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[Futurologia] a Microsoft em 2013: novos Surfaces, Windows Blue, smartphone Surface e Xbox 720

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2012 foi um ano intenso para a Microsoft. Mudanças drásticas, um novo sistema operacional móvel, um novo sistema operacional para desktops, mudanças nas suas estruturas operacionais e até mesmo um grande salto para a sua divisão de hardware. Se você achou que 2012 foi um ano de mudanças para a Microsoft, você pode estar enganado. 2013 pode trazer mudanças ainda mais impactantes para Steve Ballmer e sua turma.

Mais uma vez, vamos brincar de adivinhar o futuro, e apenas comentar algumas possibilidades (absurdas ou não) de novidades que a Microsoft pode (ou não) apresentar em 2013. Não vou me comprometer no que vai ser dito aqui, cravando que tudo vai acontecer. Pelo contrário: é mais fácil tudo isso dar errado. Mas, pelo menos, temos mais um bom post registrado no blog.

Software

Se nos centrarmos no universo Windows, as mudanças recentes no Windows 8 seriam apenas “o começo”. Ao longo de 2012, vimos como a Microsoft conseguiu unificar todo o seu ecossistema de software, deixando os seus principais produtos interconectados, com uma aparência muito similar, praticamente tornando todos os produtos como se fosse um só.

Para unificar esse ecossistema, a Microsoft reduziu drasticamente o número de versões diferentes do Windows 8, saindo de seis versões diferentes do Windows 7 para as atuais três versões do sistema (Windows 8, Windows 8 Pro e Windows RT). Outra mudança que está prestes a estrear está no Office 13, a próxima versão do seu pacote de escritório, que é hoje o software mais vendido da empresa, e passa a contar com quatro edições bem diferentes entre si: uma para estudantes, outra para empresas, uma terceira para profissionais do setor, e uma quarta versão, exclusiva para os dispositivos ARM.

Fato é que, para a Microsoft, o futuro começou com o lançamento do Windows Phone 7. Lá, eles apresentaram para milhões de consumidores a sua interface de usuário, que é o pilar mais importante da unificação do seu ecossistema. Por outro lado, se observarmos o ciclo de vida do Windows Phone, podemos ver que ele é muito parecido com aquele que a Apple adota para o iOS. Se essa evolução continuar com esse mesmo ritmo, não será surpresa ver em 2013 uma nova versão do Windows (cujas primeiras informações dão conta que já possui o nome de código Windows Blue), que receberá importantes atualizações, em um pacote de update anual, e com um custo reduzido.

Isso faria com que a divisão do Windows trabalhasse constantemente no desenvolvimento do sistema, oferecendo atualizações com intervalos mais próximos do que o atual para os usuários, sem ter uma demora de 3 anos (na média) para receber uma nova versão do sistema operacional. Isso colocaria a Microsoft em uma posição bem interessante no mercado de software.

A Microsoft deixa mais um sinal claro que essa política pode prevalecer para os desktops quando adotou esse ciclo de vida de um ano para o Windows Phone, que recebeu duas grandes atualizações depois de 24 meses de lançamento do Windows Phone 7 (o Windows Phone 7.5 e, depois, o Windows Phone 8 que, aliás, é tão diferente, que é quase outro sistema operacional).

Hardware

Esse é o segmento onde a Microsoft realizou a maior mudança de sua história em 2012, e essa mudança pode ser ainda maior em 2013. Apesar de fabricar produtos a pelo menos 30 anos (indo de periféricos para computador até o Xbox 360, que é hoje o console mais usado no mundo, passando pelo Kinect, que reinventou o mundo dos videogames), se a Microsoft apostou todas as suas fichas em um projeto de hardware, esse projeto responde pelo nome de Surface.

Não sabemos o quão bem sucedido o tablet da Microsoft é no mercado, mas os primeiros rumores já dão conta que eles estão pensando na nova versão (ou versões) do Microsoft Surface, e não é para menos. O produto não é apenas um dispositivo com um hardware de grande qualidade criado pela Microsoft, mas é a entrada da empresa no cobiçado mundo dos tablets.

Então… podia ser o Surface, tal como é o Windows Phone no software, a peça chave para a Microsoft no segmento de hardware?

Se os rumores estiverem corretos, sim.

Diferentes fontes afirmam que o próximo passo da Microsoft seria a criação do seu próprio smartphone, que seria o “Surface Phone” (em conceito, não em nome), o que é algo que até faz sentido, pois seria o produto que determinaria (finalmente) a entrada da Microsoft no mercado de hardware para dispositivos móveis (os smartphones da linha Kin não contam, ok?). A manobra, ao meu ver, é até mais arriscada do que a inserção do tablet Surface, mas se por algum motivo eles entenderem que o Surface é um sucesso, apostar no mercado de smartphones é um caminho natural.

Por fim, não podemos nos esquecer da próxima plataforma de entretenimento da empresa, que deve chegar ao mercado no Natal de 2013 e, para tanto, pode ser apresentada ao mundo durante a próxima edição da E3, no meio do ano que vem.

A próxima geração do segmento de entretenimento da Microsoft poderia chegar com duas segmentações: uma parte para o novo console da empresa, um novo Xbox (Xbox 720, talvez), e a outra parte no já especulado Microsoft Surface Xbox, que seria um tablet Surface especialmente preparado para o segmento de jogos, que chegaria para competir com o Wii U ou o PS Vita.

Resumundo: em 2013, a Microsoft pode se apoiar em três pilares fundamentais para o seu desenvolvimento. O software, com o Windows Blue e uma nova versão do Windows Phone, o hardware, com novos tablets Surface e um smartphone Surface, e o entretenimento, com uma nova versão do Xbox e um Surface Xbox. Se tudo isso acontecer, será o ano mais movimentado da história da empresa.

É esperar para ver.

[Futurologia] a Apple em 2013: iPhone “de entrada”, Apple HDTV e MacBook Air com iOS

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2012 está acabando, e os exercícios de futurologia já começaram entre os veículos especializados de tecnologia, e em blogs de segundo escalão, como o TargetHD. Começamos a série de posts de “Futurologia” com o que pode acontecer no próximo ano em termos de lançamentos com a maior empresa de tecnologia do mundo, a Apple.

Antes, é sempre bom lembrar que o que vou fazer nesse post é um chutômetro total. Não existe base científica nenhuma que comprove minhas teorias, e nada do que eu disser a seguir pode vir a acontecer até dezembro de 2013. Mas ao menos vai resultar em um bom post, gerando algum tipo de discussão (saudável, eu espero) sobre as possibilidades de cada empresa em termos de lançamentos futuros e novas estratégias de mercado.

Apple

A Apple é líder de mercado, mas precisa inovar novamente. E definitivamente, pois existe um ar de descontentamento geral entre os usuários mais pioneiros da empresa. Existe espaço para inovação. Agora, se ela vai acontecer? É difícil saber. Mas podemos chutar algumas possibilidades.

iPhone “de entrada”

A Apple deu o seu primeiro passo em busca do “povão”, ou de popularizar os seus produtos entre aqueles que não podem pagar caro para se ver livres de contratos. O iPad Mini é esse primeiro passo, mesmo custando US$ 150 mais caro que os seus principais concorrentes no segmento de tablets de 7 polegadas (Amazon Kindle Fire HD e Google Nexus 7). Os tais planos pré-pagos são os mais populares na Europa (e no Brasil, desde sempre), e é um público que a empresa de Cupertino não pode desperdiçar.

Logo, o lançamento de um iPhone mais simples e acessível pode ser uma estratégia interessante para buscar um público que, em partes, já foi dela. Com a crise na Europa e nos Estados Unidos, os usuários trocaram os seus iPhones com planos pós-pagos para escolher smartphones mais simples (e na maioria dos casos, com sistema Android) com planos pré-pagos, para continuar se comunicando com amigos e familiares. E com a saída do mercado do iPhone 3GS (e o iPhone 4 não tendo o mesmo apelo popular de antes), talvez o lançamento de um iPhone de entrada não pareça algo tão absurdo assim. Apesar de considerar algo realmente difícil de acontecer.

Apple HDTV

Esse é o rumor mais forte envolvendo um futuro lançamento da Apple para 2013. Analistas acreditam que o modelo já está em estágio avançado de desenvolvimento, e que a primeira TV de alta definição da Apple deve começar a ser produzida no começo do ano que vem, para ser anunciada no segundo semestre de 2013. As apostas para esse produto são diversas. Uma delas envolve o seu conceito: para ser diferente das demais, ela vai oferecer uma combinação de um hardware potente e competente, um software que os usuários já conhecem (o iOS ou uma firmware com uma interface similar) e um conjunto de serviços atraentes.

Teria como objetivo inicial conquistar a base de usuários que já usam algum dispositivo iOS (iPhone, iPad, iPod, etc), para depois abraçar os consumidores fora do ecossistema de produtos da empresa. É uma aposta importante, pois além de adicionar a Apple em um novo segmento de consumo, é mais uma aposta de expansão do seu portfólio de eletrônicos.

MacBook Air com iOS

Bom, tem gente lá fora falando sobre isso. Particularmente, eu não acredito, mesmo fazendo algum sentido. Pense comigo: aproximadamente 85-90% dos lucros da Apple hoje envolvem algum produto com o sistema operacional iOS (iPhone, iPad e iPod), logo, não seria de todo mal ver a Apple lançando outros produtos com o sistema operacional móvel. Porém, estamos falando de um notebook que impulsionou todo um segmento de ultrabooks (ou pelo menos a Intel se inspirou neles para criar esse conceito), com um poder computacional considerável, que é uma bela ferramenta de produtividade para muitos usuários.

Por outro lado, o principal objetivo do MacBook Air é oferecer produtividade e mobilidade. E faz um bom tempo que a Apple está querendo “fundir” a aparência de uso do OS X com o iOS. Na impossibilidade dessa fusão acontecer, poderia ser uma boa oferecer uma versão do seu MacBook com o iOS, para entregar uma alternativa aos usuários que já estão acostumados ao iOS, depois de anos de uso.

Não sei se essa ideia vinga. Acho realmente bem difícil, mas até que não seria uma má ideia.

E isso porque eu não falei de novos e melhorados iPad, iPad Mini, iPhone, MacBooks… só falamos daquelas que podem ser consideradas inovações da Apple, e não reformulações. Se essas previsões se tornarão realidade, não sabemos. Mas que pelo menos poderemos dizer que avisamos se alguma dessas se confirmar, isso é fato.

Coisas nas quais o iPad Mini pode ser melhor que o iPad

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Estamos nas vésperas de um lançamento de um novo iPad Mini (ou não… nunca se sabe quais as surpresas que a Apple pode aprontar), que acontece logo depois da chegada do iPhone 5. Se tudo der certo, no final do mês de outubro, o mundo já terá conhecido todos os detalhes desse novo tablet, que já se torna um objeto de desejo dos fãs de tecnologia, mesmo sem ter sequer chegado ao mercado ainda.

Logo, nos sobra tempo e espaço de sobra nesse blog para começar as especulações e teorias sobre o quanto esse produto pode ser melhor que o iPad original. E mesmo não sendo um produto oficialmente confirmado pela gigante de Cupertino, já é vítima de uma infinidade de críticas, uma vez que ele é “apenas uma versão menor do iPad”, algo que segundo muitos, Steve Jobs nunca permitiu que acontecesse em vida. Até eu, que tenho minhas ressalvas em relação à Apple, acho esse argumento paupérrimo. A Apple não vive só de suas inovações e revoluções mercadológicas, mas também de acompanhar as necessidades desse mesmo mercado, e ir na direção daquilo que está funcionando bem naquele momento.

Nesse post, apresento uma lista de características onde o iPad Mini pode ser melhor que o iPad original, o que pode ajudar os mais indecisos a fazer uma escolha mais precisa e definitiva sobre o próximo produto a ser adquirido.

Mobilidade e peso

Esse aqui é bem óbvio, mas vale a pena ilustrar melhor o porque dessa escolha. Certamente o iPad original é um dispositivo que pode ser levado de um lado para outro. Afinal, é mais ou menos do tamanho de um livro ou revista. Porém, também é fato que um tablet de menor tamanho permite uma mobilidade ainda maior. Deixando de lado o fato de uma tela maior é melhor ou não para a visualização de conteúdos no dispositivo (pois é o usuário final que decide isso, e não eu ou você), a tela de 7.85 polegadas que o iPad Mini deve ter vai permitir um transporte muito mais cômodo em qualquer mochila, bolsa, ou até mesmo no bolso de alguns tipos de calças ou paletós, assim como é feito hoje com um tablet Android de 7 polegadas.

Outro ponto a se destacar sobre sua mobilidade é o peso do dispositivo, levando em conta que o iPad de terceira geração pesa aproximadamente 600 gramas. Uma versão de menor tamanho deve pesar um pouco mais de 300 gramas, que é uma grande vantagem na hora de levar o gadget para qualquer lugar, como um complemento de uso, ou até mesmo como uma ferramenta de trabalho ou educacional. Principalmente nas faculdades e universidades, que é (aparentemente) o foco principal desse produto.

Devo adicionar aqui que sou um usuário de um iPad, mas também usei diversos tablets Android (e pretendo adquirir um Galaxy Tab 7.7 até o final do ano), e para o meu uso e necessidades, um tablet menor oferece uma maior vantagem na hora de levar algum dispositivo para coberturas de imprensa e outras atividades. E tenho certeza que muitos amantes do iOS levam esse ponto em consideração antes de sair com um iPad por aí.

Preços

O iPad conta com muitas vantagens sobre os tablets Android, principalmente no que se refere à porcentagem de aplicativos que existem disponíveis para o iOS, mas o fato de existir no mercado um tablet com processador quadcore e excelente GPU por apenas US$ 199 (como o Google Nexus 7) é uma tentação muito grande para muitas pessoas. Além disso, existem muitas outras opções de tablets de baixo custo e boas configurações, como é o caso do Kindle Fire HD, que aos poucos, começa a abocanhar um pedaço da cota de mercado dos tablets da Apple.

Tudo isso é uma realidade. Os tablets da Apple possuem preços iniciais de US$ 499 na sua versão mais recente (ou US$ 399, no caso do iPad 2), e esses valores são muito altos para muitos usuários. E é aí que o iPad Mini entra. Na Europa, vazou nesse último final de semana uma suposta tabela de preços, que indicam que a versão mais barata do iPad Mini (WiFi e 8 GB) vai custar 249 euros. Levando em conta que os produtos da Apple são ajustados para 1 por 1 (US$ 1 = 1 euro), nos Estados Unidos, o novo tablet deve custar aproximadamente US$ 250 na sua opção mais básica, o que o tornaria muito mais acessível para a maioria das pessoas, e muito mais atraente que os tablets Android atuais. E, mais uma vez, o que influenciaria a favor do iPad Mini seria a oferta de mais de 200 mil aplicativos desenvolvidos para o iOS.

Obviamente, o iPad Mini deve contar com um armazenamento e hardware inferior ao iPad de terceira geração (isso, segundo os últimos rumores), contando com 8 GB e o mesmo processador do iPad 2 (A5), além de não contar com uma tela Retina Display. Não obstante, para o tipo de uso idealizado para o produto, esta não chega a ser uma limitação muito grave. De fato, com exceção dos jogos mais potentes, o iPad 2 pode fazer tudo aquilo que o novo iPad faz, de modo que a versão Mini também poderia fazer o mesmo, só que com uma tela de menores dimensões.

Porta Lightining

Talvez a vantagem mais evidente é o fato de contar com a nova porta Lightining, que foi apresentada pela Apple junto com o novo iPhone 5. É o tipo de atualização que “não tem mais volta”, e tudo indica que o novo produto vai ajudar a perpetuar a presença desse novo cabo junto aos usuários. Logo, a tendência é que os primeiros dispositivos pensados para esses produtos comecem a chegar ao mercado em larga escala, e ser parte dessa nova geração de dispositivos Apple é uma vantagem para os fabricantes e, principalmente, para os usuários, que contam agora com uma tecnologia superior ao cabo de 30 pinos.

iPad Mini chegará até o Natal?

Particularmente, acho difícil. Todos nós sabemos como a Apple trata o Brasil, e não acho que isso vai mudar tão cedo. Até porque o nosso mercado estará ainda muito concentrado na promoção de lançamento do iPhone 5, que deve chegar até o meio de novembro. Acredito que o iPad Mini só deve pintar por aqui no começo de 2013. De qualquer forma, lá fora, ele certamente estará disponível para compra no mês de novembro, a tempo das vendas de Natal, ajudando a impulsionar ainda mais as vendas da empresa para o final do ano. E, se você estiver de bobeira nos Estados Unidos em dezembro… quem sabe?

O melhor cenário para os produtos BlackBerry nesse momento? Criar um nicho de produto “cult”

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A maioria dos geeks mais “veteranos” (para não chamar de velhos mesmo… e eu me incluo na turma) que eu conheço ou tiveram um BlackBerry, ou sonharam em ter um BlackBerry. Eu mesmo tive a felicidade de trabalhar com um BlackBerry Bold 9780 durante um ano, e fui feliz com ele. Só passei o smartphone para frente porque o sistema da RIM ficou muito para trás em relação aos demais concorrentes do mercado, e tudo o que eu precisava em dispositivos corporativos, eu poderia fazer com um iPhone ou um Android. É uma pena, pois o BlackBerry é um smartphone que me fascina até hoje.

Porém é fato que o BlackBerry OS como conhecemos hoje é um sistema morto, travado, desatualizado e, principalmente, velho. Não progride mais. Por isso, a iniciativa da fabricante canadense em repaginar completamente a proposta do seu sistema operacional é vital para a sua própria sobrevivência. Até porque eles correm o risco de caírem na mesma sina do Symbian, que perdeu o seu tempo de se renovar, e praticamente morreu. Isso, sem falar no exemplo de outros sistemas operacionais do mercado, que falharam no meio do caminho, na iniciativa de ser uma alternativa aos gigantes do mercado, mas não evoluíram como os principais sistemas operacionais.

Porém, a RIM ainda tem uma alternativa: ser um produto cult, de um nicho específico. Para os fãs incondicionais do BlackBerry. Um dos grandes pontos positivos desses smartphones é a sua funcionalidade, principalmente para aqueles usuários que tinham a necessidade de escrever muito no smartphone. Com o passar dos anos, os BlackBerrys se tornaram boas ferramentas de comunicação simples, como em redes sociais (Twitter, Facebook), mensagens de texto e mensageiros instantâneos (como o BBM). Essa estratégia converteu o BlackBerry de ferramenta corporativa para uma opção mais barata para os usuários que mais dão prioridades para as redes sociais. E essa estratégia até que deu certo em alguns países da Europa, principalmente no Reino Unido.

Com os modelos com BlackBerry OS 10, a nova versão do sistema operacional móvel da RIM, deve ser a mesma coisa. Apesar de contar com uma proposta totalmente reformulada, voltada para os telefones com telas sensíveis ao toque, um dos principais pontos positivos do BBOS 10 é justamente o seu teclado virtual, que segundo as primeiras análises internacionais, é uma das mais competentes do mercado. Ou seja, até mesmo a RIM já sacou que deve continuar investindo nesse segmento dos usuários de redes sociais. Mais precisamente, os fãs do mundo BlackBerry.

Até porque a RIM já sabe muito bem que não adianta mais investir no mercado corporativo. As grandes empresas já entenderam que podem utilizar iPhones e Androids com segurança para a comunicação e armazenamento de dados de grande relevância, pois entendem que esses sistemas já são maduros o suficiente para tal, e as soluções de segurança vindas de outros fabricantes especializados em segurança de dados mobile são mais competentes e de menor custo que aquelas oferecidas pela RIM.

Por isso, a RIM deve sim apostar nos seus fãs. Apostar naqueles que, apesar de tantas críticas e controvérsias, não abandonaram os seus BlackBerrys para adotar outra plataforma. Talvez o principal problema da fabricante canadense a essa altura do campeonato seja o fator tempo. Lançar o BlackBerry OS 10 apenas no primeiro trimestre de 2013 pode ser tarde demais para reter um mercado relevante o suficiente para sobreviver no mercado mobile. Em compensação, se o novo sistema for realmente muito bom, existe uma pequena chance dos sobreviventes da plataforma manterem uma taxa de mercado viva, para até começar a convencer os demais que o BlackBerry voltou a ser uma alternativa legal e interessante (particularmente, acho essa última parte difícil de acontecer).

Até porque, pelo menos até agora, o BlackBerry ainda está na frente do Windows Phone. E isso é alguma coisa que não pode ser desprezada. Principalmente pelos canadenses.

15 tecnologias atuais que ainda estarão em uso em 2030

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Na década de 1980, eu já pensava nos anos 2000, e imaginava como seria o futuro. Carros voadores, skates voadores, casas na lua e robôs que faziam tudo. Tá, nada disso aconteceu, mas em compensação, outros segmentos da tecnologia evoluíram, e compensaram a frustração de não viver hoje como os Jetsons.

Logo, concluo que, mesmo com todo o avanço que vamos ter nos próximos anos, algumas coisas seguirão imutáveis em nossos computadores, eletrônicos de consumo e equipamentos profissionais. Você não pode deter a evolução tecnológica, mas não vamos conseguir deixar de lado elementos que permanecerão vivos em nosso dia a dia por, pelo menos, mais 18 anos. Nesse post vamos tentar analisar quais são as tecnologias que vamos continuar utilizando em 2030. Exceto é claro se o mundo for vítima de um apocalipse zumbi, ou de uma guerra termonuclear, ou até mesmo pela infestação de clones do Ned Flanders.

Teclados QWERTY

Pode vir o reconhecimento de voz, de escrita e o controle de gestos. Nada será mais preciso ou popular nas próximas duas décadas do que o teclado QWERTY. Talvez ela só seja substituída por uma tecnologia que permite o digitar de textos com a mente. Até lá, a melhor forma de você fazer um texto é digitando mesmo. Até porque ninguém consegue falar a mesma coisa que escreve, o que anularia o controle de voz como solução ideal.

Mesmo que os teclados físicos fiquem ameaçados, os teclados virtuais estão aí para fazer a tradição do QWERTY ficar viva no mercado. E mesmo assim, os fabricantes de produtos maiores, como notebooks, não vão abandonar as teclas de plástico. E independente do fato de ser real ou virtual, vai ser difícil a humanidade se livrar do sistema de teclado QWERTY, que está entre nós desde 1878.

PCs

Alguns dizem que já vivemos a era pós-PC. Muito pelo contrário. Apesar das pessoas gastarem hoje mais tempo diante de seus smartphones do que em computadores com Windows ou Mac OS, quando essas mesmas pessoas precisam trabalhar “de verdade”, principalmente em atividades multitarefa, eles recorrem ao bom e velho PC, que segue sendo o rei da produtividade, e vai continuar a ser por muito tempo.

Em 2030, o tamanho e o formato dos PCs pode mudar. Muitos ainda podem argumentar que, com processadores tão velozes, os smartphones podem vir a se tornar autênticos PCs. Mas, independente de tudo isso, para aqueles que precisam produzir no seu dia a dia, sempre vai recorrer para os recursos e características de um sistema operacional completo. Que só existe, por enquanto, em um PC.

Portas USB

Mais de 15 anos depois de seu lançamento, não podemos mais imaginar as nossas vidas sem o USB. A tecnologia se tornou a padrão para a transferência de dados e alimentação de energia de quase qualquer produto eletrônico, desde smartphones e tablets até as pequenas baterias recarregáveis, passando por HDs externos e monitores. Alguns acreditam que o Thunderbolt vai vencer no futuro, mas com a disseminação que as portas USB possuem hoje, podemos dizer que esse futuro será bem distante.

Armazenamento local

Os serviços na nuvem estão se tornando mais presentes, e as conexões de internet cada vez mais rápidas, e muitas pessoas acreditam que, no futuro, todos os nossos arquivos ficarão online. Não é bem assim. Pense nos seus arquivos mais importantes, como trabalhos de conclusão de faculdade, contratos e notas fiscais essenciais. Você não quer correr o risco de perder tudo, de forma inesperada, sem aviso prévio, certo?

Mesmo se você tiver uma conexão de internet de outro planeta, o armazenamento local ainda será a forma mais rápida e segura para armazenar os seus dados realmente relevantes. Até mesmo para a diversão e o entretenimento, como vídeos pesados e jogos de grande volume, é melhor salvar tudo no disco rígido do PC (ou unidade SSD) do que mandar tudo para a nuvem. E, mesmo em 2030, certamente você pode ir para algum lugar onde a conexão com a internet é indisponível ou deficiente o suficiente para afirmar que ela não existe. E aí, você fica a ver navios, com os seus arquivos todos na nuvem.

Arquivos de imagens em JPEG

Mesmo com o aumento da capacidade de armazenamento e maior velocidade de internet, o formato de imagens JPG (ou JPEG) seguirá sendo dominante. Afinal de contas, depois de passar parte da década de 1990 buscando o formato ideal, não vai ser no futuro que vamos abandonar algo que está funcionando tão bem.

Em 2030, nossos filhos e netos vão continuar a tirar fotos no formato JPG, e enviando para nós, nas redes sociais, blogs e sites. Por que? Porque será muito mais simples. Mesmo com uma internet de velocidades absurdas, nem nossos netos vão querer enviar uma foto em RAW, não é mesmo?

Baterias de Lítio-Ion

Em 2030, tal como acontece hoje, praticamente todos os gadgets, veículos e produtos eletrônicos contarão com bateria de lítio. Com o passar dos anos, a capacidade de armazenamento dessas baterias, e principalmente, a vida útil das mesmas aumentou de forma considerável. Hoje, temos mais mAh em espaços menores, e o ciclo de recargas é cada vez maior. Esse é o tipo de tecnologia que não para de progredir, e tem o seu mercado garantido por muitos anos. E olha que esse desenvolvimento começou na década de 1970.

Sites baseados em HTML

O formato HTML segue sendo o mais usado para sites e blogs dos mais diversos temas e finalidades. Primeiro, porque foi o formato adotado em 1991 como a “linguagem universal” das páginas na web, e permanece sendo o mais comum para aplicativos online e publicações. Segundo, porque os programadores web vão aprender essa linguagem cada vez mais cedo, antes de partir para outra linguagem, o que vai perpetuar o seu uso por um bom tempo.

Dinheiro

Money, Money, Money! Mesmo que o dinheiro de plástico ou os cartões de débito sejam completamente substituídos pelos sistemas de pagamento em dispositivos móveis, não tenha dúvidas: alguns trocados você vai carregar na carteira em 2030. Por que? Simples: porque vamos precisar disso no futuro.

Pense comigo: o dinheiro é a melhor forma de você efetuar pagamentos de forma anônima, em qualquer tipo de transação. Você não precisa nem dar o seu nome se você paga alguma coisa em dinheiro. As instituições financeiras e governamentais certamente vão amar o fim do dinheiro físico, por diversos motivos. Porém, o dinheiro de papel moeda é a única forma que um terceiro não se envolver na sua compra.

Notebooks no formato “clamshell”

Os notebooks em formato “chamshell” (ou “concha”) são, hoje, os computadores mais vendidos do mundo (de qualquer modalidade de computador). Mesmo que os PCs eventualmente sejam extintos por causa dos tablets ou desktops no estilo All in One, os notebooks ultrafinos e ultraleves jamais serão substituídos, sendo a ferramenta de trabalho ideal para quem quer produtividade em qualquer lugar.

O notebook “clamshell” nasceu em 1982, com o modelo Grid Compass 1011, e é difícil imaginar ver esse produto obsoleto no futuro. Mesmo porque, no passado, poucos imaginavam que ele fosse ser tão fundamental para o mercado.

Wi-Fi

Desde 1997, o padrão 802.11 domina o mundo da conectividade sem fio. Todo smartphone, tablet ou notebook fabricado a partir desse ano vem com o padrão 802.11g ou 802.11n pelo menos, e boa parte das residências contam com um roteador de internet sem fio. Em 2030, todas as casas contarão com acesso à internet Wireless.

Utilizamos hoje o Wi-Fi para ver vídeos, conectar dispositivos, navegar na internet, compartilhar arquivos entre dispositivos e outras finalidades. No futuro, isso só vai se tornar mais difundido e propagado, e as tecnologias de internet móvel de alta velocidade não vão substituir os benefícios de uma conectividade plena e sem gastos adicionais (exceto pela conta de internet residencial, é claro).

Email

Com a popularidade do Facebook, Skype, Twitter, WhatsApp e outros recursos de mensagem instantânea, muitos podem pensar que o email está em estágio de extinção. Entretanto, quando precisamos enviar ou receber um documento importante, e precisamos de um registro permanente desse envio ou recebimento, recorremos ao velho email, para a nossa segurança e praticidade.

O email é da década de 1970, e está disponível em diversos protocolos, o que amplia o leque de opções. Dá para imaginar um futuro onde você precisa fazer login no Facebook para mandar uma mensagem para um cliente ou o seu chefe? Até dá. Mas, pelo menos por enquanto, o email vai te dar uma maior autenticidade, e suas chances para ser levado a sério são maiores.

Conectores de áudio 3.5 mm

Para quem gosta de música, nada substitui o prazer de ouvir por horas e horas a sua playlist musical (ou, pelo menos, a autonomia que o seu dispositivo oferece na bateria). Temos os fones Bluetooth, mas eles contam com autonomias de bateria limitadas. Os fones USB podem ser a melhor solução para notebooks, tablets e media players, mas no caso deos players portáteis, além de serem compatíveis com todo o tipo de equipamento, os conectores de áudio de 3.5 mm são mais baratos, e ainda serão funcionais. E serão, pelas próximas duas décadas, pelo menos.

Impressoras a laser

Ok, você não imprime mais nada em papel. É tudo digital, seja nos documentos (PDF) quanto nas fotos (JPG). Mas as impressões em laser ainda serão necessárias para algumas atividades. As impressoras a jato de tinta devem desaparecer do mercado, mas para imprimir em papéis térmicos ou fotográficos, ou em atividades mais específicas, as impressoras em laser serão o padrão a ser escolhido. Por serem mais modernas e mais ecológicas.

TVs

Você pode não mais ver TV na sua casa. Mas até mesmo a TV está mudando. Está deixando de ser apenas aquele eletrônico para ver os programas e filmes para se tornar a central de entretenimento completa, onde conectamos smartphones, tablets, media players, videogames e outros dispositivos de áudio e vídeo. Além disso, a TV se tornou mais um equipamento conectado de nossas residências, o que aumenta a sua gama de possibilidades. Como a TV no futuro tende a ser maior, e com melhor qualidade de imagem, ela pode ser mais uma ferramenta do seu trabalho, como um grande monitor para atividades profissionais no seu computador.

Microsoft Office

Por fim, depois de uma guerra nuclear (ou atômica), quando tudo acabar, apenas duas coisas vão sobreviver no planeta Terra: baratas… e o Microsoft Office. Destruiu produtos como Lotus e WordPerfect na década de 1990, e é o produto mais vendido entre os softwares da Microsoft hoje. Você até pode dizer que vive bem como Google Docs (ou GDrive) e o OpenOffice, mas se você quer um trabalho com resultados profissionais, não tem jeito: quem manda é o Microsoft Office .

Baseado nos dados do post do Gizmodo

Steve Wozniak: “em 40 anos, o iPhone vai dizer ‘eu não gosto de vocês, humanos'”

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O co-fundador da Apple, Steve Wozniak, esteve recentemente na Austrália, para uma palestra na QUT Business Leader’s Forum, que aconteceu no mesmo dia do lançamento do iPhone 5 no país. Enquanto ele esteve por lá, o jornal australiano 9 News informou que Woz gastou algum tempo para brincar de futurologia, falando sobre sua visão da tecnologia para daqui a 40 anos.

Woz está animado pelo fato da inteligência artificial estar se tornando cada vez mais presente nos dispositivos de tecnologia, e falou de todos os avanços que foram feitos nas últimas (poucas) décadas. “Em 40 anos, nós teremos computadores que terão consciência, sentimentos e personalidade. Um computador poderá ser o seu melhor amigo. Ele poderá olhar para o seu rosto e identificar sua expressão, identificando o que se passa no seu coração e alma melhor do que qualquer pessoa no mundo”, afirma Wozniak.

Se tal descrição parece ser um pouco estranha para você, saiba que, ao mesmo tempo, muita gente se empolga com a possibilidade de contar com um computador com personalidade no futuro. Woz deixa claro que alguns humanos podem ser substituídos por máquinas, e que a sociedade como conhecemos deverá ser reestruturada como resultado desse avanço.

Steve Wozniak também falou sobre o iPhone daqui a 40 anos, afirmando que o sistema de assistente pessoal da Apple, o Siri, vai evoluir a ponto de simplesmente não querer mais você como proprietário. “O sistema vai me conhecer tão bem, que vai poder afirmar ‘eu não gosto de você’ para o usuário menos amistoso”, completa Steve. Se isso é bom ou ruim, deixo o debate para vocês. Fato é que, segundo o co-fundador da Apple, essa tecnologia (de inteligência artificial) está progredindo tão rapidamente que os fabricantes precisam agir rapidamente, para serem os vanguardistas nesse momento de mudança de como as pessoas vão utilizar os seus computadores e smartphones.

Via SlashGear

No final de 2012, Google e Apple podem concentrar 98% do mercado mobile, diz analista

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Que Google e Apple dominam o atual mercado de sistemas operacionais móveis, isso é um fato que eu, você e até a sua mãe, que nem programar o microondas direito, sabem. O que não se imaginava é que esse domínio poderia ser tão amplo. Pelas últimas estimativas realizadas, até o final de 2012, essas podem ser as duas empresas dominantes no setor, tomando de assalto (quase que) completamente o mercado.

De acordo com o analista da Global Equities, Trip Chowdhry, se combinarmos a participação global de Apple e Google no mercado mobile, a expectativa é que, no final de 2012, essas duas empresas concentrem 98% de market share, deixando os sistemas Symbian, S40 (Nokia), BlackBerry (Research in Motion) e Windows Phone (Microsoft) totalmente irrelevantes nesse universo.

A polêmica declaração foi feita durante uma entrevista para Todd Weiss, jornalista do eWeek. Chowdhry diz, com todas as letras: “não teremos espaço para um terceiro concorrente. Nokia, Microsoft e RIM vão agonizar, disputando os dois por cento restantes do mercado”. Tal declaração beira a um cenário apocalíptico, e o próprio analista afirma que o mundo está se direcionando para uma disputa ente apenas dois sistemas operacionais móveis. E, com todo respeito, esse é um mundo muito chato.

Chowdhry chega a esta conclusão se baseando em conversas com 15 diferentes desenvolvedores de sistemas operacionais móveis diversos, analisando o entusiasmo com cada sistema e os seus planos futuros dentro desse cenário de mobilidade.

De fato, o estudo é controverso. Particularmente, não imagino o Windows Phone 8 sendo tão irrelevante assim no cenário mobile em um futuro a médio e longo prazo. Primeiro, porque eles contam com parcerias com Nokia e Samsung, que ainda são nomes muito populares no segmento de mobilidade. Segundo, porque a própria Microsoft está fazendo a lição de casa com o seu sistema, e com sua proposta para um ecossistema de produtos mais completo e integrado. Logo, naturalmente, temos muitas pessoas empolgadas com os futuros smartphones com o sistema Windows, e isso pode fazer com que esse cenário terrível não se concretize.

Via PCMag