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10 PRINT “Feliz aniversário de 50 anos, BASIC”; 20 GOTO 10

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Com certeza isso já aconteceu com a grande maioria das pessoas que hoje trabalham com tecnologia de alguma forma. Minha vida com o mundo tech não terminou do jeito que eu pensava quando eu era pequeno. Eu sonhei um dia em ser analista de sistemas, trabalhando em uma grande empresa, desenvolvendo softwares complexos, que ajudariam a melhorar a vida das pessoas. Porém, terminei como um blogueiro, comentando as principais notícias e lançamentos desse universo que tanto amo.

Mas minha paixão por tecnologia começou com o universo da programação. E isso aconteceu quando eu tinha 8 ou 9 anos de idade, quando ganhei o meu primeiro brinquedo que estava ligado a esse mundo, de alguma forma: o Pense Bem (Tec Toy). Fiquei brincando com esse brinquedo dia e noite, esgotando baterias e me fascinando por aquele mundo de inserção de dados e programação simples de músicas.

Por conta disso, com 12 anos de idade, minha mãe me inscreveu no primeiro curso de informática, onde eu tinha a possibilidade de efetivamente aprender como tudo aquilo funcionava. E na minha primeira apostila, na primeira aula, eu já aprendi a “programar” em um computador, através das seguintes instruções:

10 PRINT “BOM DIA”
20 GOTO 10

Tal linha de comando fez com que a frase se repetisse na tela de forma infinita. Com a tecnologia de hoje, conseguir uma instrução semelhante de texto em uma TV não é algo muito interessante. Porém, naquela época, era o início de algo novo para mim. O ineditismo de assumir o controle da máquina. Representava a criação de algo. De algo próprio. De uma forma básica.

Ali, conheci o BASIC pela primeira vez.

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Hoje (1), se completou 50 anos do nascimento oficial do BASIC. Às 4 horas da manhã de 1 de maio de 1964, era executado o primeiro programa em BASIC na Universidade de Darmouth, e desde então a sua popularidade não parou de crescer. E foi assim durante anos, se transformando na linguagem em que muitos deram os primeiros passos “sérios” diante de um computador.

A linguagem se transformou na década de 1970 e principalmente na década de 1980 em um componente imprescindível para todos os computadores de 8 bits. A Microsoft utilizou a linguagem de programação de forma extensiva em seu MS-DOS, e aquelas máquinas do passado (C64, Amstrad, Spectrum, MSX) também davam a oportunidade aos seus usuários de aproveitar todo o seu potencial.

Se hoje eu escrevo nesse blog, é porque um dia eu aprendi o BASIC, que foi a base de todas as outras linguagens de programação que aprendi até hoje. Por conta da programação e do processamento de dados, portas inimagináveis foram abertas para mim, e por causa delas, eu sou a pessoa que sou hoje.

Desde o meu começo com o BASIC, sempre gostei do mundo da tecnologia. Porém, depois de concluir o segundo grau e ir para a faculdade, acabei vendo as demais vertentes do mundo tech, e entendi que era mais prazeroso para mim contar essas histórias que aconteciam todos os dias. Mas foi por causa da faculdade de Análise de Sistemas que comecei o TargetHD, que comecei a participar de eventos, e testemunhar alguns dos mais importantes lançamentos de tecnologia do Brasil e do mundo.

O BASIC não foi apenas um brinquedo ou uma experiência de aprendizado primário: foi uma ferramenta que efetivamente me apresentou um mundo novo. Me deu a oportunidade de criar algo: o meu futuro. Meu “eu” de 12 anos de idade não reconheceria o meu “eu” de hoje, com 35 anos. Mas certamente já estaria muito orgulhos (e ansioso) em saber quem eu sou hoje. E viver intensamente esse tempo.

Parabéns, BASIC, pelos seus 50 anos. E muito obrigado.

 

Especial: como você pode REALMENTE economizar nas compras pela internet?

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Com o passar dos anos, o brasileiro está perdendo o medo de fazer as suas compras pela internet. Quem é ávido consumidor de produtos de tecnologia e eletrônicos de consumo já tinha perdido esse medo antes, mas nos últimos tempos, vemos todo e qualquer tipo de produto ser comercializado online. E, por consequência, também vemos algumas armadilhas que são traçadas para os internautas menos esclarecidos. E isso vai desde um preço impossível de ser praticado até um pós-venda desastroso.

Não é pecado nenhum querer economizar. O problema é que você pode ser enganado por diversas formas, ou até mesmo não fazer uma economia real em relação a um produto que estamos querendo muito. Eu mesmo já passei pelos dois casos: já fiz ótimos negócios comprando produtos abaixo do preço, como já perdi dinheiro acreditando que seria uma pechincha tal promoção. Com o tempo, a gente aprende com as experiências adquiridas, e com dicas coletadas pela internet.

Nesse post, vou compartilhar alguns dos itens que considero essenciais para quem quer economizar nas compras pela internet. As regras podem variar de caso para caso, mas são regras básicas para que qualquer pessoa possa pagar um pouco menos na hora de adquirir aquele produto que você tanto quer. Algumas dessas dicas são mais simples do que você imagina.

1) Pesquise. Pesquise muito e sempre

O comportamento que você deve ter nas compras de loja física você deve repetir na sua compra via internet. Não adianta sair comprando no primeiro lugar que aparece, no primeiro site que você encontra o produto. Ferramentas como o Buscapé e o Busca Descontos são muito eficientes nos comparativos de preços, e podem mostrar até onde algum e-commerce está oferecendo algum desconto exclusivo em parceria com aquele site. Em alguns casos, a diferença entre uma loja e outra é considerável.

2) Sempre que possível, pague o produto com boleto bancário

Eu bem sei que dinheiro não dá em árvore, e que não está fácil para a maioria. Porém, se você consegue fazer uma reserva financeira para pagar os seus objetos de desejo, pode em momentos específicos economizar ainda mais se optar pelo pagamento do produto via boleto bancário. Além de ser uma transação relativamente segura, você pode controlar melhor o seu orçamento, sem se comprometer financeiramente a longo prazo. Sem falar que a diferença aqui também pode ser vantajosa, principalmente na categoria de eletrônicos.

3) Cuidado com as falsas promoções

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Alguns e-commerces usam da estratégia de inflacionar o preço original do produto, para depois aplicar um “desconto” e deixá-lo no preço original de tabela. Além de ser ilegal, é imoral e engorda (pois você come sem parar de ansiedade ao saber que poderia ter feito um negócio melhor). Nesse caso da foto acima, quem acompanha o mercado de smartphones no Brasil sabe muito bem que o Lumia 710 jamais chegou a custar R$ 999, e que o preço dele sugerido hoje pela Nokia Brasil é de R$ 599 (é só conferir na Loja Online Nokia). Ou seja, temos um desconto aqui, mas não é essa maravilha toda. Cuidado, pois essa prática é comum durante a Black Friday Brasil.

4) Cuidado com os preços milagrosos

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Preços muito abaixo do mercado sempre levantam suspeitas (ainda mais quando são divulgados em programas como o da Eliana…). Da mesma forma como devemos desconfiar de descontos falsos, também devemos levantar suspeitas sobre preços inacreditavelmente baixos. Existe todo um mercado lá fora que pratica mais ou menos os mesmos valores. Agora, se algo que custa R$ 2.500 aparecer na sua frente por R$ 950, desconfie e muito. Afinal de contas,  “quando a esmola é demais…”.

5) Verifique a procedência do e-commerce, e a experiência de outros compradores

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É quase um item adjunto ao anterior. Você gostou do preço, mas não está muito convicto que é lá que você tem que comprar, faça uma pesquisa em sites como o Reclame Aqui para identificar o índice de reclamações em relação ao estabelecimento, e principalmente, como o e-commerce em questão está disposto a resolver o problema. O Buscapé também tem um índice de avaliação feito por consumidores, e em um bom site sempre tem os selos de institutos independentes, que avaliam o estabelecimento virtual sobre a segurança e qualidade dos serviços prestados pela loja, tais como o Site Blindado e o Internet Segura.

6) Atenção dobrada nas compras em sites compra e venda online

Hoje, sites como OLX e Mercado Livre contam com uma audiência muito grande, e a maioria dos seus usuários focam mais no ato de compra e venda do que nos leilões em si. E isso pode potencializar as chances de fraudes e golpes online. Levando em consideração que esses mesmos sites “tiram o corpo fora” e não se envolvem muito em caso de fraudes, é sua obrigação tomar todos os cuidados na hora da compra. Tome medidas radicais, como verificar se o vendedor tem atualizações positivas em grande quantidade, se essas avaliações não são apenas de usuários novos (essa estratégia é utilizada por muitos criminosos online para rapidamente atrair boa pontuação no Mercado Livre), se o usuário aceita o pagamento via Mercado Pago (aumentando a chance de ser uma venda verídica) e em casos extremos, grave um vídeo na hora de você desembalar o produto recebido, como prova futura em caso de fraude. Eu mesmo faço isso.

7) Use cupons de desconto

A prática ainda é relativamente nova na internet brasileira, mas é muito utilizada na cultura de compra em outros países. Você pode obter descontos em produtos e serviços com simples cupons coletados na web. A CupoNation por exemplo, oferece cupons e vouchers de desconto para a compra de produtos nos principais e-commerces nacionais. E, dependendo do produto adquirido e da modalidade de pagamento, você pode comprar o produto que deseja por um preço bem mais acessível que o normal.

8) Acompanhe as dicas de compras (incluindo as nossas)

Alguns sites, blogs e fóruns na internet contam com grupos de pessoas ávidas por descontos, e acabam compartilhando com a comunidade quando encontram algum preço mais competitivo em algum site. Por exemplo, a conta do Twitter @hardmob_promo faz isso muito bem. A grande maioria das promoções divulgadas por lá valem a pena, e você pode economizar de forma considerável na compra de um produto interessante. Nós aqui no TargetHD.net também divulgamos todos os dias produtos que entendemos que estão em um preço competitivo, na categoria Dicas de Compras.

Essas são as dicas que gostaria de compartilhar com vocês. É claro que existem outros itens comportamentais que precisam ser levados em consideração antes de sair colocando os números do seu cartão de crédito em um site, mas considero esses oito itens essenciais. Agora, desejo para você boas compras. E “gaste com moderação”.

 

O pior aplicativo já feito pela Apple? Fácil: Podcasts!

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Eu adoro podcasts. Eu produzo podcasts (ruins, confesso… mas produzo), e conheço algumas pessoas que consomem bem mais o podcast do que os próprios blogs. Mas parece que a Apple, que começou no negócio de tecnologia de consumo com o iPod, que entre outras coisas, gerenciava feeds de podcasts, não quis dar muita bola para isso com o aplicativo Podcasts para iOS.

O aplicativo deixa MUITO a desejar. É tão ruim, que simplesmente prefiro adicionar os arquivos manualmente, baixando em outro Feed RSS no computador, para só depois adicionar na playlist do meu iPhone. Desde o seu lançamento, em junho de 2012, o aplicativo conta com diversas limitações, e uma interface simplesmente arcaica.

Os problemas com o aplicativo Podcasts da Apple começam pelo simples faro do aplicativo existir. E com a chegada do aplicativo, o que era fácil (toque no ícone de podcasts no aplicativo Música, e pronto: lista de podcasts disponível) se tornou “uma categoria a parte”. Tá, eu sei que os podcasts não são a mesma coisa de músicas, mas é sempre bom ter tudo no mesmo lugar, não é mesmo?

O app Podcasts é dividido em três segmentos: Podcasts, Canais Top e Loja. Todos eles com interfaces radicalmente diferentes. A loja pelo menos tem uma aparência semelhante ao iTunes, porém, no segmento de canais em destaque, temos uma orientação horizontal estranha, onde você precisa navegar entre várias categorias – isso é, se o seu dedo não ficar atrapalhando a exibição dos nomes.

Mas o grande problema está na guia Podcasts. Quando você está ouvindo um programa em específico, você não tem nenhuma indicação do progresso do tempo do programa, nenhum indicador sobre quanto tempo falta para acabar, nem contador regressivo. Nada. Apenas o cover flow do arquivo de áudio, e quando você toca nele, o que aparece? A imagem de um artigo gravador de rolo com carretéis. QUE NÃO SERVE PARA NADA! Ok, um medidor de progressos aparece na parte inferior dessa tela, mas é tão pequena que, para muitos, sua navegação é considerada algo impraticável.

A interface do player em si fica abaixo da média, ou abaixo do recomendado. A maioria das pessoas precisam interromper o podcast que está ouvindo em algum momento, por qualquer motivo, e normalmente esquecemos o ponto onde pararmos no programa. No caso do player padrão da Apple (Música), ele volta para o ponto exato que você estava ouvindo. Já no Podcasts, não, pois ele não possui tal recurso. Nem mesmo o botão “Now Playing”, para retornar ao arquivo que você estava ouvindo o aplicativo possui (e ele só aparece depois que você encerra o programa). Ou seja, o usuário tem que se valer da adivinhação para voltar ao arquivo certo, no ponto exato.

Não estou fazendo um discurso isolado, ou de “Apple Hater” como muitos já pensam. De novo: gosto dos produtos da Apple (tanto, que tenho iPhone, iPad e Apple TV em casa), mas mais de 4 mil reviews na Apple App Store classificam o aplicativo de Podcast com 1.5 estrelas de 5 possíveis. A boa notícia para aqueles que estão incomodados com o aplicativo é que ele pode ser excluído do dispositivo, e você pode usar outras formas de ouvir os seus podcasts no seu iDevice. Como disse lá em cima, eu baixo os podcasts em outro agregador RSS, coloco os arquivos de áudio na minha biblioteca do iTunes, e sincronizo os arquivos com o iPhone.

É mais desorganizado e trabalhoso? Sim. Mas pelo menos tenho todos os recursos de reprodução que desejo, que é o que realmente importa.

[Futurologia] a Apple em 2013: iPhone “de entrada”, Apple HDTV e MacBook Air com iOS

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2012 está acabando, e os exercícios de futurologia já começaram entre os veículos especializados de tecnologia, e em blogs de segundo escalão, como o TargetHD. Começamos a série de posts de “Futurologia” com o que pode acontecer no próximo ano em termos de lançamentos com a maior empresa de tecnologia do mundo, a Apple.

Antes, é sempre bom lembrar que o que vou fazer nesse post é um chutômetro total. Não existe base científica nenhuma que comprove minhas teorias, e nada do que eu disser a seguir pode vir a acontecer até dezembro de 2013. Mas ao menos vai resultar em um bom post, gerando algum tipo de discussão (saudável, eu espero) sobre as possibilidades de cada empresa em termos de lançamentos futuros e novas estratégias de mercado.

Apple

A Apple é líder de mercado, mas precisa inovar novamente. E definitivamente, pois existe um ar de descontentamento geral entre os usuários mais pioneiros da empresa. Existe espaço para inovação. Agora, se ela vai acontecer? É difícil saber. Mas podemos chutar algumas possibilidades.

iPhone “de entrada”

A Apple deu o seu primeiro passo em busca do “povão”, ou de popularizar os seus produtos entre aqueles que não podem pagar caro para se ver livres de contratos. O iPad Mini é esse primeiro passo, mesmo custando US$ 150 mais caro que os seus principais concorrentes no segmento de tablets de 7 polegadas (Amazon Kindle Fire HD e Google Nexus 7). Os tais planos pré-pagos são os mais populares na Europa (e no Brasil, desde sempre), e é um público que a empresa de Cupertino não pode desperdiçar.

Logo, o lançamento de um iPhone mais simples e acessível pode ser uma estratégia interessante para buscar um público que, em partes, já foi dela. Com a crise na Europa e nos Estados Unidos, os usuários trocaram os seus iPhones com planos pós-pagos para escolher smartphones mais simples (e na maioria dos casos, com sistema Android) com planos pré-pagos, para continuar se comunicando com amigos e familiares. E com a saída do mercado do iPhone 3GS (e o iPhone 4 não tendo o mesmo apelo popular de antes), talvez o lançamento de um iPhone de entrada não pareça algo tão absurdo assim. Apesar de considerar algo realmente difícil de acontecer.

Apple HDTV

Esse é o rumor mais forte envolvendo um futuro lançamento da Apple para 2013. Analistas acreditam que o modelo já está em estágio avançado de desenvolvimento, e que a primeira TV de alta definição da Apple deve começar a ser produzida no começo do ano que vem, para ser anunciada no segundo semestre de 2013. As apostas para esse produto são diversas. Uma delas envolve o seu conceito: para ser diferente das demais, ela vai oferecer uma combinação de um hardware potente e competente, um software que os usuários já conhecem (o iOS ou uma firmware com uma interface similar) e um conjunto de serviços atraentes.

Teria como objetivo inicial conquistar a base de usuários que já usam algum dispositivo iOS (iPhone, iPad, iPod, etc), para depois abraçar os consumidores fora do ecossistema de produtos da empresa. É uma aposta importante, pois além de adicionar a Apple em um novo segmento de consumo, é mais uma aposta de expansão do seu portfólio de eletrônicos.

MacBook Air com iOS

Bom, tem gente lá fora falando sobre isso. Particularmente, eu não acredito, mesmo fazendo algum sentido. Pense comigo: aproximadamente 85-90% dos lucros da Apple hoje envolvem algum produto com o sistema operacional iOS (iPhone, iPad e iPod), logo, não seria de todo mal ver a Apple lançando outros produtos com o sistema operacional móvel. Porém, estamos falando de um notebook que impulsionou todo um segmento de ultrabooks (ou pelo menos a Intel se inspirou neles para criar esse conceito), com um poder computacional considerável, que é uma bela ferramenta de produtividade para muitos usuários.

Por outro lado, o principal objetivo do MacBook Air é oferecer produtividade e mobilidade. E faz um bom tempo que a Apple está querendo “fundir” a aparência de uso do OS X com o iOS. Na impossibilidade dessa fusão acontecer, poderia ser uma boa oferecer uma versão do seu MacBook com o iOS, para entregar uma alternativa aos usuários que já estão acostumados ao iOS, depois de anos de uso.

Não sei se essa ideia vinga. Acho realmente bem difícil, mas até que não seria uma má ideia.

E isso porque eu não falei de novos e melhorados iPad, iPad Mini, iPhone, MacBooks… só falamos daquelas que podem ser consideradas inovações da Apple, e não reformulações. Se essas previsões se tornarão realidade, não sabemos. Mas que pelo menos poderemos dizer que avisamos se alguma dessas se confirmar, isso é fato.

[Editorial] Nintendo Wii U, e sua enorme importância para a Nintendo

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O Nintendo Wii U foi oficialmente lançado nos Estados Unidos e na Europa. Foi apresentado pela primeira vez na E3 2011 por Satoru Iwata, presidente da “big N”, surpreendendo a muitos pela nova proposta. Porém, a essa altura do campeonato (e sem saber quando exatamente o console vai chegar ao Brasil), nos perguntamos: o Wii U vai ter o êxito esperado? Vamos tentar descobrir a resposta para essa pergunta no texto a seguir. Lembrando que a melhor resposta para esse tipo de pergunta sempre será: “o tempo dirá”.

Eu gosto de videogames, assim como muitos de vocês que acompanham o TargetHD. Não jogo mais tanto quanto gostaria, e hoje, acompanho mais os principais movimentos e lançamentos desse mercado do que necessariamente jogá-los em meus consoles. Mas sou da geração que “soprava fitas para pegar”, ou que alugava os jogos durante os finais de semana. Com algumas dezenas de videogames pelo caminho, vejo hoje um cenário segmentado, onde Nintendo, Sony e Microsoft dividem o mercado, onde para a casa do Mario ficou o público casual. E será que isso basta?

Wii U pretende repetir o sucesso do Wii

Com o Wii U, a Nintendo busca, com muita força, revolucionar a jogabilidade dos videogames mais uma vez. Já fez isso com o Nintendo Wii, de uma forma simplesmente espetacular e surpreendente (na época), mas desta vez, essa aposta de revolução é um pouco “peculiar”, já que não se trata apenas de uma forma diferente de interagir com um videogame, e sim de uma estranha maneira de fusão de um console tradicional com aquele que a própria Nintendo um dia declarou como o seu “novo inimigo”: os dispositivos móveis.

A Nintendo manda um recado claro: “quem precisa de jogos para tablets, se o Wii U tem o seu próprio tablet?” Tá, mas isso não é tão simples assim, uma vez que o uso que pode ser dado para esse controle/tablet é praticamente nenhum, se compararmos com um tablet Android ou iPad.

A Nintendo se recusou a lançar os seus títulos mais populares para os dispositivos móveis, e solicitou a remoção de seus emuladores (criados por terceiros) das lojas de aplicativos (Apple App Store e Google Play). Ou seja, eles decidiram que seus títulos são só deles, só eles podem usar, e que eles nunca chegarão aos dispositivos móveis. E reforçam essa frase com um “se você quer jogar Mario em um dispositivo móvel, o Wii U é a sua única opção”. Bom, ao menos é isso que eles vão tentar fazer.

O Wii U certamente ser tão revolucionário quanto o Wii foi, mas não creio que a Nintendo vai alcançar esse objetivo com a mesma facilidade. Não dá para negar que a jogabilidade do Wii U é bem atraente, especialmente em jogos como ZombiU, mas distrair o olhar do usuário com um controle pesado e com uma bateria que dura muito menos que a jornada de jogos dos gamers mais exigentes não é o mesmo que mover os braços com controles em forma de bastões.

O controle do Wii U não é um tablet. Ponto!

A Nintendo quis fazer frente ao iPhone, iPad e smartphones Android com o lançamento do Nintendo 3DS. Não deu certo. Agora, eles querem enfrentar o iPad e os tablets Android com o controle do Wii U. Só que tem um detalhe: o controle do Wii U não é um tablet. O fato dos vídeos promocionais mostrarem como ele pode atuar como ferramenta para videochamadas, streaming com a TV e navegação com a internet não quer dizer que ele seja um tablet como nós conhecemos. De fato, nem sequer quer dizer que ele conta com uma experiência prazerosa na hora de realizar tais ações.

O controle do Wii U possui uma tela RESISTIVA (acredite, se quiser), o que prejudica de forma considerável a sua experiência de uso, principalmente nas ações do tipo “drag and drop”, que são básicas para qualquer dispositivo móvel que se preze. A Nintendo pode até dizer que podemos utilizar o controle como tablet enquanto jogamos, mas na prática, não é bem assim.

Além disso, falando especificamente de videogames, a Nintendo oferece uma característica que, no papel, é algo muito atraente: se estamos jogando na TV da sala, e devemos desocupar essa TV, podemos levar o controle para outro cômodo e continuar jogando em sua tela. Isso certamente é uma vantagem. Mas só na teoria. O calcanhar de Aquiles desse recurso é que ativar essa função é algo opcional para os desenvolvedores, algo que a Nintendo garantiu que estaria ativo na maioria dos seus títulos. Alguns, mas não todos.

Se queremos acompanhar a experiência de um console como um tablet, o SmartGlass para o Xbox 360 promete funcionar de forma muito melhor e mais objetiva, por causa da interface de usuário e da compatibilidade com qualquer tablet Android ou iPad.

A Nintendo aposta alto com o Wii U

O novo console da Nintendo é motivo de nervosismo e dor de cabeça para os executivos da empresa, já que os últimos anos fiscais deles (2011 e 2012) não foram dos seus melhores. Logo, eles precisam de um novo hit de mercado rapidamente. Infelizmente, nada garante que esse sucesso repentino será o Wii U, mesmo começando com vendas relativamente fortes (inferiores aos da primeira semana de mercado do Wii).

O Wii U chega com uma capacidade gráfica para rivalizar com o PlayStation 3 e Xbox 360, consoles que contam com 6 e 7 anos de mercado, respectivamente. Sim, amigos… a Nintendo prefere competir revolucionando, e não com os melhores gráficos. Mas na verdade, nem sempre foi assim: essa estratégia do “revolucionar” só começou com o Wii. Quem viveu a época do Nintendo 64 viu que a aposta da empresa era oferecer um console muito mais potente que o seu rival direto, o PlayStation (PSOne). No caso do Wii U (em pleno ano de 2012), até mesmo alguns desenvolvedores reclamaram sobre o quão limitado o console é em seus recursos de hardware.

Mas admito que todos nós, gamers fãs ou não da Nintendo, temos que ao menos testar o produto por algum período, e chegar à nossas conclusões pela experiência individual. Todo fã de games gosta de novidades. Talvez o grande problema do Wii U seja justamente o segmento onde a empresa apostou alto no Wii: os gamers casuais, que é a grande maioria do público. Os fãs da Nintendo certamente vão adorar o console (alguns de forma cega), mas muitos daqueles que só vão conhecer o produto quando visitarem um shopping center, ou a casa do amigo, podem rapidamente chegar no pensamento do “melhor esperar pelo PlayStation 4”.

O Nintendo Wii U terá uma boa acolhida de mercado, principalmente por causa dos fãs incondicionais da Nintendo (no Japão, então, nem se fala). Mas se projetarmos para um cenário a longo prazo, não imagino que seja assim para o grande público. É mais fácil apostar que Satoru Iwata e sua turma só vai mesmo surpreender na plataforma posterior ao Wii U.

Quando desligar, suspender ou hibernar o seu computador portátil

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Esta é, talvez, uma das perguntas que todos nós já fizemos pelo menos uma vez na vida, mas que realmente não conseguimos uma resposta precisa. Os usuários de computadores portáteis (notebooks, netbooks e ultrabooks) já estão acostumados a levarem o seu equipamento para todos os lados, cumprindo assim o propósito original para o qual esse equipamento foi feito. Mas… e na hora de fechara a tampa do equipamento, o que devemos fazer: desligar, suspender ou hibernar o portátil?

A resposta para essa pergunta depende de vários fatores que esse post vai tentar explicar, mais como recomendação para prolongar a vida útil do seu equipamento e aumentar a sua produtividade, e não como regras que todo cristão deve seguir.

Antes de qualquer coisa, temos que ter claramente qual o significado de cada um desses termos para o computador, já que ainda que eles pareçam simples, diretos e muito parecidos, deixando o seu portátil inabilitado para o uso e com a tela apagada, são muito diferentes entre si, com detalhes que para alguns serão bem óbvios, enquanto que para outros, serão bem confusos.

Hibernar é o estado onde o portátil consome uma quantidade de energia muito próxima a zero, deixando ou não o seu disco rígido inativo (dependendo da situação), até mesmo para que quando ele volte ao estado de funcionamento, o faça de forma mais rápida.

Suspender o computador coloca o equipamento em um estado de baixo consumo de energia, com essa pouca energia consumida para manter a memória do computador ativa, enquanto que os seus demais componentes estão totalmente desligados. Esse modo também consome um pouco de bateria, e quando usado ao longo de muitas horas, faz com que o sistema entre automaticamente no modo hibernar.

Por fim, desligar o computador é algo que você já sabe o que significa: todos os componentes do equipamento deixam de consumir energia, fechando todos os programas e tarefas.

Agora, sim, com os conceitos em mente, podemos ir para a parte que realmente interessa: quando devemos realizar cada uma dessas ações.

Quando fazer o que?

Cada uma dessas opções servem para diferentes situações, pensando sempre na necessidade que precisamos ter o computador em funcionamento mais rapidamente, ou quanto tempo vai passar para usar o portátil novamente.

Conheço muita gente que deixa o seu computador ligado 24 horas do dia, 7 dias por semana, incluindo notebooks (este é o meu caso). Muitos garantem que “os computadores foram feitos para ficar ligados o tempo todo” (esse NÃO é o meu caso). Sem entrar no mérito da questão, o que está provado é que a bateria do portátil pode ficar muito prejudicada pelo fato do computador ficar ligado e conectado na tomada o tempo todo. Além disso, todos nós sabemos que é sempre bom reiniciar o equipamento de vez em quando, para fechar todas as tarefas em segundo plano, que em muitos casos, nem sabemos que estavam sendo executadas.

Se você ficar um tempo considerável longe do computador (e quando você não está fazendo o download de nenhum conteúdo na internet), escolha uma das três opções a seguir:

– se você vai ficar longe do computador por pouco tempo (até 1 hora ou menos), você pode simplesmente suspender o seu portátil, uma vez que ele vai despertar mais rápido do seu estado de inatividade. Desse modo, você vai poder retomar o seu trabalho do ponto onde você parou, de forma rápida.

– se você ficar longe do computador por mais de uma hora, ou não precisa retomar o seu trabalho o mais rápido possível, hibernar passa a ser a sua opção. É uma boa alternativa quando vamos almoçar ou antes de dormir, uma vez que economiza a energia consumida pelo equipamento, e no dia seguinte, você não vai precisar uma reinicialização completa do equipamento, ou ter que abrir seus aplicativos e contas tudo de novo.

desligar o seu portátil é a opção mais recomendada quando não vamos utilizar o equipamento por um longo período de tempo. Porém, a maioria das pessoas preferem deixar o notebook hibernando. Para modelos mais antigos e com especificações mais restritas, desligar o notebook é o mais recomendado, uma vez que esses modelos contam com dificuldades naturais para sair do modo de hibernação, causando até uma reinicialização ocasional do sistema operacional, seja ele Windows ou Linux.

Qual é a melhor opção para o seu computador?

Economizar energia e dar um descanso para o seu computador são os principais motivos que você deve considerar no momento de sair do seu escritório ou da sua casa e hibernar, suspender ou desligar o seu portátil. Porém, fatores como desempenho e até mesmo o modelo do computador são muito importantes na escolha.

Vale lembrar que estamos falando de computadores portáteis (ou Laptops), e esse servem para ser dispositivos móveis, em muitos casos, com um uso fracionado, dependendo dos momentos livres que temos em uma viagem, por exemplo. Nesses casos, hibernar o computador é (talvez) a opção mais recomendável para uma maior duração da bateria e um trabalho pausado, porém, constante.

Além disso, desligar de forma constante os computadores podem causar consequências negativas nos desktops, já que os discos rígidos podem se danificar ao alternar constantemente entre os modos ligado e desligado (algo que não acontece com as unidades SSD). Nos portáteis, temos que levar em conta a bateria antes de tudo, e o dano que podemos causar nela por essa atividade.

As recomendações acima estão baseadas na experiência de muitos anos, utilizando exclusivamente um notebook como computador principal. Mas não fique apenas contando com esses relatos. Passe a sua experiência de uso: comente abaixo suas dicas, opiniões e impressões.

Afinal de contas… a Apple está mesmo em crise?

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Antes de mais nada, eu quero deixar uma coisa bem clara nesse post: “eu queria estar em crise como a Apple está!”.

Dito isso, nessa semana, muito vem se falando sobre o momento atual da empresa de Cupertino. A empresa oscila entre vitórias e derrotas nos tribunais de todo o planeta, em sua luta na “guerra de patentes”, registrou recordes de vendas iniciais com o iPhone 5 (cinco milhões de unidades no primeiro final de semana), mas teve filas menores no lançamento do iPad Mini e do iPad de quarta geração (apesar de vender mais de três milhões de unidades combinadas dos dois tablets no seu primeiro final de semana), viu o Samsung Galaxy S III ultrapassar o iPhone 4S em vendas no último trimestre, perdendo assim o posto de smartphone mais vendido do mundo, e suas ações em Wall Street (bolsa NASDAQ) tiveram queda de 20% no seu valor nas últimas semanas.

Com tudo isso acontecendo, podemos dizer que a Apple está em crise? A pergunta divide opiniões, e vamos tentar abordar todos os aspectos da questão a seguir, tentando descobrir como isso vai impactar o mercado de tecnologia nos próximos meses (se é que vai).

Um número considerável de analistas argumentam que, como tudo nessa vida, a Apple atingiu o seu ápice em termos de sucesso e inovação, e que está iniciando a sua linha de descendente. Se isso estiver acontecendo, vale a pena deixar registrado que não é algo exclusivo da Apple. Tudo nessa vida é cíclico, feito de altos e baixos, e pode ser um processo de transição natural, que a própria empresa de Tim Cook precisa passar para se recuperar depois. Capacidade para isso, a empresa possui de sobra.

Além disso, não é uma queda vertiginosa, ou como se a empresa estivesse caindo do penhasco (empurrada pelas mãos do Google e da Samsung, em uma metáfora maldosa da minha parte). O analista da Ironfire Capital, Eric Jackson, em recente entrevista para a Forbes explica que a queda recente da Apple está muito mais ligada à preocupação dos investidores com o recente desempenho de vendas da empresa do que com o prestígio da marca junto ao consumidor, ou com a qualidade dos produtos apresentados.

A Apple segue sendo amada pelos seus usuários. A prova disso é vender cinco milhões de unidades do iPhone 5 em apenas três dias. E olha que estamos falando de um produto que recebeu duras críticas por causa da má qualidade de acabamento (em alguns aparelhos), a presença do Apple Maps (e a ausência do Google Maps) e o baixo número de inovações no smartphone. Mesmo com tudo isso, não dá pra negar que o iPhone 5 (assim como o iPad Mini e o iPad de quarta geração) são produtos de qualidade superior, se comparados aos seus concorrentes mais diretos.

Logo, o problema não é esse. O principal problema da Apple no momento responde pelo nome de “o monstro da expectativa”.

A Apple vende muito no lançamento, mas os analistas de mercado, especialistas e investidores esperam sempre muito mais, justamente por ser “A” Apple. A empresa de Tim Cook registrou uma receita de lucros recorde de US$ 8.2 bilhões no último trimestre, mas os investidores queriam ainda mais! Três milhões de novos tablets vendidos em um único final de semana não foram os suficientes para acalmar os ânimos naqueles que injetaram dinheiro na empresa.

Os ditos “entendidos” do mundo da tecnologia estão cegos pela ganância, e se esquecem de alguns muitos detalhes quem impedem a Apple de quebrar os números recordes de lucros dos últimos anos. E são motivos bem razoáveis e plausíveis. A saber:

1) hoje, a Apple tem concorrentes; em 2008, não: esse talvez seja o item mais imediato para explicar a dificuldade da Apple em bater recordes financeiros. Um ano após o lançamento do iPhone (2007), o produto estabeleceu o parâmetro para smartphones, sem falar que já tinha feito isso com os players de MP3, com o iPod. Reinava em um mercado que já tinha gigantes como Motorola e Nokia. Com o tempo, a Samsung, LG, Sony e a própria Motorola reaprenderam a fazer os seus dispositivos, e diminuíram a distância. Ou seja, a fatia do bolo para a Apple ficou menor nesse aspecto.

2) o mundo está em crise. Ainda: não se engane, amigo leitor: a Europa ainda enfrenta dificuldades, os Estados Unidos sofrem com o desemprego, e o Brasil está na corda-bamba. O cidadão comum ao redor do planeta estão fazendo de tudo para pagar as suas contas. Inclusive trocar o seu iPhone por um smartphone mais simples, com um plano de dados mais econômico.

3) queda de vendas no pré lançamento é algo normal: o iPhone 5 foi muito especulado, e por muitos meses. Todo mundo confirmou o seu lançamento para setembro de 2012 antes da própria Apple anunciar o seu evento de forma oficial. Como consequência, as pessoas não iriam gastar o seu dinheiro no iPhone 4S, para que o mesmo ficasse desvalorizado em pouco tempo. Logo, é normal uma queda de vendas nesse último trimestre. Vamos esperar os números do quatro trimestre de 2012, onde muito provavelmente veremos a recuperação nas vendas do smartphone mais popular do mundo.

Esses três fatores impedem que a Apple venha a vender 25 milhões de iPhones por trimestre pelos próximos 10 anos. E são fatores absolutamente normais, dentro do cenário atual do mercado. Muitos podem dizer que “a Apple não inova mais, e por isso, perde terreno”. Eu até concordo com esse argumento. Por outro lado, me custa a acreditar que Steve Jobs não deixou nenhum grande produto novo encaminhado para os próximos anos, e que Tim Cook não esteja pensando nisso à sério. A demissão de Scott Forstall, para mim, é um indício de que, pelo menos na mesmice, ele não quer ficar.

O mercado considera o iPhone o “carro chefe” da Apple, e há uma razão de ser para isso. É o produto mais impactante da história recente da Apple, e foi a mola propulsora para que a empresa se tornasse o que ela é hoje junto ao público. Por outro lado, a Apple não é só o iPhone. E, mesmo que fosse, eu volto a repetir: gostaria de estar em crise como a Apple está, contando com “apenas” 15% da cota de mercado mundial de smartphones. E, diferente dos seus concorrentes, utilizando um único modelo de telefone inteligente.

Por fim, é importante lembrar que as quedas recentes de ações da Apple já aconteceram antes. Por exemplo, no ano passado, elas caíram de US$ 425 para US$ 360, na ocasião do lançamento do iPhone 4S. No lançamento do iPhone 5, elas dispararam para US$ 700. Ou seja, temos aqui os altos e baixos que citei antes.

A Apple está em declínio? Sim, mas dentro do esperado de qualquer empresa. Está cometendo erros nesse primeiro ano da era Tim Cook? Sim, com certeza. Pode se recuperar? É claro que sim. Está em crise? Não como muitos pintam. E, se algum dia cair e ficar na condição que a Nokia está hoje, já cumpriu o seu papel na história, e não será o fim do mundo.

Exceto para os Apple Fanboys, é claro!

Por que o LG Nexus 4 é tão barato?

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A nova família de produtos Nexus do Google é um dos destaques entre as novidades do mercado de tecnologia em 2012. Os novos Nexus 4, Nexus 7 e Nexus 10 chamam a atenção dos fãs da plataforma Android ao redor do planeta, e falando mais especificamente do smartphone Nexus 4, temos um smartphone com uma tela fantástica, um dos processadores mais potentes do mercado, um ótimo design e as mais elevadas especificações técnicas que você pode encontrar no mundo Android. E tudo isso, por apenas US$ 299. Como eles conseguiram? É o que vamos tentar descobrir nesse post.

O conteúdo antes do dispositivo

Estamos diante de um smartphone top de linha. Isso é fato. Mesmo assim, o Nexus 4 tem um preço ridiculamente baixo, se comparado aos seus concorrentes diretos. Podemos dizer aqui que Google e LG estão perdendo dinheiro ao vendê-lo com um preço abaixo do custo de produção. Porém, isso é possível por causa da estratégia de mercado do próprio Google, que opta por obter lucros atrelados ao conteúdo do que ao dispositivo em si. Em outras palavras, eles ganham mais por aquilo que o usuário acessa pelo seu dispositivo (que é preparado para isso, que fique bem claro), clicando em links patrocinados e outros recursos que geram dinheiro para a empresa de Mountain View, deixando os lucros das vendas dos aparelhos como algo secundário.

A grande maioria dos lucros do Google vem da publicidade. E eles sabem que ter um smartphone rápido e poderoso se converte em mais pessoas clicando em seus links. E em muito mais links com um menor tempo. Todo mundo acha que o Google é generoso demais por oferecer serviços como o GMail, YouTube, Google Search ou até mesmo o Android “de graça. Na verdade, não é tão de graça assim.

Se você olhar de forma mais atenta, vai perceber que os serviços do Google bombardeiam o usuário de todo o tipo de publicidade, e é aí que eles obtém os seus lucros. O Google oferece a maioria dos seus serviços de forma gratuita, porque é interessante para eles que esses serviços sejam usados, para assim oferecer uma publicidade para empresas que estão dispostas a gastar muito dinheiro nos serviços online mais utilizados do mundo. Simples assim.

Mais que publicidade: o Google agora oferece conteúdo

O Google oferece ao longo dos últimos anos aplicativos e diferentes serviços através do Android. Hoje, a família Nexus está pronta para oferecer todos os serviços da Google Play Store, como livros, filmes, episódios de séries de TV, músicas, álbuns musicais completos, revistas e outros serviços online. E certamente isso vai trazer mais dinheiro para a empresa de Eric Schmidt.

Nesse quesito, o principal adversário do Google é a Amazon, e não a Apple, como muitos imaginam. O Google passou a se preocupar com o conteúdo de sua loja virtual, pois sabe o quanto isso agrega valor aos seus produtos, além de fazer o dinheiro girar de forma mais efetiva, com conteúdos que os usuários estão consumindo cada vez mais em seus tablets e smartphones (e pagando por isso de forma legal, o que é o mais importante). Isso explica porque o Kindle Fire custa US$ 199, e porque rapidamente o Google lançou o Nexus 7, que é mais potente que o tablet da Amazon, custando os mesmos US$ 199.

A estratégia foi tão impactante, que fez a Apple lançar um iPad Mini, se focando na mesma proposta dos dois primeiros, atrelando os serviços do iTunes e iCloud ao produto. Lentamente, um novo mercado aparece no mundo da tecnologia: o mercado de quem vende mais conteúdo online. Por enquanto, Amazon e iTunes brigam cabeça a cabeça pela liderança, mas o Google se aproxima perigosamente, uma vez que mais de 500 milhões de dispositivos Android estão no mercado, prontos para usar a Google Play Store. E isso se reforça com os rumores dos planos de expansão da loja online de conteúdos do Google para a América Latina.

Quem paga a conta de um Nexus 4 tão barato?

Agora que você sabe dos motivos que levou o Google a lançar dispositivos tão baratos, a pergunta persiste: como eles conseguiram? E essa pergunta se soma a outras, como: quem paga a diferença? Como a LG topou esse acordo? E a mais curiosa de todas… por que eles não produziram esses novos dispositivos com a Motorola?

Não existe uma resposta oficial para essas perguntas, mas podemos tirar nossas próprias conclusões, baseadas em estudos de mercado e analistas do meio de tecnologia. Para começar, a Motorola não é a fabricante do Nexus 4 porque o Google não queria assumir sozinha todos os prejuízos que eles vão ter com a produção do dispositivo. Parte desse prejuízo vai ficar com a LG, que em compensação, tem o seu nome valorizado com um produto espetacular, dando assim uma maior relevância para a sua marca no segmento de mobilidade.

Além disso, a LG pode e deve assumir tal risco. Precisa contra-atacar em relação ao seu principal concorrente na Ásia (Samsung), e não existe melhor forma de chamar a atenção com um smartphone que praticamente grita a frase “a LG pode fazer smartphones fantásticos, e o Nexus 4 é a prova que o Google confia na gente para isso”. A mesma regra vale para a Samsung, com o tablet Nexus 10. A Samsung reforça a sua mensagem de “somos bons nisso”, enquanto que o Google reforça a sua ideia de que “os melhores tablets Android do mercado são do Google”.

Seja como for, a linha Nexus reforça a popularidade e a cota de mercado de qualquer fabricante de tecnologia, fazendo esse parceiro se destacar dos demais. Se o preço do Nexus 4 é tão baixo, é porque a LG aceitou isso, e porque aposta que as vendas do produto serão realmente expressivas. Essa é uma estratégia de mercado para os fabricantes, ainda que nesse caso, quem sai ganhando financeiramente é o Google. E o consumidor, que paga menos por uma tecnologia de ponta.

Só espero que o Nexus 4 não chegue ao Brasil com o “preço padrão” de R$ 1.999. Se isso acontecer, será uma piada. E de mau gosto.

O que vale mais: um iPad Mini? Ou um iPad 2?

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A Escolha de Sofia? Talvez, para alguns. Nem tanto, para a maioria. Certamente você já está se perguntando com qual deles é melhor ficar, antes mesmo da nova versão chegar. De um lado, temos o iPad Mini, menor, mais novo, mas um pouco mais caro. Do outro lado, temos o iPad 2, maior, mais velho, mas um pouco mais barato. Tirando por base os valores cobrados para os Estados Unidos (US$ 329 para o iPad Mini, e US$ 319 para o iPad 2, ambos com WiFi e 16 GB de armazenamento), podemos já estimar que a nova versão chegará ao Brasil mais cara que a antiga, mesmo que seja em uma diferença mínima de preço.

Então, fica a pergunta: qual dos dois tablets merece o seu dinheiro (ou a passada do seu cartão de crédito)?

A disputa é bem interessante, principalmente se o quesito “preço” for levado em consideração. Enquanto que nos Estados Unidos temos uma diferença de apenas US$ 10, no Brasil, essa diferença pode ser um pouco mair do que os R$ 20 estimados, e isso pode fazer uma grande diferença. Mas, antes de falar nesse quesito, vamos de novo voltar para algo que não tem preço: a percepção de cada usuário diante dos dois modelos, e suas necessidades nessa futura aquisição.

De modo geral, a principal diferença entre os dois modelos está no tamanho de suas respectivas telas. iPad Mini, com 7.9 polegadas, e o iPad 2, com 9.7 polegadas. Ah, e tem o conector Lightining, que é outro grande diferencial, mas disso, eu falo mais para frente. Nos demais itens de hardware, eles são muito parecidos: ambos com processador A5 dual-core, tela com resolução de 1024 x 768 píxels, WiFi e 16 GB de armazenamento (nos preços anunciados).

Para quem busca uma maior qualidade de gravação de vídeos em um produto, o iPad Mini pode ser a escolha. Os dois tablets contam com gravação em alta definição, mas o iPad 2 se limita aos 720p, enquanto que o iPad Mini grava a 1080p. Por outro lado, gravar nessa capacidade vai fazer com que a sua capacidade de armazenamento se esgote rapidamente. Mas é o preço a ser pago pela maior qualidade de imagem. Além disso, o iPad Mini possui uma cãmera frontal maior do que o iPad 2.

Outro item a ser considerado é a mobilidade do produto. Pelas suas dimensões, o iPad Mini é muito mais “mobile” que o iPad 2, pois é menor e tem a metade do preço, além de oferecer a mesma autonomia de bateria do modelo maior. Em alguns casos, dependendo do perfil de uso, até um pouco mais.

Mas… o iPad 2 não tem nenhuma vantagem? Tem sim. Ele ainda é um tablet bem funcional. Tão funcional quanto o iPad Mino, com o mesmo desempenho, mas com uma tela maior, ou seja, oferecendo maiores possibilidades para atividades específicas de produtividade (para quem usa o tablet para trabalhar) ou para jogos (é melhor jogar em uma tela maior). Além disso, pode ser um bom negócio adquirir o iPad 2 para quem realmente entende que a tela Retina e um processador mais potente não são diferenciais tão significativos (acho difícil disso acontecer com os mais exigentes), e a tendência é que algumas ofertas apareçam antes da chegada do iPad Mini por aqui.

Vale a pena sempre levar em consideração esperar pelo anúncio oficial do iPad Mini no Brasil, e quais serão os preços oficiais dos modelos quando o novo produto chegar ao nosso mercado.

Com tudo isso, podemos dizer que:

– se você busca o produto mais barato, sem se importar com o tamanho da tela, compre o iPad 2
– se você busca um produto compatível com os dispositivos iOS que você já tem, compre o iPad 2
– se você prioriza a mobilidade, e quer usar o tablet em qualquer lugar, compre o iPad Mini
– se você quer um produto comercialmente mais valorizado, e não ter tanto prejuízo quando passar para frente para comprar um novo, compre o iPad Mini

Vale a pena trocar o seu iPad atual por um modelo de quarta geração?

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A Apple teve uma de suas tardes mais interessantes, com o seu último keynote de 2012, com pelo menos cinco novos produtos de hardware. Novas versões do Mac Mini, um novo MacBook Pro Retina de 13 polegadas, os novos iMac e o tão esperado iPad Mini figuraram entre as novidades. Porém, o que pegou todo mundo de surpresa foi o anúncio de um iPad de quarta geração, algo que não foi mencionado em nenhum site, e escapou de todos os rumores possíveis, deixando muitos boquiabertos e alguns revoltados.

O fato é que aquele que antes era conhecido como “Novo iPad”, e que agora passa a ser chamado de iPad de terceira geração (e que, é sempre bom lembrar, foi oficialmente descontinuado pela Apple), foi apresentado ainda em março de 2012, ou seja, a Apple simplesmente descontinuou a versão antiga do seu tablet com apenas sete meses de seu lançamento. E muitos dos seus proprietários não estão muito contentes com isso.

Mas agora já está feito, e o que importa mesmo é que fica a pergunta: vale a pena trocar o seu iPad atual pelo modelo de quarta geração? A resposta mais simples, objetiva, direta e até cretina é: “depende”. A seguir, vamos tentar descobrir em qual caso vale a pena a troca, ou não.

 

Por que não vale a pena a troca?

Para começar, vamos estudar a seguinte situação: você é um usuário do iPad de terceira geração, com 64 GB de armazenamento desde maio de 2012, e até agora você viveu em um mundo de plena felicidade e satisfação com o seu dispositivo, principalmente graças à tela Retina que o produto possui. E este é, talvez, o ponto mais importante para que você evite a atualização. Se você medir a situação pela experiência de uso pura e simples, as mudanças de hardware encontradas no iPad apresentado nessa semana não serão significativas a ponto de você não conseguir fazer com o seu iPad atual o que o novo iPad faria.

Se fizermos essa análise comparativa entre o iPad 2 e o iPad 3, aí sim, esse salto é maior. A tela, que foi a mudança mais drástica, foi o item que mais atraiu os usuários no lançamento do iPad de terceira geração. No caso atual, a tela é a mesma, de modo que você não vai notar nenhuma diferença efetiva que justifique o investimento de mais uma boa quantia de dinheiro em apenas sete meses de intervalo. Além disso, pelo andar da carruagem, vai ser muito difícil que essa tela se modifique nos próximos anos, já que ela é muito boa para os propósitos da Apple.

Além disso, é importante levar em conta outros aspectos muito importantes. O novo processador A6X do iPad de quarta geração é muito mais rápido que o A5X presente no iPad de terceira geração, mas isso não quer dizer muita diferença no cenário atual dos dois produtos. Em termos bem simples, para a compreensão de todos: hoje em dia, não existe nenhum aplicativo ou uso por parte do usuário que explore por completo o potencial do novo processador da Apple.

Isso, sem falar que boa parte dos acessórios que você possui hoje vão ser doados ou jogados fora, já que o novo iPad usa a porta Lightining. Ou você espera um adaptador para tudo isso, ou comece a pensar em se livrar de tudo isso, pois vai ser inútil com o novo produto.

Mas, obviamente, a decisão final é sempre sua. Se você deseja atualizar para a versão mais recente do iPad, pode fazer isso com gosto. Até porque, a partir de agora, vamos contar as vantagens na troca do modelo velho para o modelo novo.

 

Por que vale a pena a troca?

O primeiro motivo? Justamente o Lightining, que citei agora a pouco como desvantagem. Irônico, não?

Com o lançamento do iPhone 5, a Apple introduziu a sua nova porta e conector para os seus dispositivos. A Lightining, que foi uma decisão muito criticada por muita gente, se prova uma solução bem lógica, uma vez que ele vem atualizado para as novas tecnologias de transmissão de dados, sendo mais rápido e menor. E outra coisa: o cabo de 30 pinos de mais de 10 anos de vida, ou seja, ficaria obsoleto nos próximos anos fatalmente.

Mas… o Lightining seria a única razão para a atualização? Evidente que não. O processador A6X mencionado acima, passa a ser mais um motivo para a troca se pensarmos em duas vertentes diferentes. A primeira, e mais lógica, é se você até hoje tem um iPad 2, a hora de trocar é agora. A diferença do processador A6X para o A5 é simplesmente monstruosa, e como já citei a questão da tela Retina, fica bem evidente que você está ficando bem para trás. A segunda vertente, e essa é mais técnica, é que o A6X já chega com uma grande vantagem em sua arquitetura, que permite um melhor gerenciamento de energia, oferecendo assim uma maior autonomia de bateria, algo que é muito necessário nos dias de hoje em um dispositivo móvel (apesar da Apple prometer uma autonomia de, pelo menos, 10 horas de uso).

Além disso, outros problemas previamente detectados no iPad de terceira geração foram corrigidos nessa nova versão, tais como o aquecimento que o tablet sofria na parte traseira, e a melhor parte (e que diretamente pode beneficiar os brasileiros): o iPad de quarta geração conta com uma maior compatibilidade com as redes 4G LTE do mundo (bom, se pelo menos funcionar com a primeira leva das redes 4G do Brasil, já está de bom tamanho). Essa é uma grande vantagem para os geeks que viajam ao redor do mundo.

 

Conclusões

Como disse lá atrás, a troca depende muito mais de você e de suas necessidades. No caso dos usuários do iPad 2, vale a pena repetir: a hora de trocar é agora. As diferenças são muito grandes. Aliás, eu penso que o iPad 2 é um tablet morto. Para mim, faria mais sentido manter o iPad de terceira geração no mercado, cobrando US$ 100 a menos. Já os proprietários do iPad 3 tem uma decisão difícil para tomar. Baseie-se nas suas necessidades de conexão às redes LTE para maior velocidade de navegação móvel, nas melhoras de autonomia e na nova porta Lightining, e tome a sua decisão.

É sempre bom lembrar que, nos Estados Unidos, para aqueles usuários que compraram o iPad de terceira geração nos últimos 14 dias, a troca pelo novo iPad é garantida. Uma loja Apple em San Francisco estende esse prazo para 30 dias, mas esta não é uma regra, e é sempre bom esperar um comunicado oficial da empresa de Cupertino para tomar uma decisão definitiva. E o mais importante para nós, brasileiros: não há nenhuma garantia que essa regra será adotada no Brasil. Afinal de contas, diferente de lá, quando o iPad de quarta geração começar a ser vendido por aqui, todo mundo já vai estar sabendo de sua existência, ou seja, não adianta comprar o antigo para depois trocar pelo novo. Você não foi pego de surpresa, certo?

Qual evento acompanhar no dia 29 de outubro? Windows Phone 8? Evento Google? Ou os dois?

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Eu sei que todos a essa altura estão esperando mesmo pelo evento da Apple na próxima terça-feira (23). Eu, inclusive. Porém, não dá para não lembrar a célebre frase: “tem assessorias de imprensa que querem mesmo complicar a vida de jornalistas e blogueiros de tecnologia”. E isso acontece lá fora e aqui no Brasil. Não é incomum grandes fabricantes marcarem seus eventos em datas próximas, ou no mesmo dia, em horários que tornam a presença nos dois eventos.

E no caso desse post, temos um exemplo clássico do que estamos falando. Google e Microsoft prometem colocar todo mundo para trabalhar no dia 29 de outubro, segunda-feira, para anúncios importantes para o mercado mobile. O Google deve apresentar novo smartphone, novo tablet e nova versão do seu sistema operacional, enquanto que a Microsoft vai oficialmente apresentar o Windows Phone 8. Ou seja, assuntos que são de interesse da mídia especializada e do consumidor dessa tecnologia.

Agora, eu pergunto: precisava marcar os dois eventos para o mesmo dia?

Se eu estivesse nos Estados Unidos nesta semana (sonho meu…) iria adotar a regra que adoto aqui no Brasil: vou no evento que me convidou primeiro. Nesse caso, seria o evento do Google, que marcou o seu evento para o horário das 10:00 AM (horário da Costa Leste dos EUA, 13h no horário de verão de Brasília). Nesse evento, eles devem apresentar a versão 4.2 do Android, um novo smartphone da linha Nexus e (talvez) um novo tablet Nexus, marcando assim a expansão de suas plataformas mobile.

Já a Microsoft marcou o seu evento também para as 10:00 AM… mas em San Francisco, no horário da Costa Oeste norte-americana (ou seja, três horas a menos que o horário da Costa Leste, o que resultaria em 16h no horário de verão de Brasília). Aqui, não tem mistério: o que vai ser apresentado é mesmo o Windows Phone 8 e, talvez, algum novo produto da Nokia e de outros parceiros da empresa de Redmond no projeto.

O principal motivo para estar presente no evento da Microsoft (mesmo que seja através da internet, assistindo o evento via streaming) é que a empresa promete mostrar pela primeira vez o Windows Phone 8 na íntegra, sem nenhum tipo de restrição. Ou seja, os produtos que estarão em demostração por lá serão as versões finais dos dispositivos e do software, e agora vamos ter a real impressão de como o sistema operacional móvel ficou, e se pode bater de frente com os seus principais adversários (iOS e Android).

De qualquer forma, recomendo que você acompanhe os dois eventos. Isso é, se você realmente gosta de tecnologia, e não apenas de um pedaço dela. Os dois eventos serão transmitidos por streamings oficiais das empresas envolvidas, e como você vai estar no conforto de sua casa, não tem desculpas ficar por dentro de tudo o que vai acontecer na semana que vem. E, mesmo que você não fique inteirado de tudo, vai ficar por dentro do principal aqui, no TargetHD.net.

Via

Coisas nas quais o iPad Mini pode ser melhor que o iPad

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Estamos nas vésperas de um lançamento de um novo iPad Mini (ou não… nunca se sabe quais as surpresas que a Apple pode aprontar), que acontece logo depois da chegada do iPhone 5. Se tudo der certo, no final do mês de outubro, o mundo já terá conhecido todos os detalhes desse novo tablet, que já se torna um objeto de desejo dos fãs de tecnologia, mesmo sem ter sequer chegado ao mercado ainda.

Logo, nos sobra tempo e espaço de sobra nesse blog para começar as especulações e teorias sobre o quanto esse produto pode ser melhor que o iPad original. E mesmo não sendo um produto oficialmente confirmado pela gigante de Cupertino, já é vítima de uma infinidade de críticas, uma vez que ele é “apenas uma versão menor do iPad”, algo que segundo muitos, Steve Jobs nunca permitiu que acontecesse em vida. Até eu, que tenho minhas ressalvas em relação à Apple, acho esse argumento paupérrimo. A Apple não vive só de suas inovações e revoluções mercadológicas, mas também de acompanhar as necessidades desse mesmo mercado, e ir na direção daquilo que está funcionando bem naquele momento.

Nesse post, apresento uma lista de características onde o iPad Mini pode ser melhor que o iPad original, o que pode ajudar os mais indecisos a fazer uma escolha mais precisa e definitiva sobre o próximo produto a ser adquirido.

Mobilidade e peso

Esse aqui é bem óbvio, mas vale a pena ilustrar melhor o porque dessa escolha. Certamente o iPad original é um dispositivo que pode ser levado de um lado para outro. Afinal, é mais ou menos do tamanho de um livro ou revista. Porém, também é fato que um tablet de menor tamanho permite uma mobilidade ainda maior. Deixando de lado o fato de uma tela maior é melhor ou não para a visualização de conteúdos no dispositivo (pois é o usuário final que decide isso, e não eu ou você), a tela de 7.85 polegadas que o iPad Mini deve ter vai permitir um transporte muito mais cômodo em qualquer mochila, bolsa, ou até mesmo no bolso de alguns tipos de calças ou paletós, assim como é feito hoje com um tablet Android de 7 polegadas.

Outro ponto a se destacar sobre sua mobilidade é o peso do dispositivo, levando em conta que o iPad de terceira geração pesa aproximadamente 600 gramas. Uma versão de menor tamanho deve pesar um pouco mais de 300 gramas, que é uma grande vantagem na hora de levar o gadget para qualquer lugar, como um complemento de uso, ou até mesmo como uma ferramenta de trabalho ou educacional. Principalmente nas faculdades e universidades, que é (aparentemente) o foco principal desse produto.

Devo adicionar aqui que sou um usuário de um iPad, mas também usei diversos tablets Android (e pretendo adquirir um Galaxy Tab 7.7 até o final do ano), e para o meu uso e necessidades, um tablet menor oferece uma maior vantagem na hora de levar algum dispositivo para coberturas de imprensa e outras atividades. E tenho certeza que muitos amantes do iOS levam esse ponto em consideração antes de sair com um iPad por aí.

Preços

O iPad conta com muitas vantagens sobre os tablets Android, principalmente no que se refere à porcentagem de aplicativos que existem disponíveis para o iOS, mas o fato de existir no mercado um tablet com processador quadcore e excelente GPU por apenas US$ 199 (como o Google Nexus 7) é uma tentação muito grande para muitas pessoas. Além disso, existem muitas outras opções de tablets de baixo custo e boas configurações, como é o caso do Kindle Fire HD, que aos poucos, começa a abocanhar um pedaço da cota de mercado dos tablets da Apple.

Tudo isso é uma realidade. Os tablets da Apple possuem preços iniciais de US$ 499 na sua versão mais recente (ou US$ 399, no caso do iPad 2), e esses valores são muito altos para muitos usuários. E é aí que o iPad Mini entra. Na Europa, vazou nesse último final de semana uma suposta tabela de preços, que indicam que a versão mais barata do iPad Mini (WiFi e 8 GB) vai custar 249 euros. Levando em conta que os produtos da Apple são ajustados para 1 por 1 (US$ 1 = 1 euro), nos Estados Unidos, o novo tablet deve custar aproximadamente US$ 250 na sua opção mais básica, o que o tornaria muito mais acessível para a maioria das pessoas, e muito mais atraente que os tablets Android atuais. E, mais uma vez, o que influenciaria a favor do iPad Mini seria a oferta de mais de 200 mil aplicativos desenvolvidos para o iOS.

Obviamente, o iPad Mini deve contar com um armazenamento e hardware inferior ao iPad de terceira geração (isso, segundo os últimos rumores), contando com 8 GB e o mesmo processador do iPad 2 (A5), além de não contar com uma tela Retina Display. Não obstante, para o tipo de uso idealizado para o produto, esta não chega a ser uma limitação muito grave. De fato, com exceção dos jogos mais potentes, o iPad 2 pode fazer tudo aquilo que o novo iPad faz, de modo que a versão Mini também poderia fazer o mesmo, só que com uma tela de menores dimensões.

Porta Lightining

Talvez a vantagem mais evidente é o fato de contar com a nova porta Lightining, que foi apresentada pela Apple junto com o novo iPhone 5. É o tipo de atualização que “não tem mais volta”, e tudo indica que o novo produto vai ajudar a perpetuar a presença desse novo cabo junto aos usuários. Logo, a tendência é que os primeiros dispositivos pensados para esses produtos comecem a chegar ao mercado em larga escala, e ser parte dessa nova geração de dispositivos Apple é uma vantagem para os fabricantes e, principalmente, para os usuários, que contam agora com uma tecnologia superior ao cabo de 30 pinos.

iPad Mini chegará até o Natal?

Particularmente, acho difícil. Todos nós sabemos como a Apple trata o Brasil, e não acho que isso vai mudar tão cedo. Até porque o nosso mercado estará ainda muito concentrado na promoção de lançamento do iPhone 5, que deve chegar até o meio de novembro. Acredito que o iPad Mini só deve pintar por aqui no começo de 2013. De qualquer forma, lá fora, ele certamente estará disponível para compra no mês de novembro, a tempo das vendas de Natal, ajudando a impulsionar ainda mais as vendas da empresa para o final do ano. E, se você estiver de bobeira nos Estados Unidos em dezembro… quem sabe?

O melhor cenário para os produtos BlackBerry nesse momento? Criar um nicho de produto “cult”

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A maioria dos geeks mais “veteranos” (para não chamar de velhos mesmo… e eu me incluo na turma) que eu conheço ou tiveram um BlackBerry, ou sonharam em ter um BlackBerry. Eu mesmo tive a felicidade de trabalhar com um BlackBerry Bold 9780 durante um ano, e fui feliz com ele. Só passei o smartphone para frente porque o sistema da RIM ficou muito para trás em relação aos demais concorrentes do mercado, e tudo o que eu precisava em dispositivos corporativos, eu poderia fazer com um iPhone ou um Android. É uma pena, pois o BlackBerry é um smartphone que me fascina até hoje.

Porém é fato que o BlackBerry OS como conhecemos hoje é um sistema morto, travado, desatualizado e, principalmente, velho. Não progride mais. Por isso, a iniciativa da fabricante canadense em repaginar completamente a proposta do seu sistema operacional é vital para a sua própria sobrevivência. Até porque eles correm o risco de caírem na mesma sina do Symbian, que perdeu o seu tempo de se renovar, e praticamente morreu. Isso, sem falar no exemplo de outros sistemas operacionais do mercado, que falharam no meio do caminho, na iniciativa de ser uma alternativa aos gigantes do mercado, mas não evoluíram como os principais sistemas operacionais.

Porém, a RIM ainda tem uma alternativa: ser um produto cult, de um nicho específico. Para os fãs incondicionais do BlackBerry. Um dos grandes pontos positivos desses smartphones é a sua funcionalidade, principalmente para aqueles usuários que tinham a necessidade de escrever muito no smartphone. Com o passar dos anos, os BlackBerrys se tornaram boas ferramentas de comunicação simples, como em redes sociais (Twitter, Facebook), mensagens de texto e mensageiros instantâneos (como o BBM). Essa estratégia converteu o BlackBerry de ferramenta corporativa para uma opção mais barata para os usuários que mais dão prioridades para as redes sociais. E essa estratégia até que deu certo em alguns países da Europa, principalmente no Reino Unido.

Com os modelos com BlackBerry OS 10, a nova versão do sistema operacional móvel da RIM, deve ser a mesma coisa. Apesar de contar com uma proposta totalmente reformulada, voltada para os telefones com telas sensíveis ao toque, um dos principais pontos positivos do BBOS 10 é justamente o seu teclado virtual, que segundo as primeiras análises internacionais, é uma das mais competentes do mercado. Ou seja, até mesmo a RIM já sacou que deve continuar investindo nesse segmento dos usuários de redes sociais. Mais precisamente, os fãs do mundo BlackBerry.

Até porque a RIM já sabe muito bem que não adianta mais investir no mercado corporativo. As grandes empresas já entenderam que podem utilizar iPhones e Androids com segurança para a comunicação e armazenamento de dados de grande relevância, pois entendem que esses sistemas já são maduros o suficiente para tal, e as soluções de segurança vindas de outros fabricantes especializados em segurança de dados mobile são mais competentes e de menor custo que aquelas oferecidas pela RIM.

Por isso, a RIM deve sim apostar nos seus fãs. Apostar naqueles que, apesar de tantas críticas e controvérsias, não abandonaram os seus BlackBerrys para adotar outra plataforma. Talvez o principal problema da fabricante canadense a essa altura do campeonato seja o fator tempo. Lançar o BlackBerry OS 10 apenas no primeiro trimestre de 2013 pode ser tarde demais para reter um mercado relevante o suficiente para sobreviver no mercado mobile. Em compensação, se o novo sistema for realmente muito bom, existe uma pequena chance dos sobreviventes da plataforma manterem uma taxa de mercado viva, para até começar a convencer os demais que o BlackBerry voltou a ser uma alternativa legal e interessante (particularmente, acho essa última parte difícil de acontecer).

Até porque, pelo menos até agora, o BlackBerry ainda está na frente do Windows Phone. E isso é alguma coisa que não pode ser desprezada. Principalmente pelos canadenses.

A Microsoft deve tentar (de novo) lançar o seu próprio smartphone?

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Esse é um assunto um tanto quanto complicado para se discutir, e a resposta pode ser completamente diferente, dependendo do ângulo que se vê a situação. Logo, vamos por partes, como diria o editor do podast SpinOff (mesmo porque essa história da piadinha do Jack o Estripador não cola mais).

As pessoas e empresas rapidamente se esquecem do passado. Por outro lado, quem vive do passado é museu, e o importante nessa vida é olhar para frente. Porém, vendo por um outro prisma, é possível que essas mesmas pessoas e empresas tenham aprendido com os erros do passado. Mas também é sempre bom lembrar que repetir o erro é uma prova de burrice absurda. Todas as afirmações acima podem se aplicar à Microsoft, quando levantamos a questão “será que a Microsoft deve mesmo tentar fabricar o seu próprio smartphone com Windows Phone?”

Os rumores existem, e pelo visto, a intenção também. Até porque a Microsoft já deixou claro que vai apostar ainda mais no mercado mobile em 2013. Afinal de contas, para quem está apostando alto no lançamento do tablet Surface, apontando esse como um dos principais pilares para o sucesso do Windows 8 no mercado, não seria nenhuma surpresa a Microsoft apostar em um smartphone próprio, assim como o Google fez, e como a Apple faz. Mas… até quando isso é válido?

Antes de qualquer coisa, é preciso saber como a Microsoft vai entrar nessa empreitada. Se eles lançarem um smartphone com a parceria de um dos seus parceiros, assim como o Google fez com a linha Nexus, é um terreno mais seguro. Até porque essa parceria com a Nokia existe justamente para isso. Podemos falar tudo sobre a fabricante finlandesa, mas é fato que ela sabe fazer dispositivos móveis. E tenho certeza que, se Steve Ballmer for esperto, está utilizando essa experiência deles para esse projeto.

Agora, se arriscar a fazer um telefone com a cara e a coragem, é um passo arriscadíssimo. A relação custo/benefício pode ser a pior possível, principalmente no resultado final. A própria Microsoft já passou por isso, ao apresentar os modelos Kim One e Kim Two, mas que jamais chegaram ao mercado de massa, virando artigo de colecionador. Se bem que os tempos são outros: na época, a empresa de Redmond foi na contramão de tudo o que era tendência, lançando um telefone com o defasado Windows Mobile, teclados físicos e baixa adesão de aplicativos de terceiros. Hoje, as coisas mudaram bastante, e a Microsoft também mudou muito.

O Windows Phone ainda não é o sistema que bate de frente com o iOS e o Android. Deve fazer isso com essa nova versão que chegará ao mercado em 29 de outubro. A partir daí, vale a pena observar como o mercado e os consumidores vão reagir ao novo Windows Phone 8. Particularmente, acho o sistema ótimo: o Windows Phone 7.5 é leve, rápido, funcional e bem diferente de tudo o que temos hoje no mercado mobile. Acredito que o Windows Phone 8 será ainda melhor, uma vez que terá um hardware mais robusto, e funcionalidades que complementarão o seu uso.

Paralelo à isso, é importante observar como será a resposta do mercado ao Microsoft Surface. Primeiro, por ser o tablet com um sistema operacional completo, e não um sistema mobile. Segundo, e o mais importante para nossa análise: ele será um produto da Microsoft, concebido e construído genuinamente pela Microsoft. Esse pode ser o principal termômetro da empresa para saber se vale a pena apostar na fabricação do seu próprio smartphone pela sua conta e risco, ou se é melhor procurar um parceiro experiente (leia-se Nokia) para esse projeto.

Além disso, é preciso observar se vale a pena a Microsoft fazer concorrência para os seus próprios parceiros comerciais. Samsung, HTC e a própria Nokia já fecharam com a empresa de Redmond nesse projeto de lançamentos de produtos com Windows Phone, e cada uma dessas empresas contam com suas respectivas visibilidades previamente construídas junto ao público consumidor. A Microsoft, por outro lado, se lançar o seu próprio smarphone, vai ter que construir essa credibilidade junto ao consumidor, e em um cenário como o de hoje, é uma tarefa muito difícil.

De qualquer forma, os próximos meses serão decisivos para saber se a Microsoft entra nessa empreitada, e de que forma ela vai apostar no mercado de smartphones. Pelo passado, a resposta mais lógica seria “não”. Mas, pelo presente, e pelas perspectivas de futuro, a resposta até pode ser um tímido “sim”. Vamos observar os próximos acontecimentos.

A ironia da batalha entre Apple e Google: elas sáo rivais, apesar de terem objetivos completamente diferentes

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O lançamento do iOS 6 e do iPhone 5 foram um pouco eclipsados pela polêmica versão do Mapas da Apple, apresentada na nova versão do sistema operacional móvel da empresa de Cupertino. Esse “pequeno lapso em forma de software” (estou tentando ser o mais educado possível) evidenciou de uma vez por todas a batalha que Apple e Google mal começaram a travar pelo domínio do mundo mobile. E, convenhamos, não deveria ser surpresa o fato que a Apple iria falhar na sua primeira tentativa de criar um aplicativo de mapas independente.

Com isso, Apple e Google estão em pé de guerra. Em uma guerra diferente daquela que a Apple trava contra a Samsung, mas de dois gigantes do mundo da tecnologia. O curioso é que as duas empresas contam com modelos de negócios completamente diferentes, e estratégias diferentes. E as duas estão competindo não para defenderem os seus modelos de negócios.

Vamos começar pela Apple, que possui uma estratégia relativamente mais simples. A Apple basicamente quer que os consumidores “se apaixonem” exclusivamente com cada aspecto de hardware e software da empresa, fazendo com que os seus computadores, smartphones, tablets e players musicais sejam o centro do cotidiano das pessoas. E, caso você ainda não tenha notado, a gigante de Cupertino é extremamente competente nisso, com um hardware consistente, porém ágil, produtos finos e com um visual mais atraente que os seus rivais, e sistemas operacionais leves e muito consistentes, principalmente quando comparados com os dispositivos com o sistema operacional Windows.

Já o Google tem uma estratégia bem diferente. Seu objetivo não é vender hardware ou software. Em vez disso, eles se concentram de forma incansável na melhoria da internet, tanto no seu desempenho quanto na sua perspectiva de acesso. O modelo de receita do Google é bem simples: quanto mais cliques os seus sites e sites parceiros tiver, mais receita eles conseguem fazer a partir de propagandas. E a melhor maneira de garantir que os seus sites continuem a receber um grande volume de cliques é garantindo que mais pessoas tenham acesso aos seus serviços online, com uma ótima velocidade de acesso, com um conteúdo entregue ao internauta de forma rápida e eficiente.

É por isso que o Google oferece o Android como um sistema operacional de código aberto. A ideia é expandir o acesso à web móvel, para que os consumidores tenham mais oportunidades em acessar os sites do Google e no seus milhões de parceiros ao redor do planeta, clicando em seus links. Outra prova disso é o lançamento do Google Fiber, como forma de estimular a criação de redes mais rápidas, que por sua vez, resultam em um maior uso de produtos do Google.

E sim, eu sei o que você está pensando: a mesma coisa acontece com o Google Chrome. Eles descobriram que mais pessoas usam os seus serviços quando estão utilizando um navegador web de alto desempenho. E, hoje, o Google Chrome é o mais utilizado ao redor do planeta. E não é por acaso.

É bom manter tudo isso em mente, sempre que tentarem comparar a Apple com o Google, pois muito provavelmente essas empresas vão entrar em rota de colisão por outros motivos, e não por um simples domínio no mundo da tecnologia.

O Google sabe que nunca vai conseguir deixar o Android tão bonito ou funcional como o iOS é, e eles sempre vão ter problemas para lançar dispositivos com a beleza e elegância do hardware da Apple. Por outro lado, a Apple sabe que muito provavelmente vai ficar sempre atrás do Google nos aplicativos baseado na web, como são os casos do navegador Safari e do Mapas para iOS, que estão muito atrás do Chrome e do Google Maps, respectivamente. Além disso, é inimaginável a possibilidade da Apple algum dia construir a sua própria rede de internet de alta velocidade na América do Sul, por exemplo.

Fato é que Apple e Google são completamente diferentes, e as duas oferecem inovações impressionantes, que tornam as nossas vidas melhores em diferentes aspectos. O importante é que uma deixe a outra ser ela mesma, para que todos aproveitem dos frutos do seu trabalho. Exigir que uma seja igual à outra é besteira, e uma batalha por causa de um segmento de mercado é algo muito pequeno, se comparado às soluções que as duas empresas podem oferecer ao consumidor.

[Editorial] Um ano sem Steve Jobs. E parece que foram dez anos…

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Estou lançando esse post só agora porque foi mais ou menos nesse horário que fiquei sabendo da morte de Steve Jobs, em 5 de outubro de 2011. E, como não escrevi nenhuma linha sobre esse acontecimento no ano passado, me dou ao direito de fazer uma reflexão sobre como esses últimos 12 meses se passaram, e ver como estão as coisas sem ele. E posso dizer que o tempo passou bem mais devagar do que eu imaginava.

Minha relação com Steve Jobs é um tanto quanto complicada. Não é uma das minhas personalidades preferidas do mundo da tecnologia, pois ao longo de sua trajetória transmitiu a sua arrogância e prepotência para grande parte dos fãs fanáticos da Apple, e particularmente, acho isso desnecessário. Por outro lado, não nego que a sua visão do mundo mudou, de forma definitiva, o mundo da tecnologia e dos eletrônicos de consumo. Devo aqui confessar que lançamentos de produtos como o iPhone me incentivaram a começar a escrever sobre tecnologia, pois era algo tão legal para a sua época, que era quase impossível não fazer parte desse mundo maluco, onde passamos madrugadas escrevendo, acompanhando lançamentos de tecnologia, viajando mais de 1.000 km em 24 horas para uma cobertura de evento… enfim, não me arrependo da vida que tenho hoje, pois gosto muito do que faço. E, em partes, a “culpa” disso é de Steve Jobs.

Que fique bem claro: eu gosto da Apple. Compro seus produtos, uso seus produtos, mas sou capaz de ver os seus defeitos. Não acho a empresa perfeita. Não acho Jobs perfeito. E é justamente a imperfeição de Jobs que foi o seu maior trunfo. Jobs sabia que era imperfeito, mas buscou de forma incessante a perfeição. E, seja para mostrar ao mundo que estava certo, ou seja para construir um mundo melhor e mais simples para todos, ele fazia questão de apresentar ao mundo soluções que tornavam a tecnologia algo mais acessível, mais próxima, mais casual. E considero esse o seu maior legado, ou o seu mais precioso bem.

A informática é mais acessível em suas funcionalidades por causa dos primeiros computadores pessoais concebidos pela Apple lá atrás. Os computadores pessoais ficaram mais bonitos por causa dos iMacs “em forma de bolhas coloridas”, lançados no final da década de 1990 (também queria um desses…). O mundo da música mudou com o iPod. O mundo da telefonia mudou com o iPhone. O mundo dos gadgets mudou com o iPad. São contribuições de Steve Jobs que não podem (e nem devem) ser ignoradas, e que garante o seu nome na história.

Até porque “inovar” não é só o fato de “conceber do zero”, mas sim pegar aquilo que já existe, e mudar a sua perspectiva de tal forma, que o conceito desse produto seja completamente novo, estabelecendo um novo parâmetro para esse produto.

Steve Jobs não é meu CEO favorito. Como disse antes, repudio a ideia dos fanboys, que acreditam que ele é Deus, e que “se leio tal coisa, é porque Jobs mudou sua vida”. Negativo. Se leio alguma coisa, é porque graças a Deus (o verdadeiro) eu tenho olhos e consigo enxergar. Jobs foi humano, e fico feliz por ele ter sido humano. Vejo Steve Jobs como um dos principais exemplos de tenacidade e força de vontade na vida. Aplicou sua energia criativa até o final, gastando suas últimas forças no desenvolvimento de novos produtos e projetos (muitos afirmam que o iPhone 5 é o último projeto que contou com a sua colaboração). Vejo Steve Jobs como uma pessoa competitiva, que não desiste, que não se entrega. E isso me estimula a seguir em frente, me estimula a buscar o que quero, dentro de certas regras éticas, que todos nós precisamos ter.

Mas, de fato, quando penso em Steve Jobs, eu me lembro desse vídeo abaixo.

Eu simplesmente não consigo ficar indiferente ao vídeo do discurso de formatura na Universidade de Stanford, em 2005. Aliás, acho que ninguém consegue. Particularmente, nenhum lançamento, entrevista ou declaração de Steve Jobs mexeu tanto comigo quanto esse discurso de quase 15 minutos. Observei ao longo do vídeo que tinha alguns alunos entediados com aquilo que aquele senhor careca estava falando. Mal sabiam que aquele era um momento único. Talvez ali, naquele momento, o mundo estava vendo um Steve Jobs como ser humano. Algo que eu particularmente esperei por anos.

Falar de forma tão aberta sobre suas próprias mazelas e dificuldades me fez relembrar que a vida não é fácil para ninguém, e que nenhum tipo de obstáculo pode te deter. Me faz refletir sempre sobre o quanto é importante pensar que vivemos muito pouco nesse mundo, e que aproveitar cada momento, cada oportunidade é algo mais que fundamental. É vital. Ser um no mundo é muito fácil. Ser especial para alguém, para apenas um, é uma missão que todos devem ter.

Compreendo hoje porque Steve Jobs é especial para milhões. Talvez Jobs nunca tenha se dado conta que, através de suas inovações e soluções, despertou uma paixão em pessoas que, dependendo de suas vidas ou destinos, mudou essas vidas de forma definitiva. Mesmo que só um pouco. Pessoas especiais fazem isso.

Um ano se passou, e estamos em 5 de outubro de 2012.

Mesmo com minha opinião sobre Steve Jobs não ter mudado muito, eu confesso que sua falta é sentida. Parece que o mundo da tecnologia passou um pouco mais devagar, mais sem graça. Um ano parece que foram dez anos. Ok, a gente bem sabe que, durante um bom tempo (e por causa de seus problemas de saúde), Jobs não era uma pessoa muito evidente no mercado. Mas ao menos a gente sabia que ele estava lá, trabalhando, pensando, comandando. Seja para gerar notícia, para gerar polêmica, para ser motivo de briga entre haters e fanboys, Jobs estava lá.

Hoje, temos Tim Cook. Temos um iPhone 5 onde os seus problemas são mais destacados que as suas qualidades. Temos um iminente iPad Mini. Temos uma Apple com mais lucro do que nunca, sendo a empresa mais valiosa do mundo. O mundo da tecnologia seguiu em frente, mas ficou mais sem graça. Parte dessa graça já tinha saído de cena, quando Bill Gates se aposentou em 2008. Agora, sem Jobs, temos CEOs competentes, mas pouco carismáticos e muito burocráticos. As apresentações de Tim Cook são um saco, Steve Ballmer é um velho hippie esquisitão, Mark Zuckerberg é detestado por muitos por usar a mesma roupa, Jeff Bezos não é tão popular assim, Eric Schmidt parece que só está começando, e Stephen Elop não tem tempo para fazer piadas, pois está em uma enrascada chamada Nokia.

Aliás, parece que a “era Tim Cook” não começou muito bem. Afinal de contas, aquele Apple Maps é um lixo, e tenho certeza que Steve Jobs está lá em cima berrando, doido para voltar para a Terra para punir o responsável por aquilo. E sim… com Jobs, isso não teria acontecido. Jamais ele entregaria aos usuários um produto tão incompleto.

Enfim… se passou um ano. Penso hoje que fica o legado daquele que viu o mundo alguns passos a frente dos demais. De tempos em tempos, temos sempre aquele que faz a diferença. E com certeza, Steve Jobs será lembrado por todos por ter feito a diferença, mesmo com as diferentes formas que podemos ver essa afirmação.

Para concluir, deixo abaixo um vídeo de tributo ao primeiro ano da morte de Steve Jobs, produzido pela própria Apple, além do link para acesso ao comunicado de Tim Cook sobre a data de hoje.

Gangnam Style: o meme de US$ 50 milhões?

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A não ser que você chegou de Marte na última quarta-feira, ou estava preso embaixo da terra com mineiros chilenos, ou mora em um país onde o YouTube é proibido, ou acabou de sair do convento das Velhas Freiras Carmelitas, é praticamente impossível você não saber sobre do que se trata esse post. Suspeito que, pelo menos, metade do mundo conectado sabe o que quer dizer “Gangnam Style”, mas se você ainda não sabe do que estou falando, eu vou te colocar no assunto. Assista, com muita calma, o vídeo abaixo.

Muito bem, agora que você foi devidamente apresentado ao PSY e ao seu “Gangnam Style”, podemos começar a falar sobre o assunto.

Esse vídeo é o mais visto e curtido da história do YouTube. Se você parar para pensar que, no meio do ano, ninguém sequer sabia quem era o PSY (exceto no continente asiático, onde o cara faz muito sucesso), e que nesse momento, ele já tem mais de 359 milhões de visualizações no principal site de vídeos da internet, liderando as paradas de sucesso do Reino Unido e dos Estados Unidos, além de receber mais de 2 milhões de “Likes” no Facebook, podemos chamar o “Gangnam Style” de maior meme da história da internet. Até agora (ninguém sabe o que vai surgir na semana que vem).

Mas… o quanto essa bobagem está gerando de dinheiro para os envolvidos? Com, com certeza bem mais do que eu ganho por ano para fazer esse blog, mas vamos tentar apresentar números.

Segundo o analista de mercado Jason Calcanis, em uma matemática pura e simples, o CPM (custo por mil visualizações) de um vídeo no YouTube é de aproximadamente US$ 2. Quando o vídeo é muito popular, é normal que esse valor de CPM acabe subindo, conforme as visualizações aumentam. Então, o especialista sugere que as primeiras 200 mil visualizações foram pagas com US$ 2/CPM (US$ 400 mil), e esse valor pode ter alcançado a marca de US$ 8/CPM para as últimas 100 milhões de visualizações (ou US$ 800 mil). Em uma conta simples (é claro que é bem mais), Gangnam Style já gerou para PSY, no mínimo, US$ 1.2 milhão.

Nessa conta, não estão inclusas as performances ao vivo, e outros vídeos publicados no canal oficial do PSY no YouTube. Estamos falando apenas do Gangnam Style original, que você acabou de ver no começo desse post. Ou seja, somando tudo isso, é provável que o rapper sul-coreano já tenha lucrado, pelo menos, US$ 1.5 milhão nos últimos meses. Apenas no YouTube.

Mas calma. Vem mais (só para você ficar mais triste, e achar o seu emprego atual uma droga).

Adicione nessa conta os mais de 600 mil downloads que a música teve no iTunes, que a conta bancária do PSY vai engordar mais US$ 2 milhões. Mais: PSY é filho de Park Won-ho, dono da empresa sul-coreana de semicondutores Di Corp, que segundo a Reuters, de forma indireta, teve o seu valor de mercado consideravelmente valorizado depois do lançamento do vídeo de Gangnam Style.

Contando tudo isso, não é nenhum exagero dizer que Gangnam Style é um meme de, pelo menos, US$ 50 milhões. E isso porque, nessa conta, não estamos incluindo os valores arrecadados com direitos autorais, os streamings de shows, contratos de merchandising que foram fechados depois do sucesso do vídeo, e outros acordos de licenciamento da música, que não foram somados nessa conta.

Viram só? Um meme conseguiu transformar PSY em um milionário em poucos meses. É o poder que a internet já possui em mudar a vida de qualquer pessoa do dia para a noite. Mesmo que seja por algo que, aparentemente, algumas pessoas acham “uma bobagem”, mas que com certeza não conseguem ter a mesma notoriedade.

Não fique surpreso seu o seu próximo notebook contar com o “efeito Apple”

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Não é nem para provocar esse ou aquele grupo de usuários. É só você prestar a atenção em como o mercado está se movimentando. Boa parte dos novos lançamentos de notebooks e ultrabooks não se limitam mais em ser um computador portátil tradicional. Eles precisam contar com uma capacidade híbrida, ou um teclado destacável, para que ele possa ser transformado em tablet quando o usuário quiser. E esse é um movimento de transição claramente incentivado por uma empresa e um produto em especial: a Apple, com o seu iPad.

Todo mundo sabe o quanto que o iPad fez sucesso no mercado mobile. É o produto que define para a maioria dos usuários o que é um tablet. Tem gente que sabe o que é um iPad, mas não sabe direito o que é um tablet (mesmo eu e você sabendo que os dois são a mesma coisa), e esse tipo de comportamento reforça a sua tendência de produto dominante nesse segmento. Além disso, a linha de laptops MacBook é outro fator que coloca a Apple em destaque, a ponto da concorrência criar os ultrabooks para competirem com o MacBook Air.

Então… por que não unir o melhor dos dois mundos?

Está cada vez mais difícil para os fabricantes de computadores portáteis competirem com o mercado de tablets, ainda mais com o fato que temos modelos cada vez melhores e com preços mais atraentes. E nem estamos falando nesse caso dos tablets da Apple (ou do futuro iPad Mini, que deve ser apresentado em outubro). Falo do Google Nexus 7, por US$ 199, e dos novos tablets da Amazon, com preços que variam entre US$ 199 e US$ 499. Com um laptop de especificações medianas custando US$ 699 em média, fica difícil oferecer argumentos para os usuários que querem realizar atividades básicas, como acesso à internet, envio de e-mails, redes sociais, vídeos, jogos e leitura de livros eletrônicos.

Nesse sentido, quem pode oferecer a solução mais próxima de agradar gregos e troianos é a Microsoft, em parceria com a Intel e os fabricantes parceiros de computadores portáteis. Essa turma toda vai oferecer a partir de 26 de outubro, dia do lançamento do Windows 8, laptops que também contam com funções de tablets, como é o caso do HP Envy X2, que você vê na foto que ilustra esse post. A tendência é que, como agora os laptops vão contar com um sistema operacional ajustado para as telas sensíveis ao toque, vai ser cada vez mais comum contarmos com notebooks híbridos, ou seja, que quando necessário, possam atuar ou como laptop, ou como tablet, oferecendo uma flexibilidade maior ao usuário.

A vantagem aqui é direta. O usuário não só teria um produto polivalente, mas também um equipamento que seria um sistema operacional completo, que realizaria as mesmas atividades que o desktop da sua casa ou escritório executa. De quebra, quando você quiser a praticidade do tablet, é só destacar o teclado, e começar a interagir com a tela sensível ao toque. Resumindo: o argumento dos fabricantes para os usuários vai ser “se você pagar um pouco mais, você pode levar para casa um tablet mais potente e um notebook, para quando você quiser escrever direito um texto”.

A ideia é boa. Evitar de comprar dois dispositivos é algo excelente, não apenas pela economia resultante na aquisição, mas pelo peso menor que você vai ter na sua mochila ao transportar os produtos em viagens ou no trabalho. Pode ser a solução para os fabricantes de notebooks, que cada vez mais perdem terreno para os tablets. E pode ser o principal argumento de vendas para o Windows 8, principalmente para os usuários mais versados nos produtos conectados.

Entenda, de uma vez por todas: notebooks são para trabalhar, tablets são para se divertir

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Com o cenário mobile atual, de tempos em tempos, se faz necessário definir a ordem natural das coisas, para se manter uma coisa que considero muito importante, chamada foco. Sem isso, o mundo vira uma bagunça, você acaba chamando urubu de meu louro, e cai na invariável armadilha de realmente acreditar que um tablet pode substituir o seu notebook ou ultrabook em todas as suas funções corporativas. Não, amigo. Ainda não pode. Pelo menos, por enquanto.

Por mais que os tablets tenham ficado mais potentes e polivalentes, a regra continua sendo a mesma: os notebooks servem para trabalhar, e os tablets servem para entreter. Pelo menos por enquanto, a regra é essa.

Mesmo produtos como o ASUS Transformer, que conta com um dock em formato de teclado, ele foi pensado mais para a diversão do que para a produtividade. É claro que ele pode, no máximo, quebrar o galho, mas não vai ter o mesmo resultado que um notebook pode oferecer com um sistema operacional completo. Um exemplo: se eu preciso redigir um texto para o blog, eu até posso fazer isso com o iPad ou um tablet Android qualquer (ok, o Samsung Galaxy Tab, por exemplo). De cara, não ter um teclado físico é uma grande desvantagem. Em textos regulares, não posso me permitir a perder tempo corrigindo acentuações, e não contando com a mesma agilidade que as teclas físicas me oferecem.

Além disso, as soluções oferecidas para blogagem no WordPress pelo iOS e Android são incompletas. Quase amadorescas. São apenas pequenos quebra-galhos para você ter o mínimo para uma postagem muito rápida, quase instantânea. Não chega nem perto das ferramentas que podemos ter no Windows e no Mac OS. Além disso, para aqueles mais exigentes, que acabam comprando acessórios para tornar o seu uso mais próximo do ultrabook ou notebook (como um dock com teclado físico, por exemplo), a relação custo/benefício acaba não sendo vantajosa, e se você colocar tudo na ponta do lápis, em muitos casos, vale mais a pena comprar um notebook para realizar suas tarefas profissionais.

Outro bom exemplo disso é o uso de editores de texto. Apesar de contarmos com soluções razoavelmente interessantes para uma comunicação com os serviços na nuvem, que por sua vez podem gerenciar arquivos do Microsoft Office (eu uso o DocsToGo, para iOS e Android; paguei pelo uso dos dois, mas no meu caso, compensou), porém, tais soluções para os tablets não servem para quem precisa, por exemplo, criar um documento importante, fazer uma apresentação com riqueza de detalhes, e um melhor gerenciamento desses arquivos. Resumindo: o notebook é o seu melhor amigo nessas horas.

E isso porque eu ainda não citei os benefícios de você ter uma maior capacidade de processamento e memória dos notebooks, a robustez e gama de recursos que um sistema operacional completo pode oferecer, a maior área de tela para visualizar conteúdos (sim, pois um tablet tem, em média, uma tela que varia entre 7 e 10 polegadas), e outras vantagens técnicas que fazem com que qualquer pessoa com bom senso e conhecimento mediano logo conclua que, se você quer realmente uma maior produtividade e resultados mais profissionais, a solução é contar mesmo com um notebook, pelo menos.

Obviamente, toda regra tem sua exceção. Eu tenho um sobrinho que é DJ, que utiliza um notebook, um iPod Classic (para carregar suas músicas) e um iPad para fazer as mixagens. Designers gráficos, desenhistas, médicos, profissionais liberais, publicitários e outros segmentos profissionais específicos conseguem realizar tarefas que se convertem em dinheiro, extraindo do tablet excelentes resultados para suas tarefas. Mas essa não é uma regra para a maioria dos usuários, principalmente para aqueles que dependem de produtividade no computador.

Muitos acreditam que isso pode mudar com a chegada do Microsoft Surface, e os primeiros tablets com o sistema operacional Windows 8. Afinal de contas, esses modelos serão os primeiros a contar com um sistema operacional completo, e isso pode fazer uma grande diferença para os usuários profissionais de diferentes áreas. Já pensou? Você poder ter todos os benefícios do desktop que está na sua casa ou escritório, em um produto bem mais leve ou igualmente funcional? Particularmente, eu só acredito depois que o produto chegar ao mercado. Antes disso, ainda acho que as pessoas vão olhar com receio para o Surface na hora de decidir se vai mesmo utilizar o produto para trabalhar. Somente o feedback dos primeiros compradores vai dizer se o tablet da Microsoft poderá superar os demais, sendo uma solução completa para quem quer se divertir e trabalhar.

Acredito que, em um futuro não muito distante, os tablets vão melhorar em termos de recursos técnicos e aplicativos, tornando esses ótimos dispositivos cada vez mais próximos de nosso ambiente profissional. E desejo que isso aconteça. Toda solução tecnológica deve ter o seu incremento para ser útil para mais e mais pessoas. Enquanto isso, use o seu tablet para ver vídeos, ler livros, assistir filmes no Netflix, jogar Angry Birds e Cut The Rope. Não há mal nenhum nisso. Foi para isso que você comprou o seu tablet, não é mesmo?