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Edward Snowden tem documentos que confirmam que a NSA foi hackeada

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Uma das notícias da semana é o suposto hackeamento à NSA através de um grupo denominado “Shadow Brokers”, com seus autores ficando no anonimato. Agora, Edward Snowden oferece documentos que podem confirmar que o software publicado pelos atacantes é real, e que pertence à agência de inteligência.

Muitas dúvidas sobre a veracidade e as ferramentas leiloadas surgiram, mas empresa como a Cisco e funcionários da NSA argumentaram a seu favor.

Agora, esses documentos podem colocar um pouco mais de luz no assunto.

 

O software vazado aponta para a NSA

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Snowden apresentou um manual interno da NSA para implantar malwares. O manual instrui os operadores sobre o procedimento, utilizando uma sequência de 16 caracteres específicos: “ace02468bdf13579″.

Essa sequência foi vista no vazamento da Shadow Brokers, o que confirmaria a procedência da agência de inteligência.

O malware que utiliza essa sequência é o SECONDDATE, que foi citado nos documentos vazados previamente pelo ex-analista da CIA, que em 2014 o mencionava como parte das ferramentas de espionagem da NSA.

O programa se passa pelo servidor do Facebook para fazer um ataque do tipo “man-in-the-middle”, ou seja, faz um usuário acreditar que está conectado em uma rede segura, mas na realidade está em um servidor que infecta o seu equipamento.

Esta é a primeira vez que uma ferramenta hack do órgão governamental vazou publicamente. O próprio Snowden falou disso em vários tweets na última terça-feira (16) em que falava do suposto hackeamento, afirmando que parecia ser um ataque real, provavelmente vindo da Rússia. Por outro lado, alguns funcionários da NSA declararam que eles acreditam que o ataque foi realizado de dentro da própria agência, por alguns de seus colegas.

Seja como for, o que parece é que está mais que confirmado que a NSA foi hackeada. Veremos nos próximos dias o que vai acontecer com os dados leiloados.

Via The Intercept

Edward Snowden desenvolve case anti-vigilância para o iPhone

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O Media Lab do Instituto Tecnológico de Massachussets foi o local escolhido para que Edward Snowden e o hacker Ander Huang “Bunnie” apresentassem um case para iPhone que detecta todos os sinais que saem do dispositivo, alertando se há algum comportamento suspeito.

Mais que um case, o dispositivo lembra uma bateria externa, cobrindo toda a superfície traseira do dispositivo. Também possui uma tela monocromática na parte traseira, que monitoriza o status do dispositivo, avisando se há alguma conexão anormal.

O acessório é pensado para evitar que um software malicioso acesse as câmeras e o microfone sem o conhecimento do usuário. Atua como um oscilômetro, que monitora todos os sinais que saem do dispositivo, detectando quando ligam o GPS de forma autônoma, soando um alerta para que o usuário tome as medidas pertinentes.

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Seus criadores afirmam que o acessório é muito mais confiável que o atual modo avião dos smartphones, e até que uma bolsa de Farday. Além disso, é mais cômodo, pois dispensa o uso de conexões para o seu funcionamento.

O case se conecta ao iPhone através do slot SIM para detectar os sinais em funcionamento, o que obriga o deslocamento do chip no dispositivo. Por enquanto, este é um conceito que sequer tem protótipo, mas eles esperam desenvolvê-lo ao longo de 2017, para iniciar a produção em um momento posterior.

Via Wired

Filme sobre a história de Edward Snowen já tem trailer oficial

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A vida de Edward Snowden, consultor de tecnologia que tornou públicos os documentos secretos da NSA, revelando alguns podres do governo dos Estados Unidos, chegará aos cinemas norte-americanos no dia 16 de setembro, através do filme Snowden.

O longa é protagonizado por Joseph Gordon-Levitt e dirigido por Oliver Stone, e teve o seu primeiro trailer apresentado hoje (27). Agora podemos ter uma boa ideia do que vamos encontrar no filme, e o preview serve para nos fazer pensar que vamos receber uma proposta que realmente pode nos aproximar da vida de Snowden, desde o momento em que ele entra na CIA até o momento que ele decide revelar ao mundo todas as atividades de espionagem realizadas pela NSA, com a bênção do governo norte-americano.

Edward Snowden se tornou uma das personalidades mais importantes da história do mundo da tecnologia. Seus vazamentos resultaram em uma grande discussão sobre a segurança da informação, e sobre o quanto as instituições governamentais sabem a nosso respeito sem a gente saber, ou sem o nosso consentimento, em nome da segurança nacional.

Recentemente, vimos como o governo dos Estados Unidos queria obrigar a Apple a quebrar a segurança de um iPhone de um dos envolvidos em um ataque terrorista, e este é apenas um dos casos mais midiáticos desse duelo sem precedentes entre o direito à privacidade e a segurança de inocentes. As revelações de Snowden escancararam o modo de proceder das instituições governamentais, e iniciou uma grande reflexão sobre o quanto podemos confiar no governo, ou até que ponto devemos abrir mão dessa privacidade.

Trailer do filme Snowden a seguir.

 

Via SpinOff.com.br

Snowden: sem o software livre não teríamos a verdade

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“O que aconteceu em 2013 não teria sido possível sem o software livre”, garante Edward Snowden sobre as revelações que expuseram os programas de espionagem da NSA, que resultaram em um dos maiores escândalos da atualidade.

O ex-funcionário da CIA e NSA, em videoconferência direto da Rússia onde se encontra refugiado, participou do evento LibrePlanet 2016, programado pela Fundação para o Software Livre, e deixou informações interessantes sobre seus vazamentos. Snowden indicou sua preferência pelo software de código aberto, usando Tor, Tails e Debian. Programas que, na sua opinião, ajudaram os usuários a assumir o controle de sua privacidade e segurança.

Também explica que não utilizou softwares da Microsoft, já que “não poderia estar seguro” que não haveria portas traseiras integradas. Snowden apoia a Apple por sua postura conta o FBI, mas afirma que as empresas de tecnologia, de um modo geral, não estavam fazendo o suficiente para garantir a privacidade dos usuários, e coloca como exemplo a “boa disposição” de muitas das gigantes da tecnologia em entregar os dados para o governo.

Snowden considerou vital a manutenção da criptografia, mas também é preciso ter programas para corrigir rapidamente as vulnerabilidades, o meio mais utilizado para ataques contra a segurança e privacidade.

Snowden tem uma permissão de residência de três anos na Rússia e solicitou asilo político em vários países. Os Estados Unidos o acusa de espionar e publicar documentos classificados como confidenciais sobre vários programas da NSA, incluindo os de vigilância massiva PRISM, que contempla o acesso aos servidores centrais de nove grandes empresas norte-americanas: Microsoft Corp, Yahoo Inc, Google Inc, Facebook Inc, PalTalk, AOL Inc, Skype, YouTube e Apple Inc.

Via LibrePlanet 2016

Casa Branca deixa claro: Snowden não será perdoado

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A Casa Branca conta com uma interessante iniciativa para responder dúvidas e propostas dos cidadãos norte-americanos: uma plataforma onde é possível enviar petições que, se alcançarem mais de 100 mil assinaturas em 30 dias, recebem uma resposta oficial. Pois bem, usando esse sistema, um cidadão criou um abaixo assinado solicitando o perdão para Edward Snowden, ex-membro da NSA que já vazou milhares de documentos confidenciais.

Dois anos depois que a petição alcançou mais de 167 mil assinaturas, a Casa Branca decidiu se pronunciar sobre o assunto, com um sonoro ‘NÃO’.

Lisa Monaco, conselheira do presidente Barack Obama nos assuntos de segurança nacional, defendeu publicamente a decisão de não perdoar Snowden, alegando que ele ‘roubou e publicou informações confidenciais, gerando graves consequências para a segurança do país e das pessoas que trabalham todos os dias para protegê-lo’.

Monaco pede para que Snowden volte para os Estados Unidos e se apresente diante de um juiz para ser julgado pelos seus atos, ‘no lugar de se refugiar por trás da proteção de um regime autoritário’, em uma clara indireta para a Rússia, país onde o ex-funcionário da NSA está exilado.

A resposta da Casa Branca é oposta ao que defende Eric Holder, ex-fiscal geral dos EUA. Ele não só destaca os méritos de Snowden por gerar um ‘debate necessário’ sobre privacidade e segurança, como também garantia que ‘existia uma possibilidade’ do Departamento de Justiça chegar a um acordo com ele.

Mas parece que as ‘férias’ de Snowden na Rússia devem durar um pouco mais.

Via Petição para a Casa BlancaThe Intercept

Veja o primeiro trailer do filme ‘Snowden’

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Se você quer conhecer mais detalhes sobre a vida de Edward Snowden, fique de olho no filme que está chegando. ‘Snowden’ conta a vida do ex-funcionário da NSA e da CIA, que desafiou o governo dos Estados Unidos depois de revelar suas questionáveis técnicas de espionagem.

Não vamos contar maiores detalhes, de modo que convidamos você a ver o vídeo no final do post, para aproveitar do primeiro trailer do filme (que não revela muito).

 

Edward Snowden elogia o nível de privacidade da Apple

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Edward Snowden falou em uma conferência em Barcelona (Espanha) sobre a privacidade da Apple, onde a empresa se comprometeu a não negociar sobre a coleta dos dados pessoais dos seus usuários.

O site TechCrunch perguntou para Showden se Tim Cook estava sendo ‘genuíno e honesto’, depois dele acusar a concorrência de ‘construir seus negócios baseado no adormecer dos seus clientes e na complacência sobre a sua informação pessoal’, depois que a Electronic Frontier Foundation deu a pontuação máxima para a Apple no prêmio Electronic Privacy Information Center, que avalia as empresas de acordo com as respostas às petições das instituições governamentais.

Resposta de Snowden:

Penso que no cenário atual, não importa se ele (Tim Cook) está sendo honesto ou não. O que realmente importa é que ele está dando um incentivo óbvio para se diferenciar dos concorrentes como o Google. Mas se ele faz isso, se dirige o modelo de negócios da Apple a ser diferente, ao dizer ‘não vamos negociar a venda de informações, pois estamos nesse negócio para criar e vender dispositivos que são superiores’, então é algo bom para a privacidade, e bom para os clientes.

Além de elogiar a política de privacidade da Apple, Snowden também falou da importância que tem a gigante de Cupertino com essa postura, explicando que é possível apostar na satisfação do cliente sem ter que comprometer a sua informação pessoal, oferecendo o que ele realmente quer.

Por fim, Snowden afirma que se a Apple não cumpre com esse compromisso, ela receberia um duro golpe ao trair a confiança depositada pelos seus clientes.

Apesar do prêmio concedido para a Apple, isso não cubre as carências técnicas de seus produtos, com problemas graves como o do iCloud (apesar que os usuários também levam a culpa nesse aspecto) e a péssima gestão do Rootpipe no OS X.

Via TechCrunch

NSA hackeou Google Play para espionar usuários do Android

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Um novo documento vazado por Edward Snowden revela os ambiciosos planos que a NSA tinha para espionar e monitorizar todos os usuários do Android: obter acesso à loja de aplicativos Google Play (na época, Android Market) para modificá-la e, assim, abrir uma ‘backdoor’ para acessar os dispositivos.

O projeto foi lançado por uma unidade denominada Network Tradecraft Advancement Team, que incluía espiões de cada um dos países na aliança chamada “Five Eyes” (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália). As técnicas para se infiltrarem na Google Play e na loja de aplicativos da Samsung foram desenvolvidas entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012.

Nas reuniões, eles buscavam novas formas de se aproveitar da tecnologia presente nos smartphones para a espionagem, utilizando o programa XKEYSOCRE para identificar o tráfego de smartphones que se conectavam nas lojas de aplicativos do Google e da Samsung. O programa para modificar o acesso às lojas recebeu o nome de IRRITANT HORN (em alusão às vuvuzelas da Copa do Mundo da África do Sul em 2010), e tinha como objetivo oferecer a capacidade de implantar o código que permitia coletar os dados dos smartphones afetados sem que os usuários soubessem disso.

 

UC Browser outro dos afetados

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Os ataques permitiriam que os hackers dessas agências se infiltrassem nas lojas de aplicativos e nos dispositivos dos usuários, para modificar pacotes de dados transferidos, inserindo o código necessário durante essa transferência. O código malicioso se infiltraria sem que nem as lojas de apps ou os usuários pudessem perceber.

Outro objetivo era difundir propagandas ou confundir potenciais adversários, algo que preocupava os responsáveis das agências na hora de tratar ou evitar outra ‘Primavera Árabe’. O interesse por diversos países sul-africanos se somava aos potenciais ataques às lojas de aplicativos em países como França, Cuba, Marrocos, Suíça, Holanda ou Rússia.

O programa também descobriu vulnerabilidades no navegador UC Browser, que é relativamente conhecido no Brasil, mas muito popular na Ásia. Outro documento vazado revela que o navegador permitia a visualização de muitas informações dos usuários de smartphones, o que pareceu ser algo vital para a descoberta das operações de uma unidade militar estrangeira que estava planejando diversas operações em países ocidentais.

O UC Browser foi atualizado, e essa vulnerabilidade não existe mais. Porém, o Citizen Lab – grupo de pesquisa da Universidade de Toronto (Canadá) – adverte que, no lugar de avisarem sobre essa vulnerabilidade, as agências de inteligência ‘a transformaram em uma arma’.

Todos esses dados dão clara ideia da ambição do programa de espionagem da NSA e das agências de inteligência de diversos países que se aliaram nessa iniciativa, em um escândalo que não para de oferecer mais e mais dados preocupantes.

Via The Intercept

SIM Cards ficaram expostos à espionagem (e você não sabia disso)

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Uma reportagem do The Intercept apresenta supostos documentos vazados por Edward Snowden, que revela que os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido conseguiram hackear a Gemalto, a principal fabricante de SIM Cards no planeta, o que poderia deixar grande parte das comunicações de telefonia móvel do mundo expostas à espionagem.

Os documentos mostram que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) e o Quartel General de Comunicações do Governo do Reino Unido (GCHD) hackearam a Gemalto em 2010, com a ajuda do grupo Mobile Handset Exploitation Team (MHET), integrado por membros das duas agências, roubando as chaves de encriptação de cada SIM Card fabricado pela empresa.

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A Gemalto entrega no mercado aproximadamente 2 bilhões de SIM Cards por ano para pouco mais de 450 operadoras de telefonia móvel em todo o planeta, com presença em 85 países. 40 fábricas espalhadas em diferentes regiões se encarregam disso, com três escritórios centrais, com o principal estabelecido na Holanda.

Esse acesso às chaves permite a visualização das comunicações privadas de qualquer pessoa ou empresa, sem a necessidade de passar pelo governo desse país ou pela operadora, já que dispensa as intervenções telefônicas ou uma ordem judicial de interceptação das comunicações que passam pelo SIM Card.

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O mais preocupante disso tudo é que tal intervenção não deixa rastros, o que torna praticamente possível a detecção da espionagem. Nem o dono do smartphone, nem a operadora móvel, nem o país e nem mesmo a Gemalto podem encontrar os rastros da violação da segurança, ou identificar o responsável.

As primeiras investigações mostram que as chaves foram obtidas pela violação dos servidores centrais da Gemalto, por meio de ações ilegais das agências de segurança, que obtiveram informações privadas de alguns funcionários, fabricantes de SIM Cards e provedores. Foi um plano vindo de fora, sem o conhecimento da empresa ou seus associados, mostrando de novo do que os governos são capazes ‘em nome da segurança mundial e dos seus cidadãos’ (sic).

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Se tudo isso se confirmar, estaríamos diante da maior rede de espionagem privada do planeta. Sempre foi vendido que as comunicações entre operadora e usuário contam com um elevado nível de codificação, para assim garantir a nossa privacidade. Pelo visto, não é bem assim que tudo funciona.

Via The Intercept

Edward Snowden alerta que as selfis pornô fazem a alegria da NSA

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Se você é um daqueles que envia fotos eróticas para o seu parceiro (ou parceira), saiba que os técnicos de segurança da NSA gostam muito disso. Edward Snowden deu uma recente entrevista para o The Guardian, onde reveleu detalhes sobre o seu trabalho para a agência de segurança norte-americana. E um dos detalhes mais escabrosos (e nada surpreendente) é que a NSA compartilha a pornografia dos usuários espionados.

Snowden explica que as imagens enviadas com tal conteúdo são “o pão de cada dia” no trabalho dos agentes que filtram as informações. Palavras do próprio Snowden:

Durante o transcorrer do seu trabalho diário, os agentes se deparam com um conteúdo totalmente alheio e irrelevante para o seu trabalho, como uma foto mais íntima e sexualmente explícita de uma mulher atraente. O que eles fazem? Enviam para o seu amigo mais próximo.

Na verdade, não se diferencia muito daquilo que vemos ao longo da madrugada em qualquer Campus Party da vida, com a diferença que o pessoal da NSA tem acesso a todos os computadores do planeta. Ou seja, se você tem fotos privadas e quer que elas continuem sendo privadas, a regra básica é: não envie essas fotos pela internet para ninguém.

Absolutamente ninguém.

Via The Guardian

Conheça o Tails, o sistema operacional anônimo e gratuito, que cabe em um pendrive e é utilizado por Edward Snowden

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O Tails é um sistema operacional baseado em uma versão do Linux, e não só é seguro e gratuito, como também é anônimo. Este é o sistema que Edward Snowden utilizou em muitas de suas comunicações, e entre vários predicados, ele pode ser instalado em uma memória USB e ser utilizado em qualquer computador, sem deixar rastros.

Sistemas operacionais baseados em Linux e instaláveis em um pendrive não são uma novidade, mas o Tails se diferencia pelo completo anonimato. Snowden reconhece o seu uso, assim como o jornalista Glenn Greenwald, que revelou o escândalo da espionagem massiva da NSA, graças aos documentos vazados por ex-agentes da CIA.

Os desenvolvedores do Tails explicam na página oficial do sistema que o mesmo foi desenvolvido para preservar o seu anonimato.

(O Tails) te ajuda a navegar na Internet de forma anônima, evitando a censura em quase qualquer lugar que você esteja, em qualquer computador, sem deixar rastros – a não ser que você queira. É um sistema operacional desenvolvido para ser utilizado em um DVD, memória USB ou cartão SD, independente do sistema operacional original do computador.

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A ideia pode ser boa ou não, dependendo do ponto de vista. Os criadores do Tails são anônimos, e ninguém sabe direito quem está por trás do projeto. O motivo: ajudar a manter o código do programa longe das mãos dos governos (palavras dos criadores). O problema é: devemos confiar cegamente em um sistema operacional que não sabemos nada sobre os seus criadores, ou sobre o que acontece com os dados que eles podem receber? O único ponto de garantia é que Edward Snowden e Glenn Greenwald utilizaram (e ainda usam) o software, e isso não é pouca coisa.

O Tails utiliza o navegador Tor para manter o seu anonimato, além do programa Pretty Good Privacy (PGP), o sistema de gestão de senhas KeePassX e o plugin Off-the-Record para codificar chats. Os criadores do sistema garantem que em nenhum momento o software utiliza o disco rígido do computador em seu uso. O único espaço de armazenamento disponível está na memória RAM, que é eliminada automaticamente no momento em que o computador é desligado. Ou seja, você não deixa rastros de dados nem mesmo no uso com um notebook.

Para saber mais sobre o Tails, acesse a página oficial do projeto. Se você quiser fazer o download do sistema operacional para testes, clique aqui.

Via Wired

Espionagem britânica teria acessado milhões de imagens de webcams de usuários do Yahoo

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Segundo informa o diário britânico The Guardian, o Quartel General de Comunicações do Governo do Reino Unido (GCHQ) teria armazenado milhões de imagens capturadas pelas câmeras dos usuários do Yahoo. Posteriormente, estas imagens eram revisadas por um software de reconhecimento facial, para descobrir as pessoas de interesse do governo, associando os rostos com nomes de usuários armazenados em uma base de dados.

A informação foi revelada por ninguém menos que Edward Snowden para o jornal, que também revela que a GCHQ interceptou imagens de videoconferências do Yahoo de forma massiva, inclusive as conversas realizadas via Yahoo Messenger. O programa, batizado com o nome de código “Optic Nerve”, capturou em seis meses imagens de mais de 1.8 milhão de usuários do Yahoo em todo o planeta, cujas características foram cruzadas com os registros internos da GCHQ, em busca de possíveis objetivos.

Segundo Snowden, “infelizmente (…) parece que um número surpreendente pessoas usam as conversas por webcam para mostrar as partes íntimas do seu corpo para outra pessoa”, e tal informação estão nos documentos internos da GCHQ. O carnaval de perversão pela web era tão grande, que a agência introduziu uma série de medidas para proteger esses usuários na medida do possível de eventuais aparições de imagens explícitas.

Mais uma vez, a Yahoo (que a algum tempo anunciou que iria reforçar as medidas de segurança, para proteger os seus usuários), declarou que não tem conhecimento desse programa, enquanto que a GCHQ não comenta o assunto. Os dados internos publicados pelo The Guardian indicam que a Optic Nerve esteve em atividade durante o ano de 2008, mas sem informações mais recentes, e com as autoridades mantendo uma política de silêncio oficial, é impossível dizer se o projeto segue ativo.

Via The Guardian

A NSA utilizou aplicativos “inseguros” e até o Angry Birds para espionar usuários

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De acordo com os últimos vazamentos de Edward Snowden, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) e o seu equivalente britânico, o Quartel General de Comunicações do Governo do Reino Unido (GCHQ) teriam utilizado aplicativos de dispositivos móveis e até o Angry Birds para coletar todo e qualquer tipo de informação pessoal do usuário.

Segundo publicam o The Guardian, o ProPublica e o Ney York Times, tanto a NSA como o GCHQ podem acessar detalhes, como os códigos de identificação do smartphone em uso, a localização do dispositivo, o sexo, a idade e o estado civil do usuário, utilizando brechas como as presentes na rede de publicidade do Angry Birds, que oferecem esta informação para as agências de marketing (que também são espionadas pelas agências).

Os dados divulgados por Snowden não revelam o número de usuários afetados com a espionagem, mas se levarmos em conta que o Angry Birds tem mais de 1.7 bilhão de downloads desde o seu lançamento, já dá para ter uma boa extensão do potencial do programa.

Um dos documentos revelados por Snowden informa que basta atualizar o software instalado em um dispositivo Android para que centenas de linhas com informações relevantes sobre o histórico do seu smartphone fiquem expostos. Os dados são utilizados por anunciantes presentes nos apps gratuitos, para criar perfis detalhados de usuários, e assim, criar uma publicidade mais eficiente. E agora, para que os dados caiam nas mãos das agências de inteligência.

E a brecha não se limita aos apps do Android. Os aplicativos do iOS são igualmente vulneráveis às ações da NSA e GCHQ, cujos agentes teriam compartilhado informações técnicas para extrair dados como listas de contatos, históricos de chamadas e metadados armazenados em fotos compartilhadas nas principais redes sociais, através de dispositivos das duas principais plataformas móveis.

Por fim, o New York Times informa que análises conjuntas realizadas em 2009 entre a NSA e o GCHQ terminaram com o surpreendente resultado de mais de 30 milhões de contatos “de interesse”, depois de meses de processamento.

Via The Guardian, The New York Times, ProPublica

A NSA pode SIM espiar conversas realizadas pela rede GSM

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Muito provavelmente, essa não é uma informação que chega a causar espanto ou surpresa. De qualquer forma, segue sendo uma notícia que eu entendo que você e o mundo civilizado deve refletir: a NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) pode decodificar chamadas telefônicas GSM sem ter qualquer tipo de dificuldade técnica.

Documentos vazados por Edward Snowden ao jornal Washington Post revelam que a NSA não só poeria está seguindo os passos de todo mundo e dos seus respectivos contatos através das torres de telefonia móvel e de suas redes de satélites, mas também é capaz de escutar algumas chamadas realizadas via GSM. Da mesma forma, os conteúdos das mensagens de texto também são visíveis para os analistas da agência.

A informação facilitada por Snowden revela que a NSA (e potencialmente outros órgãos do governo norte-americano) podem acessar as chamadas e mensagens SMS que são cifradas com o algoritmo A5/1, que é objeto de críticas de muitos especialistas pela sua falta de segurança. Infelizmente, para os cidadãos que estão preocupados (de forma legítima) com a sua privacidade), o A5/1 é amplamente utilizado pelas operadoras de telefonia móvel, mesmo com sua debilidade sendo algo de conhecimento público.

Em todo caso, essa notícia não quer dizer que a NSA pode escutar qualquer conversa realizada pelos celulares ao redor do planeta. As comunicações 3G e 4G pode ser (ainda que necessariamente não sejam) mais seguras, e operadoras como a T-Mobile da Alemanha já manifestou o seu propósito de implementar sistemas de codificação mais eficientes, com o objetivo de proteger os seus clientes.

Se tudo isso segue sem te convencer, sempre vai te restar o recurso de utilizar uma plataforma com funções de segurança avançadas, como o CyanogenMod, que recentemente anunciou que vai codificar as mensagens de texto entre os smartphones com o sistema CM instalado, usando o protocolo TextSecure.

Via The Washington Post

Agora é a França que pede explicações para os EUA sobre suposta espionagem

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O jornal francês Le Monde revelou em seu site documentos que supostamente revelam que os Estados Unidos teria espionado milhões de comunicações entre os cidadãos franceses. Os documentos publicados pelo jornal teriam sido fornecidos por ninguém menos que Edward Snowden, o ex-funcionário da NSA, que hoje tem asilo na Rússia, e foi um dos protagonistas do escândalo de espionagem US-985f.

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Segundo os documentos, a espionagem teria acontecido entre os dias 10 de dezembro de 2012 e 8 de janeiro de 2013, chegando a registrar mais de 70.3 milhões de dados telefônicos dos franceses, por diferentes vias, principalmente através de palavras-chave e mensagens de texto. Em uma das publicações do Le Monde, é possível encontrar um gráfico (imagem acima), que mostra que foram interceptados uma média de três milhões de dados por dia, alcançando uma média de 7 milhões diários, entre os dias 24 de dezembro de 2012 e 7 de janeiro de 2013.

A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos teria espionado aquelas pessoas que estiveram sob suspeita de manterem algum tipo de relacionamento com atividades terroristas, assim como políticos, autoridades francesas, e representantes do mundo laboral.

Mediante tal publicação, o governo francês já busca explicações oficiais sobre o assunto. O ministro das relações exteriores da França já fez um contato inicial com o embaixador dos Estados Unidos para conversar sobre o assunto, uma vez que as autoridades norte-americanas se recusaram a comentar a informação nesse primeiro momento.

E, pelo visto, a polêmica vai continuar por mais algum tempo. A regra da espionagem internacional permanece a mesma, pelo visto: “todo mundo sabe que todo mundo espiona todo mundo, mas não seja pego no processo, pois vai pegar mal para você”. Vejamos como o governo francês vai lidar com a situação. Não inventando certos absurdos de alguns países da América do Sul (como por exemplo um projeto que visa investir uma grana violenta para criar conexões interoceânicas de internet com a Europa – acreditando de forma quase estúpida que os europeus não espionando ninguém nesse momento), já está valendo.

Via Le Monde