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Robô desarma homem violento e suspeito de roubo

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Um homem suspeito de cometer um roubo se atrincheirou com um rifle e se negava a render-se. Para não colocar em risco a vida de nenhum agente, a polícia de Los Angeles decidiu enviar um robô para o local.

Dessa vez, o robô não levava nenhuma bomba ou queria matar o suspeito. Só serviu para ser uma fonte de distração que permitiu uma aproximação do criminoso, retirando sua arma sem que o mesmo se desse conta. Uma vez desarmado, o suspeito foi obrigado a se render.

Foi interessante ver como a polícia foi capaz de dar outros usos para os robôs originalmente concebidos para desativar explosivos e oferecendo um conjunto de funções bem limitado para outras tarefas.

Tudo isso nos leva a pensar inevitavelmente sobre o grande papel que terão no futuro os possíveis “policiais robóticos”, unidades que seriam criadas especificamente para ajudar os policiais humanos no cumprimento das tarefas mais arriscadas e perigosas.

Via Popular Science

Governo dos EUA mantém ativos computadores com 50 anos de vida

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De um modo geral, os governos são bem lentos na hora de adotar novas tecnologias e de renovar seus equipamentos e computadores, algo que pode acabar jogando contra por motivos de segurança ou custos de manutenção. Esse último aspecto afeta o governo dos Estados Unidos, e a culpa dessa vez não é do Windows XP.

O governo dos Estados Unidos paga o suporte estendido ao Windows XP para a Microsoft, mas isso é o de menos. Alguns sistemas informáticos utilizados por eles tem mais de 50 anos de vida, e em funcionamento. De acordo com um relatório oficial, eles gastam US$ 60 bilhões por ano em manutenção das relíquias informáticas.

Alguns exemplos do que estamos falando:

– O sistema DOD utilizado para enviar mensagens de emergência para as forças nucleares roda em um equipamento da IBM de 1970, que utiliza disquetes de 8 polegadas.
– Os sistemas do tesouro que armazenam dados dos contribuintes tem 56 anos de vida, e utilizam uma linguagem totalmente obsoleta.
– No Seguro Social, são utilizados sistemas de até 31 anos, que funcionam com a linguagem COBOL, desenvolvida há 60 anos.
– O sistema informático do Departamento de Transporte de Equipamentos Perigosos já tem 41 anos de funcionamento.

O problema é evidente e a redução dos custos só pioram o cenário com o passar do tempo. Fontes oficiais informam que o governo dos EUA teve que voltar a contratar profissionais especializados na manutenção desses equipamentos obsoletos, já que eram os únicos com formação necessária para tal tarefa.

Estamos conscientes que tais equipamentos tem aplicativos específicos, e que o salto para novos equipamentos não é algo simples. Mas não sabemos até que ponto pode ser rentável manter uma ineficiência tão grande em órgãos e entidades tão importantes.

Via Neowin, relatório da GAO, BBC

Há mais iPhones na China do que em qualquer outro lugar do planeta

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O iOS é o segundo sistema operacional móvel do mercado, mas conta com uma vantagem: só está presente no iPhone, que por sua vez supera todos os outros fabricantes Android, exceto a Samsung. O mercado norte-americano sempre foi importante para a empresa nas vendas, com cotas de 40% do seu mercado, vencendo os sul-coreanos no país. Por muito tempo, os Estados Unidos era o país com maior número de usuários de iPhone. Agora, é a China que tem a primeira posição.

 

131 milhões de usuários

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Não é de se estranhar esse fato, quando pensamos na China. Temos 420 milhões de habitantes nos Estados Unidos, contra 1.4 bilhão de chineses. A diferença na população fez com que a Apple alcançasse 16.8% da cota de mercado para superar o uso na sua terra natal.

Os 100 milhões de usuários de iPhone ativos nos Estados Unidos foram superados pelos 131 milhões de usuários do mesmo smartphone na China. Não só falamos da liderança, mas na concentração de mais usuários desse smartphone do que em qualquer outrou país do planeta, além de ser a região onde a Apple domina o mercado, seguida pela Samsung que não chega a 16%.

Os números mostram que o interesse da Apple no país está mais do que justificado, e é justamente na China que eles podem desenvolver números de crescimento constante, ainda mais depois da primeira queda nas vendas de iPhones de sua história.

 

Próxima parada: Índia

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Agora que a estratégia da Apple na China se demonstrou ser algo funcional e benéfica para a empresa, o próximo país dos sonhos de Tim Cook é a Índia, que tem a segunda maior população do planeta. A empresa tem uma delegação no país na forma de visita de cortesia para aproximar as relações entre as duas partes.

Não podemos nos esquecer que a Apple teve vários encontros com a Índia para tratar da política de comercialização de dispositivos, visando resolver a recusa por parte do governo indiano sobre a comercialização de iPhones recondicionados, mostrando dúvidas sobre o impacto sobre a reciclagem de produtos eletrônicos, um grave problema para o país.

A Índia possui quase 1.3 bilhão de pessoas, que podem se transformar no novo campo de crescimento da Apple. E esse é um motivo mais que suficiente para a dedicação de todo o esforço necessário para abrir brechas no país e seguir ganhando usuários.

Via QZ

FBI pode ter autorização para hackear dispositivos de quase todo o planeta

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A polêmica do iPhone de San Bernardino foi só o começo. Sabemos bem que a batalha iniciada pelo FBI contra a Apple não era algo que cairia no esquecimento rapidamente, e já vemos outros casos semelhantes ficarem em evidência. Porém, um novo e preocupante passo que afetará a privacidade das pessoas de todo o planeta foi dado.

A Suprema Corte dos Estados Unidos aprovou modificações na chamada “Regra 41”, que outorga autoridades aos juízes para emitir ordens de registro em computadores, smartphones, redes e qualquer outro dispositivo eletrônico, algo que só aplicava para a jurisdição de cada juiz. Com as modificações, qualquer juiz nos Estados Unidos poderá emitir ordens de registro para que o FBI possa hackear dispositivos ou redes em praticamente qualquer lugar do planeta.

Antes, essa regra permitira que um juiz só emitissem ordens de registro em dispositivos de um determinado estado norte-americano. Ou seja, nenhum juiz poderia autorizar hacks de forma remota em dispositivos fora de sua jurisdição. Mas a mudança de hoje permite que qualquer juiz emita uma ordem fora de sua autoridade, caso a localização do dispositivo seja desconhecida, ou esteja utilizando algum tipo de software de anonimato.

Para a Suprema Corte dos Estados Unidos, as modificações obedecem uma modernização no código penal para se adaptar à nova era digital, já que mais de um milhão de usuários usam softwares que ocultam sua identidade, permitindo que cibercriminosos naveguem na web sem deixar rastros de sua localização.

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Obviamente, o tema levanta polêmica. A maioria das empresas de tecnologia e grupos pelas liberdades civis se opõem a tal medida, já que no fundo é uma mudança que vai contra às proteções civis existentes na Constituição norte-americana. O Congresso dos Estados Unidos tem até o dia 1 de dezembro de 2016 para rechaçar as mudanças ou fazer modificações adicionais. Se depois dessa data ninguém se opor, as mudanças na Regra 41 entram em vigor imediatamente.

Via Reuters

Estados Unidos está lançando “ciberbombas” contra a ISIS

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A lutra contra a ISIS continua, e os Estados Unidos reagem com o seu “Cyber Command”, lançando ataques contra o grupo terrorista que busca afetar elementos essenciais do mesmo, especialmente suas vias de comunicação, financeiras e de recrutamento.

Não é comum ver os órgãos de inteligência dos Estados Unidos confirmarem publicamente a realização desse tipo de ataque, mas existe uma razão para isso: eles esperam que, ao dar publicidade para as atividades da ISIS, que se questione a segurança de suas comunicações. Sobre os ataque cibernéticos, o objetivo é claro: bloquear, mesmo que temporariamente, as vias onde as quais o grupo terrorista consegue dinheiro e também desacelerar suas campanhas de recrutamento, de modo que a chegada de novos membros seja mais dilatada.

Pode ser um bom método para debilitar a ISIS, levando em conta que o governo dos Estados Unidos parece ter entrado com toda a força possível nessa empreitada. Segundo o sub-secretário de defesa, Robert Work, eles estão lançando “ciberbombas” contra a organização, algo que nunca foi feito antes por eles.

É uma campanha que se faz necessária. O Estado Islâmico encontrou na internet uma via importante tanto para o financiamento como para recrutamento e comunicação, e um golpe desse nível pode afetar de forma significativa suas atividades.

Via  The Verge

A Microsoft está processando o governo dos Estados Unidos

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As empresas de tecnologia não estão cedendo aos desejos das instituições governamentais com facilidade, principalmente nos Estados Unidos. Depois de todos os problemas envolvendo Apple e FBI, agora é a Microsoft que contra-ataca, processando o governo dos Estados Unidos.

A Microsoft entende que os usuários dos seus serviços possuem o direito de saber quando são investigados por uma agência federal. No processo, eles apontam que, ao efetuar esse procedimento sem informar aos usuários, o governo norte-americano viola a Constituição dos Estados Unidos.

A Quarta Emenda da Constituição norte-americana estabelece o direito das pessoas e empresas a saber se o governo está investigando ou reclamando suas posses, e de acordo com a gigante de Redmond, o governo norte-americano também viola a Primeira Emenda, que defende o direito à liberdade de expressão. O processo fa\ especial referência ao armazenamento de dados que os usuários realizem em servidores remotos, e não aos que são armazenados localmente, em seus computadores e smartphones.

Por fim, a Microsoft alerta que a aparição da já veterana Electronic Communications Privacy Act (ECPA), que está vigente há 30 anos, é considerada um perigo para a privacidade. A empresa especifica no processo que as pessoas não cedem seus direitos quando migram seus dados e informações privadas do armazenamento físico para a nuvem, e acreditam que a tendência de usar serviços de cloud foi usada pelas agências de inteligência para investigações secretas, que os usuários deveriam estar informados.

Via Reuters

Gigantes de tecnologia respaldam a Apple, e são contra a quebra de codificação em dispositivos

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O debate continua em torno de codificação em dispositivos eletrônicos. Ontem (17), um juiz federal ordenou a Apple o impossível: “facilitar” o aceso a um iPhone codificado.

A Apple se negou a fazer isso publicamente, com uma carta aberta assinada por Tim Cook, apesar de que ainda eles precisam fazer isso legalmente, recorrendo da decisão. E teremos um novo capítulo para essa história, que parece longe de terminar.

As horas se passaram, e outras vozes das altas esferas tecnológicas se pronunciaram sobre o tema, dando apoio ao CEO da Apple, pedindo a abertura do debate mas negando aquilo que as autoridades impuseram a gigante de Cupertino. Sundar Pichai, CEO da Google, foi até o Twitter mostrar o seu apoio ao seu homólogo, assim como o CEO do WhatsApp. E não devemos estranhar essas manifestações mais enfáticas dos líderes do mundo tech quando um deles tem os seus direitos ameaçados.

O Governo dos Estados Unidos também se pronunciou à imprensa. O diretor da NSA afirmou que, sem a codificação, os ataques a Paris “não teriam acontecido”. A Casa Branca fala da prioridade nacional e de fazer exceções, pois se trata do acesso de “apenas um smartphone”, e não de “criar um novo backdoor em seus produtos”.

Então… é válido pedir a violação do sistema de codificação ou não?

O que se pede especificamente é: desabilitar ou violar a função de auto-remoção dos dados quando a senha é digitada de forma incorreta por diversas vezes, eliminar a restrição temporária das tentativas de identificação e permitir a utilização de métodos alternativos para testar senhas (por exemplo, mediante protocolos sem fio ou uma porta do dispositivo).

Todas as medias vão em direção a tentar violar a senha base via força bruta, testando combinações de forma automática e eficiente, sem que o dispositivo tenha seus dados apagados ou bloqueados. Ou seja, estão pedindo para a Apple violar a sua própria segurança, ou “criar uma nova porta traseira em seus produtos”. Não na codificação explicitamente, mas na sua estrutura de segurança.

Sobre a petição, explicava Tim Cook que “o Governo sugere que só seria utilizado uma vez, em um smartphone. Mas isso não é certo. Uma vez criada, a técnica poderia ser utilizada outras vezes, em vários dispositivos. O Governo está pedindo para a Apple hackear aos nossos próprios usuários”.

Via Apple, @SundarPichai, Ars Technica, Reuters, TechCrunch

Barack Obama quer investir US$ 4 bilhões no ensino à informática

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou um anova iniciativa onde o governo daquele país pretende investir US$ 4 bilhões para melhorar e expandir os programas de educação dedicados à informática nas escolas. Os curso vão desde a pré-escola até os 17-18 anos de idade.

A proposta quer fazer parte dos planos que o governo vai apresentar no Congresso norte-americano em breve, e solucionará as limitações dos programas atuais, que só cobrem as necessidades de um quarto das escolas. Para acessar tais fundos, os estados que desejam participar devem preparar um programa de pelo menos cinco anos, onde deve ficar especificado o tipo de formação de informática que serão implantados e os meios necessários para isso, e no caso de concedidos esses fundos, eles serão divididos em um período de três anos.

No programa também se reservam US$ 100 milhões destinados a criar iniciativas adicionais para melhorar essa formação educacional a todos os tipos de estudantes, incluindo as minorias, premiando a criação de iniciativas menores que podem ser aplicadas por todo o país.

A iniciativa se chama “Computer Science for All”, e deve ajudar a solucionar a enorme demanda de profissionais do setor tecnológico. Segundo a Casa Branca, em 2015, mais de 600 mil postos de trabalho nesse setor não foram preenchidos.

Via Whitehouse.gov

Estados Unidos teme que a Rússia corte os cabos submarinos de internet

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Segundo o The New York Times, várias evidências mostram barcos e submarinos espiões russos próximos aos cabos submarinos de internet, e com o atual contexto da política mundial, as autoridades dos Estados Unidos e seus aliados estão preocupados que a Rússia acabe cortando tais cabos.

A origem dessa preocupação está nas agências de inteligência, que estão monitorizando as atividades da Rússia ao redor dos cabos de internet, que vão desde o Mar do Norte até o noroeste da Ásia, e nas águas mais próximas dos Estados Unidos. Um porta-voz do exército norte-americano reconheceu que não podem concluir nada sobre as operações russas, por conta da natureza secreta que possui as operações submarinas.

No mês passado, os EUA seguiram as atividades do barco russo Yantar, que é equipado para alcançar grandes profundidades. O Yantar foi visto indo da costa leste dos EUA até Cuba, seguindo de muito perto o trajeto de um cabo de internet conectado à base de Guantánamo. A marinha norte-americana disse que esse submarino poderia cortar os cabos de internet.

Por outro lado, não é raro ver os cabos de internet se danificarem por conta de desastres naturais. Se isso acontece, equipes especializadas fazem o reparo rapidamente. Porém, se é um exército inimigo que corta os cabos, o conserto pode demorar mais.

Os cabos tem uma grande importância, pois neles trafegam dados de operações comerciais que totalizam US$ 10 bilhões por dia em todo o planeta, representando mais de 95% das comunicações.

Via VentureBeat

Notebooks VAIO desembarcam no Brasil a partir de outubro

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A VAIO, que era a divisão de computadores da Sony, hoje pertence ao grupo de investidores Japan Industrial Partners (JIP), que inicialmente lançaria os seus produtos apenas no mercado japonês. Porém, esses planos mudam, com a confirmação oficial que a marca voltará a ter participação internacional.

Yoshimi Ota, CEO da JIP, confirmou para o Wall Street Journal que a marca VAIO vai começar a vender os seus produtos fora do Japão a partir de outubro. Seus lançamentos acontecerão de forma paulatina, e os primeiros países escolhidos para comercializar os seus portáteis são os Estados Unidos e o Brasil.

 

Computadores para profissionais

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Segundo Ota, a nova VAIO não está interessada em lançar produtos baratos para o grande público. Eles querem alcançar os profissionais da indústria criativa, como designers, ou os que hoje usam um computador da Apple.

Para isso, a primeira aposta deles é o VAIO Canvas Z, um notebook 2 em 1 com processador Intel Core i7, 256 GB de armazenamento em SSD e 16 GB de RAM. Um híbrido entre portátil e tablet, que será vendido nos EUA com um preço inicial sugerido de US$ 2.200, a partir de outubro.

Além dos computadores, Ota lembra que a marca VAIO vai se expandir para outros dispositivos, como smartphones, wearables, equipamentos industriais e robôs para o entretenimento.

Via Wall Street Journal

Casa Branca deixa claro: Snowden não será perdoado

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A Casa Branca conta com uma interessante iniciativa para responder dúvidas e propostas dos cidadãos norte-americanos: uma plataforma onde é possível enviar petições que, se alcançarem mais de 100 mil assinaturas em 30 dias, recebem uma resposta oficial. Pois bem, usando esse sistema, um cidadão criou um abaixo assinado solicitando o perdão para Edward Snowden, ex-membro da NSA que já vazou milhares de documentos confidenciais.

Dois anos depois que a petição alcançou mais de 167 mil assinaturas, a Casa Branca decidiu se pronunciar sobre o assunto, com um sonoro ‘NÃO’.

Lisa Monaco, conselheira do presidente Barack Obama nos assuntos de segurança nacional, defendeu publicamente a decisão de não perdoar Snowden, alegando que ele ‘roubou e publicou informações confidenciais, gerando graves consequências para a segurança do país e das pessoas que trabalham todos os dias para protegê-lo’.

Monaco pede para que Snowden volte para os Estados Unidos e se apresente diante de um juiz para ser julgado pelos seus atos, ‘no lugar de se refugiar por trás da proteção de um regime autoritário’, em uma clara indireta para a Rússia, país onde o ex-funcionário da NSA está exilado.

A resposta da Casa Branca é oposta ao que defende Eric Holder, ex-fiscal geral dos EUA. Ele não só destaca os méritos de Snowden por gerar um ‘debate necessário’ sobre privacidade e segurança, como também garantia que ‘existia uma possibilidade’ do Departamento de Justiça chegar a um acordo com ele.

Mas parece que as ‘férias’ de Snowden na Rússia devem durar um pouco mais.

Via Petição para a Casa BlancaThe Intercept

Os preços da tecnologia na Europa vão cair

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Podemos dizer sem medo de errar que os preços dos dispositivos tecnológicos na Europa são muito caros. A conversão de divisa deveria beneficiar os clientes europeus, mas na prática alguns consumidores podem pagar muito mais caro pelo mesmo produto do que em outros mercados.

Para acabar com isso, a Organização Mundial do Comércio anunciou um acordo que envolve mais de 50 países que são responsáveis por 97% do comércio tecnológico do planeta. Entre os países que estão de acordo estão a União Europeia, os Estados Unidos e a China. E como você pode imaginar, o Brasil – que é governado por pessoas que definitivamente não entendem do assunto – NÃO faz parte desse acordo.

Inicialmente, o acordo afeta aproximadamente 200 produtos em diferentes categorias, desde videogames até acessórios, impressoras e sistemas de GPS. E isso para citar alguns exemplos mais populares. Diversos equipamentos médicos e profissionais também estão envolvidos nessa lista.

A consequência dessa eliminação de custos é bem clara: uma queda de preços dos produtos, para estimular o consumo e facilitar a criação de novos postos de trabalho.

A notícia tem uma pequena ‘pegadinha’: sua aplicação não é de forma imediata, e será implantada de forma gradual ao longo dos próximos três anos. O acordo começa a valer a partir de 2016.

Via El Confidencial

Brasil vai ter o seu próprio cabo submarino de internet, para ‘driblar’ a NSA

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O governo brasileiro tem um novo objetivo: construir o seu próprio cabo submarino de internet, para evitar que os dados fiquem expostos ao governo dos Estados Unidos. A instalação deve ficar pronta em 2016, e terá 5.6 mil km de extensão, e vai unir as cidades de Fortaleza (Ceará) e Lisboa (Portugal).

A instalação ficará por conta da Telebrás, em parceria com a Islalink, empresa espanhola especializada nesse tipo de cabos. O projeto recebeu o sinal verde depois de meses de desenvolvimento, e vai custar 175 milhões de euros.

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Acima, podemos ver o cenário atual dos cabos submarinos ao redor do planeta. Tais cabos usam fibra ótica e são protegidos de forma que eles resistam à pressão, o passar do tempo e possíveis ataques da fauna e flora marinha. Eles tornam possível o acesso em milissegundos a um site que está alojado em um servidor do outro lado do planeta.

Não é por acaso que o Brasil seja um dos impulsionadores desse projeto, já que suas relações diplomáticas com os Estados Unidos não passam pelo seu melhor momento. Dilma Rousseff reclamou em mais de uma oportunidade sobre a espionagem internacional feita pela NSA, e chegou ao ponto de ameaçar criar a sua própria internet.

Anhan… sei…

Via Wired

Europa critica barreiras impostas pela China para empresas tecnológicas estrangeiras

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A União Europeia se uniu aos Estados UNidos em uma mensagem contundente à China: ou revejam as novas regras de cibersegurança impostas pelo governo asiático, ou diversas empresas de tecnologia vão abandonar o país em definitivo, mesmo com o descomunal e atraente mercado.

O informe da Comissão Europeia sobre a nova regulação conclui indicando que “a China continua considerando que apenas a tecnologia de segurança desenvolvida pelos chineses pode ser considerada como ‘segura’, e aplicam um conceito de ‘segurança nacional’ que vai além da prática internacional convencional”.

Com essa regulação, o governo chinês exige que os produtos de tecnologia sejam “seguros e controláveis” para serem utilizados no setor financeiro. O problema é que se esses produtos não são desenvolvidos na China, é preciso que eles sejam registrados para que sejam “aprovados”, algo que pode colocar em risco segredos corporativos, dados codificados ou mensagens privadas.

Várias empresas nos Estados Unidos, Europa e Japão mostraram sua preocupação com os vários requisitos necessários para operarem na China, mas também teme que essa regulação se estenda para empresas não tecnológicas, algo que poderia fazer com que muitas delas abandonem o mercado do país asiático.

Christian Borggreen, que faz parte de um grupo de pressão chamado Computer & Communications Industry Association (onde diretores da Google e da Microsoft fazem parte) destacava a oposição desse grupo às exigências do governo chinês, entre as quias estariam o código fonte ou a localização da propriedade intelectual.

Via Reuters