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Android é o único a ganhar mercado no segundo trimestre de 2016

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A Gartner revelou os dados do mercado mobile no segundo trimestre de 2016, e mostra um cenário onde apenas o Android registrou crescimento no período.

Entre os fabricantes, a Samsung segue no topo, a Apple com queda confirmada, assim como a Xiaomi. Mas o que mais chama a atenção e a perda generalizada de cota de mercado de todos os sistemas operacionais móveis… exceto pelo software da Google.

 

Samsung segue no topo e crescendo

A Samsung mostra claros sinais de recuperação, com a ajuda das vendas do Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. Sua fatia de mercado cresceu de 21,8% do mesmo período em 2015 para 22,6% de agora.

A Huawei também cresceu, passando de 8% para 8,9%, e a OPPO disparou, indo de 2,4% de 2015 para 5,4% do momento.

Os números de maior destaque estão na queda da cota da Apple, de 14,6% para 12,9%, além do próprio aumento da Huawei, que não está tão longe assim do seu objetivo de ser líder do mercado até 2020.

Além dos fabricantes, o foco do estudo da Gartner é ilustrar a queda de todos os sistemas operacionais móveis, que cederam para o Android, que hoje conta da mesma dominância que a Microsoft tinha na década de 1990 com o Windows.

Não é de se estranhar essa queda geral da concorrência. A Apple caiu, sendo os únicos a oferecer dispositivos com o iOS, e a Microsoft vive sua via crucis com o Windows Phone.

Sem mencionar a BlackBerry, que deixou de lado o BlackBerry OS… para apostar em smartphones Android!

Via Gartner

Samsung no Top 3 dos smartphones Android mais vendidos

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Um novo relatório da Strategy Analytics informa que a Samsung ocupa as três primeiras posições do ranking dos smartphones Android mais vendidos do mercado, com a liderança para o Samsung Galaxy S7 Edge.

 

As curvas mandam…

strategy analytics samsung 2016

O relatório da Strategy Analytics revela os dados de vendas de smartphones no primeiro semestre de 2016, e a distância do Android em relação ao iOS aumentou 5% nesse período, com o sistema da Apple caindo para 16% de mercado.

Mas o que chama a atenção é ver que os três primeiros colocados entre os dispositivos mais vendidos são da Samsung, com a liderança para o Galaxy S7 Edge. A aposta pelas telas curvas da Samsung se pagou. A prova disso é que o Galaxy Note 7 já recebe esse formato como padrão, sem ter uma variante Edge.

Foram 13.3 milhões de unidade distribuídas do Galaxy S7 Edge até agora (2.3% do total de dispositivos Android). O Galaxy S7 vem na terceira posição (11.8 milhões), o que mostra que entre os mais vendidos há espaço para os modelos mais baratos.

 

…e a linha de entrada também

samsung galaxy j2 2016

A segunda posição pertence ao Samsung Galaxy J2 (2016), com 13 milhões de unidades distribuídas no primeiro semestre, mostrando que as linhas mais básicas seguem muito populares. Com o modelo chegando a mais mercados em breve, e trazendo novidades como câmera melhorada e Smart Glow, essas vendas devem aumentar.

A Samsung mantém sua posição privilegiada no mercado mobile, mas não pode se descuidar. A concorrência chinesa vem pesada, com Oppo e Vivo já no Top 5 entre os fabricantes, sem falar na Huawei, que quer tomar a segunda posição da Apple.

Via Strategy Analytics

iPhone SE já é um dos mais vendidos, mas o Galaxy S7 é dominante

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O último relatório da Kantar Worldpanel sobre o mercaod mobile mostra os dados do segundo trimestre de 2016. Além de falar das cotas do Android, iOS e Windows, atualiza de forma profunda as vendas entre os dispositivos, ilustrando o sucesso do Samsung Galaxy S7 e o iPhone SE como um dos smartphones mais vendidos do momento.

 

Android segue crescendo, enquanto todos esperam por novos iPhones

Revisando primeiro os sistemas operacionais.

O Android cresceu em todos os mercados analisados, com maior destaque na Itália, Austrália e Japão. Nos cinco maiores países europeus, o sistema da Google alcança 76.5%.

O crescimento do Android vem principalmente por causa da queda do Windows, que segue perdendo terreno, inclusive com mais da metade de sua cota em países como Reino Unido, França, Itália, Espanha e Estados Unidos. Já o iOS acusa a espera por novos iPhones, registrando queda na maioria dos mercados, mas com pequenos ganhos no Reino Unido e França.

 

iPhone SE, entre os mais vendidos

Sobre os smartphones mais vendidos, o relatório confirma a boa saúde do Samsung Galaxy S7, que é o mais vendido no planeta, registrando 11.1% das vendas, seguido de perto do iPhone 6s (10%). É curioso ver que o iPhone SE, que parecia não ter boas vendas, entra na lista dos 10 mais vendidos, com 3.6%.

Entre os fabricantes, Samsung e Apple seguem dominantes, mas a Huawei se aproxima, com 12.5%, muito em parte por conta dos seus dispositivos com ótima relação custo-benefício, como é o caso do Huawei P8 Lite.

Outros dados curiosos? Pois não.

Na frança, a Wiko é uma das marcas mais vendidas. Na Alemanha, a Samsung tem quase 50% o mercado O Reino Unido é o país europeu com menor cota do Android, e a disputa pela liderança entre fabricantes é mais acirrada: 36,2% para a Samsung, e 36% para a Apple.

A batalha na China também está muito interessante. Lá, as marcas locais dominam, e a liderança é da Huawei, com 25,6%. A Apple está na segunda posição, com 19,7% das vendas, seguida pela Xiaomi (19%), Samsung (9%), Oppo (8%) e Meizu (5,8%).

Via Kantar

Samsung lucra mais do que nunca com o Galaxy S7

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O último trimestre financeiro da Samsung foi fenomenal, graças ao bom trabalho do Galaxy S7 nas vendas.

A Samsung revelou que espera obter no último trimestre financeiro lucros operacionais de US$ 7 bilhões, muito em parte por conta do segmento de smartphones. É um pouco abaixo dos US$ 7.6 bilhões acumulados em 2013, mas ainda assim são números espetaculares, registrando um aumento de 17% em relação ao ano passado.

Também é o maior nos últimos dois anos, quando conseguiram um lucro operacional de US$ 7.4 bilhões no primeiro trimestre de 2014.

 

78 milhões de smartphones distribuídos

Os dados completos só serão anunciados no final de julho, mas já sabemos que a divisão móvel liderou esses ganhos nos dois últimos trimestres. Os lucros teriam subido em 54.5% em relação ao mesmo período do ano passado. A Samsung teria distribuído 15 milhões de unidades dos modelos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge entre os meses de abril e junho, com vendas maiores para o modelo de tela curva, mesmo sendo mais caro.

A Samsung não revela o total de unidades vendidas no período, mas estima-se uma distribuição de 78 milhões de unidades. Levando em conta que no primeiro trimestre foram vendidos 81.18 milhões de smartphones com o lançamento do Galaxy S7, os números do segundo trimestre são excelentes.

O que fica claro aqui é que o lançamento do Galaxy S7 permitiu que a Samsung desse um bom respiro em relação às vendas e lucros. Somando-se ao fato da queda nas vendas do iPhone 6, temos um cenário muito favorável para os sul-coreanos.

Resta saber como a Apple responde com o futuro iPhone 7, já que a empresa experimentou em abril a primeira queda de vendas em relação ao ano anterior.

Via Reuters, Yonhap News, The Wall Street Journal, Samsung

Samsung deve reduzir de novo seu catálogo de smartphones, e LG pode seguir seus passos

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A Samsung, atual líder do mercado de smartphones, seguiu por anos a estratégia agressiva de lançamentos de vários modelos, em várias linhas. Desde 2014, os coreanos reduziram o seu catálogo em 25%, e o resultado disso é uma identificação mais simples e prática de suas famílias de telefones inteligentes.

O problema agora da Samsung não está tanto na falta de organização de seu catálogo, mas sim a própria rentabilidade dessas famílias. Agora, algumas fontes próximas desse fabricante afirmam que a empresa já planeja mudar sua estratégia de lançamento anual, reduzindo ainda mais o número de produtos e focando em outros campos, como o dos acessórios, para melhorar os números globais.

A ideia seria reduzir margens, desenvolver uma política de preços mais agressiva, para uma maior movimentação de estoque e fazer frente no mercado chinês, cada vez mais em ascensão. Porém, parece que essa ideia foi descartada.

Logo, a nova redução de catálogo seria focada principalmente nos modelos de entrada, setor onde outros fabricantes chineses afetam os resultados da Samsung, de modo que a empresa vai oferecer valor agregado com os seus acessórios, como os smartwatches e óculos de realidade virtual.

A Samsung acredita que a nova política de lançamentos terá efeito nas contas da empresa em um prazo entre 12 e 18 meses, de modo que a decisão já estaria tomada e em curso. Os modelos da atual geração podem não receber uma nova versão, mais precisamente os das séries E e J.

 

LG quer potencializar o LG G5

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A LG deve adotar estratégia muito similar. Por tempos, seguiu os movimentos da Samsung lançando vários modelos nos mercados globais, pese às variantes locais. Porém, a empresa sofre da redução das vendas, também sentindo o impacto de outros fabricantes dentro do mercado asiático.

A LG informou prejuízo em sua divisão de smartphones, com vendas de 60 milhões de unidades em 2015, e isso parece continuar a ponto de revelar uma previsão de aproximadamente 50 milhões de unidades vendidas em 2016. Por conta dessa queda (que, por enquanto, é de 12,3%), a empresa planeja tomar providências.

Para isso, além de reduzir o seu catálogo de dispositivos nos futuros lançamentos, a LG vai enviar membros de sua equipe da divisão móvel para a divisão de veículos, fazendo com que parte da empresa encarregada pelos smartphones suporte um gasto estrutural menor.

O LG G5 parece contar com uma boa acolhida. Porém, a LG reconhece que está falhando na distribuição, que é muito ajustada para estimar vendas menores do que as alcançadas. Desse modo, o maquinário já trabalha para corrigir isso, melhorando tanto a fabricação como a demanda dos próprios dispositivos.

Via Koreatimes

Android segue ganhando terreno às custas do Windows Phone e iOS

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De acordo com o último estudo da Kantar Worldpanel, o Android mantém a mesma tendência de crescimento no mercado em detrimento da concorrência, incluindo o iOS, que continua a ser o único sistema operacional capaz de evitar o monopólio da Google nesse segmento.

Para o estudo, foram registrados os dados dos últimos três meses, até o final de abril de 2016 (fevereiro, março e abril). Os analistas observam que o Android obteve uma cota de 76% de vendas globais, um aumento de 5,8% quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

O Android ganhou mercado nas costas do Windows Phone, que passa a ter uma porcentagem residual. O estudo indica que 10% dos novos usuários do Android utilizavam antes o Windows Phone.

A queda do Windows Phone é preocupante. No ano passado, o sistema tinha quase 10% das vendas nos cinco principais mercados europeus (Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Espanha, mas hoje as suas vendas ficam abaixo dos 5%.

Apesar da maioria da cota obtida pelo Android pertencer ao Windows Phone, em quase todos os grandes mercados foram detectadas uma leve queda do iOS, do qual também se beneficiou o sistema da Google. Enquanto os grandes mercados europeus testemunham a queda de apenas 1% do iOS (18.3% de mercado no Velho Continente), nos Estados Unidos essa queda foi de 2.5% (de 33,2% para 30,7%), e de 4% na China (de 24,5% para 20,1%). Nos dois países, nenhum outro sistema ganha cota de mercado, exceto o Android.

Resta esperar para ver se o iOS 10 é capaz de oferecer um novo impulso aos smartphones da Apple, que está diante de um Android que não para de ganhar usuários nos últimos meses.

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Via PhoneArena

iPhone perde força, e Android domina absoluto nos smartphones

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Um reflexo claro dos últimos acontecimentos no mercado de smartphones: o Android é o rei absoluto do setor.

Os últimos números que informam sobre a cota de mercado do segmento publicados pela Kantar Worldpanel ComTech para o primeiro trimestre de 2016 revelam o desempenho das vendas dos cinco principais mercados europeus, além dos Estados Unidos e da China. E em todos eles o sistema operacional da Google é o líder, com larga vantagem em relação aos seus principais concorrentes.

A cota de mercado nos cinco principais mercados europeus (Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha) registrou uma média de liderança do Android de 75.6%m enquanto que nos Estados Unidos a fatia de mercado ficou em 66.5%, e na China na casa de 77%. O Kantar Worldpanel deixa claro que “este é o maior crescimento do Android nos cinco países europeus em mais de dois anos”. Levando em conta os diversos fatores envolvidos (mudança do cenário econômico, variações cambiais, etc), é um resultado a ser considerado e muito.

A cota de mercado do iOS caiu de 20.2% para 18.9% nos três primeiros meses de 2016 no conjunto desses países europeus, enquanto que a cota do Windows Phone/Windows 10 caiu para 4.9%, explicando assim o crescimento do Android no período (6.6% dos novos usuários vieram do Windows, e 3.3% chegaram do iOS).

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O Kantar afirma que, para os usuários do Windows, “o Android ofereceu uma melhor experiência de uso, com uma variedade de marcas e modelos com preços distintos”. A migração do usuário a partir do Windows Phone foi especialmente notável na França e na Itália, onde 10% desses usuários migraram para o Android.

Em outros mercados, como é o caso dos Estados Unidos, o crescimento chegou por conta do aumento das vendas de fabricantes como Samsung, Motorola ou LG. O Samsung Galaxy S7 parece ter obtido um sucesso notável, mesmo com pouco tempo de mercado, mas também cobra-se protagonismo do Galaxy S6, que teve o seu preço reduzido com a chegada do seu sucessor.

Na China, outro mercado essencial em um passado recente da Apple, a cota de mercado também caiu: o iOS passou de 26.1% do primeiro trimestre de 2015 para 21.1%, um ano depois. Aqui, é mencionado o sucesso de fabricantes como Huawei com modelos como o Mate 8 ou o Honor 5X, mas também a Oppo, que aumentou suas vendas em 6.5%.

Via Kantar Worldpanel

A HTC perdeu o rumo?

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Tudo indica que sim.

Ver a HTC em queda livre não agrada a ninguém, já que falamos de um dos fabricantes mais tradicionais do mercado de smartphones, e criador de alguns dos modelos mais populares do seu tempo. Mas, infelizmente, esta é uma realidade que se reflete claramente nos seus resultados.

Os lucros obtidos no primeiro trimestre de 2016, em 14.8 bilhões de dólares taiwaneses, estão muito distantes dos 41.5 bilhões obtidos no mesmo período de 2015. São números negativos demais, incomodando investidores e executivos de altos postos na HTC. Mas o que realmente preocupa é que existe uma tendência deles não se recuperarem desse momento.

A empresa teve vários trimestres para se recuperar, mas não conseguiu. Logo, todos os movimentos foram tiros no escuro, que só aumentaram a ferida, demonstrando que seus executivos não sabem mais o que fazer para tornar a empresa grande de novo.

HTC

O fato de uma empresa deixar tão evidente que está perdida pode afetar a confiança dos investidores, resultando automaticamente em uma queda no valor de suas ações. Por outro lado, é preciso lembrar que a HTC foi uma das primeiras a postar na realidade virtual, e que o HTC Vivo é tecnicamente superior ao Oculus Rift, mas é mais caro. É preciso ver como essa nova aposta se sai, e se a chegada nesse novo mercado pode ajudar.

Na espera por ver o desempenho em novos horizontes, podemos concluir que a HTC tem que abrir os olhos de uma vez por todas, e entender que lançar smartphones que são apenas um “mais do mesmo” com preços muito elevados (o HTC 10 é um claro exemplo disso) não é o caminho a seguir. Definitivamente.

Via HTC

Mercado brasileiro de smartphones tem queda em 2015 após 5 anos em alta

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Após cinco anos de altas consecutivas, o mercado de smartphones encerou 2015 em baixa na comparação com 2014.

Segundo o estudo IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, foram vendidos pouco mais de 47 milhões de celulares inteligentes entre janeiro e dezembro, queda de 13,4% na comparação com 2014, quando o país chegou à marca de 54.5 milhões de aparelhos vendidos. Ainda de acordo com o levantamento da IDC, os feature phones encerraram o ano em queda de 74%, com 4,2 milhões de unidades comercializadas.

A alta do dólar foi o principal responsável por essa queda nas vendas, mesmo com alguns fabricantes apostando no mercado, já que os insumos são importados, e ao longo de 2015 foram feitos até quatro repasses nos preços dos aparelhos. Mesmo com vendas menores, a receita apresentou um crescimento de 1,2%, na comparação com 2014, ajudada pela alta de 17% no ticket médio, que passou de R$ 750, em 2014, para R$ 880 em 2015.

Em 2015, houve uma mudança de comportamento do consumidor, que passou a investir em celulares mais caros, e isso influenciou o aumento das receitas. Além disso, o ciclo de vida dos celulares, que era de um ano e meio, passou para certa de dois anos, onde o consumidor prefere fazer pequenos reparos do que comprar um novo produto. E isso influencia na venda dos novos aparelhos.

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O 4º trimestre de 2015 apresentou queda de 32% na comparação com 2014. Foram vendidos 11.6 milhões de celulares inteligentes no país. Foi o último trimestre mais fraco em vendas desde 2013, e de forma atípica, entre janeiro e março de 2015 foi registrada a melhor média de vendas do ano. Nem as vendas natalinas ou a Black Friday conseguiram impulsionar o consumo na mesma proporção dos últimos anos.

Em 2014, as vendas de smartphones no Brasil representaram 42% da fatia total na América Latina. Em 2015, houve uma queda de 8%, com o país representando 34% das vendas totais de aparelhos na região.

Mundialmente, a comercialização dos celulares no Brasil representava 4,4% do total no ano de 2014 e, em 2015, passou para 3,4%. Mesmo assim, o Brasil ainda é o quarto maior consumidor em unidades, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Índia.

A IDC prevê uma retração de cerca de 13% do mercado de smartphones, com a venda aproximada de 41 milhões de aparelhos em 2016.

Vendas do Windows Phone estão praticamente estagnadas

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A Gartner publicou os números relativos ao quarto trimestre de 2015 para o mercado de smartphones, e as notícias são péssimas para a Microsoft.

Se em 2014 a empresa ganhou 2.8% do mercado de sistemas operacionais, distribuindo 10 milhões de unidades, em 2015, as vendas paralisaram, com apenas 4.4 milhões de unidades e cota de mercado de apenas 1.1% (contra 80.7% do Android e 17.7% do iOS).

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Apple e Samsung seguem liderando entre os fabricantes. A Apple caiu de 20.4% para 17.7% em um ano, mas segue na segunda posição da lista liderada pela Samsung, que registrou um aumento de 19.9% para 20.7% de cota.

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Interessante é ver como a Huawei continua avançando. A empresa chinesa teve um bom impulso de 2014 para 2015, com um aumento de 2.3%, fazendo com que eles alcancem os 8% de cota de mercado, contra 5% da Lenovo (que inclui as vendas da Motorola na sua equação) e 4.5% da Xiaomi.

Parte do sucesso da Huawei está em como ela está aproveitando as vendas dos smartphones econômicos, uma tendência que não deve cair tão cedo. As demais marcas deverão seguir essa tendência nos próximos meses.

Quem sabe na MWC 2016 teremos as primeiras iniciativas nesse sentido.

Via Gartner

Índia assume a segunda posição no mercado de smartphones do planeta

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Apesar de vir muito atrás, são muitos os que previam que a Índia se transformaria no próximo grande mercado do planeta, emergindo de forma similar à China. Pois bem, agora temos a confirmação que a Índia se transformou no segundo mercado de smartphones do planeta, ficando atrás apenas da China e superando os Estados Unidos.

A análise da Counterpoint informa que o envio de smartphones aumentou em 23.3%, alcançando os 100 milhões em 2015, contra 81.1 milhões de dispositivos enviados em 2014. Estes números fazem com que a Índia alcançasse 220 milhões de usuários ativos.

Pese isso ao aumento no número de usuários, o mais correto é medir a porcentagem e não a quantidade. E aqui a Índia ainda fica muito atrás da China, já que a penetração de smartphones ainda fica abaixo dos 30% da população total. Com a adoção dos dispositivos 4G LTE, o envio de smartphones aumentou 15%, alcançando os 25.3 milhões de unidades durante o último trimestre de 2015, contra 22 milhões de unidades enviadas no mesmo período do ano passado.

Apesar do grande aumento na demanda de smartphones no mercado hindu no último trimestre de 2015, foi possível ver uma queda nos envios de 11% a partir do meio do mês de novembro. Nesse mesmo período, quase a metade dos smartphones vendidos contavam com a etiqueta “Made in India”.

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Nas marcas mais vendidas no último trimestre de 2015 no país, a Samsung dominou com 28.6%, contra 14.3% da Micromax e 11.4% da Lenovo (somando com as vendas da Motorola).

Via Counterpoint

8 anos de evolução do mercado mobile em uma animação de um minuto

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Quem somos? De onde viemos? Como evoluíram os smartphones? Dessas perguntas, duas são difíceis de responder, e uma terceira será ilustrada nesse post, em um vídeo produzido por Viktor Bohush, que mostra a progressão de vendas dos sistemas operacionais móveis desde 2007, onde o Symbian e a Nokia eram as forças dominantes.

Em 2007, a Apple apresentou o iPhone, e nesse ano iniciou-se uma efetiva batalha no mundo dos smartphones. A partir daí, a hegemonia do Symbian começou a cair, perdendo o protagonismo no mercado e na animação do final do post. O Android apareceu no final de 2008, meses depois do lançamento do HTC Dream (ou T-Mobile G1, em setembro), o primeiro smartphone Android. Enquanto isso, vemos um Windows Mobile que resiste.

Só em 2011 vemos o nascimento do Windows Phone 7, meses depois de sua apresentação. Sua barra vai aumentar de forma mais paulatina que os demais, com um discreto crescimento com cada apresentação de dispositivos, principalmente vindos da Nokia. E por fim, uma tímida aparição do Bada para completar os gráficos.

O autor coloca um contador que progride de mês a mês, que ajuda a visualizar algo que já sabemos pelos números aproximados de cotas de mercado e vendas globais: que o iOS experimentou um crescimento visivelmente notável depois do lançamento anual de seus smartphones, que meses depois volta a ceder, com um aumento sólido do Android.

Bohush utiliza como fonte de dados para os seus vídeos a Wikipeda, mostrando como estão as plataformas atuais e as do passado. Ao tratar das vendas, o gráfico não mostra o crescimento dos usuários que estão no Cyanogen, que é hoje superior ao número de usuários do Windows Phone e da BlackBerry juntos. Aliás, a coluna da antiga RIM é quase imperceptível há quase três anos, algo que não vai mudar tão cedo, já que o último lançamento da empresa conta com o sistema operacional Android.

Vídeo a seguir.

 

Via Microsiervos

Cota de mercado de smartphones da Samsung abaixo dos 25%, segundo a TrendForce

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Segundo a TrendForce, a Samsung terá pela primeira vez em anos uma cota de mercado trimestral de smartphones abaixo dos 25%.

O momento da Samsung é complicado. Avaliando a sua linha mais alta, ela foi renovada de forma contundente, com quatro modelos novos em poucos meses (Galaxy S6, Galaxy S6 Edge, Galaxy S6 Edge+ e Galaxy Note 5). Tem variedade, boa aparência, mas não podem competir em vendas com o onipresente iPhone.

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Olhando para os dados da TrendForce, a Samsung segue líder do mercado, mas com queda na cota de mercado se comparado com o segundo trimestre de 2015, ficando com 24,6%. A Apple também registrou queda de praticamente 2%, ficando com 13,7%.

Nas estimativas do estudo, o Galaxy S6 deve vender mais de 50 milhões de unidades antes do final de 2015, número que foi atualizado para menos (aproximadamente 40 milhões). Parte da culpa dessa queda seria da própria Samsung, que divide as suas vendas entre os vários modelos Galaxy.

No caso da Apple, a coisa parece ser por conta do período do ano. Com os novos iPhone 6s e iPhone 6S Plus no mercado, é uma questão de tempo para essa cota aumentar (ou pelo menos para as vendas melhorarem).

Por outro lado, Huawei e Lenovo/Motorola melhoraram seu desempenho, por conta do mercado chinês. Aliás, a Huawei é a primeira a vender 100 milhões de smartphones em um país em um ano.

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Via TrendForce

Counterpoint Research mostra como ficou o mercado de smartphones no 2º trimestre de 2015

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Um novo relatório da Counterpoint Research revela como ficou o mercado de smartphones no segundo trimestre de 2015, e não temos surpresas nas posições, mas sim nas porcentagens de vendas.

A Samsung ainda é líder global do segmento, com 21% de cota durante o segundo trimestre de 2015 (entre os meses de abril, maio e junho). Em segundo lugar ficou a Apple, com 14%, mas é sempre bom lembrar que os norte-americanos contam com um portfólio de smartphones muito menor que o dos sul-coreanos, o que torna mais relevante essa vice-liderança.

A Huawei completa o pódio com 9%, seguida com certa margem por Xiaomi e ZTE, que contam com 5% de mercado cada. A posição da Xiaomi merece destaque, já que sua distribuição fora da China é bem limitada. Na sexta posição ficou a LG (4%), seguida pela TCL/Alcatel (3%).

O relatório da Counterpoint Research também revela os dados divididos por continentes, mostrando que a Apple supera a Samsung nos Estados Unidos (34% contra 26%), enquanto que os coreanos lideram em todos os demais mercados (Europa, Ásia, América Latina e África/Oriente Médio), com o segundo posto variando em diferentes regiões (Apple, LG, Huawei). A Xiaomi e a Huawei dividem a terceira posição na Ásia, com 10% de cota cada.

O relatório também mostra dados sobre as vendas de todos os tipos de telefones móveis no mercado, incluindo smartphones e os celulares tradicionais. Aí, os dados mudam significativamente, mas com algumas posições mantidas.

A Samsung mantém a liderança, mas com uma cota de 19%. A Apple segue em segundo, com 10%, e a Huawei mantém a terceira posição, mas com 7%. A surpresa é a quarta posição da Nokia, com 6% de mercado.

Não há grandes mudanças no mundo da telefonia móvel. O duopólio Samsung/Apple continua. A briga existe mesmo na terceira posição, onde Huawei, Xiaomi e ZTE contam com números parecidos. E nenhuma das três contam hoje com uma vantagem muito clara.

Via MobileBurn

Kantar: Android segue sua tendência de queda na Europa

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No mês passado, o estudo da Kantar Worldpanel ComTech mostrava um crescimento da Apple na Europa, mas uma queda da mesma nos EUA. Agora, com os dados do último trimestre em mãos, destacamos a queda do Android na Europa, e o crescimento do mesmo nos EUA.

 

O Android em queda na Europa

De acordo com o estudo, nos principais mercados europeus, a cota de mercado Android caiu, de forma mais notória na Alemanha, França e Grã-Bretanha (-8.7%, -5,4% e -3,8%, respectivamente, em relação ao mesmo período em 2014). Também se destaca a maturidade do mercado europeu, levando em conta o número de dispositivos vendidos para usuários que estavam comprando um smartphone pela primeira vez, que é de 25% (4% a menos que no mesmo período de 2014).

Essa maturidade está relacionada ao aumento de usuários que passaram do Android para o iOS (27% na Europa, contra 7% nos EUA).

 

Apple e Samsung seguem dominando nos Estados Unidos

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O duopólio continua. Apple e Samsung concentraram 64% das vendas nos Estados Unidos no último trimestre, ou seja, as duas venderam nove de cada dez smartphones top de linha no período, com a LG aparecendo timidamente no terceiro lugar do ranking do país.

Nos EUA, o Android subiu 1.7% em realçao ao ano passado, ficando com 65.6%. O iOS teve leve queda, ficando com 30.1%, e o Windows Phone recebeu um tímido aumento, com 3.8% de mercado.

 

A batalha asiática

Na China, a batalha entre os fabricantes segue intensa. Em junho, a Xiaomi destronou a Huawei, se aproveitando do fato que a taxa de renovação de smartphones na área urbana do país é maior (12 meses) do que nas demais regiões (20 meses).

Porém, a Huawei experimenta um crescimento nada desprezável. 51% dos consumidores com planos de trocar de smartphone nos próximos três meses planejam adquirir um smartphone da empresa (no caso da Xiaomi, essa porcentagem cai para 25%).

 

O que está por vir

A Kantar acredita que as coisas vão mudar para a Samsung por conta dos seus últimos lançamentos, apesar dos seus números não serem muito positivos nos últimos três meses. Como estamos próximos dos lançamentos de novos iPhones da Apple, e que 32% das vendas do iPhone 5s aconteceram depois do lançamento dos modelos iPhone 6 e 6 Plus, eles esperam que algo parecido aconteça esse ano, e que muitos usuários apostem na queda de preço dos modelos atuais.

Android e Samsung seguem líderes de um mercado de smartphones cada vez mais saturado

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Temos novos dados sobre as cotas de mercado dos diferentes sistemas operacionais e fabricantes, correspondentes ao segundo trimestre de 2015, sem revelar grandes mudanças em relação aos trimestres anteriores.

Mais uma vez o Android é o rei da festa, seguido do iOS. A presença do BlackBerry continua a sua queda livre. A tabela abaixo mostra que os smartphones do sistema do Google contam com 82% do mercado no segundo trimestre (no mesmo período de 2014, era 83,8%, diferença não tão chamativa, já que a liderança ainda é muito grande).

Os iPhones registraram um leve aumento – supomos que temos alguns migrados do Android -, passando de 12,2% no ano passado para 14,6% de agora. O duopólio iOS e Android permanece invencível, enquanto que o Windows Phone segue estacionado, com 2,5%.

Entre os fabricantes, também não temos muitas surpresas. Apesar da queda, a Samsung ainda é líder, seguida pela Apple e pelos chineses Huawei, Lenovo (com as vendas da Motorola) e Xiaomi (nessa ordem).

Para o futuro, a Gartner acredita que os extremos (smartphones top de linha e modelos acessíveis com 4G) vão continuar crescendo, sendo essenciais em um mercado de telefonia móvel que está cada vez mais saturado (até a China pode alcançar o seu topo de crescimento). Da mesma forma, a chegada dos modelos com Windows 10 – de diferentes fabricantes – pode fazer com que esses números mudem.

Vamos esperar para ver.

Via The VergeGartner

Nokia está contratando profissionais visando a sua volta ao mercado de smartphhones

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A Nokia segue lutando e tentando abrir um novo espaço no mercado mobile, na esperança de voltar a ser relevante nesse setor. Para isso, iniciou a contratação de profissionais para voltar ao mundo dos smartphones, através de dezenas de anúncios de emprego publicados no LinkedIn.

A empresa finlandesa busca (entre outros perfis) engenheiros especializados no Android, o que deixa transparecer a intensão da presença desse sistema operacional nos futuros dispositivos. Algo já esboçado pelo lançamento do tablet N1 e do desenvolvimento do Z Launcher para o sistema do Google.

Em 2016, a Nokia pode voltar a usar a sua marca para lançar smartphones, de modo que todos esses movimentos fazem muito sentido, ainda mais depois da compra da Alcatel-Lucent. Agora… será que a Nokia voltará a brilhar com luz própria?

Com a grande concorrência dos fabricante chineses, vai ser muito difícil eles voltarem a ser relevantes no mercado de smartphones, apesar da Nokia continuar a ser uma marca conhecida por muitas pessoas.

Quem sabe quando eles lançarem o primeiro modelo top de linha dessa nova fase.

Via Neowin

Apple mantém o crescimento na Europa e queda nos EUA, segundo a Kantar

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Temos os números da Kantar ComTech sobre as vendas de smartphones no mês de julho em todo o planeta. Na análise anterior, vimos como o iOS e o Windows Phone cresciam na Europa, enquanto que o Android sofria queda de sua presença em alguns países do continente, mas se mantendo em primeiro lugar. Agora, temos um combinado de tendências.

 

iOS cresce na Europa

Na Europa, vemos tendências diferentes quando analisamos os cinco principais mercados do continente. Em países como Espanha e França, o Android teve um desempenho positivo, chegando a 73,1% no país da Torre Eiffel. Já na Itália, Reino Unido e Alemanha, há um movimento de queda do sistema do Google (3,9%, 6,1% e 6,2%, respectivamente).

A maior queda de um ano para outro foi na Alemanha, enquanto que no Reino Unido a queda do Android se conflui com o maior aumento do iOS (5,5%). No país da Rainha Elizabeth II, o iOS tem 34,1%, contra 55,6% do Android.

Desse modo, na Europa, temos um claro crescimento do iOS (média de 2.1% em relação ao ano passado), provocado pelo sucesso nas vendas do iPhone 6 e 6 Plus. O Kantar aponta o aumento de tela como fator determinante para esse aumento, sem falar na fidelidade dos usuários da Apple, a qualidade dos materiais e a durabilidade do smartphone.

 

Android avança nos Estados Unidos, mas cai na China

No caso dos Estados Unidos, o iOS está em queda (2,3% em um ano), mantendo a tendência das últimas análises, e ficando com uma cota de mercado de 30,5%. Já o Android continua crescendo, e no segundo trimestre de 2015 alcançou a marca de 66,1% dos novos dispositivos vendidos. 78% de todas as vendas do Android nos EUA é concentrada entre Samsung e LG, sendo que a segunda dobrou a sua fatia de mercado no país, roubando alguns clientes da Samsung.

Já na China, o iOS segue aumentando sua presença (7.3% a mais do que em 2014), ficando com 20% do mercado do país. O Android ainda representa 79% dos smartphones vendidos no país asiático. Entre as marcas, a linha Honor da Huawei fez com que o fabricante alcançasse a primeira posição.

Nokia avisa: sua volta ao mundo dos smartphones será complicada

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Muito se falou sobre a possível volta da Nokia ao mundo dos smartphones. A volta aconteceria depois da venda da divisão de dispositivos para a Microsoft, e pode acontecer com o Android como o seu sistema operacional, algo que aconteceu com a linha X.

Diante dos rumores, a própria Nokia quis esclarecer as coisas. A empresa avisa que a volta vai ter que esperar até, pelo menos, o último trimestre de 2016, data acordada com a Microsoft e, mesmo assim, não será uma tarefa simples. Os nórdicos afirmam não ter a mesma capacidade de antes para fabricar e distribuir novos smartphones, e vai se limitar a colocar a sua marca em dispositivos fabricados por terceiros.

Robert Morlino, porta-voz da Nokia Technologies, fez as declarações que jogam por terra as ilusões de muitos usuários, ou que o discurso mudou um pouco, para não dizer o mínimo. Em abril, o texto era outro, onde eles afirmavam que não haveriam novos smartphones Nokia.

 

Por falta de recursos próprios, o jeito é licenciar

Dessa vez, além de deixar a porta aberta, a Nokia explica bem a sua posição atual. Os finlandeses estão centrados em outros negócios, como equipamentos para infraestrutura de redes ou serviços de localização e mapas. Com o fim do negócio dos smartphones em 2014, foi embora também a sua capacidade de fabricar, distribuir e produzir o marketing nos dispositivos, algo que é difícil de se recuperar.

Mas eles garantem que a única forma de voltar a colocar a marca no mercado de telefonia seria através de um acordo com uma empresa ‘de nível mundial’, que se encarrega de todo o resto, desde a fabricação até a chegada nas lojas. A Nokia colocaria a marca, as ideias de design e diferenciais.

Vendo que esse acordo aconteceu para lançar o tablet Nokia N1, não podemos descartar a possibilidade de ver um novo smartphone Nokia, ainda que apenas pelo nome. Mas como eles mesmos lembram, essa volta ao mercado só vai acontecer no final de 2016. Ou seja, as primeiras pistas sobre um novo smartphone da Nokia terão que esperar.

Via Nokia

A HTC é a nova Nokia?

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A HTC revisou para baixo as suas previsões de resultados do segundo trimestre de 2015, que já provocaram a maior queda na bolsa de sua história, e uma capitalização reduzida a valores de 2005.

Essa é a continuação de uma tendência negativa que parece não ter fim, e a HTC prevê perdas operacionais para o segundo trimestre ainda mais negativas, com prejuízos de 232 milhões de euros. Levando em conta a previsão de ingressos de 970 milhões de euros, o prejuízo previsto é algo simplesmente absurdo.

Já se passou muito tempo desde que a HTC foi considerada uma das empresas mais relevantes do mercado de smartphones. Os dados de cota de mercado do primeiro trimestre de 2015 deixaram a empresa fora do Top 10 de vendas de dispositivos, com uma porcentagem meramente testemunhal e previsões que não indicam que o futuro será próspero.

Com gigantes do setor (Samsung e Apple, mais especificamente) em níveis inalcançáveis, a HTC foi claramente superada por outras gigantes asiáticas, como Lenovo, LG, ZTE e Huawei, e outros emergentes como a Xiaomi, que estão fazendo um grande sucesso no mercado chinês.

Desde 2013, nenhuma das estratégias da HTC para se manter entre as grandes funcionou, começando pelo sonoro fracasso do smartphone do Facebook. O One Mini também não deu certo (ainda mais custando US$ 499). A perda dos processos de patentes contra a Nokia obrigou a rever vários aspectos de design dos seus smartphones, o que deve ter resultado em gastos e atrasos na distribuição de produtos e vendas.

E não para por aí.

As demissões para compensar os gastos pelas baixas vendas fizeram a HTC perder uma força laboral imprescindível para manter o mercado e a prisão de vários funcionários de alto nível por roubo de segredos industriais e fraude foram a gota d’água para oficialmente colocar a empresa no status de ‘desgraça’ (me desculpem pelo uso da expressão, mas é a que melhor ilustra o quadro geral da nossa protagonista).

Por fim, a estratégia de turbinar a linha média também não funcionou, e os seus últimos smartphones top de linha, HTC One M8 e One M9, mesmo com as boas críticas em geral, renderam vendas muito abaixo do esperado. E em um mercado com uma concorrência brutal, com sinais claros de saturação em algumas regiões, não vejo de forma alguma onde está a recuperação prometida pela sua CEO, Cher Wong.

Aí eu te pergunto: a HTC é a nova Nokia? Está condenada à morte? Vai desaparecer nas mãos de outra empresa, como tanto se especula nos últimos meses?

Nota do editor: quem mandou sair do mercado brasileiro?