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Europa quer oferecer WiFi grátis em 2020

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A Comissão Europeia segue centrada no seu objetivo de poder oferecer WiFi de graça para os cidadãos da União Europeia, e estabeleceram um prazo máximo para conseguir isso: 2020.

O plano envolve 120 milhões de euros, apostando na instalação de sistemas que ofereçam conexões WiFi sem custo em determinados locais públicos, como parques e bibliotecas.

Estamos falando entre 6 mil e 8 mil pontos públicos distribuídos pela Europa com WiFi de graça, que podem se converter em até 50 milhões de conexões diárias.

Uma ideia excelente, que pode contribuir para a formação das cidades conectadas, objetivo muito ambicioso que pode se tornar uma realidade nas próximas décadas.

Além dessa medida, a Comissão Europeia planeja tornar obrigatório para 2025 o acesso à internet em todos os lares do continente, com uma velocidade mínima de download de 100 Mbps, superando de longe a média de países como os Estados Unidos, que hoje tem uma média de velocidade de 12.6 Mbps.

O 5G é outro grande objetivo da União Europeia, que espera oferecer uma boa cobertura para os usuários a partir de 2020, se estendendo para várias áreas, incluindo estradas e trens em 2025.

Via HotHardware

Apple pode ter que pagar US$ 8 bilhões em impostos

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As práticas financeiras que a Apple adotou na Europa, apostando em pagar impostos em paraísos fiscais, se transformou em uma bomba que pode explodir no seu colo. Eles já tiveram que pagar 318 milhões de euros depois de chegar a um acordo com impostos atrasados,E agora eles precisamo se explicar em relação ao pagamento de impostos dos últimos anos no Velho Continente. E a multa pode ser bem pesada.

A Comissão Europeia considera a possibilidade de impor uma pena mais rígida aos lucros que a Apple gerou entre 2004 e 2012. Se isso acontecer, os lucros estariam sujeitos a um imposto de sociedades de 12.5% no lugar de 1.8%, uma diferença enorme que depende do resultado da investigação feita nesse momento. Com isso, a gigante de Cupertino teria que pagar em torno de US$ 8 bilhões (ou 7.3 bilhões de euros) em impostos atrasados.

É preciso ter claro que faturar em paraísos fiscais e fazer malabarismos contáveis e financeiros para pagar menos impostos não é uma novidade na história da humanidade, sendo algo bem mais frequente e habitual. Porém, a Justiça europeia persegue e condena esse tipo de prática adotada.

Via MacRumors

“Pai” da internet alerta que neutralidade da rede na Europa está em perigo

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Sir Tim Berners-Lee, conhecido como o “pai” da internet, pediu mudanças na normativa sobre a neutralidade da rede que está em votação no Parlamento Europeu, advertindo que “se as modificações não forem feitas, a inovação, a liberdade de expressão, a privacidade e a capacidade da Europa em liderar a economia digital estão em jogo”.

Em março de 2014, o Parlamento Europeu aprovou uma série de medidas para uma internet aberta, aprovando a suspensão do roaming ou proibindo as operadoras de bloquear ou reduzir a velocidade de serviços de internet, naquilo que é chamado de neutralidade da rede. Posteriormente, a União Europeia recuou, e a normativa apresentada pelo Conselho Europeu debilitou as propostas em favor da neutralidade da rede.

“As atuais propostas são ambivalentes, e podem levar a práticas comerciais que vão contra os usuários, contra as start-ups inovadores, e contra a livre concorrência no mercado digital”, assinalou a alguns meses os Liberais e Democratas no Europarlamento.

Por conta disso, o “pai” da web fala sobre esse caminho perigoso. A medida proposta oferece lacunas que permitem aos provedores de serviços de internet manipular a velocidade do tráfego, criar “vias rápidas” prioritárias para as empresas maiores que estão dispostas a pagar por elas, reduzindo potencialmente a velocidade de internet dos demais.

Berners-Lee é uma das vozes importantes que pede por reformas urgentes, que devem ser introduzidas no projeto de lei com o fim de proteger e fortalecer a neutralidade da rede, e pediu a aprovação de quatro emendas ao texto em votação, apresentadas em carta aberta, assinada por empresas como Netflix, Reddit, Tumblr, Etsy e BitTorrent.

Vamos ver o que vai acontecer. Não faz muito tempo que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos aprovou um conjunto de normas para garantir a neutralidade da rede que são as mais importantes das últimas duas décadas. Será que a Europa vai fazer a coisa certa?

Europa elimina os impostos nas trocas de Bitcoin

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O Tribunal de Justiça da União Europeia reconheceu que o intercâmbio de divisas do Bitcoin está livre de impostos, tal como ocorre nas operações analógicas realizadas com outras moedas “reais”.

Esse é um passo para a popularização das criptodivisas, o que é positivo para os consumidores, mesmo com fortes resistências sem motivo. De um lado, temos a alta volatilidade das moedas eletrônicas, que podem criar novos milionários ou gerar grandes prejuízos rapidamente. Por outro lado, essa criptodivisa pode ser utilizada para transações à margem da lei, além de outras questões vinculadas ao seu controle e segurança.

Via Bloomberg

Estudo compara uso da Internet por crianças do Brasil e Europa

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As condições de acesso e uso da Internet por crianças e adolescentes do Brasil e sete países europeus são apresentadas no relatório “Children and Internet use: A comparative analysis of Brazil and seven European countries” (Crianças, adolescentes e Internet: uma análise comparativa entre o Brasil e sete países europeus). A tendência ao uso cada vez mais privativo da Internet por jovens entre 9 e 16 anos de idade do Brasil, Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Itália, Portugal, Romênia e Reino Unido é um dos principais resultados apresentados.

O relatório, produzido a partir de pesquisas comparáveis entre os países participantes, conduzidas entre 2013 e 2014, aponta uma significativa presença dos brasileiros nas redes sociais comparada aos outros países.

Os dados brasileiros são da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2013, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Para a pesquisa brasileira, foram entrevistadas 2.261 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos usuários de Internet, bem como entrevistas com seus pais ou responsáveis. Os dados europeus foram produzidos pelo projeto Net Children Go Mobile.

Os brasileiros têm menor acesso à rede no ambiente da escola, mas, em contrapartida, estão à frente de outros países quanto ao acesso a dispositivos móveis e à presença de crianças entre 9 a 10 anos nas redes sociais. O estudo mostra que uma em cada três crianças brasileiras usuárias de Internet acessam a rede por dispositivos móveis (33%), patamar superior a países como Romênia (15%), Irlanda (13%), Portugal (13%) e Bélgica (11%).

O acesso à Internet no próprio quarto ou em outro ambiente privativo da casa é prática comum às crianças e adolescentes de quase todos os países analisados: mais da metade (56%) dos brasileiros usuários de Internet, 85% na Dinamarca, 70% no Reino Unido, 69% na Itália e Romênia, 60% na Irlanda e em Portugal. A exceção fica por conta da Bélgica (48%).

Educação e atividades on-line
Na escola, o acesso à Internet é limitado a apenas um terço das crianças brasileiras usuárias de Internet (36%). Essa proporção é inferior ao verificado na maioria dos países europeus envolvidos no estudo: Reino Unido (88%), Dinamarca (80%), Romênia (53%), Portugal (49%), Irlanda (47%) e Bélgica (39%),com exceção da Itália (26%).

Assistir aos vídeos ou clipes on-line e utilizar redes sociais são as atividades mais citadas por crianças e adolescentes com idades entre 11 e 16 anos em todos os países do estudo. Os dinamarqueses (70%), romenos (58%), irlandeses (49%) e britânicos (49%) preferem assistir aos vídeos on-line, enquanto as redes sociais aparecem como a principal atividade para adolescentes italianos (59%), brasileiros (52%), portugueses (50%) e belgas (48%).

Redes sociais
Em relação à presença nas redes sociais, 78% das crianças e adolescentes brasileiros usuários de Internet possuem perfil próprio, mesmo patamar da Romênia (78%) e Dinamarca (81%). No Brasil, as crianças de 9 e 10 anos são as mais presentes (52%) nesses canais entre os países analisados: Romênia (50%), Dinamarca (41%), Portugal (26%), Bélgica (22%), Reino Unido (19%), Itália (15%) e Irlanda (14%).

Ainda de acordo com o estudo, grande parte dos jovens brasileiros valoriza ter grande número de contatoson-line e demonstra pouca preocupação a manutenção de perfis públicos nessas redes. No Brasil, mais da metade das crianças (54%) afirma ter mais de 100 contatos em seu principal perfil, fenômeno parecido com a Romênia (64%). Além disso, 42% dos brasileiros possuem perfil totalmente público, sendo essa proporção de apenas 15% na Itália.

Para mais informações sobre a análise comparativa entre a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2013 e a Net Children Go Mobile, clique aqui.

Os preços da tecnologia na Europa vão cair

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Podemos dizer sem medo de errar que os preços dos dispositivos tecnológicos na Europa são muito caros. A conversão de divisa deveria beneficiar os clientes europeus, mas na prática alguns consumidores podem pagar muito mais caro pelo mesmo produto do que em outros mercados.

Para acabar com isso, a Organização Mundial do Comércio anunciou um acordo que envolve mais de 50 países que são responsáveis por 97% do comércio tecnológico do planeta. Entre os países que estão de acordo estão a União Europeia, os Estados Unidos e a China. E como você pode imaginar, o Brasil – que é governado por pessoas que definitivamente não entendem do assunto – NÃO faz parte desse acordo.

Inicialmente, o acordo afeta aproximadamente 200 produtos em diferentes categorias, desde videogames até acessórios, impressoras e sistemas de GPS. E isso para citar alguns exemplos mais populares. Diversos equipamentos médicos e profissionais também estão envolvidos nessa lista.

A consequência dessa eliminação de custos é bem clara: uma queda de preços dos produtos, para estimular o consumo e facilitar a criação de novos postos de trabalho.

A notícia tem uma pequena ‘pegadinha’: sua aplicação não é de forma imediata, e será implantada de forma gradual ao longo dos próximos três anos. O acordo começa a valer a partir de 2016.

Via El Confidencial

Samsung quer o Tizen na Europa em 2016

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Segundo o site SamMobile, fontes diretas da Samsung revelam que os primeiros dispositivos com Tizen desembarcam na Europa em 2016. Essa seria uma medida para expandir o seu mercado muito limitado no momento.

A Samsung estaria testando dispositivos Tizen nos principais países europeus, que podem chegar ao mercado do continente em breve. Além disso, garantem que os modelos contarão com o Tizen 3.0, a próxima versão do sistema que está em desenvolvimento há meses, e que deve estrear com o lançamento de novos dispositivos.

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Estes novos smartphones seriam significativamente superiores que o atual Samsung Z1, e seu nome final não é conhecido. Algumas características são previstas: tela HD de 5 polegadas, processador Spreadtrum quad-core de 1.3 GHz ou 1.5 GB de RAM, entre outros detalhes.

O Tizen nasceu como um produto pensado para os mercados emergentes, e para a sua correta chegada aos demais mercados globais, algumas mudanças são necessárias. As melhores características serão bem recebidas, ma seguiremos sem saber o que o Tizen pode oferecer em relação aos líderes do mercado iOS e Android, e em segundo plano o Windows 10.

Ainda não fica muito claro o que a Samsung pode fazer com o Tizen, ao menos no mundo dos smartphones. Em outros segmentos, por incrível que pareça, o sistema tem um ar muito promissor.

Via SamMobile

Segundo a Sony, PS4 domina o mercado europeu

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Jim Ryan, presidente de marketing da Sony Computer Entertainment, garantiu em uma entrevista que o PS4 domina o mercado europeu, com uma grande vantagem sobre o Xbox One e o Wii U, afirmando que hoje eles contam com uma quota de mercado ‘entre 70% e 90%’.

A referência dessa fatia foi muito vaga, tanto que é questionável essa imprecisão vinda de um executivo, ainda mais ele não sabendo diferenciar a distância entre 70% e 90%. Vale lembrar que estamos falando de um executivo de marketing, e o exagero faz todo o sentido.

É evidente que dominar um mercado com 70% de quota é um resultado excelente, mas dizer 90% seria  um domínio praticamente absoluto. Vale lembrar que no dia 31 de março, a Sony revelou que vendeu um total de 22.3 milhões de consoles PS4 em todo o planeta, enquanto que segundo as estimativas não oficiais, a Microsoft teria vendido até agora 14.2 milhões de unidades do Xbox One.

Parece que a Sony venceu a batalha dos consoles de nova geração, e de forma bem contundente.

Via Polygon

Kantar: Android segue crescendo nos EUA diante das quedas na China e Europa

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O Kantar Worldpanel ComTech publicou os dados de vendas de smartphones do mês de junho, e as tendências são as mesmas do mês de maio: o Android segue dominante, com maior crescimento nos Estados Unidos. Porém, a tendência de queda do sistema na Europa também se repete.

A Espanha conta com uma das maiores fatias majoritárias do Android no Velho Continente, com 89,9% do mercado, ao lado do Reino Unido (52,2%), Alemanha (74,4%), França (66,7%) e Itália (70,7%). De fato, desses cinco países, apenas França e Espanha mostram crescimento em relação aos números de 2014, com aumentos de 3,2% e 2,1% respectivamente.

Nos demais mercados relevantes da Europa, tivemos uma queda do Android de 2,9% em relação ao ano passado. Com isso, iOS e Windows Phone gradualmente aumentam a sua participação, com aumentos de 2,4% e 1,5% respectivamente, sendo que na Alemanha se registrou os maiores aumentos.

A demanda pelo iPhone 6 está relacionada com esses resultados, já que passados alguns meses do seu lançamento ele se mantém forte nas vendas no Reino Unido, Alemanha, Itália e França. O número de compradores do Android vindo de um dispositivo iOS caiu em relação ao ano passado (5%, contra 11% do mesmo período em 2014).

Já nos Estados Unidos, a participação do Android aumentou em relação ao mês anterior (62,4%) e em relação ao mesmo período do ano passado (62,1%), ficando com 64,9% do mercado no país. O maior prejudicado foi o iOS, que caiu 2,4% em relação ao mês de maio de 2014. O Windows Phone cresceu discretos 0,6%.

Os bons números do Android nos EUA estão relacionados com o Samsung Galaxy S6, que entrou para a lista dos mais vendidos do país, atrás do iPhone 6 e do Samsung Galaxy S5. O último top de linha dos coreanos aumentou as suas vendas em relação ao período finalizado em abriu em 3%, deixando o fabricante com 55% das vendas dos dispositivos Android.

Na China, a Apple tem motivos para comemorar: o crescimento foi de 6% em relação ao ano anterior, ficando com 21.5% das vendas no país. O Android cresceu em relação ao mês de maio (2%), mas reduziu sua participação de mercado, saindo de 82,3% em 2014 para 76,8% nas vendas desse ano.

Outra coisa que denota o crescimento da Apple é o pódio dos modelos vendidos, que é liderado por eles, seguida pela Huawei e Xiaomi. Logo, conclui-se que os resultados para o Windows Phone não são muito bons, registrando uma queda de 0,1% em relação ao ano passado, e ficando com apenas 1% das vendas totais.

Panasonic lança as suas primeiras TVs com Firefox na Europa

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A Panasonic apresentou novas Smart TVs com o sistema Firefox para o mercado europeu. Os novos modelos contam com suporte 4K e foram apresentados na CES 2015, em janeiro.

O próximo passo da Panasonic é lançar esses mesmos modelos nos EUA nos próximos meses, e essas Smart TVs contam com um ecossistema pensado no usuário, onde se destaca o trabalho com apps em HTML5 e no compartilhamento de conteúdos a partir de qualquer dispositivo com o navegador Firefox instalado.

Sobre os modelos, se incluem os curvados 4K Viera CR850 de 65 polegadas, e o CR730 de 55 polegadas, além de várias TVs da série CX (4K planas), todas contando com o novo motor de imagem 4K Studio Master, que promete cores mais precisas (baseado na correção profissional LUT), além do suporte 10-bit e HDR (na linha CR).

Preços e datas de lançamento não foram revelados.

Via Mozilla

Um terço dos usuários do Android na Europa migraram para o iPhone

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Apple e Samsung se alternam na liderança do mercado mobile, e na Europa, a tendência agora parece ser a favor dos norte-americanos. Os últimos dados da Kantar mostram que um terço dos usuários do Android no continente (32.4%) passaram para um smartphone com o sistema iOS nos três primeiros meses de 2015.

Ou seja muito provavelmente esses usuários compraram um novo iPhone 6 ou iPhone 6 Plus e aposentaram (ou trocaram) o antigo dispositivo Android. Desse modo, o sistema operacional da Apple alcança os 20.3% de mercado nos cinco grandes países europeus (Reino Unido, França, Espanha, Itália e Alemanha), ainda que – e isso sim, segue sem superar (nem de perto) -, o Android fique com 68.4% do mercado de telefonia.

O preço e as ofertas das operadoras são fatores determinantes na Europa para a maioria ainda apostar no Android. 35% dos consumidores que compram um smartphone com o sistema do Google no primeiro trimestre de 2015 afirmam que sua decisão foi baseada na procura por um bom preço. Já 29% afirmou que obteve um bom acordo de tarifa/contrato com as operadoras.

O crescimento do Windows Phone na Europa foi discreto, com exceção da França, onde o sistema alcança 14.1% de mercado (contra 8.3% obtidos no mesmo período de 2014). Se comparado com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2014), o salto foi de 10.3%.

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Via The VergeKantar

 

Amazon, Netflix e outras gigantes norte-americanas serão investigadas pela União Europeia

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O Financial Times garante que a Comissão Europeia quer iniciar ‘antes do final do ano’ uma investigação exaustiva em cima das empresas Google, Amazon e Netflix. Essa investigação seria fruto da pressão exercida pela França e Alemanha, para que a Comissão siga analisando o papel das gigantes norte-americanas de tecnologia na Europa.

Sobre o Google e a Amazon, a investigação se centraria na forma que essas empresas devolvem os seus resultados de busca. Mais concretamente, sobre o papel que tem os links pagos e os anúncios. Além disso, eles observarão como eles utilizam os dados dos seus usuários, e a possibilidade (ou falta dela) de migrar de uma plataforma para outra se o cliente quiser. No caso do Google, é uma investigação independente e diferente daquela que já está em curso.

Sobre a Netflix, de acordo com a Comissão, os serviços de vídeo sob demanda estão ‘submetidos a menos obrigações’ do que as redes de TV tradicionais. Seria algo parecido com o que acontece hoje com o WhatsApp: eles querem colocar as alternativas digitais no mesmo patamar das soluções já estabelecidas, colocando as mesmas regras para todos.

Em todo o caso, ainda não temos uma investigação iniciada, e não temos nada além do que os detalhes compartilhados pelo Financial Times. Na semana que vem veremos se o assunto prossegue, já que espera-se que a União Europeia torne público os seus planos para o ‘mercado único digital’, onde se falará sobre regulamentação, fim das fronteiras no e-commerce e temas de copyright, com a ideia de criar as mesmas condições para todos os países do continente.

Via Financial Times

Europa critica barreiras impostas pela China para empresas tecnológicas estrangeiras

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A União Europeia se uniu aos Estados UNidos em uma mensagem contundente à China: ou revejam as novas regras de cibersegurança impostas pelo governo asiático, ou diversas empresas de tecnologia vão abandonar o país em definitivo, mesmo com o descomunal e atraente mercado.

O informe da Comissão Europeia sobre a nova regulação conclui indicando que “a China continua considerando que apenas a tecnologia de segurança desenvolvida pelos chineses pode ser considerada como ‘segura’, e aplicam um conceito de ‘segurança nacional’ que vai além da prática internacional convencional”.

Com essa regulação, o governo chinês exige que os produtos de tecnologia sejam “seguros e controláveis” para serem utilizados no setor financeiro. O problema é que se esses produtos não são desenvolvidos na China, é preciso que eles sejam registrados para que sejam “aprovados”, algo que pode colocar em risco segredos corporativos, dados codificados ou mensagens privadas.

Várias empresas nos Estados Unidos, Europa e Japão mostraram sua preocupação com os vários requisitos necessários para operarem na China, mas também teme que essa regulação se estenda para empresas não tecnológicas, algo que poderia fazer com que muitas delas abandonem o mercado do país asiático.

Christian Borggreen, que faz parte de um grupo de pressão chamado Computer & Communications Industry Association (onde diretores da Google e da Microsoft fazem parte) destacava a oposição desse grupo às exigências do governo chinês, entre as quias estariam o código fonte ou a localização da propriedade intelectual.

Via Reuters

Para Obama, Europa ataca empresas de tecnologia dos EUA porque não pode competir com elas

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O presidente dos Estados Unidos Barack Obama deu uma entrevista para o site Re/code onde falou de tudo relacionado ao mundo da tecnologia: privacidade, Coreia do Norte e a resistência da Europa às empresas norte-americanas.

Obama destacou para o Re/code especialmente o tratamento que gigantes como Facebook e Google recebem na Europa. Quando questionado sobre a ênfase que a Europa coloca no tratamento dos dados dos usuários que essas empresas possuem, sua resposta foi contundente: “é pura inveja”.

Não foi bem isso que Obama falou, mas deu a entender ao afirmar que algumas das medidas, multas e entraves que a União Europeia possui com a Google ou o Facebook indicam que essas empresas norte-americanas dominam a internet. E na opinião dele, as duas cresceram a um ponto em que a Europa não consegue competir com elas.

É curioso como Obama, que ficou queimado em meio mundo por conta do escândalo envolvendo a NSA – onde desde o primeiro momento ele defendeu os programas de espionagem da agência -, se coloca na defensiva com a Europa pelo cuidado que as agências do continente colocam em tudo o que está relacionado com a privacidade e segurança dos dados dos usuários.

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As medidas propostas na hora de controlar esse coleta massiva de dados seguem sem mudar o fato que a NSA parece ter mais e mais meios ao seu alcance para realizar a sua espionagem. E sempre com a desculpa de combater o terrorismo, algo que, entre outras coisas, gerou a criação de uma nova agência central para lidar contra os ciberataques.

O debate mais longo e intenso é do Google contra a Europa. Ou o contrário.

Em 2010, a UE iniciou um processo contra a gigante de buscas para investigar supostas práticas abusivas de sua posição no mercado de buscadores. Desde então, várias foram as batalhas legais, que passaram por um momento de paz com acordos preliminares, mas que ao que parecem, não terão um final feliz. A UE deu um ultimato para a Google, na tentativa de frear o seu poder, algo que pode resultar em uma multa de 6 bilhões de euros.

A outra frente aberta está no direito ao esquecimento, e também envolvendo a Google. A UE levou a batalha, e a gigante de Mountain View teve que aceitar a inclusão de um formulário para que os usuários removam resultados negativos da busca.

Esses problemas se somam aos escândalos diplomáticos que ocorreram depois da descoberta dos programas de escutas telefônicas aos governantes e altos cargos de órgãos públicos em todo o planeta.

Vamos ver como serão os próximos capítulos dessa novela.

Google pode ter que separar o seu buscador do resto da empresa na Europa

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O Parlamento da União Europeia estaria preparando medidas com o objetivo de reduzir o poder da Google. A Reuters e o Financial Times teve acesso a documentos que indicam que a União Europeia vai tentar reduzir o monopólio da gigante de Mountain View, obrigando que todos os serviços de busca fiquem separados de outros serviços comerciais oferecidos por essas empresas.

O documento também indica como os principais grupos do Parlamento Europeu estão de acordo com a medida. Se aprovada, seria ainda uma proposta, e não uma obrigação legal da Google separar os seus serviços (por enquanto). O Parlamento não tem autoridade para exigir a mudança, mas sim aprovar uma nova legislação que encaminhe para isso.

É esperada que a proposta entre em votação na próxima quinta-feira (27). A aprovação pode também colocar pressão no processo que a Comissão Europeia abriu contra a Google em 2010, com o objetivo de limitar as práticas de monopólio do buscador para promover os seus serviços.

Via Reuters, Financial Times

União Europeia investiga a Amazon por possíveis ilegalidades com seus impostos

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A Amazon está na alça de mira da Comissão Europeia por possíveis irregularidades no pagamento de impostos da empresa. O órgão confirma em nota de imprensa que revela o início de uma ‘investigação profunda’ sobre a situação dos impostos da gigante do e-commerce em Luxemburgo, país que recebe a sua sede na Europa.

Em 2003, a Amazon declarou a maioria dos seus lucros ali, porém, não está obrigada a pagar o imposto de sociedade dentro do país onde os lucros se registram, mas não são tributados. De acordo com a própria Comissão, as autoridades de Luxemburgo não estão colaborando de forma adequada em oferecer as informações solicitadas, apesar do fato que no mês de agosto, eles liberaram a documentação sobre uma série de casos solicitados, inclusive aqueles que envolvia a própria Amazon.

O caso segue as mesmas regras da investigação iniciada sobre a Apple na Irlanda, onde a Comissão Europeia concluiu que as práticas realizadas pela gigante de Cupertino foram consideradas ilegais, obrigando o governo irlandês a apresentar todo o tipo de informação relacionada com as atividades econômicas da Apple no país.

Via Europa.eu

Samsung suspende vendas de notebooks e Chromebooks na Europa

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Nem mesmo os Chromebooks, que pareciam ser a solução para a crise de vendas dos PCs convenceram a Samsung, que suspendeu as vendas de computadores portáteis na Europa. De acordo com o site PC Advisor, a fabricante coreana já confirmou a decisão, que é temporária.

A decisão não representa a retirada da Samsung nesse segmento em outros mercados, ou o fim do desenvolvimento nesse segmento, ou que novos modelos não serão apresentados em outros continentes. Porém, vale lembrar que aconteceu o mesmo com a Sony, e tal como os japoneses, os coreanos querem concentrar esforços na área de smartphones, após analisar as necessidades do mercado atual de portáteis.

Um indício de que isso poderia acontecer foi a participação da Samsung na IFA 2014: tablets, telefones e smartwatches foram apresentados, mas nada de notebooks e Chromebooks.

A decisão também pode indicar que está cada vez mais difícil para eles competirem no setor com a Apple e, principalmente, com a Lenovo, esta última a líder do mercado de portáteis. As últimas vítimas desse setor (além da já citada Sony), a Toshiba recentemente anunciou a sua saída do mercado de notebooks.

Vamos ver o que o tempo vai dizer: se a Samsung se retira de outros mercados, se esse é mais um sintoma do fim do segmento de computadores portáteis, ou se estamos passando apenas por mais uma má fase, como afirmam alguns.

Via PC Advisor