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EUA inicia investigação anti-monopólio contra o Google e o Android

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A Comissão Federal de Comércio (FCT) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciaram uma investigação anti-monopólio contra o Google, por conta do seu sistema operacional, o Android.

Os reguladores norte-americanos tomaram a decisão depois de se reunirem com os rivais tecnológicos da Google, que expuseram suas reclamações sobre as limitações impostas pela gigante de buscas em seus serviços, priorizando o Android e prejudicando os demais sistemas.

Com esse movimento, os EUA seguem os passos da União Europeia, que também investiga a Google pelo abuso de posição dominante, por sua política de privacidade e por violar o direito ao esquecimento. Some tudo isso ao processo movido pela Oracle, Microsoft e Nokia pelo abuso de posição dominante através do Android, e vemos que a fase não é nada fácil para a gigante de Mountain View.

 

Essa investigação tem realmente sentido?

Nos EUA, o Android tem apenas 50% de cota de mercado, o que indica que, diferente de outros países, por lá, o cenário dos sistemas operacionais móveis é bem aberto, e há concorrência para todos. Ou seja, não existe um “monopólio” como alegam a concorrência.

Pese o fato de não haver um domínio explícito do Google, ela ainda pode ser sancionada por conta dos obstáculos impostos aos outros sistemas operacionais, para que os mesmos possam utilizar alguns dos seus serviços com facilidade.

Via Bloomberg

União Europeia investiga a Amazon por possíveis ilegalidades com seus impostos

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A Amazon está na alça de mira da Comissão Europeia por possíveis irregularidades no pagamento de impostos da empresa. O órgão confirma em nota de imprensa que revela o início de uma ‘investigação profunda’ sobre a situação dos impostos da gigante do e-commerce em Luxemburgo, país que recebe a sua sede na Europa.

Em 2003, a Amazon declarou a maioria dos seus lucros ali, porém, não está obrigada a pagar o imposto de sociedade dentro do país onde os lucros se registram, mas não são tributados. De acordo com a própria Comissão, as autoridades de Luxemburgo não estão colaborando de forma adequada em oferecer as informações solicitadas, apesar do fato que no mês de agosto, eles liberaram a documentação sobre uma série de casos solicitados, inclusive aqueles que envolvia a própria Amazon.

O caso segue as mesmas regras da investigação iniciada sobre a Apple na Irlanda, onde a Comissão Europeia concluiu que as práticas realizadas pela gigante de Cupertino foram consideradas ilegais, obrigando o governo irlandês a apresentar todo o tipo de informação relacionada com as atividades econômicas da Apple no país.

Via Europa.eu

Samsung reconhece e investiga a contratação de trabalhadores infantis na China

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Recentemente, foram detectados alguns problemas envolvendo a Samsung e a contratação de trabalhadores infantis na China. Os coreanos decidiram tomar uma atitude, e temporariamente encerrou as suas atividades em uma de suas fábricas chinesas, depois de detectarem indícios dessa exploração.

Um informe elaborado pela China Labor Watch (que investigava o caso) detectou tais problemas, falando de evidências envolvendo também os fornecedores diretos da Samsung – mais especificamente a Shinyang Electronics – na tal fábrica de Dongguan.

A descoberta contradizia a investigação da auditoria da própria Samsung – foram três feitas no ano passado -, o que fez com que os coreanos suspendessem as atividades desse parceiro, além de iniciar uma investigação profunda do caso. O comunicado dos coreanos também informa que as autoridades chinesas também estão cientes do que está acontecendo, e investigam as acusações em paralelo. A acusação aponta para a contratação de menores de idade como trabalhadores, com jornadas com mais de 11 horas diárias, e sem direito ao pagamento de horas adicionais.

A Samsung alerta que, se as investigações confirmarem as contratações, que as relações com a Shinyang Electronics estão encerradas, seguindo assim a sua política de “tolerância zero”, além dela mesma passar a supervisionar os segmentos de recursos humanos dos seus parceiros.

Hoje, a Shinyang conta com 600 funcionários, e é uma das muitas fábricas de fabricação de componentes eletrônicos em Dongguan, cidade que faz parte da província de Guangzhou. Em breve, saberemos se essa investigação reflete no interesse da Samsung levar a produção dos seus produtos para o Vietnã.

O jornal The New York Times também acompanha de perto esse assunto, mantendo contato com trabalhadores menores de idade e encontrando indícios que o processo de contratação é ilegal. Esses menores trabalhavam em formato temporário, através de agências intermediárias, para cobrir a demanda nos períodos de alta fabricação, com a maioria dos trabalhadores originárias das zonas mais pobres da China.

Via Samsung Tomorrow, The New York Times

Foxconn admite ter utilizado mão de obra infantil em suas fábricas

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Não faz muito tempo que começou a circular na imprensa um informa da Fair Labor Association, que explicava que as acusações de que a Foxconn utilizava menores na linha de montagem de produtos eletrônicos eram reais, mas também afirmava que a empresa estava tomando medidas para solucionar este e outros pontos nefastos e obscuros em sua lista de abusos. Hoje, temos mais detalhes sobre o assunto.

Graças à uma investigação interna realizada em sua fábrica de Yantai, China, onde se encontravam vários “aprendizes” com 14 e 15 anos de idade, quando as leis chinesas estipulam que a idade mínima para ingressar ao mercado de trabalho é de 16 anos. E segundo o mesmo relatório, essa prática não é algo recente. Ao longo dos últimos anos, a Foxconn da China vem adicionando menores no seu quadro de funcionários, que por sua vez já não contam com condições de trabalho próximas ao ideal.

A Foxconn decidiu se pronunciar sobre o assunto. Em um comunicado emitido pela empresa e publicado pelo site CNET, “isso não é só uma violação da lei trabalhista da China, mas também uma violação da política da Foxconn, e que agiremos de forma imediata para enviar de volta os aprendizes em questão para suas instituições educacionais”.

A notícia que a Foxconn está diretamente envolvida com assuntos tão delicados como o uso de menores em suas fábricas é um duro golpe para a imagem da poderosa fabricante asiática, e se soma aos recentes problemas da empresa, como os distúrbios em Taiyuan por causa de uma suposta agressão a um trabalhador, e as greves por causa das condições de qualidade impostas na fabricação do iPhone 5.

Mas o que é realmente curioso nesse caso é que os tais aprendizes foram enviados para a Foxconn pelas suas próprias escolas, de modo que a empresa agora está investigando o assunto, com a colaboração das autoridades locais para saber como é possível que isso tivesse acontecido. A Foxconn promete ainda tomar medidas enérgicas contra qualquer empregado que permitiu que tal situação ocorresse na empresa.

Via

Apple e Foxconn chegam em acordo, para melhorar as condições dos trabalhadores em suas fábricas

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A Fair Labor Association levou apenas um mês para apresentar um completo e extenso relatório sobre as condições de trabalho nas fábricas da Foxconn, onde são fabricados os produtos da Apple. O resultado dessa investigação não é tão negativo, considerando a reputação da fabricante taiwanesa, mas indica que várias melhorias devem acontecer, para proteger os trabalhadores.

Por exemplo, descobriu-se que as três fábricas violam as leis chinesas, que permitem o tempo máximo de trabalho de 36 horas extras ao mês. Durante o período de grande demanda, a jornada média de trabalho na Foxconn era de 60 horas semanais, durante sete dias seguidos.

Com isso, a Foxconn chegou a um acordo com a Apple, para seguir as “sugestões” da FLA a partir de julho de 2013, e garante o cumprimento da lei, prometendo reduzir as horas de trabalho, aumentando os salários e contratando funcionários adicionais para manter o nível de produção atual. Por fim, a Foxconn vai melhorar as condições dos dormitórios e vai cuidar da saúde dos funcionários.

Espero, de verdade, que a Foxconn cumpra com suas promessas. Afinal de contas, é possível obter dispositivos eletrônicos de alta qualidade e bom preço, sem abusar dos trabalhadores. E isso, em nenhuma parte do mundo. Para mais detalhes sobre o relatório da FLA, clique aqui.

Via 9to5Mac

Empresa de segurança afirma que pode detectar a senha do iPhone em menos de dois minutos

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De um modo geral, pensamos que ativar a senha em nosso iPhone é algo mais que suficiente para manter os nossos dados a salvo no dispositivo, mas não é bem assim. A empresa de segurança Micro Systemation afirma ter um software que, entre outras coisas, pode burlar de forma muito fácil essa medida de segurança.

O aplicativo em questão é o XRY, e está sendo oferecido aos departamentos de polícia e inteligência de todo o mundo para obter informações ocultas nos telefones de criminosos. O software usa falhas de segurança semelhantes a aqueles que utilizam o jailbreak, além de ser possível realizar uma cópia de toda a informação armazenada no telefone para um computador. Uma forma de evitar que a senha seja descoberta seria ativar o uso de caracteres alfanuméricos na tela de desbloqueio.

Abaixo, você poderá ver um vídeo do software em ação, que ainda inclui o processo de captura de dados de smartphnones Android.

Via BGR

[notícias] Apple poderá ser investigada pelas restrições impostas aos programadores do iPhone

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O The New York Post traz a notícia de que a Comissão Federal do Comércio e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos estão discutindo qual agência deverá iniciar uma investigação sobre as práticas monopolistas que a Apple poderia (ou não) ser culpada. Por enquanto, isso é apenas uma ideia que é discutida nos corredores das duas instituições, mas que já deu um grande susto no pessoal de Cupertino.

A primeira coisa que seria feita, caso uma investigação aconteça, seria começar as pesquisas, e depois, se encontrar algo sujo por lá, deixar nas mãos da agência correspondente a investigação formal que, novamente, pode ou não terminar em um processo. Ou seja, a coisa pode durar meses e, quem sabe, anos.

O que fica claro que é que o clássico “aqui quem manda sou eu” da Apple já não pode mais passar desapercebido, e as autoridades vão, no mínimo, vigiar muito de perto qualquer decisão que eles considerem abusiva, como por exemplo, aquelas que forçam os desenvolvedores a ficar com uma ou outra plataforma, mediante a aplicação de políticas restritivas de desenvolvimento.

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[notícias] Polícia confisca PCs do editor da Gizmodo, pelo vazamento do iPhone 4G

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A história do iPhone 4G começa a tomar contornos cada vez mais sérios.

Recapitulando: tudo começou quando o Engadget.com publicou fotos que foram enviadas sobre o tal aparelho. Dias depois, o Gizmodo.com publicou um vídeo do dispositivo, e os rumores de sua origem começaram a surgir. Segundo o Gizmodo, o telefone tinha sido perdido por um engenheiro da Apple em um bar, e a pessoa que encontrou, por não poder encontrar o dono (mesmo sabendo que o “grande dono” era Steve Jobs), vendeu o aparelho ao blog, por uma polpuda quantia de dinheiro.

Até aí, tudo bem. O que acontece é que tem muita gente dizendo que a venda do telefone pode ser considerada venda de um bem roubado, o que é proibido no estado da Califórnia. Por causa disso, a polícia local, de posse de uma ordem judicial, adentrou a casa de Jason Chen, editor do Gizmodo responsável pela matéria do iPhone 4G, e confiscou vários computadores. Ou seja, tudo indica que vai rolar mesmo uma ação criminal contra Jason, e esta história vai longe.

Eu, Eduardo Moreira, pobre abnegado que escreve este blog, sinto vergonha alheia profunda quando vejo notícias como esta. Isso tudo sendo motivado pela Apple, por causa de um protótipo (que pode ser redesenhado, ou de um modelo que talvez nem fosse lançado), e se valendo de uma lei de, repito, 1872! Ok, não vamos discutir as leis do estado da Califórnia. Lei é lei. Mas que é de uma mesquinheza absurda da Apple por causa de uma besteira da empresa e de seu funcionário. E repito: de onde venho, onde existem pessoas de bem e pagam seus impostos, a regra do “achado não é roubado” continua valendo.

Abusos nos preços de banda larga serão investigados pelo Governo

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Para algumas empresas que prestam serviços de acesso à internet, a coisa vai ficar feia. A Secretaria de Direito Econômico, que é um órgão ligado ao Ministério da Justiça, vai investigar a grande diferença de preços cobrados pelas operadoras de banda larga entre cidades onde existe e onde não existe concorrência entre empresas. Diversas denúncias são feitas ao SDE sobre abusos neste setor, e foi feita uma recomendação à Anatel que reforce a fiscalização junto às empresas. Vale o registro de que o serviço de internet banda larga não é considerado no Brasil um serviço de telecomunicações, logo, é livre dos controles de preços da Anatel. Porém, a banda larga no Brasil chama a atenção, não apenas pelos preços elevados, mas pelas grandes variações de preços em algumas regiões. Exemplo: no Rio de Janeiro, os preços podem variar em até 117% na operadora Oi, entre a capital e as cidade de Belford Roxo e Nova Iguaçu. Em Minas Gerais, a variação pode chegar a 138% entre as cidades de Belo Horizonte e Betim. A Oi alega que a variação se dá em virtude do custo mais alto para atender algumas cidades. Telefonica e Oi defendem que o acesso à internet não pode sofrer interferências legais da Anatel, apenas porque é um serviço privado, sujeito a liberdade tarifária. Porém, os técnicos da Anatel elaboraram um relatório em que sugerem a suspensão dos descontos promovidos pelas operadoras, para que as tarias possam ser as mesmas em todas as cidades. Segundo os técnicos, caso os abusos sejam realmente detectados, as operadoras podem ser punidas e até mesmo perder o direito de prestar os serviços de internet. É esperar pra ver.

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