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Microsoft vai abandonar o mercado de smartphones “durante alguns anos”, diz executivo da empresa

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Vahé Torossian, novo presidente da Microsoft França, afirmou em entrevista para o LePoint que a empresa deve abandonar o mercado mobile de consumo “durante alguns anos”.

A declaração não surpreende. A cota de mercado do Windows Mobile/Phone está abaixo dos 2%. Satya Nadella assumiu publicamente que a Nokia foi um fiasco, e outros executivos já comentaram que o smartphone “não é uma prioridade para a Microsoft”.

Sem falar nos rumores sobre o fim da série Lumia, que são cada vez mais frequentes.

Declarações contundentes do executivo da Microsoft

Torossian não poderia ser mais claro:

“Nossa estratégia para o Windows Phone está centrada nos clientes empresariais. Estamos fora do mercado de massa e apostamos em um salto tecnológico em poucos anos, com uma mudança de paradigma. Durante esse período de transição, não vamos permanecer no mercado de smartphones de consumo.” 

Isso não quer dizer que a Microsoft vai abandonar o mercado mobile, pois vai seguir introduzindo aplicativos e serviços no Android, além de manter o desenvolvimento do Windows 10 Mobile para abastecer smartphones como o HP Elite x3, um dos modelos mais interessantes para o mercado profissional.

O executivo francês não fez comentários sobre o Surface Phone, mas disse que “a linha de produtos Surface está destinada a receber novos formatos”. Dá a entender que o Surface AIO pode ser apresentado no evento de hardware que a Microsoft vai realizar em outubro.

Via LePoint

Android é o único a ganhar mercado no segundo trimestre de 2016

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A Gartner revelou os dados do mercado mobile no segundo trimestre de 2016, e mostra um cenário onde apenas o Android registrou crescimento no período.

Entre os fabricantes, a Samsung segue no topo, a Apple com queda confirmada, assim como a Xiaomi. Mas o que mais chama a atenção e a perda generalizada de cota de mercado de todos os sistemas operacionais móveis… exceto pelo software da Google.

 

Samsung segue no topo e crescendo

A Samsung mostra claros sinais de recuperação, com a ajuda das vendas do Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. Sua fatia de mercado cresceu de 21,8% do mesmo período em 2015 para 22,6% de agora.

A Huawei também cresceu, passando de 8% para 8,9%, e a OPPO disparou, indo de 2,4% de 2015 para 5,4% do momento.

Os números de maior destaque estão na queda da cota da Apple, de 14,6% para 12,9%, além do próprio aumento da Huawei, que não está tão longe assim do seu objetivo de ser líder do mercado até 2020.

Além dos fabricantes, o foco do estudo da Gartner é ilustrar a queda de todos os sistemas operacionais móveis, que cederam para o Android, que hoje conta da mesma dominância que a Microsoft tinha na década de 1990 com o Windows.

Não é de se estranhar essa queda geral da concorrência. A Apple caiu, sendo os únicos a oferecer dispositivos com o iOS, e a Microsoft vive sua via crucis com o Windows Phone.

Sem mencionar a BlackBerry, que deixou de lado o BlackBerry OS… para apostar em smartphones Android!

Via Gartner

Galaxy S7 entrega para a Samsung o seu melhor trimestre em dois anos

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A Samsung revelou o seu relatório financeiro correspondente ao segundo trimestre de 2016, e os dados indicam que o Galaxy S7 foi o principal responsável para os sul-coreanos alcançarem o seu melhor trimestre dos últimos dois anos.

Os lucros obtidos pela Samsung no período foram de US$ 7.220 bilhões, ficando dentro do esperado pelos analistas. O aumento foi de 18% em relação ao segundo trimestre de 2015. As receitas foram de US$ 45.2 bilhões, 4,9% a mais do que no mesmo período do ano passado.

 

Os smartphones impulsionaram

O segmento móvel registrou um lucro de US$ 3.8 bilhões no trimestre, um aumento de 57% em relação ao segundo trimestre de 2015. São os melhores números para esse período desde 2014.

Os “culpados” disso são o Galaxy S7 e o Galaxy S7 Edge, além da rentabilidade das novas linhas média e de entrada (séries Galaxy A e Galaxy J). Além disso, a redução do catálogo de produtos (ainda que você não perceba, ela existe) fez efeito, além da expansão de algumas séries em mercados específicos (Galaxy C na China).

 

Mais de 78 milhões de smartphones vendidos

De acordo com a Strategy Analytics, a Samsung colocou no mercado mais de 78 milhões de smartphones. Não há dados concretos sobre os modelos, o que impede um comparativo direto de vendas entre o Galaxy S7/S7Edge e os 40.4 milhões de iPhones vendidos no mesmo período.

Já a Canalys aponta para 80 milhões de dispositivos vendidos, 24% do total do mercado global no segundo trimestre de 2016. A Apple ficaria com 12%, seguida pela Huawei, com 9%.

Os números obtidos no setor de smartphones compensaram as contas negativas dos outros setores da Samsung, como por exemplo os semicondutores e as telas. A queda dois dois segmentos no período foi de 28% mas a empresa espera revitalizar esses negócios com os investimentos nas telas OLED e as novas memórias NAND. Os dois elementos devem ter maior demanda nos próximos trimestres.

A Samsung es pera manter o seu ritmo de vendas no terceiro trimestre, período onde os novos Galaxy S7/S7 Edge devem perder fôlego nas vendas, mas em compensação, o Galaxy Note 7 chega ao mercado, com anúncio confirmado para o dia 2 de agosto.

Via Samsung

O Windows Phone está morto, e os números mostram isso

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Fanboys, acordem para a realidade dos fatos: o Windows Phone está morto. Só não vê quem não quer.

A última análise da Gartner relativa ao primeiro trimestre de 2016 mostra que o mercado de smartphones cresceu 3.9%, e revela que os dispositivos com Windows Phone já não conseguem alcançar 1% de cota de mercado. Ou seja, a essa altura, recuperação já começa a virar um milagre.

A estimativa da Gartner indica que a Microsoft vendeu 2.4 milhões de dispositivos com Windows Phone no período, ou 0.7% da cota de mercado, despencando de uma faixa de 2.5% alcançada no mesmo período de 2015.

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Apenas para colocar em perspectiva: o Android alcançou 84,1% do mercado (subiu de 78,8% do primeiro trimestre de 2015). O iOS fica com 14m8% (caiu de 17,9%), e a BlackBerry fica com 0,2% (caiu de 0,5%), a mesma porcentagem da turma de “outros” sistemas operacionais (era de 0,5%).

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Falando dos fabricantes, não há mudanças: Samsung segue no topo com 23,2% de mercado no primeiro trimestre de 2016 (era 24,1% no mesmo período de 2015), e a Apple fica com os já mencionados 14,8%. Huawei está em terceiro, com 8,3% (era 5,4%), seguida da Oppo com 4,3% e da Xiaomi, também com 4,3%.

Ou seja, seja no sistema operacional ou entre as marcas, os números se mantém mais ou menos dentro do esperado, onde o Windows Phone levou a pior.

Até quando a Microsoft vai seguir tentando? Ou já estamos diante da morte anunciada da linha Lumia?

Via The VergeGartner

A Microsoft está mesmo matando a linha de smartphones Lumia?

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Convenhamos: a Microsoft não é bem sucedida no mundo mobile. O Windows Phone e agora o Windows 10 Mobile são ótimas plataformas, mas que não souberam se vender, ou chegaram tarde demais em um mercado onde o Android e o iOS não deixam espaço para outras alternativas.

A Microsoft bem que tentou, comprando a divisão móvel da Nokia. Agora, a marca vai para nas mãos de outras empresas, adotando o Android. E essa é uma das piores transações da história, só resultando na demissão de milhares de pessoas envolvida.

Com a Nokia livre (mesmo não sendo a mesma que dominou o mercado mobile no passado), resta saber se está chegando ao fim a era dos smartphones na Microsoft. Aos poucos a empresa parece dizer que ‘sim’, ao mesmo tempo que a empresa deixa esperanças que veremos um dia o Surface Phone, tão especulado e já esperado.

Palavras da Microsoft:

“A Microsoft seguirá desenvolvendo o Windows 10 Mobile e dando suporte aos smartphones Lumia, como os modelos Lumia 650, Lumia 950 e Lumia 950 XL, além dos smartphones de parceiros como Acer, Alcatel, HP, Trinity e VAIO.”

A declaração foi feita depois da venda da divisão de celulares básicos para a Foxconn, movimento que inclui a absorção da sua participação da Nokia, deixando para a Microsoft apenas as suas patentes. Com os finlandeses voltando ao mercado com smartphones e tablets Android como sistema operacional, o discurso dos executivos da gigante de Redmond dá a entender que a empresa não tem muitas intenções de lançar novos dispositivos com a marca Lumia.

Do recado da Microsoft, fica evidente que a empresa vai se centrar no desenvolvimento do sistema operacional e no suporte aos dispositivos dos seus parceiros comerciais. Nada sobre novos modelos Lumia. Nem agora, e nem na BUILD 2016, onde a empresa deixou claro que não tinha planos de lançar smartphones nesse ano.

Ou seja, parece claro que a empresa vai se centrar no software, deixando o desenvolvimento de hardware nas mãos de outros fabricantes. No meio do caminho, o ainda especulado Surface Phone.

O smartphone que deveria ser o produto estrela da Microsoft terá que esperar até 2017 para se tornar uma realidade. Até lá, o Windows 10 Mobile pode viver no deserto da ausência de novidades e visibilidade. Será que esta é mesmo a estratégia mais acertada? No mínimo podemos chamar de ‘duvidoso’ esse movimento. E coloca sim em xeque o futuro da linha Lumia. Que pode estar com os seus dias contados.

Via The Verge

A HTC perdeu o rumo?

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Tudo indica que sim.

Ver a HTC em queda livre não agrada a ninguém, já que falamos de um dos fabricantes mais tradicionais do mercado de smartphones, e criador de alguns dos modelos mais populares do seu tempo. Mas, infelizmente, esta é uma realidade que se reflete claramente nos seus resultados.

Os lucros obtidos no primeiro trimestre de 2016, em 14.8 bilhões de dólares taiwaneses, estão muito distantes dos 41.5 bilhões obtidos no mesmo período de 2015. São números negativos demais, incomodando investidores e executivos de altos postos na HTC. Mas o que realmente preocupa é que existe uma tendência deles não se recuperarem desse momento.

A empresa teve vários trimestres para se recuperar, mas não conseguiu. Logo, todos os movimentos foram tiros no escuro, que só aumentaram a ferida, demonstrando que seus executivos não sabem mais o que fazer para tornar a empresa grande de novo.

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O fato de uma empresa deixar tão evidente que está perdida pode afetar a confiança dos investidores, resultando automaticamente em uma queda no valor de suas ações. Por outro lado, é preciso lembrar que a HTC foi uma das primeiras a postar na realidade virtual, e que o HTC Vivo é tecnicamente superior ao Oculus Rift, mas é mais caro. É preciso ver como essa nova aposta se sai, e se a chegada nesse novo mercado pode ajudar.

Na espera por ver o desempenho em novos horizontes, podemos concluir que a HTC tem que abrir os olhos de uma vez por todas, e entender que lançar smartphones que são apenas um “mais do mesmo” com preços muito elevados (o HTC 10 é um claro exemplo disso) não é o caminho a seguir. Definitivamente.

Via HTC

Estamos diante do declive do iPhone?

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A queda nas receitas da Apple no último trimestre ligam o sinal de alerta. A notícia teve muito repercussão, inclusive nos veículos que não são centrados no mundo da tecnologia, já que era a primeira queda na receita da empresa desde 2003, após uma trajetória de 13 anos de ganhos nas vendas.

A pior parte é que essa queda na receita acontece em um momento onde a Apple segue obtendo grandes lucros. O gráfico abaixo mostra que nenhum dos produtos da empresa se livrou de sofrer uma queda nas vendas. O iPhone teve uma queda de 16.38% nas vendas, enquanto que o iPad continua em queda livre, com 18% a menos nas vendas, encarando o nono trimestre consecutivo de queda nas receitas. Os computadores Mac aguentaram um pouco melhor, com uma queda de apenas 12.39% nas vendas.

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Na parte geográfica, vemos que as vendas da Apple caíram em todos os mercados, menos no Japão, que registrou aumento nas vendas. Um destaque especial para a queda na China, possivelmente motivada pela desvalorização do Yuan.

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Um mercado que começa a estancar-se

O cenário do mercado de smartphones também não ajuda na situação da Apple. Pela primeira vez na história é esperado uma queda no número de envios de dispositivos, em um mercado que sempre registrou aumento nas vendas.

A Apple e o iPhone estão longe de não se afetarem por essa tendência, já que durante o primeiro trimestre de 2016 o envio de unidades do smartphone caiu 43,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Sua principal concorrente no quesito volume de vendas é a Samsung, que também não se livrou da tendência de queda, com envios 20% menores.

 

O iPhone segue forte nos mercados mais poderosos

O forte da Apple é a grande fidelidade dos seus clientes, que em sua maioria estão nos mercados de maior poder aquisitivo. Não é casualidade que os mercados onde o iPhone possui maior presença sejam o do Canadá, EUA, Austrália, norte da Europa e Japão. E a Apple sempre buscou aqueles com mais dinheiro para comprar os seus produtos.

Fato é que a maioria dos seus usuários estão em países com economias muito sólidas, que permite ter uma base muito sólida de clientes fiéis.

 

Há mais opções para o iPhone 7 revolucionar o mercado que os demais?

Tim Cook, CEO da Apple, comentou recentemente que sua empresa vai apostar pela inovação para poder manter a sua liderança, o que disparou as especulações sobre a possibilidade de ver novidades realmente revolucionárias no iPhone 7. Por outro lado, ele mesmo reconhece que situação para eles mudou.

O fato de se centrar nos mercados de maior poder aquisitivo permitiu que a Apple assumisse mais riscos na hora de investir e inovar, já que seus usuários contam com maiores opções de troca dos seus dispositivos que outros que utilizam o Android, que está centrado nos mercados de classe média e baixa.

O iPhone ainda tem muita lenha pra queimar

Pelos motivos apresentados nesse post, é óbvio pensar que o iPhone, tal como o restante da Apple, muito provavelmente só sofreu um pequeno tropeção. 13 anos de crescimento de forma contínua é muito tempo, e mais cedo ou mais tarde a queda tinha que aparecer. Apesar de muitos falarem em crise na Apple, a realidade é que a empresa segue obtendo mais lucros que Microsoft, Google e Facebook. Juntas.

Intel cancela fabricação de alguns chips para dispositivos móveis

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A Intel teve resultados econômicos que superam as expectativas. Ao mesmo tempo, anunciou recentemente uma leva de demissões. Agora, sabemos que a empresa vai deixar de fabricar parte dos seus chips para dispositivos móveis.

A Intel tem um peso gigante na indústria de componentes, sendo um dos principais fabricantes de chips para computadores. Isso acontece há décadas, e a medida que a eletrônica foi moldando os hábitos dos usuários de diferentes formas, a empresa ampliou as suas linhas de fabricação, para ter uma presença também nos dispositivos móveis.

Porém, o mercado de semicondutores para dispositivos móveis é cruel. Nele, temos gigantes como a Qualcomm, uma mais que ascendente Huawei com os chips Kirin, e Apple e Samsung que também tiram proveito do mercado. Desse modo, a Intel vai parar de fabricar os chips SoFIA (com função de modem e de processador), e não chegará a lançar o até então conhecido como “Broxton” (nome de código), processador destinado aos tablets.

A decisão foi comunicada pela Intel na sexta-feira (29), pela porta-voz Kathryn Grill. O movimento vem depois de anunciados os planos de demissão de 12 mil postos de trabalho, e semanas depois que Aicha Evans, chefe da divisão móvel, deixou a empresa, o que dava sinal das mudanças que estavam por vir.

Deste modo, a Intel provavelmente vai se centrar nas divisões que são mais lucrativas, como a dos componentes para computadores. Se bem que esse segmento também se viu afetado nos últimos anos, por conta do auge dos dispositivos móveis.

Via WSJ

Envio de smartphones cai durante o primeiro trimestre de 2016

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Parece que 2016 não será um bom ano para o mercado de smartphones. Pela primeira vez na história é esperado que o aumento em porcentagem não alcance os dois dígitos no final do ano, algo que começa a se confirmar já nesse primeiro trimestre.

O TrendForce compara os dados obtidos durante o primeiro trimestre de 2016 com os dados do mesmo período de 2015. Foram enviados 292 milhões de unidades, uma redução de 1.3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e 18% em comparação com os dados do último trimestre de 2015. Possivelmente o dado mais importante está relacionado com a Apple, cujos envios do iPhone reduziram pela primeira vez se comparados com o mesmo trimestre desde 2007.

Durante o primeiro trimestre de 2016, foram enviados ao mercado 42 milhões de iPhones, uma queda de 43,3% em relação ao mesmo período de 2015. A previsão é que serão enviados ao mercado menos de 15 milhões de unidades do iPhone SE.

Sobre a Samsung, no ano passado a empresa enviou 316 milhões de dispositivos, e as previsões apontam para um número similar para 2016. Os sul-coreanos enviaram 81 milhões de smartphones durante o primeiro trimestre desse ano, um aumento de 2.5%, mas uma queda de 20% em relação ao último trimestre de 2015.

A Huawei fica com a terceira posição (atrás de Samsung e Apple, respectivamente), com 27 milhões de dispositivos enviados no primeiro trimestre de 2016. A Lenovo (com os números da Motorola) fica na quarta posição, ocm 17 milhões de unidades e queda de 5.6% em relação ao último trimestre de 2015. A Xiaomi fica com a quinta posição, com 16 milhões de dispositivos.

Depois de anos com crescimentos espetaculares, é normal que o mercado de smartphones alcançasse a sua saturação, ainda mais sabendo que há mais dispositivos no mercado do que pessoas. Isso mostra o sucesso desse tipo de dispositivo em todo o planeta, uma vez que soube se adaptar a consumidores de todos os tipos.

Via PhoneArena

Android segue crescendo, e o Windows Phone segue perdendo seguidores

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A Kantar Worldpanel apresentou o seu novo relatório sobre o cenário geral do mercado mobile, tanto entre os fabricantes como nos sistemas operacionais.

O vencedor óbvio segue sendo o Android, que sobe sua cota em todos os mercados analisados, com exceção da China, que registrou uma pequena queda (mas ainda assim é líder). O perdedor igualmente óbvio e não inesperado é o Windows Phone, que começa a ver usuários de mercados considerados fiéis (como Itália e França) abandonando a plataforma.

O Android segue muito forte, com o crescimento em um dos trimestres considerados essenciais no ano, com cota de vendas superior ao iOS em todos os mercados globais, com exceção do Japão, onde o sistema da Apple conta com 50.3% das vendas, contra 48.7% do sistema da Google. Mesmo assim, a distância entre os dois reduziu muito: no ano passado, ela era de sete pontos.

Os maiores ganhos do Android aconteceram na Itália (+11.5%), França (+6.5%), Estados Unidos (+6.3%) e Austrália (+5.7%). Esse ganho não é sempre às custas do iOS, que ganhou mercado na Alemanha e Espanha, mas sim por causa do Windows. O sistema da Microsoft só ganhou um pouco de mercado no Reino Unido e Japão, sofrendo importantes retrocessos na Itália (-6%) e França (-5.2%), países onde suas cotas de mercado superavam os 10%.

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Entre os fabricantes, temos que registrar novamente o forte crescimento da Huawei, que tem agora 14% do mercado dos cinco países europeus analisados pela Kantar (no ano passado, era 5%), se tornando assim a segunda marca dentro do ecossistema Android.

Na China, a Apple segue com os telefones mais vendidos do país (iPhone 6s, iPhone 6s Plus e iPhone 6, nessa ordem), enquanto que a Huawei conta com 24.3% do mercado. A Xiaomi perdeu 10.2% de cota, mas mantém a terceira posição no país.

Nos Estados Unidos, o Android está vencendo a batalha por atrair os usuários que dão o primeiro salto para um smartphone, sendo a Samsung a vencedora dentro desse ecossistema, na frente da LG, Motorola, ZTE e Alcatel, nessa ordem.

Porém, todos os dados serão afetados nos próximos meses, já que no próximo estudo teremos o Samsung Galaxy S7/S7 Edge, o LG G5, o novo top de linha da HTC e da Huawei e o especulado iPhone de 4 polegadas.

Via Kantar

Compras por dispositivos móveis sobem para 14,3% em 2015

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As lojas virtuais que não adaptarem seus sites, melhorando a experiência de compra do consumidor móvel, podem ficar para trás. É o que indica o 33º Webshoppers, pesquisa anual que traça perfil do comércio eletrônico no país. Em 2015, a participação do m-commerce foi de 14,3% – um aumento de 47% sobre 2014 (9,7%). O tempo de acesso móvel também subiu: 35% do acesso a lojas virtuais foi feito via smartphones ou tablets.

Os números indicam que essa modalidade de compra ganha cada vez mais espaço na preferência do consumidor, principalmente daqueles que realizam compras pela primeira vez. Segundo a pesquisa, 22% dos novos consumidores fizeram sua compras por dispositivos móveis.

No entanto, a pesquisa também mostra que 88% dos e-consumidores ainda preferem efetivar a compra pelo desktop, usando os aparelhos móveis mais para pesquisar o produto desejado nas lojas online (preços, características técnicas e reputação da loja). E um dos motivos é que grande parte das lojas ainda não têm sites responsivos, que funcionem bem em qualquer tamanho de tela.

Segundo a pesquisa, o comércio eletrônico no país faturou R$ 41,3 bilhões em 2015, um aumento nominal de 15,3% sobre 2014. Com esse resultado, passou a representar 3,3% do varejo tradicional.

O relatório Webshoppers analisa a evolução do e-commerce, tendências, estimativas, mudanças de comportamento e preferências dos e-consumidores. É realizado pela E-bit com apoio da camara-e.net e outras entidades e associações.

Samsung recupera a liderança na Índia, depois da queda da Micromax

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A Índia é, hoje, o segundo mercado de smartphones do planeta, ficando atrás apenas da China e desbancando os Estados Unidos. Por isso, o seu mercado gera notícias com peso bem específico. Com novidades peculiares como o smartphone de 3.25 euros ou a entrada do Android One, ou os conflitos da Micromax com a Cyanogen são destaque. Agora, sabemos que a Samsung voltou a recuperar a primeira posição no país em vendas de smartphones.

No começo de 2015, a Samsung tinha que se conformar com a segunda posição na Índia, já que a liderança era da Micromax, que gozava de uma cota de mercado de 22%, com a ajuda econômica do Alibaba. A Samsung era seguida por outras fabricantes locais, como Karbon e Lava. Nesse caso, o Android One mais atrapalhou do que ajudou. Em 2016, a Micromax tem uma cota de 13%, e isso gerou consequências sérias dentro da empresa.

Diante dos fatos, Vincent Taneja, um dos principais executivos da Micromax, apresentou sua carta de demissão. É fato que a empresa já sentia o sinal dos tempos de mudanças, com seus clientes engrossando as cotas de mercado da Samsung e da Lenovo.

Hoje, a Samsung conta com 26% do mercado indiano, somando os modelos com Android e Tizen, recuperando a liderança no país. Agora o mercado local espera algum tipo de reação por parte da Micromax.

Com a situação do país satisfatória, a queda de um fabricante local preocupa os seus dirigentes. A estratégia de baixo custo parece funcionar para Samsung e Lenovo, e pesa nas contas da Micromax. Vamos ficar atentos aos próximos movimentos do país, pois podem ter impactos relevantes nas finanças dos fabricantes.

Via WSJ

O que o HTC One X9 pode dizer sobre o futuro da HTC em 2016?

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Já tem um tempo que a HTC está em queda nas vendas de smartphones, mas seus lançamentos continuam a chegar, e não em menor número. Eles tentam corrigir os seus defeitos em umas linhas, enquanto que em outros (como a série M), os erros continuam. O One M9 padece dos mesmos problemas do One M7, alguns deles acentuados.

Agora, a expectativa é pelo HTC One M10, mas a grande mudança da empresa pode estar em outra linha: os smartphones de linha média ‘premium’, através do excelente One A9. Em 2016, recebemos o One X9, o mais potente presente na MWC 2016.

Tanto o A9 como o X9 mostra mudanças na filosofia da HTC, e dão pistas sobre como a empresa pode ser ao longo de 2016 e no futuro. As mudanças, sutis ou mais acentuadas, podem deixar a série M eclipsada. E isso não é uma má notícia. Pelo contrário.

 

A empresa que queria ser líder de design

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Em 2013, o HTC One M7 quebrou paradigmas. Um corpo metálico de 4.7 polegadas e uma tela Full HD excepcionalmente nítida eram os claros sinais de uma revolução. Um aviso que a HTC queria focar na excelência do design e na experiência de uso. Algo que a Apple sempre priorizou.

Ok. Em 2015, temos o HTC One A9, acusado por muitos de ser um clone do iPhone 6s. O modelo é um dos mais bonitos já lançados pelos taiwaneses, com um excelente desempenho e experiência de uso, mesmo com números de hardware mais modestos. O HTC One X9 completa a família de linha média ‘premium’, herdando as qualidades do A9 com maior desempenho. E e esse deveria ser o caminho a seguir daqui para frente.

 

Toda uma declaração de intenções

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Os acabamentos dos modelos One A9 e One X9 são tão bons que acompanham a transição da parte traseira das bordas. O metal escovado da traseira do One X9 oferece uma sensação de robustez e um toque agradável nas mãos. Além disso, a franja negra frontal desapareceu, e os alto-falantes BoomSound diminuíram de tamanho, se posicionando nas bordas.

Com isso, a relação de tamanho entre a parte frontal e a tela foi otimizado, oferecendo o máximo de espaço para uma experiência multimídia. E tudo isso é uma declaração clara de intenções do HTC One X9.

 

Experiência e não números

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Levamos o nosso smartphone para toda parte, e uma tela com melhor visualização para vídeos, jogos, fotos e produtividade em qualquer lugar é algo fundamental. Os alto-falantes mudam de lugar, mas não perdem a potência. Tudo isso foi pensado em uma melhor experiência de uso como algo prioritário.

Tanto o One A9 como o One X9 não contam com as melhores especificações do mercado. E nem precisam. Do Snapdragon 617 saltamos para um Helio X10, com tela Full HD, 3 GB de RAM (LPDDR4)… mas é o suficiente para ser feliz.

 

A nova HTC

O  HTC One A9 é caro, mas o One X9 não será tão caro assim. Eles devem ter em mente que ter o melhor smartphone não passa necessariamente em ter o modelo mais poderoso. Se a nova HTC priorizar a combinação de vários itens (construção, câmera, som, etc) para ter um smartphone fluído sem precisar ter o hardware mais potente, ela ainda tem chances de se recuperar. De novo: algo que a Apple sempre fez.

Ah, isso tudo… e voltar ao Brasil, é claro!

O que significa para a Microsoft um smartphone VAIO com Windows 10 Mobile?

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A Microsoft tem algo muito grande nas mãos: um sistema operacional como o Windows 10 Mobile, que tem a difícil missão de colocar a empresa no mapa dos sistemas operacionais móveis. O potencial existe, e as expectativas podem se justificar pela lentidão da empresa em dar passos adiante nesse projeto.

Com números de 2015 decepcionantes, a luz do fim do túnel, além de um crescimento em países como o Reino Unido, pode ser o lançamento de produtos de outros fabricantes com o Windows 10 Mobile. Tal como a VAIO fez recentemente.

 

A estratégia da Microsoft deve ser similar ao do Android

A Microsoft nunca ficou sozinha na batalha contra os demais sistemas operacionais móveis, mas também não fez muito para ajudar os seus parceiros. Vale lembrar modelos de muitos fabricantes (Samsung, Acer, LG, Lenovo…) ou as últimas incorporações da Xiaomi com suas ROMs oficiais para o MiPad 2 e para o futuro Xiaomi Mi5. Eles precisam compreender que o Android é o que é hoje porque sempre serviu bem aos seus fabricantes. Pode ser que agora as coisas estão mudando, mas seu crescimento se deu por conta de sua adoção, além do fato do sistema operacional ser suficientemente atraente.

O Windows 10 Mobile é atraente por natureza, apesar de sua loja de aplicativos ainda ser bem pobre. Se a isso somarmos o fato das atualizações atrasarem mais do que o previsto, tudo resulta em um sistema operacional pouco atraente para o público. Isso, e a variedade de modelos que é baixoa.

Mas esse último aspecto parece começar a mudar lentamente.

 

A abertura do hardware

A compatibilidade do modo Continuum com o Snapdragon 617 facilitará a expansão do Windows 10 Mobile nas mãos de terceiros, onde os fabricantes poderão oferecer ferramentas mais poderosas que a Microsoft. O VAIO Phone Biz é uma prova disso. O Funker W5.5 é outro claro exemplo.

O VAIO Phone Biz é mais focado no setor empresarial do que no público em geral, mas acerta em várias características essenciais. A primeira, é que é um novo smartphone potente e compatível com o Continuum, permitindo assim usar o smartphone como CPU de computador. Aqui, a VAIO tem um papel importante, pois conta com todo o restante do equipamento (monitores, teclados, mouses), e a Microsoft entra com o dinheiro.

A segunda, é que ele será vendido como smartphone livre. A NTT DoCoMo é como qualquer outra operadora, e vende o modelo desbloqueado no Japão por aproximadamente 400 euros. Olhando para suas especificações, ele é bem redondo. O problema está na idiossincrasia dos usuários japoneses, que tem muito dinheiro para comprar iPhones e Androids top de linha, e com uma cultura da operadora móvel muito forte.

A terceira é que o Windows Phone tem uma cota de mercado quase inexistente no Japão, e uma aliança com uma fabricante local como a VAIO pode ser um sopro de ar fresco. Curiosamente, seis fabricantes japoneses estão apoiando o Windows 10 Mobile, ou seja, a luta pela futura cota de mercado está aberta. A VAIO, também com os notebooks, larga com uma interessante vantagem, mesmo sendo a última a chegar na briga.

 

Ainda existe um futuro

Os pobres números do Windows Phone não tira a fé no futuro de alguns sobre o Windows 10 Mobile. O crescimento é muito lento, mas há indícios de melhora. Mais aplicativos e melhores serviços. Tudo colabora para a Microsoft crescer nos smartphones.

Mas tudo passa pela própria Microsoft. Ela deve diminuir um pouco o ritmo de lançamentos de modelos Lumia, oferecer aos parceiros espaço para os seus produtos. E tudo indica que é isso o que a equipe de Satya Nadella está fazendo.

Os novos VAIO pode muito bem ser um acordo entre as duas empresas. A Microsoft em busca de cota de mercado e dispositivos, e a VAIO em busca de financiamento na sua aventura longe da Sony. O ecossistema de aplicativos que estão aparecendo no iOS e Android é algo mais que interessante, e se a divisão própria ajudar, o Windows 10 Mobile pode ter muito futuro.

É só a Microsoft acertar nos passos a serem dados.

A Motorola começa a compensar para a Lenovo

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A Lenovo informa em seu relatório financeiro do quarto trimestre de 2015 (terceiro trimestre do ano fiscal da empresa) que eles conseguiram equilibrar a sua divisão de smartphones, pouco mais de um ano depois que eles adquiriram a Motorola da Google. Em geral, as vendas aumentaram em relação ao mesmo período do ano anterior.

A arrecadação líquida aumento em US$ 300 milhões, ultrapassando o previsto pelos analistas e muito melhor do que as perdas registradas no segundo trimestre fiscal (US$ 714 milhões). Isso mostra que a reestruturação mostra bons resultados, mostrando claros sinais de reestruturação.

As vendas do trimestre foram de US$ 12.9 bilhões, 8% menores em relação ao mesmo período do ano passado, mas US$ 700 milhões a mais em relação ao segundo trimestre fiscal. Quanto aos custos de reestruturação, eles foram menores por conta da economia resultante das medidas de reajuste tomadas em agosto, calculadas em US$ 1.35 bilhão até o final do ano fiscal (seguindo dentro do previsto nesse momento).

 

A divisão móvel é a nova protagonista

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Com o fim da reestruturação, a Lenovo informa que o Mobile Business Group (que engloba tablets, smartphones e Smart TVs da Lenovo e Motorola) cumpre com o seu compromisso de estabilidade depois da aquisição da Motorola. As vendas totais foram de US$ 3.2 bilhões, 4% abaixo das obtidas no mesmo período do ano passado, onde a Motorola é responsável por US$ 2 bilhões.

São números melhores que aqueles informados no trimestre anterior (US$ 2.7 bilhões de vendas, US$ 600 milhões da Motorola), e as perdas totais da divisão (fora os impostos) ficam em US$ 30 milhões, uma notável recuperação levando em conta que o balanço anterior era de US$ 270 milhões.

Aqui se destaca o sucesso nos mercados emergentes, com um aumento de 15%, com destaque para China e Indonésia, onde a Lenovo cresceu 206% e 318%, respectivamente. O volume de vendas fora da China é maior do que no trimestre anterior, passando de 75% para 83%, e lá a reestruturação da empresa começa a compensar. Sobre a Motorola, mais boas notícias: a distribuição dos dispositivos aumentou 25% em relação ao trimestre anterior.

 

Esperanças by Lenovo

Yuaging Yang, CEO da Lenovo, explica que os números obtidos são considerados recordes diante das flutuações dos mercados, e pela queda do mercado de computadores. A divisão móvel foi a beneficiada, podendo ser bastião da empresa em 2016. A Lenovo deve se unir à tendência de outras, aproveitando o momento presente, e mirando os mercados emergentes para acelerar o seu crescimento nesses mercados.

Quanto aos demais segmentos, a estratégia é oferecer produtos inovadores, se centrando nos segmentos mais exclusivos ou premium. A China segue nos planos de expansão da Lenovo, com um “potente catálogo” de produtos.

Futuros acordos e parcerias podem ajudar a Lenovo a seguir crescendo. E o convencimento que a transformação do seu modelo de negócio e sua nova estratégia dual de marcas (Lenovo Vibe e Lenovo Moto) pode oferecer melhores resultados. Será interessante ver o ano de 2016 dessa empresa.

Via Businessware

Divisão móvel da Samsung segue “na sombra” após novos resultados financeiros

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A Samsung apresentou os resultados do quarto trimestre de 2015, e se não podemos falar que a situação é preocupante, também não podemos dizer que é confortável.

Os números seguem positivos, mas existe uma descompensação entre os resultados de suas linhas de produtos. Por um lado, os semicondutores se destacam, enquanto que as telas se mantém lucrativas, e os smartphones não cumpriram com os seus objetivos de venda. Algo que já aconteceu no trimestre anterior.

Não é um caso isolado da Samsung. O mercado de smartphones já sofre de um certo arrasto a algum tempo, com uma redução da demanda. Para Song Myung Sup, analista da Bloomberg, a situação está piorando, e os resultados do primeiro trimestre de 2016 serão piores do que os do quarto trimestre de 2015.

No caso específico da Samsung, a divisão mobile contribuiu com um terço dos lucros obtidos no último trimestre de 2015 (US$ 5.1 bilhões). A dependência das vendas de smartphones fez com que os lucros dos coreanos reduzissem em todo o mundo, e isso acontece não só por uma redução nas distribuição de unidades, mas também por causa de uma concorrência mais forte e crescente.

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Aqui está o desconforto da Samsung. Ao comparar com os resultados do mesmo período em 2014, os números são estáveis, mas em relação ao trimestre anterior, a queda nos lucros é de 15%. O último trimestre de 2015 já recebe as vendas dos últimos lançamentos entre os modelos top de linha da empresa, o Galaxy Note 5 e o Galaxy S6 Edge+, mas não dá para estimar se os dois modelos foram bem ou não nas vendas.

Porém, os analistas estimam que os lucros operacionais da divisão móvel da Samsung cresceu aproximadamente 1.66 bilhão de euros, com um aumento na distribuição das séries A e J. O fato deles não destacarem os últimos modelos top de linha pode ser um indício que as previsões de vendas não foram cumpridas.

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Além da reestruturação dos seus lançamentos, a Samsung fez mudanças em sua fábrica e estruturação executiva. Koh Dong Jin, que estava nas divisões Samsung Pay e Knox Security, passou para a chefia da divisão mobile. Koh afirmou que “muito além dos modelos da linha Galaxy, os resultados de hoje nos fazem pensar que o mercado não pode confiar muito mais nessa “defasada” demanda de iPhones na categoria top de linha. Isso provavelmente pressiona os provedores de componentes, incluindo a Samsung. Quanto mais os consumidores optem por comprar smartphones econômicos, maior será a pressão sobre os componentes que compõem esses produtos”.

O tempo vai dizer se a divisão mobile da Samsung vai oferecer melhores resultados. 2016 só está começando, e a MWC 2016 pode oferecer novidades que podem impulsionar essas vendas.

Via Bloomberg

Como a Samsung reduziu o seu catálogo de smartphones (e por que você não percebeu isso)

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2015 chegou a fim, e chegou a hora de fazer uma revisão sobre algumas promessas e objetivos de alguns fabricantes. No caso específico da Samsung, a promessa era reduzir o catálogo de smartphones (promessa feita em novembro de 2014) em 25-30%, algo que seria motivado pela queda dos lucros.

O objetivo era um só: obter uma maior margem de lucros por smartphone vendido. Mas… será que a Samsung cumpriu a promessa? Mais: se cumpriu, as mudanças surtiram efeito?

 

Ao que parece, menos não é mais

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A Samsung teria facilidades para lançar menos smartphoens por ano, apesar do comportamento da empresa indicar o contrário. A redução, de fato, aconteceu: 2015 teve o menor número de lançamentos de smartphones dos coreanos desde 2009 (119 modelos). A tática de múltiplos lançamentos ajudou a empresa a se posicionar em 2012 como líder de vendas de smartphones, com 27% do mercado (78 modelos lançados naquele ano).

Em 2014, foram 58 novos modelos de smartphones da Samsung, agrupados dentro da grande família chamada Galaxy. Novas séries vieram, como a A (A3, A3 Duos, A5, A5 Duos), e a Alpha, que não voltou em 2015. A plasticidade de nomenclatura e o nascimento e morte de algumas séries é, de certa forma, um sinal de identidade da empresa, e não deu a sensação real de redução de lançamentos. Porém, dessa vez, eles conseguiram alcançar a marca estabelecida em novembro de 2014.

 

Quem parte e reparte sempre fica com a maior parte

Não faz muito tempo que Evan Blass (aka @evleaks) mostrou como a Samsung aumentou o número de smartphones dentro da série Galaxy S, a top de linha da empresa, nos últimos anos. Mesmo não sendo os mais vendidos, os modelos mais potentes são os que fazem mais barulho no mercado, chamando mais atenção.

Em 2015, vemos como o número de smartphones top de linha da Samsung simplesmente triplicou, sem falar no nascimento da série On e a expansão dos modelos com Tizen. Por outro lado, linhas como a Galaxy Ace não deram o ar da graça no ano passado.

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Logo, em 2015, a Samsung reduziu o volume de seus lançamentos de 58 em 2014 para 35 modelos no ano passado, baseando-se nos resultados obtidos pela ferramenta de busca do site GSM Arena, e deixando de fora os smartwatches (que não são telefones inteligentes) e versões de um mesmo modelo que só contam com um adicional técnico. Mais: a redução não foi de meros 30%, mas sim de quase 40%.

 

Reduzir para aumentar

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A hegemonia da Samsung atingiu o seu auge no Galaxy S4, que foi um grande sucesso de vendas no início, para depois experimentar uma queda, o que motivou a empresa a replanejar a sua estratégia na divisão de smartphones. O balanço econômico que a Samsung apresentou em outubro de 2015 mostra que os seus resultados eram positivos, mas não por conta da divisão mobile, e sim pelas mãos dos semicondutores.

A liderança da Samsung para os rivais ficou menor em partes pela crescente concorrência, que se tornou mais efetiva, principalmente nos mercados de referência, como é o caso da China. Em 2015, o design e a construção parecem ter sido a prioridade do consumidor, tanto nos modelos top de linha como em séries intermediárias. Vimos desaparecer as bordas quase imperdoáveis, obrigando a Samsung a sucumbir (finalmente) ao metal, além das telas curvas nas bordas, que se tornou algo representativo para eles.

Por outro lado, esta redistribuição do número de modelos por série deixou um total de quatro modelos flagships. Essa pode ser uma resposta ou tentativa de recuperar o impulso perdido no começo do ano, onde esses dispositivos, quando comparados com os modelos top de linha da Apple, não chamavam tanto a atenção.

Veremos se a Samsung segue reduzindo o número de smartphones lançados, e se a estratégia de aumentar o número de modelos top de linha funciona, recuperando suas vendas e ajudando a divisão móvel a entregar melhores resultados.

8 anos de evolução do mercado mobile em uma animação de um minuto

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Quem somos? De onde viemos? Como evoluíram os smartphones? Dessas perguntas, duas são difíceis de responder, e uma terceira será ilustrada nesse post, em um vídeo produzido por Viktor Bohush, que mostra a progressão de vendas dos sistemas operacionais móveis desde 2007, onde o Symbian e a Nokia eram as forças dominantes.

Em 2007, a Apple apresentou o iPhone, e nesse ano iniciou-se uma efetiva batalha no mundo dos smartphones. A partir daí, a hegemonia do Symbian começou a cair, perdendo o protagonismo no mercado e na animação do final do post. O Android apareceu no final de 2008, meses depois do lançamento do HTC Dream (ou T-Mobile G1, em setembro), o primeiro smartphone Android. Enquanto isso, vemos um Windows Mobile que resiste.

Só em 2011 vemos o nascimento do Windows Phone 7, meses depois de sua apresentação. Sua barra vai aumentar de forma mais paulatina que os demais, com um discreto crescimento com cada apresentação de dispositivos, principalmente vindos da Nokia. E por fim, uma tímida aparição do Bada para completar os gráficos.

O autor coloca um contador que progride de mês a mês, que ajuda a visualizar algo que já sabemos pelos números aproximados de cotas de mercado e vendas globais: que o iOS experimentou um crescimento visivelmente notável depois do lançamento anual de seus smartphones, que meses depois volta a ceder, com um aumento sólido do Android.

Bohush utiliza como fonte de dados para os seus vídeos a Wikipeda, mostrando como estão as plataformas atuais e as do passado. Ao tratar das vendas, o gráfico não mostra o crescimento dos usuários que estão no Cyanogen, que é hoje superior ao número de usuários do Windows Phone e da BlackBerry juntos. Aliás, a coluna da antiga RIM é quase imperceptível há quase três anos, algo que não vai mudar tão cedo, já que o último lançamento da empresa conta com o sistema operacional Android.

Vídeo a seguir.

 

Via Microsiervos

Samsung domina o mercado mobile em todos os principais mercados, menos nos EUA

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Alguns dados do próximo relatório da Strategy Analytics sobre as vendas mundias dos principais smartphones (relativos ao terceiro trimestre de 2015) foram antecipados pelo Business Korea, que indicam que a Samsung domina em cinco dos principais mercados, falhando apenas nos EUA.

Os EUA parece ser um caso quase que exclusivo da Apple, onde os iPhones alcançam 33% de mercado (a Samsung teria vendido nesse mercado 10.5 milhões de smartphones, oque resulta em uma cota de mercado de 26%. As outras cinco grandes regiões do planeta são lideradas pela Samsung, com destaque para a Ásia-Pacífico, onde eles venderam 23.2 milhões de unidades no último trimestre.

Regiões como Oriente Médio + África são responsáveis pela venda de 16.1 milhões de smartphones, e a cota de mercado desde último grupo é de 52.1%, onde a Samsung melhorou suas vendas em 3 milhões de unidades em relação ao trimestre anterior.

Indo para o oeste europeu, as vendas da Samsung alcançaram 15.3 milhões de unidades vendidas, além de 11.3 milhões vendidos em todas as Américas (Central e Sul), ou os 6,9 milhões de unidades vendidos no mercado europeu.

O Strategy Analytics informa que no total das seis regiões analisadas, a Samsung vendeu 83.8 milhões de smartphones no terceiro trimestre. Se comparado com o seu principal concorrente (a Apple), foram 48.08 milhões de iPhones vendidos no terceiro trimestre de 2014.

Nintendo aposta no amor dos seus fãs para ter sucesso no mercado mobile

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A comunidade de gamers terá uma importância vital no futuro da Nintendo no mercado mobile. Em maio, eles anunciaram sua entrada nesse segmento, através da DeNA, empresa japonesa que eles adquiriram parcialmente, e que alcançaram um relativo sucesso com recentes lançamentos.

Shintaro Asako, CEO da DeNA West, deu uma entrevista para o site A List Daily, e enumerou alguns motivos que os leva a crer que o futuro da Nintendo no mercado mobile é muito promissor. E o mais importante deles é justamente a comunidade que é fã da marca: milhões de usuários fieis que certamente vão querer testar esses lançamentos, seja em formato premium ou em modo pago.

Asako afirma que esses fãs que são capazes de gastar US$ 200 ou mais por um console (entre 150 e 200 milhões de pessoas ao redor do mundo), se eles gastarem US$ 1 por mês, já pode gerar um bom lucro para a DeNA e Nintendo. E eles não levam em consideração os ‘novos’ usuários e os gamers menos fanáticos. Ele também afirma que o usuário que compra os dispositivos da Nintendo também é um grande consumidor dos itens adicionais, gastando até US$ 100 por ano em média.

Somando tudo isso, o potencial de capitalização da Nintendo (de acordo com Asako) é mais do que o dobro que o Candy Crush tem hoje.

É claro que a Nintendo tem muito a provar nessa jornada. É preciso saber se a qualidade dos jogos ficará à altura do mercado, e como eles vão fazer essa transição do console para o mobile, cujos mercados são bem diferentes. A base de usuários eles já possuem. A tradição e a história, também. Logo, não deve ser difícil para eles se posicionarem como um dos desenvolvedores mais bem sucedidos do mercado.

Por outro lado, vamos ficar atentos para ver como esse trabalho influencia nas plataformas móveis diante do seu negócio tradicional de consoles, categoria de produto que, em breve, vai receber um novo modelo: o Nintendo DX.

Via A List Daily