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Monster processa a Beats e seus fundadores

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A Monster e seu CEO, Noel Lee, processaram a Beats e seus fundadores, Dr. Dre e Jimmy Iovine. Lee afirma que foi o responsável pela tecnologia utilizada pelos fones ‘Beats by Dr. Dre’, e acusa a empresa e a dupla de fraude por piratear essa tecnologia.

O processo foi registrado em uma Corte Judicial de San Mateo, Califórnia (EUA), e explica que os co-fundadores da Beats ocultaram o relevante papel que a Monster e Lee tiveram na hora de desenvolvere e implementar a tecnologia de sua família de fones de ouvido.

A Beats rompeu sua parceira com a Monster de forma fraudulenta no mesmo período em que a Beats deu por finalizada a sua relação comercial com a HTC. Um ano depois que Dr. Dre e Iovine recompraram essas participações, a Apple comprou a Beats por US$ 3 bilhões, e segundo Lee, a participação de 5% que eles tinham na empresa agora vale US$ 100 milhões.

Segundo o CEO da Monster, essas transações foram uma farsa que eles utilizaram para ‘exercer sua troca dos direitos de controle’, e os responsáveis da Beats forçaram essa ruptura. De acordo com o processo, a Beats não apenas conspirou para se livrar da Monster, como também prejudicou a reputação dessa empresa na hora de desenvolver produtos eletrônicos.

Via USA Today

Apple processa um empreendedor que afirmou ser co-fundador da Beats

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A Beats – agora uma empresa da Apple – está processando Steve Lamar, CEO de uma fabricante de fones de ouvido chamada Roam. O motivo? Ele afirmou ter co-fundado a Beats ao lado do rapper Dr. Dre e do produtor musical Jimmy Iovine.

Há dez anos, Lamar processou a Beats, alegando que a ideia original de criar uma marca de fones de ouvido associada aos astros da música foi sua. Também garante que ele e o próprio Iovine trabalharam no primeiro design dos fones de ouvido antes de Lamar fundar a sua antiga empresa de fones, a Jibe Audio. A questão se resolveu com um acordo onde Dre e Iovine pagaram para Lamar 4% dos royalties correspondentes a alguns modelos de acessórios já lançados.

Hoje, Lamar é dono de uma nova e pequena empresa, a Roam, mas se apresenta como ‘co-fundador da Beats’. Inclusive na página web da Roam é possível ler que ele (Lamar) é o responsável pelo conceito e design dos fones da Beats. Esse uso da marca fez com que a Apple entrasse com um processo contra Lamar, através da Beats.

De acordo com os advogados da Beats, Lamar nunca teve participação na empresa, nem é responsável de modo algum pelo conceito ou design dos populares fones de ouvido.

Via The Hollywood Reporter

Apple conclui a compra da Beats

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Depois da aprovação da União Europeia, era uma questão de dias para que o governo dos Estados Unidos também aprovasse a compra da Beats pela Apple. E dois meses depois do seu anúncio, a negociação é oficialmente concluída.

Um anúncio na página oficial da Apple dá as boas vindas à Beats, sua linha de fones de ouvido e o seu serviço de músicas via streaming. O valor da compra é de US$ 3 bilhões, e Jimmy Iovine, Ian Rogers e Dr. Dre (fundadores da Beats) passam a ser os novos funcionários da Apple, sendo recebidos por Tim Cook através de uma publicação no Twitter.

E é sempre bom lembrar que os fones da Beats passam a ser encontrados também na Apple Store.

Via Apple@tim_cook

Jimmy Iovine: relação entre Beats e HTC era “problemática”

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A venda da Beats para a Apple segue rendendo. Principalmente efeitos colaterais. Falo de empresas que usaram a tecnologia e o marketing da empresa especializada em áudio, em especial, a HP e a HTC.

No caso específico da HTC, a parceria estava chegando ao fim, ainda que alguns dispositivos ainda contam com o logo da Beats. Logo, não haverá muita dor nesse divórcio. Quem revela é o próprio co-fundador da fabricante de áudio, Jimmy Iovine.

Iovine revelou na sua participação na conferência Recode que a relação com a HTC “não foi positiva, não funcionou”. Para ele, houve um choque de culturas, que não terminou bem, principalmente nos produtos frutos dessa parceria.

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Vale lembrar que a Beats foi comprada pela HTC em 2011 por US$ 300 milhões. Tal relacionamento com o mundo mobile era essencial para os fundadores da Beats, mas em 2012, os seus co-fundadores compraram novamente metade das participações da empresa de áudio que eram da HTC.

Nesse mesmo tempo, veio a ruptura do acordo com a Monster (fabricante de fones de ouvido), e a necessidade de se associar com alguma gigante, já que a Beats era uma empresa de muitos poucos funcionários (cinco, para ser mais preciso).

Entendendo o interesse da Apple, a pergunta mais lógica era “por que a compra não aconteceu antes”?

Iovine explica que a Apple e seus executivos mais importantes estava muito ocupados com outros assuntos, e simplesmente não era o momento correto. O melhor era esperar, até mesmo para que eles pagassem mais pela empresa.

Sobre a HP, já noticiamos aqui no blog que a relação entre eles e a Beats vai durar até o final de 2015. Hoje, 20% dos produtos vendidos pela HP contam com a tecnologia Beats.

Via Recode

Apple compra a Beats por US$ 3 bilhões

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Demorou, mas se confirmou. A Beats agora é uma empresa da Apple, em uma operação com um valor total de US$ 3 bilhões. A venda foi confirmada pela própria Beats, em sua conta oficial no Twitter, além de um comunicado oficial da gigante de Cupertino, em sua página oficial na web.

A compra inclui tanto o serviço Beats Music como toda a Beats Electronics, algo que pelo o que comenta Tim Cook, tem como objetivo principal ampliar as perspectivas com tudo o que está relacionado com a música na Apple. Movimento esse que, convenhamos, é algo bem lógico.

A Beats Music agrega à loja iTunes um serviço já consolidado, mesmo ficando longe de ser um dos líderes do seu segmento de streaming, mas que será combinado com o iTunes Radio. A distância que os demais competidores está abrindo em relação à Apple nesse segmento é grande demais para que a empresa não comece a tomar medidas para tentar refrear esse crescimento.

Por outro lado, a Beats Electronics abre a porta para uma linha de acessórios e produtos de hardware musicais no catálogo da Apple. Não podemos nos esquecer que, muito além da qualidade sonora, a Beats é uma marca consolidada nas vendas, e é líder nos Estados Unidos, totalmente alinhada a um segmento jovem e premium, algo que é muito interessante para a Apple (já que se alinha muito bem à sua filosofia de trabalho).

Os co-fundadores da Beats, o produtor musical Jimmy Iovine e o rapper Dr. Dre passam a fazer parte do grupo de funcionários da Apple – isso faz parte do acordo -, que inclui a manutenção da marca Beats.

Via Apple, @BeatsByDre

Os laços entre a Apple e Beats Audio existem desde a era do iPod

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A notícia da possível compra da Beats por parte da Apple surpreendeu a muitos ao redor do planeta. A compra ainda está por ser confirmada oficialmente, mas tudo indica que é só uma questão de tempo. A decisão pode parecer estranha, mas não é. Os laços entre os diretores da Apple e os fundadores da Beats vem da época que Steve Jobs ainda era CEO da empresa, do iPod, e do lançamento do iTunes.

A imagem acima foi registrada em 26 de outubro de 2004, dia do lançamento do iPod de 4ª geração. Jobs aproveitou para apresentar o iPod (RED), onde parte das vendas eram destinadas à luta contra a AIDS, a tuberculose e a malária. O lançamento aconteceu em parceria com a banda U2 (na imagem, Bono e The Edge), que estão acompanhados na foto com o produtor Jimmy Iovine, que hoje é presidente da gravadora Geffen A&M Records. Quatro anos depois, Iovine fundaria a Beats, ao lado do rapper Dr. Dre.

A Bloomberg publicou um artigo explicando como Apple e Beats podem acabar juntas. Steve Jobs e Jimmy Iovine se conheciam pelo menos desde 2000. Essa relação foi forjada por diversas conversas que Apple e Jobs teve com as gravadoras e produtoras para levantar o seu império musical em torno do iTunes e do iPod.

Iovine foi (e ainda é) um dos gurus da indústria musical. Ajudou a criar (por exemplo) alguns dos principais trabalhos de Bruce Springsteen e 50 Cent, além de co-produzir o filme 8 Mile. É, de longe, um dos grandes entusiastas do iTunes desde o seu princípio.

Como observa a Bloomberg, Jobs chegou a fazer para Iovine uma demonstração pessoal de como funcionava a iTunes Store antes do seu lançamento oficial em 2003. O produtor ajudou Jobs e a Apple a convencer as demais gravadoras que o iTunes era o caminho a seguir, para evitar a pirataria e rentabilizar o mundo da música digital

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Mais de uma década depois dessa amizade entre Jobs e Iovine resultar no sucesso do iTunes e do iPod, a Apple e a Beats podem fechar um acordo multimilionário, onde Iovine provavelmente deve assumir um cargo chave na diretoria da Apple. O objetivo exato da operação ainda está por vir, mas tudo aponta para uma combinação de hardware e software.

Mas algo está bem claro: a compra não é fruto da mera casualidade.

Via Bloomberg