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Há mais iPhones na China do que em qualquer outro lugar do planeta

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O iOS é o segundo sistema operacional móvel do mercado, mas conta com uma vantagem: só está presente no iPhone, que por sua vez supera todos os outros fabricantes Android, exceto a Samsung. O mercado norte-americano sempre foi importante para a empresa nas vendas, com cotas de 40% do seu mercado, vencendo os sul-coreanos no país. Por muito tempo, os Estados Unidos era o país com maior número de usuários de iPhone. Agora, é a China que tem a primeira posição.

 

131 milhões de usuários

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Não é de se estranhar esse fato, quando pensamos na China. Temos 420 milhões de habitantes nos Estados Unidos, contra 1.4 bilhão de chineses. A diferença na população fez com que a Apple alcançasse 16.8% da cota de mercado para superar o uso na sua terra natal.

Os 100 milhões de usuários de iPhone ativos nos Estados Unidos foram superados pelos 131 milhões de usuários do mesmo smartphone na China. Não só falamos da liderança, mas na concentração de mais usuários desse smartphone do que em qualquer outrou país do planeta, além de ser a região onde a Apple domina o mercado, seguida pela Samsung que não chega a 16%.

Os números mostram que o interesse da Apple no país está mais do que justificado, e é justamente na China que eles podem desenvolver números de crescimento constante, ainda mais depois da primeira queda nas vendas de iPhones de sua história.

 

Próxima parada: Índia

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Agora que a estratégia da Apple na China se demonstrou ser algo funcional e benéfica para a empresa, o próximo país dos sonhos de Tim Cook é a Índia, que tem a segunda maior população do planeta. A empresa tem uma delegação no país na forma de visita de cortesia para aproximar as relações entre as duas partes.

Não podemos nos esquecer que a Apple teve vários encontros com a Índia para tratar da política de comercialização de dispositivos, visando resolver a recusa por parte do governo indiano sobre a comercialização de iPhones recondicionados, mostrando dúvidas sobre o impacto sobre a reciclagem de produtos eletrônicos, um grave problema para o país.

A Índia possui quase 1.3 bilhão de pessoas, que podem se transformar no novo campo de crescimento da Apple. E esse é um motivo mais que suficiente para a dedicação de todo o esforço necessário para abrir brechas no país e seguir ganhando usuários.

Via QZ

Sete celulares que marcaram o ano 2002

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Seguimos nostálgicos, recordando celulares que marcaram época. Depois de revisar os anos 2000 e 2001, temos agora o ano 2002, onde a calculadora era um dos aplicativos mais utilizados nos dispositivos, que ainda não eram smartphones, ainda mais no ano em que começou a circular o euro.

Em tempos em que os celulares duravam mais do que dois anos (e a sua bateria pelo menos três ou quatro dias), a febre de querer o mais recente ficava de lado, e as operadoras viviam da ‘ressaca’ dos sucessos dos anos anteriores. Porém, os novos modelos incorporavam características chamativas, antecipando as tendências de mercado futuro.

 

Nokia 6610

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Como boa rainha da época, a Nokia teve vários sucessos de vendas também em 2002, e o Nokia 6610 foi um deles, com 15 milhões de unidades vendidas (com o 6100 e 0 3510, com 15 e 12 milhões, respectivamente). Um celular com botões planos e características dos modelos top de linha da época: rádio FM, navegação WAP e toques polifônicos.

A tela era de 1.5 polegadas (128 x 128 pixels, 121 ppp) e 4.096 cores. Algo importante para um dispositivo que enviava mensagens MMS, sem falar nos jogos Bounce e Snake agora colorido. Um celular equivalente ao Nokia 7210, com um design mais jovem (carcaça intercambiável, botões salientes), mas focado no perfil de usuário corporativo.

 

Siemens A50

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Outro campeão de vendas de 2002, com 15 milhões de unidades comercializadas. Um celular que tinha um bom preço e que se popularizou com alternativa à Nokia e princialmente ao seu software e navegação.

A Nokia era fiel ao seu botão principal e sua combinação do S40 com o Java, enquanto que a Siemens incluía mais botões de navegação e sistema operacional próprio Siemens Mobile (seus celulares adotariam o Symbian depois). A empresa também apostava em carcaças frontais intercambiáveis.

Dessa vez, temos um celular com tela monocromática, com fundo alaranjado, com cinco linhas e resolução de 101 x 64 pixels. Aqui você não jogava o Snake, mas sim o Stack Attack, jogo de arrastar blocos, no estilo Monument Valley, mas com o aditivo de se esquivar dos blocos que caíam.

 

Samsung SGH-T100

Samsung SGH-T100

Falando em telas de duas polegadas e da era pré-smartphone, não podemos deixar de lado um celular clamshell. Outro campeão de vendas (12 milhões de unidades), o modelo da Samsung já tinha uma tela colorida de 12 linhas (120 x 160 pixels, 4.096 cores).

Como os modelos top de linha da época, incluía navegação por WAP e a possibilidade de personalizar com toques polifônicos, sendo compatíveis com os modelos da Nokia (com compras de toques via SMS). Um dos celulares com esse formato que ficou alguns anos em evidência, sem levar em conta sua volta à moda minoritária que temos hoje.

 

Nec DB700

Nec DB700

Mais um clamshell na lista. O Nec DB700 também incorporava uma tela colorida (256 cores), com resolução de 120 x 160 pixels, um LED indicador de notificações e até sete cores para gerenciar grupos de contatos na parte exterior da tampa. Também contava com navegação WAP e motor de vibração.

 

Ericsson T200

Ericsson T200

A Ericsson era um dos principais fabricantes da época, com alguns modelos de sucesso, principalmente os mais focados para o mundo dos negócios, mas sem se esquecer do usuário padrão. Para eles, modelos como o T200 faziam sucesso, com botões protuberantes e um protagonista não precisamente pelo lado bom: o botão azul de acesso direto para navegação WAP e, por consequência, com um custo para cada acionamento. O modelo contava com uma tela monocromática com retro-iluminação azul, nada de toques polifônicos, mas com a presença do LED notificador.

 

Nokia Communicator 9210i

Nokia Communicator 9210i

Ainda que esta série teve fama mundial por conta de ser o celular usado no filme O Santo (1997), a mesma estreou em 1990 e, em 2002, ofereceria o primeiro Communicator com Symbian OS como sistema operacional e tela colorida. Junto com o Palm, era o mais próximo de smartphone da época.

Ainda que com um formato diferente do T100 ou do DB700, também contava com uma tampa e, por isso, duas telas. A tampa externa contava com uma resolução de 80 x 48 pixels, e a interna alcançava a marca de 4.5 polegadas e uma relação de tela-superfície de 42% (640 x 200 pixels, 149 ppp, 4.096 cores.

 

Motorola Accompli 388

Motorola Accompli 388

Não é um campeão de vendas, mas tal e como o modelo anterior, chamava a atenção por apresentar características pouco habituais. Nesse caso, uma tela touch que ainda não era colorida poderia ser gerenciada com uma Stylus, algo que talvez os três smartphones touch do mercado da época é minoritário, mas naquele momento poderia ser um bom apelo comercial.

O Motorola Accompli 388 também contava com suporte para navegação WAP, tela de 8 linhas (320 x 240 pixels), reconhecimento de escrita natural e compositor de melodias.

Estamos mesmo pedindo smartphones com telas menores em 2016?

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Primeiro, os celulares comuns tinham telas pequenas. Depois, os smartphones começaram a aumentar suas telas, pensando em uma melhor experiência de uso. A média chegou a 5 polegadas com a consolidação do formato phablet, e a média dentro do aceitável ficou abaixo das 5.5 polegadas.

Porém, os últimos lançamentos ficaram com dimensões abaixo disso, ou até reduzindo o seu tamanho em relação aos predecessores. Além das curvas e do uso do metal, uma tendência de momento é a redução dos dispositivos, tanto na espessura como na altura. Será?

Entre os anos de 2013 e 2015, os modelos top de linha consolidaram como tendência as 5.5 polegadas de tela, que por consenso define o que hoje é conhecido como phablet. Uma corrida paralela à essa está na resolução de tela, incorporando o QHD a (quase) todo custo, com a guinada do 4K da Sony no Z5 Premium, e a busca pela espessura, removendo milímetros para deixar mais fino, mesmo não garantindo uma comodidade plena.

Em 2015, foram 190 smartphones com tela de 5.5 polegadas que chegaram ao mercado. Em 2016, parece que as opções de tamanhos menores são a exceção. Até agora, de 150 smartphones anunciados, 47 são de 5.5 polegadas ou mais. Entre os tops de linha, o tamanho da tela se manteve ou até reduziu em relação ao modelo anterior, mas ainda dentro de um limite de 5 polegadas, com poucas se atrevendo a ir abaixo disso (Sony e Apple).

Isso parece que vai ao menos estabilizar todas as linhas ascendentes que vimos até o momento, quando falávamos das poucas escolhas que restam abaixo das 5 polegadas entre os fabricantes top de linha.

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Depois de vários anos com telas grandes, não é de se estranhar ver a Apple lançando um smartphone de 4 polegadas. Os motivos são bem consistentes: mas de 30 milhões de iPhones de 4 polegadas vendidos em 2015, e uma margem considerável de novos clientes que optem por esses modelos.

De fato, além de aumentar o tamanho de sua tela, a Apple optou por dar a opção ao usuário de escolher o tamanho do seu novo smartphone, lançando modelos em pares, apesar de não ser uma escolha justa nas especificações de câmera (melhor no modelo Plus). A Sony faz o mesmo com o Z5 Compact, reduzindo o tamanho e as especificações em relação aos modelos maiores.

O iPhone SE não promove um downgrade total no hardware, mas é um top de linha menor, mesmo sendo menos potente e sem o 3D Touch. Os números indicam que o público esperava algo assim, esgotando os estoques iniciais desse modelo, apesar de não podermos avaliar o quão positivo foi isso sem ter os números de dispositivos enviados para as lojas norte-americanas.

Ainda precisamos ver se essa tendência de redução de tamanho é algo real. Mas fato é que as marcas estão agrupando seus modelos em tamanhos maiores nos últimos anos. Por outro lado, desde 2014 são lançados menos smartphones: naquele ano, foram 840 modelos lançados no mercado; já em 2015 foram 744 modelos. Isso pode mexer com o comportamento de mercado como um todo, inclusive nos tamanhos de tela.

Sabemos que a Samsung reduziu efetivamente seu catálogo de smartphones (de forma bem discreta, é verdade, mas reduziu), e parece ter reduzido ainda mais em 2016 a linha Galaxy S (de três para dois), mas apresenta novas séries que podem ou não aumentar o número total de lançamentos. A LG pode ter encerrado a linha Flex, mas outras séries como a Stylus e a K contam com vários modelos. A Sony tem uma série nova, com três modelos, e na IFA 2016 podemos ter a Sony X Premium.

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Por enquanto, o segundo trimestre de 2016 só começou, e resta saber o que aconteceu nas vendas do primeiro trimestre. Veremos se ao longo do ano a tendência é de manter ou reduzir o tamanho das telas, além da redução de números de dispositivos lançados, levando em conta que nem todos os fabricantes sobrevivem de um ano para outro, e que sempre há um elo mais fraco e outro mais forte.

A conferir.

Dell completa primeiro ano na liderança do mercado brasileiro de PCs

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A Dell conquistou a liderança no mercado brasileiro de PCs, com 18,4% de todas as unidades vendidas pela indústria durante 2015, de acordo o Brazil PC Tracker 2015Q4, divulgado pela consultoria IDC Brasil.

A empresa é líder pela primeira vez na soma anual do mercado, a marca também registrou nos três últimos meses do ano sua maior participação no segmento brasileiro de computadores em um trimestre, com 21,3% dos equipamentos comercializados pelo setor no período. De acordo com o relatório da IDC, no último trimestre de 2015 (outubro a dezembro) a Dell assumiu, pela primeira vez, a liderança nas vendas no segmento de monitores (sem a função TV) no Brasil, concentrando 25% de todas as unidades vendidas no país durante o período e saltando da terceira para a primeira colocação.

O desempenho da Dell no mercado brasileiro, que saltou da terceira para a primeira posição nas vendas de PCs no Brasil – entre janeiro de 2014 e 2015 – significa uma resposta positiva do mercado à estratégia da empresa, baseada na construção de um portfólio completo e adequado às necessidades dos clientes. Além do foco na qualidade dos produtos e serviços, o período também foi marcado por expansão dos canais de venda e a continuidade da integração da oferta de PCs como parte da linha de soluções de ponta-a-ponta.

Atualmente, a Dell também mantém a liderança em outros segmentos-chave no Brasil, seguindo sua estratégia de posicionar-se como uma fornecedora de soluções completas de TI. Entre os destaques, há dez anos a marca tem sido uma das protagonistas no setor de servidores no país, assim como concentra o maior volume de vendas de storage abaixo de US$ 150 mil.

Mercado brasileiro de PCs sofre queda de 36% nas vendas em 2015

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Segundo dados do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, foram vendidos 6,6 milhões de computadores de janeiro a dezembro, o que representa uma queda de 36% na comparação com 2014.

Desde total, 2,6 milhões foram desktops (queda de 36%) e 4 milhões foram notebooks (também queda de 36%), sendo 32% comercializados para o mercado corporativo e 68% para o consumidor final. 2015 foi o pior ano nas vendas de computadores desde 2005, quando o país comercializou quase a mesma quantidade de máquinas, porém se tratava de um mercado novo, que estava em ascensão.

O ano passado foi um período de altas frequentes do dólar e das taxas de desemprego e o país enfrentou um momento político-econômico cheio de conturbações. Isso refletiu diretamente na decisão de compra dos consumidores. Enquanto o mercado apontou queda nas unidades vendidas, a receita caiu apenas 13%.

Em 2014, um computador custava, em média, R$ 1694. No ano passado, este valor foi para R$ 2323, um aumento médio de 37%. O consumidor brasileiro está mais exigente e prefere equipamentos mais robustos, e os fabricantes, por sua vez, não conseguem oferecer máquinas mais potentes por preços mais baixos.

O estudo da IDC Brasil também mostra que entre os meses de outubro e dezembro de 2015 foram vendidos 1,4 milhão de computadores no país, sendo 531 mil desktops (queda de 45% na comparação com 2014) e 847 mil notebooks (queda de 50% na comparação com 2014). Deste total, 65% foram destinados aos consumidores finais e 35% ao mercado corporativo.

A tendência é que a retração no mercado de PCs se repita em 2016, com uma queda de 18% em unidades, e um crescimento de 20% no valor médio. Com o fim da Lei do Bem, os preços dos computadores devem ficar pelo menos 10% mais altos em comparação com o ano passado.

O Wii U é o novo GameCube da Nintendo em vendas

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A Nintendo anunciou várias novidades recentemente, mas todas parecem insuficientes para trazer o Wii U para o mundo da relevância, muito menos para ganhar terreno em relação à concorrência. As vendas e os lucros caíram, e fica claro que faltam jogos de peso para o console fazer barulho.

Sem jogos, não se vendem consoles. E já podemos dizer que o Wii U tem um caminho parecido com o do GameCube, se não for pior. E sim, estamos falando apenas de dados de vendas, puros e duros. O gráfico abaixo mostra a evolução de vendas ao longo das semanas do Wii U e do GameCube, e deixando de lado o primeiro mês, ao longo do tempo o console mais velho funcionou melhor no mercado.

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Um catálogo de jogos mais potente e atualizado poderia ajudar a mudar esse quadro. Porém, a Nintendo manteve um ritmo mais conservador, sem acompanhar os avanços da Microsoft e da Sony. Com o Wii original ou com as diversas versões do 3DS, tudo funcionou muito melhor.

No gráfico a seguir, podemos ver a evolução do Wii U até dezembro de 2015, onde podemos ver claramente que são os jogos que impulsionam as vendas:

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Olhando para o mercado japonês, sabemos que temos poucas unidades do Wii U nas lojas. Desde o começo de 2016, a própria Nintendo não está repondo os estoques e reduzindo os preços, com o objetivo de limpar o console do mercado. Porém, a empresa garante que não há um movimento para acelerar a morte do console. Porém, este é um claro indício que querem abrir espaço para novos consoles.

Sobre o Nintendo NX, muito se fala, mas pouco se concretiza. Não sabemos as especificações, datas de lançamento ou o formato do console, já que os japoneses podem nos surpreender com uma mescla entre portátil e desktop. Tudo indica que ele só será um produto real no final de 2016 em alguns mercados. Mas muitos esperam que na E3 2016 em junho ele será apresentado (ou pelo menos algo sobre ele será apresentado).

Esperamos que a próxima geração de consoles se revele mais rapidamente, com um melhor trabalho de marketing e com consoles mais parecidos com a concorrência. A Nintendo sabe gerenciar seus títulos, mas para jogos multiplataforma, não podem ser a pior opção. Os últimos rumores indicam que a AMD pode ser a criadora do hardware principal.

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Não podemos nos esquecer na outra aposta da Nintendo em 2016: os smartphones. Muita atenção no Miitomo, que chega agora em março, marcando o começo de uma nova estratégia na história de uma empresa conservadora com seus recursos. O jogo está em desenvolvimento em parceria com a DeNA e será free-to-play.

HP reclama que Windows 10 não está ajudando nas vendas de PCs

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A HP apresentou seus resultados financeiros do seu primeiro trimestre do ano fiscal de 2016, e revelou números decepcionantes. Os lucros líquidos caíram 12% e suas divisões de desktops e notebooks vieram abaixo: quedas de 11% nos notebooks, 14% nos desktops e 16% nas estações de trabalho (todos os números em relação ao mesmo período do ano passado).

Os dados foram especialmente preocupantes se levarmos em conta que era para o Windows 10 ter ajudado a impulsionar as vendas desses equipamentos, ou pelo menos suavizar a queda dessas vendas. Para a HP, está claro que a promessa do novo software em melhorar as vendas não se cumpriu.

Dion Weisler, CEO da HP Ink, explicou aos investidores e analistas que, ainda que o Windows 10 seja um sistema operacional fantástico, não foi sentida ainda ‘a estimulação da demanda que muitos antecipavam e que esperávamos ver’.

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Os problemas da HP não se limitam aos PCs ou notebooks, mas também ao seu negócio de impressão. A queda no segmento foi ainda maior (17%), o que é chamativo para uma empresa que seguiu apostando nesse tipo de solução.

Logo, é preciso observar com maior atenção o cenário da HP, onde o futuro das vendas de PCs e notebooks – e até mesmo de impressoras – parece comprometido pelo auge de outros tipos de dispositivos, e pela presença absoluta do smartphone como elemento essencial da rotina diária e milhões de pessoas.

Fato é que: com ou sem o Windows 10, a fase da HP não é das melhores.

Via ChannelRegister

Apple e Samsung dominaram as vendas de smartphones nos EUA em 2015

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Apesar de uma aparente perda de protagonismo, a Samsung se mantém fornte como a segunda marca de smartphones que mais vende nos Estados Unidos, ficando atrás apenas da Apple, dona dos onipresentes iPhones.

Em 2015, a Parks Associates estima que a Apple foi a líder em vendas, abarcando 40% do mercado no final do ano. Não muito distante está a Samsung, com 31%. Muito atrás ficou a LG na terceira posição, com 10%.

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Por outro lado, o estudo conclui que 80% dos norte-americanos possuem um smartphone, a mesma porcentagem dos habitantes da Europa Ocidental, o que mostra a clara saturação do mercado. Um terço dos proprietários do iPhone e 30% dos que possuem um smartphone Samsung levam aproximadamente dois anos para renovar os seus dispositivos.

Além dos dados mencionados, a Parks Associates concluiu os seguintes dados no seu estudo:

– Mais de 70% dos usuários de um smartphone nos Estados Unidos vê vídeos curtos via streaming, e mais de 40% vê vídeos de longa duração pelo mesmo meio.
– Quase 40% dos usuários de smartphones usam o reconhecimento de voz em seus dispositivos. Entre os usuários do iPhone, mais da metade usam o Siri.
– 36% dos usuários utiliza chamadas via WiFi.
– 35% dos usuários utilizam alto-falantes conectados ao smartphone para ouvir música.
– 26% dos usuários utilizam um aplicativo de pagamento para compras em lojas.
– 24% dos usuários utilizam uma tela externa para visualizar vídeos a partir do smartphone.

Via PhoneArena

Netflix: 75 milhões de usuários no planeta, e um crescimento imparável

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A Netflix começou 2016 dando claras demonstrações de força. Os resultados financeiros correspondentes ao quarto trimestre de 2015 apresentam números impressionantes, que somados ao recente anúncio de expansão internacional, resultam em excelentes prognósticos para os próximos 12 meses.

O preço das ações da Netflix aumentou 130% em um ano, com ingressos totais de US$ 1.823 bilhão, com US$ 43 milhões em lucros e 74.762 milhões de assinantes totais no final do período. Porém, a empresa confirma que nos primeiros dias de janeiro eles já superaram os 75 milhões de usuários. Isso fez com que as suas ações aumentassem mais 10% até o momento.

A Netflix parece te encontrado a estratégia perfeita: o conteúdo. O principal diferencial deles para os seus concorrentes é o conteúdo original, que não está atrelado às restrições por região. O investimento em conteúdo original sofreu um importante aumento, passando de menos de US$ 6 milhões em 2012 para mais de US$ 10 milhões em 2015. Para 2016, a Netflix planeja uma agressiva estratégia ao ampliar o seu acervo de produções originais, com 60 novas séries (30 delas apenas para as crianças).

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Durante o último trimestre de 2015, a Netflix teve 5.59 milhões de novos assinantes, dos quais 1.56 milhão chegam dos Estados Unidos, e pouco mais de 4 milhões são assinantes de outros países. Algo que preocupava os investidores nos trimestres anteriores era a desaceleração de assinantes nos Estados Unidos, algo absolutamente normal por conta da saturação do mercado.

Porém, a Netflix soube lidar com este problema, já que a sua prioridade agora é crescer fora dos Estados Unidos. A previsão para o primeiro trimestre de 2016 indica um crescimento de 6.1 milhões de novos usuários. Um número arriscado, mas que o mercado vê com outros olhos.

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A missão da Netflix agora é entrar na China. Reed Hastings, CEO da empresa,  esclarece que, para o final de 2016, eles pensam em entrar no país asiático, mas isso não é algo simples, e por isso ele não pode garantir nada. Além disso, eles estarão trabalhando com as produtoras para negociar licenças globais, mais uma tarefa nada simples, mas que já é um dos propósitos mais firmes da empresa.

Via Netflix

Queda recorde no último trimestre fecha um 2015 desastroso para o mercado de PC

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2015 foi um ano para esquecer no mercado de PCs, com uma queda recorde no último trimestre, de aproximadamente 10%.

Com os dados dos trimestres anteriores e as previsões para o último ano, era de se esperar que o mercado de PCs fecharia um dos seus priores anos de sua história, mas também se esperava uma recuperação por conta das vendas de natal, que poderiam limitar um pouco essa queda nas vendas. E não foi isso o que aconteceu.

A Gartner calcula que foram enviados 75.7 milhões de equipamentos durante o quarto trimestre de 2015, 8.3% a menos que no mesmo período em 2014. O IDC é mais pessimista, com 71.9 milhões de unidades, 10.6% a menos que o registrado no mesmo período no ano anterior. Pela primeira vez em muitos anos, as vendas anuais de PCs ficaram abaixo das 300 milhões de unidades comercializadas.

Lenovo, HP, Dell, ASUS e Apple seguem sendo as cinco maiores vendedoras do setor, de acordo com Gartner e IDC. Com exceção da Apple, todas registraram quedas nas vendas. Todas as regiões mundiais acompanharam essa queda, especialmente no Japão e na América Latina, com quedas acima dos 10%.

A queda nas vendas do mercado de PCs se arrasta nos últimos anos, em uma tendência de sangramento brutal, que deve ter alcançado o seu piso em 2015. A crise econômica em algumas regiões do planeta e a grande alta do dólar estão impactando as vendas de computadores pessoais, aumentando o preço de todo o setor de tecnologia, e explicam em partes as quedas nas vendas.

Também não podemos nos esquecer da entrada da era da mobilidade, que colocou os PCs para competir com tablets e smartphones, mesmo que para uma boa parcela de usuários o PC ainda é o principal equipamento informático.

Por fim, as consultoras explicam que o lançamento do Windows 10 teve (até agora) um impacto mínimo nas vendas, diferente do que estava acontecendo em geral com cada novo lançamento do sistema operacional da Microsoft. Isso se explica diante da gratuidade do sistema para atualizações a partir do Windows 7 e Windows 8.1, e o seu nível de requisitos de hardware.

Os usuários estão optando por atualizar os seus PCs atuais para o Windows 10 do que comprar novos equipamentos. O atraso das grandes migrações empresariais que persiste desde o lançamento do Windows 8 fecha o círculo de explicações da queda do mercado de PCs.

O PC não está morto, e os analistas conseguem ver uma luz no fim do túnel. A Gartner prevê sinais de estabilização e crescimento para o futuro, com uma recuperação do mercado em 2016. A IDC segue essa linha otimista, e mesmo não recuperando os números dos melhores anos, ao menos pode frear a queda, impulsionando o setor através de novos formatos de computadores.

IDC: Mercado de tablets segue em queda, e a migração para os conversíveis é algo real

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A consultora IDC publicou um novo relatório que confirma a desaceleração de vendas dos tablets, fazendo com que 2015 se encerre com 211.3 milhões de unidades comercializadas, uma queda de 8,1% em relação ao ano anterior.

Os motivos que explicam essa queda nas vendas do segmento são o aumento das dimensões dos smartphones e os tablets conversíveis que estão rapidamente se tornando uma referência no setor. Essa modalidade de produto permite que o tablet comum possa se comportar como um notebook quando necessário, com a ajuda de um teclado acoplado.

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Os tablets conversíveis registraram um crescimento de 75% nas vendas em 2015, e é esperado que em 2016 o crescimento seja de praticamente 100%. Apple, Google e Microsoft contam com produtos nesse segmento, e outros fabricantes seguem pelo mesmo caminho.

O iPad Pro pode ser a única razão para que a Apple consiga ganhar uma cota de mercado nos tablets nos próximos anos, e o mesmo pode acontecer com a Microsoft, que deve dobrar a sua cota de mercado no segmento em 2019. Dispositivos como o Surface Pro 4 podem confirmar essa tendência.

Via WSJ

Gartner: 98% do mercado é concentrado pelo Android e iOS

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O terceiro trimestre de vendas de 2015 chegou ao fim, e todos os principais fabricantes apresentaram os seus resultados financeiros. A Gartner então decidiu fazer um relatório para ilustrar tudo, e vemos que as coisas não mudaram muito: o iOS e o Android dominam o mercado, mas temos ganhos interessantes de empresas como a Huawei, e um crescimento geral do mercado.

O mercado cresceu 15.5% por conta da demanda de smartphones acessíveis, principalmente nos mercados emergentes. As vendas totais de smartphones alcançaram a marca de 353 milhões de unidades em três meses (julho, agosto e setembro), e esse número sobre para 478 milhões, se falamos de todos os tipos de smartphones.

Índia, China e Indonésia são mercados com um volume enorme de clientes em potencial, que estão trocando de smartphones constantemente. Aqui, o Android prevalece, capitaneado por marcas como Samsung ou Huawei.

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As marcas que operam localmente com preços muito competitivos são as que tem muito a ganhar. Nomes como Micromax, ZTE, TCL, Oppo ou BBK entram no top 10 da Gartner.

As duas primeiras posições do ranking seguem com Samsung e Apple, aumentando as vendas e mantendo as suas cotas de mercado. Atrás das duas, vemos pela primeira vez a Huawei, que experimenta rápido e interessante crescimento.

A Samsung vendeu 27 milhões de unidades no trimestre, 11 milhões a mais do que no ano passado, o que fez com que a empresa ganhasse 2.5% de cota de mercado. A Huawei funciona muito bem na China, superando a Xiaomi no país, além de experimentar um forte crescimento na Europa.

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A Samsung atualizou bem o seu catálogo, e teve boa acolhida. A Apple também foi muito bem, apesar de contar apenas com dois smartphones. No próximo trimestre, devem ir ainda melhor.

O Android cresceu 8.2% nos mercados considerados como “maduros”. Já nos emergentes, o sistema da Google cresceu 18.4% no último trimestre. Ou seja, o Android segue ampliando suas vendas e cota de mercado, e já é bem difícil que ele faça mais do que isso. Por outro lado, é a opção que melhor se adapta ao tipo de dispositivo vendido nos mercados emergentes.

O crescimento do iOS também é significativo, ainda mais com tão pouca oferta e preços tão altos. Já o Windows caiu mais 3%. Pior ainda é a BlackBerry, com 0.3% de cota de mercado.

Também há espaço para saber como está o mercado envolvendo qualquer tipo de telefone móvel. É interessante ver como Microsoft, LG ou outras marcas chinesas e indianas podem se meter no ranking.

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Via Gartner

Apple e Samsung são os únicos que ganham dinheiro com seus smartphones

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Um estudo realizado pela Canaccord Genuit deixa claro algo que já era sabido por todos: Apple e Samsung são as que mais ganham no mercado de smartphones. Ou melhor, são as únicas que ganham dinheiro com os seus smartphones.

A Apple obteve 94% dos seus lucros no último trimestre, apesar de vender apenas 14.5% do total de smartphones do período. A Samsung apenas conseguiu 11% dos lucros no mesmo período, apesar de ter vendido 24.5% do total de smartphones.

Que? 105% entre as duas?

Isso mesmo. Existem muitas empresas que entram no gráfico com dados negativos, o que compensa a excessiva porcentagem.

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Como se explica essa grande diferença entre unidades vendidas e lucros? No preço médio de cada smartphone vendido.

No caso da Samsung, a média de preço de venda dos seus 81 milhões de smartphones vendidos é de US$ 180, enquanto que no caso da Apple é de US$ 670.

Ou seja, o iPhone é a galinha dos ovos de ouro da Apple, que é a empresa a ser batida no setor, pelo menos em termos de rentabilidade.

Via Apple Insider

IDC: Mercado de smartphones cresceu 6,8% no último trimestre

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O último relatório publicado pela IDC, com dados relativos às vendas no terceiro trimestre de 2015 (meses de julho, agosto e setembro), mostram resultados surpreendentes, se levarmosem conta o mercado de forma global.

O aumento foi de 6,8% nas unidades vendidas durante o período, passando de 332,6  milhões de smartphones comercializados no terceiro trimestre de 2014 para 355,2 milhões do mesmo período em 2015. A Samsung foi a que mais vendeu (84,5 milhões, 6,1% a mais que no ano passado). A grande surpresa foi a Huawei, com um aumento de 60,9% em um ano, ficando na terceira posição.

A vice-liderança é da Apple, com sólidas 26.5 milhões de smartphones vendidos (contra 16,5 milhões do Q3-2014), com grande distância para a quarta colocada Lenovo (18,8 milhões) e a quinta colocada Xiaomi (18,3 milhões).

Também merece destaque o fato do top 5 de fabricantes subirem em vendas, ganhando repercussão no mercado e obrigando a todos os demais a reduzirem sua cota. LG, HTC, ASUS, Microsoft e todas as demais deram um passo para trás em relação ao ano passado, reduzindo assim a competitividade, o que pode ser algo negativo a longo prazo para os usuários.

Via IDC