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Acabou o tempo das vacas gordas da Samsung no mercado mobile?

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Pode parecer uma previsão muito prematura, já que a vantagem da Samsung ainda é muito grande em relação aos demais adversários. Sem falar que seu volume de vendas ainda é muito bom. Ao mesmo tempo, essa afirmação não é nada absurda quando olhamos para os recentes números de cota de mercado mobile no segundo trimestre de 2014. A Samsung sofreu “apenas” a sua maior queda dentro desse segmento nos últimos dois anos.

As quedas foram tanto nas vendas (2%) como nos lucros (19%), o que cria automaticamente um grande ponto de interrogação sobre o domínio da empresa nesse segmento. E olha que a Samsung vendeu nada menos que 95 milhões de smartphones durante o segundo trimestre de 2014. Ou seja, vendeu mais que os demais, mas menos do que ela mesma no mesmo período em 2013.

Sem falar que perder 19% dos lucros de qualquer coisa faz uma grande diferença. Ainda mais quando você é líder de um cobiçado setor.

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A queda da cota de mercado nesse segmento é notória e evidente. De acordo com os últimos dados da IDC, a Samsung perdeu 7% de sua fatia em relação ao ano anterior, mesmo contando com um dos portfólios mias completos entre os fabricantes (eles lançam um smartphone por semana, lembra?).

As pedras no sapato dos coreanos são os chineses (Xiaomi é a maior ameaça) e os indianos (a Micromax como representante), que está canibalizando o mercado de dispositivos de entrada que a Samsung sempre vendeu também. Outros fabricantes, como a Huawei, registraram um crescimento anual notável (praticamente dobrando suas cotas de mercado), e por consequência, a relevância da Samsung no mundo mobile caiu de 76% do começo de 2014, para 61% registrados no mês de junho. E os números recém apresentados pela Strategy Analytics não são muito diferentes disso.

Para piorar a situação, nada indica que o Samsung Galaxy S5 será capaz de devolver aos coreanos a dominância que ficou tão explícita nos últimos anos. No final das contas, o Galaxy S5 não é um dispositivo que chama a atenção pela sua qualidade de materiais, ou pelas inovações adotadas. Sem falar no preço aqui no Brasil, mas isso é outra história.

De fato, a Samsung precisa se mexer. A queda é acentuada demais para simplesmente se acomodar. Talvez um dispositivo novo, com qualidade realmente premium (como promete ser o Samsung Galaxy Alpha) pode ser uma boa aposta para a recuperação. Ou um Galaxy Note 4 que convença o consumidor, já que o mercado de phablets é aquele que mais cresce no momento.

Uma coisa é certa: a Samsung não é mais a dona da bola. Outros estão aparecendo para participar da festa.

Com informações da Samsung e IDC

Strategy Analytics: Android com 85% do mercado mobile no segundo semestre

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Os analistas de mercado da Strategy Analytics revelou os números das cotas de mercado mobile no segundo trimestre de 2014. É dispensável dizer que o Android segue como plataforma dominante. Mas é preciso saber o quão dominante ela é.

O Android absorveu 84.6% da cota de mercado do último trimestre, com 249.6 milhões dos 295.2 milhões de smartphones distribuídos, números praticamente iguais aos anunciados pela IDC. No segundo trimestre de 2013, o domínio do Android era de 80.2% do mercado.

Com isso, as demais plataformas registraram quedas. De forma mais discreta no caso do Windows Phone e do iOS, e mais acentuada no caso da BlackBerry.

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Crescendo em mercados em desenvolvimento

Na Europa, o relatório mostra que o Android possui 73% de cota no segundo trimestre, números parecidos com os divulgados pela Kantar Worldpanel (74%). Logo, o Velho Continente mostra um movimento contrário ao do restante do mundo, já que esse foi o menor crescimento do sistema operacional da Google em cinco anos.

O motivo? Os mercados emergentes estão alimentando mais as vendas, enquanto que em mercados desenvolvidos sofreram um movimento de estagnação. Por isso o interesse dos grandes fabricantes em propostas como o Android One e Windows Phone (esse último, sem licença), para se posicionarem melhor nesses mercados emergentes.

 

Xiaomi assume o quinto posto

Olhando para o lado dos fabricantes, a Samsung segue se mantendo líder, com uma vantagem considerável e com bons números. Porém, o crescimento das empresas chinesas (Huawei, Lenovo, Xiaomi) já é algo visível e claro, e aparecem como principais futuros adversários.

O caso mais chamativo é o da Xiaomi, que ainda está em mercados selecionados – China e adjacentes -, mas já possui a quinta posição em vendas, na frente de gigantes como LG, Sony e outros. É uma empresa muito pequena e jovem, que tem um longo caminho pela frente, mas já tem essa relevância toda, detendo 5% do mercado global, com mais de 15 milhões de smartphones distribuídos.

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Via Strategy Analytics

Google: mais ingressos, mas lucros menores

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A Google apresentou o seu relatório financeiro trimestral, relativo aos meses entre abril e junho de 2014. Se por um lado, entrou mais dinheiro na empresa (US$ 15.955 bilhões, 22% a mais do que o mesmo período do ano passado), os lucros foram menores (US$ 3.422 bilhões).

Isso aconteceu por conta dos elevados gastos da Google durante o período. Os custos dos seus programas de pesquisa recentes ou o aumento dos gastos dos seus centros de dados são os “culpados” por tal aumento. Os custos operacionais aumentaram de US$ 4.450 bilhões do mesmo trimestre de 2013 para US$ 5.580 bilhões registrados no mesmo trimestre em 2014

O buscador segue sendo a maior fonte de arrecadação da empresa, mas serviços como o YouTube e a Google Play também se destacam com suas fortes movimentações financeiras. O serviço de compras Google Shopping Express também demonstra uma boa saúde nesse aspecto, tal como as vendas de Chromebooks.

Mas nem tudo são flores. A publicidade no formato mobile não está sendo algo tão rentável para a Google como é em outros formatos, com  uma resposta dos usuários inferior do que aquelas obtidas por outros meios.

A Google também informou que Nikesh Arora, até agora diretor de negócios da empresa, abandonou o posto depois de 10 anos de serviços prestados, para ser o novo vice-presidente da Softbank. No seu lugar (de forma temporária), assume Omid Kordestani, que atuava como chefe da equipe de vendas da Google.

Via Google

Apple: vendas dos iPhones compensam a queda das vendas do iPad no segundo trimestre fiscal

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A Apple apresentou os seus resultados financeiros correspondentes ao segundo trimestre fiscal. O que mais chama a atenção nos números é que eles venderam mais iPhones que o esperado para o período? 43.7 milhões de unidades, contra 39 milhões estimados. A marca é inferior aos 51 milhões obtidos durante o trimestre anterior, mas é melhor que o obtido no mesmo período em 2013 (37.4 milhões).

A Apple cita especificamente as vendas do smartphone na China Mobile, e apesar de não revelar dados concretos, supõe-se que, com tal manobra, o aumento nas vendas do iPhone foi de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Outro mercado que recebeu destaque de Tim Cook durante a apresentação dos números foi o Japão, que registrou um aumento nas vendas de 50%. Também foram destacados o aumento nas vendas na Turquia, Índia, Polônia e Brasil.

Depois de falar dos bons números do seu smartphone, todas as atenções se voltam para a próxima versão do produto que mais vende na empresa: o iPhone 6. Com os especulados atrasos ou sem eles, é certo dizer que ele deve ser anunciado até o final do ano. E a pergunta que fica é: será que as vendas serão ainda melhores com um iPhone maior?

Apple perde terreno com os seus tablets

O mesmo relatório financeiro da Apple revela que eles venderam 16.35 milhões de tablets no último trimestre. Esse é um número muito abaixo do esperado (cerca de 19 milhões). A marca também ficou bem abaixo em comparação das vendas no mesmo período do ano passado (19.5 milhões). Mas, de forma curiosa, a Apple afirma que são números melhores que o esperado.

A Apple não entra em detalhes sobre o desempenho de vendas dos dois modelos, mas revela que mais de dois terços das pessoas que adquiriram um iPad eram estreantes na plataforma, enquanto que mais da metade dos compradores de iPhones também eram usuários novos.

Foram feitos mais de 70 bilhões de downloads de aplicativos, e a iTunes gerou mais de US$ 5.2 bilhões em vendas, crescendo 24% em relação ao ano passado. São mais de 800 milhões de contas do iTunes, e a maioria delas conta com um cartão de crédito vinculado.

A Apple registrou US$ 45.6 bilhões em ingressos no último trimestre, acima do esperado. O lucro líquido foi de US$ 10.2 bilhões, e o desempenho financeiro da empresa foi o melhor em um trimestre encerrado no mês de março, com os maiores ingressos obtidos em um trimestre não-natalino.

Via Apple