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FBI pode ter autorização para hackear dispositivos de quase todo o planeta

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A polêmica do iPhone de San Bernardino foi só o começo. Sabemos bem que a batalha iniciada pelo FBI contra a Apple não era algo que cairia no esquecimento rapidamente, e já vemos outros casos semelhantes ficarem em evidência. Porém, um novo e preocupante passo que afetará a privacidade das pessoas de todo o planeta foi dado.

A Suprema Corte dos Estados Unidos aprovou modificações na chamada “Regra 41”, que outorga autoridades aos juízes para emitir ordens de registro em computadores, smartphones, redes e qualquer outro dispositivo eletrônico, algo que só aplicava para a jurisdição de cada juiz. Com as modificações, qualquer juiz nos Estados Unidos poderá emitir ordens de registro para que o FBI possa hackear dispositivos ou redes em praticamente qualquer lugar do planeta.

Antes, essa regra permitira que um juiz só emitissem ordens de registro em dispositivos de um determinado estado norte-americano. Ou seja, nenhum juiz poderia autorizar hacks de forma remota em dispositivos fora de sua jurisdição. Mas a mudança de hoje permite que qualquer juiz emita uma ordem fora de sua autoridade, caso a localização do dispositivo seja desconhecida, ou esteja utilizando algum tipo de software de anonimato.

Para a Suprema Corte dos Estados Unidos, as modificações obedecem uma modernização no código penal para se adaptar à nova era digital, já que mais de um milhão de usuários usam softwares que ocultam sua identidade, permitindo que cibercriminosos naveguem na web sem deixar rastros de sua localização.

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Obviamente, o tema levanta polêmica. A maioria das empresas de tecnologia e grupos pelas liberdades civis se opõem a tal medida, já que no fundo é uma mudança que vai contra às proteções civis existentes na Constituição norte-americana. O Congresso dos Estados Unidos tem até o dia 1 de dezembro de 2016 para rechaçar as mudanças ou fazer modificações adicionais. Se depois dessa data ninguém se opor, as mudanças na Regra 41 entram em vigor imediatamente.

Via Reuters

FBI joga sujo com usuários de Tor

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O FBI está utilizando um malware para desmascarar usuários do Tor. Isso por is não surpreende, mas tudo muda quando começamos a falar de sua origem.

Matt Edman foi um desenvolvedor do Projeto Tor que decidiu passar para outro lado, trabalhando para o FBI para desmascarar os usuários da rede Tor. Para isso, ele criou um malware chamado Cornhusker, depois de ser contratado para a Unidade de Segurança Remota do FBI, sendo realocado ao posto de engenheiro sênios da Mitre Corporation.

Edman fez parte da Operação Torpedo, que tinha como objetivo desmascarar usuários e proprietários de sites de pornografia infantil alojados na deep web. Além disso, também ajudou a acabar com o Silk Road, o maior mercado de drogas da web oculta, graças ao rastreamento do equivalente em bitcoins de US$ 13.4 milhões a partir do servidor do site até o computador do seu fundador, Ross Ulbritch, que acabou preso.

Além do Cornhusker, o FBI contou com um aliado que, apesar de não ter sido voluntário, sua presença tem muito sentido: o Adobe Flash Player.

A tecnologia da Adobe é considerada por anos como muito insegura pelos especialistas, e parece estar longe de melhorar. A cada ano, mais evidências sobre suas debilidades em nível de segurança aparecem, e muitos usuários combinavam o Tor Browser com o Flash Player, algo que não é uma boa ideia se você quer se manter no anonimato.

Tempo depois que o Cornhusker foi substituído por uma Técnica de Investigação de Rede (Network Investigative Technique) para obter o endereço IP real e o MAC utilizados pelos usuários da rede Tor. Porém, tal técnica foi invalidada por um tribunal. Esta situação deu a oportunidade para advogados opositores ao FBI para pedir que a agência mostre o código fonte utilizado para o mecanismo de tal técnica.

FBI pagou mais de US$ 1 milhão para desbloquear o iPhone de San Bernardino

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Todo mundo sabe do polêmico caso do FBI contra a Apple por causa do desbloqueio do iPhone 5c de um dos envolvidos no atentado terrorista de San Bernardido, dispositivo que a gigante de Cupertino se recusou a hackear para facilitar o acesso aos seus dados. O FBI não quis esperar o resultado do processo, e optou por recorrer a uma empresa especializada para acessar os seus dados, algo que teria custado inicialmente US$ 15 mil. Mas agora sabemos que esse valor foi bem maior.

Segundo James Comey, diretor do FBI, o valor pago para acessar o citado iPhone foi mais do que ele ganharia em sete anos e quatro meses antes de sua aposentadoria. A Reuters fez os cálculos e obteve um valor estimado de US$ 1.34 milhão pelo desbloqueio do iPhone 5c, um valor muito elevado e muito acima dos US$ 15 mil inicialmente especulados.

Levando em conta a tendência atual, é muito possível que o FBI siga recorrendo para esse tipo de solução para desbloquear dispositivos sem a ajuda dos seus fabricantes, algo que agiliza e simplifica os processos, mas que tem um preço elevado a ser pago. Será que vale a pena tanto investimento, quando em muitos casos pouco ou nada de útil pode ser extraído do dispositivo?

Via Reuters

O FBI não encontrou nada no iPhone de San Bernardino

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Aqui é o típico “tanto barulho por nada”. O FBI conseguiu acessar os dados do iPhone de San Bernardino, utilizado pelo responsável de um atentado terrorista, na esperança de obter informações importantes sobre o evento. Algo que não aconteceu.

Passou um tempo mais que razoável desde o desbloqueio do smartphone e, de fato, o FBI confirmou que segue “analisando dados”, mas a realidade é que eles não encontraram nada, e com os recursos que contam já deveriam ter conseguido encontrar alguma coisa. Se é que vão encontrar algo que vale a pena naquele iPhone.

No final das contas, tudo parece ter sido um esforço em vão, e o fato é que eles já avisaram de que isso era o mais provável, uma vez que o terrorista provavelmente não esperava ter a sua privacidade garantida usando um smartphone de uma empresa norte-americana. Nesse caso, é melhor não deixar pontas soltas para as autoridades.

Talvez alguns podem pensar que é cedo para fazer tais afirmações, e que o FBI necessita de mais tempo com o dispositivo. Mas como afirmamos, o iPhone 5c foi desbloqueado no dia 28 de março, ou seja, a mais de duas semanas. Esse tempo é mais que suficiente para ter vasculhado a fundo os dados do telefone, e encontrado algo que valesse a pena nos seus dados.

 

Via SlashGear

Juiz ordena Apple a extrair dados de outro iPhone

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O caso da Apple contra o FBI com o iPhone de San Bernardino era apenas o começo, e serviu como precedente para que diversos governos exijam das empresas de tecnologia acesso aos dados pessoais de seus produtos em caso de investigações criminais ou ameças à segurança de um país ou particulares.

Agora, se tornaram públicos documentos entregues à corte de Boston, onde se revela que em fevereiro de 2016, um juiz do magistrado federal ordenou a Apple a colaborar com o FBI para extrair dados de um iPhone que pertence a um suposto membro de uma quadrilha que vendia drogas em Massachusetts.

 

O FBI abandonou o caso, mas a ordem continua

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Uma mudança curiosa nesse caso é que os documentos mostram que o FBI nunca executou a ordem de registro do iPhone, e até pede que seja eliminada a participação da Apple no caso. A ordem foi emitida em 9 de fevereiro, e contava com uma vigência de execução de 14 dias, algo que não aconteceu. A ordem expirou e não foi solicitada uma nova.

Ao mesmo tempo, o FBI solicitou outra ordem, mas dirigida à operadora AT&T, outorgando os registros telefônicos do iPhone 6 Plus em questão, algo que os documentos indicam como executada, com os dados apresentados em uma audiência. Os documentos se tornaram públicos pelas mãos da União Norte-americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que nas últimas semanas solicitou uma monção para que todos os casos onde se exigem dados pessoais de algum envolvido nos casos criminais se tornem públicos, para que os cidadãos tomem ciência e não se apresentem abusos por parte do governo.

A ACLU informa que, além do caso de San Bernardino e este de Boston, existem outros 63 casos desde 2008 onde o FBI emitiu ordens judiciais para exigir a cooperação da Apple e da Alphabet no desbloqueio e extração de informação de equipamentos com seus sistemas operacionais. Sobre o caso de Boston, o FBI se recusou a comentar por ser uma investigação em curso, enquanto que a Apple se reservou ao direito de ficar calada.

Este caso tem um novo grau de dificuldade, já que se trata de um iPhone 6 Plus com iOS 9.1, que conta com uma nova capa de segurança que a ferramenta obtida pelo FBI não foi capaz de superar. O governo norte-americano ainda está decidindo se continua a batalha para exigir a colaboração da Apple, ou se simplesmente não será necessária a sua intervenção, já que em todas as vezes que isso aconteceu a responda da empresa é a mesma: são incapazes de fazer e não contam com as ferramentas para violar os bloqueios de seus smartphones.

Veremos como tudo isso vai terminar.

Via Reuters

O FBI comprou ‘uma ferramenta’ para acessar o iPhone de San Bernardino

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Na semana passada, o FBI anunciou que não mais precisava da Apple para acessar os dados do iPhone 5c de San Bernardino, acabando assim (em partes) com a polêmica em torno da privacidade dos nossos dados que o caso gerou. Agora, James Comey, diretor do FBI, deu mais detalhes sobre como eles conseguiram desbloquear o smartphone de Syed Rizwan Farook, um dos assassinos do terrível massacre ocorrido na cidade californiana.

O governo dos Estados Unidos comprou o que Comey chama de ‘uma ferramenta’ de uma companhia particular de identidade desconhecida para acessar o smartphone. Não sabemos se eles tiveram que pagar por um método já existente, ou se esse foi desenvolvido pela empresa sob encomenda do FBI, depois da recusa da Apple em ajudar no caso.

Coney chega a indicar que a ferramenta só funciona com um ‘pequeno grupo de smartphones’, e entre eles se incluiria o 5C, enquanto que a CNN vai além, informando que o mencionado método não permite o acesso ao smartphone coomo o iPhone 5s ou modelos superiores.

Sobre a identidade da empresa privada que operou tal milagre, o FBI não deu pistas sobre esse tema, e nem vai fazer isso, obviamente. Se limita a indicar que eles contam com uma grande confiança na empresa e na sua discrição, garantindo que a companhia tem as mesmas motivações que o Escritório Federal de Investigação dos Estados Unidos.

É dito que o FBI poderia revelar diretamente para a Apple como eles acessaram o smartphone, porém, depois das declarações de Comey, entendemos que isso é pouco provável. De acordo com o diretor, sobre o que eles vão revelar ao time de Cupertino, eles buscarão a maneira de corrigir o erro, e novamente voltar a estar como era no princípio. Especula-se que essa mesma informação foi revelada a determinados membros do Congresso norte-americano, uma informação que não é confirmada.

Recentemente, publicamos aqui no blog um dispositivo do Reino Unido que custa apenas 120 libras, que é capaz de desbloquear o iPhone 5c sem perda de dados em poucas horas. Seria esta a ‘ferramenta’ que o FBI/Governo dos Estados Unidos teria adquirido para alcançar seus objetivos?

Via CNN Money

Um gadget de 120 libras desbloqueia o iPhone 5c em poucas horas

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Depois de toda a polêmica surgida entre o FBI e a Apple por conta do iPhone 5c implicado no atentado terrorista em San Bernardino, um curioso acessório parece ser capaz de desbloquear qualquer dispositivo com o sistema operacional iOS 7 em poucas horas.

O seu custo é muito reduzido para o que ele oferece: 120 libras (ou 188 euros, ou R$ 620, na cotação de hoje). Mas… realmente o gadget funciona?

Como podemos ver no vídeo do final do post, parece que sim, mas é necessário fazer alguns esclarecimentos importantes. Por um lado, devemos levar em consideração que o acessório não faz tudo de forma automática. É preciso realizar uma espécie de processo prévio para que tudo funcione, e que inclui fazer uma chamada de emergência, abrir a calculadora, entrar de novo na chamada através da parte superior, e a partir daí pressionar ao mesmo tempo o botão de início e o ícone de contatos.

Uma vez feita essa sequência, você conecta o dispositivo ao smartphones, que realiza o que viria a ser um ataque de força bruta, testando as senhas até que ele consiga acertar aquela que protege o dispositivo, sem apagar os dados ao superar um certo número de tentativas.

De acordo com a fonte que fez essa descoberta, são necessários aproximadamente seis segundos para realizar cada verificação individual de senha, o que deve colocar no pior dos casos um tempo médio de 16 horas e meia para desbloquear o smartphone.

O seu fabricante, o Fone Fun Shop, confirma que planeja lançar em breve um modelo atualizado, que será capaz de desbloquear dispositivos baseados no iOS 9.

Via Telegraph

FBI conseguiu hackear iPhone de San Bernardino

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Acabou a polêmica. O FBI finalmente conseguiu hackear e acessar os dados do iPhone utilizado por um dos assassinos do massacre de San Bernardino, e sem a ajuda da Apple.

Esta é mais uma virada que vai muito além de piratear um simples iPhone, e a notícia já causou uma reação da Apple, que vai aumentar ainda mais a segurança dos seus smartphones. O FBI enviou na semana passada um documento para a corte que cuidava do caso pedindo uma suspensão das vistas prévias diante da eventualidade que indicava que “uma parte externa” ajudaria a estabelecer um possível método para desbloquear o iPhone sem comprometer a integridade dos dados contidos nele.

Finalmente eles conseguiram isso, deixando sem efeito a ordem judicial que obrigava a Apple a criar uma porta traseira entregando um firmware personalizado para as autoridades baseado em ataques de força bruta que poderiam saltar a senha de desbloqueio que apaga todos os dados do terminal depois de um número de tentativas fracassados. Na prática, hackear o iPhone saltando suas próprias medidas de segurança e codificação.

O FBI não informou sobre a técnica utilizada, nem qual é a “parte externa” que conseguiu hackear o iPhone.

 

O que a Apple fará agora?

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A Apple respondeu ao assunto, deixando claro que vai aumentar a segurança dos seus smartphones. E o motivo é bem lógico: se o FBI conseguiu desbloquear, outros podem fazer isso. A empresa de Cupertino sempre se recusou a atender o pedido do FBI por entender que isso criaria um procedente perigoso, e que jamais deveria ser uma imposição governamental. Se comprometem a seguir ajudando a polícia nas investigações, mas promete aumentar a segurança dos produtos diante de ameaças e ataques.

A Apple acredita que os usuários merecem ter seus dados protegidos, além da segurança e da privacidade, e que determinadas questões merecem um debate nacional sobre as liberdades civis, a segurança coletiva e a privacidade, onde a própria Apple mantém o seu compromisso de participar dessa discussão.

Vale lembrar que este caso é bem mais midiático, e não é o único que a Apple enfrenta. Há pelo menos uma dezena de ordens similares emitidas pelo Departamento de Justiça para desbloquear iPhones, e que não são por casos de terrorismo, mas sim de delinquência comum.

Não foi estabelecido se a Apple tem a obrigação de piratear a si mesmo, e o debate global sobre privacidade e segurança vai continuar. Uns pedem a eliminação da codificação, e outros argumentam que o terrorismo ou simples delinquência não são desculpa para se remover direitos fundamentais.

O Information Technology Industry Council (ITI), voz global do setor tecnológico que inclui empresas como Apple, Dell, Facebook, Google, Microsoft, IBM, Intel ou Twitter, emitiu uma nota em resposta aos que pedem a violação das codificações em nome da luta contra o terrorismo ou a deliquência: “a debilitação da segurança com o objetivo de promover a segurança simplesmente não faz sentido”.

O ideal seria chegar a um ponto onde as autoridades pudessem fazer o seu trabalho em casos tão graves como o de San Bernardino enquanto que a segurança global é mantida. É um equilíbrio complicado, porém, necessário.

Via 9to5mac, The Washington Post

FBI afirma poder desbloquear iPhone sem a ajuda da Apple

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O FBI afirma ser capaz de desbloquear o iPhone utilizado por um dos assassinos do ataque de San Bernardino sem a ajuda da Apple.

O órgão do governo enviou uma documentação para a corte que analisa o caso para que suspenda a audiência marcada para hoje (22). Explicam que “uma parte externa” demonstrou aos investigadores policiais um possível método para desbloquear o iPhone sem comprometer a integridade dos dados contidos, afirmando que encontraram vias alternativas de investigação fora do governo dos Estados Unidos. Logo, se o método é viável, a necessidade da assistência da Apple nesse caso deve ser eliminada. O FBI pediu a paralisação do caso até o dia 5 de abril, que é quando os resultados seriam apresentados.

A informação chega depois do anúncio de Tim Cook no evento da Apple, onde o executivo afirmou que a empresa não vai voltar atrás na sua recusa para violar a sua própria segurança. O FBI não explica qual seria essa “parte externa” que é capaz de desbloquear o iPhone e como eles fariam isso. Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins descobriu uma vulnerabilidade no serviço iMessage, que poderia ser utilizada para acessar o smartphone.

Há quem diga que o FBI está blefando, como uma estratégia para que a Apple exponha algumas de suas práticas ou tecnologias. Ao mesmo tempo, um grupo de senadores está preparando um projeto de lei que daria aos juízes federais uma base jurídica clara para emitir ordens que obrigam a Apple a desbloquear o tão polêmico iPhone.

Via NYT, Fox News, Reuters

FBI fecha o cerco contra a Apple, que pode ter que ceder código fonte do iOS

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A batalha legal entre Apple e o FBI está chegando a limites inesperados. A Apple se nega a violar a privacidade dos seus dispositivos e usuários, enquanto que o FBI apela para mecanismos que permitam às agências de inteligência e forças de segurança a acessarem certos dados quando necessário, criando assim um precedente.

O último movimento dessa guerra de declarações veio do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que ameaça a Apple em ceder o código fonte do iOS, caso a empresa não cumpra a ordem de acessar os dados do iPhone do terrorista Syed Farook do massacre de San Bernardino.

Esse tipo de mandato tem um precedente perigoso. Em agosto de 2013, o serviço de e-mail Lavabit teve que anunciar um repentino fim de atividades, depois de notificar uma intervenção do governo para tratar de acessar os seus dados. Ladar Levinson, criador do serviço, foi forçado a ceder a codificação do Lavabit, mas se negou a fazer isso, e foi acusado de desacato.

O governo dos Estados Unidos faz menção a esse caso no novo arquivo anexado ao processo, e agora resta saber qual será a resposta da Apple. Por enquanto, a postura do FBI e do Departamento de Justiça é claramente hostil, como já demonstrou antes ao afirmar que a retórica da Apple “não é apenas falsa, mas também corrói as mesmas instituições que são as mais capazes para proteger nossa liberdade e nossos direitos”.

A Apple responderá a essa nova investida nos próximos dias, mas por enquanto tem uma carta na manga: o evento do próximo dia 21 de março, onde não só eles podem apresentar novos produtos, mas também podem falar sobre privacidade e apresentar seus argumentos para o grande público. Um evento de tal magnitude e cobertura é a oportunidade perfeita para oferecer uma mensagem contundente sobre os argumentos que definem a sua postura.

Via The Guardian

Apple diz que NSA deveria hackear o iPhone, e não eles

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O duelo entre Apple e FBI se transformou em uma novela que parece estar longe de acabar. A gigante de Cupertino segue apresentando suas cartas para evitar a criação da tal ferramenta que poderia hackear o iPhone.

A Apple conta com o respaldo de outras gigantes de tecnologia (Google, Microsoft, etc), mas está em uma posição complicada, já que a máquina da manipulação funciona a todo vapor, e o medo do terrorismo é quase “uma varinha mágica” nas mãos do governo dos Estados Unidos. Isso fica claro na falta de apoio que a Apple recebeu dos cidadãos, que acreditam que a empresa deveria ceder às pressões do FBI e facilitar o acesso ao iPhone 5c do atirador de San Bernardino.

Porém, toda essa batalha de argumentos acabou rendendo um fogo amigo contra o governo: por que não deixar a missão de hackear o iPhone para a NSA?

A resposta aqui tem duas vertentes. Ainda que a Apple indique que a petição para a NSA não se produziu, e certamente esse é um argumento a favor deles, por outro lado temos uma questão a ser resolvida: a NSA é mesmo capaz de hackear o iPhone?

Bom, pensando o quão delicada é a situação, a única coisa que podemos fazer é esperar para ver como esse caso evolui.

Via Softpedia

Apple desafia o governo dos EUA, e vai adicionar mais segurança ao iPhone

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Continua a batalha midiática e judicial em torno da recusa da Apple em cumprir a ordem judicial que a obrigava a hackear o iPhone utilizado por um dos assassinos do massacre a San Bernadino. Para a gigante de Cupertino, este não é um caso especial ou único como o FBI alega, já que eles receberam uma dezena de ordens judiciais similares, de casos que nada tem a ver com o terrorismo ou com a “segurança nacional”.

O caso tem importância porque o argumento para piratear apenas um dispositivo em particular não se sustenta, e tudo aponta para ir muito além do que parece. Pode ser um caso chave no debate sobre privacidade e segurança, e se o terrorismo ou a simples delinquência (como nos casos previamente conhecidos) podem ser as desculpas para retirar direitos fundamentais ou romper uma medida fundamental, como é a codificação dos dispositivos.

A Apple decidiu ir para o contra-ataque, e ao seu estilo. Seus engenheiros começaram a desenvolver novas medidas de segurança que, segundo a empresa, ‘tornaria impossível’ ao governo ao seu desbloqueio. Seu desenvolvimento teria começado antes do caso de San Bernardino, e tudo indica que agora foi acelerado, o que daria lugar a novos processos judiciais e novas melhorias de segurança.

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Vale observar que, nas últimas horas, Satya Nadella, CEO da Microsoft, deu total apoio para a Apple, e a empresa via enviar um documento para a comissão do Congresso dos EUA reforçando o apoio ‘sem reservas’ para Cupertino. O movimento vem depois das declarações pessoais de Bill Gates sobre o caso, que entende que a Apple deveria sim desbloquear o iPhone em questão.

Google, Amazon, Twitter e Facebook também devem enviar documentos para o Congresso, reforçando o apoio à Apple. Nas últimas horas, a gigante de Cupertino solicitou a eliminação da ordem judicial que a obriga a hackear o dispositivo.

Veremos como isso vai terminar.

Via The Wall Street Journal

Estes são os cibercriminosos mais procurados pelo FBI

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O FBI publicou uma lista com os cinco cibercriminosos mais procurados do mundo, com fotos e uma bela recompensa de valor total de US$ 4.2 milhões para quem oferecer informações que ajude a capturar um deles.

Na primeira posição temos Evgeniy Mikhailovich Bogachev, conhecido por ser o cirador da ransomware Cryptolocker. Ele também está por trás dos ataques provocados pela botnet GameOver, que de acordo com dados oficiais provocou prejuízos de mais de US$ 100 milhões, infectado mais de um milhão de computadores em 2009. A recompensa pela sua captura é de US$ 3 milhões, valor que supera e muito a soma de recompensas dos demais quatro listados.

Na segunda posição está Nicolae Popescu, responsável por um prejuízo de US$ 3 milhões em leilões falsos em sites populares como o eBay. A recompensa por sua captura é de US$ 1 milhão.

O top três é fechado por Alexsey Belan, autor de um grande roubo de dados de usuários de portais de comércio eletrônico nos Estados Unidos durante 2012 e 2013, dados que posteriormente ele tentou vender. Sua recompensa é de apenas US$ 100 mil.

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Não resta dúvidas: o cibercrime se tornou algo muito sério, com as recompensas cada vez maiores. A lista completa dos mais procurados você encontra nesse link.

O domínio Megaupload agora serve para distribuir pornografia e malwares

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A operação que fechou o domínio do Megaupload deixou Kim Dotcom em uma situação complicada, e gerou uma enorme polêmica, já que a operação foi ‘bem no estilo’ dos Estados Unidos, não distinguindo os tipos de arquivo lá armazenados.

Muitos usuários perderam dados legítimos, sem receber qualquer tipo de compensação por isso. Porém, se o propósito da operação era acabar com o cibercrime, podemos dizer que o FBI perdeu a batalha e o controle do Megaupload.

Na teoria, tal domínio só deveria mostrar o anúncio do seu fechamento, mas agora passou a mostrar links de conteúdos ponográficos, mercado de drogas e malwares, um erro que parece já ter sido resolvido, mas que já coloca em evidência a incompetência do FBI no assunto.

Não podemos descartar que tudo isso foi um movimento preparado para conseguir exatamente isso: ridicularizar o FBI. Mesmo assim, era algo que eles deveriam estar preparados, principalmente levando em conta os recursos que eles possuem.

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Por sua vez, Kim Dotcom aproveitou a situação para colocar mais lenha na fogueira, fazendo várias críticas severas no Twitter, fazendo com que a vergonha do FBI fosse ainda maior.

Via NextPowerUP!

FBI confirma envolvimento da Coreia do Norte nos ataques contra a Sony

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O FBI acaba de acusar oficialmente a Coreia do Norte como responsável pelo ciberataque sofrido pela Sony Pictures. Em um comunicado, a agência do governo dos Estados Unidos explica os motivos. Além disso, é esperado que o presidente Barack Obama faça uma coletiva de imprensa ainda hoje para falar sobre o assunto.

O FBI informa que não vai entrar em detalhes sobre suas fontes e métodos para chegar a tal conclusão, mas garantem que existem similaridades no código do malware utilizado pelos atacantes aos servidores da Sony com outros malwares anteriores desenvolvidos pela Coreia do Norte. Além disso, eles afirmam que detectaram IPs do país, e que as ferramentas utilizadas são muito parecidas com aquelas utilizadas anteriormente – e supostamente – contra a Coreia do Sul, em março de 2013.

A agência também garante que esta é mais uma amostra de como a Coreia do Norte é uma real ameaça cibernética para os Estados Unidos. “As ações da Coreia do Norte pretendiam infingir danos em uma empresa dos Estados Unidos, e eliminar o direito dos cidadãos norte-americanos de se expressarem. Esses atos de intimidação ficam fora daquilo que pode ser considerado o comportamento aceitável de um país”, diz o comunicado.

A grande pergunta que fica agora é: como vai responder o governo dos Estados Unidos, agora que o contundente comunicado do FBI confirma o envolvimento da Coreia do Norte no ataque (cibernético, mas que é considerado um ataque contra os EUA)?

Como disse antes, Barack Obama vai dar uma entrevista coletiva (se já não aconteceu enquanto você lê esse post no futuro), onde é esperado que ele explique as medidas que ele pretende tomar a respeito. Especula-se uma ‘resposta proporcional’ naquilo que já é considerada uma questão de ‘segurança nacional’.

Para quem ainda não sabe (ou vive em uma caverna, longe da civilização e da internet), um resumo: no final de novembro, a Sony Pictures foi atacada por crackers, onde mais de 100 terabytes de dados foram vazados. Nos últimos dias, a Sony se vê ameaçada de ter mais dados vazados, incluindo ameaças terroristas contra as salas de cinema que promovem ou exibem o filme ‘The Interview’, protagonizado por Seth Rogen e James Franco (cujo plot principal é ‘apenas’ um plano de assassinar o líder da Coreia do Norte). A Sony decidiu suspender a sua estreia, e o governo norte-americano decidiu entrar na briga, para defender a liberdade de expressão dos seus cidadãos, ao mesmo tempo que visa proteger suas fronteiras cibernéticas.

Para ler o comunicado do FBI na íntegra, clique aqui.