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Na Índia, estão recusando iPhones recondicionados

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A Apple normalmente utiliza produtos recondicionados em mercados específicos, principalmente smartphones, que são recolhidos por avarias ou trocas, e que voltam ao mercado por um preço mais barato. São unidades que contam com as mesmas garantias dos novos, e alguns clientes procuram por eles para ter um iPhone mais barato, mas sem apelar para modelos mais antigos.

Porém, a Índia se transforma em uma pedra no sapato da Apple justamente por conta dos iPhones recondicionados. O Ministro do Meio Ambiente do país recusou o plano da empresa norte-americana de comercializar smartphones nessa condição por lá. Vale lembrar que no ano passado, a gigante de Cupertino entrou com uma solicitação similar, que também foi rechaçada. A insistência e algumas declarações mostram qual é a fonte do problema.

A Apple conta com apenas 2% do mercado de smartphones na Índia, que tem quase 18% da população mundial. É difícil de ignorar esse mercado, e a ideia de comercializar iPhones recondicionados por lá com preços mais baixo era considerada boa para aumentar suas vendas e cota de mercado.

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O motivo para os dois vetos por parte do governo indiano é o mesmo: o problema do país com os resíduos eletrônicos. Seus mais de 1.3 bilhão de habitantes e um dos maiores núcleos de fabricação de tecnologia do planeta produzem tantos resíduos que já são quase impossíveis de serem gerenciados.

Os números respaldam o temor do Ministro do Meio Ambiente: a Índia recebe importações de resíduos de outros países, por conta do seu grande centro de armazenamento e reciclagem em Delhi. Em 2014, 55 mil toneladas de resíduos foram armazenados, e é esperado para 2017 um aumento para até 95 mil toneladas ao ano.

Levando em conta que tais resíduos, em sua maioria, são gerados por computadores pessoais e smartphones, apenas 2% desse material é reciclado, o que explica o receio do problema se agravar ainda mais, com a chegada de produtos com um ciclo de vida menor, como é o caso dos iPhones recondicionados.

O receio vem acompanhado de campanhas de uma concorrência que quer evitar a todo custo o crescimento da Apple no país, reforçando ainda mais a recusa para a Apple. A comercialização de iPhones recondicionados na Índia ou precisa ser suspenso, ou esperar por uma aprovação.

São notícias péssimas para a Apple, que mostrou estancamento nas vendas de iPhones, o que obriga a empresa a expandir o leque de regiões que precisam acumular receita. A cota de mercado na Índia é suficientemente elevada para a empresa trabalhar como uma alternativa, mas recusas como essa só fazem com que eles percam tempo. Enquanto isso, o mercado de smartphones no país segue em plena expansão, e os fabricantes locais ou já assentados na região, se tornam cada vez mais fortes.

Via Bloomberg

Smartphones modulares: um futuro com menos contaminação por resíduos

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Enquanto a quantidade de resíduos que os seres humanos produzem ainda é motivo de poucas notícias por parte dos meios de comunicação, os envolvidos diretamente com a indústria mobile não se mostram conscientes sobre o problema. Mas a chegada dos smartphones modulares pode ajudar a reduzir a contaminação causada pelos produtos eletrônicos.

A solução já está entre nos, mas em fase embrionária e com alguns poucos produtos a venda, com baixo impacto. Os smartphones modulares oferecem a possibilidade de qualquer um de nós a construir um smartphone por peças, que podem ser substituídas com facilidade, sem precisar desmontar o bloco completo quando algum módulo se danifica.

Um universo de resíduos que está aumentando

Um estudo publicado pelo Monitor Global de Resíduos Eletrônicos das Nações Unidas informa que, apenas em 2014, a humanidade produziu 46 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, representando um crescimento de 4% a 5% em um ano. Destes, apenas 7.1 milhões são resíduos reciclados ou reutilizados. Levando em conta que apenas no último trimestre de 2015 foram vendidos mais de 352 milhões de smartphones, já podemos fazer uma ideia do tamanho do problema.

Vale lembrar que uma tonelada de smartphones gera 211 toneladas de resíduos. Não estamos diante apenas do smartphone em si, mas também do custo meio-ammbiental da extração de seus materiais ou de sua fabricação. Falamos de smartphones quebrados que acabam no lixo, ou que ainda funcionam, mas ficaram obsoletos em uma caixa, até a próxima grande limpeza que faremos em casa.

Os smartphones modulares: os dois centavos da indústria

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A solução para esse desperdício todo (mesmo que parcial) passaria pelos dispositivos facilmente reparáveis. Fazer isso não é algo tão barato quanto se imagina, e é aí que os smartphones modulares entram em ação. O Project ARA da Google, o Puzzle Phone e o Fairphone 2 são os mais ilustres exemplos do mercado.

A Puzzlephone é uma empresa que foi conhecida pela Indiegogo, e já desenvolveu telas com vida útil de até 10 anos, tal como o restante dos seus componentes. Isso faria com que o dispositivo pudesse ser atualizado dispensando o processo de bancada de manutenção. Tal e como funcionaram os desktops durante anos, é possível destacar as peças, e não os dispositivos completos.

 

Os materiais também fazem a sua parte

80% do impacto no meio ambiente de um produto é determinado na sua fase de design. Não falo apenas daqueles que envolvem especificações mais ou menos reparáveis, mas falo também dos materiais. A escolha de determinados tipos de plástico mais ou menos biodegradáveis, a opção do metal… tudo isso conta.

São necessários desenvolver novos sistemas de construçãod e smartphones. Migrar do plástico para um dispositivo construído a partir da celulose dos Bioplásticos, uma nova geração de materiais que podem ser dissolvidos com uma simples enzima, reduzindo o impacto do mesmo no meio ambiente.

 

O grande objetivo: a adoção de novos materiais

Como sempre, os desenvolvedores vão atrás da adoção dos mesmos. Sem uma conscientização real sobre o problema da contaminação causada pela indústria, não há uma possível solução. No futuro, teremos uma maior diversificação de materiais, onde o tempo mostrará claramente quais são os fabricantes que vão adotar esses materiais.

Mas esta é apenas uma parte da solução. A outra está nas mãos do usuário.

Reutilize smartphones velhos que funcionam bem, por exemplo. Qualquer gesto que você fizer nesse sentido vai ajudar (em partes) a minimizar um dos grandes problemas associado ao progresso tecnológico.

Para mais informações sobre o estudo, acesse: Curbed: Modular Phones, E-Waste, and the Shift Towards Sustainable Electronics

Estudo mostra que o promissor Grafeno pode não ser tão bom para o meio ambiente

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De tempos em tempos ouvimos falar do grafeno, um material revolucionário, que poderia promover saltos qualitativos nos segmentos de smartphones, redes WiFi, baterias ou fotografia. Porém, nem tudo é cor de rosa em seu futuro. Um estudo realizado pela Bourns College of Engineering da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA) revela que esse material pode ter efeitos nocivos ao meio ambiente, sendo este um dos poucos informes relativos ao impacto do grafeno nas nossas vidas.

O estudo destaca especialmente a estabilidade do grafeno em águas subterrâneas, comparando-a com sua estabilidade em águas superficiais. Os resultados mostram que as nanopartículas são mais móveis em águas presentes em lagos, e isso pode provocar danos meio-ambientais.

De fato, o estudo publicado na Environmental Enginerring Science, destaca que outros estudos também revelam que o grafeno poderá ser potencialmente tóxico para os humanos, algo que segundo informa o site Gizmodo, poderia fazer com que ainda não seja o recomendado inserir a substância em nosso corpo, tal como prevê uma das possibilidades de futuro.

Via Gizmodo, UCR Today

Apple passa a aceitar em suas lojas os seus produtos usados para reciclagem

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Aproveitando que hoje é comemorado o Dia da Terra, a Apple ampliou o sue programa de reciclagem de seus produtos. A partir de agora, as suas lojas físicas aceitarão de forma gratuita qualquer produto usado da empresa. Se o produto estiver em condições de ser revendido, a empresa vai oferecer um cupom de desconto, mas isso não será uma regra (cada caso será previamente analisado).

A Apple também aproveitou a oportunidade para apresentar uma boa quantidade de dados relacionados com as suas políticas ambientais. O maior destaque está na confirmação dos motivos da boa avaliação que a empresa recebeu recentemente do Greenpeace em seu relatório anual sobre responsabilidade ambiental das empresas de tecnologia (a Apple está ao lado do Facebook e do Google no topo dessa lista), responsáveis hoje por 2% das emissões mundiais, explicando que os seus centros de dados (quatro nos Estados Unidos) são 100% alimentados com energias renováveis.

Via ABCNews, Greenpeace

Backetron Greenzero carrega seus gadgets enquanto reduz a fatura da conta de energia

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Como você bem sabe, quando você deixa um gadget carregando a sua bateria na tomada, a maioria dos carregadores segue consumindo energia elétrica inclusive quando o dispositivo já está completamente carregado. E isso pesa no nosso bolso, e no meio ambiente. Existem algumas soluções mais ou menos radicais para solucionar esse inconveniente. E temos o Backetron, um peculiar carregador da Greenzero, que “fecha” o ciclo de energia quando detecta que o dispositivo está completamente carregado.

O produto começa a funcionar quando pressionamos o grande botão verde que você vê na imagem acima, e é compatível com todos os dispositivos que contam com uma porta microUSB ou porta de 30 pinos (iOS). Chega ao mercado com uma linha completa de produtos relacionados no mês de março. Sem preço anunciado.

Via Backeron

WWF, um novo formato de documento que não permite a impressão, para salvar alguams árvores

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A associação de defesa da natureza WWF lançou recentemente um novo formato de arquivos, com o objetivo de reduzir, na medida do possível, o consumo de papel ao redor do mundo e, por consequência, salvar algumas árvores.

Os documentos com extensão WWF poderão ser lidos por qualquer equipamento que tenha leitor de PDF, com a novidade que você não terá a opção de imprimir este arquivo, evitando assim o gasto de papel desnecessário. Na próximo instalação eles explicam que “um arquivo WWF é um PDF que não pode ser impresso. Desta forma, evita-se a impressão desnecessária de documentos, beneficiando assim o meio ambiente. Salvar árvores está nas suas mãos”. Por enquanto, o formato é compatível apenas com o sistema Mac OS X 10.4 ou superiores, mas em breve teremos a versão para Windows.

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Bloom Laptop, o portátil desmontável e pronto para reciclar

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Boas notícias para os amantes da reciclagem, da personalização extrema ou todos aqueles que sempre tiveram a vocação para montar e desmontar seus brinquedos na infância. Um grupo de estudantes de engenharia mecânica da Universidade de Stanford desenvolveram um protótipo que se pode desmontar em apenas 10 passos simples, sem precisar de prática, muito menos habilidade.

O Bloom Laptop nasceu como um projeto de sala de aula para um registro de design, visando convencer os presentes da necessidade de reduzir as partes eletrônicas do portátil. O legal é que eles conseguiram cumprir bem o objetivo, a ponto da Autodesk indicar os responsáveis como “inventores do mês”. O portátil em questão utiliza uma espécie de linguetas no lugar de parafusos, que pode extrair os componentes mais difíceis de se reciclar (como, por exemplo, sua tela de LCD, sua placa-mãe ou o teclado). Para ver a ideia em ação, é só ver o vídeo abaixo.

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A Recompute apresenta o seu computador de papelão. Você compraria um?

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Tem sempre aquele tipo de gadgets que, no seu conceito inicial, sempre pode nos parecer estranhos. Este é o caso do computador da Recompute, que não tem nada de muito complexo, pois é apenas um computador desktop, com a pequena peculiaridade de ter um gabinete feito de papelão, o que o torna “mais verde” (segundo seus fabricantes). A ideia é interessante, e devemos admitir que o design também, porém, logo percebe-se que é muito difícil fazer com que os componentes se mantenham em um lugar firme ao usar este material como gabinete. Por exemplo, as portas USB ficam com um aspecto que vão se desgrudar do desktop a qualquer momento. Apesar disso, parece que seu cooler para resfriamento funciona sem problemas, e aparentemente, ele não deve sofrer do mal do super aquecimento. De qualquer forma, fica a dica para aqueles que são mais, digamos, radicais no que tange à consciência ecológica.

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Energy Star 4 já está valendo para os televisores

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O conhecido programa da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos apertou o cinto dos fabricantes de televisores, uma vez que entrou em vigor, a partir de 01 de maio, a implantação do selo Energy Star 4.

Destaa maneira, todas as TVs que serão fabricadas a partir desta data e que não contarem com o certificado Energy Star 4, serão claramente sinalizados como não cumpridores das normas estabelecidas e, consequentemente, não são assegurados eficientes (energeticamente falando).

A organização não para seus esforços para proteger o planeta. A agência já planeja criar o selo Energy Star 5 para 2012, garantindo assim que os produtos que receberem este selo consumam 40% a menos de energia. Tudo vale para um futuro um pouco mais verde, não?

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Campus Party 2010 | A solução para o seu celular antigo pode estar no programa Vivo Recicle Seu Celular

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Durante a Campus Party 2010, a Vivo vai promover uma iniciativa de preservação ao meio ambiente, e de organização da sua gaveta de gadgets.

O programa Vivo Recicle Seu Celular ocorre desde 2006, e visa conscientizar a sociedade para a necessidade de reciclagem de eletrônicos, unindo conceitos de tecnologia com responsabilidade sócio-ambiental. O Brasil é um país onde o número de celulares é algo massivo: são 174 milhões de aparelhos. E cada um deles tem tempo de vida útil médio de 18 meses (tem pessoas que trocam de celular todos os anos). Por isso, a Vivo oferece 3.400 postos de coleta de celulares em todo o país, inclusive nas lojas e pontos de revenda. Já foram 2 milhões de itens recolhidos, entre celulares, carregadores, baterias e acessórios, e toda a verba arrecadada com a reciclagem dos materiais vai para o Instituto Ipê.

Para você que está na Campus Party, basta você levar celulares, baterias e acessórios para descarte para serem depositados na urna disponível no lounge da operadora.

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