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LG com mais um trimestre de quedas nas vendas de smartphones

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A LG foi mais uma gigante do setor de telefonia que revelou os seus resultados financeiros relativos ao segundo trimestre de 2016. E é mais uma que mostra quedas nas vendas.

A Huawei se consolidou na terceira posição do setor, e agora ameaça a vice-liderança da Apple. ALém disso, o crescimento de marcas como OPPO e Vivo fazem com que líderes históricos como Sony e LG e percam posições no ranking.

Os números do segundo trimestre de 2016 também são reflexo dos acontecimentos recentes envolvendo a LG. O fraco desempenho do LG G5 nas vendas resultaram na reestruturação do setor de telefonia móvel da empresa, e o cenário geral não é dos mais promissores.

 

A linha média resiste

A tendência de queda nas vendas de smartphones da LG já era uma realidade no trimestre passado, mas a linha média consegue evitar que a queda seja ainda maior. Nesse segmento, a queda foi de apenas 1%, enquanto que no trimestre passado foi de 3%. É uma boa notícia, convenhamos.

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Dos 13.9 milhões de smartphones distribuídos pela LG no segundo trimestre de 2016, boa parte deles foram modelos de linha média. As linhas LG K e LG X aumentaram suas vendas em 8%, o que freou a queda das vendas dos modelos top de linha.

Nos resultados gerais, a LG informa que obteve uma receita de US$ 12.050 bilhões no segundo trimestre de 2016, um aumento de 0,6% em relação ao mesmo período de 2015.. Um aumento muito pequeno nas vendas, mas com lucros com ganhos consideráveis, de 140% a mais do que em 2015 (US$ 503 milhões), onde as principais responsáveis foram as divisões de televisores e ar-condicionado.

A divisão de smartphones registrou receita de US$ 2.46 bilhões, uma queda de 6% em relação ao ano de 2015, com um prejuízo de US$ 132 milhões. O cenário não é dos melhores dentro do segmento: meses de prejuízos a saída do Top 5 entre os vendedores globais, e um LG G5 abaixo do esperado.

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A salvação da lavoura para a LG  pode ser o LG V20, que deve chegar no segundo semestre de 2016. Porém, diante do que vimos agora, o melhor mesmo é a empresa investir nos modelos de linha média. Não seria nada mal ver as LG Friends nos modelos intermediários.

Via Fonearena

Apple obtém um lucro recorde, mas as vendas ficam estancadas

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A Apple apresentou os seus resultados financeiros relativos ao quarto trimestre de 2015 (primeiro trimestre do ano fiscal da empresa), revelando os volumes de vendas de iPhones, iPads e outras categorias de produtos.

Começando com as boas notícias. A Apple registrou lucros no período de US$ 18.4 bilhões, um recorde que representa uma melhora de 2.2% diante dos resultados do primeiro trimestre fiscal do ano passado.

Agora, as notícias não tão boas assim. A Apple não convenceu dessa vez por um motivo muito simples: As vendas: foram US$ 75.9 bilhões durante o período, um pouco abaixo dos US$ 76.6 bilhões das previsões da empresa.

Ou seja, temos um crescimento em todos os sentidos, mas o grande problema é que eles não só não cumpriram com as expectativas, mas também o produto mais popular da empresa, o iPhone, registrou um crescimento nas vendas de apenas 1%. É algo tão pequeno, que é quase nulo. A porcentagem nos faz pensar que estamos diante de um estancamento claro nas vendas de um ano para outro.

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Porém, o grande afetado de um ano para outro foi o iPad, que não conseguiu se salvar nem mesmo com o lançamento do iPad Pro, registrando uma acentuada queda de 25% em relação ao ano passado, com as vendas registrando um descenso de 21%.

Na realidade, combinado com a forte dependência da Apple com o iPhone e o iPad, a empresa acabou sendo penalizada na bolsa de valores norte-americana, onde mesmo registrando lucros as suas ações registraram uma queda de aproximadamente US$ 1. Essa resposta é compreensível, já que o mercado olha não só para o presente, mas também para a projeção futura da empresa.

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Algo que a própria Apple previu nos relatórios anteriores é o bom desempenho nas vendas dos seus computadores, que seguem crescendo em vendas e participação, apesar do mercado de computadores em geral viver um momento de queda. Mas ao que parece essa tendência também chegou à empresa de Cupertino, já que os Macs sofreram uma queda de 4% nas unidades vendidas, e 3% nos lucros em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar disso, dentro do departamento de serviços e “outros produtos”, vemos um crescimento por conta da boa participação que teve tanto o Apple Watch como o novo Apple TV. A Apple segue sem revelar números individuais, como parte de sua estratégia comercial.

Dentro da categoria “outros produtos” que representam apenas 6% as vendas da empresa, estão concentrados o Apple Watch, o Apple TV, os produtos da Beats, o iPod e acessórios. O crescimento nas vendas foi de 62% de um ano para outro. A má notícia é que sua participação é tão pequena, que não representa mudanças significativas para os lucros gerais da empresa.

Será que o iPhone chegou no seu ponto de saturação? O iPad vai conseguir se recuperar?

São perguntas de respostas difíceis, mas que podem ser decisivas para o futuro da Apple a médio e longo prazo.

Via ZDNet, Apple

O melhor ano fiscal da Apple até agora é impulsionado pelo iPhone

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Os últimos resultados financeiros da Apple foram revelados, e em resumo, podemos dizer que o último trimestre financeiro de 2015 foi um trimestre espetacular para a gigante de Cupertino.

A Apple vendeu nada menos que 48 milhões de iPhones no período, superando com sobras os 39.3 milhões do mesmo trimestre do ano passado. Isso surpreende se também levarmos em conta que os novos iPhone 6s e 6s Plus estavam nas lojas por apenas uma semana nesse trimestre. A Apple informou ainda que o trimestre também foi o mais importante para as vendas dos Macs, com 5.8 milhões de unidades vendidas, superando os 5.5 milhões vendidos no ano passado.

Mas também temos más notícias. O iPad pela primeira vez não conseguiu superar a marca de 10 milhões de unidades vendidas, algo que foi obtido desde o primeiro trimestre de 2011. Dessa vez, eles ficaram com 9,9 milhões de unidades. Depois da leve renovação dos modelos no final de setembro, veremos se os novos iPad mini 4 e iPad Pro conseguem melhorar esses números.

Nos números finais, os US$ 51.5 bilhões arrecadados escondem um lucro líquido de US$ 11 bilhões. O iPhone contribuiu com US$ 32.2 bilhões, ou seja, dois terços dos ganhos de toda a Apple. A China tem grande peso disso, conseguindo US$ 12.5 milhões em vendas, crescendo assustadores 99% em relação ao ano passado.

A categoria “outros produtos” teve um grande crescimento, por conta basicamente do Apple Watch, com ganhos de US$ 3 bilhões, ou 61% a mais do que no ano passado. Não revelam as unidades vendidas do relógio inteligente.

Via Apple

Microsoft no 3º trimestre de 2015: menos Windows Phone, mais Azure e Office

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A Microsoft anunciou ontem (22) os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2015, mostrando quedas nos setores de consumo e crescimento em tudo o que é relativo ao negócio na nuvem e aplicativos profissionais. Além disso, a empresa anunciou mais uma leva de demissões, com 1.000 funcionários que serão dispensados.

São os primeiros resultados sob a nova estrutura de relatório financeiro da Microsoft, que reduz a três seguimentos que mostram o foco de Nadella com a empresa. Os lucros totais em 12 meses caíram de US$ 23 bilhões para US$ 21.6 bilhões, mas o lucro líquido aumentou para US$ 4.62 bilhões. Os dados superaram as previsões dos analistas, o que fez com que as ações da Microsoft subissem em 6%.

Vale destacar o forte aumento nos negócios relacionados ao Azure (duplicou no último ano), o aumento dos lucros pelo Office (5%), e o aumento de assinantes do Office 365 (de 3 milhões para 18.2 milhões), além do Dynamics, que cresceu 12%. O segmento Intelligent Cloud, que inclui produtos e serviços para servidores, acumularam US$ 5.9 bilhões, com um aumento de 14%, já descontando o impacto da variação do dólar.

Já a divisão More Personal Computing registrou queda de 17% em um ano (US$ 9.4 bilhões). As vendas de licenças Windows caíram 6%, os as vendas do Surface passaram de US$ 908 milhões para US$ 672 milhões, e os ingressos do segmento Windows Phone despencaram 54%. As vendas do hardware Xbox também registraram queda, mas o número de usuários registrados na Xbox Live aumentou em 6%, gerando US$ 39 milhões em vendas.

O relatório confirma a tendência dos últimos meses: as licenças Windows OEM seguem caindo na mesma medida que o mercado de PCs sofre queda nas vendas. Os resultados financeiros da Intel e AMD também confirmam isso. A queda de vendas do Surface é explicada pela espera do consumidor pelos novos produtos, e tanto o Surface Book como o Surface Pro 4 devem recuperar terreno nos próximos trimestres.

Sobre o Windows Phone, o fiasco continua. A nova estratégia contempla poucos smartphones Lumia, mas dispositivos melhores, com Windows 10 Mobile e a ajuda de parceiros, como a Acer (com o Jade Primo). A queda do hardware Xbox é motivada pela queda de produção e distribuição do Xbox 360, que deve ser descontinuado em breve. Já o Xbox One segue recuperando terreno diante do PS4.

Via Microsoft

Microsoft anuncia fortes prejuízos trimestrais. E é culpa da Nokia

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A Microsoft anunciou prejuízos trimestrais de US$ 3.2 bilhões e uma queda nas vendas de 5.1%. Os números são motivados pela operação Nokia, a queda nas vendas do mercado de PCs e o fortalecimento do dólar diante das demais divisas.

São os piores resultados trimestrais da Microsoft em anos, mas eram esperados depois do anúncio prévio de Satya Nadella, onde foram assumidas perdas de US$ 7.6 bilhões em ativos relacionados com a aquisição da divisão móvel da Nokia, e US$ 750 milhões por cargos adicionais da reestruturação da divisão de dispositivos.

Também não são positivas as vendas de licenças do Windows, com queda de 22%, por conta da situação do mercado de PCs, a finalização das grandes migrações a partir do XP, e talvez pela espera de novos produtos com o Windows 10.

 

Nem tudo é tão ruim quanto parece

As vendas dos tablets Surface cresceram 117%, por conta do bom comportamento das vendas do Surface Pro 3 e do Surface 3. Também foi importante o crescimento da divisão Xbox, com um aumento de venda de consoles para 1.4 milhão de unidades entre o Xbox One  e o Xbox 360, e um aumento nas vendas de 64% na Xbox Live.

O pacote de escritório Office 365 também registrou um forte crescimento, com 3 milhões de novas assinaturas, para um total de 15.2 milhões de assinantes.

Outros setores que somam vendas para a Microsoft estão relacionados com a nuvem, com aumento de 88% e previsões anuais de US$ 8 bilhões, além da divisão de servidores, com aumento nas vendas de 4%.

Via Microsoft

Bons números do Google no segundo trimestre de 2015

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Os resultados financeiros do Google no segundo trimestre de 2015 foram realmente bons. O relatório publicado pela empresa indica que os ingressos alcançaram os US$ 17.7 bilhões, um aumento de 11% em relação ao mesmo trimestre de 2014, e 3% a mais do que o primeiro trimestre de 2015.

Os ingressos operacionais da empresa cresceram 13% ou 16% (dependendo da aplicação ou não dos princípios de contabilidade geralmente aceitados). Os lucros aumentaram em US$ 4 bilhões, com um aumento de US$ 600 milhões se comparado com o mesmo período de 2014.

Os resultados positivos surpreenderam os investidores de Wall Street, que se mostraram descontentes com o ritmo da empresa nos dois últimos trimestres. Os resultados atuais se refletiram nas ações do Google, que subiram 11%.

Os bons números tiveram dois pilares bem claros: o setor mobile e o YouTube. O Google viu que as buscas através do smartphone subiram muito, reduzindo de forma notável a diferença entre as entradas do smartphone e do PC. A publicidade segue como uma importante fonte de ganhos, onde os anunciantes do YouTube aumentaram em 40%, com um gasto médio que subiu em 60% no portal de vídeos.

Via Google

Apple vende quase 75 milhões de iPhones, e quebra um novo recorde trimestral

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A Apple revelou os seus resultados financeiros correspondentes ao quarto trimestre de 2014 (encerrado em 27 de dezembro). O destaque nos números é o recorde trimestral de vendas para o iPhone, com 74.6 milhões de unidades vendidas em todo o planeta, sem especificar números dos modelos.

A Apple já havia adiantado em oportunidades anteriores que a sua última geração de smartphones estava sendo a mais bem sucedida da história em vendas. Se compararmos com as vendas do mesmo período em 2013, que alcançaram 51 milhões de unidades, o crescimento é evidente.

Em todo o planeta, o último trimestre de 2014 deu para a Apple um volume de ingressos de quase US$ 75 bilhões, um aumento de 30% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Em 2014 e nos anos anteriores, os ingressos tiveram valores crescentes, mas com saltos mais moderados.

O que quase seguia intacto desde 2012 eram os lucros, estacionados na faixa de US$ 13 bilhões. Pois bem, nesse primeiro trimestre do ano fiscal de 2015 (o último trimestre de 2014, com o período de vendas de Black Friday e Natal – é sempre bom lembrar), os lucros da gigante de Cupertino alcançaram os US$ 18 bilhões.

A China aparece como o segundo mercado mais importante para a Apple, superando toda a Europa. Ali, os analistas indicam que o iPhone foi o dispositivo mais vendido pela primeira vez em sua história.

Outros dados importantes estão relacionados aos tablets. Se no trimestre anterior a Apple vendeu um pouco mais de 12 milhões de iPads (sem lançar novos modelos), no trimestre que chegou ao fim em dezembro, foram vendidos quase 21.5 milhões de unidades dos tables. É uma queda considerável em relação ao mesmo trimestre de 2013, onde eles venderam 26 milhões de iPads no planeta.

No segmento de computadores, a Apple praticamente repete os números do trimestre anterior, com 5.5 milhões de unidades, subindo levemente em relação ao mesmo trimestre de 2013, quando venderam 4.8 milhões de computadores Mac.

Somando todos os dispositivos iOS, a Apple consegui vender mais de 100 milhões de unidades de seus produtos com esse sistema em um único trimestre. É um feito histórico. Aliás, até o presente momento, a Apple já vendeu mais de 1 bilhão de smartphones com o iOS. E sim… as vendas do iPod foram tão pequenas, que a empresa de Cupertino decidiu colocar o produto na categoria ‘outros’.

Via BusinessWire

GoPro anuncia perdas milionárias

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A GoPro, popular fabricante de câmeras de ação, apresentou os seus primeiros resultados financeiros depois de sua entrada na Bolsa de Valores, e as notícias são péssimas. Mesmo aumentando seus ingressos de dinheiro em 38%, eles registraram um prejuízo de US$ 19.8 milhões, mais que o triplo do que o mesmo período do ano passado.

Resultado: suas ações despencaram 11%.

Os motivos para as perdas foram o aumento nos gastos em pesquisa e desenvolvimento, e a sua expansão internacional. Foram US$ 224 milhões arrecadados em vendas, mas que de nada adiantam, uma vez que a GoPro gasta muito mais do que vende.

O fundador da GoPro, Nick Woodman (na foto acima, comendo a câmera) garantiu que as perspectivas da empresa são muito boas, e que eles são capazes de equilibrar as contas. Apesar de tudo, a marca segue sendo uma das mais valiosas na fotografia digital, e seu canal de vídeos no YouTube possui mais de 2 milhões de assinantes. O valor das suas ações segue sendo o dobro do que aquele estabelecido na sua entrada na Bolsa a alguns meses.

Porém, a confiança não é algo eterno, e a GoPro tem algo a provar.

Via GoPro

LG segue “batendo recordes”, com 14.5 milhões de smartphones vendidos nos últimos 3 meses

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Era de se esperar que o bom trabalho da LG com os seus smartphones se refletiria positivamente nos seus números. O relatório financeiro do último trimestre dos coreanos mostra que eles venderam 14.5 milhões de unidades dos seus smartphones, um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Basicamente, o sucesso desse aumento se deve ao lançamento do LG G3, além dos modelos de linha média da série L. A divisão de telefonia móvel arrecadou US$ 3.5 bilhões, colocando fim à uma série de três trimestres seguidos de perdas.

O entretenimento doméstico também foi bem nas vendas, com um aumento de 3%, graças aos modelos UltraHD 4K.

Os lucros operacionais alcançaram os US$ 599 milhões. Um excelente sinal sobre como a LG deve proceder nos próximos meses.

Via LG

O iPad não é o iPhone, definitivamente. E os números da Apple deixa isso bem claro

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Os 35.203 milhões de iPhones vendidos no terceiro trimestre do ano fiscal da Apple (segundo trimestre de 2014) representam um aumento de 12.7% em relação ao mesmo período de 2013. Esse volume de produtos se traduz em vendas de US$ 19.751 bilhões, 9% a mais que no mesmo período do ano passado, quando o iPhone 5c ainda não existia. Isso tudo seria muito bom (e é, pois os números da Apple como um todo são excelentes), se não fosse um detalhe: as vendas de tablets iPad seguem caindo.

Não é uma queda tão acentuada como foi a do trimestre passado, mas é uma queda. Foram vendidas 13.276 milhões de iPads, registrando uma queda de 9.2% em relação ao terceiro trimestre de 2013.

Segundo Tim Cook (CEO da Apple), os seus clientes já esperam pelo iPhone 6, dando um certo ar de “surpresa” pelas vendas excelentes. Já no caso do iPad, Cook e Luca Maestri (diretor financeiro da Apple) comentaram que as vendas foram dentro das expectativas internas, e que a queda “não é preocupante”, pois durante esse trimestre, o Mac se tornou mais popular por conta do segmento da educação.

Mas… será que a coisa funciona desse jeito mesmo? Vejamos.

O iPad sempre foi um ótimo negócio para a Apple. Desde o lançamento do primeiro modelo, as vendas seguiam em uma crescente espetacular. Porém, com a concorrência apresentando muitas novidades para todos os tipos de usuários e bolsos, os argumentos de “por que comprar o iPad se ele custa o dobro dos demais” ficam cada vez mais escassos.

Além disso, o segmento de computadores portáteis está se recuperando lentamente, com novos conceitos que reduzem as fronteiras entre notebooks e tablets (híbridos, conversíveis, etc). Uma nova leva de iPads pode ajudar a equilibrar as coisas, mas esse movimento inesperado de aumento das vendas dos computadores portáteis também é um fator que influencia nessa queda da popularidade do iPad.

Logo, esse “não é preocupante” é bem entre aspas. Se olharmos com mais atenção, o iPad perde mercado por mais de seis meses consecutivos. E pode se tornar em médio prazo um produto tão relevante para a Apple quanto é o iPod hoje. Se é que vocês me entendem.

Via WSJ

Os números mostram o quanto custa para a Microsoft carregar a Nokia nas costas

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A Microsoft apresentou os seus resultados financeiros para o seu quarto trimestre fiscal (segundo trimestre de 2014). A boa notícia é que a empresa, como um todo, vai melhor do que o esperado, com US$ 23.380 bilhões de ingressos. A má notícia é que a Nokia (ou o que a Microsoft comprou da empresa) continua impedindo que a empresa continue a crescer.

O lucro por ação da empresa ficou em US$ 0.55, seis centavos abaixo do esperado. O segmento do Windows foi o que mais cresceu (3%). A morte do Windows XP e a mudanças dos equipamentos que ainda contavam com esse sistema podem ser os motivos dessa melhora.

O Surface rendeu para a Microsoft US$ 409 milhões no último trimestre (não foram revelados os números de unidades vendidas). Já o Xbox One só vendeu 1.1 milhão de unidades no período, e suas vendas ainda estão abaixo do seu principal rival, o PS4. Os segmentos do Microsoft Cloud e serviços corporativos se comportaram bem.

Então… por que a culpa é da Nokia?

Simples. Nesse trimestre, foram vendidos 5.8 milhões de unidades de dispositivos Lumia, e 30.3 milhões de outros sistemas operacionais da empresa (Asha, Nokia X, etc). Não são números muito elevados, e analistas apontam para o excessivo peso da estrutura dos finlandeses como a raiz do problema. Provavelmente por isso que Satya Nadella, CEO da Microsoft, promoveu a recente leva de 18 mil demissões na gigante de Redmond. A grande maioria dessas demissões estão na antiga Nokia.

Vale lembrar que essa contagem de vendas do Lumia está incompleta. No mesmo período em 2013, a Nokia vendeu 7.4 milhões de unidades dessa linha. Essa queda de 22% não é real porque os dados da Microsoft deixam de fora 24 dias de dados de vendas, já que eles consideram como vendas da nova empresa desde o dia 25 de abril (data que se encerrou a compra da Nokia).

Deixar de lado 24 dias de um período de 90 dias não é pouca coisa, ainda mais no segmento mobile. Em contas estimadas, é possível dizer que, na média, a Microsoft poderia ter vendido aproximadamente 7.9 milhões de unidades. De qualquer forma, a Nokia deu nesse trimestre um prejuízo para a Microsoft de aproximadamente US$ 700 milhões.

Via Microsoft

Samsung: lucros caem por conta de nova queda nas vendas de smartphones e tablets

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A Sasmsung divulgou os resultados financeiros relativos ao segundo trimestre de 2014 (encerrado em junho), e o sinal amarelo está oficialmente ligado. Além dos números e da confirmação de novas quedas, algumas explicações foram dadas.

As vendas alcançaram a marca de US$ 51.4 bilhões, com lucros de US$ 7.1 bilhões. Os dois itens ficaram abaixo daqueles registrados no trimestre anterior, e abaixo do que foi registrado no mesmo período em 2013 (US$ 9.4 bilhões). Os analistas estimavam um número próximo aos US$ 8.5 bilhões de lucros.

 

Desaceleração na Europa e China

A Samsung culpa o fato do won (moeda chinesa) estar nesse momento passando por um período de moeda forte, prejudicando assim as exportações. Também foi identificada uma queda de demanda na Europa e na China, além de uma velocidade de vendas mais lenta no mercado de tablets. De fato, os últimos resultados da Gartner confirmam isso.

A Samsung também destaca que o ciclo de substituição dos tablets é superior ao dos smartphones, passando com facilidade a marca de dois ou três anos. A oferta de smartphones com telas grandes (5 ou 6 polegadas) ajudou a equilibrar a demanda de tablets, e em alguns mercados, é mais rentável ter um phablet do que comprar um smartphone e um tablet.

O mercado chinês pode se transformar em breve em uma grande dor de cabeça para a Samsung, com competidores como Xiaomi, Huawei e Lenovo crescendo rapidamente, e com produtos muito competitivos. Em escala global, LG e Apple se apresentam como as empresas que mais podem roubar cotas de mercado dos coreanos.

O principal produto da Samsung segue sendo o Galaxy S5, que é um campeão de vendas desde o lançamento. Espera-se que ele comece a perder força a partir desse trimestre (terceiro trimestre de 2014), passando dos 17 milhões de unidades distribuídas estimados para o segundo trimestre para apenas 6 milhões de unidades.

A Samsung sempre se destacou por oferecer um catálogo muito saturado de produtos, mas a melhor coisa que eles podem fazer é reduzir esse portfólio, ficando com os modelos que são considerados estritamente necessários.

 

Melhores perspectivas para o próximo trimestre

Sobre o terceiro trimestre de 2014, a Samsung acredita que a chegada de novos smartphones deve ajudar a melhorar a situação. Aqui, podemos ver o Samsung Galaxy F e o Galaxy Note 4, e os coreanos prometem não realizar um gasto no marketing maior do que o previamente planejado. A estimativas de vendas da empresa giram em torno de 78 milhões de unidades no segundo trimestre (no primeiro, foi de 85 milhões).

Dominante por anos no segmento mobile, a Samsung começa a sofrer os efeitos da dura concorrência. Manter-se como o líder no segmento de entrada e de linha média vai ser uma tarefa cada vez mais complicada.

 

Um aviso aos seus funcionários

Em uma nota assinada pelo vice-presidente e CEO, Kwon Oh-hyun e Yoon Boo-keun, um recado foi endereçado aos funcionários da Samsung. Avisam que o crescimento do departamento de televisores e smartphones está desacelerando, e há a necessidade de realizar um maior controle sobre a gestão, além de uma revisão completa no estilo de trabalho.

Traduzindo: cabeças podem rolar.

Via Samsung

Sony vai bem com as vendas do PS4 e Xperia, mas vai mal nas vendas

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Está difícil para a Sony fazer alguém acreditar em uma boa saúde financeira nos próximos meses. Nem eles acreditam nisso. Com a apresentação do seu relatório financeiro dos últimos 12 meses, fica cada vez mais evidente que a sua saúde financeira não é das melhores.

Levando em conta a venda da divisão VAIO e de PCs e as contínuas medidas para estancar as perdas, era de se esperar que o salto restante estivesse marcado com um vermelho intenso. Mesmo assim, alguns dados mostram que divisões específicas da empresa ainda se mostram minimamente rentáveis.

Falo mais especificamente do PlayStation 4 e da linha Xperia, que geraram um crescimento em vendas de 53% e 20%, respectivamente. Somando as duas divisões, foram 40 milhões de unidades vendidas ao longo de todo o ano fiscal (encerrado em 31 de março de 2014).

Por outro lado, isso não foi o suficiente para resolver os problemas econômicos da Sony, muito menos aqueles que existem a curto prazo. A Sony prevê que 2014 seguirá sendo um ano de perdas, que podem alcançar os 50 bilhões de ienes. Números positivos por parte da Sony? Apenas em 2015, mas depois de muito trabalho e uma boa dose de sorte.

Via Sony

Oficial: o Wii U é um grande pesadelo para a Nintendo

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Os resultados fiscais do ano de 2013 da Nintendo mostram que a empresa não dá sinais de recuperação. Pelo terceiro ano consecutivo, as perdas são consideráveis. No ano passado foram mais de US$ 220 milhões, com redução nas vendas em 10% em relação ao ano anterior. E o grande culpado dessas perdas é o Wii U.

Essa é uma tendência que se confirma há tempos (a própria Nintendo não teve medo de admitir isso), e o console segue com baixa relevância no mercado, com vendas abaixo das previsões da empresa.

As vendas do Wii U

A Nintendo revelou os dados de vendas do Wii U em 2013. Foram 2.72 milhões de unidades vendidas, um número que é inferior ao do primeiro trimestre de vendas do console, que concentra quase 50% de todas as vendas desde o seu lançamento, em 2012.

São vendas muito discretas, que só registraram um aumento no terceiro trimestre fiscal, período que coincide com as vendas de Natal, que foi quando a Nintendo conseguiu vender quase dois milhões de unidades.

Mas as vendas trimestrais desde o seu lançamento mostram claramente que o console não despertou o interesse do consumidor. O Xbox One e o PS4, que competem com o Wii U no segmento de consoles de nova geração, são os grandes campeões de vendas de 2013. No total, o Wii U possui hoje pouco mais de seis milhões de unidades vendidas, número que seus rivais superaram com pouco mais de um trimestre (5 milhões de consoles da Microsoft, 7 milhões de unidades do PS4 da Sony).

A prova que o Wii U é um fracasso comercial é o número das vendas do último trimestre fiscal da empresa, com 300 mil unidades comercializadas, 20% a menos que o mesmo período do ano anterior.

A Nintendo explica que o problema das vendas do Wii U está, basicamente, na queda de preços do produto lá fora. O fabricante planeja centrar os seus esforços no GamePad do console, onde eles descrevem como “o diferencial mais importante do Wii U”, e espera que tanto o Super Smash bros como o Mario Kart 8 ajudem a impulsionar as vendas do produto.

As vendas do Nintendo 3DS

Em compensação, no segmento de videogames portáteis, os números são muito bons, com 12 milhões de unidades vendidas do Nintendo 3DS ao longo do ano fiscal. Com isso, já são 43 milhões de unidades do produto desde o lançamento. Satoru Iwata se mostra otimista, e espera lucros de US$ 394 milhões, e mais alguns milhões de consoles vendidos.

Infelizmente, esse foi o mesmo discurso feito no ano passado, quando o cenário não era tão desastroso como é hoje.

Via Xataka, Engadget

A árdua missão de Satya Nadella: Nokia perde 326 milhões de euros antes de sua fusão com a Microsoft

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Foram revelados os resultados fiscais do primeiro trimestre da finada Nokia, e os números mostram que a divisão de dispositivos e serviços foi entregue para a Microsoft com números negativos.

O atraso dessa fusão fez com que as expectativas de fluxo de caixa dos finlandeses não fosse alcançado, e isso resultou em um prejuízo de 326 milhões de euros no último trimestre para a divisão de dispositivos e serviços. Se o acordo fosse concluído antes, com a Microsoft pagando o valor combinado, o fluxo de caixa subiria para 10.5 bilhões de euros, com lucros líquidos de 7.1 bilhões de euros.

O futuro da divisão mobile revela ser algo preocupante: esse prejuízo de mais de 300 milhões de euros, postos em perspectiva, se refletem em uma redução de 30% nas vendas líquidas (ingressos de 1.929 bilhão de euros), algo que não surpreendeu os analistas, mas que passa a ser um desafio para a Microsoft a partir de agora.

Não foram revelados detalhes das unidades vendidas por segmento, mas a Nokia explicou que a desaceleração das vendas dos dispositivos de entrada – os feature phones – não pode ser compensada pelas vendas dos Smart Devices (smartphones das linhas Asha/Lumia). Mesmo assim, eles afirmam que o mercado de smarts se comportou de forma positiva no último trimestre.

A apresentação dos resultados financeiros também serviu para apresentar o novo CEO da Nokia (aqui, leia-se Nokia que seguirá operando como empresa em si), Rajeev Suri, que foi líder da divisão de comunicações, e que agora se transforma no pilar das futuras operações dos finlandeses.

Via Nokia (atenção: arquivo em PDF)