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O WiFi da sua casa fica mais lento por causa das luzes natalinas?

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Segundo a Ofcom, as luzes natalinas poderiam afetar o desempenho de nossa rede WiFi. A reguladora britânica de comunicações emitiu um comunicado para promover um aplicativo para iOS e Android, que permite testar a qualidade da rede sem fio doméstica, e fala de diferentes elementos que podem afetar essa qualidade.

A boa notícia é que você pode ficar tranquilo e decorar a sua casa normalmente, já que o impacto das lâmpadas natalinas não é importante. É mais provável que os cabos usados para conectar essas lâmpadas influencie mais na qualidade do sinal. A nota de imprensa explica como diferentes aparelhos eletrônicos geram campos eletromagnéticos que podem gerar interferências na qualidade das transmissões via WiFi, como microondas, telefone sem fio e as babás eletrônicas.

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As redes sem fio normalmente trabalham na faixa de 2.4 GHz, mas os novos roteadores e padrões WiFi também aproveitam a banda dos 5 GHz. Ao utilizar frequências tão altas, as ondas de rádio são muito curtas e mais débeis, o que fazem com que essas interferências afetem a qualidade das comunicações.

Uma fonte que cria um campo eletromagnético não previsto pode interferir nessa rede sem fio. Um efeito similar se produz quando em um jantar em grupo temos uma pessoa ao lado, que começa a falar com outra pessoa entre você e a pessoa que está do lado dele. Desse modo, a comunicação é bem mais complexa.

É muito difícil que as luzes natalinas alcancem um impacto relevante nesse âmbito, mas é preciso ter cuidado com os cabos utilizados, que devem ser adequadamente preparados. eles sim podem afetar a nossa rede WiFi. Outro motivo que pode atrapalhar é a presença de interruptores via WiFi, que podem controlar as luzes natalinas em alguns sistemas de iluminação.

Caso você note uma queda de sinal, verifique a condição dos cabos das lâmpadas natalinas, e evite o uso dos interruptores WiFi. Um bom posicionamento do roteador na residência também pode ajudar e muito nos bons resultados. Em casos extremos, também é recomendada a troca por um roteador no padrão WiFi 802.11ac, que oferece vários canais de comunicação simultânea para atender as necessidades de diferentes dispositivos ao mesmo tempo.

Pensar em amplificadores WiFi também não é uma má ideia para melhorar a cobertura em locais onde existem essas e outras interferências mais sólidas (como paredes), o que faz com que a qualidade do sinal fique prejudicada.

Um algoritmo é capaz de aumentar a velocidade da rede WiFi em até 7 vezes

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Julien Herzen (foto acima) é um doutorando da Escola Politécnica de Lausanne (EPFL), e ele desenvolveu um algoritmo que é capaz de selecionar automaticamente as melhores frequências de redes WiFi, levando em conta as outras redes que estão ao seu redor. Com isso, ele evita possíveis interferências, aumentando a capacidade de transferência de dados em até sete vezes, aumentando (obviamente) a velocidade de conexão.

No artigo publicado sobre o algoritmo, em um ambiente urbano onde cada residência tem o seu próprio ponto de acesso sem fio, os atrasos são muitas vezes causados pelas interferências que são provocadas entre as redes.

A frequência – ou rota – onde os dados passam se dividem em 13 canais. Os roteadores se programam de forma que os dados viajem por alguns deles. Diversos dispositivos – um de cada quatro – usam os mesmos slots (…) quanto mais pontos de acesso, que utilizam os mesmos canais, estão próximos, maiores são as interferências. Segue o mesmo princípio que os congestionamentos provocados pelo grande volume de carros em uma única estrada ou avenida.

O algoritmo de Herzen propõe que se aproveite de todas das frequências diferentes que o roteador é capaz de utilizar de uma vez (até 8 canais simultâneos), de modo que o trabalho tenha um menor número de repetições (algumas tarefas que consomem poucos dados são enviadas por determinadas frequências, enquanto que outras atividades são dirigidas para outras).

Essa divisão é executada de forma automática e em tempo real, o que resulta em um maior volume de conexão, com um aumento notável de velocidade.

Por enquanto, o estudante só realizou testes laboratoriais. Resta saber se o seu algoritmo é igualmente eficaz em um ambiente que vai além da sua universidade, ainda que isso não o impeça dele já iniciar o processo de registro de patente. Vamos esperar por novas notícias sobre esse interessante projeto.

Via EPFL