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Uma breve revisão no histórico de design do Apple iMac

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O iMac está com tudo e não está prosa. A sua última versão, com tela Retina 5K, é o sonho de consumo de muitos que querem desfrutar dos benefícios da alta resolução no seu escritório, mas sem desconsiderar um único detalhe no design. Mas para chegar até aqui, a Apple percorreu um longo caminho.

O primeiro iMac foi lançado em 1998, e não tem nada a ver com o design apresentado pelo atual desktop da Apple. Logo, esse post tem como único objetivo apresentar uma breve revisão na história do iMac, com as fotos em ordem cronológica dos lançamentos dos computadores da empresa.

Confesso que tive vontade de ter alguns dos modelos exibidos abaixo. Sem falar que o atual iMac é simplesmente algo lindo. Enfim…. fotos.

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Nokia M510, o tablet que estava pronto para ser lançado em 2001

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Haviam tantos rumores sobre um tablet Windows, que a Nokia confirmou todos eles lançando recentemente um modelo com ese sistema operacional. Aliás, a Nokia já trabalhava com o conceito antes mesmo da Apple lançar o iPad. Antes do Nokia 770 Internet Tablet, eles desenvolveram um modelo que quase se transformou em um produto real. Falo do Nokia M510 Web Tablet, confeccionado para ser lançado em algum momento de 2001.

A Nokia chegou a produzir mil unidades do produto, antes dos diretores da empresa decidirem suspender o lançamento. Não era um produto empresarial ou de uso complicado. Pelo contrário: a Nokia queria que ele fosse o mais focado possível para o uso familiar e pessoal.

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Podemos considerar Esko Yliruusi como um dos seus criadores, responsável por testar a funcionalidade das comunicações do tablet. Ele, como os demais membros da equipe que envolveram o projeto, ficou com uma unidade do produto, que é essa apresentada no post. Esko deixou a Nokia quando o projeto foi cancelado em agosto de 2001.

O M510 apostava muito no design Nokia. Longe do minimalismo que impera nos tablets atuais, contava com vários botões e controles ao lado da tela. Também contava com uma boa dose de conectividade, como é possível verificar na folha de especificações técnicas do produto.

Até mesmo a tela touch LCD era um elemento de destaque para a época, com 10 polegadas de tamanho (800 x 600 pixels). O tablet contava com uma bateria com autonomia de 4 horas de uso, e pesava 2 kg.

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As funcionalidades do Nokia Web Tablet eram muito avançadas para a sua época, com um sistema operacional Epoc (quase se transformando no Symbian), um gestor de e-mails, calendário, boletim de notícias e navegador web Opera.

Ou seja, fica claro o nível avançado de pesquisa, desenvolvimento e produção da Nokia na época, mas a falta de valor ou visão – que também podem ser reflexos da cômoda posição da empresa na época -, o produto não chegou ao mercado.

Por fim, apenas para aproveitar que estou falando da Nokia nesse post, a imagem abaixo foi registrada ontem (26), e é mais um sinal emblemático que a história da empresa chegou ao fim, com as faixadas dos quartéis generais em Keilaniemi em mudança.

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Mais imagens do tablet Nokia M510 a seguir.

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Via DigitToday

 

Relics of Technology ressuscita os gadgets mais emblemáticos do passado

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Um pouco de arte nesse blog. Com tecnologia, é claro. O fotógrafo Jim Golden é o responsável pela coleção “Relics of Technology” (Relíquias da Tecnologia), formada por ilustrações (algumas animadas) tão bonitas e fiéis aos produtos originais.

São antigos aparatos tecnológicos, autênticas jóias geeks, que fazem parte da história de muitos. A coleção, segundo Golden, começou a ser criada com as imagens que você verá abaixo (a primeira, com uma série de telefones antigos), uma foto que o levou a explorar mais a fundo sobre os “formatos perdidos” e a tecnologia morta.

Pronto para fazer uma viagem ao passado? Então… aperte os cintos!

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Via JimGoldenStudio.com

Oculus Rift é desmontado em stop motion (em vídeo)

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Não é a primeira vez que vemos uma desmontagem do Oculus Rift, porém, acredito que muita gente vai gostar desse vídeo. O usuário Vsauce3 do YouTube desmontou peça por peça do dispositivo de realidade virtual, utilizando a técnica do stop motion, e adicionando durante o processo simpáticas etiquetas com dados referentes ao equipamento como a história do projeto, desde o seu nascimento.

O resultado, como você pode imaginar, é uma montagem que não passa desapercebida, mesmo para aqueles que já viram tudo sobre o Oculus Rift. A seguir, o vídeo do processo.

 

Via TechCrunch

Internet Archive vai exibir jogos e aplicativos do passado diretamente no seu navegador

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O mundo da tecnologia muda com uma grande velocidade, e entre outras coisas, isso implica que o software desenvolvido a alguns anos não pode ser utilizado em alguns dispositivos modernos. Tentando solucionar esse problema, e com o objetivo de manter uma cronologia mais completa do mundo da computação, o Internet Archive vai iniciar em breve a oferecer jogos e aplicativos do passado através do seu Historical Software Collection.

Os aplicativos não apenas estarão disponíveis através da sua página na internet, mas também poderão ser utilizados em qualquer navegador do presente, graças ao uso do emulador JMESS (Javascript Multi Emulator Super System). Por enquanto, existe uma quantidade muito limitada de programas disponíveis (por conta dos direitos autoriais), mas já é possível ver jogos icônicos, como Pac Man para o Atari 2600 (1981), VisiCalc para o Apple II (1979) e The Hobbit, para o ZX Spectrum (1982).

Além da nostalgia que desperta ao ver esse tipo de aplicativos em funcionamento, o contexto histórico que eles proporcionam é algo muito importante. Para começar a testar esses programas históricos (e explorar a sua nostalgia latente), clique aqui.

Via Internet Archive, The Verge

Android: The Next Generation – a contagem regressiva para o Nexus 5

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Com o Nexus 5 podendo ser anunciado a qualquer momento, teremos em breve uma história de cinco anos de lançamentos de smartphones da Google para contar. Com um começo até simplório e pouco promissor, a linha Nexus é, hoje, uma das mais cobiçadas pelos usuários, e hoje possui dispositivos de alta qualidade e baixo preço.

Algumas pessoas colocam nessa lista o tablet Nexus 7, que também é pensado no consumidor final. Mas nesse post, vamos falar dos smartphones mesmo. Até porque o momento é do Nexus 5. Todos os olhos estão voltados para ele, mesmo sem o produto ser oficial (se bem que, convenhamos, só falta isso). E ele tem tudo para ser um dos modelos mais populares dentro do muito cobiçado mercado de smartphones.

Com o passar do tempo, a Google foi aprendendo como fazer esses dispositivos. Enfrentando no passado problemas de conectividade e da falta de suporte técnico do Nexus original, eles foram evoluindo não só o produto, mas também em como vender dispositivos diretamente para o consumidor.

Dito isso, a linha Nexus é hoje peça fundamental da estratégia da Google em oferecer um dispositivo que conta com a mais recente versão do Android, com a promessa de receber atualizações antes dos demais, e oferecendo uma longevidade interessante para esses produtos. Vide o Galaxy Nexus, lançado há mais de 2 anos, e que sobrevive até hoje com o Android 4.3 Jelly Bean.

Então, convido você a revisar os modelos da linha Nexus, para que você mesmo possa conferir como foi essa evolução dos modelos, até mesmo para compreender como eles recebem tanto destaque hoje.

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Nexus One

Antes do Nexus One ser anunciado oficialmente, sempre pairavam no ar (e nos blogs e sites de tecnologia) os rumores sobre a existência de um “Google Phone”. Alguns acreditavam que a Google nunca produziria o seu próprio telefone, pelo fato de não acreditarem que eles teriam a coragem de competir com muito dos seus parceiros que também fabricavam dispositivos Android, e talvez porque esse lançamento poderia desestimular a produção de dispositivos Android com o passar do tempo.

As duas previsões se provaram equivocadas com o passar do tempo.

Em 5 de janeiro de 2010, a Google apresentou o Nexus One. Feito em parceria com a HTC, o dispositivo apresentava um bom conjunto de especificações (para a época), em um design atraente, por ser tão fino quanto o iPhone 3GS. O modelo contava com tela de 3.7 polegadas WVGA AMOLED, processador Qualcomm single-core de 1 GHz, câmera traseira de 5 megapixels com flash LED, slot para cartões microSD, entre outros recursos.

Além de contar com o hardware, o Nexus One era vendido com a mais recente versão do Android na época, (Android 2.1 Eclair), que trazia recursos como live wallpapers e conversão de voz em texto. Em fevereiro de 2010, a Google liberou uma atualização para o Nexus, para resolver alguns problemas apresentados na conectividade 3G por algumas unidades do modelo, que por tabela, também trouxe o sistema multitoque para o navegador, galeria de fotos e aplicativo de mapas.

Nem preciso dizer que a inclusão do multitoque chamou a atenção do pessoal da Apple, que utilizava esse recurso no iPhone há tempos.

O Nexus One foi atualizado até a versão Android 2.3.6 Gingerbread, mas ROMs customizadas deram uma sobrevida ao aparelho, permitindo que ele recebesse até a versão Android Jelly Bean.

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Nexus S

Um pouco depois do lançamento do Nexus One, alguns veículos especializados afirmavam que nunca mais veríamos outro dispositivo da linha Nexus no planeta Terra, mesmo quando diversos rumores diziam exatamente o contrário. Pois bem, no dia 15 de novembro de 2010, o então CEO da Google, Eric Schmidt, apresentou ao mundo o Nexus S, durante o evento Web 2.0. O produto foi anunciado nessa data, mas só começou a ser vendido no dia 6 de dezembro do mesmo ano, uma vez que ele aproveitaria a janela de lançamento da nova versão do Android, a 2.3 Gingerbread.

O Nexus S foi feito em parceria com a Samsung, e apresentou muitas melhorias em relação ao Nexus One, incluindo uma tela contornada. O smartphone não tinha a mesma sensação de solidez e construção reforçada que o modelo anterior apresentava. Mesmo assim, era um grande smartphone: contava com tela de 4 polegadas WVGA Super AMOLED, processador Hummingbird single-core de 1 GHz, câmera traseira de 5 megapixels com flash LED, câmera frontal, e outros recursos.

O modelo já apresentava como diferencial o suporte ao NFC, que permitia ao usuário a leitura de tags compatíveis com esse formato. Apesar de ser uma ideia bem recebida pelo público e pela crítica, o NFC no Android nuna apresentou o seu real potencial até a chegada do Android 4.0 Ice Cream Sandwich.

O Nexus S teve como principal problema justamente a demora em receber o Android Ice Cream Sandwich, que pode explorar todo o potencial técnico do dispositivo. Com isso, ele considerado o lançamento da linha Nexus com menor expressividade até hoje.

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Galaxy Nexus

Depois de alguns poucos teasers liberados na internet, a Google anunciou o lançamento do Galaxy Nexus, em 19 de outubro de 2011, em um evento em Hong Kong. O seu anúncio era esperado para o evento Samsung Unpacked, durante a CTIA daquele ano, mas foi adiado por causa da morte de Steve Jobs, em 5 de outubro daquele ano.

O Galaxy Nexus possui uma tela de 4.65 polegadas Super AMOLED HD, processador Texas Instruments OMAP dual-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, câmera traseira de 5 megapixels, NFC e tela contornada, tal como o seu predecessor. Combinado com o seu hardware, a grande cereja do bolo do dispositivo era a presença do sistema operacional Android 4.0 Ice Cream Sandwich.

Até aquele momento, o Android Ice Cream Sandwich era a mais profunda atualização do sistema operacional da Google, apresentando a nova proposta deles para os seus telefones. O líder de design dessa versão foi Matias Duarte, que ajudou a tornar o Android um sistema mais maduro e atraente para o usuário final, oferecendo uma experiência de uso mais agradável, objetiva e alinhada aos desejos do usuário. A nova interface (Holo) fez com que a primeira leva dos grandes aplicativos para Android chegassem ao sistema.

Outro importante diferencial que o Ice Cream Sandwich oferecia ao sistema Android era a possibilidade de oferecer smartphones que não mais exigiam de forma obrigatória o uso de botões físicos ou capacitivos para o controle de funções do telefone. O próprio Galaxy Nexus já contava com as teclas de navegação em modo on-screen (na tela do sistema), além de contar com o Android Beam, sistemas de notificação melhorado, suporte à captura de tela nativo, monitoramento de uso de dados, entre outros. Sem falar que o Galaxy Nexus já era compatível com as redes HSPA+.

Até hoje, muitos ainda utilizam o Galaxy Nexus como telefone principal, considerando esse um dos melhores dispositivos Android já lançados.

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Nexus 4

Depois de dois lançamentos consecutivos em parceria com a Samsung, os rumores que a LG seira o próximo fabricante a produzir o novo smartphone da linha Nexus eram mais e mais frequentes. No meio de setembro de 2012, a própria LG anunciou o Optimus G – um dos melhores smartphones que eles já produziram. Pouco mais de um mês depois, em 29 de outubro de 2012, a Google e a LG anunciaram o Nexus 4, que contava com muitas similaridades em relação ao Optimus G.

O Nexus 4 é, até hoje, um smartphone com recursos técnicos excelentes. Possui uma tela IPS+ de 4.7 polegadas (1280 x 768 pixels), processador Qualcomm Snapdragon S4 Pro de 1.5 GHz, 2 GB de RAM, câmera traseira de 8 megapixels, câmera frontal, carregador sem fio Qi, entre outros recursos. Talvez o grande problema do Nexus 4 seja a ausência da conectividade 4G/LTE, o que espantou alguns consumidores. Mesmo assim, o modelo é um dos mais populares do mercado atual, e o principal responsável para isso é o seu preço consideravelmente menor em relação aos seus principais concorrentes.

Lá fora, o preço inicial sugerido do Nexus 4 era de US$ 299, livres de contratos com as operadoras de telefonia móvel. Isso fez com que o smartphone vendesse muito, pois custava menos que a metade dos seus principais concorrentes. Hoje, ele custa nos EUA apenas US$ 199.

No Brasil, ele foi lançado pelo valor exorbitante de R$ 1.699, mas com o passar do tempo, o seu preço foi caindo, e hoje ele pode ser encontrado por menos de R$ 900 em algumas promoções de e-commerces. Um valor bem mais aceitável para a sua proposta de preço (lá fora), e é uma das melhores opções, considerando as suas especificações de hardware.

O Nexus 4 se esgotou rapidamente no seu lançamento, e levou algumas semanas para que o produto voltasse a ficar disponível para compra. A Google até mesmo inventou uma “edição limitada” do smartphone para sanar temporariamente o problema. Com o tempo, a produção se normalizou, e hoje, é possível encontrar o Nexus 4 no mercado com facilidade.

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Nexus 5

Hoje, 29 de outubro de 2013, o Nexus 4 completa um ano de vida. E a Google já tem o seu substituto pronto para ser anunciado de forma oficial. O Nexus 5 já foi tão vazado na internet, com fotos, vídeos em funcionamento, documentação técnica e até mesmo com publicação antecipada na Google Play, que só falta mesmo a Google anunciar oficialmente o telefone.

Todos os seus detalhes técnicos já são conhecidos (ou algo do tipo). O Nexus 5 deve contar com uma tela de 5 polegadas IPS+ HD (1080p), processador Qualcomm Snapdragon 800 de 2.26 GHz, 2 GB de RAM, conectividade 4G/LTE, entre outros recursos. Com tais especificações, o Nexus 5 deve fazer a alegria de muita gente, principalmente se ele contar com o mesmo preço inicial sugerido do seu predecessor (de acordo com o vazamento do produto na própria Google Play, o preço inicial sugerido para a versão com 16 GB de armazenamento será de US$ 349).

Enquanto tudo o que é publicado sobre o Nexus 5 é (forçosamente) considerado rumor – uma vez que a Google não se pronuncia oficialmente sobre o assunto – é esperado que o smartphone seja lançado já com as opções de cores branco e preto, além de compartilhar das principais características técnicas do último lançamento da LG, o LG G2.

O modelo também deve trazer consigo a nova versão do sistema operacional da Google, o Android 4.4 KitKat, que diferente do smartphone, não possui muitas informações reveladas de forma prévia. Rumores afirmam que o KitKat será muito focado na experiência de consumo de conteúdos televisivos, algo que é muito bem vindo. Porém, nem imaginamos como ele pode ser aplicado em um produto como o Nexus 5.

Por fim, muito se fala que tanto o Nexus 5 quanto o Android 4.4 KitKat serão lançados no dia 1 de novembro (próxima sexta-feira), evitando assim que esse lançamento acontecesse no dia 31 de outubro, dia de Halloween (é sempre bom evitar, não é mesmo). Acho um pouco difícil acontecer, pois até o momento do fechamento desse post, a Google não enviou os convites de um hipotético evento de lançamento para a dupla. Se alguma coisa mudar nesse sentido, você não mais verá esse trecho nesse post, e vamos cobrir todas as novidades do lançamento no blog.

Com informações do IntoMobile

Windows 1.0 completa hoje 27 anos de seu lançamento

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O lançamento do Windows 8 aconteceu no final de outubro, e adicionou uma mudança radical ao sistema operacional da Microsoft. Mas… por que não lembrar de um tempo quando as coisas eram bem mais simples? Se voltarmos no tempo, em 20 de novembro de 1985, vamos ver o lançamento do Windows 1.0, a primeira versão da história do sistema operacional mais usado do planeta. Ou seja, hoje, 20 de novembro de 2012, o sistema Windows completa 27 anos.

O Windows 1.0 era a primeira tentativa real da Microsoft em lançar um sistema operacional com uma interface de usuário gráfica e multitarefa. O desenvolvimento desse sistema começou em 1981, quando a Microsoft iniciou oficialmente o projeto “Interface Manager”. Dois anos depois, eles rebatizaram o projeto para “Windows”, exibindo o primeiro preview do sistema ao mundo.

Naquela época, a Microsoft foi muito criticada pela iniciativa. Também, pudera: Bill Gates e sua turma usou de forma quase que indiscriminada diversos elementos gráficos que já estavam presentes na plataforma Macintosh, da Apple. Entre o primeiro preview público e o lançamento oficial, a Microsoft modificaram alguns de seus recursos e funcionalidades para serem minimamente diferentes dos rivais, chegando assim na versão Windows 1.01, que foi lançada dois anos depois de sua primeira demonstração, em 20 de novembro de 1985. O novo sistema operacional não despertou muito interesse dos usuários e dos fabricantes na época do seu lançamento, e o seu crescimento no mercado foi lento no começo.

O Windows 1.0 foi rapidamente substituído pelo Windows 2.0 em 1987, que trouxe como principal novidade a integração do Microsoft Word e do Microsoft Excel como programas integrantes do sistema operacional, além de contar com o suporte a programas de terceiros. Posteriormente, tanto o Word como o Excel saíram do Windows, para fazer parte de um pacote próprio, o Microsoft Office, que é hoje o principal software da Microsoft em termos de vendas.

O Windows só se tornou um sistema operacional de sucesso com o lançamento do Windows 3.x em 1990, que contava com um suporte maior para os dispositivos de hardware, recursos de redes e grupos de trabalho e conectividade com a internet. E depois disso, se tornou o sistema dominante com o lançamento do Windows 95, que através de um acordo com a maioria dos fabricantes de hardware do mercado, se tornou a plataforma mais usada do planeta, como é feito até hoje (mais de 90% dos computadores do mundo – entre desktops, notebooks, netbooks, ultrabooks, etc – contam hoje com uma versão do Windows instalada).

De forma oficial, as versões Windows 1.0 e Windows 2.0 sobreviveram até o final de 2001, que foi quando a Microsoft decidiu encerrar o suporte às duas versões.

Google lança exposição online sobre a queda do muro de Berlim

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Hoje, 09 de novembro de 2012, o mundo relembra um dos episódios mais importantes de sua história moderna. Há 23 anos, o Muro de Berlim, símbolo da chamada “Cortina de Ferro”, era destruído, simbolizando assim a unificação da Alemanha Ocidental e da Alemanha Oriental, tornando essa nação única uma das mais fortes da Europa. Para celebrar essa data, o Google lançou uma exposição online de fotos e vídeos sobre o evento.

A exposição recebe o nome “Queda da Cortina de Ferro“, e conta com a parceria do DDR Museum de Berlim, o Museu de História da Polônia e o canal TVR, da televisão romena, além das fotos da Getty Images. São 13 exposições com documentos históricos, fotos e vídeos que relatam histórias de bastidores dos acontecimentos entre os dias 2 de outubro e 10 de novembro de 1989. A coleção também conta com a colaboração de historiadores independentes, que forneceram comentários e materiais relacionados à este momento histórico.

A inclusão da exposição é a mais nova contribuição do Instituto Cultural do Google, que foi lançado no mês passado, e já conta com 42 exposições online. O objetivo do instituto é relatar as histórias mais importantes do século passado, com um material jornalístico ou não, em fotos, áudio, vídeo e texto. Tal ferramenta pretende contribuir com a criação de uma memória histórica sobre os acontecimentos dos últimos 100 anos (ou mais), cujo conteúdo estará disponível ao internauta de forma gratuita, e com o fácil acesso oferecido pela internet.

O material apresentado aborda temas como a criação e evolução do sindicado Solidariedade, a vida na Alemanha dividida, diários que documentam os eventos em Berlim, como nos caso de eleições manipuladas, os protestos iniciais pela queda do muro, e apresentações musicais no local, além de relatos de correspondentes não alemães, que trabalharam em Berlim Oriental na década de 1980, entre outros conteúdos.

Você quer ser um parceiro do Instituto Cultural do Google? Entre em contato com eles para enviar o seu material histórico, clicando aqui. Abaixo, veja um vídeo que mostra um pouco dessa exposição.

Os cinco anos do Android, em números

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Como informei aqui no blog, o sistema operacional móvel Android comemorou cinco anos de vida ontem (5). A caminhada foi longa, e é fascinante ver o seu crescimento. Por isso, o pessoal do CNET resolveu ilustrar essa história em números e imagens, com dados que mostram o quão expressivo foi esse crescimento do sistema do Google nas plataformas móveis.

Para começar, a métrica favorita de Andy Rubin e de todos os fãs do Android: o número total de ativações de dispositivos. O Googleplaex diz que o número total já ultrapassou a marca de meio bilhão de dispositivos no meio do mês de setembro, mais ou menos no mesmo período que o CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou que 1.3 milhão de dispositivos Android são ativados todos os dias.

Em uma conta rápida, podemos dizer que de lá para cá, já são mais de 570 milhões de ativações até hoje. Traduzindo: são quase dois dispositivos Android para cada cidadão norte-americano (lembrando que os 570 milhões são ao redor do planeta), e com essa velocidade, eles vão alcançar em breve a estimativa de um em cada dez habitantes do planeta sendo proprietário de um dispositivo Android.

Com a atual taxa de crescimento (segundo declaração de Eric Schmidt, que fique bem claro), o Android vai alcançar a marca de 1 bilhão de ativações antes de comemorar seis anos de seu lançamento. Se acontecer, é menos tempo que o Facebook levou para alcançar a mesma marca, o que é algo impressionante, uma vez que a rede de Mark Zuckerberg é gratuita, e os dispositivos com o sistema do Google precisam ser pagos pelos usuários (a maioria; alguns deles são oferecidos de graça, dependendo do plano a ser adquirido com a operadora. Mesmo assim…).

São aproximadamente 4 mil interfaces do Android disponíveis no mercado (dados do mês de maio). Nessa conta, estão inclusas as ROMs customizadas. Sobre os dispositivos, a estimativa é que pelo menos 600 dispositivos diferentes com o sistema Android estão circulando no mercado.

Sobre as versões disponíveis, as duas primeiras (1.0 e 1.1) não receberam nomes de doces, e estão praticamente extintas. A tradição de despertar a fome nos geeks começou com o Android 1.5 (Cupcake), onde o sistema ainda não era tão popular. Isso começou a mudar com a chegada da versão 2.1 (Eclair), mas apenas 3.1% dos dispositivos ativos hoje funcionam com essa versão.

A versão 2.2 (Froyo) ainda está ativa em, pelo menos, 12% dos dispositivos Android do mercado (segundo dados do Google). A grande maioria dos tablets e smartphones do mercado contam hoje com a versão 2.3 (Gingerbread), com 54% dos dispositivos em circulação. A versão é seguida de longe pela 4.0 (Ice Cream Sandiwich), com 25.8%, com um crescimento muito lento. A penúltima versão lançada, a 4.1 (Jelly Bean), conta com apenas 2.7% dos dispositivos atuais. A versão 4.2 (Jelly Bean) foi lançada recentemente, e ainda não possui dados analisados.

Por fim, outros dados considerados relevantes. Primeiro, o número de aplicativos disponíveis. Segundo a AppBrain, são 556.802 aplicativos Android disponíveis, e esse número não para de crescer. Vale observar que esse número vem de uma empresa de análise de mercado independente. Segundo o Google, o número de aplicativos Android disponíveis na Google Play já passou da marca dos 700 mil apps. E nas duas contas, não são informados quantos malwares estão disponíveis.

Outra dúvida: qual é o dispositivo Android mais popular do mercado? A resposta aqui é meio óbvia, mas é dividida em três partes. A Samsung confirma a sua hegemonia no mundo Android, ocupando as três primeiras posições na categoria “dispositivos mais populares”, com o Galaxy S II na primeira posição, o Galaxy S III na segunda posição, e o Galaxy S ocupando o terceiro posto. Além disso, 8 dos 10 dispositivos Android mais populares são smartphones da linha Galaxy. E isso explica toda a briga que os coreanos enfrentam contra a Apple nos tribunais.

Como será a trajetória do Android nos próximos cinco anos? Só o tempo vai dizer. Garanto que vou acompanhar essa história de perto, e contar minhas impressões aqui no blog, sempre que possível.

Uma pequena revisão nos designs dos celulares ao longo da história

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“As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”. Parece que, com o passar dos anos, essa regra também vale para os smartphones, principalmente depois de 2007 (e você sabe do que eu estou falando). Muita gente ainda escolhe um smartphone por causa da sua aparência externa, ou pela sua beleza de design. Mas… será que isso realmente é o mais importante na hora da aquisição de um novo smartphone? E se fosse?

Bom, antes de qualquer coisa, é bom começar esse post dizendo uma frase bem oportuna: “todos nós já fomos menos exigentes com essa estória de design”. Ok, nem todos que estão lendo esse post. Posso colocar na lista todo mundo que tem mais de 30 anos, pelo menos, ou todos aqueles que começaram a ter contato com os celulares na década de 1990. Digo isso porque, naquela época, o que importava era a gama de recursos oferecidos, ou sendo bem mais específico, se o celular consegue fazer e receber chamadas com eficiência e se, no máximo, ele conseguia enviar mensagens de texto.

Nos dias de hoje, muito se discute sobre o design de celulares e smartphones. Nas lojas de varejo, nas operadoras, nas rodas de amigos e nos tribunais. Muitos entendem que a grande revolução desse mercado aconteceu com o lançamento do iPhone. Não é bem assim. Existia um mundo antes disso mais simples, mais interessante, e onde as mudanças eram mais relevantes e significativas para corações de geeks mais puristas. É claro que hoje nós temos celulares e smartphones que combinam a eficiência com a beleza de design, mas para chegar a esse ponto, a curva de aprendizado foi longa, e o caminho foi bem árudo.

Mas vamos falar de beleza… Mas… beleza? Voltando 20 anos no tempo, qualquer coisa que eles apresentassem no mercado a gente achava bonito. E olha que tinha coisas horrorosas no mercado de celulares.

O Motorola Microtac (1989) é uma verdadeira lenda. É aquele que pode ser chamado de “o primeiro celular utilizável do mundo”, uma vez que os outros modelos eram praticamente blocos de concreto que ninguém conseguia utilizar. Além disso, era “muito mais leve” que os seus rivais (na época). O nosso amigo “tijolão” aqui no Brasil foi símbolo de status, quando médicos, políticos e fazendeiros começaram a sair por aí com esse celular gigante no bolso ou na cintura, mostrando ao mundo que “eu posso mais que você”.

O Nokia 2110 (1994) foi o primeiro celular “acessível” para a maioria dos mortais, e surpreendeu o mundo e consumidores com o seu tamanho bem mais reduzido, e um formato mais próximo dos telefones sem fio da época, que era algo que fazia muito sucesso naquela época. Foi um dos primeiros celulares que tive a chance de utilizar e desejar, nos meus inocentes 15 anos de idade. Mas, na época, achava o telefone simplesmente lindo. Fim da “era tijolão”, graças à Deus.

Esse aí é outro que fez muito sucesso na sua época. O Ericsson GA628 (1997), de forma surpreendente, vendeu muito bem com uma combinação simples de fatores: era compacto, era simples, podia ser personalizado, e era barato. Mas, veja bem: ele era quadrado, tinha uma antena enorme, seu display era muito pequeno, e o seu hardware era horroroso. Tão ruim, que esse era um dos aparelhos mais baratos da antiga operadora TESS (em São Paulo, BCP), que hoje é conhecida como Claro. Foi um dos meus primeiros celulares.

Durante anos, a Nokia lançou smartphones que marcaram época, com um design compacto, belas linhas, alta durabilidade na bateria, fácil navegação, e outros predicados. Um dos celulares que marcaram época nessa fase áurea de design da fabricante finlandesa foi o Nokia 3210 (1999), que foi um dos primeiros a contar com algo que é comum hoje em qualquer telefone móvel: a antena interna. Esse tipo de telefone foi referência para o mercado durante anos, não só por se diferenciar dos modelos da Ericsson e da Motorola, mas principalmente por combinar todos esses fatores que já listei. E sim, foi mais um modelo que na época entraram na lista dos “objetos de desejo”. Tem gente que até hoje acredita que o Nokia 3210 é melhor que o iPhone. Duvida? Veja o vídeo abaixo.

Por fim, quando a Motorola já estava em sua decadência no mercado, eles apresentaram a primeira versão do RAZR (2004), que se destacava por ter um design futurista e moderno, uma boa autonomia de bateria (para a sua gama de recursos oferecidos), e ainda por cima ser 30% mais fino que os seus concorrentes. Esse celular foi um objeto de desejo de muita gente, mesmo apresentando alguns problemas graves de hardware (vide o flip dele, que resultava em problemas na tela rapidamente). Mesmo assim, o primeiro RAZR, praticamente sozinho, fez com que a Motorola sobrevivesse mais dois anos no mercado, antes de cair no esquecimento por alguns anos.

O mais interessante no fenômeno RAZR é que foi justamente esse modelo que fez com que o usuário e o mercado como um todo finalmente despertassem para o design de um celular. Foi por causa do seu sucesso que outros fabricantes começaram a pensar em aparelhos com linhas mais belas e audaciosas, ou até mesmo apostassem no simpeles, como o iPhone (tela de fora a fora, com cantos arredondados e um único botão físico, na parte inferior da tela touchscreen). Mas antes disso, os usuários sofreram. Ou não, pois como disse lá em cima, nós éramos menos exigentes. Se o celular tivesse sinal de rede já estava ótimo.

Hoje, somos abençoados. O iPhone está aí, os modelos Samsung Galaxy são realmente muito bonitos, a Nokia tenta com os modelos Lumia se distanciarem dos concorrentes, e conseguem, com telefones muito atraentes visualmente falando, e os novos telefones com o BlackBerry 10 prometem ser menos caretas que os tradicionais BlackBerrys que temos no mercado (se bem que, durante anos, sonhei em ter um BlackBerry, e sou feliz por ter realizado esse sonho, mesmo que fosse por um ano). É ótimo ter uma competição mais focada nas linhas que os produtos podem oferecer nas suas especificações técnicas, mas sempre combinando isso com linhas atraentes.

Mesmo porque “beleza é fundamental”.

[Dicas de Compras] Livros que falam mais sobre o sucesso de Bill Gates e Steve Jobs

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O mundo da tecnologia não vive só do que acontece no computador. Um pouco de literatura é importante para você conhecer e compreender melhor como que algumas empresas no mundo da tecnologia chegaram aonde estão. Neste caso em particular, nos focamos em dois dos maiores nomes da história: Bill Gates e Steve Jobs.

Começando pelo livro “O Estilo Bill Gates de Gerir”, de Des Dearlove, que mostra como Bill Gates concebeu a Microsoft, e a forma como ele desenvolveu a empresa. Aqui, o que chama a atenção não é o crescimento em si, mas sim a metodologia adotada para que ela chegasse ao topo, e vale para todos aqueles que administram algum tipo de negócio (mesmo que seja um blog). Inclusive, são relatados e detalhados os 10 segredos de liderança e gestão de Bill Gates. Literatura recomendada.

E para sermos justos e parciais, colocamos aqui o livro “O Fascinante Império de Steve Jobs”, escrito pelo jornalista Michael Moritz, da revista Time, que em 1980, teve acesso irrestrito aos bastidores da Apple Computer. Moritz tinha como objetivo fazer uma crônica sobre os primeiros 10 anos da Apple, e esta pesquisa se seguiu ao longo dos anos, e resultou neste livro, onde ele relata a infância e adolescência de Steve Jobs e Steve Wozniack, a fundação da Apple em 1976, e como o império de Jobs foi construído, relatando brigas e intrigas que rodearam esta empresa de sucesso. O livro também conta o episódio de demissão de Jobs da Apple, a criação da NeXT, a aquisição da Pixar, e o seu retorno para a recuperação da Apple, transformando seus produtos em objetos de desejo dos geeks ao redor do mundo. Livro definitivo sobre uma das mais espetaculares trajetórias do mundo da tecnologia.

[mundo mac] Mac Portátil completa 20 anos. Como comemorar? Lembrando como ele era.

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Em setembro de 1989, a Apple lança seu primeiro computador portátil, o Mac Portable. Desde então, houve muita evolução no conceito para chegar no que temos hoje em dia (o Mac Portable, por exemplo, tinha 7 kg de peso). Porém, hoje, a nostalgia que está por trás deste tipo de produtos sempre segue os nossos corações. Por isso, a galera da Technologizer fez um pequeno tributo ao Portable, fazendo uma curiosa seção fotográfica do equipamento. E assim, é possível ver maiores detalhes do equipamento: ele tinha uma tela monocromática de 10″, processador Motorola de 16 Mhz, 1 MB de TRAM, 40 MB de HD e unidade de disquete de 3,5″. Seu preço era de “apenas” US$ 6.500. Se quiser ver o ensaio fotográfico completo e relembrar tudo o que já se passou com este equipamento, clique aqui e relembre.

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