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Mercado de tablets segue em queda, mas Apple se recupera

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Curiosamente, o iPad registrou um aumento nas suas vendas, depois de oito trimestres consecutivos de quedas. E isso acontece enquanto o mercado de tables segue caindo. Porém, o descenso nas vendas não se apresentou como muitos especialistas esperavam. Mesmo assim, o iPad vendeu 7% a mais do que mesmo período do ano passado.

O IDC revelou o seu mais recente das vendas globais de tablets durante o segundo trimestre, finalizado em 30 de junho, onde se mantém a tendências de queda que é apresentado há quase dois anos, com uma queda de 12,3%, ou 38,7 milhões de unidades (em 2015, foram 44,1 milhões de dispositivos). Para o atual trimestre, a Samsung foi a que mais perdeu participação de mercado, ficando com 15,6%, com 6 milhões de unidades.

samsung galaxy tablet teaser

Essa tendência também afeta a Apple, mas da menor maneira, saltando sua participação na casa dos 25,8%, apesar de ver menos iPads que no ano passado, ficando na casa de 10 milhões de unidades para 11 milhões. Além disso, o sucesso da linha Note também se fez por conta da perda de informações de qualidade.

O top 5 se completaria nas mãos da Lenovo na terceira posição (6.6%), ameaçada pela Huawei (5.6%), que por sua vez registrou um aumento nas vendas de 71%. Por fim, temos a Amazon (4%, 1.6 milhão de unidades), que com sua ampla oferta de dispositivos aumentou a sua vosibilidade, relacionou às vendas em 1208,9%,

idc mercado tablets q2 2016

Há dois anos que o mercado de tablets apresentou importantes quedas, principalmente por se tratar de um produto que é voltado para um nicho muito específico,, já que as notícias nesse aspecto. Esse é um segmento basicamente maduro. Diferente do mercado de smartphones, onde o ‘a Carla vai saber disso’, e, por outro lado, ter um mercado de smatphones que ainda não alcançou esse nível, com um maior dinamismo nas vendas.

Via  IDC

Alphabet (Google) segue crescendo, e seu futuro é mais promissor do que nunca

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Em outubro se completa um ano do nascimento do Alphabet, antes conhecida como Google. Porém, só agora a empresa apresentou os seus primeiros resultados financeiros sob essa nova estrutura. É o terceiro relatório financeiro da história da nova empresa, com números que mostram que a mudança deu certo.

Os números apresentados pela Alphabet correspondem ao segundo trimestre de 2016, e a saúde financeira da empresa é excelente. A receita foi de US$ 21.5 bilhões, um aumento de 21% em relação ao mesmo trimestre de 2015 (eram esperados US$ 20 bilhões pelos analistas), o que resultou em um aumento de 5% das ações da empresa na bolsa.

 

A publicidade é o segredo do negócio da Google

Alphabet Google

O principal negócio da empresa é a venda de publicidade, e todo mundo sabe disso. Dizem que a Google perde terreno nesse sentido para o Facebook, mas a verdade é que a gigante de Mounain View ainda segue apresentando maiores receitas nesse sentido, sendo muito mais relevantes na forma que vendem e mostram anúncios, já que o seu ecossistema é enorme, com um alcance ainda maior.

Era esperado pelos analistas um aumento no valor do custo por clique, mas este caiu 7%, o que significa um anúncio com menor custo de contratação. Isso resultou em um aumento na receita de 29%, o que mostra o quanto as pessoas confiam (quase que) cegamente na Google para campanhas de marketing digital. Todo o segmento de publicidade da Alphabet apresentou um aumento de 19% em relação ao ano passado.

 

Os experimentos seguem perdendo dinheiro, mas isso não é um problema

Antes de virar Alphabet, a Google apostava em diversos projetos que resultavam em elevados gastos operacionais, que se traduz em prejuízo para toda a empresa. E isso irritava investidores.

Com a mudança para a Alpabet, o risco foi eliminado, já que a empresa segue apostando nesses projetos, mas sem colocar em risco o capital total, operando de forma (quase) independente, no segmento Other Bets, onde estão produtos como Nest, Fiber, Google X (agora só X), Project Loon, carros autônomo e outros. Aqui, a receita foi de US$ 185 milhões, com gastos operacionais de US$ 859 milhões. No ano passado, o prejuízo foi de US$ 660 milhões, com receitas de apenas US$ 74 milhões.

Logo, temos uma melhora importante. Longe do ideal, mas ao menos não afeta a imagem da empresa. 7

Hardware e serviços também crescem de forma considerável

No segmento Other Revenues, a Alphabet coloca grande parte dos seus outros negócios, como hardware e serviços na nuvem, incluindo toda a Play Store. Nesse trimestre, o crescimento foi de 33%, com US$ 2.172 bilhões, seguindo a tendência vista no trimestre anterior, que teve um aumento de 24%.

Já no segmento Google Websites, o aumento foi de 24%, com US$ 15.4 bilhões. Na Google Network, que inclui o YouTube, as receitas foram de US$ 3.7 bilhões, com um aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2015.

hardware alphabet google resultados financeiros

Com isso, a Alphabet (Google) mostra uma boa saúde financeira, que se vê refletida em um aumento no seu grupo de funcionários, de 57.148 para 66.575 funcionários no final de junho. A empresa segue crescendo, diversificando o seu negócio, e todos devem se beneficiar com isso, já que o investimento em inovação segue sem afetar a sua imagem. E isso é considerado o ideal para uma empresa desse porte.

Via Alphabet

Galaxy S7 entrega para a Samsung o seu melhor trimestre em dois anos

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A Samsung revelou o seu relatório financeiro correspondente ao segundo trimestre de 2016, e os dados indicam que o Galaxy S7 foi o principal responsável para os sul-coreanos alcançarem o seu melhor trimestre dos últimos dois anos.

Os lucros obtidos pela Samsung no período foram de US$ 7.220 bilhões, ficando dentro do esperado pelos analistas. O aumento foi de 18% em relação ao segundo trimestre de 2015. As receitas foram de US$ 45.2 bilhões, 4,9% a mais do que no mesmo período do ano passado.

 

Os smartphones impulsionaram

O segmento móvel registrou um lucro de US$ 3.8 bilhões no trimestre, um aumento de 57% em relação ao segundo trimestre de 2015. São os melhores números para esse período desde 2014.

Os “culpados” disso são o Galaxy S7 e o Galaxy S7 Edge, além da rentabilidade das novas linhas média e de entrada (séries Galaxy A e Galaxy J). Além disso, a redução do catálogo de produtos (ainda que você não perceba, ela existe) fez efeito, além da expansão de algumas séries em mercados específicos (Galaxy C na China).

 

Mais de 78 milhões de smartphones vendidos

De acordo com a Strategy Analytics, a Samsung colocou no mercado mais de 78 milhões de smartphones. Não há dados concretos sobre os modelos, o que impede um comparativo direto de vendas entre o Galaxy S7/S7Edge e os 40.4 milhões de iPhones vendidos no mesmo período.

Já a Canalys aponta para 80 milhões de dispositivos vendidos, 24% do total do mercado global no segundo trimestre de 2016. A Apple ficaria com 12%, seguida pela Huawei, com 9%.

Os números obtidos no setor de smartphones compensaram as contas negativas dos outros setores da Samsung, como por exemplo os semicondutores e as telas. A queda dois dois segmentos no período foi de 28% mas a empresa espera revitalizar esses negócios com os investimentos nas telas OLED e as novas memórias NAND. Os dois elementos devem ter maior demanda nos próximos trimestres.

A Samsung es pera manter o seu ritmo de vendas no terceiro trimestre, período onde os novos Galaxy S7/S7 Edge devem perder fôlego nas vendas, mas em compensação, o Galaxy Note 7 chega ao mercado, com anúncio confirmado para o dia 2 de agosto.

Via Samsung

iPhone tem pior trimestre da sua história, com queda na receita de 23%

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2016 é, definitivamente, um ano difícil para a Apple. A desaceleração do seu negócio de hardware é acentuada, e isso se torna mais sério quando mais da metade dos seus lucros depende de um único produto: o iPhone. Pelo segundo trimestre consecutivo, o produto registrou quedas nas vendas. E, dessa vez, foram dois dígitos.

A Apple apresentou os resultados financeiros do seu terceiro trimestre fiscal, correspondente ao período entre abril e junho de 2016, revelando receita de US$ 42.358 bilhões, uma queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. O motivo? A considerável queda em vendas de praticamente todos os seus produtos.

 

Vendas do iPhone caem de novo, e Apple não consegue se recuperar

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O iPhone segue em queda livre de vendas.

Desde sua apresentação em 2007, o produto nunca apresentou quedas nas vendas. Agora, pelo segundo trimestre consecutivo, o dispositivo registra esse movimento decrescente no volume de aquisições, vendendo 40.4 milhões de unidades no último trimestre, com receita de US$ 24.048 bilhões. Uma queda de 23% nas receitas em relação ao ano anterior.

Vale a pena ressaltar que o preço médio do iPhone caiu para a faixa de US$ 595 nesse trimestre, impulsionado pelo lançamento do iPhone SE. No mesmo trimestre de 2015, esse preço médio era de US$ 662. Ou seja, a queda de vendas não é por causa do preço, mas sim uma falta de interesse geral pelo produto.

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iPad supera as expectativas, e beneficia a Apple na bolsa

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Praticamente todos os produtos da Apple registraram quedas nas vendas em relação ao ano anterior, mas a empresa já estava preparada para isso. Suas expectativas de vendas eram muito reservadas, e os analistas de Wall Street esperavam um cenário pior. Por incrível que pareça, com todas as más notícias, as ações da gigante de Cupertino subiram 5% nas operações depois dos dados anunciados.

Outro fator que ajudou foi o surpreendente aumento de receitas do iPad, com o primeiro aumento depois de oito trimestres consecutivos de quedas, com vendas de 9.9 milhões de unidades. Ainda é um volume 9% menor que o mesmo trimestre do ano passado, mas com receita de US$ 4.876 bilhões, um aumento de 7% em relação ao ano passado.

Mac em baixa, mas os serviços crescem impulsionados pelo Apple Pay

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Sobre o Mac, vemos uma queda de 11% nas unidades vendidas, e de 13% na receita, com 4.2 milhões de unidades para US$ 5.239 bilhões em vendas. O principal motivo é a ausência de novos computadores anunciados em 2016, o que fez com que grande parte dos consumidores fiquem esperando para atualizar os produtos.

Por outro lado, nesse trimestre o Apple Pay salvou o segmento de Serviços, com um aumento de 19% na receita, impulsionado por um crescimento de 405% nos usuários do sistema de pagamentos móveis, além de um aumento na receita da App Store e do iCloud.

Na categoria Outros Produtos (Apple TV, Apple Watch, Beats, iPod e acessórios), a queda foi de 16% (US$ 2.219 bilhões), e é difícil saber o que aconteceu, já que a Apple não entra em detalhes. Porém, um recente estudo da IDC mostra que o Apple Watch teve uma queda de vendas de 55%, e isso pode explicar tudo.

Um futuro incerto para a Apple

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Durante o discurso para os investidores, Tim Cook e Luca Maestri revelaram detalhes do que podemos esperar para o próximo trimestre da Apple.

De acordo com Cook, “o iPhone SE foi um sucesso sem precedentes”, esgotando seu inventário em várias regiões, com um aumento de 30% nas migrações do Android para o iPhone.

Sobre o futuro, Cook destacou que a realidade aumentada pode trazer novas e emocionantes experiências, mas são os desenvolvedores precisam ter a última palavra, já que a Apple trabalhará com eles, e só vai oferecer as ferramentas necessárias para o desenvolvimento.

Questionado sobre os rumores do próximo iPhone – enfatizando que, se tudo o que foi visto até agora se cumprir, a Apple estaria em sérios problemas pela falta de inovação -, Cook se limitou a dizer que não comenta sobre futuros dispositivos.

Por fim, Maestri lançou uma projeção com reservas para o próximo trimestre, revelando que a tendência de queda vai continuar, algo óbvio quando um produto como o iPhone representa hoje 57% da receita de uma empresa do tamanho da Apple.

Via AppleBusiness Insider , MacRumors