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O ‘Made in China’ caiu de moda nos smartphones

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Não faz muito tempo que a China parecia a ‘terra prometida’ do mundo da eletrônica, principalmente para os dispositivos móveis. A infraestrutura e o custo da mão de obra transformaram o gigante asiático no principal protagonista do mercado, e todos os gigantes da telefonia móvel centraram suas operações de produção nesse país.

Porém, as novas taxas de importação impostas pelo governo chinês fizeram com que o país não seja mais tão vantajoso assim, e isso resultou no surgimento de outras alternativas cada vez mais populares. A Índia se transformou na nova referência para algumas empresas, e a Lenovo já inicou a sua produção de smartphones no país, graças ao fabricante Flex e suas instalações próximas da cidade de Chennai.

 

A Índia é a nova China

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Amar Babu, presidente da Lenovo na Índia, confirmou para a Bloomberg que era a primeira vez que Lenovo e Motorola compartilharão instalações para a produção de seus dispositivos móveis, mas com linhas de produção diferentes. Estas instalações contam com uma capacidade de produção de ‘6 milhões de unidades por ano’, com vendas dirigidas para o mercado indiano.

A Lenovo não é a primeira, e provavelmente não será a última empresa a tomar essa decisão. A Foxconn também começou a fabricar alguns dos dispositivos da Xiaomi e da OnePlus no país, e anunciaram planos para implantar 12 fábricas na Índia. O primeiro ministro indiano Narendra Modi gastou muito tempo atraindo os grandes fabricantes para o seu país, e sua iniciativa parece dar resultado.

Uma das razões para esta mudança da Lenovo pode ser os últimos resultados da empresa. A China representa 59% das vendas de smartphones deles em todo o planeta, mas no último trimestre, tanto a Lenovo como a soma da Lenovo com a Motorola registraram uma queda em sua cota de mercado no país. Na Índia, as coisas são promissoras, onde as unidades distribuídas cresceram em 44% no segundo trimestre de 2015, segundo a IDC.

Lenovo, Xiaomi, Huawei e Gionee conseguem concentrar 12% do mercado indiano, e parece que a ideia é ir além, não apenas vendendo na Índia, mas fabricando no país. Kiranjeet Kaur, um dos responsáveis pelo estudo da IDC, revela que ‘a desaceleração da China fez com que muitos fabricantes desse país busquem como objetivo a Índia como próximo mercado de grande crescimento para os smartphones’.

Via Bloomberg

Fabricar o Moto G custa US$ 123 para a Motorola e Google

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As últimas gerações de produtos da linha Nexus abriram o caminho dessa nova era de dispositivos com especificações técnicas interessantes e preços mais interessantes ainda. Porém, o novo Moto G conseguiu algo ainda mais difícil. É considerado hoje o smartphone de linha média mais completo e acessível do mercado, sendo comercializado (lá fora) com preços entre US$ 179 e US$ 199 (no Brasil, entre R$ 699 e R$ 999), dependendo da versão de armazenamento (8/16 GB) ou se o mesmo acompanha algum item complementar (como o fone de ouvido Sol Republic).

Segundo o pessoal do TechInsights, o modelo com 16 GB possui um custo total de seus componentes de US$ 123 (ou R$ 286, na cotação do dólar em 06/12), o que reduz a sua margem de lucro operacional a quase 1/4 do que os outros fabricantes extraem de um produto similar (seguindo o dólar como moeda referência, é claro). Se somarmos essa informação aos custos de montagem e os demais gastos envolvidos para que o produto chegue ao mercado, o estudo sugere que a Motorola embolsa aproximadamente 5% do valor de cada unidade vendia do smartphone.

Por outro lado, a mesma TechInsights indica que a Samsung consegue lucrar aproximadamente 20% de cada modelo de linha média vendido, e até 28% nos modelos top de linha.

Por enquanto, a agressiva estratégia da Motorola está dando certo. O Moto G já figura na lista de um dos smartphones mais vendidos da Amazon, se esgotando rapidamente durante as promoções da Cyber Monday. Aqui no TargetHD, foi um dos modelos com maior volume de venda durante a Black Friday, e é um dos reviews mais solicitados pelos leitores do blog.

A boa notícia? O próximo review a ser publicado no TargetHD é justamente o do Moto G. Aguarde e confie.

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Novas da Apple: Mac OS X com 8% de adoção em 24 horas, e como o Mac Pro é fabricado

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Um combo de notícias da Apple nesse post. Começamos pelos números, que como vocês bem sabem, são frios. Segundo os dados coletados pela GoSquared, o índice de adoção do Mac OS X Mavericks ficou próximo de 8% após as primeiras 24 horas de lançamento do sistema.

Em uma análise inicial, esse é um volume de adoção maior que as versões anteriores (mas isso precisa ser confirmado pela própria Apple). Algumas coisas explicam essa velocidade de expansão da nova versão.

O primeiro motivo é o mais óbvio do mundo: ele é de graça. Logo, não vamos perder muito tempo nisso. O segundo motivo é que o OS X Mavericks é compatível com modelos antigos de Macs, o que acaba beneficiando de forma direta os proprietários de produtos lançados de 2007 para frente. Além disso, as impressões iniciais passadas por aqueles que já testam o sistema em seus computadores é que essa é a melhor versão do OS X lançada até agora.

O Mavericks conta com vários recursos novos, além de ajustes para oferecer uma maior autonomia de bateria ao MacBook, monitorando os seus programas e aplicativos para decidir qual deles vai receber mais recursos de processamento.

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A segunda notícia é, na verdade, um vídeo. A Apple liberou um vídeo que mostra como o novo Mac Pro é feito. O computador será fabricado nos Estados Unidos, e passa uma ideia sobre como esse produto com design diferenciado é fabricado.

No evento da última terça-feira (22), a Apple revelou mais detalhes, especificações e o preço do novo Mac Pro, que nos Estados Unidos será lançado em dezembro, com o preço inicial sugerido de US$ 2.999 (no Brasil, esse valor é de R$ 12.999). O novo Mac Pro pode receber diferentes configurações, sendo que a versão mais completa conta com até 64 GB de RAM, processador Intel Xeon E5 de 2.7 GHz e 12 núcleos de processamento, e duas GPUs AMD Fire Pro D700 com 6 GB de memória dedicada. O modelo ainda pode suportar até seis telas Thunderbolt ou três telas com resolução 4K.

 Via The Verge, MacRumors

Intel vai parar de fabricar placas-mãe para PCs desktops

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As placas-mãe para PCs desktops da Intel estão com os seus dias contados. A empresa anunciou ontem (23) de forma oficial que, em 3 anos, deixarão de fabricar as placas de circuito impresso, uma vez que o ciclo Haswell estiver concluído. O motivo? O processo de renovação em seus negócios.

O anúncio não chega a surpreender muita gente. A empresa garante que vai continuar a fornecer chips para as placas impressas de seus principais parceiros (ASUS, ASRock e Gigabyte). Além disso, os consumidores não terão que se preocupar, pelo menos de forma imediata. O suporte e a garantia dos novos processadores Haswell (que vai substituir a linha Ivy Bridge) estão garantidos.

Isso não significa que a Intel está reduzindo o seu poder de fogo, muito menos reduzindo o seu quadro de funcionários. A maioria dos engenheiros que compõem hoje a (suposta) pequena divisão de placas-mãe da empresa serão realojados para projetos mais recentes da Intel, principalmente voltadas para as plataformas móveis.

Não é muito difícil de compreender por que a Intel quis aplicar esta mudança em seus negócios. A empresa tinha que contemplar duas opções para melhorar os seus resultados na bolsa de Wall Street, uma delas era enviar toneladas de produtos gerando enormes margens de lucros, ou conseguir lucros adicionais, se desvinculando da indústria dos PCs desktops. A grande maioria dos lucros da Intel hoje estão na segunda opção, e desta forma, a empresa passa a se centrar no desenvolvimento de soluções pensadas nos ultrabooks e tablets, que poderão agregar muito mais valor ao seu mercado, por causa da forte concorrência entre as empresas que fabricam esses produtos.

Fujitsu fabricará laptops com o plástico de seus CDs velhos

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Para você, eles só servem para nivelar as mesas. Para a Fujistu, eles serão matéria prima para fabricar os seus novos portáteis. Os quase esquecidos CDs e DVDs encontraram um novo propósito nas fábricas da gigante japonesa, uma vez que eles iniciaram o seu programa de reciclagem de discos óticos, graças ao qual vai recuperar o seu plástico para fabricar notebooks, começando pelo novo Lifebook P722/E.

Segundo a Fujitsu, a escolha desse material vai permitir a redução do consumo do plástico em até 10 toneladas por ano, e cortar a emissão do CO2 em 15%. Tais números podem fazer com que até o preço final do produto caia um pouco. Viu como valeu a pena guardar aquele monte de CDs que estão entulhados na sua casa?

Via Engadget

Aparecem novos rumores sobre um possível iPad Mini da Apple

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Os rumores sobre a existência de um iPad Mini só aumentam, e com maior riqueza de detalhes. Dessa vez, publicações de credibilidade, como o Bloomberg e o Wall Street Journal falam sobre o assunto, e indicam que a Apple estaria fabricando um tablet de 8 polegadas ou menor, mas que não incluiria a Retina Display, para manter o preço reduzido.

Mais que os detalhes técnicos, o que chama atenção é a sincronia das publicações ao falar sobre a produção do aparelho. Segundo o WSJ, as fabricas devem iniciar a produção em massa do produto no mês de setembro, e o Bloomberg afirma que isso aconteceria em outubro.

Por outro lado, não será nenhuma surpresa se tais previsões sobre o iPad Mini não se confirmem. Afinal, a Apple pode correr o risco de ser acusada de “tentar fabricar um iPod Touch maior”. Por outro lado, seria impensável da Apple querer competir no mercado do Nexus 7 e Kindle Fire com o tablet atual. Se eles querem mesmo ir para o mercado mais popular, precisam de um produto financeiramente mais acessível.

O certo é que os rumores parecem vir de locais com informações precisas sobre o assunto. Logo, devemos ficar atentos para qualquer detalhe adicional que apareça na tela do nosso computador (ou notebook, ou netbook, ou tablet, ou ultrabook…).

Via Bloomberg e Wall Street Journal

Nintendo considerou descartar a tela secundária do Wii U por causa do seu preço

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Ainda que as duas telas do Wii U (a TV e a do GamePad) nos pareçam interessantes e uma parte fundamental do conceito do console, a Nintendo esteve a ponto de descartar esta ideia aparentemente tão básica.

O presidente da empresa, Satoru Iwata, comentou ao jornal The Telegraph que “quase desistimos da ideia de uma tela adicional” durante as discussões finais sobre o console, devido “a nossa preocupação pelo elevado custo de desenvolvimento e fabricação”.

Agora que já estamos acostumados ao conceito da tela dual do Wii U, é até curioso tomar conhecimento dessa preocupação só agora. E por causa dessa informação, concluímos que a Nintendo conseguiu desenvolver uma tecnologia econômica o suficiente para vender o console a um preço “razoável” (apesar do seu preço não ter sido revelado).

Via Joystiq e The Telegraph

LG desmente que não vai mais fabricar telefones com Windows Phone

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A notícia divulgada pelo site Korea Herald, que dizia que a LG não mais fabricaria telefones com Windows Phone parece não ser tão correta, segundo informou um porta-voz da empresa ao site Pocket-Lint. As palavras do representante da LG foram fortes e diretas, comunicando que “nada disso é verdade. O Korea Herald está mostrando novamente o seu perfil amadorista. Seguimos trabalhando com o Windows Phone, mas por enquanto estamos focados no Android, por causa de uma demanda maior”.

A declaração pode esclarecer os fatos, mas também indica que a matéria não é totalmente falsa, porque a LG admite que agora mesmo o desenvolvimento do hardware para Windows Phone é algo secundário. De qualquer forma, a decisão do fabricante é temporária, com a possibilidade de ser uma pausa proposital, esperando que a Microsoft comece a distribuir o Windows Phone 8 para os fabricantes.

Também é preciso levar em conta que o custo de desenvolvimento e fabricação de smartphones com Windows Phone 8 será muito inferior, porque o novo sistema operacional poderá aproveitar grande parte do hardware já utilizado na produção de telefones Android. Por causa disso, não nos espantaria se a LG decidiu esperar alguns meses antes de lançar novos telefones com o sistema da Microsoft, evitando dessa forma investir em telefones que vão ficar obsoletos rapidamente.

Via Pocket-Lint

Lumia 900 é mais caro de ser fabricado que o iPhone 4S

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Como você bem sabe, o lançamento do Lumia 900 não passou desapercebido para ninguém. Em primeiro lugar por causa do barulho que a Nokia está fazendo para promover o lançamento. Em segundo lugar, por ser um telefone LTE de linha alta, que é comercializado nos Estados Unidos (com contrato de permanência) por US$ 99. Mas isso não significa que ele seja barato para ser feito.

O pessoal do iSupply destroçou o terminal, e estimou que seu custo de produção é de US$ 217. Se o dado em si não quer dizer nada para você, fique sabendo que o Lumia 900 é mais caro de ser fabricado que o iPhone 4S, que possui custo de produção de US$ 188.

Onde estão as diferenças? O pessoal do site Gizmodo acredita que os custos básicos dos componentes são muito similares, mas as principais diferenças estão na tela, que é um pouco maior no Lumia 900, mas com uma densidade de píxels inferior a do iPhone 4S. Mais detalhes do estudo na fonte desse post.

Via iSupply

Toshina e Hitachi fecham fábricas de telas LCD em virtude do terremoto no Japão

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Diante das informações de milhares de mortos e desaparecidos, além dos problemas com reatores nucleares instáveis, falar de inconvenientes na produção de gadgets pode soar um pouco superficial. Porém, assim é a vida, e temos que lidar com parte das consequências dessa tragédia. Inclusive com as inevitáveis perdas econômicas motivadas pela inatividade industrial.

Dito isso, Toshiba, Hitachi e Panasonic decidiram fechar várias de suas fábricas de produção de telas LCD, em virtude de problemas estruturais e de maquinário danificado após o terremoto e tsunami da semana passada. A Panasonic informa que não sabe quando vai abrir as portas de sua fábrica de Chiba, tal como a Hitachi e Toshiba, que pararam a produção de LCDs por, pelo menos, um mês.

Ainda é muito cedo para falar de falta de monitores LCD no mercado, e esperamos que isso não aconteça. Mas, antes de pensar nisso, vamos pensar no drama do povo japonês, desejando que eles se recuperem desse terrível desastre.

via Nikkei, Reuters e Bloomberg