros depois de meio ano de prejuízos

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Parece que Stephen Elop tem finalmente motivos para voltar a sorrir. Os resultados financeiros da Nokia durante o primeiro trimestre fiscal de 2013 parecem ter colocado a empresa de novo aos trilhos. Afinal de contas, foi o primeiro trimestre que a empresa registrou lucros em seis meses.

A Nokia confirmou a informação de venda de 4.4 milhões de smartphones Lumia durante o último trimestre fiscal, o que é 50% a mais que o volume de smartphones vendidos no trimestre anterior. Este é o melhor período de vendas desde o início da parceria entre Nokia e Microsoft. Mas se os resultados de vendas de smartphones melhoraram, os 6.6 milhões de dispositivos vendidos pela fabricante finlandesa seguem registrando prejuízos em virtude principalmente da mudança de estratégia da empresa, uma vez que eles passaram a fabricar mais produtos de baixo custo e poucos modelos de linha alta.

A principal fonte de lucros da Nokia vem diretamente de sua divisão Nokia Siemens, encarregada da fabricação e implementação de diversos equipamentos de rede e telecomunicações.

No total, a Nokia obteve US$ 10.73 bilhões em vendas totais. Eliminando os gastos gerados, eles ficam com US$ 585 milhões de lucros líquidos. Esses são dados que, acreditem se quiser, são positivos, se levarmos em conta que no mesmo trimestre do ano passado, eles registraram um prejuízo total que ultrapassava a marca de US$ 1 bilhão.

Falando especificamente da venda de dispositivos por categoria, foram 15.9 milhões de unidades distribuídas no último trimestre de 2012, divididos dessa forma: 9.3 milhões de aparelhos da linha Asha, 4.4 milhões de telefones da linha Lumia, e 2.2 milhões de smartphones com o sistema Symbian. E por falar no Symbian, a Nokia aproveitou a oportunidade de anunciar que o Nokia 808 PureView foi o último smartphone da empresa a contar com o mítico sistema operacional, indicando claramente que (e dessa vez, de uma vez por todas)… o Symbian esta´oficialmente morto

Olhando para o futuro, a Nokia prevê que as perdas na divisão de dispositivos e serviços será de apenas -2%. Mais detalhes sobre os resultados financeiros da empresa serão revelados durante a junta geral da Nokia, que acontece no próximo dia 7 de maio.

Para ver o relatório financeiro da Nokia (ATENÇÃO: arquivo em PDF), clique aqui.

94,2 milhões de pessoas tem acesso à internet no Brasil

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Já podemos cantar: “94 milhões em ação, liga Brasil…”. Tá, foi péssima. Vou começar de novo. O instituto IBOPE Nielsen Online informa em seu último estudo que o número de internautas brasileiros está na casa dos 94 milhões nesse último trimestre, incluindo nessa conta o acesso domiciliar do público entre 2 a 15 anos de idade.

O estudo como um todo considera como “internauta brasileiro” todo aquele com acesso à web com 16 anos de idade ou mais, em qualquer ambiente (residências, ambientes profissionais, escolas, lan houses e outros locais), além das crianças e adolescentes entre 2 e 15 anos de idade com acessos residenciais. A inclusão desses usuários de até 15 anos é uma novidade no estudo. Sem considerar esse público, o número total de internautas no Brasil seria de 85.3 milhões no terceiro trimestre de 2012.

Essa inclusão do internauta precoce foi adotada para uma compreensão mais abrangente do mercado de internet no Brasil, além de refletir um perfil mais alinhado com o acesso à web em todo o planeta, uma vez que cada vez mais cedo as crianças estão tendo acesso aos conteúdos conectados.

O estudo também revela que o acesso no local de trabalho ou em domicílios chegou a 72.4 milhões no quarto trimestre de 2012, registrando um aumento de 2.1% (70.9 milhões no trimestre passado), e de 14% em relação ao mesmo período no ano passado (63.5 milhões). Considerando apenas a medição residencial, o crescimento registrado foi de 2.5% em relação ao trimestre anterior (69.5 milhões no quarto trimestre de 2012), e de 16% em relação ao mesmo período em 2011.

De todos aqueles com acesso à internet em residências, 44.7 milhões foram considerados usuários ativos em novembro de 2012, registrando um crescimento de 3.1% (43.3 milhões em outubro de 2012), e de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Já em casa e no local de trabalho, o número de internautas ativos chegou a 53.6 milhões em novembro de 2012, o que se converteu em um aumento de 0.7% em relação ao mês anterior, e 12% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Por fim, as categorias com maior crescimento no número de usuários únicos em novembro foram as de companhias aéreas, com aumento mensal de 11.4%. Os sistemas de pagamento seguro de compras online registraram aumento de 5.4%, e as de informações de produtos para animais domésticos cresceram 14.1%.

Via Assessoria de Imprensa – IBOPE Media

Número de dispositivos rodando o Android Jelly Bean dobrou em um mês, mas Gingerbread ainda é dominante

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Fragmentação. Uma palavra que ainda causa arrepios pelos corredores do Google, e dores de cabeça entre os usuários Android, tanto para quem já tem um dispositivo quanto para quem pretende ter. É impossível falar do sistema operacional do robozinho verde sem falar no seu fatiamento de distribuições, algo que acontece desde sempre, e normalmente é provocado pelo desencontro de um dispositivo mais velho com as exigências da nova versão do sistema operacional.

De qualquer forma, o Google se esforça para mostrar o tempo todo que esse quadro está mudando, ou que ao menos o mercado está se expandindo em direção à mais recente versão aos poucos (mesmo que esse “aos poucos” represente uma velocidade bem mais lenta do que aquela que o próprio Google queria). No seu último relatório mensal sobre a participação das versões do Android em seus dispositivos, podemos observar que a versão 4.1 (Jelly Bean) dobrou a sua participação de mercado em relação ao mês passado, saindo de 2.7% para 6.7%.

Por outro lado (e essa é uma péssima notícia para o Google), a versão 2.3 (Gingerbread) do Android continua sendo a mais participativa entre os dispositivos ativos, com 50,8%. O lado positivo disso é que, no mês passado, essa vantagem do Gingerbread era de 54.2%. Outra versão que obteve ganho de mercado foi a 4.0 (Ice Cream Sandwich), que no mês passado contava com 25.8%, e agora, possui 27.5% de mercado.

Os principais responsáveis por esse cenário fatiado são o próprio Google, que lá atrás lançava mais de uma versão do Android por ano, e dos fabricantes, que não trabalham de forma adequada na atualização dos dispositivos existentes, e em muitos casos, ainda lançam dispositivos de entrada, com um hardware limitado, e com versões do Android mais antigas (mais especificamente o Gingerbread), mantendo assim a conta dessa versão elevada.

É inegável que o Android é líder absoluto do mercado mobile, mas o seu principal problema em relação aos seus concorrentes diretos está na dificuldade em oferecer a mesma experiência de usuário para todos. Isso é algo que o iOS, BlackBerry ou o Windows Phone lidam com menor escala, e possuem um maior controle nesse aspecto.

Via BGR.com

Brasil perde mais de R$ 15 bilhões com crimes cibernéticos, diz estudo Norton 2012

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A Norton revelou ontem (4), em evento realizado em São Paulo, os resultados do Norton Cybercrime Report, um estudo anual e detalhado sobre as atividades do crime cibernético, que tem como objetivo compreender como os crimes virtuais afetam a vida das pessoas, como esses crimes funcionam, e como a tecnologia evolui para combater esses crimes. E os dados revelados pela empresa são alarmantes.

Segundo dados recolhidos de relatos pessoas de mais de 13 mil adultos em 24 países, os custos globais com crimes cibernéticos ultrapassam a casa dos US$ 110 bilhões. No Brasil, a estimativa é que mais de 28 milhões de pessoas foram vítimas foram vítimas de cibercrimes nos últimos 12 meses, gerando um prejuízo médio de R$ 562 por vítima.

18 adultos são vítimas de violações virtuais por segundo, ou 1.5 milhão de vítimas diariamente em todo o planeta, onde cada pessoa perde US$ 197 em média, o que é mais do que as necessidades alimentares semanais para uma família considerada padrão (pai, mãe e dois filhos). 556 milhões de adultos ao redor do planeta foram vítimas de fraudes online, ou 46% de todos os adultos vítimas de crimes online, sendo então a fraude a atividade mais comum de crimes cibernéticos.

Outros dados importantes da versão 2012 do Norton Cybercrime Report:

·         15% dos usuários de redes sociais relatam que alguém invadiu o seu perfil e se passou por eles

·         Um em cada 10 usuários de redes sociais foram vítimas de golpe ou links falsos em plataformas colaborativas

·         Embora 75% acreditem que os cibercriminosos estejam mirando nas redes sociais, menos da metade (44%) utilizam uma solução de segurança que os proteja contra ameaças nestes ambientes. Além disso, apenas 49% usam as configurações de privacidade para controlar as informações que compartilham

·         Quase um terço (31%) recebeu uma mensagem de texto de alguém que não conhecia solicitando que clicassem em um link ou a discassem um número desconhecido para ter acesso a uma caixa postal de voz.

O Norton Cybercrime Report 2012 também revela que a maioria dos internautas está nos passos básicos para proteger a si mesmos e às suas informações pessoais, como apagar e-mails suspeitos e ter cuidado com os seus dados pessoais no mundo online. No entanto, outras precauções essenciais são ignoradas: 40% não usam senhas complexas nem as alteram com frequência. Além disso, mais de um terço não confere o símbolo de cadeado no navegador antes de digitar informações pessoais críticas, como dados bancários.

Paralelamente, o relatório deste ano aponta que muitos adultos não estão cientes que as formas mais comuns de crimes cibernéticos têm evoluído ao longo dos anos e, portanto, têm dificuldade para reconhecer como um malware age nos computadores. De fato, 40% dos adultos não sabem que um vírus pode operar de forma discreta, tornando-se difícil saber se um computador foi comprometido. Além disso, mais da metade (55%) relatou não estar certo de que seu computador está limpo e livre de vírus.

Para mais informações do Norton Cybercrime Report 2012 visite: http://www.norton.com/2012cybercrimereport