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Quanto vale o software de código aberto?

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A Fundação Linux tentou calcular o valor de um software de código aberto em um estudo, que mostra os custos estimados de uma empresa desenvolvedora para criar do zero, comercializar, manter e melhorar uma solução de código aberto e colaborativo.

O valor total é algo surpreendente: até US$ 5 bilhões. Para chegar a esse número, o estudo analisou os repositórios de código aberto de cada um dos seus projetos mediante o Modelo de Custos (COCOMO). Com 115 milhões de linhas de código fonte, a Fundação Linux estima que seriam necessários 1.356 desenvolvedores trabalhando por 30 anos para recriar o código base dos projetos que auspicia.

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Uma mostra da importância desse tipo de desenvolvimento colaborativo. Sem ele, seria quase impossível o acesso a muitos dos aplicativos e serviços OpenSource. Um desenvolvimento onde milhares de pessoas participam de forma individual, sem falar nas mais de 500 grandes companhias envolvidas.

Via InformeInfográfico

Commodore 64 volta à vida, via MEGA65, com filosofia OpenSource

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O projeto MEGA65 é um bom exemplo de como a emulação pode oferecer maravilhas para os mais saudosistas. Paul Gardner-Stephen trabalhou durante meses no desenvolvimento de um computador de 8 bits que que reproduzisse objetos do C65, o teórico sucessor do Commodore 64, que nunca chegou ao mercado.

O resultado já está disponível para o mundo, e o seu autor liberou tanto as especificações do hardware como o código do software via licença LGPL. O projeto usa as FPGAs – sem entrar em detalhes – para que os próprios usuários construam essa máquina e adicione suas modificações, se assim eles desejarem.

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O projeto segue em desenvolvimento, mas já é suficientemente compatível para aproveitar velhas ROMs e executar um grande número de jogos e aplicativos para esse sistema. Na concepção atual, é possível contar com uma máquina 50 vezes mais rápida que o Commodore 64, mas mantendo praticamente toda a compatibilidade com essa plataforma.

Além disso, o modding possui suporte para saída de vídeos HD, suporte para cartões SD, expansão de memória e até conectividade Ethernet. O código do acelerador C64 baseado em FPGA está disponível no GitHub, e o autor pede o apoio econômico para seguir adiante com o projeto, através de uma campanha de crowdfunding.

Via C65gs

Spark te ensina a montar um termostato inteligente de código aberto

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A Spark Labs apresentou uma proposta de termostato de código aberto, que pode ser montado por qualquer mortal habilidoso. O Spark Core é composto por um módulo que custa US$ 39, usa telas genéricas, que podem ser encontradas em qualquer loja de eletrônicos, e alguns sensores fabricados pela Adafruit, Honeywell e Panasonic.

As informações de temperatura são obtidas via consulta online do navegador web do usuário (no computador ou smartphone), e será necessário um pouco de imaginação para criar o controle numérico. Mesmo assim, vale a pena o desafio.

ATENÇÃO: o design da página da Spark é absurdamente pesada, podendo bloquear o seu navegador.

Via Spark Labs
Via GitHub

Xbox 360 Laptop. Isso mesmo: mais um “laptop” do Xbox 360

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Talvez esse não seja o melhor momento para anunciar um novo projeto na Kickstarter baseado no “velho” Xbox 360, mas todos nós sabemos que não custa tentar. Principalmente se a ideia é boa, como é o caso do Xbox 360 Laptop, proposto pelo modder Darkmatter, que é bem mais atraente que as outras conversões anteriores.

Esse console semiportátil utiliza a base de um Xbox 360 Slim, que foi instalada em uma nova carcaça impressa em 3D e cortada com laser, para abrigar o console em si e uma tela de 15.6 polegadas (720), além de uma nova interface touchscreen baseada em Arduino. Todas as funcionalidades do console da Microsoft estão presentes, incluindo a conectividade WiFi, os seus 4 GB de armazenamento e o leitor de DVD.

O elemento touch, batizado com o nome Xduino360, serve basicamente para dispensar os botões físicos, tornando possível o acionamento da bandeja da unidade ótica, regular o volume e ligar o console com um simples toque em sua superfície. De fato, a ideia do Darkmatter é oferecer todas as peças do seu projeto em um kit de montar, para que qualquer pessoa possa criar a sua versão em casa.

Para isso, o modder pensa em tornar público todos os desenhos e planos de montagem em CAD, de modo que os usuários mais avançados possam modificar os seus consoles e até mesmo aperfeiçoar o projeto original. Aliás, o projeto é tão bem sacado, que conseguiu chamar a atenção de Ben Heck, uma verdadeira lenda no quesito “vamos modificar qualquer videogame do mundo”, o que é quase um certificado de qualidade para Darkmatter.

O Xbox 360 Laptop poderá ser adquirido caso o projeto consiga a sua arrecadação necessária durante o tempo de campanha na Kickstarter. O kit para montagem (sem o Xbox 360 Slim) custa US$ 499, mas se você nem quer se dar ao trabalho de sair montando tudo, pode comprar o produto já montado (com o Xbox 360, é óbvio) pelo preço de US$ 999.

Antes que você pergunte: o modder já afirmou que já pensa em redesenhar o seu projeto para que ele seja funcional com o Xbox One.

Novidades do Google: Código fonte do Jelly Bean disponível, e Google Chrome com multimídia sem Flash

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Duas notícias importantes sobre o Google para esta terça-feira. A primeira delas se refere ao Android 4.1 Jelly Bean. O Google publicou hoje (10/07) o código fonte da última versão do seu sistema operacional, permitindo assim aos desenvolvedores o download imediato para compilação, adaptação e desenvolvimento de aplicativos para os dispositivos que já contam com o sistema operacional móvel (até o momento o Nexus 7 e o Galaxy Nexus). Também foi informado que os códigos binários do Jelly Bean para o Nexus S e Motorola Xoom estarão disponíveis em breve.

A disponibilidade do código fonte indica que fabricantes e desenvolvedores de mods (como o pessoal do CyanogenMod) poderão trabalhar em suas versões do sistema operacional a partir de hoje, permitindo que os usuários mais corajosos instalem os mods do Jelly Bean em aparelhos que originalmente não vão receber a mais recente versão do sistema operacional (como o Galaxy S II) em breve.

A segunda notícia está ligada ao navegador do Google, o Chrome. Ainda que para muitas pessoas o uso de uma webcam com o navegador não represente algo muito importante, a realidade é que a tecnologia que permite a exibição de vídeos em um PC conectado à Internet está mudando rapidamente. E a nova versão do Chrome é uma amostra disso.

Na demonstração da versão beta do novo Google Chrome, graças a uma integração do padrão WebRTC, já não é necessário ter um plugin como o Flash instalado para obter acesso à webcam e microfone. A API de vídeo (getUserMedia) desenvolvida pelo Google permite o uso de filtros CSS e WebGL para aplicar modificações e efeitos ao vivo nos vídeos transmitidos.

E essa não é a única novidade. O novo software inclui ainda uma API JavaScript para joysticks, que permite uma interação dos usuários de forma mais cômoda e natural com os seus jogos. O melhor de tudo é que já é possível fazer o download da versão beta do navegador, para que você possa testar por sua conta e risco (ou seja, certamente está sujeita a bugs e imperfeições; pense bem antes de instalar o software).

Via Google (link 01 e link 02)

Linus Torvalds recebe o “Millennium Technology Prize” pelo seu trabalho no Linux

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O mais habitual é ver Linus Torvalds relaxado, usando calça jeans e camiseta. Mas a foto que você vê acima foi registrada em uma ocasião muito especial. Mais precisamente, durante a entrega do “Millennium Technology Prize”, uma importante honraria que é uma espécie de “Prêmio Nobel” de tecnologia, que agora passa a brilhar na estante do criador do Linux.

Ao lado de Torvalds está o Dr. Shinya Yamanaka, que também foi premiado pelo seu trabalho com as células-mãe. Os dois compartilharam o prêmio de 1.2 milhão de euros entregues aos vencedores.

Durante a cerimônia, o Dr. Ainomaija Haarla, da Academia de Tecnologia da Finlândia, disse que o trabalho de Torvalds “manteve a internet aberta para a busca do conhecimento e o benefício da humanidade, e não apenas pensando nos interesses financeiros”. Concordo em 100% com essa afirmação.

E parabéns ao senhor Torvalds, e muito obrigado pelo seu trabalho.

P.S.: cá pra nós: o Torvalds não está parecendo um pinguim na foto que ilustra esse post?

Via Engadget

Tizen OS executará apps para Android, com uma pequena ajuda de software

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O sistema operacional Tizen OS continua dando os seus primeiros passos nesse mundo, e hoje chega disposto a eliminar uma de suas possíveis desvantagens: sua escassa coleção de aplicativos.

Ao que parece, esse sistema operacional de código aberto será compatível tanto com o SDK do Android como com o o do Bada (mas ou menos da mesma forma que o BlackBerry PlayBook aceita aplicativos Android). A OpenMobile, empresa responsável por tornar isso possível através de sua ACL, garante que a plataforma será 100% compatível com o catálogo de aplicativos do Google, chegando ao mesmo nível de resposta da sua versão original.

E, como você bem pode imaginar, mal posso esperar para ver essas afirmações sendo colocadas a prova em testes práticos e reviews. Até lá, vamos ter que nos contentar com um pequeno aperitivo de seu funcionamento, no vídeo abaixo.

Via BGR

Facebook adquire a rede social de fotografia Lightbox

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Mark Zuckerberg continua na sua fase de compras. Se depois da compra do Instagram ficava alguma dúvida que o Facebook apostaria com muita força no universo da fotografia, essa recente compra do Lightbox eliminou todas as dúvidas pendentes.

Na verdade, o Facebook englobou os profissionais que trabalham no LightBox, uma vez que o site do serviço vai fechar a partir do dia 15 de junho. Os membros da equipe, Nilesh Patel e Thai Tran, são especialistas no desenvolvimento para Android e plataformas HTML5. Por isso, vão trabalhar no Facebook.

Se daqui a alguns meses o Facebook surpreender o mundo com um excelente software para registrar e compartilhar fotos no Android, já sabemos os nomes dos elementos que estão por trás do aplicativo. Um detalhe importante: eles anunciaram que uma parte do código escrito para o LightBox será compartilhado abertamente no repositório GitHub, mas as fotos e dados do usuário serão eliminados depois do meio de junho. Ou seja, se você tem fotos armazenadas lá e não quer perder, tem um mês para salvar tudo no seu computador.

Via The Next Web

HP demite aproximadamente 275 funcionários da divisão do webOS

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Não deve ser surpresa para ninguém que um grande número de trabalhadores que até hoje se dedicavam ao desenvolvimento do webOS acabam de perder os seus empregos, mas de qualquer forma, vale o registro. 275 empregados ligados ao projeto do webOS foram demitidos pela HP, pois a empresa “não necessita mais de tantos postos no setor de engenharia e relacionados como precisava antes”, uma vez que a divisão do webOS “continua com a transição de fabricação de dispositivos móveis para os softwares de código aberto”.

Em todo caso, muitas dessas pessoas não ficaram necessariamente sem emprego, pois “a HP está trabalhando para redistribuir os empregados afetados por estas mudanças em outros postos na empresa”. Fica a esperança que isso realmente aconteça, especialmente depois da renúncia de Jon Rubinstein. Se a HP não fabrica mais hardware para utilizar o webOS, fica evidente que não precisa mais de engenheiros e designers. De qualquer forma, sempre dói quando recebemos esse golpe de realidade em nossa cara. Nunca é legal saber que tem gente perdendo emprego por causa de decisões equivocadas de grandes executivos.

Via The Verge

Notebook Kogan Agora terá Chromium OS no Reino Unido e Austrália

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A Kogan acaba de adicionar ao seu catálogo de produtos um notebook com sistema operacional Chromium OS, que recebe o sugestivo nome de Agora. O dispositivo oferece especificação de um netbook do que um notebook, já que possui uma tela de 11,6″, processador Intel Celeron, de 1,3 GHz, 1 GB de RAM e até 30 GB de espaço em SSD. Ou seja, um portátil bem modesto.

Além de ter um sistema que trabalha na nuvem, ele conta com uma bateria de 3,5 horas de uso, um leitor de cartões SD, webcam, conexão Bluetooth e uma saída HDMI. Ele chega nos mercados do Reino Unido e Austrália nesta semana, com um preço inicial de US$ 350.

via Kogan

[internet] Os anúncios do Google formato de vídeo WebM e loja de aplicativos para o Chrome OS

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Primeiro, o Google adquiriu o codec de vídeo VP8 recentemente. E mostra que, a troco de nada, não foi. Eles anunciaram que agora vão abrir esta plataforma para o mundo, em um novo formato, chamado WebM. Seu conteúdo está baseado em Matroska, e incorpora vídeo em VP8 e áudio em Ogg Vorbis, todos customizados para permitir sua reprodução em produtos de potência mais baixa, como netbooks, tablets e telefones.

O WebM é um conteúdo de código aberto e licença sem royalties tipo BSD. Como era de se esperar, a Mozilla já suporta este formato, e com ele vão oferecer atualizações imediatas para o Firefox. A Opera também está na lista de espera, ainda que por enquanto só indique suas novidades para este conteúdo como “em breve”. E nem é preciso dizer que Google apoiará o WebM através do YouTube, Chrome e Chromium, de modo que podermos dar como certo a sua integração em massa na internet. Para Apple e Microsoft integrar os serviços no Safari e Internet Explorer será uma questão de tempo. (fonte)

A segunda novidade é que o Google anunciou sua nova loja online, durante a mesma conferência I/O realizada ontem (19/05). Não mostraram muita coisa, mas entre os programas disponíveis estavam o editor de imagens Darkroom (US$ 4,99), TweetDeck, Plants vs Zombies e Lego Star Wars. Por enquanto, não tem data de lançamento. Segundo o Google, desenvolvedores do Chrome e Chrome OS terão acesos à loja “em breve”.

Fonte