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Tribunal da Califórnia decide: Samsung e Apple violaram patentes uma da outra

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Foi anunciado ontem (02) o veredito do segundo julgamento envolvendo Apple e Samsung, na sua eterna “guerra de patentes”. E dessa vez, o veredito prejudicou, de alguma forma, as duas empresas, que foram consideradas infratoras, violando patentes uma da outra. Tudo bem que a fatia que a Samsung precisa pagar é maior. Mesmo assim…

Das cinco patentes de software que a Apple acusava de violação, a Samsung infringiu uma em todos os dispositivos envolvidos no processo, pagando assim uma multa de US$ 99 milhões. Parcialmente, outras três foram infringidas, pelas quais terá que pagar outros US$ 20 milhões. No final os coreanos terão que pagar US$ 119 milhões para os norte-americanos.

Na prática, essa pode ser considerada uma “vitória” para a Samsung, pois esse valor representa apenas 5% daquele que a Apple pedia no processo, que era uma “bagatela” de US$ 2.2 bilhões.

A Apple havia processado a Samsung por infringir presumidamente as seguintes patentes (todas de software):

1. Patente 5.946.647: links rápidos
2. Patente 6.847.959: busca universal
3. Patente 7.761.414: sincronização em segundo plano
4. Patente 8.046.721: deslizar para desbloquear
5. Patente 8.074.172: sugestão de palavras

O processo versava sobre os seguintes dispositivos: Samsung Admire, Samsung Galaxy Nexus, Samsung Galaxy Note, Samsung Galaxy Note 2, Samsung Galaxy SII, Samsung Galaxy SII Epic 4G Touch, Samsung Galaxy S II Skyrocket, Samsung Galaxy S3, Samsung Galaxy Tab 2 10.1 e Samsung Stratosphere.

Por outro lado, nem tudo são flores para a Apple. O mesmo juizado liderado por Lucy Koh considerou a Apple culpada na acusação movida pela Samsung, que acusava os norte-americanos de infringir suas patentes na criação do iPhone 4 e iPhone 5.

A Samsung processou a Apple por violar as seguintes patentes:

1. Patente 6.226.449: tecnologia de organização para câmera e fotos.
2. Patente 5.579.239: que cobre algum tipo de tecnologia de transmissão de vídeo.

Por conta disso, do valor que a Samsung terá que pagar, serão descontados US$ 158 mil, que é o valor referente da multa aplicada à Apple. Lembrando que o valor pedido pela Samsung no processo foi de US$ 6 milhões.

A diferença de valores é considerável, mas o professor de direito da Universidade de Santa Clara, Brian Love, considera difícil de acreditar que essa pode ser uma vitória da Apple nos tribunais, justamente pela diferença do valor pedido pelos norte-americanos. Sem falar no fato que a Apple também foi considerada infratora de patentes alheias, o que quebra um pouco o discurso de que apenas a empresa de Cupertino é “inovadora, sem copiar ninguém”.

E essa perda é difícil de ser reparada.

Provavelmente o valor a ser pago pela Samsung vai mudar, já que na última hora os advogados da Apple pediram uma revisão de uma patente que afetaria o Samsung Galaxy S II. Porém, o juizado da Califórnia achou oportuno deixar essa revisão para a próxima segunda-feira (05). Sem falar que a decisão final cabe recurso para os dois lados.

Via Associated Press, Re/Code

Não haverá um novo julgamento no caso da Apple contra a Samsung

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A juíza Lucy Koh, que cuida do processo imposto pela Apple contra a Samsung, negou a possibilidade de repetir o julgamento, tal como solicitava os advogados da empresa coreana. Dessa forma, o caso é dado (teoricamente) como encerrado nos tribunais.

A possibilidade de repetição do julgamento era (provavelmente) a última esperança da Samsung para se livrar de uma das maiores multas já impostas nos Estados Unidos pelo crime de infração de batentes. Depois de revisada inicialmente por diversas falhas cometidas pelos jurados, a Samsung deverá pagar US$ 888 milhões para a Apple, no lugar dos mais de US$ 1 bilhão exigidos inicialmente.

A Samsung não será a única a sair prejudicada por essa decisão. A juíza Koh também reviu o fato dos advogados da gigante de Cupertino terem enfatizado a condição da Samsung de empresa estrangeira, buscando despertar no júri um sentimento nacionalista, algo considerado muito pouco apropriado.

As palavras do advogado da Apple durante a revisão parcial da sentença, que reduziu o valor a ser pago pela Samsung foram:

Quando eu era jovem, sonhava em ver TVs fabricadas nos Estados Unidos. Magnavox, Motorola, RCA. Essas eram empresas reais, amplamente conhecidas e famosas. Eram os criadores, Eram os inventores. Eram como a Apple e a Google de hoje. Mas não protegeram a sua propriedade intelectual. Não puderam proteger suas ideias. E sabemos bem o resultado disso: não há fabricantes norte-americanos de televisores.

A exposição nacionalista da Apple foi explorada pela Samsung para pedir a repetição do julgamento, mas Koh não considerou esse um argumento suficiente para começar todo o processo do zero. No lugar disso, a magistrada solicitou ao júri que evitasse que qualquer pré-julgamento afetasse a sua decisão, observando que o argumento da Apple era algo “preocupante”, e com a capacidade de “ser percebido como se buscassem um prejuízo através do critério racial ou étnico” dos membros do júri.

Via Re/code

Indenização contra a Samsung é reduzida nos EUA em US$ 450 milhões: danos contra Apple serão recalculados

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Não me lembro qual foi a última vez que eu falei aqui no blog sobre a famigerada “Guerra de Patentes”, mas tenho novidades para contar sobre o assunto. Mas antes das novidades, a frase: “nada é totalmente certo no mundo jurídico”. Dito isso, Lucy Koh, a mesma juíza do tribunal da Califórnia que sempre demonstrou uma certa má vontade com os coreanos, depois de rever o caso com um pouco mais de cuidado e critério, decidiu reduzir a multa que a Samsung deveria pagar para a Apple em US$ 450 milhões.

Recapitulando: no final da ação judicial entre Apple e Samsung no tribunal da Califórnia, a fabricante sul-coreana foi considerada culpada por copiar produtos e designs supostamente desenvolvidos pela empresa de Cupertino. Na ocasião, foi estabelecida uma multa de US$ 1.049 bilhão. A Samsung apelou da decisão, e o caso foi revisto, com uma análise mais aprofundada dos elementos apresentados. Agora, nós temos as primeiras consequências dessa revisão.

A juíza Lucy Koh não só reduziu a multa a ser paga pela Samsung, como afirmou que a multa em si será reavaliada em momento posterior. Mas se você pensa que essa é uma vitória para os sul-coreanos, reveja seus conceitos. Na verdade, o que se questiona não é a sentença dada pelo juizado da Califórnia, e sim o valor, que pode ser considerado “abusivo e descabido”. Afinal de contas, um dos jurados assinalou valores absurdos (não revelados) para as multas dos 14 dispositivos citados na ação (Galaxy Prevail, Gem, Indulge, Infuse 4G, Galaxy SII AT&T, Captivate, Continuum, Droid Charge, Epic 4G, Exhibit 4G, Galaxy Tab, Nexus S 4G, Replenish e Transform).

De qualquer forma, para Lucy Koh, a Samsung continua sendo considerada culpada no caso. Porém, pode pagar menos do que os mais de US$ 1 bilhão citados na sentença. Um novo julgamento será marcado para avaliar a questão, onde os advogados da Samsung deverão se empenhar para reduzir o valor sentenciado. Por sua vez, a Apple vai voltar os seus esforços para conseguir ainda mais dinheiro.

E você achando que esse assunto estava encerrado…

 

Via Bloomberg

 

 

Novas da Samsung (nos tribunais): fim da proibição do Galaxy Tab 10.1 nos EUA e iPhone 5 processado em 8 patentes

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Parece que a maré começa a ir a favor da Samsung. Bom, pelo menos em partes, uma vez que a fabricante sul-coreana está indo para o contra-ataque. A primeira notícia é que, de forma surpreendente (na minha opinião), a juíza Lucy Koh, do Distrito da Califórnia, Estados Unidos, anulou a proibição que ela mesma proferiu contra o Galaxy Tab 10.1 no país. Ou seja, o tablet pode voltar a ser vendido em território norte-americano.

Segundo a juíza, o produto não infringe a patente D504.889, reclamada pela Apple, o que faz com que o produto volte para as prateleiras em breve. Em 26 de junho, a mesma Lucy Koh deu parecer inicial favorável à Apple, proibindo o produto de ser comercializado nos Estados Unidos, e a Samsung até chegou a oferecer no mercado local o modelo Galaxy Tab 10.1.2, com as respectivas alterações que a justiça exigia. Porém, com a reversão da decisão, eles podem agora vender o estoque restante da versão antiga, que está encalhado nos fornecedores e em estoques da empresa no país.

Isso não significa que a decisão é definitiva. No próximo dia 6 de dezembro, uma nova audiência deve acontecer, uma vez que a Apple (como era de se esperar) recorreu da decisão. Com isso, o Galaxy Tab 10.1 pode voltar a ser proibido. Se bem que, na minha modesta opinião, os advogados da Apple devem se concentrar em um problema bem mais sério: o banimento do iPhone 5 nos Estados Unidos.

Como se já não bastasse tudo o que foi dito sobre o novo smartphone da Apple, a Samsung decidiu ir para o ataque, e cumpriu o prometido. Apresentou os documentos necessários para processar a empresa de Cupertino por violação de, pelo menos, oito patentes no novo iPhone 5 pelo uso de tecnologias 4G LTE no produto.

Seis dessas patentes estão relacionadas às utilidades dessas redes, e duas estão ligadas à tecnologia UMTS 3G, consideradas essenciais para o seu funcionamento. A Samsung afirma que notificou a Apple sobre a intensão de incluir o iPhone 5 em seu processo de violação de patentes, que foi iniciado no dia 18 de setembro, quase uma semana depois do produto ser anunciado, e um dia antes dele chegar ao mercado.

A Samsung está incluindo o iPhone 5 em seu processo porque, segundo os seus advogados, o novo smartphone da Apple possui as mesmas funcionalidades acusadas de violação de patentes nos modelos anteriores. Logo, é mais do que natural a sua inclusão no processo. Essa é uma batalha que pode se estender até agosto de 2013, nove meses depois do lançamento do iPhone 5, e depois da Apple provavelmente já ter lucrado muito com o novo smartphone, mas a Samsung afirma não ter pressa: “Nós precisamos dar os passos necessários para defender nossas inovações e direitos de propriedade intelectual”, diz a fabricante coreana em seu comunicado. Nossa, até parece uma frase dita pela Apple, não?

Por sinal, a empresa de Cupertino não se pronunciou sobre o assunto. Ainda.

Via The Verge, Reuters, SlashGear

Apple vs Samsung: a batalha está chegando ao fim. O que foi dito nos argumentos finais?

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O capítulo decisivo da “guerra de patentes” entre Apple e Samsung está chegando ao fim. Duas das maiores empresas do planeta disputam por patentes vitais para o desenvolvimento de seus respectivos produtos principais (o iPhone e a família Galaxy S). De um lado, temos a Apple, que se transformou recentemente na empresa mais valiosa da história. Do outro lado, temos a Samsung, recentemente considerada a maior fabricante de smartphones do mundo.

Quem vai levar a melhor?

Como já era de se esperar, as duas empresas não foram capazes de chegar a um acordo que evitasse o desenlace judicial. Portanto, as duas empresas apresentaram ontem (21/09) as suas alegações finais naquele que será lembrado como um dos julgamentos mais importantes da história da indústria de telefonia. A partir de agora, só nos resta esperar o veredito que vai responder a pergunta que não quer calar há, pelo menos, dois anos: “quem copiou quem?”

Teria a Samsung copiado “cegamente” os designs do iPhone e do iPad, tal como afirma a Apple?
Teria a Apple violado patentes da Samsung na área de telecomunicações, tal como afirma os coreanos?

Em breve, vamos descobrir. Em jogo, temos uma pena de US$ 2.5 bilhões (que é o montante que a Apple quer para encerrar o assunto) e, de certo modo, a forma como o mundo da telefonia móvel vai se definir em um futuro próximo, principalmente no terreno do design industrial. Afinal de contas, a coisa chegou ao ponto de se discutir quem tem o direito da patente do retângulo com cantos arredondados.

Antes de começar, vale a pena você conhecer um personagem muito importante dessa disputa. Você nunca viu a tal juíza Lucy Koh? Então tá. Conheça a nobre abaixo.

Apresentados. Podemos continuar.

A última seção começou com a leitura das 109 páginas de instruções para os jurados, lidas por Lucy Koh. Vale a pena destacar algumas menções de alguém que já manifestou estar cansada desse processo por algumas vezes: “preciso que todos (os membros do juri) permaneçam conscientes durante a decisão – incluindo eu mesma”. É natural que ela tenha pedido isso, pois logo depois ela leu as 84 instruções envolvidas na avaliação de sentença, que incluíam de tudo: desde as minúcias das patentes e a lei de concorrência nos Estados Unidos, até uma dissertação sobre as infrações de patentes voluntárias e a dissolução da prática conhecida como “trade dress”, que inclui todos os pequenos detalhes dos produtos, como embalagem, publicidade, aparência, que estão envolvidas na propriedade intelectual, mas que não são o produto em si.

O argumento final da Apple

Harold McElhinny, advogado da Apple, começou o seu fechamento com uma cronologia, para que todos vejam com mais clareza o ponto da empresa de Cupertino. Seu argumento já era conhecido: expor como eram os smartphones da Samsung entre 2004 e 2007, que nada tinha a ver com o iPhone. Em 2007, a Apple lança o iPhone, e com isso, a Samsung mudou o design de seus produtos, sem se arriscar em um novo design, como a Apple fez. Segundo Harold, a Samsung simplesmente copiou o “smartphone do ano”. Além disso, adicionou que “sabemos disso (que eles copiaram) porque vimos isso nos próprios documentos da Samsung. Vimos como eles fizeram isso”.

O advogado segue argumentando que a liderança da Samsung está diretamente relacionada a se aproveitar do êxito do iPhone. Para isso, eles se apoiam nos documentos onde a Smasung analisa o iPhone, nos mínimos detalhes, e recomenda que o Galaxy S se pareça mais com o telefone da Apple. Segundo Harold, essas práticas atingiram o seu ápice no Samsung Galaxy S, que funcionou no mercado melhor que qualquer outro modelo lançado pelos coreanos, que que marcou um ponto de inflexão. As vendas da Samsung, que durante anos ficaram estagnadas, tiveram um súbito aumento quando eles adicionaram “uma pitada de iPhone” na receita do seu smartphone.

Vendo isso, a Apple levou os coreanos aos tribunais. Adiciona o advogado “no lugar de fazer o certo (pagar pelas patentes), a Samsung decidiu reclamar pelas suas próprias patentes”. E, comisso, chegamos nessa disputa jurídica. O advogado ainda afirma que a Samsung não colaborou com o caso em nenhuma espécie, já que nenhum executivo da empresa se dignou a se apresentar no julgamento. No lugar, eles enviaram os seus advogados, e mais advogados quando necessário. Ainda afirma que a empresa falhou na tentativa de provar que as características do iPhone são óbvias e necessárias para a funcionalidade de qualquer smartphone, ou baseadas em desenhos prévios. Para Harold, a Samsung não apresentou nenhuma evidência que cumpra o padrão legal da obviedade.

“A Samsung era a maior fã do iPhone. Sabia que era um produto bom quando viram ele. Tentaram competir com ele, e quando não conseguiram, o copiaram.”

Sobre o assunto das supostas violações do “trade dress”, McElhinny apontou vários documentos que afirmavam que os produtos da Smasung causavam confusão entre os consumidores, incluindo uma pesquisa da Best Buy, onde os consumidores devolviam o seu Galaxy Tab com o argumento que eles o confundiram com um iPad. Também acusou a Samsung que, ao copiar o design da Apple, abriu as portas para que outros fizessem o mesmo.

“A Samsung gastou bilhões de dólares copiando nossos designs, dando a entender aos olhos do mundo que a Apple não poderia ser vista como única”.

Harold segue com as patentes de utilidade (pinça em forma de zoom, efeitos de scroll, etc), onde a Samsung volta a reclamar que tais patentes deveriam ser consideradas inválidas por serem consideradas óbvias. E o advogado afirma que os letrados da sul-coreana falharam na tentativa. A Apple ainda se mostra ofendida que a Samsung “faça chacota” sobre os danos causados pela “cópia”, e se centra em dois fatores para alegar danos: 1) a Samsung vendeu 22.7 milhões de unidades de produtos que infringem a propriedade intelectual da Apple (até a data de hoje); 2) os lucros obtidos de suas vendas foram de US$ 8.160 bilhões.

McElhinny pede uma grande compensação aos “grandes danos causados”, e fixa quatro cenários de indenização: desde um máximo de US$ 2.481 bilhões de dólares (ou 25% daquilo que a Samsung lucrou com tais produtos), até US$ 519 milhões, como valor mínimo. O advogado da Apple termina com uma contundente advertência ao juri, dizendo que a Samsung atuou de forma voluntária ao violar a propriedade intelectual da Apple, mostrando uma “impetuosa falta de respeito”. Encerra citando o alerta do Google fez para a Samsung, que disse que “não deveria copiar a Apple, pois isso poderia provocar sérios problemas legais”.

O argumento final da Samsung

O advogado da Samsung, Charles Verhoeven, começou o seu encerramento criticando o caso em si, e a estratégia competitiva da Apple, usando um dos argumentos mais ouvidos pelos fãs incondicionais do Android: o que a Apple está pedindo é que um tribunal impeça que o seu maior rival dê aos seus consumidores o que eles pedem.

“Em vez de competir diretamente no mercado, a Apple está tentando ganhar nos tribunais. Estão tentando impedir que o seu mais sério competidor possa sequer jogar o jogo”.

Continuou com uma compilação de argumentos classicamente utilizados pela comunidade Android, tentando convencer o júri que sua decisão, caso beneficie a Apple, poderá mudar o mundo mobile de forma incisiva nos Estados Unidos. Centrou sua fala em explicar que o processo de design dos terminais da Samsung era o resultado de uma confluência do que estava acontecendo de melhor no mundo da tecnologia, de elementos que todos os telefones compartilham de forma comum.

“Os smartphones como conhecemos hoje, são o resultado do mesmo processo natural de design que vimos nas telas planas, ou de muitos outros produtos de eletrônica de consumo. O design do iPhone não é algo único.”

O advogado da Samsung manteve um tom muito altivo, citando argumentos diversos na sequência, se esquivando de cada uma das acusações feitas pela Apple ao longo do processo: todos os smartphones possuem uma forma retangular, com cantos arredondados, e a Apple não processa todos os fabricantes que fazem isso. Além disso, a Apple não tem um monopólio sobre a tecnologia de telas sensíveis ao toque em forma retangular.

Falando sobre o argumento do “trade dress”, o advogado afirma que ninguém pode confundir um produto da Apple com um modelo da Samsung, e pergunta se realmente existe alguém tão decepcionado com os produtos da sul-coreana a ponto de trocá-los pelo principal rival: “os consumidores decidem, não se equivocam”.

Verhoeven segue atacando a empresa de Cupertino, afirmando que um dos especialistas que a Apple apresentou durante o processo fez afirmações que beneficiavam a Samsung, insinuando que a Apple comprou os testemunhos desses especialistas, e que foi muito triste ver que apenas um tenha testemunhado a favor da empresa sul-coreana. Reiterou mais de uma vez sobre a ideia da patente do retângulo e revisou a lista de características diferenciadas dos smartphones da Samsung: a sequência de inicialização do Android, o tamanho das telas, os ícones, etc. “Não queremos tentar patentear uma barra de cores ou uma matriz de ícones”, reforça o advogado.

Nesse momento, o advogado desmontou o argumento que em 2007, os telefones da Samsung mudaram de design. Para isso, ele mostra um gráfico de toda a linha de produtos da empresa, e afirmou categoricamente que a Apple ignorou toda uma linha de smartphones em sua exposição, com vários dispositivos em formato retangular e cantos arredondados, que provam que os produtos da linha Galaxy pertencem a um design desenvolvido pela própria Samsung.

Boa parte do tempo gasto pelo advogado da Samsung se concentrou em desmontar o argumento da Apple e de suas testemunhas e especialistas, justificando os seus argumentos através de suas próprias testemunhas, chegando a afirmar que os conselhos do advogado da Apple tinham como principal objetivo distrair os jurados.

“Não há cópia. Tudo o que a Samsung quer é fazer produtos que os consumidores queiram comprar. Tudo o que a Apple faz é agitar os braços, porque não possuem nada além do iPhone.”

Para terminar sua intervenção, o advogado da Samsung revisou a lista de patentes que a Apple acusa de infração e cita as suas próprias patentes em disputa, relacionadas com a área de telecomunicações, revisando rapidamente o valor dos danos, ou melhor, negar os danos que a Apple acusa a empresa coreana de ter causado, já que mais uma vez afirmou que “não há danos que a Samsung deva pagar”. E encerra com o mantra: “a Apple não inventou as telas sensíveis ao toque, nem os retângulos com cantos arredondados, e a propriedade intelectual que eles defendem não vale o dinheiro que eles pedem.”

A decisão deve sair até o final desse mês. E você? De que lado está?

Juíza Lucy Koh, para os advogados da Apple: “fumaram crack?”

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Mais um inusitado capítulo na inusitada “guerra de patentes” entre Apple e Samsung, que disputam de forma voraz nos tribunais sobre os direitos de uso de um retângulo com cantos arredondados, de um girassol, entre outras frivolidades de seus produtos. Depois de tomarmos conhecimento das alegações das duas partes, e descobrir os números de vendas reais dos produtos das duas empresas, além de interessantes documentos que nos deram uma ideia sobre como esses fabricantes trabalham na hora de desenvolver e comercializar o produto, voltamos a ter mais um daqueles capítulos inusitados e diferentes do mundo da tecnologia.

A protagonista dessa vez é a juíza da peleja nos Estados Unidos, a Sra. Lucy Koh, que apesar de demonstrar por algumas vezes uma certa antipatia pela fabricante sul-coreana, não mediu papas na língua para se dirigir aos advogados da Apple, depois de mais um lance inusitado do polêmico julgamento. Tudo começo quando os representantes legais da empresa de Cupertino pretendiam declarar 22 pessoas como testemunhas a seu favor, algo que, para a juíza Koh, era descabido. Nesse ponto, ela pediu para que os advogados da Apple se aproximassem da mesa da juíza, que sem perder muito tempo, perguntou…

“Vocês estão fumando crack?”

A resposta de William Lee, advogado da Apple, veio de imediato: “não, senhora, não fumo crack, e eu posso lhe garantir isso”.

No entendimento da juíza, 22 testemunhas é muita gente. Ainda mais se pensarmos no fato que a própria juíza declarou anteriormente que gostaria de ver o caso resolvido “o mais breve possível” (se possível, até o final desse mês de agosto). Tal posicionamento da mandatária máxima do tribunal da Califórnia chega a surpreender. Poucas vezes vimos durante a “guerra de patentes” nos Estados Unidos alguma manifestação contrária de Koh em relação à Apple. É sinal que até ela está se cansando das excentricidades promovidas pelos advogados das duas partes.

Via The Verge

Juíza Lucy Koh impede Samsung de usar filmes como “2001: Uma Odisseia no Espaço” como prova contra a Apple

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Mais um capítulo risível e ridículo na batalha entre Apple e Samsung pelo “direito de uso do retângulo em smartphones de tela de toque” (sim, pois a briga é basicamente por causa disso). A juíza Lucy Koh, que cada vez mais parece estar contra a fabricante sul-coreana, negou o pedido da Samsung em usar como prova um trecho do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”. Sim amigos… a coisa está saindo do controle.

O objetivo da Samsung ao usar a obra cinematográfica é provar que o design do iPad existia antes do próprio iPad. Tanto no filme quanto no programa de TV britânico The Tomorrow People, pessoas são vistas usando tablets, o que para a Samsung se configura como “anterioridade”, ou uma prova pré-existente que alguém, em algum momento na história da Humanidade, já teve essa ideia de usar um produto retangular como um dispositivo de entrada de dados. E isso (teoricamente) provaria que as patentes da Apple não são de produtos originais (ou de uma ideia que “só eles tiveram”).

A prova da Samsung é bem consistente. O problema é que eles desejam adicionar essa prova depois do prazo máximo estabelecido pelos processos civis nos Estados Unidos. Esse recurso é adotado para evitar “surpresas” nos tribunais, e para que as duas partes envolvidas se prepare baseado nas provas que foram adicionadas dentro desse prazo. Vale lembrar que a regra não vale para casos de homicídios, pois a investigação continua correndo mesmo durante o julgamento.

Aliás, os advogados da Samsung estão processando nas próprias pernas dessa vez. Apesar de adicionar os vídeos das produções citadas em 2011, nunca foi dito que a empresa iria usá-los como provas contra a Apple. Logo, a juíza Lucy Koh se recusou a incluir tais evidências. O mesmo aconteceu com o tablet criado por Roger Fidler em 1994 e o Compaq TC1000, que também foram considerados como evidências pela Samsung, mas como não foram incluídas dentro do prazo, não podem ser utilizadas. A mesma regra se aplica ao protótipo do iPhone baseado em uma vaga descrição de um futuro protótipo da Sony: a Samsung viu, gostou, mas não pode usar. Por que? Porque seu advogados “comeram bola”.

A Samsung está com a faca e o queijo na mão para provar ao mundo que a Apple não inventou o retângulo, não inventou o tablet, e que não é tão inovadora como pintaram durante anos. Por outro lado, os advogados da empresa estão dormindo algumas horas a mais no lugar de trabalhar com essas provas em tempo hábil. Assim, fica difícil. Competência precisa contar nessas horas.

Via The Verge

Apple consegue bloquear as vendas do Samsung Galaxy Tab 10.1 nos Estados Unidos

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Vitória expressiva da Apple nos Estados Unidos. Um tribunal do Distrito Norte da Califórnia aceitou a petição da empresa de Cupertino para bloquear, como medida cautelar, as vendas do Samsung Galaxy Tab 10.1 nos Estados Unidos.

A Apple, que já havia entrado com ações similares contra o Galaxy S III e o seu S Voice, viu suas petições cumpridas uma vez que a juíza Lucy Koh considerou que o citado tablet Android é “praticamente indistinguível” no seu design em relação ao iPad, e é possível que o mesmo infrinja a propriedade intelectual da Apple.

A juíza ainda afirma que, uma vez que Apple e Samsung são concorrentes diretos no segmento de tablets e o design é algo muito importante para o consumidor na hora de adquirir o produto, a Apple “poderia sofrer um dano irreparável” com o volume de vendas do modelo Galaxy Tab 10.1.

É evidente que a Samsung não vai ficar com os braços cruzados, e já apresentou um recurso de apelação para evitar tal proibição, de modo que a briga pode ser longa (pra variar).

Via Reuters