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TargetHD Responde | Nexus 5 ou novo Motorola Moto X?

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Mais uma dúvida interessante que recebemos por e-mail. O leitor Anderson de Assis Nunes levantou a seguinte questão:

Como assíduo leitor do blog Target HD, eu o procuro para buscar uma ajuda. No fim do ano pretendo presentear-me com um smartphone. Tenho assistido muitos vídeos e comparativos. Acabei escolhendo dois modelos Android: Nexus 5 e o novo Motorola Moto X.
Ambos estão na mesma faixa de preço e apresentam hardware equivalentes. Confesso que estou mais inclinado ao Moto X devido a ser lançamento, ter 32 GB de capacidade e também trazer um Android puro. Porém com as recentes notícias de travamento do Moto X e Moto G fiquei um pouco preocupado. Já o Nexus traz um Android pura e atualizado mais rápido, a tela é ótima. Mas só tem 16 GB
A questão é: Vou de Nexus 5 ou Moto X (2ª geração).

Resposta:

Anderson, sua questão é muito boa. Tem alguns pontos que precisam ser levados em consideração sempre que você fizer um investimento em um dispositivo de tecnologia, ainda mais no caso de um smartphone top de linha. Já levando em consideração os pontos que você abordou na sua pergunta, entendo que a melhor opção nesse exato momento é o modelo que oferece melhores resultados em detalhes pontuais.

É importante lembrar que o Nexus 5 já tem aproximadamente um ano de vida (tanto que o Nexus 6 já é uma realidade), enquanto que o Motorola Moto X de 2ª geração é um recém chegado ao mercado. Um ano pode parecer pouco, mas nesse caso, faz uma grande diferença. E o quesito preço, nesse caso, favorece ao modelo mais novo. Afinal de contas, temos sempre que buscar a melhor relação custo/benefício possível.

Além disso, o Moto X 2014 possui uma maior capacidade de armazenamento (32 GB, contra 16 GB do Nexus 5), câmeras frontal e traseira de melhor qualidade (não falo pela quantidade de megapixels, mas pela qualidade dos seus sensores), com um flash LED duplo, e um acabamento mais ‘premium’, com bordas de material metálico nas laterais. Só esses itens já colocam o modelo da Motorola bem à frente do modelo da Google de 2013.

Além disso, o conjunto de chipset do Moto X 2014 oferece uma performance mais equilibrada, principalmente se levarmos em conta a quantidade de recursos trabalhando simultaneamente. Com tanta coisa funcionando ao mesmo tempo, o modelo da Motorola possui uma autonomia de bateria ainda melhor que o Nexus 5, que possui um Android mais puro. Isso mostra o excelente trabalho feito pela Motorola para ajustar as suas customizações no Android para oferecer um desempenho mais equilibrado nesse aspecto.

Sobre as questões de travamento dos modelos Moto X e Moto G, vale a pena lembrar que são questões pontuais de software, e não de hardware. E a Lenovo (até agora) está fazendo um ótimo trabalho na missão de oferecer updates e patches corretivos de forma rápida aos usuários. Logo, esse é um fator que (na teoria) pode ser resolvido com maior facilidade, e não deve ser levado tanto em consideração. Ou se for levado, tenho que colocar aqui o elevado consumo de bateria do Nexus 5, que é um problema de gestão de software que a Google não resolveu no aparelho (quem sabe com o Android 5.o Lollipop isso muda).

Para concluir, se eu tivesse que escolher hoje entre um dos dois modelos, eu iria de Motorola Moto X de 2ª geração. É um modelo que é superior ao Nexus 5 em detalhes que considero pontuais, e com potencial de oferecer uma melhor relação custo/benefício por um tempo maior.

Review Comparativo | Motorola Moto X vs Motorola Moto G

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Os dois últimos lançamentos da Motorola são comparados. Os modelos Moto X e Moto G receberam destaque positivo de grande parte da imprensa especializada. Porém, muitos acreditam que os modelos são praticamente os mesmos, tirando um ou outro recurso inteligente presente no Moto X. Será que é isso mesmo? Esse comparativo vai responder essa questão de uma vez por todas.

Não vamos aqui dizer qual é melhor ou pior. Até porque, por razões óbvias, o Moto X é melhor que o Moto G, e ponto final. Não há discussão nesse aspecto. O objetivo desse post é mostrar onde estão as principais diferenças entre os dois produtos, o que justificariam a diferença de preços entre os dois produtos (tá, talvez não tão gritante assim, pois o Moto X poderia custar menos), e principalmente: qual é o modelo mais adequado para o seu perfil de uso e/ou suas necessidades.

Características Físicas

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Vendo de longe, lado a lado, você realmente não consegue dizer qual é um, qual é outro. De perto, apenas aqueles que tem um olhar mais apurado vai dizer qual é qual (os menos íntimos com o mundo da tecnologia deverão confundir os modelos). A Motorola apostou em manter a mesma proposta de design para os dois produtos, com o objetivo de reforçar a nova proposta para o consumidor, e repetir a experiência de uso nos dois modelos.

Com isso, o Moto X e o Moto G são modelos “gêmeos”. As diferenças começam a aparecer quando aproximamos os dois dispositivos, e começamos a observar as suas características peculiares. Para começar, os diferentes materiais adotados para a tela fazem com que a coloração do LED do Moto G seja algo mais uniforme, enquanto que no Moto X apresenta uma área levemente mais clara na tela, por conta do AMOLED.

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Outra leve diferença é percebida na lateral direita dos dois dispositivos, onde ficam os botões de liga/desliga/bloqueio de tela e controles de volume. Além de contarem com orientações diferentes (no formato), os botões do Moto G são um pouco menores.

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Na parte frontal do dispositivo, também é possível observar que o alto-falante de chamadas do Moto G é um pouco menor (e, por conta disso, um pouco menos audível) que o do Moto X. Além disso, a câmera frontal do Moto G se posiciona do lado esquerdo do corpo do dispositivo, enquanto que no Moto X, a câmera está no lado direito. Sem falar que o Moto G possui um LED para notificações de atividades.

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Mas é na parte traseira dos dois smartphones que encontramos as principais diferenças físicas. O Moto X possui um acabamento com um material que simula o Kevlar (sim, eu sei…), enquanto que o Moto G conta com uma carcaça de plástico removível. Aqui, fica bem evidente que o modelo de linha média possui um material (teoricamente) mais simples no seu acabamento, se comparado com o modelo mais avançado. Além disso, o alto-falante traseiro do Moto X fica à direita do usuário, ao contrário do Moto G.

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As diferenças de altura, largura e profundidade entre os dois smartphones são praticamente imperceptíveis, mas existem. O Moto G, por ter uma tela menor, é levemente mais estreito e baixo que o Moto X, o que faz com que o seu agarre fique levemente mais agradável. Por outro lado, o Moto G é mais espesso e reto na parte traseira, além de ser um pouco mais pesado que o Moto X (143 gramas para o Moto G, contra 130 gramas para o Moto X).

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Essas pequenas diferenças se refletem nas dimensões dos dispositivos. O Moto X mede 129.3 x 65.3 x 10.4 mm, enquanto que o Moto G conta com medidas de 129.9 x 65.9 x 11.6 mm. Ou seja, eles são praticamente idênticos, mas o Moto G é um pouco mais confortável de se segurar. A tela de 4.5 polegadas e a parte traseira menos curvada faz com que o modelo de linha média se encaixe melhor na mão, tornando o seu uso mais confortável.

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No final das contas, as diferenças físicas não são muito gritantes. Não são fatores determinantes para a escolha de um ou de outro. Qualquer pessoa poderia escolher qualquer um dos dois smartphones por conta desses aspectos. As diferenças entre o Moto X e o Moto G começam a ficar acentuadas a partir de agora.

Tela

O Moto X possui uma tela AMOLED de 4.7 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels e 312 pixels por polegada. Já o Moto G tem uma tela de 4.5 polegadas em IPS LCD, com a mesma resolução de 1280 x 720 pixels e 329 pixels por polegada. Nos números as telas são muito parecidas, e essa densidade maior do Moto G não é relevante para determinar uma melhor experiência visual.

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Na prática, as duas telas são excelentes. Porém, a tela do Moto X oferece cores mais mais quentes, puxando as tonalidades um pouco mais para o vermelho. O Moto G oferece tonalidades mais frias, o que pode soar mais agradável para muitos usuários (que entendem que a tela do Moto X satura demais as cores). Isso fica mais evidente quando abrimos páginas web com a predominância do fundo branco (como é o caso dos posts do TargetHD).

No Moto X, o branco apresenta um tom um pouco avermelhado, enquanto que no Moto G, a imagem se aproxima mais da tonalidade real (ou daquela captada pela maioria das pessoas). Particularmente, me agrada mais a tela do Moto G, justamente por esse aspecto: o resultado oferecido na reprodução das cores dos elementos da tela.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O Moto X (nesse exato momento que estou escrevendo esse post) está recebendo o Android 4.4 KitKat. O meu aparelho ainda não foi atualizado, de modo que o dispositivo ainda se encontra com o Android 4.2.2 Jelly Bean. O Moto G já está com a versão 4.3 Jelly Bean, e já tem a atualização garantida para o Android KitKat.

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Na prática, as diferenças na experiência de uso (nesse momento, com os dois smartphones com Android Jelly Bean) são mínimas. Elas se fazem mais presentes por conta dos recursos inteligentes presentes no Moto X, como por exemplo os comandos inteligentes por voz, os comandos de movimento para a câmera e, principalmente, na tela inteligente. Fora isso, os dois modelos oferecem experiências de usabilidade muito similares.

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Com isso, os dois smartphones se comportam, em linhas gerais, de forma idêntica. Essa é uma grande vantagem dessa nova linha de smartphones da Motorola: mesmo com produtos diferentes, com preços tão diferentes, o usuário vai receber experiências de uso similares. Mais ou menos aquilo que a Nokia faz com os modelos da linha Lumia, com Windows Phone.

Hardware

O Moto X possui processador Qualcomm MSM8960 Snapdragon S4 Pro dual-core de 1.7 GHz (com a tecnologia X8 Mobile Computing System), 2 GB de RAM, GPU Adreno 320 e até 16 GB de armazenamento. O Moto G conta com processador Qualcomm Snapdragon 400 quad-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, GPU Adreno 305 e versões com 8 e 16 GB de armazenamento. Essas diferenças técnicas são importantes para determinar o que um produto é ou não capaz de fazer, mas não fundamentais para se converter em uma experiência de uso pior ou melhor.

Como já foi dito antes nessa análise, os dois modelos oferecem uma experiência de uso muito boa. No caso do Moto G, ele impressiona de forma positiva, pois em jogos que exigem uma maior demanda dos recursos de hardware (como nos casos de Real Racing 3 e Iron Man 3), o smartphone apresentou um desempenho surpreendentemente impecável (mesmo com algumas restrições de reprodução de gráficos), sem lags ou travamentos.

O usuário que optar pelo Moto G não vai se arrepender nesse aspecto. É o modelo com um desempenho acima de sua média de preço e posicionamento de mercado. O Moto X também impressiona pela sua performance impecável, mas se posiciona em um patamar diferente. É um smartphone com recursos inteligentes, mostrando a nova proposta da Motorola/Google  para os seus futuros lançamentos.

Podemos definir dessa forma:

– O Moto G é o smartphone ideal para os usuários de entrada, ou para aqueles que querem o melhor desempenho possível pelo menor preço.
– O Moto X é o smartphone para usuários avançados, que querem a máxima performance, com recursos inteligentes.

Nos dois casos: é uma das melhores escolhas possíveis no mercado de smartphones.

Câmera

Aqui está um dos itens que mais acentuam as diferenças entre o Moto X e o Moto G. Por partes.

O Moto X possui uma câmera traseira de 10 megapixels (1/2.6″), gravação de vídeos em Full HD (1080p, 30 FPS), recurso de câmera lenta nas gravações de vídeo, recursos de geo tagging, HDR e outras funcionalidades inteligentes. Além disso, o modelo conta com um sensor frontal de 2 megapixels, com gravação de vídeos em Full HD.

O Moto G trabalha com um sensor traseiro de 5 megapixels, com recurso de HDR e foto através do toque na tela, gravação de vídeos em HD (720p, 30 FPS), e câmera frontal de 1.3 MP, com gravação de vídeos em HD.

Pelos números e características, já é possível observar que as câmeras dos dois smartphones são bem diferentes. Na prática, os resultados são ainda mais díspares. Apesar das fotos produzidas pelo Moto X ainda ficarem aquém dos seus principais concorrentes, depois da primeira atualização feita pela Motorola para corrigir os seus problemas, a qualidade das fotos melhorou de forma considerável. E, comparadas com as fotos capturadas pelo Moto G, os resultados produzidos pelo sensor do Moto X são muito superiores.

Por outro lado, a câmera do Moto G está “na média” que encontramos entre os modelos de sua categoria. Historicamente, a Motorola nunca conseguiu entregar boas câmeras para os seus smartphones. E esse parece ser um dos pontos de maior reclamação dos proprietários do Moto G, que esperavam uma câmera melhor (algo que é compreensível, já que estamos falando de um produto que é considerado acima da média dos seus rivais).

A seguir, um breve comparativo de fotos (na ordem, Moto X e Moto G):

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Fotos Noturnas

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Bateria

Esse é outro ponto que detectei diferenças nos dois modelos, e que não são diferenças apenas numéricas. O Motorola Moto X possui uma bateria de 2.200 mAh, enquanto que o Moto G conta com uma bateria de 2.070 mAh. Você poderia imaginar que essa desvantagem de 130 mAh do Moto G poderia se converter em uma pior autonomia de bateira. Mas não é isso o que acontece.

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O Moto X possui uma bateria considerada boa para um produto do seu porte. Conta com um processador que executa mais recursos de forma simultânea, mais sensores funcionando ao mesmo tempo, e funcionalidades que fazem com que o smartphone necessite ficar conectado o tempo todo no WiFi ou 3G/4G. Logo, de forma natural, essa demanda de bateria é maior. Mesmo assim, para quem tem um uso considerado normal ou moderado, pode ter a certeza que a bateria do Moto X vai sobreviver por um dia completo de uso, antes de ir para o carregador no final do dia.

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Já o Moto G impressiona na sua autonomia de bateria. Em standby, sem mexer muito no aparelho e com a conectividade WiFi ativa, o smartphone consegue ficar por mais de um dia sem precisar chegar perto do carregador (em nossos testes para o review, ele ficou mais de quatro dias em standby sem recarga de bateria, e ainda com mais de 40% de bateria restante). Para quem usa o smartphone para as atividades mais comuns (redes sociais, e-mails, navegação na web, música, fotos, etc), a autonomia dura tranquilamente pelo menos um dia e meio de uso. E até para os usuários mais exigentes (fotos, vídeos, games, etc), é possível alcançar um dia completo de uso, antes da bateria ser recarregada.

Não só pelas diferenças do hardware, mas devemos levar em conta que, no momento dos testes, o Moto G contava com o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean, que possui melhorias diversas em relação ao Android 4.2.2 Jelly Bean do Moto X, incluindo um melhor gerenciamento de recursos, que se convertem em uma maior autonomia de bateria.

Conclusão

A Motorola fez um ótimo trabalho nos dois smartphones, que podem atender muito bem usuários com perfis distintos. O Moto G é o melhor smartphone de linha média do mercado nesse momento, pois oferece benefícios decisivos para atender as necessidades dos usuários. O Moto X é um dos smartphones recomendados para os geeks convictos, pela experiência de uso próxima ao do Android “puro”, pelo design agradável e pelos recursos inteligentes (que, aos poucos, se tornam mais inteligentes ainda).

Review em Vídeo

Review | Motorola Moto X

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Chegou a hora de analisar um dos smartphones mais esperados de 2013. O Motorola Moto X chega ao mercado com a promessa de ser “o iPhone dos smartphones Android”, oferecendo um hardware mais modesto do que os modelos considerados top de linha, mas com um desempenho plenamente ajustado às suas especificações. Com isso, a Motorola acredita entregar uma das melhores experiências Android, com uma interessante relação custo/benefício.

Aliás, a principal questão levantada pelo Moto X é: o Android realmente precisa de uma elevada especificação de hardware para entregar uma eficiente experiência de uso? Tudo bem, quanto mais poderoso um hardware, maiores são as chances de bons resultados com o dispositivo, tanto na experiência de uso quanto na performance. Mas… e se tudo for ajustado sobre medida? Hardware e software trabalhando juntos para ter uma sobra suficiente, para que tudo funcione muito bem?

Essa é uma das propostas do Moto X. E esse review pretende descobrir se essa proposta foi alcançada.

Características Físicas

Em todas as vezes que eu vi o Motorola Moto X pela internet, eu achei que ele seria um smartphone mais espesso, e com ar mais agressivo. Ao ver o produto pela primeira vez, a minha impressão foi bem diferente. Estamos diante de um smartphone com linhas refinadas, baixa espessura, muito boa construção, e com um “quê” de Nexus 4, Galaxy Nexus e derivados. Talvez essa seja um dos indícios mais fortes para muitos afirmarem que “a Google passou por aqui”, ou que o dispositivo recebeu influência do pessoal de Mountain View em sua concepção.

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O Moto X é um telefone muito bem construído. É um produto de tecnologia em peça única, sem parafusos expostos, com um único ponto de emenda, que circunda toda a lateral do dispositivo. A Motorola decidiu fazer com que as bordas das laterais (que “prendem” a tela ao corpo do smartphone) se combinassem à sua carcaça, tornando o seu acabamento realmente atraente.

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O produto praticamente não tem botões. Possui apenas os botões de liga/desliga e controle de volume, todos do lado direito.

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Fora isso, apenas o conector para fones de ouvido (na parte superior do dispositivo), e o conector para o cabo USB, para recarga de bateria e transmissão de dados.

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O modelo utiliza o nano SIM cards para funcionar com as operadoras de telefonia móvel. Ou seja, recomendo que você troque o seu chip atual pelo nano na operadora no ato da compra do smartphone. Não aconselho recortar o SIM card para o formato nano SIM. Não é um procedimento prático para a maioria dos usuários (principalmente os menos experientes), e os efeitos colaterais podem ser muito indesejados.

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Outro detalhe importante: o Moto X não é um smartphone tão pesado quanto eu imaginava (apenas 130 gramas). Ele é compacto, passa a sensação de robustez, mas é um dispositivo relativamente leve para o seu transporte e uso diário. Bom, pelo menos é mais leve do que o meu antigo iPhone 4, e como tem um menor volume, se adapta melhor às minhas necessidades. Além disso, o seu tamanho (12,9 x 6,5 x 1cm) oferece uma boa pegada para conversações e outras atividades, tornando o seu uso durante os testes algo muito agradável.

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Sem falar que essa pequena curva na parte traseira do smartphone oferece um benefício duplo: além de deixar o smartphone melhor encaixado nas mãos, essa curva evita que a lente da câmera traseira fique em contato constante com a superfície da mesa (ou de qualquer outro lugar que o smartphone fique posicionado), o que é algo sempre muito bem vindo.

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No final das contas, o Motorola Moto X possui características físicas que devem agradar os mais diferentes perfis de usuários. Boa pegada, excelente construção… um gadget muito bem ajustado nesse aspecto.

Acessórios

O Motorola Moto X traz a maioria dos acessórios considerados padrão para a maioria dos dispositivos da sua categoria, mas com alguns adicionais. Sua embalagem destaca aquilo que a Google quer reforçar na imagem do produto: simplicidade.

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Dentro da caixa enviada pela assessoria de imprensa da Motorola Brasil, temos (além do smartphone), a documentação (certificados, guia rápido de utilização, etc), cabo de dados microUSB, uma chave de ejeção da gaveta do nano SIM, um carregador para rede elétrica, com duas saídas USB (o que permite que você carregue dois dispositivos ao mesmo tempo) e os seu fone de ouvido.

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Quero já destacar esse fone de ouvido, que apesar de não ser um fone do tipo in-ear, consegue enviar uma excelente qualidade de som, com alto volume. Tudo bem, padece de graves (como todo fone de sua categoria), mas ao menos você vai ter um volume bem mais satisfatório que outros fones ofertados em dispositivos de outros fabricantes.

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Tela

A tela do Motorola Moto X é do tipo AMOLED, e possui 4.7 polegadas, com resolução HD (720 x 1280 pixels), com a proteção da película Gorilla Glass, densidade de 312 pixels por polegada e 16 milhões de cores. É uma tela de elevada qualidade, e a primeira impressão que tive quando liguei o smartphone pela primeira vez foi com a sua incrível reprodução de cores. É uma tela brilhante, mas não com um brilho exagerado (quem sabe cores mais saturadas do que o ideal, mas tal percepção pode variar de pessoa para pessoa), o que se converte automaticamente em uma tela prazerosa para uma visualização dos elementos.

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A exibição de vídeos e jogos é simplesmente excelente nesse dispositivo. Pelas características já apresentadas no parágrafo anterior, o Moto X tem uma tela perfeita para quem quer ver vídeos  ou rodar jogos. Não só pelo seu tamanho, mas principalmente, pelas suas especificações.

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Também é bom lembrar que a sua densidade de tela é maior do que a presente em telas do tipo “retina”, ou seja, a qualidade de imagem plena está mais do que garantida, deixando a exibição dos gráficos simplesmente perfeita. Talvez alguns usuários vão reclamar da saturação das cores apresentadas (algo que não está presente nas telas de LCD), mas entendo que vai satisfazer a maioria dos usuários que querem um smartphone com uma tela de alta qualidade para as suas atividades.

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Outro ponto de grande destaque da tela do Moto X é que esta é  uma “tela inteligente”. O smartphone não possui um LED de notificações, mas ele pode apresentar essas notificações na tela em situações específicas, como por exemplo, ao retirar o smartphone do bolso, ou quando você simplesmente pega o smartphone. Nesses momentos, o relógio é exibido no centro da tela, junto com o ícone de desbloqueio de tela, ou as notificações de e-mails ou mensagens instantâneas.

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Mas antes que você reclame que “isso vai acabar com a bateria do meu smartphone”, eu digo “como você não sabe de nada…”. A tela do Moto X é realmente inteligente pelo simples fato de, no momento das notificações, ela só acende os pontos de luz necessários para exibir a tal notificação ou relógio, sem precisar ligar a tela toda. Mesmo no momento onde verificamos o resumo das notificações, só são acionados os pontos necessários para a exibição desse resumo de mensagens.

Ou seja, a maior parte da tela fica com os seus pontos de luz desligados, e você só vai ligar a tela toda se realmente precisar. O resultado disso? Mais um ponto para colaborar com uma autonomia de bateria maior – mais adiante eu falo sobre isso no review.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O Motorola Moto X possui o sistema operacional Android 4.2.2 Jelly Bean, com atualização para a versão 4.3 Jelly Bean já garantida. Não há nenhuma informação oficial por parte da Motorola sobre uma futura atualização para a versão 4.4 KitKat. Mas pelo fato da Motorola Mobility ser uma empresa Google, e pelas possibilidades que o próprio dispositivo oferece, as chances do Moto X receber algum dia a mais recente versão do Android são consideráveis.

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A Motorola mais uma vez aposta em uma interface de usuário com poucas modificações, e muito mais próxima da proposta do Android puro. Dessa vez, as modificações são ainda menores, uma vez que a aba de acesso rápido aos recursos de conectividade (Wi-Fi, Bluetooth, GPS, conexão de dados, etc) volta a se posicionar em um ícone no canto superior direito, na aba de notificações.

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Ou seja, no sistema operacional em si, não temos muitas novidades. É uma interface mais simples, que me agrada mais, por ser mais leve e funcional. Nesse ponto, a Motorola segue acertando ao insistir nessa aposta. Logo, vamos falar de alguns dos recursos exclusivos presentes no dispositivo da Motorola.

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O Migração Motorola pode ser algo muito bem vindo para os usuários iniciantes, ou para aqueles que não querem se deparar com dificuldades na hora de migrar os seus dados. O recurso faz a importação das mensagens e contatos salvos no cartão SIM para o smartphone, além do seu histórico de mídias e ligações. É bem útil para quem realmente não quer perder nada do smartphone antigo, reproduzindo todo esse histórico para o modelo novo. Além disso, pode beneficiar os usuários que nunca utilizaram um smartphone na vida, e acreditam que precisam digitar os seus contatos tudo de novo.

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O MotoCare é o sistema de suporte do dispositivo, dentro do próprio dispositivo. Para aquelas dúvidas eventuais ou problemas relativos ao funcionamento do Moto X, o usuário pode fazer uma consulta no banco de perguntas e respostas oferecido pela Motorola, buscar ajuda com um especialista via bate-papo por texto, ou até mesmo ligar para o suporte da Motorola, com um acesso direto, com um único toque.

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O Assist é um modo inteligente que a Motorola oferece para que o smartphone automaticamente se ajuste aos diferentes momentos do dia do usuário. Ele pode, por exemplo, silenciar todas as notificações durante o período de sono do usuário, fazer ajustes otimizados para se adaptar aos momentos onde o usuário está dirigindo, e ajustar os alertas e toques de chamadas, caso o usuário esteja em uma reunião.

Além disso, o Motorola Moto X oferece o Motorola Connect, que permite que o usuário visualize os alertas de mensagens SMS e chamadas recebidas no computador, através de um plug-in que você instala no navegador Google Chrome. O recurso não permite o atendimento de chamadas ou a resposta de SMSs direto pelo computador, mas já é uma mão na roda para aqueles profissionais que ficam trabalhando o tempo todo diante do computador, e não podem ficar o tempo todo parando o trabalho para verificar se novas chamadas ou mensagens foram realizadas. É uma forma do usuário ficar sabendo se alguma mensagem importante ou chamada foi recebida enquanto o smartphone está em modo silencioso.

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Porém, o principal destaque entre os recursos do Moto X é o seu sistema de reconhecimento de voz. A Motorola está focando parte da propaganda promocional do smartphone no fato do usuário poder interagir com o dispositivo apenas por comandos de voz em algumas situações.

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O sistema funciona bem na identificação da fala do usuário. Antes de sua primeira utilização, o usuário precisa calibrar o sistema, para que ele reconheça a sua voz, o volume de sua voz e sua entonação de voz. O mais interessante nesse caso é que o sistema é realmente bem sensível, pedindo para que o usuário não fale próximo ao smartphone, nem em um volume muito alto, para que a experiência seja a mais natural possível.

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E tudo isso, começando com a frase: “Ok, Google Now”.

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Por outro lado,a  versão brasileira do recurso de comandos por voz é bem limitada. São poucas as opções de comando identificados em português (como por exemplo, traçar rotas, fazer pesquisas na web, realizar chamadas telefônicas, etc), e o aumento da disponibilidade desses comandos está diretamente relacionado às futuras atualizações do smartphone por parte da Motorola. Acredito que em um futuro a médio prazo, novos comandos serão adicionados, permitindo um controle mais pleno das funcionalidades do dispositivo apenas pelo comando de voz. Por enquanto, o recurso só serve para os mais descolados fazerem uma graça com os amigos, com o objetivo de mostrar o que o seu smartphone novo é capaz de fazer.

Qualidade de Áudio e Chamadas

O Motorola Moto X possui uma ótima qualidade de áudio no alto-falante traseiro, para reprodução de toques e alertas. Dependendo toque escolhido, o volume é até alto demais. Como o smartphone possui um design curvado na parte traseira, e o alto-falante fica posicionado ao lado da lente da câmera, esse mesmo alto-falante não fica abafado quando o aparelho fica repousado em uma mesa ou superfície plana, fazendo com que o som seja reproduzido sem nenhum tipo de obstáculo.

Já destaquei o fone de ouvido que acompanha o produto. O áudio reproduzido por esse fone é cristalino e com um alto volume. Porém, se você ainda assim preferir utilizar o fone de ouvido de sua preferência, é perfeitamente possível, e a qualidade de reprodução é a mesma, ou até melhorada (se for um fone do tipo in-ear). A saída de som desse aparelho é de alta qualidade. Os fãs de música ficarão satisfeitos nesse quesito.

O alto-falante para chamadas tem um volume satisfatório. É possível ouvir bem a outra pessoa do outro lado da linha durante as chamadas, apesar do áudio sair levemente abafado. Mas não é algo que deve incomodar. Apenas como comparação: possui um volume mais alto com um modelo que muitos já tomam como base de comparação, o Nexus 4. Para as chamadas com o viva-voz, o aparelho também tem uma boa reprodução de áudio, mas mais indicado para os ambientes com pouca interferência de ruído externo.

Sobre a qualidade de chamadas, nenhum problema mais sério foi percebido. Todas as chamadas realizadas no produto foram concluídas e aconteceram sem maiores problemas de quedas, falhas de sinal e outros incidentes. Lembrando sempre que, nesse quesito, os resultados podem variar de acordo com a região que você vive, e de acordo com a operadora que você está utilizando.

Também não observei anormalidades em relação ao áudio captado pelo microfone do Moto X. Pelo menos durante os testes feitos, não recebi nenhuma reclamação sobre a qualidade do áudio, ou pedidos para repetir a última frase, ou sequer um “fala mais alto, que eu não estou te ouvindo”.

Internet

Para os usuários que precisam ficar conectados o tempo todo, com alta velocidade, o Motorola Moto X oferece a tão desejada conectividade em 4G (LTE), algo que já vem se tornando comum nos smartphones top de linha e até mesmo entre os modelos intermediários. Infelizmente, como vivo em uma cidade onde o 4G ainda não está disponível (Araçatuba, interior do estado de São Paulo), não pude testar a internet de alta velocidade. É, vou ficar devendo nessa.

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Por outro lado, a conectividade em 3G+ (ou HSPA+) funcionou sem maiores problemas, com uma boa velocidade de conexão, dentro das limitações impostas pela operadora utilizada (Claro) na minha região. Aliás, um conselho: se você pensa em mobilidade, sempre pense em um smarpthone que ofereça uma conectividade HSPA+ e, de preferência, com 42 Mbps. Facilita um pouco as coisas quando a sua operadora móvel não entrega uma boa qualidade de internet.

Para o Wi-Fi, o Moto X trabalha no padrão 802.11 b/g/n/ac (banda dupla), o que garante uma melhor capacidade de sinal e transmissão de dados nas redes wireless. A capacidade de identificação e alcance de rede do smartphone é satisfatória, mesmo se considerarmos eventuais obstáculos entre o roteador e o dispositivo durante os testes.

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Resultado: a experiência de internet com o dispositivo foi plenamente satisfatória. É um gadget para quem quer ficar conectado o dia inteiro, explorando o máximo das possibilidades das redes disponíveis (Wi-Fi, 3G, 3G+ e 4G).

GPS

O Motorola Moto X possui os recursos básicos da Google para localização e GPS, e não traz softwares de terceiros para essa tarefa. Por outro lado, o seu receptor trabalha com os padrões GPS, A-GPS e GLONASS, o que garante uma identificação mais rápida de sua localização no Google Mapas ou no aplicativo de localização do Android.

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Na prática, você tem um GPS muito competente. Para quem quer utilizar o smartphone também como alternativa ao GPS veicular, essa é uma alternativa que não vai te deixar na mão. Principalmente levando em consideração a sua precisão e rapidez ao identificar a sua localização.

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Câmera

O Moto X possui uma câmera traseira de 10 megapixels, com abertura de 1/2.6″, com recursos de foco automático, touch focus, HDR automático (ou não, se você assim desejar), geo-tagging, face detection e gravação de vídeos em Full HD. Esse é um dos pontos fracos do aparelho, já que o resultado para fotos fica abaixo do esperado para uma câmera desse porte. Porém, como já recebemos a informação que está disponível lá fora uma atualização fornecida pela própria Motorola, que melhora de forma sensível a qualidade final das fotos, esse é um ponto que será corrigido por aqui em breve.

E, antes que você pergunte: durante o tempo que testei o dispositivo por aqui, essa atualização não ficou disponível no modelo enviado para testes. Imagino que, quando você estiver lendo este review no futuro, essa atualização já se faça efetiva. E, se assim acontecer, deixe as suas impressões na área de comentários.

Vale lembrar que a Motorola adicionou nesse sensor a tecnologia ClearPixel, que promete um ganho de até 75% em ambientes com luz artificial e/ou pouca luz. Na prática, a câmera até consegue uma melhor captação de luz, mas os resultados ainda ficam abaixo do esperado. De novo, vou repetir para não deixar dúvidas: testei essa câmera sem receber a tal atualização já disponível lá fora para corrigir esses problemas. E tudo o que li sobre o assunto mostra que a câmera do Moto X melhorou após a atualização. Esperemos por mais informações nas próximas semanas.

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De um modo geral, a câmera traseira do jeito que está ainda consegue ser satisfatória para aquelas pessoas que querem publicar fotos nas redes sociais e no Instagram. Para quem precisa de necessidades imediatas com essa câmera, com fotos com maior qualidade, vai querer que essa atualização do app da câmera se faça efetiva o mais depressa possível, para que os resultados fotográficos sejam mais satisfatórios.

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O software da câmera é realmente bem simples. A interface do aplicativo de câmera adotado pela Motorola é minimalista ao extremo, com poucos recursos na tela inicial do dispositivo, e um novo menu, em forma de carrossel, onde o usuário encontra as configurações mais básicas para ajustes diversos para uma melhor foto em diferentes situações. Não há filtros e outros recursos para customização de imagens, se limitando apenas aos mais básicos. É pensado para quem pensa na simplicidade, ou não quer se perder no meio de tantas funções fotográficas.

Em compensação, esse app de câmera possui o recurso de acionamento através do sistema de movimento da câmera. Gire o pulso três vezes com o smartphone na mão, e pronto: a câmera está acionada para o disparo. É mais intuitivo do que sair procurando por um botão de câmera.

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A câmera frontal possui 2 megapixels, com gravação de vídeos em Full HD. É uma câmera melhor que a média dos seus concorrentes, e que até pode render bons vídeos e fotos intermediárias.

Na parte de gravação de vídeos, as duas câmeras tiveram bons resultados durante os testes, inclusive no recurso de gravação com slow motion. Na versão em vídeo desse review, você pode conferir um breve teste que fizemos com as duas câmeras.

A seguir, algumas fotos que registramos durante os testes.

Fotos durante o dia (sem e com HDR, na ordem, a cada duas fotos)

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Fotos em ambientes com luz artificial (sem e com HDR, na ordem)

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Games

Com um processador dual-core de 1.7 GHz, 2 GB de RAM, GPU Adreno 320 e tela de 4.7 polegadas com resolução HD, o Motorola Moto X é um dos dispositivos que entram na lista de excelentes relações custo-benefício do mercado para os gamers. Todas essas características de hardware se convergem em uma excelente experiência para os jogos, com títulos de diferentes características rodando no smartphone, sem qualquer tipo de problema ou anormalidade.

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Outro fator que beneficia esse desempenho todo é a presença da tecnologia Mobile Computer System, que gerencia melhor os recursos do smartphone, destinando um maior gerenciamento do processador para as tarefas mais complexas, como é o caso dos jogos. Além desse benefício de desempenho, temos também um ganho considerável na autonomia de bateria (falo da bateria do Moto X de forma mais específica mais adiante). E isso porque eu nem citei o favor da interface Android, que é praticamente em estado puro no caso desse smartphone, e isso também ajuda no desempenho geral do dispositivo.

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Para resumir: se você pensa em adquirir o Moto X para jogos das mais diferentes categorias (dos casuais aos jogos pesados), o smartphone é uma das opções mais indicadas. Talvez o maior inconveniente é o fato do smartphone não contar com um slot para expansão de armazenamento, obrigando o usuário a armazenar todo o seu conteúdo em um luar só. Mas nem tudo nesse mundo é perfeito. E, em compensação, você economiza uma boa grana, evitando comprar um concorrente que custa mais caro.

Multimídia

O Moto X oferece os aplicativos considerados padrão do Android para reprodução de músicas e vídeos. Ou seja, você tem à sua disposição assim que receber o dispositivo os aplicativos Google Play Música e Google Play Vídeos. São apps simples, apenas com os recursos mais básicos para reprodução e gerenciamento dos arquivos armazenados no dispositivo. Aqui, recomendo que você instale os aplicativos de sua preferência para uma experiência mais plena com o produto.

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Em compensação, por contar com uma tela de 4.7 polegadas em HD, a reprodução de vídeos se torna algo prazeroso no dispositivo. Apesar de alguns se incomodarem com uma tela AMOLED pelo fato da sua saturação de cores. Porém, apenas os mais exigentes vão reclamar disso. E, comparado aos seus concorrentes de preço, me desculpem os puristas, mas eu ainda prefiro contar com esse tipo de tela. O conjunto geral é mais completo, e a experiência de uso é mais satisfatória.

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Também é bom lembrar que o Moto X não possui rádio FM nativo, ou seja, você pode optar pelo seu aplicativo preferido para rádio (a Motorola ainda dispõe de uma opção na Google Play Store, mas a disponibilidade pode variar entre os modelos da empresa), ou até instalar o TuneIn Radio, que agrega diversas rádios pela internet.

Benchmarks

Mais uma vez utilizamos nos testes de benchmark os aplicativos AnTuTu Benchmark e Quadrant Standard. Nos nossos testes, fizemos as avaliações com todos os aplicativos fechados, para que a análise seja a mais fiel possível, visando explorar todo o teórico potencial do dispositivo analisado.

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No AnTuTu Benchmark, o Moto X obteve 21.160 pontos, ficando (obviamente) abaixo de modelos mais potentes, como o HTC One e o Samsung Galaxy S4. Por outro lado, ficou acima de concorrentes de peso, como o Galaxy Note II e o Sony Xperia Z. Já no Quadrant Standard, a sua pontuação foi de 8.731 pontos.

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É sempre bom lembrar que testes de benchmark não querem dizer muita coisa em relação ao real potencial do dispositivo. O que realmente importa é se o seu desempenho é satisfatório para as mais diferentes atividades. O benchmark dá uma ideia do potencial do dispositivo, mas não é  um determinante para dizer se ele é competente ou não para realizar as tarefas designadas. Até porque outros fatores (de hardware e software) podem influenciar para uma melhor performance.

Bateria

Outro grande ponto positivo do Moto X é a sua bateria. A Motorola adotou no produto o Mobile Computer System, trabalhando em conjunto com o processador Qualcomm Snapdragon S4 dual-core de 1.7 GHz. E essa combinação cumpre o que promete. Um dos chips é responsável pelo processamento das instruções de voz (para o Google Now), enquanto que o segundo chip é responsável pelo gerenciamento dos sensores do dispositivo.

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O resultado é um impacto brutal na autonomia de bateria. E um impacto positivo: a Motorola prometeu no ato do lançamento do Moto X que sua autonomia seria de, pelo menos “24 horas contínuas em um uso normal”. Não sei se me considero uma pessoa normal usando um smartphone, mas sem utilizar nenhum recurso de economia de bateria, mantendo o Wi-Fi ligado o tempo todo, recebendo e-mails e alertas de redes sociais, ouvindo música por mais ou menos 1h30, utilizando o GPS em momentos ocasionais, rodando jogos e visualizando vídeos por 30 minutos, o Moto X aguentou, tranquilamente, um dia e meio de autonomia de uso.

Em um regime de uso mais pesado, com tarefas que exigem mais da tela e do processamento do dispositivo (como na reprodução de vídeos e, principalmente, em jogos), o Moto X apresentou um consumo de bateria maior, o que é natural para esse tipo de tarefa. Também vale a pena ressaltar que enquanto testamos os jogos, a parte traseira do smartphone ficou um pouco mais quente. Não é algo alarmante, mas é algo perceptível, ainda mais considerando que no uso regular não há dissipação de calor.

Ou seja, você pode esperar um telefone que vai aguentar sem maiores problemas a rotina de uso diário da maioria dos usuários. Para quem pensa em esquecer o carregador de bateria em casa, o Moto X é uma das opções a serem consideradas com uma certa prioridade.

Desempenho

O Motorola Moto X foi um dos melhores smartphones que testei em 2013 nesse quesito. O conjunto geral de uso é muito prazeroso, com uma performance impecável. Sem travamentos, sem engasgos, sem lags. Nada. É o desempenho que você espera de um produto desse porte.

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Utilizando o Moto X por duas semanas, ele teve um desempenho perfeito para todas as minhas necessidades, e até para atividades que não exerço tanto em um smartphone, como vídeos e jogos. O conceito “iPhone dos smartphones Android” pode muito bem ser aplicado ao Moto X, pois tal como o smartphone da Apple, ele foi totalmente ajustado para oferecer um desempenho impecável, mesmo sem ter um hardware considerado top de linha. A Motorola priorizou nesse produto a experiência de uso do que números mirabolantes nas especificações. E acho que eles fizeram uma aposta acertada.

Uma das questões que o Motorola Moto X levanta é: será que a maioria dos usuários precisam mesmo de um smartphone com um hardware top de linha? Ou a maioria dos usuários precisam de um dispositivo que funcione bem, com uma experiência de uso impecável, mesmo com um hardware considerado intermediário aos olhos de alguns?

É claro que existem dispositivos com um hardware mais robusto no mercado, e que para alguns geeks mais viscerais, “quanto mais, melhor”. Eu entendo. Porém, o Moto X não deve em nada em desempenho aos modelos mais caros do mercado. E, para a maioria, é mais do que suficiente para realizar as suas tarefas mais cotidianas, e até mesmo algumas das mais complexas. Entendo que é a minoria dos usuários que realmente conseguem entupir os seus dispositivos de jogos, aplicativos e músicas, ou que querem realizar tarefas ainda mais complexas do que os jogos mais avançados.

E, para esses, nem mesmo modelos como o Galaxy S4 e o Xperia ZQ podem satisfazer em 100% essas necessidades. São os eternos insatisfeitos com a tecnologia.

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Conclusão

O Motorola Moto X está aprovado. Sem medo de errar, é um smartphone simplesmente espetacular, levando em consideração a sua proposta de preço (agora R$ 1.499, mas pode ficar mais barato), pelas especificações técnicas do produto e, principalmente, pela experiência de uso ofertada. É um dispositivo que pode agradar todos os tipos de usuários, oferecendo recursos e desempenho mais que suficiente para posicioná-lo como um dos melhores smartphones Android lançados em 2013.

Review em Vídeo

Parte 01

 

Parte 02

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Site da Motorola Brasil já recebe cadastros de interessados no Moto X

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Tão rápido quanto humanamente possível, o site da Motorola Brasil já disponibilizou uma página para os usuários interessados em adquirir o seu mais recente lançamento, o Motorola Moto X. O aparelho foi anunciado oficialmente hoje (01), em um evento em Nova York.

Durante a semana, a Motorola Brasil já divulgava a futura disponibilidade do Moto X no país, em um simples teaser, sem maiores detalhes. Agora, temos um endereço onde o usuário pode fazer um cadastro simples, com nome e e-mail. Esses usuários cadastrados devem receber de forma privilegiada as informações sobre a data de lançamento, valores e opções de compra do smartphone.

Vale lembrar que o Motorola Moto X será fabricado no Brasil, e tal como acontece nos Estados Unidos, poderá ser totalmente personalizado pelo usuário, que poderá escolher os elementos mais importantes do dispositivo, como por exemplo a cor, a capacidade de armazenamento, entre outros elementos.

A disponibilidade de uma página de cadastro aumentam as chances do lançamento do Moto X no Brasil ser simultâneo aos Estados Unidos, algo que já vinha sendo especulado a algum tempo.

Para mais informações, acesse a página de cadastro do Moto X, no site da Motorola Brasil.