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Vendas do Windows Phone estão praticamente estagnadas

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A Gartner publicou os números relativos ao quarto trimestre de 2015 para o mercado de smartphones, e as notícias são péssimas para a Microsoft.

Se em 2014 a empresa ganhou 2.8% do mercado de sistemas operacionais, distribuindo 10 milhões de unidades, em 2015, as vendas paralisaram, com apenas 4.4 milhões de unidades e cota de mercado de apenas 1.1% (contra 80.7% do Android e 17.7% do iOS).

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Apple e Samsung seguem liderando entre os fabricantes. A Apple caiu de 20.4% para 17.7% em um ano, mas segue na segunda posição da lista liderada pela Samsung, que registrou um aumento de 19.9% para 20.7% de cota.

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Interessante é ver como a Huawei continua avançando. A empresa chinesa teve um bom impulso de 2014 para 2015, com um aumento de 2.3%, fazendo com que eles alcancem os 8% de cota de mercado, contra 5% da Lenovo (que inclui as vendas da Motorola na sua equação) e 4.5% da Xiaomi.

Parte do sucesso da Huawei está em como ela está aproveitando as vendas dos smartphones econômicos, uma tendência que não deve cair tão cedo. As demais marcas deverão seguir essa tendência nos próximos meses.

Quem sabe na MWC 2016 teremos as primeiras iniciativas nesse sentido.

Via Gartner

Sony: PlayStation impulsiona os resultados financeiros, e smartphones não ajudam

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A Sony apresentou os seus resultados financeiros para o quarto trimestre de 2015, que mostra como a PlayStation goza de muito boa saúde (a ponto de se tornar uma empresa independente, a Sony Interactive Entertainment), ao mesmo tempo que a sua linha de smartphones não ajuda a oferecer resultados melhores para os japoneses.

O terceiro trimestre do ano fiscal da Sony resultou em US$ 21.5 bilhões em vendas, e US$ 1.69 bilhão em lucros. Eles fizeram uma análise de cada uma de suas divisões, o que ilustra o bom momento dos games e o momento não tão bom assim dos smartphones.

Um dos negócios de maior destaque na Sony é o setor de imagem, divisão encarregada de criar sensores para câmeras e smartphones. Porém, com o mercado de telefonia em momento instável, as contas da Sony também ficaram prejudicadas. Os lucros caíram por conta da queda de demanda dos outros fabricantes de smartphones.

 

Reestruturações e cortes que estão apresentando resultados

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A Sony afirma que seus lucros aumentaram pelos cortes e mudanças que eles efetuaram ao longo de suas divisões:

– Smartphones: as vendas caíram 14.7% em relação ao mesmo período de 2014, e a Sony confirma que a decisão de não seguir adiante com a escala nos telefones para a rentabilidade, visando a utilidade da operação, resultaram em cortes que tornaram a divisão rentável de novo (US$ 201 em lucros).
– Sensores móveis: uma queda significativa nas vendas (12.6%), com uma demanda menor dos fabricantes. As perdas foram de US$ 97, comparados com os US$ 445 milhões de lucros do trimestre anterior. Esse é um negócio que acaba se compensando bem ao longo do ano.
– Câmeras: queda de 5% em vendas (US$ 1.6 bilhão), mas os lucros cresceram em 20% (US$ 197 milhões). A Sony está satisfeita com o último catálogo lançado, que combina câmeras de foto e vídeo de forma mais inteligente e escalonada.
– Home Entertainment: queda nos lucros de 4.3%, mas com aumento nos lucros de 19.8% (US$ 260 milhões)..
– PlayStation: aumento de 10.5% nas vendas (US$ 4.9 bilhões), e comparando com o ano anterior, um aumento nos lucros de 45.5%. A amortização de componentes Vita que teve espaço no ano passado ajudou nos lucros, mas o grande responsável é mesmo o PlayStation 4 e suas fortes vendas.
– Filmes: a Sony Pictures teve um ótimo trimestre, com filmes como 007 Contra Spectre e Hotel Transilvânia 2. Foram US$ 2.18 bilhões em arrecadações de bilheteria, 26.9% a mais que no mesmo período do ano passado. Tanto a música como os filmes deram lucros (US$ 228 milhões e US$ 170 milhões respectivamente.

Samsung mantém a liderança no envio de smartphones, segundo a IDC

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Segundo a IDC, a Samsung se mantém como a fabricante de smartphones com mais envio de unidades. Não só isso: em relação ao ano passado, a empresa foi capaz de ampliar suas vendas em relação ao seu principal concorrente, a Apple.

A Samsung conseguiu enviar 85.6 milhões de unidades de smartphones, ficando com uma cota de 21.4%, enquanto que a Apple enviou 74.8 milhões de iPhones, com uma cota de 18.7%. Na terceira posição ficou a chinesa Huawei, com 32.4 milhões de dispositivos (8.1%), e completam o top 5 a Lenovo (somando os envios da Motorola) e a Xiaomi.

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Se pegarmos todo o ano de 2015, a vantagem da Samsung aumenta. Em todo o ano de 2015, foram enviados 1.432 bilhão de unidades de smartphones, ou um para cada cinco habitantes da Terra. Só a Samsung enviou ao longo do ano passado 324.8 milhões de unidades (22.7%), seguida de novo pela Apple, com 231.5 milhões de unidades (16.2%), seguida das três marcas chinesas da tabela anterior, mas com números muito abaixo das primeiras posições.

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Apesar da Samsung seguir dominando, seus concorrentes continuam a ganhar terreno. Aqui, vale a pena mencionar o grande crescimento da Huawei, que aumentou os seus envios em 37% no último trimestre de 2015 (em comparação com o mesmo período do ano passado), aumentando também em 44.3% em seus envios durante o ano de 2015 (em comparação com 2014).

A Lenovo também experimentou um forte crescimento, com 43.6% no último trimestre de 2015, e 24.5% no total do ano, enquanto que a Xiaomi teve um aumento menos enfático.

Via IDC

Apesar do sucesso da Apple nos EUA e na China, o Android rouba mercado do iOS, segundo a Kantar

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A Kantar Worldpanel apresentou o relatório das cotas de vendas de smartphones no último trimestre de 2015. E os número reforçam as boas e as más notícias apresentadas ontem (26) pela Apple.

A Apple segue como líder em mercados importantes como Estados Unidos e China, alcançando 27% de cota de mercado. Por outro lado, as vendas de dispositivos com iOS caíram em todos os mercados analisados pela Kantar, com exceção da China. O Android se aproveitou dessa queda, cuja cota chegou a crescer em até mais de 12 pontos nos EUA.

As vendas natalinas fizeram muito bem ao Android e não tão bem ao iOS. O sistema operacional da Google registrou importante aumento nas cotas de vendas nos últimos três meses de 2015. Além da mencionada recuperação, também se destaca os quase 10% de aumento do Android em países como Austrália e Itália.

Comparando o último trimestre de 2015 com o mesmo período de 2014, o iOS só conseguiu a primeira posição em vendas no Japão, com 54.1%, contra 44.4% do Android e, mesmo assim, com uma queda de 12% de um para outro. Mercados como Estados Unidos e Austrália, dominados pelo iOS em 2014 passaram em partes para as mãos do Android, enquanto que o sistema da Google seguiu se consolidando na liderança em mercados como França, Itália ou Espanha.

Por fim, a situação do Windows Phone merece uma análise a parte. Ainda que o sistema operacional da Microsoft tenha registrado crescimento na Grã Bretanha (de 7.4% para 9.2%) e de forma mais importante (apesar de discreta) na China (de 0.7% para 1.2%), nos demais mercados a sua presença foi reduzida.

Nos seus dois mercados mais fiéis (Itália e França), o Windows Phone teve cota de mercado abaixo dos 10%, enquanto que nos Estados Unidos ela caiu em mais da metade de um ano para outro. Ou seja, fica bem claro que o Windows Phone precisa de um impulso, seja com um investimento maior em marketing ou com o crescimento do seu grupo de fabricantes e dispositivos.

Via Kantar Worldpanel (em PDF)

Apple obtém um lucro recorde, mas as vendas ficam estancadas

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A Apple apresentou os seus resultados financeiros relativos ao quarto trimestre de 2015 (primeiro trimestre do ano fiscal da empresa), revelando os volumes de vendas de iPhones, iPads e outras categorias de produtos.

Começando com as boas notícias. A Apple registrou lucros no período de US$ 18.4 bilhões, um recorde que representa uma melhora de 2.2% diante dos resultados do primeiro trimestre fiscal do ano passado.

Agora, as notícias não tão boas assim. A Apple não convenceu dessa vez por um motivo muito simples: As vendas: foram US$ 75.9 bilhões durante o período, um pouco abaixo dos US$ 76.6 bilhões das previsões da empresa.

Ou seja, temos um crescimento em todos os sentidos, mas o grande problema é que eles não só não cumpriram com as expectativas, mas também o produto mais popular da empresa, o iPhone, registrou um crescimento nas vendas de apenas 1%. É algo tão pequeno, que é quase nulo. A porcentagem nos faz pensar que estamos diante de um estancamento claro nas vendas de um ano para outro.

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Porém, o grande afetado de um ano para outro foi o iPad, que não conseguiu se salvar nem mesmo com o lançamento do iPad Pro, registrando uma acentuada queda de 25% em relação ao ano passado, com as vendas registrando um descenso de 21%.

Na realidade, combinado com a forte dependência da Apple com o iPhone e o iPad, a empresa acabou sendo penalizada na bolsa de valores norte-americana, onde mesmo registrando lucros as suas ações registraram uma queda de aproximadamente US$ 1. Essa resposta é compreensível, já que o mercado olha não só para o presente, mas também para a projeção futura da empresa.

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Algo que a própria Apple previu nos relatórios anteriores é o bom desempenho nas vendas dos seus computadores, que seguem crescendo em vendas e participação, apesar do mercado de computadores em geral viver um momento de queda. Mas ao que parece essa tendência também chegou à empresa de Cupertino, já que os Macs sofreram uma queda de 4% nas unidades vendidas, e 3% nos lucros em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar disso, dentro do departamento de serviços e “outros produtos”, vemos um crescimento por conta da boa participação que teve tanto o Apple Watch como o novo Apple TV. A Apple segue sem revelar números individuais, como parte de sua estratégia comercial.

Dentro da categoria “outros produtos” que representam apenas 6% as vendas da empresa, estão concentrados o Apple Watch, o Apple TV, os produtos da Beats, o iPod e acessórios. O crescimento nas vendas foi de 62% de um ano para outro. A má notícia é que sua participação é tão pequena, que não representa mudanças significativas para os lucros gerais da empresa.

Será que o iPhone chegou no seu ponto de saturação? O iPad vai conseguir se recuperar?

São perguntas de respostas difíceis, mas que podem ser decisivas para o futuro da Apple a médio e longo prazo.

Via ZDNet, Apple

LG: 60 milhões de smartphones vendidos em 2015, e dois tops de linha para em 2016

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A LG apresentou os dados sobre o seu último trimestre fiscal, montando assim o acumulado de vendas ao longo do ano de 2015.

Entre outubro e dezembro de 2015, a LG vendeu 15.3 milhões de smartphones, e ao longo de todo o ano passado, foram vendidas 59.7 milhões de unidades. Uma marca um pouco melhor da alcançada em 2014 (59.1 milhões), mas sem dar o salto necessário para ameaçar Apple ou Samsung, algo que a Huawei parece ter feito. Além disso, empresas menos conhecidas no mercado global se aproximaram.

11 milhões de smartphones comercializados pela LG no último trimestre de 2015 contavam com conectividade LTE. É o primeiro trimestre que a empresa passa dos dois dígitos de unidades distribuídas com essa conectividade.

Com tudo isso, eles conseguiram vendas de US$ 3.26 bilhões no quarto trimestre de 2015, 0.4% a menos que no ano anterior, mas 12% a mais que no terceiro trimestre de 2015. É lógico dizer que o aumento se deu pelas vendas natalinas. Por outro lado, a LG registrou perdas de US$ 37 milhões no mesmo trimestre.

Fato é que a LG gastou muito em publicidade e engenharia, com muita tecnologia própria, o que resultou em ótimos produtos. Porém, as vendas não melhoraram muito em relação ao ano anterior. Ou seja, algo ainda não funciona, já que eles não conseguem chamar a atenção do grande público.

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No mercado norte-americano, a LG está tendo uma acolhida muito positiva nas vendas, e críticas muito positivas sobre o último top de linha anunciado por lá, o LG V10. A empresa prevê que os próximos meses serão complicados, por conta de uma concorrência muito pesada em todos os segmentos, especialmente entre os tops de linha, onde todos os concorrentes apresentaram produtos “premium”.

Para 2016, são esperados pelo menos dois smartphones top de linha da LG, algo que outros competidores já o fazem. Um desses modelos premium deve ser o LG G5, que tem tudo para ser apresentado durante a Mobile World Congress 2016, que acontece em Barcelona (Espanha) no final do mês de fevereiro.

Via LG